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És a nossa Fé!

Dia de ressaca

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Cabeça dorida, boca seca, todos os músculos dormentes, sem vontade de fazer nada, sem vontade de falar, sem vontade de me mexer.

É assim que me sinto quando o meu clube tem um resultado negativo.

As outras pessoas sentirão o mesmo?

Em baixo, temos a ligação para uma análise dos resultados, das quatro primeiras equipas, nos jogos apitados por Fábio Veríssimo.

http://influenciaarbitral.blogspot.com/2016/05/fabio-verissimo.html?m=1 

Nós, há dez anos

Adelino Cunha«Volto a dizer: a Taça de Portugal é para ganhar. Não importa como, nem com quem, nem sei mais o quê. Tragam-nos a Taça.»

António Figueira«Quero uma equipa só de holandeses (pronto, e um chileno), sem estados de alma, estou farto de sentimentais (o João Pereira apanha tanto amarelo estúpido, onde bem que podia ter apanhado um a parar o Lima).»

Filipe Moura: «Está tudo a correr como queríamos? De certeza que não. A equipa é jovem, e ainda tem de comer muita "papa Cerelac". O treinador é novo e ainda está à procura do melhor rendimento para muitos jogadores.»

Francisco Mota Ferreira: «Ontem perdemos. Estamos a 11 pontos do clube de bairro e ainda não ganhámos nenhum jogo este ano. Os adeptos estão tristes. A continuar assim, o precário equilíbrio que existe entre adeptos, sócios, jogadores, Clube, Direcção e treinador vai ter os dias contados. Quanto tempo mais ainda vamos ter Paciência?»

Luís Filipe Coimbra: «Em relação ao "duelo" entre os "Sportings", pouco haverá a confabular: o nosso tem que ganhar tudo até ao final da época, seja contra ventos, marés ou departamentos clínicos juvenis.»

Rui Rocha: «Equipa que sofre dois golos como eu vi hoje o Sporting sofrer em Braga não pode vencer.»

Zélia Parreira: «Apelo aos adeptos para não desistirem, para mostrarem a sua habitual fibra e o apoio inequívoco ao clube e ao treinador. Quinta-feira, quem puder, deve estar em Alvalade e levar na sua voz todos os que estão longe.»

A voz da leitora

«Rúben Amorim é simplesmente fantástico! As suas conferências de imprensa são dignas de se ouvir! Nunca me lembro de alguma vez ter voltado atrás na box para ouvir novamente cada uma delas. Como Sportinguista, tenho o maior orgulho no nosso treinador! Aproveito ao máximo cada momento deste campeonato, sabendo que algum dia ficaremos sem o melhor treinador dos últimos 50 anos da história do nosso Sporting.»

 

Maria Sporting, neste meu texto

Equipa B

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Mais um jogo da equipa B na Liga 3, mais uma derrota contra um clube histórico a fazer a sua "travessia do deserto", mais uma arbitragem miserável que inclinou o campo, mais um relvado que conheceu melhores dias, mais umas palhaçadas de jogadores do adversário que apenas acontecem porque sabem que resulta com a caricatura de árbitro que lá apareceu, mais uma meia-dúzia de amarelos e uma expulsão a um elemento do banco para a equipa se calhar mais disciplinada dessa Liga, mais uma camada de nervos a ver aquilo do sofá. 

O Sporting até entrou bem, marcou um golo de penalti à dezena de minutos e acabou. Com um árbitro sempre a complicar a sua tarefa, nunca mais criou uma oportunidade clara de golo, apenas um dos muitos centros transviados bateu na trave, o V. Setúbal marcou dois golos muito consentidos, recuou linhas e geriu o resto do tempo sempre aproveitando o progressivo desnorte da nossa equipa..

Vale a pena ter resuscitado a equipa estupidamente destruída pelo ex-presidente para isto? Bom, depende da perspectiva. Uma forma de ver a coisa é que melhor escola de "futebol tuga" não existe do que esta Liga 3. Se os candidatos a craques não conseguem conviver com este estado de coisas então se calhar é porque são mais uns que prometiam muito e vão conseguir fazer muito pouco, nunca vão conseguir ser alguém no Sporting.

