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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Véspera da histórica assembleia geral convocada, a pedido de um grupo alargado de sócios, para destituir o presidente Bruno de Carvalho por grave e grosseira violação dos seus deveres estatutários na condução do clube.

Nesse dia, 22 de Junho de 2018, soube-se que o dirigente leonino havia perdido as duas providências cautelares que apresentara, desistindo de outras duas. O Juízo Legal Cível de Lisboa declarou a legalidade da Comissão de Gestão nomeada por Jaime Marta Soares e da suspensão de Bruno de Carvalho de presidente do clube.

O sucessor de Godinho Lopes saía derrotado em toda a linha junto do poder judicial.

 

Nos boletins de voto entretanto impressos lia-se isto:

«Revogação colectiva, com justa causa, do mandato dos membros do Conselho Directivo:

"Sim, não, abstenção»

No fundo, duas opções: sim ou não à destituição?

 

O meu depoimento, parte 1:

«É o momento de votar. Para destituir o responsável pelo maior descalabro da história do Sporting. Por eleições imediatas para todos os órgãos sociais. Por uma auditoria de gestão urgente ao Sporting. Pelo regresso inadiável da legalidade ao clube. Só falta um dia.»

O meu depoimento, parte 2:

«Acuso Bruno de Carvalho de ter protagonizado o mais vergonhoso capítulo da história centenária de uma instituição de utilidade pública. Acuso Bruno de Carvalho de procurar impedir por todos os meios a expressão da voz dos sócios. Acuso Bruno de Carvalho de ter medo de ser escrutinado em eleições. Acuso Bruno de Carvalho de estar desesperadamente agarrado ao lugar. Acuso Bruno de Carvalho de manifesta falta de dimensão ética, cultural e democrática, o que o inibe de permanecer como presidente do Sporting Clube de Portugal e presidente da SAD leonina.»

 

O depoimento do João Távora:

«Que ninguém falte amanhã à Assembleia Geral, para resgatarmos o Sporting desta canalha sem valores ou princípios.»

 

O depoimento do Ricardo Roque:

«Dia 23 felizmente que não tenho de escolher entre Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares. Seria escolher entre a espada e a parede. Vou votar pela devolução do poder aos sócios, por marcação imediata de eleições! Sábado, a minha resposta é obviamente, SIM!»

 

O depoimento do Filipe Moura:

«Admito que Bruno de Carvalho resolveu muitos problemas no Sporting quando chegou mas, dado o seu carácter, vaidade e prepotência, são muitos mais (e mais graves) os problemas que cria. Neste momento a sua permanência no Sporting não vai resolver nada e só pode trazer ainda mais problemas.»

 

O depoimento do Edmundo Gonçalves:

«Já faltou mais para termos o Godinho de volta. NÃO, nem pensar!»

 

O depoimento do JPT:

«Caramba, será assim tão difícil perceber o grau de monumental desatino a que esta direcção chegou? As pessoas vivem numa outra realidade?»

 

O depoimento do António de Almeida:

«O país já não suporta este figurão, o Sporting não sobreviveria por muito mais tempo nesta deriva lunática que nos está a levar para o abismo. Sim à revogação do mandato do actual Conselho Directivo. Viva o Sporting!!!»

 

O depoimento do Pedro Bello Moraes:

«Acredito que 23 de Junho de 2018 será o dia da libertação e consequente restauração do Sporting Clube Portugal. Voto Sim à revogação do Conselho Directivo do SCP. Sim ao fim de Bruno de Carvalho, esse pequenino homem que ilusoriamente se engrandeceu à custa da grandeza do nosso clube. O Sporting é nosso.»

 

O depoimento do Luís de Aguiar Fernandes:

«Amanhã, eu estarei lá. Votarei "Sim", porque acho que é fundamental haver novas eleições para acalmar os ânimos, esperando depois uma candidatura que se proponha a seguir o rumo do primeiro mandato de Bruno de Carvalho. No entanto, acho que o "Não" irá vencer. Se assim for, podem agradecer a Marta Soares, Ricciardi, Roquette, Sobrinho e afins, por, sem quererem, mostrarem aos sportinguistas o quão grave seria voltar ao passado.»

 

O depoimento do Rui Cerdeira Branco:

«Tenho escrito pouco por aqui mas tenho escrito e, na medida do possível, feito o que posso, por aí, para tentar resgatar o Sporting de um dos momentos mais negros da sua história. Amanhã é dia de pôr um ponto final nesse mesmo destino trágico que temos vivido, da forma mais genuína e devota possível: pelo voto, em família. Amanhã será Dia de Sporting e há um grande Siiiiiiiiiim para dar ao futuro do clube.»

