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És a nossa Fé!

Prognósticos antes do jogo

Isto agora é assim, ao ritmo de dois jogos por semana: chega a jornada 31 deste insólito campeonato a três voltas. Calha-nos amanhã, a partir das 19.15: desta vez recebemos o Santa Clara, simpático clube açoriano que tem o defeito de ostentar um símbolo decalcado do Sport Lisboa. 

Na primeira volta, em Ponta Delgada (onde havia uns jumentos a zurrar "Alcochete sempre!"), impusemos goleada: vitória por quatro sem resposta, a 16 de Dezembro. Os golos foram marcados por jogadores que por um motivo ou outro deixaram de calçar em Alvalade: Luiz Phellype (2), Bolasie e Bruno Fernandes.

Segue-se a pergunta da praxe: quais são os vossos prognósticos para este Sporting-Santa Clara?

Cédric Soares!

Numa altura em que muitos arrasam com tudo o que mexe e foi jogador do Sporting, ou porque quis sair, ou porque forçou a saída, ou porque rescindiu, ou porque rescindiu e voltou e por aí fora, precisamos de respirar, precisamos de exemplos, precisamos de referências. E, dito isto, era possível ainda arranjar mais umas quantas hipóteses da pseudo fogueira pública em que alguns teimam, com o corolário no "formamos jogadores mas não formamos homens"... 
Aliás, são raros os casos em que antigo/ex jogador agrade a "gregos e a troianos". Acho que nem CR7 faz o pleno.
Também é verdade que não vemos muitos exemplos de reconhecimento e agradecimento ao clube e, infelizmente, alguns chegaram mesmo ao ponto de não lhes bastar a indiferença, cuspiram mesmo no prato onde comeram. Outra verdade é que o Sporting vive ciclicamente em guerra e em depressão, o que não ajuda nada pois muitas das críticas e "assassinatos" têm a ver sobretudo com a direção ou o Presidente que os contratou ou vendeu... Quem passa pelos campos de batalha digitais, Instagram ou Twitter sabe bem do que falo.

Por isso sabe bem ler coisas assim, afaga-nos o ego e faz-nos acreditar. 
Cédric Soares- "Se um dia voltasse a Portugal, voltaria para o Sporting. Foi o clube que me formou como homem e jogador e pelo qual ainda torço" (https://tinyurl.com/y9t3utsw)

 

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(fotografia extraída do site https://cedricsoares.pt/)

A voz do leitor

«Como é que o Jorge Sousa pode ser árbitro ou VAR de jogos do Sporting, depois do que fez no passado? E o que dizer deste "árbitro" que demora hora e meia a redigir um relatório? E não estamos nós a lutar por nada! Porto e Benfica, quando estão a ter dificuldades em ganhar, aparece sempre qualquer coisa (penálti, expulsão, erro do adversário...). Esta - entre muitas outras, obviamente - é uma das razões por que não somos campeões há tanto tempo. Devil is in the details...»

 

João Rafael, neste meu texto

Perceber a diferença

Quando Rúben Amorim pegou na nossa equipa, o Sporting tinha menos 19 pontos que o Benfica e menos 4 pontos que o Braga. Agora segue a 11 pontos do Benfica e tem mais três pontos que o Braga.

Em sete jornadas, portanto, recuperou 15 pontos a estas duas equipas. Não é coisa pouca.

Mais: com Amorim ao leme, o Sporting registou cinco vitórias e dois empates, 12 golos marcados e 4 sofridos.

Nas sete jornadas anteriores, tinha averbado 3 vitórias, dois empates e duas derrotas. Sete golos marcados e seis sofridos. Mesmo contando com Bruno Fernandes, que entretanto rumou ao Manchester United.

Já dá para perceber a diferença.

Pódio: Plata, Coates, Wendel

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Moreirense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Plata: 15

Coates: 15

Wendel: 14

Jovane: 14

Matheus Nunes: 14

Nuno Mendes: 13

Borja: 13

Ristovski: 13

Acuña: 13

Luís Maximiano: 13

Neto: 13

Sporar: 12

Battaglia: 11

Joelson: 9

 

O Jogo e A Bola elegeram  Plata  como melhor sportinguista em campo. O Record optou por  Jovane.