Obviamente que nestas idades muita coisa está em transformação, o futuro será o que cada um deles conseguir com o talento que tem, o trabalho que fizer e a sorte que o acompanhar. Qualquer julgamento que se faça nunca poderá ser definitivo.

 

Mas voltemos ao jogo. O Sporting alinhou com:

André Paulo (25); Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18) / Gonçalo Costa (21); Edu Pinheiro (24) / Renato Veiga (18), Dário Essugo (16) / Rafael Fernandes (19) e Miguel Menino (18) / Mateus Fernandes (17); Geny Catamo (20), Youssef Chermiti (17) e Benny Sousa (21) / Vando Félix (18)

Ficaram de fora Diego Callai (17), João Goulart (21), Hevertton Santos (20), Lucas Dias (18), Paulo Agostinho (19) e alguns outros habituais nesta equipa.

Desde logo notamos aqui dois grupos etários dominantes, os com 18 ou menos (ainda com idade de júnior e juvenil) e os de 21 ou mais. 

Obviamente teriam de ser estes últimos, com outro traquejo, a ser o suporte competitivo da equipa, fazer a diferença dentro do campo e dar o conforto aos mais novos para poderem progredir. Mas a realidade é que não conseguem e com isso comprometem o rendimento da equipa.

 

Curiosamente, e para quem acha que ganhar títulos na formação é fundamental, em 2016/2017 fomos campeões de Juvenis e Juniores, com Diogo Brás e Benny Sousa (Juvenis) e Jovane (23) e Bragança (22) (Juniores). Então seria lógico supor que quatro anos depois teríamos uma bela fornada desse tempo a alimentar a equipa B. Onde é que ela está? Na equipa A com excepção daqueles dois últimos, nenhum. Gonçalo Inácio (20), Nuno Mendes (19), Tiago Tomás (19) e Eduardo Quaresma (19) são já doutra fornada.

Quantos "campeões" se perderam algures? 

E os mais novos? Aqueles que Amorim tem debaixo de olho - Nazinho, Catamo e Marsà - deixaram ontem muito a desejar, não dá para entender o que foram fazer à equipa A. Melhores dias virão.

 

O que sobrou de positivo da derrota de ontem? Dário Essugo e Youssef Chermiti, que fazem o trabalho deles e ainda tentam fazer o dos outros.

E o treinador? Que treinador resiste a laterais que não acertam um centro, a médios que passam para ninguém e rematam para a bancada, a defesas que marcam com os olhos e entregam a bola aos avançados contrários e a guarda-redes que ficam na viagem e levam com chapéus de aba larga? Mas quem é que treina os jogadores e melhora os seus "skills"? Não é o treinador? 

Bom, que me desculpem os jovens citados, mas fica o desabafo feito. Têm de ser eles os primeiros a reconhecer que devem mostrar mais, muito mais. Se o lugar da equipa B do Sporting não é na Liga 3, muito menos é para andar em lugares de luta pela permanência.

 

Próximo jogo: 22/01/2022, 15h, Sporting - Cova da Piedade

#JogoAJogo 

SL

Amanhã à tarde em Vizela

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É já amanhã em Vizela o jogo com que iniciamos a segunda volta da 1ª Liga, onde seguimos em segundo lugar, a 3 pontos do Porto e com 4 pontos de vantagem relativamente ao Benfica. 

Começámos da pior forma este mês de Janeiro, marcado pelo mercado de Inverno e por uma pandemia que continua a jogar por fora. Além do Vizela vamos ainda ter até final do mês Braga (C), Santa Clara (TL) e Benfica (?) (TL).

Nos Açores vários factores concorreram para a derrota mas mais que remoer sobre o assunto importa agora realçar o que de bom já foi atingido e os pontos fortes da equipa que vão ser essenciais amanhã.

Em primeiro lugar a equipa tem de resistir a todo o custo em fazer o que muitos adeptos reclamam, em "ir para cima" do adversário, porque isso muitas vezes só significa facilitar a vida de quem defende e pôr-se a jeito para o contra-golpe. O Sporting tem de controlar o jogo, saber quando acelerar e quando pausar, deixar o adversário desgastar-se ao mesmo tempo que a classe dos seus avançados decide o jogo. Os jogos mais sofridos contra adversários inferiores foram aqueles em que o jogo se partiu, oportunidades para os dois lados, e a sorte ou o azar a ditar o resultado final.

