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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Submarino afundou o Sporting logo ao primeiro torpedo

Sporting 0 - Villarreal 1

Liga Europa - 16 avos de final

14 de Fevereiro de 2018

 

Salin (3,0)

Há dias em que um guarda-redes não devia sair do banco de suplentes, terá pensado o francês ao ir buscar a bola dentro da baliza logo no início do jogo. No resto do tempo teve escassas ocasiões para ser bom, desviando para canto um remate com selo de golo, ou mau, saindo-se de forma tão despassarada a um cruzamento que a eliminatória poderia ter ficado logo resolvida. Já nos últimos minutos de compensações salvou o Sporting do segundo golo ao correr para fora da grande área ainda a tempo de controlar com o peito uma bola perigosa.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Nada estava a fazer de particularmente bom ou de tragicamente mau quando uma tentativa de desmarcação terminou consigo agarrado à perna. Espera-se que o infortúnio pessoal do lateral-direito, provavelmente afastado dos relvados por umas semanas sem necessidade de adeptos mais exasperados recorrerem a uma acção judicial com esse fim, contribua para fixar Thierry Correia no plantel principal.

 

Coates (3,5)

Parcialmente culpado pelo golo do Villarreal, pois amorteceu com o peito a bola anteriormente desviada por André Pinto para a entrada da grande área leonina, o central uruguaio passou o resto da noite qual protagonista de romance épico que tudo faz para se redimir de uma falha. Mais alguns cortes providenciais se juntam à galeria de obras valorosas, mas o mais impressionante foi o modo como se integrou no ataque, demonstrando uma crença capaz de comover mesmo quem tenha pêlos no coração. Aquela jogada individual aos 58 minutos, em que avança no seu estilo determinado-desengonçado, enfrenta quatro adversários e faz um cruzamento-remate que provocou calafrios ao guarda-redes do Villarreal, merecia por si só uma estátua equestre à entrada do estádio.

 

André Pinto (2,5)

Sejamos francos: tirando o segundo degrau que ocupa no pódio das culpas no golo espanhol, não cometeu erros gravosos e esteve bastante atento às movimentações dos avançados adversários. Faria Tiago Ilori melhor?

 

Acuña (2,0)

Aos três minutos já deixara escapar o extremo do Villarreal que cruzou para o 0-1 e aos seis minutos já tinha visto o cartão amarelo por protestar a gritante dualidade de critérios do árbitro francês com que a UEFA assolou Alvalade da mesma forma que uma divindade sacana poderia ter lançado uma praga de gafanhotos sobre Dresden em 1945. Tão impressionantes credenciais não impediram o argentino de lutar tanto quanto sempre luta e de tirar proveito da técnica que é sua, mas a pouca inspiração de Jovane e de Raphinha prejudicou as suas incursões. Borrou ainda mais a pintura ao deixar a equipa com dez nos últimos 20 minutos, recebendo o vermelho por acumulação devido a uma “entrada impetuosa” que valeria um cartão alaranjado.

 

Petrovic (2,0)

Demonstrou que Gudelj não precisa de ser titular para o Sporting circular a bola mal e porcamente. Além de um provável recorde de passes para as linhas laterais, pouco fez para que as bancadas esquecessem que não teria sido má ideia incluir Idrissa Doumbia na lista de jogadores da Liga Europa e foi substituído sem deixar obra ou saudades. Apesar de ser difícil não reparar que um cavalheiro de elevada estatura deambulou pelo relvado, nem que seja pela máscara que lhe protege o nariz e pelo cabeceamento desastrado que, ainda assim, foi do menos distante da baliza adversária que o Sporting conseguiu na primeira parte.

 

Miguel Luís (2,5)

Voltou a ser titular, após uma longa travessia do keizererto, procurando ser o médio de transição que desse liberdade a Bruno Fernandes. Não brilhou, fosse por falta de ritmo ou de inspiração, ficando a noite aziaga de Alvalade como mera prova de vida.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Nenhuma imagem traduz de forma tão verdadeira o actual estado do futebol leonino quanto a tragédia estampada no rosto do capitão do Sporting, ainda assim sempre disposto a avançar contra moinhos de vento. Menos inspirado do que em alguns jogos em que conseguiu rebocar a equipa para o triunfo, não parou por um instante de combater o desconsolo que cansou de conhecer. Foi seu o primeiro remate, com pouca força e pouca pontaria, tal como mostrou qualidades de velocista ao percorrer todo o campo para evitar que o artífice do primeiro golo aproveitasse o adiantamento de Acuña para repetir a desgraça. Ainda ficou a centímetros de amealhar uma assistência para golo, mas nem os postes querem nada com o Sporting.

