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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Vitória dificílima no estádio do Restelo, onde ainda jogava a equipa intitulada Belenenses. Saímos de lá com os três pontos, num desafio que terminou 4-3. Quando faltavam quatro jornadas para o fim do campeonato. Nesse mesmo estádio, para a mesma prova, o FC Porto havia sido derrotado (0-2) e o Benfica empatara (1-1).

Sofremos o primeiro golo de grande penalidade, logo aos 7'. Mas ao intervalo vencíamos por 3-1. Com golos de Bas Dost, Gelson Martins e Acuña. 

 

Melhor em campo? Bruno Fernandes.

Justifiquei assim a minha escolha:

«Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado.»

 

Eis a leitura do Pedro Azevedo:

«Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou três grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista.»

 

Seguíamos em terceiro, a cinco pontos do FC Porto e a três do Benfica. Só dependíamos de nós para atingirmos um lugar de acesso à Liga dos Campeões, pois recebíamos a turma encarnada na penúltima jornada.

 

Era o dia 15 de Abril de 2018. Faltava um mês exacto para o assalto a Alcochete.

A voz do leitor

«Muito preocupado com o futuro do Sporting: este plantel é o mais fraco desde o tempo de Godinho Lopes. Sinceramente, despachava o plantel quase por inteiro. Contam-se pelos dedos os jogadores com qualidade para vestir a nossa camisola, nunca seremos candidatos a nada com jogadores de segunda categoria. Só se aproveitam Renan, Borja, Doumbia, Bruno Fernandes, Raphinha, Gonzalo Plata e Dost. Falta muita dinâmica, criatividade e intensidade de jogo a estes jogadores.»

 

Leão do Sul, neste texto do António de Almeida

Para além de Bruno

Bruno Fernandes tem sido, indiscutivelmente, o melhor jogador do Sporting e do campeonato, mas hoje quero apenas fazer o elogio do homem que, quando defende, quase morde os calcanhares aos adversários: Marcos Acuña.

Na minha opinião, logo a seguir ao capitão leonino, Acuña tem sido o principal responsável pelos melhores resultados do nosso clube. Bendita a hora em que alguém não quis pagar o valor que o clube pediu pela sua saída, porque pese embora os excessos, Acuña é o género de jogador que mais gosto de ver envergar a camisola verde e branca. Para ele, mais vale quebrar do que torcer. E dentro de campo, dá sempre tudo o que tem. 

Palmarés leonino 2018/2019

Sporting conquista campeonato nacional de natação pelo oitavo ano consecutivo.

 

Sporting vence pelo segundo ano consecutivo a Taça da Liga em futebol.

 

Sporting sagra-se bicampeão europeu de corta-mato feminino.

 

Leoa Fancy Cherono alcança título individual no Europeu de corta-mato.

 

Patrícia Mamona, do Sporting, bate recorde nacional do triplo salto por duas vezes.

 

Equipa de judo do Sporting conquista a Liga dos Campeões desta modalidade.

 

Equipa de futsal do Sporting revalida Taça de Portugal derrotando o Benfica.

 

Sporting vence a oitava Supertaça de futsal da sua história, goleando o Fabril.

 

Salomé Afonso conquista ouro em 800 metros sub-23 na primeira edição dos Campeonatos do Mediterrâneo de atletismo em pista coberta.

 

Leoas revalidam título de campeãs nacionais de atletismo em pista coberta.

 

Catarina Ribeiro é a nova campeã nacional de estrada em atletismo.

 

Atletismo: Sporting revalida título feminino no campeonato nacional de estrada.

 

Atletismo: Sporting revalida título masculino no campeonato nacional de estrada.

 

João Vieira conquista campeonato nacional de marcha em estrada.

 

Atleta leonino Rúben Santos é campeão nacional júnior de marcha em estrada.

 

Cristiano Borges, do Sporting, vence campeonato nacional de marcha em estrada sub-23.

 

Râguebi feminino conquista Taça Ibérica, derrotando espanholas do Olimpico Pozuelo.

 

Equipa feminina de râguebi do Sporting vence Supertaça da modalidade.

 

Râguebi feminino vence terceira Taça de Portugal consecutiva ao derrotar o SLB por 31-0.

 

Râguebi feminino: Sporting conquista campeonato nacional de tens.

 

Sporting impõe-se ao Ponta do Pargo, conquistando Supertaça de ténis de mesa.

 

Equipa de ténis de mesa do Sporting vence pelo quarto ano consecutivo a Taça de Portugal.

 

Taça de Portugal de ténis de mesa feminino, que nos fugia desde 1993, conquistada pelo Sporting.

 

Sporting campeão nacional de judo em juniores masculinos.

 

João Mansos sagra-se campeão nacional de triatlo.

 

 

(em permanente actualização: os títulos mais recentes surgem a negrito)

Pódio: Bruno Fernandes, L. Phellype, Acuña

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Aves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 20

Luiz Phellype: 17

Acuña: 17

Gudelj: 16

Coates: 16

Wendel: 16

Ristovski 15

Salin: 14

Mathieu: 14

Raphinha: 12

Idrissa Doumbia: 11

Renan: 7

Diaby: 5

Jovane: 1

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo.

Armas e viscondes assinalados: A arte subtil de dizer não nos f...