Ora isso tem muito que ver com a saída a jogar desde trás. Uma saída com critério proporciona um onze bem posicionado para circular a bola, atacar com perigo e matar o possível contra-ataque adversário à nascença. Pontapé para a frente sem critério ou médios a cavalgar significa que quando os adversários contra-atacarem Palhinha vai acorrer a um lado e deixar descoberto o outro, a defesa vai "andar aos papéis" e o perigo acontece. Inácio e Feddal estão muito mais à vontade na saída do que Neto ou Matheus Reis e isso é essencial.

No que respeita ao ataque o importante é que o trio esteja de pontaria afinada, coisa que não tem acontecido especialmente com Pedro Gonçalves. Porque a articulação entre os três está cada vez melhor e os dois alas garantem uma versatilidade que liberta espaços para os avançados. Assim eles os aproveitem.

 

Prevejo assim que o Sporting entre amanhã na máxima força:

Inicial: Adán; Neto, Coates e Feddal; Esgaio, Palhinha, M. Nunes e M.Reis; P. Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Vizela para conquistar os 3 pontos e prosseguir na corrida à liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#JogoAJogo

SL

Nós, há dez anos

Alda Telles«Estou chocada. E com uma enorme enxaqueca.»

Bernardo Pires de Lima: «Continua a ser patético que um presidente do grande Sporting prometa ou deixe de prometer um Sporting campeão. A ver se nos entendemos de uma vez por todas: o Sporting só não é campeão se a matemática assim o ditar. A existência do Sporting e a luta pelo campeonato é um pleonasmo. Não é preciso prometer ou deixar de prometer. É assim.»

João Gomes de Almeida: «Já que somos um clube ecléctico e que sempre se orgulhou de o ser, quando é que vamos parar para pensar como vamos tornar as nossas modalidades viáveis?»

João Severino: «Não se podem ganhar jogos sem 1, só 1 goleador. O Cardozo é tosco? Pois é. Mas é goleador. O James é puto? Pois é. Mas é goleador. O Lima é bimbo? Pois é. Mas é goleador.»

Leonardo Ralha: «Quando transformo a tábua de Steve Jobs em aparelho de rádio consigo recuar até ao tempo em que ficava trancado no quarto a ouvir a tarde desportiva pelas vozes de David Borges, Fernando Correia e Jorge Perestrelo.»

A voz do leitor

«Quando olhamos para a equipa que joga na Youth League, vemos jogadores de elevado potencial, verdadeiros talentos que podem dar jogadores de primeira equipa. Diego Callai (2004), Gonçalo Esteves (2004), Diogo Travassos (2004), Dário Essugo (2005), Mateus Fernandes (2004), Miguel Menino (2003), Lucas Dias (2003), Chermiti (2004), Rodrigo Ribeiro (2005) ou Samuel Justo (2004) são nomes que entusiasmam.»

 

Salgas, neste texto do Luís Lisboa

Que plantel vamos ter para o resto da época?

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Estamos já na segunda metade da época 2021/2022. Ganhámos a Supertaça, ultrapassámos a fase de grupos da Champions, da Youth League também, vamos disputar a continuidade nessas provas com grandes equipas europeias, vamos para a fase final da Taça da Liga com Santa Clara e provavelmente Benfica, a Taça de Portugal com Porto e logo se verá o outro finalista, e no campeonato seguimos em segundo lugar, entre Porto e Benfica. 

É tempo de olharmos para o plantel existente, pontos fortes e fracos, na perspectiva dos objectivos a alcançar esta época, sem deixar de olhar para o médio prazo.

A primeira constatação é que existe uma equipa titular bem definida, com Adán, Porro, Inácio, Coates, Feddal, Matheus Reis, Palhinha, Matheus Nunes, Sarabia, Paulinho e Pedro Gonçalves. Depois os outros, que sabem bem o papel que têm de desempenhar quando são chamados, e que são tão importantes como os titulares. Isto é primeiro caminho andado para um balneário saudável.

A segunda é que com Frederico Varandas mudámos completamente de paradigma de gestão de activos no que ao futebol diz respeito. Não existem plantéis fixos em nenhum escalão competitivo, tudo funciona em função da evolução dos jogadores e dos interesses da equipa principal. Assim, não é possível dizer se Catamo ou Essugo fazem ou não parte do plantel principal. Fazem quando são precisos, quando não são jogam na B, nos sub23 ou na Youth League. Conforme se justificar.

