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És a nossa Fé!

O "A Bola"

JovicChelsea1.jpg

A série de capas históricas do "A Bola" que o Pedro Correia vem mostrando é bastante denotativa do clubismo exarcebado que aquela empresa imprimiu ao seu negócio. É seu direito, estratégia em busca de lucros. Mas de há muito tempo  apenas uma falsidade enviesada, se pensada em termos de jornalismo.

Mas não é apenas uma coisa histórica. Um dos exemplos desse seguidismo ao Benfica e, acima de tudo, à sua direcção actual é a sucessão de manchetes sobre o jogador Jovic, contínua na página digital do jornal.

O processo deste jogador é perfeitamente normal: decerto que o Benfica o contratou por lhe reconhecer potencialidades. Chegado ao plantel, o jovem Jovic não teve espaço para se afirmar, face à concorrência que encontrou: Jonas, que é um jogador de grande classe; Seferovic, que não sendo um jogador extraordinário é muito competente (nos primeiros jogos que fez no Benfica, antes de se apagar durante a época passada, fartei-me de resmungar: "raisparta que os tipos acertaram ..."); e Mitroglou, um jogador pouco interessante mas que funcional, em particular num campeonato como o português, uma espécie daquele "pinheiro" que há anos um treinador sportinguista pretendia (imagem que sempre me faz lembrar um Peter Houtman que nunca me encantou, nem me deixa saudades). Sendo este Mitroglou um "pinheiro" até mais móvel, mais competente, concedo. Face a essa situação o Benfica emprestou o jogador, para que ele evoluísse. A um bom clube, de um excelente campeonato, e que - o que é, nestas coisas, o fundamental - realmente o pretendia, enquadrando-o e dando-lhe tempo de jogo. E visibilidade. Assim muito o valorizando. Crítica minha? Nem uma gota. 

Ainda assim é também possível argumentar que se tivesse o Benfica no início da época que ora finda uma outra perspectiva de futuro, e particularmente se tivesse um técnico mais afoito na opção por jogadores jovens, muito provavelmente Jovic teria feito uma época ainda mais sonante - a vida dos avançados dos 3 grandes é mais fácil em Portugal do que no campeonato alemão, isso é indiscutível. Digo-o como mera hipótese. Pois se calhar o peso de Jonas, a imposição até algo exuberante de Seferovic, e a explosão de João Félix (que é um belíssimo jogador, mesmo que se possa dizer que o habitual empolamento dos jovens do Benfica o poderá sobrevalorizar um pouco) poderiam ter obstado a uma afirmação de Jovic. Nunca se saberá, é mera especulação. Fica a minha conclusão: nada da condução da carreira de Jovic no plantel benfiquista transpira incompetência. Mas também poderia ter sido diferente. Com toda a franqueza - e até porque gosto muito do treinador Lage - julgo que Jovic teria sido uma grande revelação no Benfica. 

Mas tudo isto que digo é apenas para sublinhar que não estou a criticar ou a cutucar a secção de futebol sénior do Benfica. Não é essa a questão. Estou apenas a falar do "A Bola". Jovic vai ser transferido para o Real Madrid, por uma enorme quantia. O Benfica vai lucrar com essa transferência. Mas, de facto, o não ter apostado no jogador conduziu a que a parte fundamental do lucro será para o clube alemão. O Benfica perderá assim algumas dezenas de milhões de euros. Ou melhor dizendo, deixará de ganhar algumas dezenas de milhões de euros. 

Repito o que disse, não estou a criticar o Benfica. Nem a "gozar". Foi um processo normal. O que me é interessante é a sucessão de notícias do "A Bola". Sistematicamente informando os seus leitores - na maioria benfiquistas - que haverá "Encaixe significativo para os cofres da Luz com a transferência de Jovic", descurando uma hipótese de análise crítica perfeitamente sustentável. Sempre enfatizando que o clube beneficiará. Mas nunca aflorando o evidente desperdício económico que irá acontecer. Chama-se a isto moldar opiniões. Um verdadeiro condicionamento, em particular da massa adepta daquele clube. Há quem lhe chame "jornalismo". Mas não é. "A Bola" é, de facto, e já há muito tempo, um departamento de comunicação de uma empresa.

