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És a nossa Fé!

Publicidade enganosa

Sobre o preçário dos novos lugares de época no nosso estádio já se pronunciaram aqui - e bem - o Rui Cerdeira Branco e o Edmundo Gonçalves. É uma decisão incompreensível e inadmissível da Direcção leonina. 

Nada tenho a acrescentar. Direi apenas que lamento ter visto, na anterior campanha para venda de gameboxes, a utilização de Francisco Geraldes, profissional oriundo da formação do Sporting, como isco para atrair adeptos. Sabemos o que aconteceu: o jogador acabou por ser mandado às malvas, sem oportunidades para mostrar o que vale perante aqueles que confiávamos e confiamos no seu talento.

Foi publicidade enganosa, afinal. Espero que não se repita.

O custo das gamebox

O Rui Cerdeira Branco já abordou este tema mais abaixo no blog, mas eu acho interessante apresentar aqui as minhas contas, não sem que antes deva dizer que a minha alma está parva!
Antes de ir aos valores, a confissão de que nunca me passou pela cabeça que houvesse chicos que usam um bilhete/GB de criança para entrar no estádio com regularidade. É algo a um nível que eu nunca imaginei que pudesse acontecer! Principalmente na nossa casa, connosco, que somos "diferentes". Diferentes... 'Tá bem!
Ora vamos lá ao orçamento: Ir a Alvalade passou para mim a ser muito mais caro desde que mudei de residência, são agora mais cerca de 80km e 5,80€ de portagem em cada jogo. Ou seja, são cerca de 2100km (180,00€ +-) e de 150,00€ em portagens. A GB aumentou alguma coisa, confesso que não sei quanto custou a da época passada, mas lendo o que por aí se escreve, andará num aumento a rondar os 5%. Ou seja, a "brincadeira, a que devo ainda juntar as quotas, vai-me sair em perto de 700€. Haverá ainda a acrescentar o custo da bifana e da imperial, que serão mais cerca de 150,00€ se não for comilão e "bebilão" e já vamos nos 850,00€. E são estas as contas que deverão ser feitas.

A questão essencial é se fará algum sentido, excluindo o factor irracional que é apoiar um clube, gastar tanto dinheiro num espectáculo que está à partida viciado. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a um jogo em que sabemos ir ser inapelavelmente prejudicados. Se fará sentido gastar tanto dinheiro para assistir a três ou quatro jogos "bons" (Benfica, Braga, Guimarães, Porto) e passar o resto da época a assistir a um estacionar de autocarros e a anti-jogo que apenas dá sono e por vezes, infelizmente, nos proporciona a perda dele na noite a seguir. Se se justifica gastar tanto dinheiro num espectáculo com cada vez menos qualidade, com dirigentes mal formados, com grupos de adeptos, organizados ou não, caceteiros e com maus intérpretes dentro de campo, árbitros incluídos.

A questão é mesmo esta: Valerá a pena gastar tanto dinheiro com um mau produto? E a resposta é, definitivamente, não! 

Por outro lado há quanto à política de preços das GB uma péssima comunicação (parece ser sina). A GB, que deveria ser um factor agregador, um meio de juntar sócios à volta da equipa, uma forma de encher o estádio, não atinge esse objectivo porque não são explicadas aos sócios as opções e porque são elas tomadas. Nesta época, a primeira a iniciar por este CD, não se pedindo borlas deveria privilegiar-se o que atrás disse e criarem-se fórmulas que potenciassem a reconciliação e a agregação da família sportinguista. Sabemos que os custos são os mesmos, mas o mesmo valor (melhor, mais caro) com ou sem Liga dos Campeões, faz a diferença e o aumento "louco" da GB criança é mesmo de quem trata os assuntos com os pés, ou de quem está desfazado da realidade do clube, porque aumentar assim as GB criança, é meio caminho andado para levar menos gente ao estádio.