A terceira é que se passou a preferir manter do que comprar, os contratos são sistematicamente renovados de acordo com o sucesso desportivo, as saídas acontecem apenas pelo peso dos milhões ou por questões da carreira dos atletas, tudo de acordo com a vontade do Sporting e dos jogadores. Por isso, para este mercado de Inverno, a ideia é ninguém sair mas também ninguem vir para titular, virá apenas para ajudar pontualmente no imediato ou numa perspectiva de médio prazo.

Repetindo o que desde há muito tenho vindo a dizer, Rúben Amorim instituiu no Sporting um balneário muito coeso, uma disciplina de trabalho muito forte e um modelo de jogo muito próprio alicerçado num sistema táctico 3-4-3 do qual não abdica.  Com o sistema táctico definido, podemos então reavaliar o plantel, havendo jogadores que poderão ocupar diferentes posições do mesmo.

Para cada jogador coloquei a idade, altura e valor no Transfermarkt.

 

Guarda-Redes - Antonio Adán (34, 1,90m, 3M€), João Virgínia (22, 1,92m, 1M€)  e André Paulo (25, 1,88m, 0,1M€)

Adán continua a estar a um altíssimo nível, nada deixando a dever a grandes guarda-redes estrangeiros que  tivemos no passado e que chegaram ao Sporting também na parte final das suas carreiras, como Meszaros e Schmeichel.

Mas João Virgínia não faz esquecer Luis Maximiano. E André Paulo, um guarda-redes sóbrio e tranquilo, ainda não foi testado a grande nível. Se Adán tiver algum azar, podemos ter aqui um problema, ou até um grande problema. Concluindo, valha-nos o Santo Adán.

 

Ala Direito - Pedro Porro (22 anos, 1,76m, 25M€), Ricardo Esgaio (28, 1,73m, 6M€) e Gonçalo Esteves (17, 1,71m, 3M€)

Claro que Esgaio não esteve bem na única derrota do Sporting na primeira volta, e que Porro denota alguma fragilidade física, mas entre aqueles três temos a melhor ala direita de sempre. Porro está na calha para a titularidade da selecção A espanhola, Esgaio tem escola de avançado e é habitualmente fiável, e o Gonçalo é simplesmente um portento. Não me parece que seja por aqui que não chegaremos aos objectivos da época. 

 

Defesa  - Sebastián Coates (31, 1,96m, 14M€), Luís Neto (33, 1,85m, 2M€), Gonçalo Inácio (20, 1,86m, 16M€), Zouhair Feddal (32, 1,92m, 5M€) e Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€)

Desde logo salta à vista que falta aqui alguém, porque são cinco jogadores para três posições num sector muito marcado por castigos e lesões. Esgaio desempenhou pontualmente estas funções mas para mim francamente mal. Depois, a condição física de Feddal e Coates tem de ser gerida com pinças, Neto continua a sofrer dos nervos, o que francamente já chateia, Matheus Reis tem deficiências de posicionamento naturais, ficando apenas um Gonçalo fiel escudeiro de Coates.

Faltaria outro Gonçalo de pé direito, coisa que Quaresma não conseguiu ser e continua no banco do Tondela. Depois olhamos para a equipa B - Goulart, Chico Lamba, Marsà - e não vemos ninguém que se destaque. Nem nos sub23, não sei onde pára o Gilberto Baptista. Concluindo: temos aqui o mesmo cenário do que na baliza. Uma coisa é o trio Inácio-Coates-Feddal, outra coisa é outra coisa.

 

Ala Esquerdo - Matheus Reis (26, 1,83m, 4M€), Rúben Vinagre (22, 1,74m, 5M€) e Flávio Nazinho (17, 1,80m, 0,5M€), Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€) e... Marsà (22, 1,85m, 0,2M€)?

Parece muita gente para um lugar, mas a verdade é que nenhum deles nem de perto nem de longe se compara a Nuno Mendes. Para mim o melhor ala que temos é Matheus Reis: empenhado, fisicamente resistente, duro a defender, versátil a atacar. Vinagre tem sido uma desilusão, sem intensidade defensiva e monocórdico a atacar. Nazinho estã muito verde, Nuno Santos tem a cabeça no ataque e descura as tarefas defensivas, e Marsà fez uma excelente exibição a defesa esquerdo pela B e algumas bem medíocres a defesa central. O futuro será Matheus Reis e Marsà?