Desp. Aves 1 - Sporting 3

Liga NOS 29.ª Jornada

13 de Abril de 2019

 

Ruben Ribeiro (1,5)

Expulso sem sequer tocar na bola, divide culpas com Mathieu pela cerimónia com que não agarrou uma bola inofensiva e permitiu que um adversário a controlasse, optando por derrubá-lo, mesmo arriscando pénalti ou expulsão. Bem vistas as coisas, mais valeria ter cometido a falta dentro da grande área, pois o Sporting não teria de ficar com dez desde os cinco minutos. E sofrer golos fora de Alvalade tornou-se tão natural quanto promover fugas de informação de documentos internos do clube.

 

Ristovski (3,0)

O cruzamento com que assistiu Bruno Fernandes no lance do 1-3 foi o melhor prémio para uma exibição abnegada, sempre com grandes cautelas na hora de subir no terreno e incessante e quase sempre eficaz vigilância aos velozes extremos avenses.

 

Coates (3,0)

A pouca inspiração nas tentativas de irromper pelo meio-campo contrário, bem como a demora na reacção à jogada que resultou na grande penalidade que fez parecer que o Sporting estava destinado a lixar-se com f, impediram uma noite tranquila. No outro prato da balança estão a intervenção no lance do 1-2 e os sucessivos cortes que foram atrasando na segunda parte o que parecia inevitável: a reviravolta a favor da equipa que tinha mais um relvado quase desde o início.

 

Mathieu (3,0)

Muito tinha para redimir-se, na medida em que a sua hesitação inicial esteve na génese da expulsão de Renan. O sentimento de culpa toldou-lhe os movimentos, mostrando-se menos acutilante do que é habitual nas saídas com bola. O ponto de viragem foi a melhor redenção que poderia desejar, marcando o 1-2 numa emenda ao remate-assistência de Wendel. Muito teve que trabalhar na segunda parte, face à avalanche ofensiva da equipa da casa, e ocasionais descompensações de Acuña e Bruno Fernandes no corredor esquerdo. Mas sobreviveu a tudo, tal como o Sporting.

 

Acuña (3,5)

A assistência para o primeiro golo, com um cruzamento perfeito para Luiz Phellype, foi a marca mais tangível de uma exibição à altura do argentino. Devolvido a lateral-esquerdo, face à lesão de Borja e ao ocaso de Jefferson, percorreu o corredor muitas vezes, combinando na perfeição com o deslocado Bruno Fernandes. Capaz de driblar adversários se estivesse dentro de uma cabina telefónica, recebeu um amarelo na segunda parte por ser derrubado quando se aprestava a entrar pela grande área do Desportivo das Aves, sendo poupado a ver o segundo em algumas faltas. Também teve nos pés a possibilidade de fazer o 1-3 que sossegaria os leões, servido por Bruno Fernandes após ele próprio recuperar a bola, mas o talentoso guarda-redes adversário não permitiu que a bola lhe passasse por entre as pernas.

 

Gudelj (2,5)

Boa parte do ónus da inferioridade numérica dos leões recaiu sobre o sérvio, prejudicado pelo desvio de Bruno Fernandes para a esquerda e pelo défice de omnipresença de Wendel. Mesmo assim, Gudelj nem sequer começou mal, até porque as limitações na condução de jogo também são patentes quando o Sporting tem tantos em campo quanto o adversário. Mas a atitude contemplativa no lance do pénalti que resultou no empate, e o cartão amarelo que viu logo na primeira parte, condicionaram o desempenho e levaram a que Marcel Keizer optasse por retirá-lo.

 

Wendel (3,5)

Mais um bom jogo do jovem brasileiro, a quem foram entregues as chaves do meio-campo devido à inferioridade numérica. Forçado a multiplicar-se na construção de jogadas e na cobertura ao adversário, teve como principais feitos o remate torto que Mathieu desviou para o fundo da baliza e o lance de contra-ataque na segunda parte em que correu com bola mais de metade do campo e assistiu Raphinha para um enorme desperdício.

 

Bruno Fernandes (4,0)

Seria o jogo perfeito para superar o recorde de Frank Lampard, tornando-se o médio europeu com maior número de golos numa só temporada, e igualar a marca do brasileiro Alex, médio com maior número de golos numa só temporada na Europa. Só que aos cinco minutos teve de sair da zona em que provoca desconforto alheio e fixar-se no corredor esquerdo, o que limitava as hipóteses de ser decisivo. Mas claro que quando a vida lhe dá limões, Bruno Fernandes abre uma barraquinha de limonadas que num ápice vai parar ao mercado de capitais: começou com um remate traiçoeiro de muito longe, urdiu com Acuña a jogada do 0-1, provocou pavor num defesa de que iria tentar marcar de livre directo e permitiu aos colegas avançarem para a grande área e fazerem o 1-2, e depois do intervalo serviu o argentino para uma das melhores oportunidades de sentenciar o jogo e voltou a testar o guarda-redes adversário com uma “bomba” disparada da quina da grande área. Sendo certo que nos últimos minutos aparentava estar desterrado na esquerda, e com flagrantes dificuldades para ajudar a defesa, avançou para a grande área contrária, viu o cruzamento de Ristovski e voou como Jardel sobre um central, marcando de cabeça, como mandam as regras, para o 1-3 do contentamento verde e branco. Como se tivesse acabado de escrever um “best seller” com o bonito título ‘A Arte Subtil de Dizer Não Nos F...’.