Em conclusão, ainda que provavelmente o coração vença esta batalha, a minha parte racional vai dar bastante luta! Bom, se eu fumasse e consumisse um maço de cigarros por dia, a brincadeira ficar-me-ia por 1825,00€ com efeitos muito mais nefastos para a minha saúde. A ver vamos...

Faz hoje um ano

 

José de Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting e uma das figuras mais populares entre a massa adepta leonina, foi impedido de entrar nas instalações do clube. Em flagrante violação de um despacho judicial, que o reconhecia como membro da Comissão de Gestão.

Comentário meu nesse dia 20 de Junho de 2018:

«Há apenas 15 meses, Sousa Cintra integrou a Comissão de Honra da recandidatura de Bruno de Carvalho. Nem isso lhe serviu de salvo-conduto para atravessar as trincheiras do Carvalhistão.»

 

Estávamos a três dias de uma histórica assembleia geral leonina.

A propósito desse acontecimento, pronunciou-se o Pedro Bello Moraes:

«Mais ansioso que nos dias dos jogos grandes, lá estarei na Arena de voto em punho e de, momento, nada secreto. Desde já vos digo que, com todas as ganas, votarei pela destituição de Bruno de Carvalho.»

 

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A voz do leitor

«Há um pensamento que eu acho que é comum a todos nós, portugueses: estávamos fartos do "quase" e das "vitórias morais"! Agora, temos as taças para provar que ganhámos mesmo! E o nosso País já faz parte dos Campeões!! E no final de tudo, é isso que conta! Antes reclamávamos com tudo e todos porque não ganhávamos, agora que ganhámos tudo o que houve para ganhar na Europa nos últimos três anos, continuamos a reclamar. Nascemos assim...»

 

Jorge Santos, neste meu texto

Alegria Máxima

Segundo a imprensa desportiva de hoje (vale o que vale), Luís Maximiano será a alternativa a Renan, sucedendo a Salin. Por ser um jovem da casa, com grande qualidade, é uma notícia que muito me alegra e desejo que em breve, seja o número um. Espero que seja verdade e que outros de igual perfil, como Thierry, Conté, Bragança ou Brás se lhe juntem.

Das reticências aos pontos de exclamação

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Tem-se falado várias vezes - incluindo nós, aqui no blogue - na linha editorial do jornal A Bola, fervorosamente (embora não assumidamente) pró-benfiquista.

Os mais condescendentes asseguram que não é questão intrínseca do diário da Queimada, mas apenas mera deriva da sua linha editorial. 

É certo que A Bola teve jornalistas de grande nomeada, vários dos quais escreviam primorosamente  e se distinguiram pela qualidade das suas reportagens, dos seus editoriais e das suas crónicas. Menciono, a título de exemplo, Carlos Miranda, Vítor Santos, Carlos Pinhão, Homero Serpa, Alfredo Farinha e Aurélio Márcio - vários dos quais tiveram descendentes, directos ou indirectos, também no exercício do jornalismo desportivo, como Leonor Pinhão, Rui Santos, João Alves da Costa e Vítor Serpa.

Acontece, porém, que o benfiquismo (fervoroso mas não assumido) deste jornal, outrora trissemanário em grande formato e hoje um diário tablóide, não surgiu de geração espontânea. Pelo contrário, já vem de longe.

Como as primeiras páginas que aqui trago bem comprovam. Na primeira, datada do dia 15 de Dezembro de 1986, noticia-se um Sporting-Benfica que terminou com o resultado 7-1. A segunda, do dia 15 de Maio de 1994, é também referente a um Sporting-Benfica, que terminou com o resultado 3-6.

Repare-se e compare-se. A diferença entre a secura informativa da primeira, marcada pelas reticências no antetítulo, e o júbilo extasiado da segunda, integralmente dedicada à partida de véspera, com três adjectivos ditirâmbicos numa mancha gráfica coroada com seis pontos de exclamação.