A voz do leitor

«O lance do Jovane ainda é discutível, mas o de Coates é escandaloso como não é assinalado. Mas para mim o mais grave deste jogo foi o momento em que o Moreirense fica reduzido a dez, e se vê claramente na transmissão o treinador a dar ordens ao guarda-redes para fingir uma lesão, para dar tempo de aquecer ao central que ia entrar. Que isto passe impune, sem castigos bem severos para o treinador e para o guarda-redes, é inadmissível. Isto na liga inglesa dava dois jogos de castigo para o guarda-redes. Já dizia o outro, o fair-play é uma treta.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste meu texto

Dois penáltis roubados ao Sporting

A imprensa desportiva de hoje é unânime: o árbitro Tiago Martins cometeu ontem um atentado à verdade desportiva ao não assinalar duas grandes penalidades claríssimas favoráveis ao Sporting - uma a abrir, outra a fechar o jogo que disputámos em Moreira de Cónegos.

Até árbitros que estão muito longe de ter qualquer simpatia pelo Sporting reconhecem isto. E assinam por baixo.

 

Passo a citá-los:

 

Minuto 3: João Aurélio derruba Jovane dentro da área.

 

Duarte Gomes (A Bola): «João Aurélio, no interior da sua grande área, chegou tarde à bola dividida e acabou por atingir Jovane, derrubando-o. Pontapé de penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «João Aurélio aborda tarde o lance, não jogou a bola e, de forma negligente, atinge Jovane. Falta merecedora de penálti.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Há falta, obviamente. João Aurélio chegou tarde, não jogou a bola e atingiu um pé de Jovane. Penálti que ficou por assinalar

Jorge Faustino (Record): «Jovane foi mais rápido do que João Aurélio a chegar à bola desviando-o do seu adversário, que não conseguiu travar o movimento que a sua perna levava, pontapeando a canela de Jovane. Penálti por sancionar

José Leirós (O Jogo): «João Aurélio não joga a bola e atinge uma perna de Jovane, que estava em cima da linha, logo dentro da área. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Jovane cai na área depois de ser rasteirado por João Aurélio - o avançado consegue fazer o passe antes de ser atingido pelo defesa dentro da grande área. Penálti por assinalar

 

Minuto 90+5: Coates é agarrado e imobilizado por Djavan em zona proibida.

 

Duarte Gomes (A Bola): «Djavan e Coates tocam-se, mas, na sequência, o central do Moreirense puxa a camisola do sportinguista em lance que o VAR sinalizou. Penálti por assinalar

Fortunato Azevedo (O Jogo): «Coates é agarrado de forma persistente pela camisola, acabando por ser derrubado e impedido de jogar a bola. Falta merecedora de penálti

Jorge Coroado (O Jogo): «Coates foi claramente agarrado, impedido de se deslocar e derrubado. No campo, admite-se que o árbitro não tivesse visto, mas com o recurso às imagens trata-se de dupla incompetência não assinalar penálti

José Leirós (O Jogo): «Há empurrão mútuo para melhor se posicionarem, mas, no momento crucial, Djavan agarrou e puxou a camisola de Coates de forma evidente. Penálti por assinalar

Marco Ferreira (Record): «Coates cai na área, após ser agarrado pela camisola, o que o impede de disputar a bola. Pontapé de penálti por assinalar, após o VAR alertar para a situação.»

A pré-época

Chamem-me o que quiserem mas para mim estamos já na pré-época 2020/2021. Esta é, parece-me, a aposta e orientação da Direcção e da Equipa Técnica, e concordo com ela. Afinal, no final desta tão atípica temporada resta-nos deixarmos de fazer figuras tristes em campo, abandonando definitivamente o péssimo e errático jogo que durante meses, meses de mais, foi sendo praticado por um conjunto de jogadores, e substituirmos aquilo que tantas vezes nos envergonhou e exasperou por uma equipa de futebol com cabeça, tronco e membros. Uma equipa que saiba o que está a fazer em campo - que já tantas vezes o faz bem! Uma equipa que nos dê indicações que no futuro estará melhor. Uma equipa, enfim, que nos dê esperança e horizonte.

Antes de Rúben Amorim, e pegando na ilustração anatómica, cabeça não havia. Nem nos jogadores e treinadores, e menos ainda na massa adepta, que a perdíamos com os nervos a cada jornada de novo e repetido desaire e desnorte. Quanto ao tronco, esse, só o comum. Do qual quase todos partilhávamos que aquilo era tudo um desastre. E membros faltavam sempre aos nossos na hora do passe certeiro, do remate decisivo, no momento tão ansiado do chuto matador. Goleador.