 

Raphinha (2,5)

Pedia-se-lhe que compensasse a falta de um colega com dribles e arrancadas. Assim tentou, mas não raras vezes com pouca sintonia em relação aos colegas. Da sua primeira parte ficou na retina um cruzamento a que Bruno Fernandes não conseguiu chegar a tempo e o derrube ainda distante da baliza que Bruno Fernandes, Coates, Wendel e Mathieu transformaram no 1-2. Símbolo do pouco acerto do talentoso extremo brasileiro foi o desperdício do terceiro golo, permitindo a mancha do guarda-redes após receber um passe de morte de Wendel.

 

Jovane Cabral (-)

O jovem extremo não costuma render tanto quando é titular, mas desta vez pareceu amaldiçoado. A expulsão de Renan levou a que fosse sacrificado antes de poder fazer algo certo ou errado. Talvez tenha melhor sorte na sexta-feira, frente ao Nacional da Madeira, pois a suspensão de Raphinha (que completou uma série de amarelos) limita ainda mais as escolhas de Keizer.

 

Luiz Phellype (3,0)

O quarto golo consecutivo em três jogos para a Liga NOS, num cabeceamento fulgurante ao centro de Acuña, revela a excelente taxa de sucesso nas ocasiões de perigo. Seguiram-se mais de 80 minutos de luta solitária, quase sempre de costas para a baliza e pressionado pelos centrais adversários. Cumpriu, sem deslumbrar e em crescente desgaste, até receber merecido descanso.

 

Salin (2,5)

Entrou quase sem aquecer e saiu atrasado ao adversário que derrubou, pouco lhe valendo adivinhar o lado para onde o pénalti foi cobrado. Desse momento em diante esteve nos sítios certos, encaixando remates não especialmente inspirados. Todos menos aquele que Derley desferiu, já aos 90 minutos, anulado pelo VAR por o avançado brasileiro ter apalpado o rosto de Coates no início da jogada.

 

Idrissa Doumbia (2,0)

Substituiu Gudelj e voltou a não melhorar aquilo que o sérvio tentava fazer. Ficou por receber um cartão amarelo alaranjado por uma entrada fora de tempo e não aliou discernimento ao acréscimo de velocidade que trouxe ao meio-campo leonino.

 

Diaby (1,5)

Entrou para fazer descansar Luiz Phellype, mas desde os primeiros toques na bola deixou claro que não estava ali para ajudar. Desastroso quando não irrelevante, voltou a mostrar que o seu maior valor para a equipa é habituar os colegas a terem menos um em campo mesmo quando os árbitros não lhes mostram cartões vermelhos.

 

Marcel Keizer (3,0)

Mais três pontos muito esforçados, com a equipa a superar uma desvantagem numérica quase desde o início do jogo, são o prémio para uma equipa bem arrumada e que fez das tripas coração. Forçado a sacrificar Jovane para a entrada de Salin, jogou o melhor que pôde com as poucas peças que restavam no tabuleiro e manteve pressão sobre o Sporting de Braga, que precisa de vencer o Tondela para reduzir a vantagem leonina para três pontos.

Tuga soccer...

É frequente ao analisarmos um lance mais duvidoso existam diferentes interpretações para o mesmo. Semanalmente “especialistas” analisam os lances mais polémicos com recurso a imagens e nem sempre existe consenso, sem que o facto provoque danos por aí além. Por norma, aferimos a uniformidade ou dualidade de critérios para considerar ou não uma arbitragem isenta, para aferirmos a competência de determinado árbitro, é preciso analisar o histórico das suas prestações, incluindo naturalmente a coerência.

Artur Soares Dias é considerado um dos dois melhores árbitros portugueses, insuficiente para garantir que a arbitragem portuguesa marque presença nos grandes palcos, porque em abono da verdade, o futebol português é uma trampa, cheio de manhas e trafulhice, sempre em prol dos mesmos. Alguém com um mínimo de lucidez, acredita que um dia em Portugal, poderia acontecer algo sequer parecido com o que sucedeu à Juventus? Costuma-se dizer que onde há fumo, há fogo, mas apesar da imensa fumarada, os poderes instalados teimam em assobiar para o lado e dizer que “no pasa nada”.

Voltando ao árbitro que “dirigiu” ontem o Desp. Aves-Sporting C.P., apesar da indignação, selectiva claro está, de Inácio, a verdade é que a expulsão de Renan Ribeiro é no mínimo discutível, porque o avançado do Aves não caminha em direcção à baliza, pese embora ninguém possa negar a perigosidade do lance. Ora, perante um lance muito parecido na época 2016/17, em Alvalade, jogo Sporting C.P.-S.L.Benfica, quando o guarda-redes Ederson cometeu grosseira falta sobre Bas Dost, o mesmo Artur Soares Dias assinalou falta, correspondente grande penalidade, mas não expulsou o guarda-redes porque Bas Dost não corria em direcção à baliza. Precisamente a mesma circunstância que se verificou ontem, o mesmo árbitro, diferente critério...