A voz do leitor

«Tendo em conta a forma como saiu, Ilori nunca deveria ter voltado. Muito menos não se tendo afirmado, porque uma coisa era querer singrar no futebol e por esse motivo até ter "forçado a barra" um pouco, a gente não gosta, mas compreende. Mas tendo em conta o que foi, não devia voltar nunca. Até porque tínhamos Domingos Duarte e Ivanildo, pelo menos, a merecer o lugar de terceiro e quarto centrais do plantel. Terá sido o negócio menos bom de uma boa janela de transferências em Janeiro, onde me parece que contratámos bem e não demasiado caro. Por mim, a ser verdade que tem mercado no Championship, ia pelo preço a que veio.»

 

Rui Marado Moreira, neste texto do Luís Lisboa

Balanço (1)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RENAN:

 

Pedro Azevedo: «Na baliza, a novidade Renan. (É verdade, o futebol evoluiu muito desde os meus tempos de juventude. Nas "peladas", que fazia com os amigos, o gordo ia sempre à baliza, agora não deixam o Viviano jogar.) (...) Esteve bem, mas a sua colocação de pés, no lance do golo inglês, não pareceu pacífica.» (26 de Outubro)

Eu: «Renan Ribeiro acaba de defender três penáltis. Graças a ele, e só a ele, o Sporting conseguiu dobrar o Braga e vai comparecer sábado na final da Taça da Liga: defenderemos contra o FC Porto o troféu de que somos titulares. Espero que todos quantos há quatro meses vêm injuriando este bravo guarda-redes brasileiro, titular da nossa equipa, metam enfim a grafonola no saco.» (23 de Janeiro)

- Francisco Vasconcelos: «Renan não é mau mas Salin está longe de me convencer, sendo necessário alguém que nos assegure que a baliza fica bem entregue.» (8 de Março)

- Leonardo Ralha: «Houve quem tivesse muitas dúvidas quanto ao valor do guarda-redes, incluindo este que vos escreve, mas o segundo troféu conquistado por sua intervenção directa começam a fazê-las dissipar. Mostrou-se decisivo logo no início, defendendo um forte remate de Soares que resultou de um alívio disfarçado de assistência para golo de Bruno Gaspar. Embalou para uma grande exibição, mesmo sem conseguir evitar os dois golos do FC Porto, destacando-se numa segunda parte de intenso domínio portista.» (26 de Maio)

Luís Lisboa: «Esta época, quando chegou a titular, a verdade é que não me deixou grande impressão: muito preso aos postes, muito lento a repor a bola em jogo, parecia um novo Ricardo para pior, mal por mal preferia o Salin. A verdade é que foi melhorando pouco a pouco, e muito beneficiou com o regresso de Nelson como treinador de guarda-redes. Começámos a ver saídas a cruzamentos, colocações de bola nas laterais com os pés, nos médios com as mãos, começámos mais a ver coisas do Rui Patrício. Depois veio a Taça da Liga, defendeu penáltis e ganhou confiança sem entrar em vedetismos descabidos. Depois começou aqui e ali a ser o melhor em campo. E depois veio a final da Taça, onde foi dos melhores em campo (apesar daquele passe desastrado que ia correndo mal) e defendeu o penálti decisivo.» (4 de Junho)

Faz hoje um ano

 

Mais do mesmo. Bruno de Carvalho voltou a utilizar o Facebook para falar num «ataque terrorista conta 3,5 milhões de sportinguistas», comparando-o ao assalto a Alcochete. E apontando oito nomes: Jaime Marta Soares, Artur Torres Pereira, Henrique Monteiro, Frederico Varandas, Álvaro Sobrinho, José Maria Ricciardi, José Eduardo e Rogério Alves.

«O que esta gente, que se diz sportinguista, está a fazer ao Sporting e à SAD é um acto de terrorismo, similar ao que aconteceu na Academia a 15 de Maio», escreveu o presidente do Sporting a 21 de Junho de 2018.

 

Comentou o António F:

«Ter-se-á visto ao espelho? Estará a referir-se aos elementos da sua direcção?»

Comentei eu:

«Na alucinação da escrita, esqueceu-se que três dos que agora acusa foram seus colaboradores directos - um como vice-presidente do Conselho Directivo, outro em dois mandatos como presidente da Mesa da Assembleia Geral, o terceiro como director do departamento clínico leonino durante os cinco anos do actual consulado. Entre os visados figuram ainda o maior accionista individual da SAD leonina, alguém que foi seu apoiante desde a primeira hora - ao ponto de ter dado a cara por ele em tribunal - e um restante que era "tão lá de casa" que há um ano chegou a ser convidado para o casamento de quem hoje o difama.»