 

Faz hoje um ano

 

Alcochete deixou uma ferida aberta no Sporting. Uma ferida que ainda não cicatrizou por completo, tanto tempo depois. Faz hoje um ano, a 17 de Maio de 2018, o tema do dia era o da iminente saída de Bruno de Carvalho, cuja demissão passou a ser abertamente defendida pela maioria dos autores do És a Nossa Fé

Mas o presidente declarava que não iria renunciar ao cargo, exigindo a convocação de uma assembleia geral do clube para «auscultar os sócios». Enquanto anunciava a intenção de processar o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, conhecido sportinguista. E também José Maria Ricciardi, Daniel Sampaio e Rogério Alves. Além de não poupar o próprio Presidente da República na sua fuga para a frente, contra tudo e contra todos.

Nessas horas alucinantes, a Mesa da Assembleia Geral anunciava a demissão em bloco, e o presidente e vários membros do Conselho Fiscal comunicavam igualmente aos sócios que estavam de saída.

E o próprio Eduardo Barroso - ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral e um dos mais entusiásticos apoiantes de primeira hora de Bruno de Carvalho - proclamava sem rodeios em entrevista à SIC Notícias: «Neste momento, ele não tem o perfil nem as condições. Para mim, Bruno de Carvalho acabou o seu mandato.»

Tudo isto quando faltavam três dias para a final da Taça de Portugal, entre o Sporting e o Aves.

 

Nesse dia, foram aqui publicados 23 postais. Quase todos, como se compreende, com a indignação ainda à flor da pele.

Seguem-se alguns excertos.

 

Escreveu o Alexandre Poço:

«O Sporting precisa de começar uma nova etapa, com estabilidade e credibilidade. Pela dignidade e bom nome do clube e da sua posição enquanto Presidente desta grande instituição, Bruno de Carvalho deve demitir-se.»

 

Escreveu o Luciano Amaral:

«Tornou-se um imperativo removê-lo desse cargo. Uma comissão de gestão faria melhor, pelo simples motivo de que não faria nada para além de gestão corrente. Neste momento, seria uma bênção.»

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Neste momento, creio não haver condições para a sua continuidade como presidente do Sporting. Não porque considere que os acontecimentos que a todos nos envergonham sejam sua responsabilidade ou sequer instigados por si, mas porque considero que continuar como presidente do Sporting será prejudicial para si e para o clube.»

 

Escrevi eu:

«Dois dias depois, ainda não se demitiram. Nem um, para amostra. Agarram-se à cadeira onde se sentam como náufragos agarrados a uma bóia. Agora ensaiam nova fuga para a frente. Alinhadinhos atrás do chefe, sem um sussurro de dissidência. Enquanto o Sporting se afunda num abismo. São os membros do Conselho Directivo que secundam e ornamentam a alucinada gerência de Bruno de Carvalho. Todos fazem parte do problema, nenhum fará parte da solução.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Não saindo pela porta pelo seu próprio pé, acabarão por sair nem que seja pelo cano de esgoto e varridos para as páginas mais negras da história do nosso clube.»

 

Escreveu o Duarte Fonseca:

«Pelo menos o Sporting já comunicou que proporá a expulsão de sócio dos animais que invadiram a Academia. E a Juve Leo fará o mesmo? Já o comunicou? Ou assumirá que no seio dos seus "7 mil sócios" se manterão os criminosos que protagonizaram o pior momento da história do Sporting?»

 

Escreveu o JPT:

«Concordamos que é insuficiente dizer que isto "é chato", como o tresloucado BdC resume, também é preciso concordar que isto, a cultura da violência e do revanchismo, o fazer do futebol o coito dos ressentimentos sociais, não se restringe a meia dúzia (cinquenta que sejam). Grassa em todos os clubes. E no nosso clube.»