Ontem, em Moreira de Cónegos, faltou-nos acerto, sim, é verdade, mas também o é que essa conclusão tiramo-la sem termos de recorrer a bitolas antigas de anos, décadas mesmo, mas porque temos já a bitola Amorim.

Como tantos, também não gostei de ver Wendel e Nuno Mendes no banco. Muitos defendem que em equipa ganhadora não se mexe. Outros sentenciarão que não é preciso aplicar a rotatividade no plantel.

Devo confessar que concordo com essas máximas, mas quando seguidas e aplicadas em tempos de casa arrumada e totalmente definida. Infelizmente, o Sporting ainda não está assim. Mas felizmente para lá caminha. Caminha, acredito e tudo farei para que assim seja, para alcançar vitórias de forma consistente e, por isso, natural. O desejado reencontro com o estatuto de clube grande ganhador.

Posto isto, aceito e aplaudo a experiência e até mesmo experimentalismo que Rúben Amorim tem realizado nas equipas que monta. 

Há nele consistência. As equipas têm todas por base a formação. E esta aposta continuada e reforçada nos nossos principais activos é preciosa. É a que verdadeiramente nos dá futuro e inda rumo. É raro, muito raro, que ao discurso, às palavras se juntem os actos. O clube, esta direcção, disse-nos em tempos que iria apostar na Academia e suas muitas jóias e (depois de enganos e atrasos) está finalmente a fazê-lo.

Acreditando que não mais voltaremos a fazer figuras tristes esta temporada, convicto que no pódio ficaremos (fraco consolo!), espero e disso estou mesmo convencido que estas derradeiras jornadas estão já a ser a preparação de uma época vitoriosa.

Começámos 2020/2021 mais cedo que os outros. Tiremos proveito disso e assim sendo nem a incompetência (será só isso?) dos árbitros como os de ontem em Moreira de Cónegos nos impedirá de alcançar a glória que inscrevemos na nossa insígnia. 

A mãezinha dele até pode ser uma senhora muito digna

Só pude ver o jogo de ontem na Ucrânia. O comentador lá ia arrastando a voz ao ritmo tropeçante e pastoso do desafio. Uma partida em que para dar tempo a uma substituição o guarda-redes atira-se lesionado para o chão o tempo necessário a que o suplente dispa o fato de treino e oiça as indicações do treinador. E o "árbitro" ou lá o que era aquilo nada insatisfeito com a cena. 

Mas no final, quando Coates sofre um penalty do tamanho da Catedral de Santa Sofia de Kiev, mesmo não percebendo nada do que dizia o comentador percebia-se tudo o que queria dizer pela excitação em que entrou. Como foi possível ter ido ver ao vídeo e não ver o que toda a gente via? Era isto de certeza que dizia o comentador ucraniano no tom claramente intrigado e surpreendido com que falava.

Como não percebo nada da língua ucraniana, nem dos costumes locais, não sei se o comentador terá chamado gatuno e filho da puta ao árbitro - não  posso jurar, mas fazia sentido.

Keizer versus Amorim

Ruben Amorim tem muito boa imprensa. É um facto incontroverso.

Mas hoje gostaria de falar dos seus resultados.

Já aqui disse que a contratação de um treinador sem experiência por 10 milhões é um absurdo. Um luxo a que não nos podemos dar. Continuo a pensar o mesmo.

Para que não me acusem de ser "brunista" por abordar os muitos erros da actual gestão, vou comprar os resultados de Amorim com os do treinador que Varandas disse ser o seu, há pouco mais de um ano, depois de uma analise apuradissima de alternativas.

Vejamos os primeiros resultados de Keizer:

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Resumindo: em 7 jogos, Keizer tinha 30 golos marcados e apenas vitórias. Todos nos recordamos de grandes jogos de futebol, com Nani e Bruno Fernandes em grande plano. Bem como outros jogadores entretanto vendidos, como Raphinha ou Bas Dost. A defesa, essa sempre foi um problema para Keizer - e viria a custar-lhe a Supertaça 2019, contra o SLB - e, mais tarde, o lugar.

Pois bem, ontem Amorim completou o seu 7.º jogo ao comando do Sporting. O balanço é de 5 vitórias (todas com clubes da segunda metade da tabela) e dois empates (com duas equipas da parte inferior da primeira metade da tabela) . 