Estes dois exemplos, postos em contraste, equivalem a um editorial. Ou cem. Ou mil. Dizem-nos tudo sobre a rubra pigmentação do jornal A Bola.

Este ano são menos três Gamebox

É extremamente triste chegar a meados de junho e regressar ao És a Nossa Fé não para comentar o defeso, não para fazer o balanço da época e das nossas vitórias, não para renovar a esperança no que aí vem, comentar contratações, novos equipamentos, mas antes vir dizer que o meu lugar, mais o dos meus filhos, este ano será em casa. Não estou doente, não fiquei pobre, simplesmente mantenho um mínimo de amor próprio e alguns limites à emoção. Não acredito em relações desequilibradas e desrespeitosas. Ou há amor ou então não há interesse que nos valha. E, este ano, as novas gentes que comandam o Sporting ultrapassaram tudo o que era razoável na forma como remodelaram uma parte da relação.

Foram 11 anos de compra ininterrupta de gamebox ao que somo mais alguns de gamebox adepto. Este seria o ano em que iria comprar a 4ª Gamebox cá de casa para completar a promessa à totalidade da prole de pequenos leões.

Sucede que num ato completamente desfasado da realidade e que acredito ser genuinamente atentatório dos interesses do clube de curto, médio e longo prazo, descobri que teria de praticamente duplicar o investimento de um ano para o outro só para conseguir manter os três lugares e juntar-lhe uma quarta gamebox de criança.

54, 45, 96 e 189. São os números mágicos. Os três primeiros são o aumento dos preços das renovações para o setor B1. Adulto, Mulher (no Sporting as crianças do sexo feminino pagam bilhete de mulher a partir dos 12 anos) e criança. O quarto número é o novíssimo preço para criança nesse setor. Saltou de €93 para €189, mais €96.

Bem sei que somos diferentes, tão diferentes que deixamos de ser crianças aos 11 anos quando os lampiões ali ao lado têm bilhetes com 50% de desconto até aos 17 anos, desde que acompanhados por um dos pais. E eu este ano vou também ser diferente, premiando a genialidade do novíssimo marketing do Sporting. Mantendo-me fiel a mim mesmo. Há limites. Houve limites com o descontrolado e parece que tem que haver limites, de novo, agora por uma surpreendente questão de finanças, mal desenhada, mal comunicada e completamente ofensiva.

Não me vou alongar mais. Retiro as minha conclusões e votarei (para já) com os pés, abandonando Alvalade e reservando-a para idas esporádicas, à boleia de alguma "ativação de marcas" ou de alguma "nova forma de experienciar" a ida ao Estádio que certamente irão surgir como grandes novidades este ano. Talvez, até, bem mais interessantes do que as ofertas que vejo concedidas a quem quer insistir (podendo ou não podendo) em ser fiel ao Estádio. 

Não sei de que planeta aterraram estes seres do novo marketing do Sporting, mas vai ser uma experiência certamente interessante se prosseguirem por aqui.

Venha de lá o clube das elites e veremos quanto tempo mais sobreviveremos sem campeonatos ganhos e com um "all in" na produtização total da experiência Sporting.

Entretanto, as crianças não irão para nenhum sector gueto, ficarão em casa, tal como eu, solidariamente. Não tenho cara para ir sozinho sem eles, depois do que lhes prometi. É a vida. É a procura e a oferta de sabonetes, pura e dura.

Meninos com dinheiro, há uns lugares porreiros no B1 que vão vagar. Talvez haja croquetes para acompanhar.

Divirtam-se.

Faz hoje um ano

 

Prosseguia o Mundial na Rússia, a 19 de Junho de 2018. Mas o que mais nos preocupava era a situação interna no Sporting: daí a quatro dias decorreria a assembleia geral no Pavilhão Atlântico que ditaria o futuro do clube. 