 

Médios Centro - João Palhinha (26, 1,90m, 26M€), Matheus Nunes (23, 1,83m, 22M€), Daniel Bragança (22, 1,69m, 8M€) e Ugarte (20, 1,82m, 8,5M€)

Aqui não resisto a copiar o que escrevi em Setembro: "O Sporting está a todo o custo a tentar assegurar a continuidade de João Mário. Ele é o maestro da equipa e, depois duma época de recuperação a todos os níveis, a próxima poderá ser melhor. Palhinha e João Mário formam uma dupla eficaz e que se complementa muito bem, um mais na destruição, outro na construção. Matheus Nunes e Bragança são alternativas de qualidade, um mais "box-to-box", o outro mais "play maker". Saindo João Mário, Ryan Gauld seria muito bem-vindo, jogo mais directo e intenso. Ficando João Mário, seria melhor o Sporting apostar num jogador diferente, tipo Oceano, para servir de alternativa a Palhinha. Na equipa B, e pelo que vi, Rodrigo Fernandes - que sem dúvida muito evoluiu esta época - ainda não tem a intensidade necessária. Já Bruno Paz ainda muito "a gasóleo", precisaria dum empréstimo na 1.ª Liga para conseguir outro andamento competitivo. Concluindo, aqui tudo depende de conseguirmos manter ou não a dupla titular."

E lá saiu João Mário, lá veio um "Oceano" chamado Ugarte, um excelente jogador também na calha para titular da sua selecção, lá foram à sua vida Rodrigo Fernandes e Bruno Paz, mas a verdade é que ninguém esperaria a explosão tremenda de Matheus Nunes. Que veio resolver muita coisa.

Assim ficámos com uma linha média duma enorme qualidade, quatro belos jogadores para duas posições, aos quais em caso de necessidade se podem juntar Tabata ou Pedro Gonçalves. Um dos pontos mais fortes deste plantel.

 

Interiores - Pedro Gonçalves (23, 1,73m, 38M€), Tabata (24, 1,78m, 4M€), Jovane (23, 1,76m,7M€),  Nuno Santos (26, 1,76m, 7M€), Sarabia (29, 1,74m, 25M€),  Catamo (20, 1,74m, -) ... Marcus Edwards (23, 1,68m, 13M€)?

Esta é a posição Balakov, sempre ocupada por baixinhos com remate ao golo e uma grande capacidade quer para jogar entrelinhas quer para ir à linha de fundo. Jovane é o tal o joker que pode decidir títulos e troféus vindo do banco, não lhe peçam mais do que isso. Pedro Gonçalves e Sarabia assumem a titularidade. Nuno Santos e Tabata são suplentes fiáveis. A vinda de Marcus Edwards só se justifica em termos de prevenir a saída de Sarabia no final da temporada, porque de resto a posição está bem fornecida. Qualidade não falta a qualquer um, só precisam de estar em dia sim quando entrarem em campo.

Pontas de lança - Paulinho (29, 1,87m, 13M€), Tiago Tomás (19, 1,80m, 5M€) e ... ???

Sobre Paulinho pouco mais haverá a dizer, o muito de bom que traz à equipa e os seus pontos fracos. Tiago Tomás encontra-se numa fase de transformação física que faz com que se perca em campo e talvez justificasse o empréstimo. Faz mesmo falta um outro avançado-centro, forte a jogar de cabeça, faz mesmo falta um... Coates lá na frente, porque quando ele para lá vai o Sporting cria mesmo perigo.

Olhando para os emprestados, Sporar deve ficar por Inglaterra, os dois Pedros não estão a justificar, fica o Luiz Phellype, que pouco joga no Santa Clara e que se estiver mais parecido no físico com Matheus Reis do que quando foi para os Açores, poderá ajudar. Na B e nos sub23, temos um Chermiti ainda muito verde, um Paulo Agostinho alto e trapalhão, o Sogklund não sei onde pára. Sobre o novo menino de Amorim, o Rodrigo, não tenho opinião.