 

Escreveu o João Távora:

«Vai dar muito trabalho, no meio dos escombros e deste caos que não nos deixa ver o dia de amanhã, juntar os cacos para voltarmos de cabeça erguida a competir pelo lugar que é nosso: o de um grande clube português, de gente decente e lutadora. O resgate do nosso Sporting tem de começar hoje, expulsando de vez o usurpador.»

 

Escreveu o Pedro Bello Moraes:

«Saíremos disto tudo de rastos, mas levantar-nos-emos e mais fortes. Em nome da verdade desportiva, do saber ganhar e saber perder, da entrega justa à vitóra, da defesa galharda do emblema, da boa vaidade do e no Leão. É isso que nos define e definirá. Será assim que alcançaremos e viveremos a Glória com os nossos. Com o nosso Sporting.»

A voz do leitor

«Sábado, no Dragão, o nosso adversário vai entrar em campo com uma ténue esperança de que uma reviravolta poderá acontecer por obra e graça de todos os santinhos. Para o Sporting este jogo é para cumprir calendário. Importante será o jogo da final da Taça de Portugal. Por isso, o pragmatismo é crucial. Porque não começar a preparar a pré-época já no próximo sábado?»

 

José Vieira, neste meu postal

O 15 de Maio... de glória!

«Na véspera, a 14 de Maio de 1964, Morais (na foto, em pontapé acrobático) tinha sonhado que daria a vitória ao Sporting na finalíssima da Taça das Taças frente aos húngaros do MTK de Budapeste, na marcação de um canto directo. De resto, o antigo jogador confessou a premonição ao DN, há semanas. No dia seguinte, o sonho tornou-se real.

A equipa leonina era capitaneada por Fernando Mendes, que levantou o troféu em Antuérpia, Bélgica. Neste conjunto de atletas também pontificavam outros nomes, casos de Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos, Hilário (não jogou a final, devido a lesão), Pérides e Osvaldo Silva, entre outros. Há 41 anos, o Sporting conquistou o seu primeiro triunfo numa competição europeia de futebol.

Anselmo Fernandez, arquitecto, era o treinador do clube de Alvalade na época. Mascarenhas, Figueiredo, Geo e Dé foram os restantes quatro jogadores que integraram o onze inicial leonino. O dia 15 de Maio de 1964 ficará ligado, para sempre, à história do futebol português.

O 'CANTINHO DO MORAIS'. O êxito europeu do Sporting, materializado com o famoso "Cantinho do Morais", viria a ser "imortalizado" no disco lançado na altura, aproveitando o relato radiofónico da jogada, feito por Artur Agostinho, então em trabalho para a Emissora Nacional. A música, que resulta do golo decisivo apontado por João Morais, era interpretada por Margarida Amaral.»

In.: Diário de Notícias

 

P.S.: Relembrado ontem pelo nosso leitor «Leão de Queluz»

 

Faz hoje um ano

 

16 de Maio de 2018, o dia que se seguiu ao vergonhoso assalto dos jagunços pseudo-sportinguistas à Academia de Alcochete. A notícia das agressões de que os jogadores tinham sido vítimas na academia leonina dava a volta ao mundo. Tornando o Sporting famoso pelos piores motivos. E já se falava nas rescisões unilaterais de contratos de jogadores, como Battaglia e Acuña.

Falando um pouco por todos os seus colegas, Bas Dost declarou, ainda claramente combalido: «Ficámos todos aterrorizados, aquilo foi uma ameaça real. Sinto-me completamente vazio, foi um drama para todos.»

 

Um dia em que aqui foram publicados 29 postais.

 

Limito-me a uma síntese, um ano depois.

Por ordem cronológica de publicação dos textos.

 

Escreveu o João Goulão:

«Será que isto vai acabar rapidamente? Ponho as minhas dúvidas. Preferia ver a equipa recomeçar nos Distritais do que assistir às imagens que nos mostraram cenas em que pouca gente podia acreditar.»