Sobre Inácio, tenho a dizer que se indignou com o lance de Doumbia, bem o percebo, gostaria de ter jogado contra 9, ou mesmo contra 8, já que também falou no segundo amarelo que ficou por mostrar a Acuña, sem referir como é óbvio, que o primeiro foi mostrado ao protestar uma falta inexistente, assinalada pelo talentoso árbitro. Prometeu que iria surpreender o Sporting e cumpriu, aquela forma de defender um livre directo não lembraria a ninguém, mas felizmente que lembrou a Inácio, porque permitiu a Mathieu recolocar o Sporting em vantagem, rectificando remate falhado de Wendel. Aliás, a azia de Inácio chegou ao ponto de dizer que o Sporting ganhou porque se uniu a jogar com apenas 10 jogadores, quando se apanhou a ganhar e que teria sido diferente se o jogo estivesse empatado. Inácio esqueceu que ficou em superioridade numérica com o jogo empatado e depois a perder, ainda conseguiu chegar ao empate. Só que pela frente apanhou um Sporting com garra, ontem finalmente, superiormente orientado por Marcel Keizer, que lhe deu um banho de táctica e motivação, para azia de muitos, incluindo sportinguistas, ou que se afirmam como tal...

Faz hoje um ano

 

Três jogadores leoninos foram eleitos para o melhor onze da jornada europeia pela sua excelente exibição no Sporting-Atlético de Madrid - um jogo que não contou com a assistência de Bruno de Carvalho, nem no banco nem na tribuna, repetindo assim o comportamento que já tivera na semana anterior, quando da deslocação da equipa à capital espanhola.

Coates, Montero e Rui Patrício foram os seleccionados, como dei aqui nota a 14 de Abril de 2018

«O colombiano, porque marcou o golo da nossa vitória em Alvalade frente ao Atlético de Madrid. O uruguaio, porque cortou tudo quanto havia para cortar e ainda proporcionou a Oblak a defesa da noite, na sequência de um cabeceamento forte e muito bem colocado. O nosso guardião, porque tornou Griezmann num anão enquanto ele se agigantava ainda mais na baliza leonina.»

 

No mesmo dia, o Pedro Azevedo analisava aqui as contas leoninas. Num longo texto, de que transcrevo este excerto:

«No caso do Sporting, a obrigação de 30 milhões de euros vence em 25 de Maio de 2018, foi emitida em 2015 (3 anos) e tem uma taxa de juro associada de 6,25%. Na altura da emissão, ela foi subscrita por 4241 investidores e a procura suplantou a oferta em 2,57 vezes.

Foi anunciado recentemente que devido à situação directiva o clube encarava reembolsar o título seis meses mais tarde. Esta situação advém, provavelmente, da renitência do banco colocador em renovar a emissão dado o presumível vazio directivo. Esta percepção por parte do banco/investidores decorre primeiramente dos anunciados processos disciplinares e suspensões (que mais tarde não se vieram a concretizar) a 19 futebolistas do plantel principal, e possíveis consequências financeiras desse acto, e foi muito agravada por declarações proferidas pelo nosso presidente da AG à TSF, em que anunciou a futura convocação de uma Assembleia Geral com o intuíto de demitir o presidente do clube/SAD (o que criou a perspectiva de vazio e concomitante incerteza).»

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver mais um obstáculo superado. Vencemos o Aves por 3-1. Não serviu para nos vingarmos da derrota de Maio de 2018, no Jamor, quando vimos fugir a Taça de Portugal frente à mesma equipa, mas funcionou como confirmação de que este Sporting 2018/2019 está numa das melhores fases - em termos de organização colectiva, de maturidade táctica e superioridade em campo. Consolidamos o terceiro lugar, aumentando a pressão sobre o Braga.

 

De Bruno Fernandes. Mais uma vez, a figura em foco: foi o melhor em campo. Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski. Um grande golo de cabeça, à ponta de lança, que desfez as últimas dúvidas quanto ao desfecho da partida. E ainda fez dois bons remates de meia-distância, aos 12' e aos 65', forçando o guarda-redes adversário a defesas muito difíceis. É agora o segundo melhor marcador da Liga: já a meteu 16 vezes lá dentro.

 

De Luiz Phellype. Os números comprovam: o brasileiro foi mesmo uma boa aquisição no defeso do Inverno. Terceiro jogo a titular no campeonato, quarto golo marcado. Hoje inaugurou a vitória do Sporting, num lance em que apareceu muito bem posicionado na área do Aves, perto do primeiro poste e cabeceando com êxito para o segundo. Se continua assim, quase faz esquecer o lesionado Bas Dost.

 

De Acuña. O argentino concilia dois grande atributos: veste fato de gala e fato-macaco. É tecnicista e carregador de piano. Hoje tomou conta do corredor esquerdo, onde impôs a sua superioridade como lateral com vocação ofensiva, num jogo em que actuámos quase todo o tempo com menos um. E ainda foi dele a assistência para o primeiro golo.

 

Do 2-1 que se registava ao intervalo. Mesmo a jogar só com dez, o Sporting soube reagir muito bem à inferioridade numérica, numa exemplar lição de resistência, tanto no plano físico como anímico - prova inequívoca de que a equipa está em bom nível. Na segunda parte, fizemos mais um golo. E o segundo lance mais perigoso foi nosso também.

 

Da aposta de Marcel Keizer em Jovane. O jovem luso-caboverdiano voltou a integrar o onze titular do Sporting. Infelizmente só esteve 5 minutos em campo: o técnico viu-se forçado a substituí-lo devido à expulsão de Renan, que teve de dar lugar a Salin. Jovane não mostou desagrado nem fez má cara. E assistiu ao resto da partida no banco.

 

Do balanço dos últimos jogos do Sporting. Sete vitórias consecutivas, seis das quais na Liga, e há dez jogos sem perder. A melhor sequência desta temporada. O caminho faz-se caminhando.