 

Raphinha (3,0)

A prova acabada de que poderia ter saltado do banco a meio da segunda parte foram os seus primeiros 45 minutos, grande parte dos quais passados caído na relva, reclamando com a cegueira do francês do apito. Infeliz nas iniciativas individuais e quase sempre descoordenado com os colegas, acordou para a vida após o intervalo. Não só desviou um canto de Bruno Fernandes para o poste, antecipando-se à defesa espanhola, como fez um momento de magia junto à linha de fundo que lhe permitiu servir Bas Dost para o que, infelizmente, ficou como a defesa da noite. Forçado a recuar no terreno após a expulsão de Acuña, é uma das raras esperanças para a segunda mão e, antes disso, para a recepção ao Sporting de Braga, marcada para a noite de domingo naquele edifício lisboeta que 2019 transformou no teatro dos pesadelos sportinguistas.

 

Jovane Cabral (2,5)

Tão desinspirado quanto Raphinha na primeira parte, destacou-se pela capacidade de avançar pelo centro do terreno e a triste verdade é que foi dos que mais procuraram reverter o resultado. Mas convém deixar um anúncio dos perdidos e achados para ver se alguém encontra o toque de Midas com que o extremo adiou tantas vezes a ejecção de José Peseiro.

 

Bas Dost (2,5)

“Faz qualquer coisa de ponta de lança!”, pede o Nanni (Moretti, bem entendido) dentro de cada adepto. E o holandês lá fez, aplicando um toque declasse à assistência de Raphinha. Teria chegado para o miserável empate numa conjuntura em que as nuvens negras não tivessem chegado para ficar, mas mesmo assim foi o melhor sinal de que o encantamento que tolda Bas Dost poderá ser quebrado mais depressa do que será recuperada a visão do árbitro de baliza que conseguiu não ver o avançado a ser agarrado por um defesa na grande área do Villarreal.

 

Ristovski (2,5)

Entrou logo na primeira parte, substituindo o lesionado Bruno Gaspar, e trouxe alguma dinâmica e critério ao corredor direito. Mas nada que chegasse para alterar os tristes velhos factos que num álbum de retratos o Sporting teima em coleccionar, só não agravados porque Salin resolveu a má abordagem do macedónio a um cruzamento na segunda parte.

 

Luiz Phellype (1,5)

Diz a profecia que o avançado brasileiro justificará a contratação, tal como Gudelj acabará por ver um daqueles remates de longe alojar-se nas redes, mas tal não aconteceu nos 20 minutos passados no relvado. Também não ajudou que tenha ficado tocado logo no primeiro lance que disputou.

 

Wendel (2,0)

Entrou tarde e logo a seguir o Sporting ficou com menos um em campo, o que desviou Bruno Fernandes para o flanco esquerdo. Pouco mais fez do que recordar os adeptos de que é bom de bola.

 

Marcel Keizer (1,5)

Pior do que o resultado, mesmo sendo uma derrota caseira com uma equipa tão desabituada de triunfar que a alcunha “submarino amarelo” já lembrava mais o Kursk do que o álbum dos Beatles, e ainda pior do que a lenta reacção ao descalabro em curso, foi a atitude corporal, circunspecta e derrotada, do treinador holandês. Bem que ele avisou, naquele distante tempo do vinho, das rosas e das vitórias por 5-2, para os dias maus que inevitavelmente chegariam, mas talvez seja hora de fazer qualquer coisa para pôr fim ao futebol depressivo de que é o maior responsável. Tem dois testes nos próximos dias, e qualquer cenário em que o Moreirense passe a estar a quatro pontos de distância e em que o ranking na UEFA não tenha hipóteses de ser melhorado deve ter consequências mais concretas do que lenços brancos.

Frederico, quando posso voltar a Alvalade?

Caro, Frederico.

 

O teu sonho realizou-se. Mandas no futebol do Sporting.

 

Continuas totalmente impreparado para as funções que agora desempenhas, como já o demonstravas na campanha, mas a verdade é que és tu quem gere o futebol do nosso clube.