Bruno de Carvalho garantiu que não compareceria na Assembleia-Geral, alegando estar suspenso de sócio, mas continuava a agir como presidente do Sporting, sem fazer caso da suspensão. Anunciando contratações diversas - desde o treinador para o futebol a jogadores para várias modalidades.

Enquanto surgia a notícia de que as obrigações do Sporting nunca tinham valido tão pouco.

Tudo era incerto, tudo era imprevisível. 

 

Escreveu o José da Xã:

«Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Um presidente que tenta castrar as opiniões divergentes ("deixa-se andar e quando vamos ver já fomos") em vez de com humildade se dispor a ouvir os sócios e as suas ideias, que não respeita qualquer associado que lhe faça uma critica, que confunde autoritarismo com ser visto como uma autoridade, que desagrega e não une e que privilegia o "eu" em detrimento do "nós" não pode ter o meu voto.»

 

Escreveu o Francisco Almeida Leite:

«A empresa que audita as contas da sociedade do SCP diz preto no branco que as rescisões dos jogadores “mais valiosos” do plantel constituem “uma ameaça concreta em relação à continuidade das operações da Sporting SAD”. Para quem tinha dúvidas...»

 

Escreveu o Tiago Cabral:

«Que os Sportinguistas não tenham dúvidas: Se Bruno de Carvalho não for destituído, o clube, como representante de valores éticos que tanto nos orgulhamos, acaba.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«É importante salvar o Sporting na próxima assembleia-geral e destituir este Conselho Directivo.»

 

Escreveu o JPT:

«Tenho visitado a página-FB do Bruno e outros sítios onde abundam os seus apoiantes. Ainda há imensa gente a apoiá-lo. É até surpreendente, com tantos dislates que vem cometendo nos últimos meses. Passados 35 anos o grande presidente João Rocha ainda é criticado pelo erro histórico de ter perdido Paulo Futre. Este BdC desbarata a equipa sénior do clube e ainda é apoiado ...! 

 

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A voz do leitor

«Perdeu-se uma grande oportunidade de limpar o futebol com o Apito Dourado... continuam todos no mundo da bola, com alguns dos mais envolvidos agora em "cargos de chefia". É aproveitar agora isto e dar vassourada em todos aqueles que estejam de forma directa ou indirecta envolvidos nestas mixórdias.»

 

Luís, neste texto do Sol Carvalho

Formação e auto-estima

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Termos sido campeões da Europa com dez jogadores da nossa formação, incluindo quatro que jogavam na nossa equipa principal, foi para mim um motivo de enorme orgulho. Nunca tinha acontecido antes, sabe-se lá quantos anos passarão até voltar a acontecer.
Que outra equipa portuguesa pode alguma vez gabar-se do mesmo?

O problema é que nós mal valorizamos estes trunfos. Começando pelo presidente da altura, que tratou logo de abrir guerra a alguns desses jogadores, nomeadamente o Rui Patrício e o William, desvalorizando-os ao ponto de lhes ter feito um autêntico assédio moral. Ou bullying, como agora se diz em «português moderno».
Inqualificável.

No dia em que mudarmos de mentalidade, sabendo puxar pelo que é nosso em vez de hostilizarmos os nossos valores, seremos os maiores de Portugal outra vez.
Mas esta é uma condição prévia indispensável. Puxarmos pelo que é nosso, em vez de gastarmos o melhor das nossas energias a desvalorizá-lo.
Outros, com muito menos e pior matéria-prima, são capazes de valorizá-la até aos píncaros.
Isso, pelo menos, devíamos aprender com eles.

Criar uma política de formação

Durante anos o Sporting vangloriou-se de ter a melhor escola portuguesa de formação de jogadores, frequentemente comparada ao Ajax. Paulo Futre, Luís Figo, Dani, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, João Moutinho, Luís Nani, Rui Patrício ou William Carvalho entre vários outros que me dispenso de enumerar, sob pena de tornar a lista demasiado extensa, projectaram internacionalmente o jogador português e com eles, a selecção nacional cresceu exponencialmente, passando de esporádicas presenças nos grandes eventos a cliente habitual e até potencial favorito à conquista dos troféus.

