Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Balanço (25)

image.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MONTERO:

 

Pedro Azevedo: «O seu futebol de filigrana ganha fulgor quando a confiança e a capacidade física aumentam. Aí, torna-se uma dor de cabeça para os adversários, impotentes face ao seu futebol feito de toque, refinada técnica e inteligência, ingredientes bem presentes no seu golo.» (30 de Setembro)

Eu: «Gostei que aos 17' já estivéssemos a vencer, com um golo de Montero. O colombiano também teve participação no segundo, com uma recuperação que denotou mestria técnica e fez uma movimentação quase à boca da baliza, crucial para o terceiro. Considero-o o homem do jogo.» (13 de Dezembro)

- Leonardo Ralha: «No lance do primeiro golo provou que é capaz de cabecear por instinto e a sua presença bastou para induzir um adversário a fazer autogolo. Sempre excelente a combinar com Bruno Fernandes, não merecia o extremo azar de sair de maca devido a uma bola dividida no meio-campo.» (14 de Dezembro)

- Francisco Melo: «Num ano muito delicado, a viver a pior fase da época, o Sporting deixa Nani e Montero irem embora??? Logo dois dos mais virtuosos e dedicados jogadores do plantel?! Desculpem, mas esta notícia fere mais a nossa alma de leão do que a derrota de ontem.» (15 de Fevereiro)

Francisco Chaveiro Reis: «Dir-me-ão que se poupa no ordenado. Eu preferia aumentar Montero e não pagar sequer um ordenado mínimo a Gaspar, Pinto ou Petrovic. Pela porta pequena sai um homem que venceu três taças, participou em 131 jogos e marcou 46 golos. Segundo avançado, franzino mas com faro de golo, Montero, espécie de João Vieira Pinto dos 150´, apresentou-se em Alvalade, numa tarde de agosto com um hat-trick ao Arouca. Marcaria 16 vezes no ano de estreia e mais 18 no seguinte.» (15 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «Já não há Montero e, neste momento, faltam na Academia jogadores que tenham capacidade para fazer essa posição.» (8 de Março)

Faz hoje um ano

 

Entravam em vigor os novos estatutos leoninos, que Bruno de Carvalho tanto fizera por aprovar - ao ponto de, cinco meses antes, ter ameaçado os sócios da demissão colectiva dos órgãos sociais caso não visse esta inovação apoiada por uma percentagem mínima de 75%.

Principais inovações:

- Fim do Conselho Leonino;

- Elevação do presidente do Conselho Directivo ao patamar de órgão social do clube;

- O Conselho Fiscal e Disciplinar passou a integrar todos os membros da lista mais votada, pondo-se fim ao método de Hondt, que fazia distribuir os lugares proporcionalmente em função dos votos;

- Endurecimento considerável das medidas punitivas contra sócios sob alçada disciplinar, podendo a pena mais pesada interditar o exercício de funções no clube durante um período de oito anos.

O presidente cessante seria um dos primeiros a experimentar o peso disciplinar dos novos estatutos...

 

Já prevendo isso, escrevi aqui a 15 de Julho de 2018:

«Por ironia, o principal mentor desta alteração estatutária pode ser o primeiro alvo das duras sanções que preconizou. Lá diz o ditado: cá se fazem, cá se pagam.»

Battaglia???? Não me parece que continue

Não se compreende, ou melhor, talvez se compreenda. Que foi Battaglia fazer para a Agentina nesta altura da época? Prosseguir agora o tratamento junto de alguém em quem tem mais confiança, quando foi acompanhado no período de férias por um profissional do departamento médico do clube. Procurar novo clube? Visitar familiares, pois as saudades eram muitas? Tudo isto são situações nebulosas que não se compreendem nesta fase de preparação da nova época. Algo que me leva a pensar que Battaglia já é uma carta fora do baralho para o nosso Sporting.