 

 

 

Não gostei

 
 

Da expulsão de Renan. Jogámos mais de 90' com menos um devido à precipitação do guarda-redes, que sai sem necessidade dos postes, quando Mathieu tinha o lance controlado e faz uma falta igualmente desnecessária sobre o adversário, derrubando-o. Recebeu o cartão vermelho e forçou Keizer a queimar ums substituição, trocando Jovane por Salin.

 

Da deprimente falha de RaphinhaIsolado frente ao guarda-redes, muito bem servido por Wendel a culminar um lance rapidíssimo que envolveu também Luiz Phellype, o brasileiro deu um toque a mais, parecendo sofrer de fobia da baliza, permitindo assim que um defesa adversário desviasse a bola da rota. Gorou-se assim, aos 58', uma excelente oportunidade de ampliarmos o resultado. Aos 82', Raphinha viu um amarelo: ficará fora do próximo jogo, contra o Nacional, por acumulação de cartões.

 

De Gudelj. Outra exibição sofrível. Da apatia do sérvio, incapaz de travar uma jogada perigosa de Luquinhas no corredor central, resultou uma situação de perigo que forçou Salin a cometer falta para grande penalidade, tendo daí resultado o golo solitário da equipa visitada. Após a saída de Gudelj, substituído aos 71' por Idrissa Doumbia, o nosso meio-campo melhorou claramente, permitindo a Wendel soltar-se para espaços onde rende mais para a equipa.

 

Do golo sofrido. Mantém-se a tradição nos nossos jogos disputados fora para este campeonato: excepto num, até agora, nunca saímos invictos. A excepção aconteceu no Marítimo-Sporting, que terminou empatado a zero.

Faz hoje um ano

 

Rescaldo, nesse dia 13 de Abril de 2018, da nossa vitória (1-0) frente ao Atlético de Madrid, insuficiente no entanto para nos fazer rumar às meias-finais da Liga Europa.

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«O Sporting fez um grande jogo contra uma equipa que disputou duas finais da Champions nos últimos três anos. Sem sete opções disponíveis - Fábio Coentrão, Bas Dost, Bruno César, Podence, Rafael Leão, Piccini e William -, a que durante o jogo se juntou um oitavo (Mathieu), o Sporting mostrou em campo o notável investimento que foi feito pela direcção no plantel desta temporada.»

 

Escreveu o JPT:

«Não consigo perceber é como a equipa que joga desta forma com a Juventus e o Atlético de Madrid (neste segundo jogo) se amarfanha diante dos tão mais acessíveis Porto, Benfica (assim, com maiúscula) e Braga. Que lhes dá?»

 

Escreveu o Duarte Fonseca:

«Já me irrita solenemente que o Bruno Fernandes seja sempre considerado no lote dos melhores em campo. Não entendo porquê... Ontem, por exemplo, e para quem queira rever o jogo com atenção, sempre que recebeu a bola nos últimos 30 metros quantas vezes decidiu bem? Quantas vezes aproximou mais a equipa do sucesso com as suas acções? Quantas vezes perdeu a bola? Quantos contra-ataques do Atlético proporcionou?»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«Muito orgulho na nossa equipa e nos nossos adeptos e na comunhão entre todos, mas gostaria de ver estas exibições de vontade em todos os jogos e não apenas quando o adversário motiva, dá visibilidade noutros mercados e estímulo extra.»

 

Escreveu o Francisco Melo:

«Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol. Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.»

A voz do leitor

«É publico o reconhecimento das finanças depauperadas do Sporting, logo, a aposta na formação é para já e, num futuro próximo, a melhor forma de equilibrar financeiramente e desportivamente o Clube. Os sócios e os adeptos não podem é pedir contas equilibradas, aposta na formação e ser Campeão Nacional tudo de imediato. O caminho faz-se caminhando.»

 

Luís Barros, neste texto do Pedro Azevedo

Peço desculpa…

… por não falar sobre a realidade do nosso clube.

 

 

A propósito do lançamento do livro/disco da gravação - inédita - de dois concertos de Zeca Afonso, ouvi na TSF uma entrevista feita ao jornalista Adelino Gomes e a outros responsáveis por este trabalho.

Nessa entrevista Adelino Gomes referiu-se a um outro concerto de José Afonso ocorrido nas Grutas de Lapas (Torres Novas) no dia 28 de Dezembro de 1968. Uma descrição desse espectáculo, organizado por um grupo de jovens ligados à Igreja, foi feita por uma jovem e publicado jornal Almonda, tendo – pasme-se a falta de atenção – passado no crivo da censura.

Não vou o adjectivar, simplesmente gostei do que li e transcrevi-o para vocês. Peço desculpa por alguma eventual gralha.

 

Peço, mais uma vez, desculpa por não falar do Sporting.

 

 

«Maravilhoso Espectáculo

NAS GRUTAS DE LAPAS

na noite de 28 de Dezembro

 

[CONVITE

Intimamos você a largar 30 paus e a comparecer pelas 21 horas (ameaçamos ser pontuais) de sábado 28/12/68, nas Grutas das Lapas, para ouvir o José Afonso, o José Amaro, o Jorge Vala.

Companheiros e paróquia das Lapas querem proporcionar-lhe uma noite basto gira.]

 

Recebi o convite ontem. O programa era tentador, por isso fui.