 

Escreveu o Duarte Fonseca:

«Onde estão os restantes administradores e membros do conselho directivo da SAD e do Clube? Porque é que ainda não se demitiram deixando este psicopata sozinho? O que é que os agarra ao poder?»

 

Escreveu o José Navarro de Andrade:

«Ontem à tarde o Sporting faliu moralmente. Ontem à noite o Presidente fez declarações que demonstram um estado patológico e terminal de alienação. Não sei o que nos resta.»

 

Escreveu o Francisco Melo:

«A situação directiva no Sporting degradou-se de tal modo que a única saída airosa é a convocação de eleições antecipadas. Todos já entenderam isso, com excepção dos agarrados ao lugar. Se está escrito nas estrelas, para quê, então, deixar passar mais alguns dias?»

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«Se Bruno de Carvalho estivesse ontem, em Alcochete, naquela fatídica hora (e não era suposto estar?), teria sido agredido? Teria feito frente aos criminosos terroristas e defendido os agredidos, segundo ele a família que escolheu?»

 

Escreveu o Filipe Arede Nunes:

«Não vejo como é que vamos sobreviver a isto. Infelizmente isto não é um pesadelo, porque se fosse pelo menos sabia que iria terminar. Temo que isto tenha sido um golpe fatal e, a ainda existir, o Sporting saído deste tormento estará devastado.»

 

Escreveu o José da Xã:

«Foi costume dizer-se em tempos de outras crises: o Presidente passa, mas o clube fica. Talvez por isto tenha alguma dificuldade em perceber que no Sporting o presidente é que fica e o clube é que passa.»

 

Escreveu o Frederico Dias de Jesus:

«Uma coisa é combater os podres do futebol, outra é incendiar a nossa casa, qual Nero, tornando-se uma via aberta para permitir comportamentos criminosos que comprometem a conquista de uma Taça importantíssima para o clube.»

 

Escreveu a Marta Spínola:

«O que aconteceu ontem nunca podia ter acontecido. Nunca. Não os aplaudam se não quiserem, mas pelo menos mostrem que não somos como aqueles palermas que ontem invadiram a Academia.»

 

Escreveu a Zélia Parreira:

«Desde ontem, sinto uma vergonha imensa e uma tristeza devastadora. Só eu sei o que significa uma jornada em Alvalade com a minha família, com o orgulho de uma história limpa e honesta. Não perdoo a quem nos roubou isto. Jamais perdoarei.»

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Há por aí muito boa gente que vai escrevendo e declarando, achando-se o direito pelos cargos que ocupa, por entrelinhas que o bárbaro, nojento e triste ataque de que foram alvo o Sporting, a sua academia, os seus jogadores de futebol, técnicos e outros colaboradores, ontem à tarde, foi orquestrado pelo presidente do clube, Bruno de Carvalho, sendo ele o directo mandante do acto. Devo dizer que, se isso for verdade, será o mais baixo estádio a que o ser humano pode descer, de tão vil e abjecto. Eu não dou para esse peditório.»

A voz do leitor

«O mito de que a qualidade é que determina a opção dos técnicos - a qualidade do jogador que em cada ano sai da formação - é apenas um mito. Basta ver a história dos útimos dez anos do Sporting para ver que essa é uma fraude. Recordo o Varela, que foi preterido pelo Paulo Bento - um treinador que apostou muito nos jovens -, em detrimento do Djaló, que nem uma bola era capaz de dominar. Varela chegou à Selecção jovem de Portugal, o treinador era o Agostinho Oliveira, num ano em que jogava no Casa Pia e marcava que se fartava. Na estreia pela selecção fez um hat-trick. Depois foi para o Estrela da Amadora com destino ao Porto. O resto já sabemos.»

 

JG, neste postal

Assalto terrorista a Alcochete

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Faz hoje um ano que fomos confrontados com um ataque cobarde à academia de futebol do clube, que a Justiça, e eu disso percebo muito pouco, tipificou como assalto terrorista. Foi o dia mais negro da historia do Sporting, dia esse que começou com o envolvimento do braço direito para o futebol do então presidente num processo de corrupção desportiva e que acabou com o treinador e jogadores num posto da GNR, e o então presidente num hotel de Lisboa a justificar-se perante os "croquetes" e "sportingados" do Grupo Stromp. 