 

Faltavam apenas três dias para a histórica assembleia geral que poria fim ao mandato de Bruno de Carvalho, por vontade expressa dos sócios.

 

Escreveu o Pedro Bello Moraes:

«Sábado é a resposta. Para correr com o golpista e pistoleiro Carvalho, para lhe pôr um fim no nosso clube, vamos ou vamos à Assembleia Geral de Destituição. Não temos duas opções. Há só uma escolha.»

Escreveu o António de Almeida:

«O nosso clube está neste momento à beira do abismo, dia 23 os sócios decidem se querem recuar e mudar de vida ou dar um passo frente e manter o birrento mimado a postar boçalidades no FB, insultando tudo e todos para desculpar os fracassos que provoca...»

 

Neste mesmo dia, entre as 19.45 e as 20.30, o presidente da Mesa da Assembleia Geral deu uma conferência de imprensa para esclarecer os sportinguistas sobre diversos aspectos práticos relacionados com o importante conclave leonino, desfazendo dúvidas expressas pelos jornalistas ali presentes. 

Lamentavelmente, vergonhosamente, só a Sporting TV esteve ausente. «Obedecendo às instruções do chefe máximo: ordem para calar», observei aqui.

O estilo norte-coreano imperava no canal televisivo do clube, como reflexo do desvario que lá se instalara.

 

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O que poderiam ter feito com as Gamebox 2019/2020 - um exemplo

Exponho neste artigo aquuele que é um de muitos exemplos do que poderia ter sido feito se se tivesse usado de um pouco mais de bom senso e de pensamento prospetivo, indo além de objetivos de curtíssimo prazo de resultados duvidoso com a Gamebox 2019/2020.

Imaginemos que a direção do Sporting concluiu que era imperativo acabar com a Gamebox (GB) de preço único para as crianças até 11 anos. É uma opção legítima sendo que por esse mundo fora há exemplos a favor e contra essa opção.

Os nossos vizinhos da 2ª circular têm preços diferentes, os nossos futuros adversários do Liverpool têm preços fixos (inferiores ao preço mais alto que iremos praticar). Como disse, a opção é legítima e poderá haver boas razões que justifiquem a mudança. Alguma procura superior à oferta em alguns sectores pontuais do estádio, algum abuso das GB de criança por parte de adultos que compram para os filhos mas que depois são eles a usar (por manifesta incapacidade de controlo por parte do clube). Talvez haja até outras razões que me ultrapassam e que ainda não vi explicadas em lado nenhum. Razões que ainda assim nunca devem justificar soluções globais para problemas pontuais, diria eu. Mas avancemos com estes pressupostos.

O que sei é que num inquérito recente feito pelo próprio clube a alguns adeptos com GB, ficou patente que o clube tinha perfeita noção de parte dos riscos que esta alteração significativa poderia implicar.

Uma parte significativa do inquérito, além de testar reações aos preços, visava inquirir sobre formas de discriminar positivamente quem trouxesse a família para o estádio, quem trouxesse novas Gamebox, quem tivesse uma relação mais profunda com o clube ao nível das compras de merchadising e da prática desportiva. Havia até espaço para recolha de sugestões. Mas havia também alguma rigidez implícita nas opções quanto aos preços.

As opções críticas pareciam já estar tomadas (grande aumento dos preços para crianças e para alguns sectores), o que se media eram variações marginais.

Face ao que veio a acontecer, concluo que a opção tomada fez-se de forma consciente quanto ao risco de ostracizar precisamente quem tem uma relação mais profunda com o clube, de desprezar qualquer esforço significativo de discriminação positiva às famílias e a quem garante vendas significativas de GB ou a quem tem a tal relação até economicamente mais expressiva com o clube.

Mas seria mesmo necessário aumentar os preços da GB das crianças para mais do dobro num único ano para cumprir com os objetivos de modar de paradigma?

Seria mesmo necessário ocorrer o risco de o clube ser visto como estando empenhado em expulsar as crianças e/ou estar a querer explorar ao máximo quem quer ser fiel ao lema de Geração em Geração passando da venda à extorsão (como disse, os aumentos superam os 100%, mais do dobro na generalidade dos lugares, com exceção de um único sector em 36)?

Se tudo correr pelo melhor nesta estratégia qual é o ganho máximo que se espera?

Compensa o risco de se perderem mais alguns milhares de GB em vendas este ano?

Compensa o risco de se afastarem mais uns quantos futuros adultos da vivência do clube quando as vendas de GB têm estado em queda e não propriamente fulgurantes?