Bruno, fica! Senão, estamos fodidos... (Ristovski)

Não sei se será exactamente assim, mas pelo que se vê vai ser bem complicado que assim não seja. A equipa que ganhou a Taça no Jamor foi retocada com base em jogadores de segundo plano e jovens promissores e não se vê mais ninguém que possa ser ao mesmo tempo a voz de comando e o desequilibrador. Nem tão pouco dois jogadores que no conjunto possam cumprir essa tarefa.

Keizer volta a apostar na fórmula do ano passado. Nas suas palavras, o "passing game". Quatro defesas clássicos, ausência de trinco, antes dois médios de construção a revezar-se na protecção central à defesa, um ponta agressivo de pé contrário a procurar a profundidade com o outro ponta a jogar por dentro e a entrar nos terrenos do ponta de lança, o ponta de lança a bascular e solicitar tabelas, poucos cruzamentos por alto e... o Bruno Fernandes. Com o regresso dos que ainda estão em férias e a recuperação do Rosier, imagino que a equipa tipo que ande na cabeça de Keizer seja:

Renan; Rosier, Coates, Mathieu e Borja (ou Acuña); Eduardo, Wendel e B. Fernandes; Acuña (ou Vietto), Dost e Raphinha.

Depois temos vários jogadores que poderão em qualquer momento substituir qualquer um destes sem grandes problemas, Ristovski, Neto, Doumbia, Luiz Phellyppe. 

Dos mais novos, Max, Camacho e Plata parece-me que vão ser aposta, Miguel Luís e Jovane estão a passar um pouco ao lado da oportunidade e se calhar precisariam de crescer um pouco mais num empréstimo a uma equipa da 1.ª Liga. Os outros jovens "muito verdinhos" parece-me que estariam melhor para já na equipa sub-23. Desses gostei particularmente do Nuno Mendes a lateral esquerdo.

 

Ficam então (pelo menos para mim) as grandes dúvidas no que respeita à constituição do plantel.

Jogadores que estão a render muito pouco com a camisola do Sporting: Bruno Gaspar, Ilori, Ivanildo, Diaby e Matheus Pereira, o regressado de lesão grave Battaglia. Daqui a poucos dias iremos saber quantos destes se vão juntar aos excedentários que já treinam por Alcochete.

E falta ver também o que vai acontecer a Gelson Dala, que se calhar não deve nada a Diaby ou a Vietto. Ryan Gauld também não percebo porque não tem lugar no plantel, o seu futebol intuitivo e vertical tinha tudo para fazer de Wendel no modelo de Keizer. Coisa que Miguel Luís não consegue.

Mas realmente fica, Bruno!! Senão...

 

PS: O penteado de Thierry Correia deve ter com certeza a ver com aprimorar a técnica de cabeceamento... 

SL

Ilori "igual" a Raphinha e Mathieu

thumbnail_20190714_131846.jpg

 

Já percebi que o Record - agora sob o comando de Bernardo Ribeiro, que aqui saudei quando assumiu o cargo de director - vai manter a absurda grelha classificativa de 0 a 5 para analisar os jogadores, abdicando de um critério muito mais exigente e adequado à meritocracia que o jornal diz cultivar mas não pratica neste aspecto muito concreto.

Confesso: cada vez entendo menos a lógica das avaliações postas em prática por este diário. Hoje, por exemplo, concede nota 3 a Ilori - no patamar superior da grelha classificativa, portanto. A mesma nota que atribui a Mathieu, Raphinha e Nuno Mendes.

Extraordinário. Dá até ideia que o Record nem viu o jogo de ontem na Suíça - muito menos a paupérrima exibição de Ilori na posição de lateral-direito, onde perdeu quase todos os confrontos com o extremo adversário. 

Caramba, nota 3 só mesmo se aplicassem a grelha de zero a dez. Ao menos aproveitem este pretexto para porem isso em prática.