 

Foste tu e só tu, como por mais que uma vez deixaste claro durante a campanha que ias fazer, que (i) tomaste a decisão de despedir o Peseiro (com a qual, em tese, não posso discordar, caso a decisão subsequente fosse a de contratar um treinador de futebol), que (ii) decidiste ir buscar o desconhecido Keizer (já te referiste como uma aposta pessoal, como se disso houvesse dúvidas depois do disseste na campanha) e que (iii) decidiste as contratações de Janeiro (onde se inclui um tal de Luis Phellype).

 

Quero dizer-te que enquanto este badameco que escolheste, pessoalmente, para treinar o Sporting se mantiver como treinador da equipa principal não contes mais comigo em Alvalade. Não acredito na possibilidade, mas se porventura, ainda quiseres insistir nele na próxima época, será também, a primeira vez em muitos anos que não renovarei a Gamebox.

E não me venham com comentários mesquinhos de que temos que apoiar sempre o nosso clube, porque para mim é totalmente impossível apoiar a incompetência, a falta de conhecimento e a mediocridade intelectual (estou a referir-me ao holandês que está a ter, sabe-se lá porquê, o privilégio de treinar este grande clube).

 

Para ver jogos em que a minha equipa tacticamente se comporta ao nível da distrital, vou até ao Restelo e vejo o Belenenses.

 

Cada dia que passa, com as decisões, umas que tomas outras que não tomas, dás mais força ao mito do regresso do anterior presidente. Que, para não haver equívocos de opinião, esclareço que é uma ideia que abomino completamente.

 

Não tenho a mínima dúvida de que, até agora, no que respeita ao futebol sénior, as tuas más decisões foram muito superiores às boas!

 

E temo que a tua presunção, sobranceria, falta de preparação e chico espertice não te permita corrigir os erros.

 

Espero voltar a Alvalade brevemente.

Mudar...

Lenços Brancos.jpg

Foto Jornal de Notícias

 

Fui dos que criticaram o despedimento de José Peseiro, não por ser um entusiasta do treinador português, que demasiadas vezes tem sido um perdedor ao longo da carreira, mas porque entendo que apenas devemos promover uma troca se houver algo a ganhar com a mesma. O tempo veio dar-me razão, apesar do inesperado sucesso inicial de Marcel Keizer, ao qual também eu me rendi, afinal quem não gosta de futebol espectáculo? Só que foi sol de pouca dura, após a inevitável primeira derrota, que aconteceu na deslocação a Guimarães, não mais o Sporting se reencontrou, acumulando derrotas ou empates em jogos de médio ou elevado grau de dificuldade.

Bem sei que tivemos um penoso virar de página no final da época passada, ao qual os sócios não querem voltar, por mais que as viúvas do destituído pairem como abutres sobre as péssimas exibições que o Sporting vem acumulando, rosnando que no tempo do lunático estávamos melhor, se um destes dias e espero que tal não aconteça, formos obrigados a repensar a liderança directiva, o passado de triste memória não poderá fazer parte da equação, porque esteve na raiz do problema.

Mas a pesada herança não explica tudo, Frederico Varandas fez uma aposta de risco ao escolher um treinador sem currículo e tendo arriscado, há que perceber que perdeu a aposta. Marcel Keizer não consegue colocar os jogadores a praticar bom futebol, pior, não tem hoje sequer uma ideia de jogo, é bola para o Bruno Fernandes à espera que o nosso melhor jogador resolva individualmente o que a equipa se revela incapaz jogo após jogo. Aqui chegados há que jogar os próximos dois jogos e tirar conclusões, recepção ao Braga e deslocação ao Villareal. Caso não vençamos o Braga e sejamos eliminados na Liga Europa, Marcel Keizer não pode continuar a treinar o Sporting, espero que Frederico Varandas o perceba, errar é humano, não corrigir um erro é burrice. Mas que não se cometa novo erro para corrigir um erro anterior, quando Peseiro foi despedido, talvez Tiago Fernandes pudesse ter continuado, para substituir Marcel Keizer, julgo que deveríamos apostar em Raul José, que conhece o clube.