Longe de querer criticar Amorim, que apanhou uma equipa destroçada e acabada de ficar sem o seu capitão e melhor jogador, é preciso fazer a ressalva de que a equipa desta segunda metade da época nada tem a ver com a que Keizer herdou (e com a qual ganhou dois troféus). 

Para colmatar as muitas debilidades do plantel actual do Sporting, Amorim foi inteligente ao arriscar nos jovens, o que coloca os adeptos do seu lado. E não é preciso ser um génio da bola para ver que Nuno Mendes, Quaresma e outros são mais-valias. 

Mas ontem voltou a insistir em Borja, um jogador demasiado trapalhão para uma linha de 3 defesas. Em Battaglia, que hoje é um jogador triste e aborrecido, aparentemente desligado do clube. E parece não saber o que fazer de Sporar (um jogador que, na minha opinião, terá de suar muito para se manter titular quando o limitado Phellype estiver de regresso). 

Para Amorim, começa agora o teste a sério, com visitas aos estádios dos dois clubes no topo da tabela em poucas semanas. Que lhe corra bem, é o que todos desejamos. 

Para Varandas, o grande teste virá no final da época:  reconstruir uma equipa vendida aos poucos desde 2018, e para a qual não tem sido capaz de recrutar jogadores de qualidade; e conseguir manter as expectativas baixas e a ambição ao mínimo, num clube cuja maioria dos adeptos não se conforma com o segundo ou terceiro lugar, e tendo já uma enorme e ruidosa oposição dentro de casa. 

A boa imprensa talvez amaine a contestação à direcção (ou ao que resta dela, depois das demissões dos últimos meses), mas Varandas dificilmente sobreviverá a um início de época como a de 2019-20, quando Keizer ainda era o eleito. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da nossa organização defensiva. Há números que não se alcançam por acaso: levamos sete jogos consecutivos sem perder. Isto deve-se ao facto de o actual técnico estar a construir uma equipa, como mandam as regras: de trás para diante. Mesmo tendo perdido o grande esteio do nosso bloco defensivo - Mathieu, internacional francês ex-Barcelona - Rúben Amorim tem sabido apetrechar o sector mais recuado de um dispositivo táctico eficaz, traduzido em números: apenas quatro golos sofridos nos últimos sete jogos, contra 12 marcados. Apenas sofremos em três desses sete desafios. Ontem, fora de casa contra o Moreirense, a nossa baliza manteve-se intocável (0-0).

 

De Coates. Destacou-se no jogo como baluarte da defesa, dando-lhe voz de comando. É o mais veterano desde a saída de Mathieu, que abandonou o futebol por lesão. Atento, sempre que foi necessário, a limpar qualquer investida adversária - assim foi, com cortes providenciais, aos 15' e aos 53'. E ainda foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe. O melhor em campo.

 

De Wendel. Ficou, estranhamente, sentado no banco e só entrou aos 61'. Erro do técnico, que viu a equipa jogar mais de uma hora sem o seu pêndulo no meio-campo, que organiza jogo e transporta a bola com qualidade. Mal entrou, viu-se a diferença: a equipa ganhou fôlego ofensivo, subiu o patamar de qualidade e só não alcançou os três pontos por imperícia na finalização e incompetência do dono do apito.

 

De Nuno Mendes. Outro jogador que devia ter alinhado de início. Difícil de entender a opção de Rúben Amorim, que o manteve sentado no banco de suplentes até ao minuto 61', quando entrou para render o inoperante Borja. Só aí passámos verdadeiramente a ter um ala esquerdo: Acuña, ontem muito apagado, nunca pareceu combinar com o colombiano e funcionou melhor quando recuou para a posição de central esquerdino, enquanto o jovem da formação leonina se adiantava no terreno, acelerando o jogo no corredor e cruzando com intenção deliberada de servir os companheiros na grande área.

 

Das substituições. Contra uma equipa que não fez um só remate enquadrado à nossa baliza e ficou reduzida a dez aos 51', só conseguimos ocupar com eficácia o corredor central após mais de uma hora de jogo, quando o treinador fez as substituições que há muito se impunham. Tempo desperdiçado, quando a energia física já não era a mesma e a capacidade anímica do colectivo leonino estava longe do seu melhor. Além das já mencionadas, registou-se ainda a troca de Ristovski pelo ainda júnior Joelson, em campo desde os 66'. Benjamim do plantel, teve bons pormenores, dinamizando o flanco direito do nosso ataque e ganhando mais meia hora de experiência entre os adultos.