 

Grutas das Lapas, maravilhosas, iluminadas com luzes indirectas, cadeiras por todo o lado, que apesar disso não chegaram; não houve problema, sentámo-nos no chão.

Apesar de no programa o Padre Tiago ameaçar ser pontual, o José Amaro só começou a cantar às nove e meia. Cantou mais ou menos bem, mas foi um desapontamento ouvi-lo cantar o «Embuçado» — lembrei-me do João Ferreira Rosa. Acabou de cantar e logo nos surge o Jorge Vala, tal como o José Amaro, vestido sem preconceitos: umas calças velhas, uma camisola e uns sapatos de todos os dias. Escândalo para os mais velhos, faltava a gravatinha; para nós agradou, porque vimos que não era cenário, que era mesmo próprio da maneira de ser deles, marimbando-se do que os outros pensassem.

Recitou poesias do José Régio, Manuel Alegre e vários outros. Bem, nada exagerado, mas sentindo o que dizia. Relevo para a poesia «Rosas Vermelhas, dia 12 de Maio às 10 horas e 15 minutos».

O momento máximo aproxima-se e com ele surge José Afonso, sem preconceitos de espécie alguma, não se importando de ferir, de magoar, mas transmitindo-nos verdadeira poesia, nas suas baladas tão simples e ao mesmo tempo tão complexas.

Pediu desculpa, porque estava rouco, mas quando abriu a garganta e começou a cantar o «Menino do Bairro Negro», houve uma mudança total nas pessoas; as tosses e ruídos acabaram; nós, sentados no chão, em cadeiras, espalhados um pouco por toda a parte, ganhámos um pouco do mistério, da beleza, do sórdido, do que existia de inconformista na sua canção. O silêncio só era interrompido para cantarmos com ele o estribilho da canção. As nossas vozes não eram nossas,

eram as de todos aqueles meninos de Bairros Negros, existentes em todo o mundo.

E o Zeca Afonso continuou a cantar baladas tristes todas elas, mas tão belas, tão brutalmente reais: «Catarina», «No Tribunal» (adaptado de uma peça), «O Comerciante». «O Criado», «O Menino de Ouro».

O menino de ouro que é ainda mais abstracto do que o do Bairro Negro, mais difícil de atingir; «A Menina dos Olhos Tristes». E o José Afonso terminou com a «Balada dos Caídos», magnífica, dura, cruel, brutal. Choca-nos, acorda-nos do turpor em que as suas baladas anteriores, talvez mais fáceis, nos tinham feito cair.

Faz-nos vibra [sic], viver, nas grutas ouvia-se fazendo eco pelas abóbodas um cântico imenso, a reunião de todas as nossas vozes, vozes duras, que não podiam, mas exigiam, não éramos nós, mas sim todos os que tinham sofrido, que gritavam e gemiam.

E o José Afonso foi-se embora no meio de palmas loucas de nós que o admiramos, a ele que tem a coragem de lutar contra tudo e todos, contra o que julga que está mal; talvez ele às vezes esteja errado, talvez o seu ideal não seja o mais válido, talvez a política o domine e arraste, talvez, talvez, talvez... talvez... talvez... Há tantos talvez que ficam no ar e que não têm importância alguma. O que tem importância é que ele luta, ele grita, ele cria baladas, tentando construir um mundo melhor, tentando encontrar lugar nesse mundo para o criado, para todos os meninos de Bairros Negros que existem.

Nessa medida ele é grande, é um gigante e, além de tudo as suas baladas são belas, impressionam-nos porque a sua maior beleza reside na sua extrema simplicidade.

Em seguida Padre Fanhais, não estava sequer no programa, apareceu e, como todos sabemos que canta maravilhosamente, pedimos-lhe para o fazer.

É preciso ter ciasse e humildade, para cantar depois do Zeca Afonso; o Padre Fanhais fê-lo.

Com o Padre Fanhais — momento para o «Amor», para a compreensão. O José Afonso canta a guerra, a fome, o ódio. tenta construir um mundo mais válido; mas deixa-nos na interrogação, na dúvida. «É possível construir esse mundo em que há lugar para os que têm uma fome de estômago, uma fome fisiológica?» (J. A.) — ele já só pergunta e pede isso.

O José Afonso não nos diz se esse mundo é possível, leva-nos até a crer que a ambição, o egoísmo dos grandes, o impedem. Ele é assim inconformista, chora, grita por um mundo que sonha e não sabe se é realizável.

Ora o Padre Fanhais tem algo que falta ao José Afonso, tem fé.

Nas suas canções ele mostra-nos o que está mal, mas mais do que isso ele deixa-nos a sua mensagem, diz-nos que se nós quisermos poderemos mudar o mundo inteiro. E isso que noutros se tornaria caricato, um homem pensar que pode mudar o mundo — parvo. Nele, com ele, nós sabemos que é a verdade, ele sente o que canta, ele responsabiliza-se da esperança que nos dá.

E nós ainda inquietos, insatisfeitos contra tudo e todos, que julgávamos que o nosso ideal era irrealizável, sentimo-nos mais leves, mais sem problemas; porque um homem com fé, nos transmite a sua mensagem, mensagem essa nem sempre fácil, antes pelo contrário, mas na qual ele nos diz que se nós acreditamos de algo mas com todas as nossas forças, com todo o nosso Amor, nós consegui-lo-emos.