Que avançado-centro a alinhar em Portugal seria interessante para o Sporting? Só vejo um que mora do outro lado da 2.ª circular e que foi o vice-artilheiro do campeonato no ano passado. Onde é que anda o Bas Dost?

 

Resumindo:

Tem sido uma época muito intensa. Já conseguimos dois grandes feitos, muito temos ainda para ganhar, as oscilações de forma são naturais, os castigos e as lesões vão fustigar-nos. Precisamos de ter engenho, arte e muita sorte do nosso lado.

O plantel é curto e está espremido ao máximo, Conviria assegurar dois ou três reforços nas zonas críticas da defesa e do ataque. Mas o mais importante é manter este plantel e que a sorte (ou o Antero, conforme quiserem) nos ajude... 

 

#JogoAJogo

SL

A voz do leitor

«Tivemos muita sorte em ver o Ronaldo e o Messi na mesma altura. Gosto de ambos. Cada um ao seu estilo. Mas o Ronaldo para mim é mais completo. Marca com todas as partes do corpo e já deu provas em todos os lados por onde passou. Só lhe falta ser campeão na liga alemã. Mas já não deve ir lá parar. Vou torcer por ainda jogar pelo Sporting.»

 

Manuel Barbosa, neste meu texto

2021/2022: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 11 (Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund)

Paulinho 9 (Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Portimonense, Portimonense, Portimonense)

Nuno Santos 8 (FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão, Ajax, Boavista, Gil Vicente, Leça)

Sarabia 7 (Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Boavista, Casa Pia, Santa Clara)

Coates 5 (Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães, Casa Pia)

Jovane 3 (Braga, Braga, Belenenses)

Porro 3 (Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund)

Tiago Tomás 3 (Belenenses, Belenenses, Penafiel)

Gonçalo Inácio 3 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira, Gil Vicente)

Palhinha 3 (Belenenses SAD, Famalicão, Santa Clara)

Matheus Nunes 3 (Arouca, Benfica, Leça)

Tabata 3 (Ajax, Leça, Leça)

Ugarte 1 (Famalicão)

Daniel Bragança 1 (Gil Vicente)

O bom, o óptimo e o filão

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André Franco, começou a jogar no Sporting Clube de Portugal, com seis anos de idade, actualmente, está no Estoril-Praia.

Com 23 anos de idade, André Franco é a grande revelação da primeira volta.

Sobre ele escrevi em 2022.01.04 neste postal do Pedro Correia:

"O médio, actualmente, no Estoril é a grande revelação da época.
Com 23 anos, mais de metade dos quais passados ao serviço do Sporting Clube de Portugal, é um médio evoluído, tacticamente, fecha bem os caminhos para a baliza e é rápido e inteligente a construir jogadas de ataque.
Uma excelente alternativa a Matheus Nunes, a Daniel Bragança ou mesmo para jogar mais encostado às linhas".

Escrevi em 2021.10.30:

"O bom; André Franco do Estoril, um autêntico nove e meio, faz a equipa jogar e marca golos, já vai com cinco tiros certeiros".

Em 2021.12.29:

"O bom; André Franco, mais duas assistências, uma delas à Madjer de pé descalço [aqui numa referência óbvia ao sportinguista Madjer do futebol de praia]".

No dia passada segunda-feira voltei a referir André Franco, desta forma:

"O bom; Estoril-Praia, heróis e mártires. Bruno Pinheiro, o treinador e André Franco, o jogador. Sobre André já escrevi várias vezes, é só rever as recepções de bola, os passes, a inteligência técnico-táctica (ah pois é, também, sei escrever à Freitas Lobo) que coloca em tudo o que faz. Até a protestar tem classe, chamou ao árbitro: "ignóbil descendente de Madalena bíblica", o apitador, coitado, não percebeu mas mostrou-lhe cartão amarelo. Bruno Pinheiro disse tudo em duas palavras: Campo inclinado".

A carreira de André, de leão rampante ao peito, aparece em diversos vídeos no YouTube (provavelmente noutras plataformas, também) fiquem com este resumo do leãozinho

Para conhecer o desempenho de André na actualidade podemos conferir aqui.