 

De Plata. Foi sempre um dos mais inconformados, causando sucessivos desequilíbrios ao transitar da ala para o centro, com a bola dominada no pé esquerdo, na habitual manobra que costuma confundir os defesas adversários, tentando servir Sporar - e assim foi, num bom centro aos 33´, infelizmente desperdiçado. Alvo de faltas consecutivas: uma delas levou à expulsão de Halliche, aos 51'.

 

Da contínua aposta na formação. Terminámos o jogo com cinco jovens oriundos da Academia em campo: Luís Maximiano (que não fez qualquer defesa digna desse nome durante toda a partida), Matheus Nunes, Jovane, Nuno Mendes e Joelson. Só assim, dando-lhes oportunidades, estes jovens conseguirão evoluir e mostrar aquilo que realmente valem.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezasseis jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista cinco vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD e Gil Vicente) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero. Não apenas pela ausência de golos mas também pela quase inexistência de verdadeiras oportunidades de os criar. Só fizemos dois remates dignos desse nome: aos 69', quando Sporar, num remate cruzado da direita, atirou com força mas à figura do guarda-redes, e aos 84', quando Wendel também foi incapaz de ludibriar o guardião do Moreirense. Voltámos a perder pontos, quatro jogos depois: soube a muito pouco.

 

De Sporar. Terceiro jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Pareceu estar sempre no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Demorou mais de uma hora a conseguir o primeiro remate e, quando o fez, permitiu intervenção fácil do guarda-redes. De algum modo símbolo da partida, nesta que foi a pior exibição do Sporting na era Rúben Amorim.

 

De Battaglia. O técnico apostou nele como titular, enquanto médio mais próximo do eixo da defesa, numa partida em que não precisávamos de um trinco, dadas as características da equipa adversária, nada vocacionada para o ataque. O argentino está em manifesta quebra de forma: nunca combinou com Matheus Nunes, seu parceiro no meio-campo, foi incapaz de fazer passes de ruptura e pareceu perdido naquela função de funcionar como tampão de um fluxo ofensivo que nunca existiu.

 

De Matheus Nunes. Amorim continua a confiar nele, mas desta vez o jovem brasileiro não correspondeu: falta de intensidade no transporte de bola, falta de criatividade para desenhar lances, manifesta incapacidade para ligar sectores. Passe disparatado aos 60', péssimos remates para a bancada aos 72' e aos 75', pontapé sem nexo aos 78'. Custa perceber por que se manteve em campo durante todo o jogo.

 

De Borja. Central improvisado desde a saída de Mathieu neste rígido sistema de defesa a três (ou a cinco) imposto pelo novo treinador, o colombiano nunca sai da chamada "zona de conforto", incapaz de acelerar o jogo ou de iniciar a construção com qualidade. Disto se ressentiu Acuña, o elemento que actuava mais próximo dele no corredor esquerdo e que acabou por substituí-lo quando o técnico alterou enfim o inoperante onze inicial. Cada vez se percebe com mais nitidez que precisamos de um verdadeiro central esquerdino como reforço do plantel.

 

Do árbitro Tiago Martins. Deixou passar em claro uma grande penalidade cometida sobre Jovane, logo aos 3', sendo ainda mais incompreensível que o vídeo-árbitro (ontem era Jorge Sousa) não o tenha advertido para este lance. Quase ao cair do pano, voltou a fazer vista grossa a outro penálti, sobre Coates, numa bola disputada dentro da área. Aqui foi avisado e ainda se dignou espreitar as imagens, mas manteve a decisão inicial: tratou como "casual" um derrube à margem das leis do jogo. Péssima actuação, confirmando ser um dos piores apitadores que se pavoneiam na Liga portuguesa.

Malfadado " POLVO "

Quando não quer ver o que toda a gente vê, só  resta um caminho a Tiago Martins: sair. Esta teimosia em não querer assinalar o penalty sobre Coates no último lance do jogo, depois de consultar no VAR, aquilo que todos os que assistiam ao jogo puderam observar, só nos leva a concluir que o "POLVO" está de volta no seu melhor. Não quero chamar incompetência, nem nulidade, como Jorge Coroado o definiu, ou sem critério técnco e disciplinar, como outro ex-árbitro caracterizou a sua atuação; prefiro chamar-lhe "artista" e tentáculo de um "polvo" difícil de apanhar, pois é muito viscoso.