Outros clubes, os rivais não andam propriamente a dormir, apostaram de forma séria na formação, ao passo que nós a descurámos, o resultado está à vista, nenhum jogador formado em Alcochete abaixo dos 23 anos tem hoje a mínima hipótese de aspirar a envergar a camisola da selecção nacional portuguesa. É um facto e se quisermos perceber como chegámos aqui, há que ser sérios, enquanto o principal rival prescindiu do treinador que não conseguiu ver em Bernardo Silva, João Cancelo ou Gonçalo Guedes, talento suficiente para evoluir na equipa principal, substituindo-o por treinadores que lançaram Renato Sanches, Ruben Dias ou João Félix entre outros, nem todos com igual sucesso, o que seria obviamente impossível, mas a aposta está lá, só não vê ou desdenha quem não quer ver ou estiver de má-fé. E nós que fizemos? Fomos buscar o iluminado mestre da táctica de que o rival em boa hora, para eles, se livrou e com ele um camião de entulho. Gelson Martins e também Ruben Semedo foram excepções, direi que as últimas apostas sérias da formação, ambos já com idade superior a 23 anos. Abaixo desse patamar havia Rafael Leão, que saiu do clube nas circunstâncias que conhecemos, em rota de colisão com o alienado que dirigia o clube de forma errática, do qual em boa hora nos livrámos.

Não adianta exigir a Marcel Keizer que coloque em campo jogadores da formação sem qualidade para ombrear com os rivais e exigirmos simultaneamente vitórias e títulos. Existe novamente talento na formação, mas abaixo dos 18 anos, pelo que será expectável que dentro de 1 a 2 anos possamos novamente ver a evoluir no relvado jogadores formados em Alcochete. Um clube como o Sporting precisa receitas, o que implica vender jogadores. Não é possível esperar que um jogador acabe de se formar aos 24 ou 25 anos, para depois valorizar 2 ou 3 anos na equipa principal e vendê-lo aos 28 anos. É tarde! O mercado não funciona assim.

Os melhores jogadores aos 20 anos já têm que merecer uma oportunidade na equipa principal. Outros, com elevado potencial, mas sem lugar na equipa, precisam rodar emprestados ou na equipa B, que foi extinta por uma má decisão do ogre. Eventualmente alguns poderão despontar de forma tardia, também acontece, pelo que deveria ser política do clube incluir cláusulas de recompra na cedência de jogadores, que por regra não serão accionadas, mas por vezes acontecem surpresas e não gostamos de ver os rivais abonados pelas pérolas que formámos. Confio na actual direcção, uma estratégia pode ser rapidamente delineada, mas coloca-la em prática requer sempre tempo, por isso defendo que as avaliações devem ser feitas no final dos mandatos. Para já, os sinais são positivos, a restruturação em Alcochete, o scouting, vamos confiar que a médio prazo estaremos de novo no lugar que nos pertence, mas até lá, não basta engrossar a voz, teclar, berrar ou insultar, é mesmo preciso trabalhar...

Faz hoje um ano

 

Em contínua fuga para a frente, Bruno de Carvalho anunciava em 18 de Junho de 2018 um novo treinador para a equipa principal do Sporting: Sinisa Mihajlovic, um ultra-nacionalista sérvio. Vinha com um contrato de três anos.

Não tardaram as reacções aqui no blogue.

 

Escreveu o Francisco Melo:

«O mais que provável novo mister do Sporting nunca fez duas épocas seguidas completas ao serviço do mesmo Clube.»

Escreveu o João Goulão:

«Só espero que Mihajlovic (e aqui concordo com esta escolha de Bruno de Carvalho...) ponha o Sporting a jogar como Mirko Jozic conseguiu. Se o conseguir, vamos ter equipa, acreditem.»