As perguntas são retóricas e já sabem o que penso (ver o artigo "Este ano são menos três Gamebox"), mas não fiquemos por aí. O que se poderia ter feito para manter a estratégia e não hostilizar os sócios e, provavelmente, conseguir garantir com mais segurança o sucesso da iniciativa e ainda assim diminuir os riscos?

Eis algumas ideias simples que me parecem do mais elementar bom senso e que, creio, poderiam acabar por garantir um encaixe tão bom ou melhor e garantir também um estádio mais cheio e até mais receitas correlacionadas (ninguém gasta mais num jogo do que uma família com filhos…) por mais cerveja com álcool que se pudesse vender (e não pode, nem poderá)...

  1. Anunciar que o Sporting Clube de Portugal ia alterar a política de preço único para crianças no Estádio antes de que se começassem a receber cartas de renovação em casa;
  2. Anunciar que em dois anos os preços de crianças no estádio iriam atingir os 50% do preço de adulto do respetivo setor garantindo aumentos mais suaves e menos escandalosos;
  3. Anunciar que, com isso, o aumento máximo do preço de criança iria ser de €66 e não de €132 como está a acontecer e que os aumentos relativos nunca atingiriam os 100% mas apenas metade disso como está a acontecer;
  4. Anunciar que se pretendia, a prazo, alterar os preços relativos entre sectores no estádio mas que não se iria criar qualquer diferenciação adicional de preços nos sectores do Estádio enquanto se estivesse a implementar esta alteração de paradigma nos bilhetes dos sub-11, ou seja, todos os preços aumentariam na mesma proporção nestes próximos dois anos, exceto os de criança (há setores onde há aumentos de quase 18% para adulto + €54 e +€45 por GB e nas outras categorias além de criança);
  5. Anunciar que as GB de menores de idade quando adquiridas no âmbito da GB Familiar terão preço de criança, subindo a fasquia dos 11 anos para os 17 (alinhando com o que se passa no SLB). Haveria assim algo de concreto no espírito de Geração em Geração além de um aumento dos preços;
  6. Anunciar que sócios que tenham na sua família (uma definição e informação que já existe junto do Sporting) 3, 4 ou mais GB têm direito a incentivos especiais (sejam descontos no valor da GB, sejam outras vantagens junto do merchandinsing, convites adicionais, etc). Haveria assim algo de concreto no espírito de Geração em Geração além de um aumento dos preços;
  7. Anunciar que sócios praticantes de modalidades terão direito a condições especiais na compra da GB fomentando assim o espírito de lealdade e reconhecimento por parte do clube e fidelizando os adeptos – o mesmo para as GB modalidades.
  8. Na época de 2021/2022, já com a transição completa na GB criança, proceder à alteração de preços de alguns sectores que o Sporting quer encarecer acima dos valores de aumento anual que tem praticado.

Não concordo com a subida generalizada de preços que infelizmente não tem sido feita com respaldo no sucesso desportivo que todos quereríamos e que parece imune ao desempenho desportivo e à oferta que há em cada ano, a verdade é que, pelo menos nos últimos 10 anos, os preços têm subido muito acima do custo de vida. Neste período a inflação foi quase nula e assim continuará nos próximos anos.

Mesmo um aumento de 4% é significativo. O que dizer de 18% ou de 103%...

Os ganhos serão sempre marginais (se não forem mesmo perdas líquidas) e o afastamento do estádio por razões económicas será cada vez mais uma realidade. Mas, ainda assim esta outra forma de fazer as coisas que sugiro como mero exemplo, muito colada ao que me parecem os objetivos da direção com a GB 2019/2020, seria muito mais razoável.

Desfasaria o objetivo em dois anos mas teria a bondade de não ser tão escandalosa e de não violar as promessas e o discurso feito em campanha. E fomentaria o espírito de Geração em Geração assumindo que um dependente a cargo não deixa de o ser aos 11 anos como sucede hoje, por exemplo, com as crianças do sexo feminino que pagam preço de adulto desde o 12 anos (mulher). Aposto até que garantiria um casa mais cheia, por oferecer algo em troca a muitos dos que seriam afetados.

Agora o mal está feito e de tão incompreensível e tão mal gerido que não pode ser silenciado.

Acresce que sucede na mesma conjuntura em que os preços cobrados em várias modalidades estão a aumentar significativamente e em que os descontos até aqui existentes para famílias estão a ser cortados.

Não sei se há consciência de que uma parte significativa dos visados são exatamente os mesmos que assistem a um pedido de renovação de GB a preços estratosféricos.

Se houve essa consciência então a gestão é danosa dos interesses do clube pois não é defensável que este grupo (sócios com filhos praticantes) possa ser alvo num clube que quer ter futuro.