Apaguei um postal

marcosoaresgoloanulado.jpg

Não foi ontem. Foi durante o jogo com o Feirense. Após uma longa série de jogos sem ganhar o Sporting enfrentou o último classificado, equipa em crise que acabara de despedir o treinador que há anos a dirigia, fazendo-o com relativo sucesso entretanto maculado. E, num jogo dividido, a meio da primeira parte houve um golo limpo anulado ao Feirense. E para quem conteste, bastará o contrafactual - se um golo igual fosse anulado ao Sporting todos viriam aqui falar do vieira, e-toupeira ou outros eiras quaisquer. Escrevi isso. E depois, ao intervalo, logo apaguei. Pois não vale a pena acicatar os ânimos (e a caixa de comentários do És a Nossa Fé é por demais apaixonada para o meu macerado fígado). Mas ficou-me a ideia: após uma longa série de jogos sem vitórias (sim, a taça da liga "estava no autocarro" mas sem se conseguir uma vitória durante os 90  minutos), para se ir ganhar ao último, em crise, foi preciso um empurrão amigo - a tal constante protecção aos "grandes". Que sempre protestamos por ser a nossa menor do que a dedicada ao Porto e ao Benfica, mas nunca o fazemos por ser maior do que a prestada ao Riopele ou à Sanjoanense (ainda existirão estes?).

Ontem mais uma derrota e uma paupérrima exibição. Não vou repetir o que tantos dizem. Mas lembro o que aqui venho escrevendo há meses sobre o meu desgosto com a forma como o futebol sénior é gerido por Frederico Varandas (3.11.18). Ainda que me tenha até entusiasmado com os primeiros jogos deste insuficiente holandês (comi o meu gorro a 14.12.18). Mas insisto que (8.1.19) "Em suma: Keizer canta bem, declama bem, é galã, dança bem. Mas isto é um filme de acção, porra. Mudem já, pois daqui a uns breves meses será já tarde demais." E pergunto-me (30.1.19) "O presidente Varandas está a dormir? A massa adepta, o "Universo Sporting", emigrou? Francamente, dr. Varandas, não há volta a dar-lhe: demita o Peseiro, já! O homem não tem mãos para isto."

Varandas é o responsável máximo do que está a acontecer. Não é Bruno de Carvalho. Nem Sousa Cintra. Ou a "pesada herança" de José Peseiro. Ele (4.2.19) "Fez um "all in". Teve uma "fezada". Foi buscar um treinador sem currículo, agitou a marca Ajax para se justificar, convicto de que é um líder iluminado, capaz de trazer o que mais ninguém poderia antever. Deixemo-nos de coisas, nem a "escola Ajax" é invejável pelos clubes portugueses, nem Keizer é particularmente relevante nela, nem o futebol holandês ultrapassa o português. Isto é uma série de erros e falsidades. Advindos da falta de ponderação do aparentemente seráfico Varandas. Cujo afã de "marcar posição" causou este naufrágio, este descalabro anunciado. Fruto de uma errónea concepção de real, de administração. Como se Iluminada, mas imponderada, incompetente."

Faltam-me mais palavras. Sobram-me apenas as suficientes para lembrar que se o Sporting jogasse tão mal e com tanto insucesso sob o comando de um treinador que não tivesse sido escolhido pelo iluminado capitão do Afeganistão (para o qual a cadeia de comando é sagrada, convém lembrar o pobre quadro mental do actual presidente ...) haveria uma "chicotada psicológica".

Esgotou-se a paciência

Os leitores deste blogue conhecem a minha opinião sobre José Peseiro. Achei um erro a sua contratação desde o primeiro minuto, no tempo de Dias da Cunha, e achei uma insanidade o seu regresso. Já o afirmei e justifiquei várias vezes, em vários textos. Nunca acreditei nele para treinador, e sempre fui favorável à sua saída. Continuo a ser: isto não é uma manifestação de saudades - não tenho nenhumas do anterior treinador. Agora, depois do que vimos hoje, definitivamente me convenci de que, se era para isto, seria melhor o Peseiro não ter saído. Afirmeie mantenho que o Peseiro para mim era uma espécie de Tiririca - pior do que ele não ficaria. Mas hoje convenci-me de que se ele tivesse ficado o futebol do Sporting de certeza não estaria pior do que está. Perder em casa com o penúltimo classificado da Liga Espanhola, nesta que é uma competição importante (o treinador parece não saber) é pior do que perder em casa com o Estoril para a Taça da Liga. Marcel Keizer perdeu hoje todo o pouco crédito que tinha junto dos adeptos sportinguistas. É bom que o presidente se convença disto, e que cometeu um enormíssimo erro ao contratá-lo.

Crowdfunding

Está na moda, nestes tempos conturbados nalguns sectores da sociedade portuguesa.