Escreveu o Francisco Almeida Leite:

«É preciso pôr cobro rapidamente a esta deriva populista. Imaginam o nosso clube com Bruno de Carvalho (na presidência do clube e da SAD), Sinisa Mihajlovic (como treinador) e Mário Machado (na Juve Leo)? Eu não. É preciso explicar porquê?»

 

Isto no dia em que recebíamos a notícia de que Rui Patrício, desvinculado do Sporting, assinara pelo Wolverhampton. 

Comentei assim:

«Se critiquei Godinho Lopes por ter deixado sair Carriço por 750 mil euros, ainda mais devo criticar o seu sucessor por ter aberto caminho à rescisão do guarda-redes leonino, tudo fazendo para o insultar e humilhar em público, como se ansiasse pelo pedido de rescisão unilateral invocado pelo jogador.»

A voz do leitor

«Sobre o Gudelj, claramente jogou fora da posição que lhe é mais familiar. No entanto, não sendo o jogador que chama para si as atenções, é do melhor que temos em posicionamento sem bola (mesmo que muitos chamem a isso somente lentidão). Gostaria de lhe dar uma oportunidade, desde que com um salário que não fosse pornográfico para os nossos bolsos.»

 

Miguel Fernandes, neste texto do Luís Lisboa

Oliveira, a Oliveireirense e a capa d' A Bola, amanhã

"Verde foi meu nascimento

Mas de luto me vesti

Para dar a luz ao mundo

Mil tormentos padeci"

Uma quadra (lá está, o "brasileirismo" para o recinto onde se disputa um jogo de futsal, podemos considerar que o basquetebol, também, se disputa na quadra) que fala no meu fruto, o fruto da oliveira, a azeitona.

Uns serão azeiteiros (não acredito) outros ficaram com os azeites.

Parabéns, Oliveirense, grande jogo, grande vitória (amanhã têm um capa d' A Bola só para vós).

Depois de algumas semanas de silêncio, Bruno de Carvalho falou e disse

Deixo aqui o conteúdo da carta dirigida ao Dr. Rogério Alves que o ex-presidente publicou na sua página do Facebook, onde a anterior tinha sido (quase um mês atrás) aquela tentativa falhada de comparar, do ponto de vista do Sporting, o assalto terrorista de Alcochete com a morte criminosa dum Ultra da Fiorentina de visita a Portugal:

“Ao Presidente da MAG do Sporting Clube de Portugal,

Eu e o associado Alexandre Godinho, estamos à espera de uma resposta à carta (em anexo) por nós enviada e recepcionada por Vós, a 12 de março de 2019, relativa ao nosso processo de expulsão e aos procedimentos a adoptar na Assembleia Geral do próximo dia 6 de Julho.

Calculamos que o seu tempo deve ser escasso, pois tem tido muito trabalho entre mãos. A título de exemplo desse intenso trabalho temos as inúmeras presenças nos Núcleos do SCP, onde sabemos ser muito activo na tentativa de angariação de votos a favor da nossa expulsão.

Mas o V. trabalho não se resume só a isto. Tem ainda o trabalho de explicar ao Varandas, saberes de anatomia pois não somos constituídos por cabeça membros e pernas, mas sim por cabeça, tronco e membros. Mas não fica por aqui, pois ainda tem as várias reuniões com pessoas das diversas modalidades para que consigam aprender as suas regras, nomeadamente, a duração de cada parte. Tudo isto não deixa muito tempo livre a V. Exa. para responder aos Associados. E nos “entretantos” ainda temos as diversas auditorias – inúteis – que para além de tempo também vos tiram o sono. Passo a explicar: tempo porque se está a passar tudo a “pente fino” e sono porque não descobrem nada de errado nos tempos da minha direcção. E ainda há que contar com aqueles almoços e jantares, reuniões e cafés com vários dos mais antigos associados, também na tentativa de angariação de votos para a nossa expulsão. Lá está, mais uma vez, mais tempo e recursos despendidos. E quase que me esquecia da mudança das dezenas de colchões das camas da Academia que deve ser um verdadeiro quebra-cabeças para V. Exas. Enfim, há que “compreender” e “parabenizar” este árduo trabalho conjunto dos Orgãos Sociais com o único objectivo de nos expulsarem – a mim e ao associado Alexandre Godinho.