Se não é consciente então algo tem que mudar na capacidade de articulação interna da gestão do clube.

Falta uma visão do todo e uma capacidade de escrutinar o impacto de cada medida tomada sectorialmente naquilo que é a relação com os associados.

Gerir uma organização como o Sporting não é certamente pera doce nem nunca será. O atraso ao nível organizacional e o amadorismo herdados são conhecidos por quem é capaz de ser minimamente justo (e não vem sequer apenas da direção anterior) mas essa é a tarefa de quem está legitimado para gerir o clube.

A dos sócios é ajudarem como melhor puderem. De preferência de forma construtiva e o mais atenta possível. 

Na minha vida a participação nunca se resumiu a bater palmas, nem a deitar abaixo.

No mundo atual e numa organização com o modelo de governo do Sporting, a participação também se faz aqui. E assim será enquanto me considerem oportuno e me dê a esse trabalho.

É também assim que vejo o esforço, devoção, dedicação e glória. Sem amarras, sem cegueira, sem contrapartidas, com entrega total, com frontalidade e disponível para ajudar, em especial sempre que criticar.

Cuidado com o racional do produto futebol. Sim, é um negócio e sim, também é emoção. Mas a emoção não pode servir para se converter numa sensação de exploração.

Não matem os leões dos leõezinhos de ouro, no processo. Podemos recuperar de muita coisa, não sei se resistiremos muito tempo a um caminho mal gerido de mercantilização da relação. A relação tem que ser sentida como tendo dois lados e não pode ser artificial e de mero oportunismo, nem se pode resumir a "experiências" pontuais encenadas no estádio ou seus arrabaldes.

Não é fácil, mas é muito fácil fazer enormes asneiras, como está a ser este caso.

O verdadeiro burro não é quem erra, é quem insiste no erro. Vejam lá isso.

Saudações leoninas.

RonRon, NáNá (como jogar e comentar futsal)

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Este "post" pode parecer algo requentado e fora de época.

É uma resposta a alguns comentários aqui.

No dia que escrevi sobre futsal não sabia que NáNá (o comentador escolhido pela RTP para o quarto jogo, supostamente, o jogo do título, era um ex guarda-redes do Benfica).

Revi o jogo e os comentários, ver entre o minuto quatro e o minuto três da primeira parte:

"Ninguém ganhou três vezes seguidas ao Sporting".

"O Benfica está a um passo de o conseguir fazer".

Algumas pessoas têm dúvidas que o Benfica "tinha" de conquistar este título, vejam/leiam este "post" n´ O Artista do Dia e tirem as vossas próprias conclusões.

(aos comentadores que me acusaram de estar a faltar à verdade, não vale a pena virem a correr pedir desculpas, sei que erraram, sei que mentiram, sei que vão ter de viver com isso, as desculpas não se pedem, evitam-se).

Na imagem a tal mão de Roncaglio (RonRon) [como vimos pelo exemplo de Fernando (NáNá) os guarda-redes do Benfica têm os nomes infatilizados] que também mereceu um comentário do ex; algo do género: "Roncaglio muito bem, defende com a mão mas não faz nenhum gesto que o denuncie"; um excelente actor, portanto, já que não conseguem vencer com as regras do jogo, contornam-se, quebram-se, desrespeitam-se os colegas de profissão mas está tudo bem, desde que não sejam apanhados.

Mais uma vez um alerta para a televisão que é paga com o dinheiro dos meus impostos, menos, ok, menos palavras, menos teorias, menos parcialidade, enfim menos parvoíces durante os jogos.

Publicidade enganosa

Sobre o preçário dos novos lugares de época no nosso estádio já se pronunciaram aqui - e bem - o Rui Cerdeira Branco e o Edmundo Gonçalves. É uma decisão incompreensível e inadmissível da Direcção leonina. 

Nada tenho a acrescentar. Direi apenas que lamento ter visto, na anterior campanha para venda de gameboxes, a utilização de Francisco Geraldes, profissional oriundo da formação do Sporting, como isco para atrair adeptos. Sabemos o que aconteceu: o jogador acabou por ser mandado às malvas, sem oportunidades para mostrar o que vale perante aqueles que confiávamos e confiamos no seu talento.

Foi publicidade enganosa, afinal. Espero que não se repita.