Um ano depois, que passou bem depressa para muitos de nós mas se calhar mais devagar para quem passou o ano na cadeia, com o dito presidente, que não teve a decência de pedir de imediato a demissão, destituído, suspenso e actualmente em vias de ser expulso, e um novo presidente eleito nas eleições mais concorridas de sempre a ganhar titulos nacionais e europeus.

O rombo colossal (reputacional, financeiro e desportivo) produzido na SAD pelo assalto, que só foi possível estancar depois da destituição do então presidente, obrigou a negociações difíceis e a acordos que seriam sempre avaliados como medíocres noutro contexto. Mas felizmente que o desastre que muitos previram não se cumpriu, temos uma equipa reconstruída, incluindo estrutura técnica e de apoio, mais de 50M€ recuperados com os que rescindiram, e conseguimos fazer retornar o melhor de todos eles, aquele que pode proporcionar proximamente um encaixe superior aos tais 50M€ e fechar o ano desportivo com mais de 100M€ em vendas, pagar dívidas e encargos por satisfazer e por a SAD em terreno firme. E chegaremos ao final da época pelo menos com a Taça da Liga ganha, 3º lugar na Liga e entrada directa na Liga Europa e com lugar na final da Taça (que podemos vir a ganhar).

Mas quando relembramos as cenas daquele dia lá no local de trabalho da equipa profissional de futebol do clube (se as TV´s não estivessem presentes, se calhar muita coisa teria sido diferente, e o encobrimento e desvalorização presidencial (o tal "foi chato") teria tido sucesso, as imagens de Jorge Jesus, Manuel Fernandes, funcionários do clube e dos jogadores no meio da turba, ficam muitas coisas por esclarecer, muitas perguntas no ar, muitas derivadas da incrível promiscuidade que existia entre presidente e claques e da ligação das mesmas à candonga de bilhetes e ao tráfico de substâncias, que esperemos que a Justiça (quando conseguir ultrapassar os atrasos forçados pelos advogados) ou o tempo (por exemplo, quando alguém mais tarde quiser "por a boca no trombone" e escrever um best-seller sobre o assunto) ajude a esclarecer.

De qualquer forma, o importante hoje é valorizar tudo o que mudou para melhor, e dizer ao mundo que nunca mais o Sporting Clube de Portugal será falado por tão tristes razões. 

SL

Tolerância zero

Não "toco" de assobio, mas alguém chamou a atenção para o negócio Gelson Martins.

Gostava que todos quantos aqui vêm e todos os sportinguistas, já agora, analizassem este negócio e retirassem as ilações que dele há a retirar e que o comparassem com anteriores negócios de outros jogadores, "saídos e entrados". Com percentagens de passes e com valores envolvidos, etc.

Não conheço os termos do acordado, mas pelo que leio na imprensa, parece-me um mau negócio, ou se quiserem um negócio por verbas abaixo do valor de um atleta (Gelson) e muito acima do valor de outro (Vietto), que recordo, veio apenas, passe a imagem, com uma perna (50% do passe). Gostava sinceramente, para bem da transparência, que se conhecessem todos os contornos deste acordo, recordando que Sousa Cintra recusou no Verão passado 22 milhões por uma percentagem de entre 60 a 70% do passe, mais 10 milhões por objectivos. Pergunta para queijinho: Em quanto foi valorizado Vietto neste negócio e o que terá mudado desde que o presidente do Sporting bateu com a porta e exigiu 105 milhões pelo jogador?

 

Nota: Apenas comparações com negócios semelhantes, não venham com flops e outros que tais e conversa fiada. Exemplos concretos por favor e semelhantes.