Foquemo-nos na carta e na necessidade dos associados obterem respostas – para além de ser uma questão de bom senso e de boa educação é um dever de quem Preside à Mesa duma Assembleia Geral. Na referida carta, ao lermos os pontos 9 e 10, verificamos como se deve organizar e regulamentar, defendendo procedimentos democráticos, éticos e morais, a AG do próximo dia 6 de Julho.

Infelizmente, nas últimas AGs – destituição e suspensão de sócio – não foram cumpridos nenhuns destes três pilares que consideramos básicos numa sociedade e Instituição que se quer consonante com um Estado Livre e de Direito. Em ambas as referidas AGs foram cometidas várias e graves ilegalidades – destaco a não leitura das actas das AGs anteriores ou a abertura do período de votação sem ter sido dada previamente a hipótese dos visados e dos associados falarem e debaterem os respectivos assuntos. O Sporting Clube de Portugal merece mais do que AGs manipuladas e campanhas orquestradas para afastar a todo o custo aqueles que fazem frente – sem medo e sem filtro – aos interesses instituídos, aos que em vez de servirem o Clube se servem do mesmo.

Solicitamos que sem rodeios e sem falácias jurídicas, nos responda de forma clara sobre qual o procedimento que vai ser adoptado para esta AG do próximo dia 6 de Julho:

1. Após os procedimentos regulamentares a AG será iniciada com uma intervenção, minha e do associado Alexandre Godinho, nunca inferior a 15 minutos cada?
2. Depois da participação de ambos abrirá a AG às intervenções dos Associados?
3. Terminadas as intervenções de associados, eu e o associado Alexandre Godinho poderemos usar novamente da palavra por um período nunca inferior a 15 minutos cada, de forma a podermos esclarecer todas as questões e dúvidas que possam ter sido suscitadas pelos restantes associados nas suas intervenções?
4. A abertura das mesas de voto ocorrerá depois da conclusão dos 3 momentos anteriormente referidos?

Aguardamos a resposta e informamos que tornaremos pública esta missiva e a nossa carta de dia 12 de Março de 2019.

SL
Bruno de Carvalho
Alexandre Godinho”

 

Bom, lendo esta "coisa" posso colocar várias questões:

1. Octávio Machado já há muito dizia que o homem ia acabar mal e ninguém à volta dele estava a ajudá-lo. Em que estado estava quando escreveu isto? E os Letais ao Sporting vão conduzi-lo a que sítio exactamente?

2. "O Varandas" ignorante retratado na missiva é o presidente eleito do Sporting ou é aquele médico que assistiu Bruno de Carvalho e família quando precisaram?

3. Vamos ter na Assembleia Geral de dia 9 a pessoa Bruno de Carvalho a defender legitimamente a sua posição e submeter-se à decisão dos sócios, ou, mais uma vez, vai encontrar motivos para mascarar a sua incapacidade de debater e se defender com argumentos, acobarda-se e não vai, e manda a mana ou mais alguém por ele?

4. Se algum alucinado da seita brunista se lembrar de atacar fisicamente o nosso presidente da MAG ou o presidente eleito, vai estar pronto a enfrentar mais uma vez a Justiça quanto à responsabilidade moral pelo acontecimento, tal como a vai enfrentar quanto à responsabilidade moral pelo assalto a Alcochete e as agressões aos jogadores?

São as questões que me ocorrem, mas cada um que diga de sua justiça.