O Padre Fanhais cantou entre outras uma canção na qual o homem segue na noite, em busca de uma estrela, o seu ideal.

O estribilho não pode ser mais significativo e é:

Dura noite, noite bela / A caminho da estrela / Dura noite, noite bela / A caminho da estrela.

Cantou depois uma balada maravilhosa, uma balada de esperança, em que nos diz que o mundo é grande de mais, mas se todos os jovens do mundo derem as mãos, rodearão o mundo numa roda imensa.

E o Padre Fanhais cantou, cantou... e acabou com «Avisa-se», uma canção diferente das outras; o Padre Fanhais compô-la quando da morte de Luther King e Bob Kennedy. Como disse o P. Fanhais, o poema e a música há muito que bailavam na sua ideia, mas tinha de surgir uma ocasião para aparecer, nascer.

O P. Fanhais avisa toda a gente que por cada flor estrangulada, há milhares de flores hesitantes, mas que um dia se levantarão. Avisa-se por fim angustiadamente que é preciso mais flores, mais flores, mais flores.

Obrigámos o P. Fanhais a cantar três vezes o «Avisa-se». Ao fim quase chorávamos.

Portanto «Avisa-se» que tu deves ser uma flor, nós temos falta de flores.

Gritamos queremos um mundo em que todos os meninos de ouro e de Bairros Negros não passem fome de barriga.

Queremos um mundo melhor. Para isso não podemos estar parados esperando que os outros modifiquem o mundo, somos nós que temos de o fazer. Eu falo por mim, eu quero também fazer qualquer coisa na construção de um mundo novo; mas eu tenho medo de que me arrastem, confundindo-me e ao que quero para movimentos políticos. Eu quero, nós queremos, sabemos o quê? Mas os outros sabem-no?

E até poder descobrir o caminho a seguir eu só poderei cantar — Dura noite, noite bela a caminho da estrela.

Como eu desejo um dia encontrar essa estrela!

 

[Assinatura]

Madrugada de 29 de Dezembro/68»

 

In: Jornal O Almonda, n.º 2889 de 11 de janeiro de 1968

Faz hoje um ano

 

O onze leonino deu muita luta em campo ao Atlético de Madrid, derrotando por 1-0, em Alvalade, a equipa que viria a vencer a Liga Europa dessa temporada. 

Isto aconteceu, nestes quartos-de-final da competição, apesar de o Sporting ter entrado em campo desfalcado de quatro titulares, por lesão ou castigo: Bas Dost, Fábio Coentrão, Piccini e William Carvalho ficaram de fora.

Pior: aos 25', lesionou-se Mathieu.

Mesmo assim, os nossos jogadores vulgarizaram as vedetas colchoneras, incluindo craques da dimensão de Oblak, Juanfran, Godín, Lucas Hernández, Vitolo, Koke, Diego Costa, Fernando Torres e Griezmann.

«Bruno de Carvalho, o presidente, não apareceu. Nem no banco, nem na tribuna, mas deve ter gostado do que viu e, se ainda tivesse Facebook, estaria a fazer os elogios merecidos à equipa, depois de, há uma semana, a ter desfeito», assinalou o repórter do Público.

 

Eis o que escrevi na minha crónica logo após o jogo, nesse dia 12 de Abril de 2018:

«Gostei dos aplausos vibrantes aos nossos jogadores no final do encontro, realizado quase sempre sob chuva intensa. Aplausos mais que merecidos ao colectivo leonino, em que se destacaram as exibições de Acuña, Gelson, Bruno Fernandes e Montero, marcador do nosso golo solitário, com o argentino a evidenciar-se como o melhor Leão, num desempenho quase perfeito: foi dele o primeiro disparo com muito perigo, rasando o poste aos 4', fez os melhores cruzamentos e assegurou o controlo de todo o nosso corredor esquerdo, tanto na manobra defensiva como na construção ofensiva, ludibriando Juanfran à frente e neutralizando Torres atrás. Jorge Jesus montou muito bem a equipa, com uma linha de três centrais e dois falsos laterais adiantados no terreno em reforço da muralha do meio-campo, ganhando sucessivas segundas bolas em movimentações constantes. Os aplausos finais confirmam: os adeptos estão definitivamente reconciliados com os jogadores, que deram o máximo em campo e bem mereceram este tributo.»

 

E o Edmundo Gonçalves rematou assim:

«Caímos de pé, com personalidade e com alguma injustiça à mistura. Perdemos a eliminatária ao não ter marcado em Madrid. Sinal mais para quase todos.»

 

Só para recordar quem alinhou de verde e branco neste desafio: Rui Patrício; Coates, André Pinto, Mathieu (Petrovic, 25′); Ristovski (Doumbia, 79′), Battaglia, Bryan Ruiz (Rúben Ribeiro, 70′), Acuña; Gelson Martins, Bruno Fernandes e Montero.

Rúben Ribeiro foi o único jogador do Sporting que não mereceu aplausos. Pelo contrário, até ouviu assobios.

A voz do leitor

«Quem sabe de futebol o básico sabe que Geraldes é um bom jogador, capaz de trazer ao meio-campo do Sporting aquilo que tanta falta lhe faz: capacidade de manter a bola com qualidade, criatividade, último passe. Nessas áreas é melhor que Wendel em todas elas. Mas Keizer é que sabe. Eu votei em Varandas para livrar o Sporting do tresloucado. Sinceramente, se Keizer continuar na próxima época, o estrago infligido ao Sporting será insuportável.»