O custo das gamebox

O Rui Cerdeira Branco já abordou este tema mais abaixo no blog, mas eu acho interessante apresentar aqui as minhas contas, não sem que antes deva dizer que a minha alma está parva!
Antes de ir aos valores, a confissão de que nunca me passou pela cabeça que houvesse chicos que usam um bilhete/GB de criança para entrar no estádio com regularidade. É algo a um nível que eu nunca imaginei que pudesse acontecer! Principalmente na nossa casa, connosco, que somos "diferentes". Diferentes... 'Tá bem!
Ora vamos lá ao orçamento: Ir a Alvalade passou para mim a ser muito mais caro desde que mudei de residência, são agora mais cerca de 80km e 5,80€ de portagem em cada jogo. Ou seja, são cerca de 2100km (180,00€ +-) e de 150,00€ em portagens. A GB aumentou alguma coisa, confesso que não sei quanto custou a da época passada, mas lendo o que por aí se escreve, andará num aumento a rondar os 5%. Ou seja, a "brincadeira, a que devo ainda juntar as quotas, vai-me sair em perto de 700€. Haverá ainda a acrescentar o custo da bifana e da imperial, que serão mais cerca de 150,00€ se não for comilão e "bebilão" e já vamos nos 850,00€. E são estas as contas que deverão ser feitas.

A questão essencial é se fará algum sentido, excluindo o factor irracional que é apoiar um clube, gastar tanto dinheiro num espectáculo que está à partida viciado. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a um jogo em que sabemos ir ser inapelavelmente prejudicados. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a três ou quatro jogos "bons" (Benfica, Braga, Guimarães, Porto) e passar o resto da época a assistir a um estacionar de autocarros e a anti-jogo que apenas dá sono e por vezes, infelizmente, nos proporciona a perda dele na noite a seguir. Se se justifica gastar tanto dinheiro num espectáculo com cada vez menos qualidade, com dirigentes mal formados, com grupos de adeptos, organizados ou não, caceteiros e com maus intérpretes dentro de campo, árbitros incluídos.

A questão é mesmo esta: Valerá a pena gastar tanto dinheiro com um mau produto? E a resposta é, definitivamente, não! 

Por outro lado há quanto à política de preços das GB uma péssima comunicação (parece ser sina). A GB, que deveria ser um factor agregador, um meio de juntar sócios à volta da equipa, uma forma de encher o estádio, não atinge esse objectivo porque não são explicadas aos sócios as opções e porque são elas tomadas. Nesta época, a primeira a iniciar por este CD, não se pedindo borlas deveria privilegiar-se o que atrás disse e criarem-se fórmulas que potenciassem a reconciliação e a agregação da família sportinguista. Sabemos que os custos são os mesmos, mas o mesmo valor (melhor, mais caro) com ou sem Liga dos Campeões, faz a diferença e o aumento "louco" da GB criança é mesmo de quem trata os assuntos com os pés, ou de quem está desfazado da realidade do clube, porque aumentar assim as GB criança, é meio caminho andado para levar menos gente ao estádio.

Em conclusão, ainda que provavelmente o coração vença esta batalha, a minha parte racional vai dar bastante luta! Bom, se eu fumasse e consumisse um maço de cigarros por dia, a brincadeira ficar-me-ia por 1825,00€ com efeitos muito mais nefastos para a minha saúde. A ver vamos...

Faz hoje um ano

 

José de Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting e uma das figuras mais populares entre a massa adepta leonina, foi impedido de entrar nas instalações do clube. Em flagrante violação de um despacho judicial, que o reconhecia como membro da Comissão de Gestão.

Comentário meu nesse dia 20 de Junho de 2018:

«Há apenas 15 meses, Sousa Cintra integrou a Comissão de Honra da recandidatura de Bruno de Carvalho. Nem isso lhe serviu de salvo-conduto para atravessar as trincheiras do Carvalhistão.»

 

Estávamos a três dias de uma histórica assembleia geral leonina.

A propósito desse acontecimento, pronunciou-se o Pedro Bello Moraes:

«Mais ansioso que nos dias dos jogos grandes, lá estarei na Arena de voto em punho e de, momento, nada secreto. Desde já vos digo que, com todas as ganas, votarei pela destituição de Bruno de Carvalho.»

 

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A voz do leitor

«Há um pensamento que eu acho que é comum a todos nós, portugueses: estávamos fartos do "quase" e das "vitórias morais"! Agora, temos as taças para provar que ganhámos mesmo! E o nosso País já faz parte dos Campeões!! E no final de tudo, é isso que conta! Antes reclamávamos com tudo e todos porque não ganhávamos, agora que ganhámos tudo o que houve para ganhar na Europa nos últimos três anos, continuamos a reclamar. Nascemos assim...»

 

Jorge Santos, neste meu texto

Alegria Máxima

Segundo a imprensa desportiva de hoje (vale o que vale), Luís Maximiano será a alternativa a Renan, sucedendo a Salin. Por ser um jovem da casa, com grande qualidade, é uma notícia que muito me alegra e desejo que em breve, seja o número um. Espero que seja verdade e que outros de igual perfil, como Thierry, Conté, Bragança ou Brás se lhe juntem.