De qualquer forma, faça chuva ou faça sol, dia 9 lá estarei.

SL

Parabéns, campeões europeus de futsal

Ontem perdemos o campeonato nacional de futsal, no pavilhão da Luz. Por um golo de diferença e com uma bola disparada ao poste a segundos do apito final.

Ainda assim, não conheço um sportinguista - um verdadeiro sportinguista - que não sinta orgulho por este magnífico grupo de trabalho que honrou o emblema leonino.

Perder com brio e galhardia nunca é indigno. 

 

Mesmo sem a vitória no campeonato, considero esta a nossa melhor época de sempre na modalidade. Porque pela primeira vez conquistámos a Taça dos Campeões Europeus - objectivo há muito perseguido mas só agora concretizado.

Uma proeza que dignifica não apenas o Sporting, mas o desporto português.

 

Além do inédito troféu europeu, nesta temporada o futsal leonino brilhou também com a conquista da Supertaça, a 8 de Setembro, e da Taça de Portugal, a 31 de Março.

 

Convém lembrar, a propósito, os números da última década. Que confirmam a hegemonia do nosso clube nesta modalidade que vai apaixonando um número cada vez maior de portugueses:

- 1 taça dos campeões europeus

- 7 campeonatos

- 5 Taças de Portugal

- 5 Supertaças

É por isso com inteiro orgulho que escrevo estas linhas dedicadas aos nossos jogadores, campeões europeus e vice-campeões nacionais.

O meu aplauso, rapazes. Extensivo ao treinador Nuno Dias e ao director das modalidades leoninas, Miguel Albuquerque.

 

Contamos convosco para uma nova época ainda com mais esforço, mais dedicação, mais devoção e mais glória.

Podem contar também connosco. O apoio dos verdadeiros adeptos não vos faltará.

Faz hoje um ano

 

Decorria o Mundial de Futebol na Rússia. Pela primeira vez desde o início do certame, Bruno de Carvalho dava tréguas aos sportinguistas. A tal ponto que celebrei o facto aqui, a 17 de Junho de 2018:

«Conseguimos desfrutar do Mundial, tranquilamente, sem novas erupções do azedo psicodrama leonino. Que saudades eu já tinha de um dia assim.»

 

A voz do leitor

«Não sei se Félix virá a ser o melhor do mundo. Não sei se virá a ser um dos melhores cinco do mundo. Não sei se virá a ser sequer o melhor português. Talvez, talvez não. Sei que é, no mínimo improvável que venha a ser um dos melhores de sempre como Ronaldo. E sei que é um disparate equipará-lo ao Ronaldo de hoje ou sequer ao Ronaldo com 19 anos que já levava duas épocas completas como profissional (uma no Sporting e outra no Manchester United).»

 

João André, neste meu texto

 

Vírus!

Parece um vírus… Quando apanha terreno fértil ei-lo a mostrar-se e a tentar alastrar.

Falo obviamente daqueles adeptos que à sorrelfa, aproveitam os desaires do Sporting para surgirem numa invulgar pujança.

Nas redes sociais e em blogues é vê-los a denegrirem o clube e os seus responsáveis. Tudo porque não se ganhou um campeonato, tudo porque alguém considera que para o Sporting tudo é válido desde que se ganhe, tudo porque consideram que outrem faria muuuuuuuuuuuuuuito melhor.

Olvidam que após a triste Primavera do ano passado, com a debandada de algumas peças importantes da principal equipa de futebol, com a convulsão que seguiu, os jogadores conseguiram trazer para Alvalade dois troféus e curiosamente contra o mesmo adversário, sendo que na Taça de Portugal ainda eliminámos o Benfica.

Para este vírus os verdadeiros sportinguistas têm, todavia, um antídoto. Temos que ser mais fortes, mais unidos, mais imunes e jamais, repito jamais temermos o futuro.

Viva o Sporting!

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