Pelo regresso ao Sporting de Tiago Djaló, Pedro Marques e Domingos Duarte

Texto de Ulisses Oliveira

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Tiago Djaló

 

O plantel do Sporting precisa de mais um avançado. Caso Paulinho falhe, Tiago Tomás tem mostrado que não é ponta-de-lança e o seu jogo nessa posição fixa é facilmente anulável pelos adversários. TT pode ser um excelente jogador, mas a partir das alas para o meio, como aliás o fez em boa parte da época passada.

Em termos de perfil, não acho necessário um "pinheiro". Para isso temos Coates e os demais defesas centrais, bem como Palhinha. Quando é preciso eles estão lá.

Seria interessante ter um jogador que se movimente bem, com golo (com último toque), com boa relação com a bola (capacidade técnica) e rápido. Se não pudermos investir forte, recomendaria o regresso de Pedro Marques.

É top? Até agora não podemos dizer que o seja. Mas há aqui um ponto muito importante que é a gestão de expectativas do jogador que vier. É que, para vir alguém, provavelmente será para substituir Paulinho e/ou TT apenas a espaços. Ora Pedro Marques, neste momento, creio que preferia ser suplente no Sporting, mesmo que com pouca utilização, do que sê-lo no Famalicão (ainda assim, não deixa de marcar uns golitos).

Portanto, para avançado votaria em Pedro Marques. No entanto, caso houvesse dinheiro para investir, as últimas exibições de Vitinha do Braga têm dado a conhecer um avançado aparentemente com muito potencial. Só que o Salvador iria abrir a boca com um valor proibitivo para nós.

 

Precisamos também de um defesa central, ainda que aqui sinta que as adaptações estão a correr muito bem e que só mesmo pelo Covid e pelo desgaste da época possa ser necessário pensar em algo. Falam muito bem de Marsà como central do lado esquerdo (o que obrigaria Inácio a permanecer na direita), mas não o conheço.

Quem gostaria de ver seria Domingos Duarte, ou Tiago Djaló (este, mais difícil, creio, mas com maior margem de progressão e de valorização). No caso de não termos capacidade para investir, outra possibilidade -- mais velho, mas polivalente -- seria Daniel Carriço (33 anos).

Imagino que provavelmente esta opinião não terá o apoio de quase ninguém, mas seria como veio João Pereira, como esteve Antunes e, ainda que com outra utilização, como está Neto. Não sei em que forma está, nem sei se está lesionado, se está em boas condições físicas, mas é experiente e sportinguista.

 

Em suma: regresso de Pedro Marques e de Domingos Duarte ou de Tiago Djaló. Se não puder ser, então que venha o Carriço.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Nós, há dez anos

Adelino Cunha«Vamos lá ver se nos entendemos: a Taça de Portugal é para ganhar. Não admito nenhuma, mas nenhuma desculpa mesmo para não ir ao Jamor ver o Domingos Paciência de gravata verde a levantar a taça, ver o Insúa rir-se com uma cremalheira dentária como há muito não se via no Sporting, ver o Rick sorrir como as crianças e o Capel como se fosse o irmão mais velho. Ver-nos em festa como merecemos ser vistos.»

Francisco Almeida Leite: «O empate a duas bolas com o Nacional deixou-me irritado e preocupado. É certo que chegámos a estar a perder 0-2 e a reviravolta esteve por um fio, mas a equipa mostrou várias debilidades e, sobretudo, perdeu o Ricky van Wolfswinkel por um período estimado entre uma a quatro semanas.»

Rui Rocha: «Moro em Braga há muitos anos, embora com alguma intermitência. No domingo, defrontam-se o clube da minha cidade de adopção e a equipa do meu coração. Isso coloca-me numa posição extremamente difícil. Em geral, resolvo a problema implorando aos Deuses da Bola que me acorram nesta aflição e que impeçam o Sporting de ganhar por mais de três a zero. É exactamente o que peço este ano.»

A voz do leitor

«Não tenho má impressão genericamente dos treinadores dos escalões de formação do Sporting. Talvez haja um número razoável de jogadores de qualidade insuficiente para as exigências e expectativas que hoje pomos à equipa principal. A política de aceleração da formação dos melhores pondo-os a competir em escalões acima da sua condição técnica, física e idade tem os seus quês. Correr o risco de deixar cair a equipa B e fazer regredir jogadores poderia ser fatal para os próximos anos. Acho que o Sporting deve ter muito cuidado com isso. Talvez repensar o investimento nos sub-23 fizesse sentido.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

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