Ainda sem pernas para as boas ideias

Não me foi possível ver em direto o jogo de ontem. Dei uso à replay tv mal acordei hoje de manhã e estou agora a terminar o jogo. Há uma diferença considerável entre a perceção criada pelas redes sociais e aquilo que efetivamente se vê.

O Sporting entrou a todo o gás e aos dois minutos já vencia pelo inevitável Bruno Fernandes. Aos cinco já havia outro par de oportunidades que podiam e deviam ter sido concretizadas, o que levaria este jogo para outro patamar. Acabou por ser Wendel a fazer um golo de levantar o estádio e a fechar o marcador para o lado dos leões aos vinte e cinco minutos.

Do jogo pode-se tirar a simplicidade de jogo do Sporting que em dois/três passes consegue fazer a bola chegar a zonas de tiro. Bruno Fernandes e Wendel, a entenderem-se bem com Raphinha e Luiz Phellype, funcionam como dois dínamos de força e qualidade. Eduardo também fez um jogo globalmente positivo mas a falha de concentração que dá origem ao 2-1 não pode deixar de ser assinalada.

À medida que os minutos da segunda parte passam, nota-se cada vez mais a (ainda) falta de ritmo dos jogadores do Sporting que estão numa fase muito primária da pré-época. Vão-se cometendo erros individuais à medida que as pernas vão falhando, o que é normal nesta fase.

Resumindo: Coletivamente bem mas com as pernas ainda muito pesadas.

 

Nesta Pré-Época

Marcadores

Bruno Fernandes - ⚽⚽

Wendel - ⚽

 

Que onze para a época

Renan; Thierry, Neto, Mathieu, Nuno Mendes; Doumbia, Wendel, Bruno Fernandes; Raphinha, Luiz Phellype, Vietto

 

Balanço (24)

image.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre MATHEUS PEREIRA:

 

Eu: «Revelando sempre grande mobilidade, marcou o golo da vitória com um remate forte e bem colocado, e aos 54' ia assistindo Montero para outro golo.» (14 de Julho)

Pedro Azevedo: «Soltou o génio que todos lhe reconhecemos e que só necessita de estabilidade para uma afirmação plena. Marcou um golo de enorme categoria, colocando a bola junto ao ângulo superior direito da baliza gaulesa, e assistiu Montero para uma perdida incrível do colombiano, para além de ter sido o inferno de Dante (aquele túnel...).» (14 de Julho)

- António de Almeida: «Reacção do jogador denotou falta de compromisso para com a equipa e até de profissionalismo que prejudica em primeiro lugar o próprio atleta. Porque não é possível pactuar com actos de indisciplina, apesar de não ver neste episódio mais que um caso de balneário, sem necessiadade de aplicação de castigo,» (13 de Agosto)

Francisco Vasconcelos: «Pode regressar Matheus, ainda com muito a provar, depois dos problemas ocorridos no início da época. O potencial está lá, mas a cabeça tem de ser outra.» (8 de Março)

- Francisco Chaveiro Reis: «Ivanildo Fernandes, Daniel Bragança, Elves Baldé, Gelson Dala e Matheus Pereira devem pelo menos seguir para estágio).» (25 de Maio)

Faz hoje um ano

 

Primeiro jogo da pré-temporada. Na Suíça, frente ao Nice, oitavo classificado do campeonato francês. Vencemos por 1-0, com um grande golo de Matheus Pereira, a passe de Raphinha. Os dois melhores em campo. 

Havia curiosidade em ver o extremo que havia sido contratado ao V. Guimarães no defeso de Inverno: passou no teste. Num jogo em que o treinador José Peseiro apostou numa dupla de médios defensivos, formada por Misic e Petrovic, para permitir maior ousadia ofensiva aos laterais.

Tudo ainda com poucos automatismos, como seria de esperar. Naquele Verão com o peso acrescido das nove rescisões entretanto consumadas, por vontade unilateral dos jogadores, o que desequilibrou mais que nunca o plantel leonino. Faltava incluir nos trabalhos preparatórios três peças basilares: Acuña, Bruno Fernandes (recuperado por Sousa Cintra) e Coates - todos então ainda de férias por terem participado no Mundial da Rússia.