 

JG, neste meu texto

Viva Portugal (em dia dum hat-trick, obviamente, sem rigor)

Estive a assistir ao França vs. Portugal em andebol.

Fantástico jogo, excelente resultado.

Primeira vitória, de sempre, da selecção portuguesa.

Altero o canal televisivo e oiço falar dum hat-trick.

Rigor, por favor.

Um penalty e dois autogolos, para mim não é um hat-trick.

Trapp toca na bola em dois dos supostos golos de Félix se a bola saísse pela linha de fundo seria pontapé de canto, por isso... não me venham com Trappacisses; o novo Renato Sanches pode ter o seu (dele) valor mas não inventem.

Auditoria

Tenho por método e forma de estar na vida, ser em tudo prudente. Não sou negociante, mas nos poucos negócios que faço peso várias vezes os prós e os contras até me decidir.

Com este tema da auditoria forense estava mais ou menos assim, esperar para ver e depois retirar as minhas conclusões, sem ser preciso que alguém me assobiasse, o que é também meu timbre.

Às vezes esta minha atitude prudente pode ser-me prejudicial, mas a minha consciência fica de bem com ela própria e comigo também. Foi assim com o anterior presidente, até não poder mais apoiá-lo.

Este intróito vem a propósito do post do meu colega de blog António de Almeida. Legítimo e até oportuno, dando a conhecer aos sportinguistas uma matéria que nos interessa a todos. O que me leva portanto a falar sobre um assunto sobre o qual tinha feito a mim próprio a promessa de apenas falar lá mais para a frente, quando a água ficasse límpida. Não é António de Almeida culpado de coisa nenhuma, claro está, ele apenas nos indica um caminho para a informação, legitimamente como já escrevi, mas sendo um assunto que diz apenas e só respeito aos sportinguistas e mais concretamente aos associados, por que carga de água está um relatório que é um documento interno de uma colectividade, alvo até de denúncia às autoridades de investigação criminal, escarrapachado num jornal diário para que todos os que queiram a ele tenham acesso?

Sendo que há até juristas com créditos, nos corpos sociais do clube, faz-me muita confusão que se forneça informação relevante para a vida do clube, fora dos circuitos normais de informação do Sporting. Que diabo, bastava um e-mail para os sócios (sim, nem todos têm, mas pelo menos a esses chegava) um dia antes, pelo menos cumpriam-se os mínimos exigíveis, mas não, optou o CD por divulgar um documento tão importante como este, parecendo-me que o presidente e demais membros do órgão não estiveram presentes no último jogo em Alvalade, onde pela primeira vez se viveu um clima de apaziguamento (não sei se real, se aparente, mas ele existiu).

Lá na minha terra diz-se que com atitudes destas se está a apagar fogos com gasolina. Só espero que não volte outro bombeiro...

Faz hoje um ano

 

No dia seguinte realizava-se no estádio José Alvalade a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa: íamos receber o Atlético de Madrid, com a esperança de anularmos a desvantagem (0-2) que trouxemos da capital espanhola. Quando ainda se mantinham acesas as hipóteses de vencermos a Taça de Portugal e, dessa forma, ganharmos acesso à Liga dos Campeões e à disputa da Supertaça.

Entretanto, José Maria Ricciardi - que chegou a ser um dos maiores apoiantes de Bruno de Carvalho - anunciava a demissão do Conselho Leonino, em ruptura com o presidente, afirmando secamente: «Demito-me e retiro o meu apoio.»

 

Por cá, nesse dia 11 de Abril de 2018, destaque para três textos.

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«No Sporting tem de ser assim. Democracia, que tem sempre soluções. Os sócios não podem ser tratados diferentemente consoante as bancadas em que se sentam, nem os dirigentes e o Presidente devem ser desrespeitados, pois clima de guerra civil prejudica apenas o clube, e fortalece os adversários. Os mandatos têm de ser exercidos com legitimidade e nos superiores interesses do Sporting. E, acreditem, não há ninguém insubstituível. Insubstituível só mesmo o Sporting Clube de Portugal.»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«O que levou o presidente de um clube de futebol a este estado de falência emocional deveria dar que pensar. Em especial quando começamos a detalhar as lutas de Bruno de Carvalho em defesa dos interesses do clube. Teria ele razão na questão dos fundos? Do vídeo-árbitro? Da relva do estádio? Em não vender jogadores a eito? Foi ele quem inventou as detenções que a PJ fez noutro clube candidato ao título? Foi Bruno o autor dos gigabytes de e-mails vindos a público e que comprovam que havia mais, muito mais, que saudações natalícias entre agentes do futebol? Deve-se a Bruno de Carvalho haver zero árbitros nossos compatriotas escalados para o Mundial da Rússia, quando a selecção é campeã da Europa e o melhor jogador do mundo é português?»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Temos uma direcção que foi eleita anteriormente com Bruno de Carvalho, mostrou competência e pode gerir interinamente, sem o actual presidente, o clube. Que, sujeita posteriormente a eleições, poderá vir a ser uma solução definitiva, porque não? O principal papel de um gestor é comprar tempo. Nunca, como agora, essa competência foi tão necessária e será tão posta à prova. É que o algodão não engana e os sportinguistas estarão atentos ao que os actuais Orgãos Sociais e sócios "ilustres" com expressão pública fizerem ao clube.»

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