Lanço aqui também uma subscrição para a compra de um bilhete de avião, só de ida, para a Holanda.

Por enquanto apenas um, que o melhor é avançar já, à cautela, com duas campanhas, uma delas para o Afeganistão.

Podridões

A tangerina mecânica (aquela coisa que lembrava a laranja mecânica holandesa doutras eras) de Keizer apodreceu, foi sumarenta e gostosa quando surgiu, neste momento chegou a um estado nauseabundo, sem estratégia de jogo nem comando do banco, com um bando de jogadores em campo, alguns deles a cairem em campo e no final dos jogos, e com cartões completamente escusados.

Mas à podridão dessa tangerina somam-se os efeitos da podridão da maçã Brunista (aquela coisa que muito prometia mas pouco entregava), a destruição dum plantel e duma estrutura técnica, o rombo financeiro na SAD, uma pré-época indigente, uma nova estructura técnica e plantel arranjados à pressa, umas claques a mamar da teta do clube (e do vandalismo e dos tráficos de vários tipos a que se dedicam), e uma divisão por demais evidente entre os sócios que por pouco não chegam a vias de facto em plena bancada central de Alvalade.

De qualquer forma, hoje Keizer repetiu Peseiro, ou seja, deu-se ao luxo de enfrentar uma competição que nos poderia dar algum dinheiro a ganhar e algumas alegrias face à situação em que estamos na Liga (onde 3º ou 4º pouca diferença faz), com um misto de craques e entulho herdados do Brunismo e alguns jovens com problemas existenciais. Deu no que deu, uma tristeza. A Peseiro custou o lugar, num desafio a contar para uma competição secundária, o que não era o caso desta.

Disse Keizer depois do jogo que a equipa lutou muito e a prova disso é que três jogadores tinham acabado com cãibras. O que eu digo é que o preparo físico desta equipa é uma vergonha, com jogadores a lesionar-se sozinhos em campo, outros a entrarem sem aquecerem, outros incapazes de pressionarem alto, todos a funcionar no limite das forças. O preparador físico é o antigo fisioterapeuta, e folgas têm sido muitas. Quem é o responsável?

Ganhámos a taça da Liga? Foi óptimo. Mas não chega. Não pode chegar. 

Então, se jogámos na Taça da Liga com os melhores, hoje tínhamos de ter jogado com os melhores. 

Assim vai ser complicado...

SL

Vergonha!

Em 40 anos de sócio nunca me senti tão vexado como esta noite.

De tal forma que abandonei o estádio aos 55 minutos de jogo, ainda as portas estavam todas fechadas.

Assumo aqui e agora que enquanto este presidente estiver em funções e este treinador liderar esta espécie de solteiros e casados jamais irei ao Estádio. Ponto.

Os dirigentes do Sporting têm de perceber que os sócios têm dignidade, que se orgulham em ser do Sporting porque mesmo perdendo lutamos sempre. Mas o que hoje se viu foi uma autêntica vergonha. E não pode ficar sem consequências. Doa a quem doer!

Como pode uma equipa a jogar em casa contra o penúltimo classificado da Liga espanhola fazer o primeiro remate aos 19 minutos? E nem foi enquadrado com a baliza. O primeiro canto aos 30 minutos?

Tenho que reconhecer que Bruno de Carvalho tinha razão do que dizia dos jogadores. Não posso admitir que durante os 55 minutos de jogo que vi o Sporting não tivesse feito uma jogada com cabeça, tronco e membros. Uma só!

Tantos e tantos jogos que assisti em Alvalade e este ficará na retina como o pior de todos.

Será tempo dos sócios perceberam que o Doutor Varandas pode ser muito bom médico, mas não tem arcaboiço para estar à frente de um clube como o Sporting. Temos pena que assim seja mas esta é uma triste realidade.

Tanto que critiquei o antigo presidente pela sua postura sempre guerreira para agora surgirem estes dirigentes educados, bem falantes mas profundamente amorfos.

Avanço ainda com uma pergunta que o meu filho mais velho me fez e que aqui em tempos reproduzi: o que melhorou com a saída de BdC?

Respondo com a ideia que, tirando as redes sociais, não melhorámos nada. Rigorosamente nada. Portanto mordo a língua e, infelizmente, tenho de dar razão ao meu infante mais velho.