Em jeito de telegrama

Não sou adivinho ponto não sei se clube estaria melhor ou pior ponto soubesse teria acertado euromilhões ponto dava imenso jeito ponto  massa de que são feitos sportinguistas extraordinária ponto bom caminho ponto juntos levaremos Sporting glória ponto falta campeonato para perfeição ponto próxima época ano zero ponto exigência máxima ponto

Atravessar etapas de uma crise

«ATRAVESSAR ETAPAS DE UMA CRISE não é necessariamente mau: permite-nos um olhar a que ainda não havíamos chegado, permite-nos escutar não apenas a vida aparente, mas também a insatisfação, a sede da verdade e de sentido, e apenas a assumir uma condição mais ativa.

Talvez precisemos de descobrir que, no decurso do nosso caminho, os grandes ciclos de interrogação, a intensificação da procura, os tempos de impasse, as experiências de crise podem representar verdadeiras oportunidades. Quando mais conscientes dos nossos entraves, limites e contradições, mas também das nossas forças e capacidades, tanto mais poderemos investir criativamente no sentido da nossa identidade. Isso implica uma mudança de ponto de vista sobre nós próprios e o mundo, e advém daí naturalmente uma instabilidade face a modelos que tínhamos por adquiridos.

Os partos indolores são uma mistificação. Quem tem de nascer prepare-se para esbracejar. Há um momento em que aprendemos que vale mais prestar atenção àquilo que em nós está a germinar, num lento e invisível (e inaudível) processo de gestação, do que àquilo que perdemos.»

 

In.: MENDONÇA, José Tolentino, O pequeno caminho das grandes questões. Lisboa : Quetzal, 2017. p 151

 

Quatro títulos europeus em seis meses *

9 de Setembro de 2018:

Frederico Varandas toma posse como presidente do Sporting

 

7 de Dezembro de 2018:

Sporting sagra-se campeão europeu de judo

 

3 de Fevereiro de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de corta-mato feminino

 

28 de Abril de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de futsal

 

12 de Maio de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de hóquei em patins.

 

 

* Mais dois títulos europeus no desporto adaptado, como bem lembram alguns leitores.

Um ano depois

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Um ano depois do desvairado atentado de Alcochete surge-me a questão: quem diria, no final desse infausto e incrível 15 de Maio de 2018, e nas semanas imediatamente subsequentes, que passado apenas um ano o clube estaria repousado, vivendo em normalidade, é certo que enfrentando as conhecidas dificuldades económico-financeiras mas fazendo-o com esperança, sem alaridos? Continuando numa senda de sucessos desportivos, com um alargadíssimo leque de actividades e vasto universo de atletas profissionais e amadores, e nisso arrecadando títulos nacionais e europeus. E tendo o futebol sénior, a força motriz do clube, a culminar um ano de total normalidade, concordante com o perfil de resultados dos últimos anos, apesar da hecatombe no plantel pretérito e das dificuldades de estruturação da época que agora vai terminar. Quem diria que a recuperação, organizativa e, acima de tudo, moral, seria conseguida de forma tão célere?

Estão de parabéns vários dos candidatos eleitorais, que se ofereceram ao clube em tão delicado momento. E que tudo têm feito, antes e depois, para a acalmia e recuperação do SCP, leais a um espírito de congregação. Está de parabéns Frederico Varandas e a sua direcção - e exemplifico-a com Miguel Albuquerque, quadro ímpar do clube. Estão de parabéns os funcionários do clube, que tantas agruras terão sofrido e que, talvez mais do que todos, mantiveram o barco no rumo. E estão de parabéns os sportinguistas: a gente gosta mesmo do clube, fê-lo sobreviver à demência de Nero e à invasão dos bárbaros. 

O futuro é agora. E é radioso.

15 de Maio, o dia da infâmia na História do Sporting Clube de Portugal

Bas Dost.jpgFaz hoje um ano que o país ficou estupefacto com o bárbaro e infame assalto à nossa academia em Alcochete, protagonizado por uma ralé de grunhos desordeiros, a pior escumalha que gravita à volta do futebol, mentalidade ultra, dirão alguns, para mim é imbecilidade levada ao extremo. Sentado na cadeira que considerava de sonho, para ele, porque nós já vínhamos a viver um pesadelo há alguns meses, desde chantagem em AG ou estados de alma delirantes nas redes sociais, o ogre que presidia ao clube limitou-se a afirmar, “é chato”, prosseguindo no seu quadro demencial qual Nero tocando harpa, contemplando Roma a arder.