 

«O sucessor de Gelson Martins parece ter sido encontrado: Matheus Pereira», escrevi nesse dia 14 de Julho de 2018.

O Pedro Azevedo destacou também Francisco Geraldes: «Entrou e mostrou a sua qualidade de passe e inteligência de movimentações. Tem jogado pouco e assim perde rotinas e referências. Mais do que a leitura do Ensaio sobre a Cegueira recomenda-se, do mesmo autor, A Viagem do Elefante, para que se recorde o esplendor da nossa formação.»

Os destaques: Max, Conté, Nuno Mendes

imgS620I256250T20190713195245.jpg

 

Segundo jogo enquadrado neste estágio de pré-preparação da nova temporada na Suíça, segunda vitória adiada. O Sporting cedeu hoje um empate (2-2) frente ao St. Gallen - equipa que ficou na sexta posição do campeonato helvético na época passada - numa partida em que aos 25' já vencíamos por 2-0.

A incapacidade de gerir o resultado, devido a um claro retraímento da nossa equipa a partir da meia hora de jogo, conjugada com erros defensivos inaceitáveis, explica este empate, ainda assim melhor do que o desfecho de há três dias, também na Suíça, quando perdemos frente ao modestíssimo Rapperswil, da terceira divisão. 

A figura do jogo, para não variar, voltou a ser Bruno Fernandes. É ele quem começa a construir o primeiro golo, logo aos 2', com um soberbo passe para Raphinha, e é também ele quem a mete lá dentro, de recarga, mostrando aos companheiros que um verdadeiro craque nunca desiste de um lance. Também dos pés do nosso capitão partiu a assistência para o segundo, apontado por Wendel aos 25'. Um golaço  indefensável, disparado de fora da área.

 

Os mais optimistas - entre os quais me incluo - chegaram a antever uma goleada. Nada disso ocorreu. Por quebra física e algum excesso de confiança, sempre mau conselheiro, o Sporting afrouxou a pressão sobre os suíços, que assumiram o controlo do jogo a partir do final da primeira parte, marcando aos 43' e aos 52'. Tornando mais evidentes as debilidades da nossa equipa, desfalcada de alguns dos seus titulares habituais, como Coates e Acuña, ausentes deste estágio por se encontrarem ainda de férias na sequência da participação na Copa América ao serviço das selecções uruguaia e argentina.

No segundo tempo, marcado por sucessivas rotações de jogadores o St. Gallen foi claramente a melhor equipa em campo. Aí destacou-se, pelo nosso lado, o jovem guarda-redes Luís Maximiano, que rendeu Renan aos 62'. Evitando dois golos - o primeiro aos 79', com uma excelente defesa, e o segundo mesmo ao cair do pano, ao sair muito bem da baliza quando um jogador helvético já se isolava, pronto a disparar. 

 

É justo ressalvar que nesta segunda parte o Sporting alinhou com dois miúdos de 17 anos que há semanas ainda actuavam nas competições juvenis: o central Eduardo Quaresma e o lateral Nuno Mendes. De resto, terminámos a partida com sete elementos da nossa formação -- incluindo todo o quinteto defensivo. Precisamente num período em que não sofremos golos.

O pior em campo, claramente, foi o único que jogou os 90 minutos: Tiago Ilori. Desastrado na posição em que actuou inicialmente, como lateral direito improvisado (Bruno Gaspar está de férias e Ristovski magoou-se já na Suíça), e a partir dos 62' como central, ocupando o espaço que estivera confiado a Luís Neto. Quase nada lhe saiu bem em qualquer destas missões.