Naufrágio colectivo

O jogo que há pouco terminou começou a ser perdido ontem, na conferência de imprensa de lançamento deste desafio da Liga Europa, quando Marcel Keizer disse que o Sporting «não tinha obrigação» de seguir em frente na competição. Necessitaria, para tanto, de vencer em casa o Villarreal, penúltimo classificado do campeonato espanhol, que acaba de interromper no nosso estádio um duro ciclo de dois meses sem triunfos.

Não apenas perdemos a partida. Fizemos também uma exibição medíocre, ressalvando-se dois desempenhos positivos: Coates e Bruno Fernandes, incapazes de remar contra o naufrágio colectivo. Nada que surpreenda, afinal: a equipa arrastou-se no relvado em sintonia com as palavras abúlicas e conformistas do treinador, que nos últimos sete jogos só uma vez foi capaz de conduzir o Sporting à vitória.

Faz hoje um ano

 

Tinham ficado definitivamente para trás os tempos empolgantes da temporada futebolística leonina 2017/2018, em que chegámos a figurar na liderança do campeonato. A partir do momento em que Bruno de Carvalho se sobrepôs a tudo e todos, tornando-se foco de notícia dia após dia, a nossa equipa começou a parecer deprimida e a recuar no rumo vitorioso que antes prosseguia.

 

Neste contexto, publiquei aqui um breve "editorial" no dia 14 de Fevereiro de 2018, Quarta-Feira de Cinzas, numa espécie de ponto da situação.

Passo a transcrevê-lo:

«Oiço e leio por aí gente apostada em dividir os sportinguistas, fragmentando-os entre bons e maus consoante as opiniões que emitem. O que é grave. E preocupante, sobretudo nesta fase crucial da temporada desportiva, em que o apoio de todos aos nossos jogadores e atletas jamais será em excesso. Acontece que não há "verdadeiros sportinguistas". Há sportinguistas. Ponto. No Sporting Clube de Portugal nunca vigorou nem vigorará o delito de opinião.»

 

Apesar dos abalos registados, permanecíamos em luta pelo campeonato e ainda em jogo na Liga Europa. Com o treinador Jorge Jesus a declarar: «Em Portugal, o campeonato é sempre a prioridade e para nós também. Mas nós não vamos rejeitar a possibilidade de chegar à final da Liga Europa. Queremos ir o mais longe possível.»

O Francisco Chaveiro Reis mostrou-se satisfeito com estas palavras, justificando-as assim: «O Sporting, tantos milhões depois, não se pode queixar de jogar duas vezes por semana e tem jogadores de qualidade suficiente para ir até ao fim. Mesmo com Milan, Dortmund, Atlético, Lázio ou Nápoles em prova.»

 

Entretanto, numa demonstração do saudável pluralismo existente no És a Nossa Fé, o José da Xã fazia aqui a defesa do presidente do Sporting.

Nestes termos:

«Sempre que sou abordado por um adepto de um clube rival a primeira pergunta que me fazem é: gostas do teu Presidente? A esta questão, e independentemente de alguns apontamentos públicos que já fiz à postura de BdC, a minha resposta tende a ser sempre a mesma: claro que sim! E afirmo-o com a sinceridade a que os meus anos de vida e de sócio me obrigam. Será bom relembrar que o Sporting, com o actual Presidente, renasceu das cinzas para onde alguns dirigentes do clube e não só o haviam atirado.»

Onde falo de feiras!

Reconheço que tenho andado um tanto afastado das lides da escrita, o que não equivale dizer que tenha estado ausente ou amorfo. Bem pelo contrário!

Bom passemos ao que aqui me trouxe e que se resume nesta simples ideia: o futebol português é assim uma espécie de fazenda contrafeita.

Todos os clubes, sem excepção, querem (?), desejam (?), lutam (?) por algo que eu sinceramente em futebol não sei ainda o que é. Tem o pomposo epíteto de “verdade desportiva”, mas creio que na verdade requer-se pouca verdade ao futebol (passe o pleonasmo!).

O futebol é um desporto não se esqueçam! E por isso está mais sujeito aos erros, enganos e vicissitudes, não sendo por isso uma ciência exacta como alguns gostariam de fosse.

Se os americanos um dia apostassem a sério no desporto-rei como apostam no futebol americano, no basebol ou até no basquete, quase de certeza que as regras do International Board já estariam mudadas. Obviamente para muito melhor.