Um ano decorrido da página mais negra da nossa história centenária, ainda estão por apurar grande parte das responsabilidades, mas importa aprender com os erros e impedir que se repita uma conjectura como a que então se vivia, porque foi na total ausência de valores, dignidade e sentido de responsabilidade no exercício de funções, que o grupo de bandalhos se inspirou para praticar semelhante vil e cobarde acto.

Insultos a sócios do clube, quem não está comigo é sportingado ou serve interesses terceiros, chantagem tipo, “votam massivamente ou demito-me”, facilidade no acesso de jagunços da guarda pretoriana, vulgo claques, a área reservada do estádio, local de estacionamento dos jogadores, sucessivas e ridículas publicações nas redes sociais, apoiadas por uma minoria ainda hoje activa, que funciona numa lógica de seita fundamentalista para quem aprendiz de Napoleão é um guru, eram sinais evidentes que algo não estava bem no reino do leão.

Após o triste episódio a maioria dos sócios despertou do encantamento e resgatou o clube a 23 de Junho. As feridas continuam abertas, não faltam órfãos e viúvas letais ao clube, servos saudosos do destituído que não desistem de tentar fazer o clube regressar aos tempos tenebrosos. Uma breve passagem pelas redes sociais permite perceber que vários membros da seita apoiante do lunático relativizam o episódio, justificando o injustificável com a menor prestação dos jogadores, como estando na raiz do triste e lamentável episódio. Outros chegam mesmo a avançar com delirantes teorias conspirativas, num guião capaz de fazer inveja a muito bom argumentista em Hollywood. Suspeito que se fossem agredidos no seu local de trabalho mudariam de opinião. Importa pois que a maioria dos sócios não permita que uma minoria, por muito ruidosa e frequentemente mal-educada, não passa de minoria, volte a tomar o clube de assalto. Sob pena de um dia deixar de existir clube. Por agora estamos no rumo certo, como provam os resultados, com várias conquistas europeias que irão perdurar na galeria de troféus do clube. Após o estilhaçar da equipa de futebol, muitos auguravam um futuro negro, mas a direcção conseguiu estabilizar, no mínimo realizámos uma época idêntica à anterior, existe ainda a possibilidade de conquistar a taça de Portugal, a próxima época está a ser planificada dentro da tranquilidade possível. Podem ter a certeza que há um ano o leão ficou ferido, mas recuperou, está bem vivo e continua a rugir. Força Sporting!

Faz hoje um ano

 

Foi há um ano. Um bando de jagunços, de focinho tapado, assaltava a Academia de Alcochete, partindo tudo quanto via à frente, destruindo parte das instalações, e agredindo jogadores, membros da equipa técnica e funcionários do Sporting. Entraram sem problemas, com via aberta, e quando se fartaram de bater saíram tranquilos, sempre de fuça coberta, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

O País parou, indignado e vexado, a ver estas tristes imagens que não tardaram a ser exibidas em televisões e redes sociais de todo o mundo.

 

«Foi chato», resumiu o ainda presidente Bruno de Carvalho num longo monólogo registado pela televisão do clube, ao fim dessa triste tarde.

 

O que se publicou aqui no blogue nesse 15 de Maio de 2018? Foram trinta postais, subscritos por 17 autores.

Segue-se um sucinto resumo.

 

Escreveu o Pedro Bello Moraes: «Lamento e choro. O que nos chega de Alcochete causa-me um sofrimento inaudito. As imagens das agressões ao plantel, da invasão da Academia metem medo. São medonhas. Aterradoras. A cabeça do Dost é a nossa. Fomos todos agredidos hoje. O Sporting foi violentamente agredido. O desporto em geral vilipendiado. As regras da sociedade escabrosamente violadas.»