 

Entre os reforços, Neto e Plata voltaram a mostrar qualidades. Vietto, fora da posição em que mais rende, esteve longe de deslumbrar, tal como Matheus Pereira - pelo mesmo motivo. Camacho, como ala esquerdo, mostra-se voluntarioso mas ainda com necessidade de acertar o rumo, sobretudo no capítulo táctico. Eduardo começou acima da média mas teve um deslize imperdoável que nos custou um golo.

O próximo teste, que promete ter um grau de dificuldade maior, será frente ao Brugge. Sexta-feira, dia 19.

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: atento, saiu dos postes com rapidez aos 42', resolvendo a pontapé.

Menos: encaixou dois golos, embora um deles claramente indefensável.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: subiu algumas vezes à baliza adversária no primeiro tempo, procurando marcar. - sem sucesso algum.

Menos: deixou-se ultrapassar várias vezes, enquanto lateral direito, pelo extremo adversário, que fez dele o que quis, e revelou erros de posicionamento como central, a partir do minuto 62.

Nota: 3

 

Neto (31 anos).

Mais: corte impecável aos 55'.

Menos: falta-lhe a capacidade de construção de Coates no primeiro momento ofensivo.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: corte perfeito aos 59', excelente passe longo aos 61'.

Menos: sentiu-se a falta dele na meia hora final: saiu aos 62'.

Nota: 6

 

Conté (21 anos).

Mais: lateral esquerdo titular, por ausência de Acuña e Borja, foi veloz e voluntarioso no seu corredor, apoiando o ataque com processos simples.

Menos: revelou excesso de ansiedade em alguns lances.

Nota: 6

 

Eduardo (24 anos).

Mais: jogou na posição 6, servindo os companheiros em missão ofensiva.

Menos: erro grave aos 43': dominou mal a bola em zona proibida, oferecendo-a para o segundo golo dos suíços.

Nota: 4

 

Wendel (21 anos).

Mais: apontou o nosso segundo golo - com um pontapé fortíssimo, de fazer levantar o estádio.

Menos: protesta demasiado e devia agarrar-se menos à bola.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: constrói e finaliza o golo inaugural, estavam decorridos dois minutos, e assiste Wendel no segundo. 

Menos: decidiu mal, a 20 metros da baliza, quando desperdiçou um lance tendo um colega mais bem colocado, com apenas um defesa pela frente.

Nota: 7

 

Raphinha (22 anos).

Mais: muito activo, levou perigo à baliza suíça logo nos momentos iniciais do jogo. É ele quem remata, para defesa incompleta do guardião adversário, permitindo que Bruno marcasse.

Menos: falhou alguns passes.

Nota: 7

 

Camacho (19 anos).

Mais: ala esquerdo durante o primeiro tempo, fez algumas tabelinhas de qualidade com Luiz Phellype e Conté.

Menos: exibição demasiado discreta, também por ter sido pouco procurado pelos companheiros.

Nota: 5

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: melhorou em relação ao jogo anterior, mostrando-se mais acutilante ao movimentar-se na grande área.

Menos: continua sem marcar.

Nota: 5

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: jogou toda a segunda parte, bom corte aos 73'.

Menos: perdeu a bola em zona proibida aos 51'. Passou o resto do tempo de costas para a baliza, na posição 6, passando só para o lado e para trás.

Nota: 4

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: em campo na segunda parte, entregou bem a bola a Vietto, aos 86'.

Menos: mal servido, procurou a bola em zonas mais recuadas, designadamente junto à linha esquerda, desposicionando-se sem proveito para a equipa.

Nota: 4

 

Vietto (26 anos).

Mais: actuou no segundo tempo, evidenciando bons dotes técnicos. Lançou um contra-ataque perigoso aos 55'.

Menos: não tem vocação para actuar na ala, onde o técnico o colocou pela segunda vez, nem parece muito apto para tarefas defensivas. Por excesso de fintas, desperdiçou um bom lance de ataque.

Nota: 5

 

Maximiano (20 anos).

Mais: em campo desde os 62', evitou dois golos suíços com enormes defesas, demonstrando ter valor para o principal escalão do futebol leonino.