Uma decisão imparcial?

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(Imagem retirada daqui)

«[O] Árbitro

 

A figura número um do jogo… não joga, isto é, não chuta. É o primeiro a entrar em campo e o primeiro a entrar em acção, apitando para o desafio começar, do mesmo modo que lhe caberá também a última palavra: apitadela que põe termo ao encontro. O árbitro não pode ser encarado como inimigo, temos de o ajudar, até porque é muito difícil a sua tarefa: velar pelo cumprimento das regras do jogo. Pode errar, como homem que é, mas, em princípio, o árbitro tem sempre razão, sabe as regras, é um amigo mais que também entra no jogo. Não lhe chamem imparcial, porque ele pode afinar e com alguma razão. Se é árbitro, é imparcial, isto é, não é parte, não é parceiro, está fora das equipas, está acima. Chamar-lhe imparcial é admitir que ele não o pode ser, compreendem?... E ele pode não gostar.»

 

In.: PINHÃO, Carlos – Abril futebol clube. 1ª ed. Lisboa : Vega, 1991. p. 87

 

Os filhos da puta, parte enésima

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Eu podia começar este post por reclamar sobre o desespero de colocar o Coates a jogar a ponta de lança (avançado centro, para o nosso querido presidente), tal como fazia Silas nos seus gloriosos dias como treinador do Sporting. Ou até sobre a oxigenação do cabelo de Jovane, que lhe deve também ter alterado a cor (e não só) dos neurónios (não há lá ninguém que lhe diga que ainda é cedo para se armar em vedeta?). Ou até relembrar a máxima de que em equipa que ganha não se mexe. Ou mesmo que não se compreende que a jogar contra dez quase meia-parte do jogo, apenas se tivessem feito dois remates enquadrados com a baliza e nenhum deles com verdadeiro perigo, o redes deles nunca deve ter tido uma noite tão descansada. Vá, basicamente, eu poderia começar por dizer que o nosso jogo foi vulgar, que alguns jogadores (curiosamente os mais "velhos") estão claramente a mais e é empandeirá-los enquanto é tempo e que outros naturalmente estão "crus" ainda e que cometem erros às vezes infantis e até podia começar por escrever que a nossa prestação foi uma valente porcaria.

Mas não. Começo e termino por dizer que mais uma vez fomos roubados. O resto são amendoins. Melhor, o resto continua a ser a acção de certos filhos da puta, que impunemente nos continuam a roubar.

Reforços precisam-se

O jogo de ontem, onde o Moreirense teve um desempenho muito competente, alguns jovens estiveram em noite desinspirada e o árbitro recusou ver o que estava à vista de todos, veio por a nu as debilidades deste Sporting sob o comando de Rúben Amorim.

Quando nos recordamos do desempenho do Braga contra o Sporting e vemos este Sporting jogar, no mesmo modelo táctico e com as mesmas ideias de jogo, há coisas que o Braga tinha e não vemos neste Sporting.

Desde logo um ponta de lança com capacidade de jogo aéreo, Paulinho, bem solicitado por centros teleguiados, e com médios altos a entrar para confundir marcações. 

Depois, capacidade de meia distância, com circulação de bola de lado a lado para confundir marcações e centros atrasados a solicitar o remate à entrada da área.

São dois elementos essenciais para ultrapassar defesas acantonadas e a jogar de frente para a bola, como aconteceu ontem depois da expulsão.

E assim, para mim é óbvio que precisamos de reforços, não para sentar o Plata e vir um Fernando qualquer, mas para irmos buscar o que não temos, e que muito nos faz falta.

 

Para mim as prioridades são as seguintes:

1. Ponta de lança forte no jogo aéreo, o tal "pinheiro", "poste", ou lá o que seja, um novo Bas Dost, Jardel, o que quiserem. Sporar é superior a LP29 fora da área, mas ainda inferior a ele dentro dela no jogo aéreo. Pedro Mendes, Tiago Tomás, Gelson Dala, Ruiz: nenhum deles tem essas características.