Das reticências aos pontos de exclamação

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Tem-se falado várias vezes - incluindo nós, aqui no blogue - na linha editorial do jornal A Bola, fervorosamente (embora não assumidamente) pró-benfiquista.

Os mais condescendentes asseguram que não é questão intrínseca do diário da Queimada, mas apenas mera deriva da sua linha editorial. 

É certo que A Bola teve jornalistas de grande nomeada, vários dos quais escreviam primorosamente  e se distinguiram pela qualidade das suas reportagens, dos seus editoriais e das suas crónicas. Menciono, a título de exemplo, Carlos Miranda, Vítor Santos, Carlos Pinhão, Homero Serpa, Alfredo Farinha e Aurélio Márcio - vários dos quais tiveram descendentes, directos ou indirectos, também no exercício do jornalismo desportivo, como Leonor Pinhão, Rui Santos, João Alves da Costa e Vítor Serpa.

Acontece, porém, que o benfiquismo (fervoroso mas não assumido) deste jornal, outrora trissemanário em grande formato e hoje um diário tablóide, não surgiu de geração espontânea. Pelo contrário, já vem de longe.

Como as primeiras páginas que aqui trago bem comprovam. Na primeira, datada do dia 15 de Dezembro de 1986, noticia-se um Sporting-Benfica que terminou com o resultado 7-1. A segunda, do dia 15 de Maio de 1994, é também referente a um Sporting-Benfica, que terminou com o resultado 3-6.

Repare-se e compare-se. A diferença entre a secura informativa da primeira, marcada pelas reticências no antetítulo, e o júbilo extasiado da segunda, integralmente dedicada à partida de véspera, com três adjectivos ditirâmbicos numa mancha gráfica coroada com seis pontos de exclamação.

Estes dois exemplos, postos em contraste, equivalem a um editorial. Ou cem. Ou mil. Dizem-nos tudo sobre a rubra pigmentação do jornal A Bola.

Este ano são menos três Gamebox

É extremamente triste chegar a meados de junho e regressar ao És a Nossa Fé não para comentar o defeso, não para fazer o balanço da época e das nossas vitórias, não para renovar a esperança no que aí vem, comentar contratações, novos equipamentos, mas antes vir dizer que o meu lugar, mais o dos meus filhos, este ano será em casa. Não estou doente, não fiquei pobre, simplesmente mantenho um mínimo de amor próprio e alguns limites à emoção. Não acredito em relações desequilibradas e desrespeitosas. Ou há amor ou então não há interesse que nos valha. E, este ano, as novas gentes que comandam o Sporting ultrapassaram tudo o que era razoável na forma como remodelaram uma parte da relação.

Foram 11 anos de compra ininterrupta de gamebox ao que somo mais alguns de gamebox adepto. Este seria o ano em que iria comprar a 4ª Gamebox cá de casa para completar a promessa à totalidade da prole de pequenos leões.

Sucede que num ato completamente desfasado da realidade e que acredito ser genuinamente atentatório dos interesses do clube de curto, médio e longo prazo, descobri que teria de praticamente duplicar o investimento de um ano para o outro só para conseguir manter os três lugares e juntar-lhe uma quarta gamebox de criança.

54, 45, 96 e 189. São os números mágicos. Os três primeiros são o aumento dos preços das renovações para o setor B1. Adulto, Mulher (no Sporting as crianças do sexo feminino pagam bilhete de mulher a partir dos 12 anos) e criança. O quarto número é o novíssimo preço para criança nesse setor. Saltou de €93 para €189, mais €96.

Bem sei que somos diferentes, tão diferentes que deixamos de ser crianças aos 11 anos quando os lampiões ali ao lado têm bilhetes com 50% de desconto até aos 17 anos, desde que acompanhados por um dos pais. E eu este ano vou também ser diferente, premiando a genialidade do novíssimo marketing do Sporting. Mantendo-me fiel a mim mesmo. Há limites. Houve limites com o descontrolado e parece que tem que haver limites, de novo, agora por uma surpreendente questão de finanças, mal desenhada, mal comunicada e completamente ofensiva.

Não me vou alongar mais. Retiro as minha conclusões e votarei (para já) com os pés, abandonando Alvalade e reservando-a para idas esporádicas, à boleia de alguma "ativação de marcas" ou de alguma "nova forma de experienciar" a ida ao Estádio que certamente irão surgir como grandes novidades este ano. Talvez, até, bem mais interessantes do que as ofertas que vejo concedidas a quem quer insistir (podendo ou não podendo) em ser fiel ao Estádio. 