Menos: deficiências na reposição de bola: enviou-a por três vezes directamente para fora.

Nota: 7

 

Thierry (20 anos).

Mais: o campeão europeu sub-19 entrou aos 62', cobrindo a lateral direita: cortes providenciais, aos 69' e 70'.

Menos: demorou a recuperar posição após lances ofensivos.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: não cometeu nenhum erro grave.

Menos: ocupando a posição 8, a partir dos 62', foi demasiado discreto: mal se deu por ele.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: actuou desta vez no lugar em que está mais habituado, como central.

Menos: em campo desde o minuto 62, revelou algum nervosismo - natural por ser tão jovem.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: dinâmico, voltou a dar nas vistas como lateral esquerdo a partir dos 62': grande corte aos 78'.

Menos: falta-lhe alguma disciplina táctica, o que não surpreende.

Nota: 6

 

Plata (18 anos).

Mais: desta vez não deu nas vistas em confrontos individuais. Mas entrega-se ao jogo, sem se esconder da bola.

Menos: compromisso defensivo: apoiou várias vezes as linhas mais recuadas.

Nota: 5

 

Matheus Pereira (23 anos).

Mais: inegável capacidade técnica, bem evidenciada em passes curtos na zona central, que está longe de ser o espaço em que se movimenta melhor.

Menos: coube-lhe missão ingrata: substituir Bruno Fernandes a partir dos 62'. Qualquer um ficaria a perder na comparação.

Nota: 5

É despachá-lo para o Flamengo

img_920x518$2018_05_24_13_52_21_1401865.jpg

 

Parece que o Alan Ruiz, após ano e meio de férias na Argentina, acaba de recusar um empréstimo a um clube turco, alegando que não está ao nível dele. 

Sabendo que este matreco não conta para o técnico do Sporting, como aliás se compreende, faria bem a Direcção leonina em remetê-lo ao Flamengo. É lá que está o treinador que exigiu trazê-lo para o Sporting.

Faz hoje um ano

 

Depois de Bruno Fernandes, já retornado a Alvalade, falava-se no iminente regresso de Bas Dost.

Nani, também de volta, integrou-se no estágio do plantel na Suíça.

Boas notícias para animarem o dia dos adeptos, faz hoje um ano.

 

Nesse mesmo dia 13 de Julho de 2018, em que se noticiava a presença de Aurélio Pereira na Comissão de Honra do candidato Frederico Varandas, publiquei aqui este texto:

 

«"Ingrato, mentiroso, desertor, bandido, merdoso, traidor."

Bruno Fernandes, em boa hora regressado ao Sporting sem custos adicionais para o clube, é brindado com estes insultos por supostos sportinguistas em caixas de comentários como aquela que menciono acima.

Todos anónimos, grande parte deles usando falsos perfis nas redes sociais: a tropa de choque do deposto Conselho Directivo.

Fica assim demonstrado que os órfãos de Bruno de Carvalho andam de cabeça perdida. A avaliar pelo chorrilho de injúrias que dirigem ao melhor jogador do campeonato português 2017/2018, preferiam provavelmente que ele tivesse sido contratado pelo Benfica e marcasse um par de golos ao Sporting logo à terceira jornada.

Para eles, quanto pior melhor. Por isso urram de raiva com o regresso do Bruno a Alvalade. Não o Bruno que eles queriam, mas o outro - o que marca golos.»

 

E o JPT deixou a seguinte reflexão:

«As notícias vão mostrando o que foi o passado recente: o Sporting financiou - à imagem do que os partidos políticos vêm fazendo - uma barreira de contra-informação na internet (blogs anónimos, perfis de facebook, comentadores, etc.) Para além de uma escória de gente que aparece por aí (quem é aquele Pedro Proença, de onde saiu, que prestígio tem, a que propósito tem o eco que tem?). Nada que quem bloga não tenha percebido, e há muito: basta ver os patéticos comentários neste blog, a série de "anónimos" - tantos com os mesmos tiques de escrita, obviamente emanados do mesmo teclado, ou seja, um anónimo activista. Isto é democraticamente inaceitável.»