2. Um médio centro possante e com meia distância, mais de passe e controlo do que de transporte de bola, já sei que muitos não irão gostar do exemplo que vou dar, um novo Gudelj para melhor. Battaglia, Matheus Nunes, Palhinha, Wendel, Doumbia: nenhum é isso. Bragança ou Geraldes, menos ainda.

3. Um lateral direito experiente que ponha a bola onde põe os olhos. Aqui o exemplo mora no Porto, embora no caso seja esquerdino, Alex Telles. No Sporting não há bons exemplos para dar desde há décadas. Risto já não vai lá. Rosier um flop, na formação ou emprestados não há ninguém de que me lembre em condições.

4. Um novo Mathieu. Fala-se no marroquino do Betis, se calhar outro Neto. Borja não passa daquilo que é: muito pouco e muitas vezes assusta. Ontem uma novidade, Acuña a dar uma capacidade de construção desde trás nunca antes vista. Para repetir a aposta? Nuno Mendes é bom de mais para ficar no banco. Mas Acuña, mesmo na má forma actual, é de longe o melhor jogador do plantel actual e não pode ficar de fora.

 

Entretanto, e pondo de fora os mais jovens, enquanto há jogadores que muito cresceram com Rúben Amorim, Coates e Wendel à cabeça, outros não estão a conseguir. Battaglia (este para mim uma grande desilusão), Borja, Ilori, Rosier, Eduardo serão para tentar vender ao melhor preço. Renan e o LP29 deverão ir pelo mesmo caminho. No conjunto custaram quase 20M€. Que davam muito jeito ao Sporting.

Enfim, os poucos jogos que faltam e muito particularmente os embates com os rivais, vão clarificar muita coisa, mas duvido que se afastem muito destas minhas ideias.

E as vossas quais são?

SL

A banalização da criminalidade

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Se estivessem a atravessar a estrada, fora da passadeira, alguém tinha o direito de vos esfaquear?

Sim, é um reductio ad absurdum mas é a metáfora perfeita para o que se passou ontem em Moreira de Cónegos. O Sporting não fez uma exibição de encher o olho mas viu Tiago Martins e Jorge Sousa (VAR) prejudicá-lo de maneira inexplicável.

Jorge Sousa ignorou olimpicamente três grandes penalidades e Tiago Martins escolheu não expulsar Abdu Conté.

Jorge Sousa foi, durante toda a sua carreira, aquilo que na gíria se chama um "FILHO DA PUTA" para com o Sporting Clube de Portugal. O sindroma de pénis pequeno levou-o mesmo a ter este pequeno ataque de prepotência contra um dos nossos guarda-redes:

 

Já Tiago Martins pertence à nova escola de padres. Pelos vistos, esta semana, voltaram a rezar e a cantar bem.

Joguemos bem ou joguemos mal, nada dá o direito a ninguém de nos prejudicar! Nada!

Para os católicos: Há um mandamento que diz "Não roubarás!"

Para os ateus: Se forem assaltados, não perdoam o assaltante por irem mal vestidos, certo?

Para os Sportinguistas: Não se pode aceitar como normal que nos prejudiquem dentro de campo. Isto não tem que ser resolvido nos bastidores, isto tem que ser resolvido de forma clara e à vista de todos: Não devemos tolerar roubos! Não devemos aceitar maus árbitros. Não devemos aceitar menos que aquilo que é o nosso direito de ver os nossos lances bem ajuizados!

Do que é que a Liga e o CD da FPF estão à espera para suspender estes dois LADRÕES?

Mercado transparente

Francisco Adán, Robin Olsen, Pedro Porro, Vitorino Antunes, Zouhair Feddal, Danilo Barbosa ou Wanderson. Estes são alguns dos nomes que têm sido associados ao Sporting, para reforçarem a equipa na próxima época. Opções interessantes, acessíveis e sem representarem um clube contra o qual o Sporting vá jogar até fim da época.

Ennio Morricone

Faleceu hoje o compositor italiano Ennio Morricone, autor de inúmeras bandas sonoras inesquecíveis que fazem parte do nosso imaginário.

Destaco esta, o tema de abertura da série italiana «La piovra», em português «O polvo» - transmitida em Portugal nos finais dos anos ’80 e retrata a luta de um inspector de polícia e a sua luta contra a máfia.

Creio que esta banda sonora seja a que melhor se adequa ao futebol português.

 

Foi com a música deste compositor e a voz de Dulce Pontes que o novo Estádio de Alvalade foi inaugurado.

A nossa homenagem!

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