Não sei de que planeta aterraram estes seres do novo marketing do Sporting, mas vai ser uma experiência certamente interessante se prosseguirem por aqui.

Venha de lá o clube das elites e veremos quanto tempo mais sobreviveremos sem campeonatos ganhos e com um "all in" na produtização total da experiência Sporting.

Entretanto, as crianças não irão para nenhum sector gueto, ficarão em casa, tal como eu, solidariamente. Não tenho cara para ir sozinho sem eles, depois do que lhes prometi. É a vida. É a procura e a oferta de sabonetes, pura e dura.

Meninos com dinheiro, há uns lugares porreiros no B1 que vão vagar. Talvez haja croquetes para acompanhar.

Divirtam-se.

Faz hoje um ano

 

Prosseguia o Mundial na Rússia, a 19 de Junho de 2018. Mas o que mais nos preocupava era a situação interna no Sporting: daí a quatro dias decorreria a assembleia geral no Pavilhão Atlântico que ditaria o futuro do clube. 

Bruno de Carvalho garantiu que não compareceria na Assembleia-Geral, alegando estar suspenso de sócio, mas continuava a agir como presidente do Sporting, sem fazer caso da suspensão. Anunciando contratações diversas - desde o treinador para o futebol a jogadores para várias modalidades.

Enquanto surgia a notícia de que as obrigações do Sporting nunca tinham valido tão pouco.

Tudo era incerto, tudo era imprevisível. 

 

Escreveu o José da Xã:

«Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Um presidente que tenta castrar as opiniões divergentes ("deixa-se andar e quando vamos ver já fomos") em vez de com humildade se dispor a ouvir os sócios e as suas ideias, que não respeita qualquer associado que lhe faça uma critica, que confunde autoritarismo com ser visto como uma autoridade, que desagrega e não une e que privilegia o "eu" em detrimento do "nós" não pode ter o meu voto.»

 

Escreveu o Francisco Almeida Leite:

«A empresa que audita as contas da sociedade do SCP diz preto no branco que as rescisões dos jogadores “mais valiosos” do plantel constituem “uma ameaça concreta em relação à continuidade das operações da Sporting SAD”. Para quem tinha dúvidas...»

 

Escreveu o Tiago Cabral:

«Que os Sportinguistas não tenham dúvidas: Se Bruno de Carvalho não for destituído, o clube, como representante de valores éticos que tanto nos orgulhamos, acaba.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«É importante salvar o Sporting na próxima assembleia-geral e destituir este Conselho Directivo.»

 

Escreveu o JPT:

«Tenho visitado a página-FB do Bruno e outros sítios onde abundam os seus apoiantes. Ainda há imensa gente a apoiá-lo. É até surpreendente, com tantos dislates que vem cometendo nos últimos meses. Passados 35 anos o grande presidente João Rocha ainda é criticado pelo erro histórico de ter perdido Paulo Futre. Este BdC desbarata a equipa sénior do clube e ainda é apoiado ...! 

 

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A voz do leitor

«Perdeu-se uma grande oportunidade de limpar o futebol com o Apito Dourado... continuam todos no mundo da bola, com alguns dos mais envolvidos agora em "cargos de chefia". É aproveitar agora isto e dar vassourada em todos aqueles que estejam de forma directa ou indirecta envolvidos nestas mixórdias.»

 

Luís, neste texto do Sol Carvalho

Formação e auto-estima

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Termos sido campeões da Europa com dez jogadores da nossa formação, incluindo quatro que jogavam na nossa equipa principal, foi para mim um motivo de enorme orgulho. Nunca tinha acontecido antes, sabe-se lá quantos anos passarão até voltar a acontecer.
Que outra equipa portuguesa pode alguma vez gabar-se do mesmo?

O problema é que nós mal valorizamos estes trunfos. Começando pelo presidente da altura, que tratou logo de abrir guerra a alguns desses jogadores, nomeadamente o Rui Patrício e o William, desvalorizando-os ao ponto de lhes ter feito um autêntico assédio moral. Ou bullying, como agora se diz em «português moderno».
Inqualificável.

No dia em que mudarmos de mentalidade, sabendo puxar pelo que é nosso em vez de hostilizarmos os nossos valores, seremos os maiores de Portugal outra vez.
Mas esta é uma condição prévia indispensável. Puxarmos pelo que é nosso, em vez de gastarmos o melhor das nossas energias a desvalorizá-lo.
Outros, com muito menos e pior matéria-prima, são capazes de valorizá-la até aos píncaros.
Isso, pelo menos, devíamos aprender com eles.

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