Balanço (23)

transferir (1).jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre CARLOS MANÉ:

 

- Pedro Azevedo: «Pareceu ter uns tijolos nos pés, enfiando um pastel com (a) canela por cima da barra.» (4 de Outubro)

Eu: «Ainda acusa a prolongada inactividade de um passado recente: falta-lhe intensidade e consistência.» (1 de Novembro)

Leonardo Ralha: «Irrequieto ao longo do jogo inteiro, mesmo que isso tenha implicado foras de jogo e perdas de posse de bola, a esperança adiada da Academia de Alcochete demonstrou vontade de recuperar o tempo perdido. Não ficou nada longe de marcar, ainda que tenha preferido jogar para a equipa.» (14 de Dezembro)

- JPT: «Depois de mais esta vitória, contra os simpáticos polacos ou ucranianos ou lá o que eram, com seis ex-juniores (como se dizia antes) em campo, o Mané e mais cinco putos, sinto-me obrigado à penitência. Pública.» (14 de Dezembro)

José Navarro de Andrade: «Acabámos com Mané e Petrovic - é preciso dizer mais?» (24 de Dezembro)

João Goulão: «Se alguém souber (e tiver a certeza...), é capaz de me informar quem são os "empresários" de  Miguel Luís, Jovane Cabral, Francisco Geraldes e Mané?» (22 de Janeiro)

A voz do leitor

«Esta deveria ser a realidade do Sporting Clube de Portugal. Habituados a vencer mas, ainda assim, inconformados com a derrota. Temos, finalmente, de perceber que as derrotas são uma consequência de quem compete, mas temos sempre que encará-las como uma fatalidade que não deve repetir-se.»

 

Implacável, neste meu texto

Rever os estatutos - I

Os estatutos do Sporting Clube de Portugal e regulamentos de funcionamento da Assembleia-Geral carecem de revisão urgente, sob pena de continuarmos, em pleno séc. XXI, presos algures no séc. XX.

Questões processuais menores como aprovação da acta da AG anterior, precisam ficar resolvidas sem estarem sujeitas à interpretação pessoal do PMAG, mas também não serem passíveis de servirem como ferramenta de quem tentar boicotar o normal funcionamento, que deve correr de forma célere.

Nas A.G. eleitorais, onde não existe debate prévio à votação, o esclarecimento decorreu em campanha anterior, faz sentido introduzir o voto electrónico, garantidas que estejam as necessárias medidas de segurança, para evitar qualquer possível tentativa de fraude. Existe hoje tecnologia que o permite fazer.

Na A.G. ordinária, onde se discute e aprova orçamentos e contas do clube, não faz qualquer sentido o voto electrónico, mas também não é imperioso forçar uma ida dos sócios a Lisboa. Pelo menos aos sócios que estejam em Portugal. Será possível encontrar alguns núcleos com condições e que o queiram fazer, onde seja disponibilizada a transmissão em directo da A.G., obviamente que certificando que esses núcleos aderentes, no decorrer da mesma, apenas permitam a presença de sócios do clube, maiores de idade e com as quotas em dia. Será facílimo fazer deslocar a cada um desses locais funcionários do clube para creditarem presenças e contarem os votos obtidos. Diria que 6 a 8 locais (núcleos), incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, tornariam possível um aumento da proximidade entre clube e sócios. Eventualmente a prazo até conquistaríamos novos adeptos para se fazerem sócios, encurtando distâncias entre o Sporting e sportinguistas.  

Não gostei

Detesto perder, nem que seja a feijões. Por isso não gostei que o Sporting - mesmo num jogo-treino, de preparação da próxima época - tenha perdido com um modesto clube não-profissional, despromovido à terceira divisão do futebol suíço.