Tentar comparar a qualidade do nosso futebol com as demais ligas europeias é, como disse no início deste texto, comparar duas peças de roupa com a mesma marca: uma é lavada e fica impecável (a verdadeira) enquanto a outra perderá com toda a certeza tamanho e qualidade (a contrafeita).

O problema dos nossos actuais dirigentes, sejam eles federativos, associativos ou unicamente de clubes, é que só falam de verdade desportiva quando as coisas não correm bem para as suas cores. Pois quando têm o vento de feição tudo é lícito e correcto e a verdade desportiva existe sem rodeios.

A corrupção no futebol é assim uma banca de feira do relógio (sem desprimor a quem lá trabalha) repleta de falsidades e onde tudo se compra e vende. Basta haver algum dinheiro.

Ah e influência!

"... uma lamentável ideia de intocabilidade..."

«Apaguem a Luz e fechem o estádio

Vítor Serpa (Editorial)

Benfica foi condenado, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, a quatro jogos de interdição e ainda ao pagamento de uma multa de 28 mil euros. Se tivermos em vista a proposta apresentada pela Comissão de Instrução da Liga, que previa uma interdição que poderia ir até 21 jogos, foi uma pena suave ou, se acompanharmos a época, foi uma pena de saldo.

O crime assinalado diz respeito a sete jogos, há cerca de dois anos, onde o Benfica teria sido apoiado, no Estádio da Luz, por claques organizadas e que o Benfica não reconhece como oficiais, mas a Comissão de Instrução, depois de uma fase em que propôs o arquivamento, veio a encontrar, não provas, mas «suficientes indícios».

A primeira questão que deve ser observada é que o Benfica tem vindo, há anos, a correr riscos despropositados e que só se justificam por uma lamentável ideia de intocabilidade na autodenominada instituição. E essa atitude deve ser profundamente criticada. Mesmo que pense ter a razão jurídica do seu lado, o desafio permanente e as dificuldades em que coloca o sistema disciplinar do futebol e até o sistema político é injustificado.

A segunda e também essencial questão é que nenhum sistema disciplinar desportivo pode vir a pedir uma condenação brutal em razão de jogos que se realizaram há dois anos.

A terceira e definitiva questão, que também será de óbvia importância, é que tendo por certo que, nestes últimos dois anos, nada se alterou na Luz, em relação ao apoio das claques nos jogos do Benfica, o caminho iniciado levaria ao absurdo de uma interdição definitiva. Está o CD da FPF disposto a tal?»

 

In. A Bola, n.º 16478, de 14 de Fevereiro de 2019

Já agora...

Ainda a próposito dos famigerados 10-0: já alguma daquelas entidades que têm por ofício serem curiosas se lembrou de investigar se este resultado terá dado origem a um prémio chorudo nas casas de apostas?

Qual será o onze titular?

Eis os jogadores que Marcel Keizer convocou para o jogo de hoje, em Alvalade, contra o Villarreal para a Liga Europa:

 

Guarda-redes

Renan, Salin

Defesas

Acuña, André Pinto, Bruno Gaspar, Coates, Ilori, Ristovski

Médios

Bruno Fernandes, Gudelj, Miguel Luís, Petrovic, Wendel

Avançados

Bas Dost, Diaby, Jovane, Luiz Phellype, Raphinha

 

Lanço a partir de agora o repto aos leitores: na vossa opinião, qual será o onze titular escolhido pelo técnico holandês para esta partida, que tem início às 20 horas?

Os melhores prognósticos

Cinco palpites certos na antevisão do resultado do Feirense-Sporting feita aqui no blogue. Registo o nome, o pseudónimo ou as iniciais de quem antecipou o resultado correcto: Ambrósio Geraldes, António de Almeida, CAL, Cristina Torrão e Leão de Queluz.

Aplicado o critério de desempate, relativo aos marcadores dos golos, o grupo reduziu-se de cinco para três. Eis, portanto, quem subiu desta vez ao pódio: CAL, António de Almeida e Leão de Queluz.

Parabéns pela pontaria.

A voz do leitor

«Li o que lá vinha escrito [no jornal Record] e nada vi que não tivesse acontecido. Inclusive a falta da pouca vergonha, que os jogadores e o treinador do FCP demonstraram, pois de repente caiu-lhes o verniz. É inadmissível fazerem aquela triste figura, pois saber perder também é uma virtude. Não nos podemos queixar das atitudes dos adversários e fazermos a mesma porcaria.»

 

Fernando Albuquerque, neste meu postal

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