 

Escreveu o Filipe Arede Nunes: «A situação que estamos a viver tem um responsável: Bruno de Carvalho. Espero que esteja satisfeito. Acontece hoje o que nunca aconteceu no Clube. Conseguiu colocar os adeptos uns contra os outros e permitiu que acontecessem agressões a jogadores e elementos da equipa técnica. E nem vale a pena virem com a conversa dos comunicados de imprensa! As derrotas deixam-me triste, mas isto deixa-me de rastos.»

 

Escreveu a Zélia Parreira: «Quando há elementos de uma claque que acham normal (e pelos vistos até consideraram que era uma boa ideia) o que hoje aconteceu, isso só pode ser explicado por um contexto de guerrilha permanente que foi introduzido no Sporting - e que chegou ao cúmulo de colocar os adeptos contra os jogadores - e por uma conjuntura de falta total de valores que não se coaduna com o Sporting Clube de Portugal.»

 

Escrevi eu: «Treinador e jogadores agredidos à bastonada e à facada por uma turba de jagunços dentro das próprias instalações da Academia de Alcochete. Sem um só dirigente do futebol profissional da Sporting SAD ali presente. E ainda há por aí quem, de cabeça enfiada na areia, se disponha a defender este manicómio em autogestão encabeçado por Bruno de Carvalho...»

 

Escreveu o Pedro Azevedo: «Agora que os acontecimentos tomaram estas proporções, Bruno de Carvalho não tem alternativa possível, devendo assumir a responsabilidade política sobre os factos. Que preste um último serviço ao clube e crie condições para que alguém possa recolher os cacos e voltar a uni-los.»

 

Escreveu o António de Almeida: «Invadiram as instalações de Alcochete, de acesso reservado, para fazerem a única coisa que sabem, agredir. Esta escumalha que envergonha regularmente o nosso clube está clara e inequivocamente ao serviço do pirómano que o dirige. Como animais desprovidos de intelecto que são, uma vez atiçados, enraivecidos, apenas conhecem uma linguagem, a violência. E não hesitam utilizá-la contra todos os que nos dias que correm recusarem seguir a manada.»

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves: «A esta direcção não resta outra opção que não a de retirar todo o apoio e ilegalizar as claques, todas, que nisto tem que pagar o justo pelo pecador, se se quiser mostrar que se quer resolver de facto os problemas. E se o não fizer, lamento, mas só há um caminho, a demissão.»

 

Escreveu o Luciano Amaral: «Perante tudo o que está a acontecer, só resta uma coisa: mandar embora esta direcção. Fez tudo para que o jogo da Madeira fosse perdido, está a fazer tudo para que a final da Taça seja perdida.»

 

Escreveu o JPT: «Bruno de Carvalho será apeado (como César, nos idos de Março, então simbolizei). Não é uma hipótese, é uma certeza. Trata-se agora de saber se mais tarde ou se mais cedo. Se com mais custos se com menos custos para o clube.»

 

Escreveu a Alda Telles: «O Sporting acaba de iniciar um doloroso processo de retrocesso no seu caminho de reafirmação do orgulho leonino. Sei que muitos sportinguistas ponderam neste momento a continuidade da sua condição de sócio. Todo o esforço de captação de novos sócios e adeptos, que tanto sucesso teve, vai pelo cano abaixo. E não sei o que pensarão neste momento os patrocinadores. O dia 15 de Maio de 2018 ficará como um momento negro da história do futebol.»

 

Escreveu o Francisco Almeida Leite: «Nós, verdadeiros Sportinguistas, exigimos a convocação imediata de uma Assembleia Geral extraordinária do clube. Jaime Marta Soares não tem outra solução, as eleições antecipadas são agora, não são daqui a alguns meses. Substituir Bruno de Carvalho passou a ser um imperativo moral e cívico.»

 

Questionou o Alexandre Poço: «Como se suspende um Presidente?»

 

Questionou o João Caetano Dias: «Bruno, acabou. Compreendido?»

 

 

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