Há mínimos a manter. Até em defesa da marca Sporting além-fronteiras. Estou certo de que Marcel Keizer terá dito algo como isto aos jogadores no balneário. 

Faz hoje um ano

 

Muita coisa havia já sido feita no Sporting desde o histórico dia 23 de Junho. Há um ano, a 12 de Julho de 2018, enumerei aqui as principais medidas logo concretizadas nessas três semanas posteriores à queda de Bruno de Carvalho:

 

«- Marcação para 8 de Setembro de eleições para todos os órgãos sociais do Sporting.

- Dispensa do técnico Mihajlovic, que vinha ganhar 12 milhões de euros em três anos.

- Contratação de José Peseiro, único treinador que levou o nosso clube a uma final europeia desde 1964.

- Readmissão, praticamente em bloco, da equipa clínica que havia sido despedida pelo anterior Conselho Directivo.

- Regresso ao clube, sem encargos adicionais, do melhor jogador do campeonato 2017/2018.

- Regresso ao clube, sem encargos adicionais, de um jogador campeão europeu em título e o nosso terceiro maior internacional de sempre, formado na Academia leonina.

- Negociações para os regressos de outros jogadores, nomeadamente aqueles que rescindiram contrato com o Sporting na sequência dos dramáticos acontecimentos de Alcochete;

- Abertura de conversações multilaterais para a transferência negociada de jogadores que invocaram justa causa para rescindir com o clube.

- Desencadeamento dos mecanismos jurídicos destinados a compensar financeiramente o Sporting nos casos dos jogadores que já assinaram unilateralmente por outros emblemas.»

Balanço (22)

diaby-e1546884509767.jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre DIABY:

 

JPT: «Um avançado prometedor.» (12 de Janeiro)

- Edmundo Gonçalves: «É sina do Sporting jogar sempre com um jogador a menos. Hoje foi Diaby que não esteve em campo 80 minutos.» (13 de Janeiro)

Eu: «O treinador reagiu da melhor forma, não baixando os braços: mandou sair o médio defensivo, Gudelj, trocando-o pelo extremo Diaby. Seis minutos depois, a ousadia do técnico foi recompensada: o jovem maliano deu profundidade ao nosso ataque, acabando por ser derrubado em falta na grande área azul e branca: por indicação do vídeo-árbitro, João Pinheiro apontou para a marca de penálti. Era o momento decisivo da final, que nos abria o caminho do troféu.» (26 de Janeiro)

Duarte Fonseca: «Não joga o Jovane porque se aposta num tal de Diaby que não sabe dar um chuto numa bola...» (1 de Fevereiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Petrovic, Gudelj ou Diaby são teimosias do holandês que parece agora trair-se, com cautelas demasiadas.» (4 de Fevereiro)

Francisco Vasconcelos: «É limitado mas voluntarioso: parece-me pouco para quem quer ser vencedor.» (8 de Março)

Luís Lisboa: «Prefiro mil vezes ver um Jovane a titular do que um Diaby.» (8 de Maio)

Leonardo Ralha: «Merecem respeito, pois não duvido por um instante que ambos dão o melhor que podem e que conseguem, mas acredito que me lembrarei desta Taça de Portugal como aquela que o Sporting conquistou com Bruno Gaspar e Diaby no onze titular.» (25 de Maio)

- José Navarro de Andrade: «É uma carta fora do baralho. Com os ansiados regressos de Mama Baldé, Gelson Dala e Matheus Pereira (terá aprendido a lição?) o maliano torna-se redundante.» (28 de Maio)

A voz do leitor

«O Sporting devia encarar como prioridade absoluta e urgente a implementação do voto electrónico.
Na era da tecnologia não passa pela cabeça de ninguém que os sócios tenham de ir fisicamente a Lisboa se quiserem participar e votar documentos desta importância. É de um atraso que não se explica e já não se pode aceitar.»

 

João Gil, neste texto do António de Almeida

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D