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És a nossa Fé!

Futebol é...

Digam o que disserem o verdadeiro futebol é uma estranha mistura de alegria, incerteza, emoção e, obviamente, golos.

A alegria vê-se naqueles corpos a caminho do estádio. Nas crianças, pais e mães vestidos a rigor, nos velhos e menos velhos que em passo pausado vão prognosticando jogadas e resultados. Todos de sorriso estampado no rosto caminham para os seus lugares cientes em mais uma tarde/noite de vitória.

Incerteza em saber se aquela equipa sem dois ou três jogadores fundamentais irá ser capaz de se competente .

Emoção nas jogadas, no remate que passou a milímetros da barra, no toque do nosso defesa num adversário na grande área que pode originar uma grande penalidade contra nós, na falta sobre o nosso atleta.

Finalmente os golos… Todos os sentimentos anteriores misturados numa só palavra e uma explosão que ultrapassa tudo e todos.

Porém o futebol é tudo isto e muito, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais.

É paixão.

Coragem.

Força.

Lágrimas.

Abraços.

Punho cerrado.

Cachecol ao ar.

Símbolo ao peito.

Mão suada.

Unha roída.

Para no fim tudo se resumir a uma vitória que nos dará a glória!

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vingança em Alvalade. Recebemos o V. Guimarães, que nos tinha vencido (injustamente) no desafio da primeira volta do campeonato. Triunfo concludente da nossa equipa, por 3-0: repetimos a dose da época anterior. Excelente exibição num óptimo relvado com incessante apoio das bancadas, com a segunda maior enchente da época até agora (46.101 lugares preenchidos) e onde os adeptos nunca se cansaram de incentivar a equipa. Vimos um Sporting consistente, cheio de maturidade, muito superior à turma minhota. E com grau máximo de eficácia: ao intervalo, com apenas três remates enquadrados, tínhamos já dois golos à nossa conta.

 

De Gyökeres. O craque sueco regressou aos golos, pondo fim a mais de um mês de jejum. E logo a bisar. Foi dele o segundo, no último lance da primeira parte (45'+3), culminando belíssimo ataque posicional que justifica destaque autónomo nesta rubrica. E também o terceiro, aos 49', com espectacular assistência de Trincão. Tem 24 golos marcados neste campeonato. É um dos grandes obreiros desta fabulosa corrida para o título.

 

De Pedro Gonçalves. Destaco-o como melhor em campo. Fácil explicar porquê: marcou um golo (foi dele o primeiro, aos 30', num remate cruzado sem hipóteses para Bruno Varela), assistiu Gyökeres no segundo com um passe rasteiro a romper a defesa e esteve também no terceiro, picando a bola com categoria em pré-assistência para Trincão. Sem dúvida o melhor jogador português do plantel leonino. Já soma 11 golos na Liga.

 

De Daniel Bragança. Após a meia hora inicial, em que a bola mal circulou no nosso corredor central, tornou-se um dos mais influentes elementos desta recepção ao Vitória minhoto. Interveio nos nossos três golos, demonstrando todas as suas qualidades como médio ofensivo. No primeiro, com uma preciosa recepção orientada dentro da grande área após desmarcação oportuníssima, fazendo a bola sobrar para Pedro Gonçalves. No segundo, com uma tabelinha digna de aplauso com Pedro Gonçalves. No terceiro, é ele quem serve o n.º 8 antes da pré-assistência para Trincão. É já um dos pilares da equipa. 

 

Do golaço ao cair o pano da primeira parte. Exemplo soberbo de futebol colectivo: 23 passes, de pé para pé, com trocas de bola muito rápidas, sempre ao primeiro toque, durante 48 segundos cheios de classe. Deu gosto ver no estádio. Dará muito gosto rever nas imagens filmadas, uma vez e outra.

 

Do árbitro. Boa actuação de Cláudio Pereira, aplicando o chamado critério largo, sem interromper continuamente o jogo para atender a faltas e faltinhas.

 

Das faixas de apoio em Alvalade. Numa lia-se «Fica, Amorim». Noutra - da Juventude Leonina - era possível ler-se: «Eu quero ser campeão outra vez». Esta irá cumprir-se. Resta ver se o mesmo acontecerá com a primeira.

 

Da regularidade leonina. Não perdemos na Liga desde 9 de Dezembro - precisamente a data da derrota no estádio D. Afonso Henriques. De então para cá, 16 vitórias e um empate. Uma série espantosa, digna de prolongado aplauso. No total, até agora, em 30 desafios vencemos 26. Um dos nossos melhores registos de todos os tempos.

 

De já termos marcado 131 golos em 2023/2024. Destes, 86 foram na Liga. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. Temos agora mais 22 do que o Benfica e mais 32 do que o FC Porto. Diferença impressionante. Melhor ainda: há 77 anos (desde os Cinco Violinos) que não marcávamos tantos golos numa temporada.

 

Dos 80 pontos já conquistados. Ainda podemos obter 92 - marca absolutamente inédita no futebol português. Vamos agora com mais 18 do que os portistas e mais dez, à condição, do que os encarnados. A quatro jornadas do fim. Faltam-nos duas vitórias nestas quatro rondas para levantarmos o caneco mais cobiçado do futebol português.

 

De ver o Sporting sempre a fazer golos. Cumprimos o 17.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com oito triunfos seguidos. 

 

Da nossa 25.ª vitória consecutiva em casa na Liga. Alvalade é talismã para a equipa desde a época passada. Fizemos o pleno no campeonato em curso, até agora com folha limpa. E registamos 15 triunfos nos 15 desafios disputados como anfitriões na Liga 2023/2024. Nunca tinha acontecido nada semelhante desde que o nosso actual estádio foi inaugurado, em 2003.

 

 

Não gostei

 

De termos demorado desta vez meia hora para marcar. Já não estávamos habituados a tanta espera. 

 

Da fraca réplica do V. Guimarães. O treinador Álvaro Pacheco montou a equipa num hiperdefensivo sistema 5-4-1 que permitiu trancar as vias de acesso à sua baliza durante 30 minutos. Mas quando a muralha ruiu o treinador foi incapaz de um golpe de asa que lhe permitisse contrariar a óbvia superioridade do Sporting. Nem parecia a mesma equipa que venceu o FCP fora (1-2) e empatou com o Benfica em casa (2-2). Também nada ajudou o facto de ter mantido fora do onze, até ao minuto 59, o seu melhor jogador, Jota Silva. Não me importaria nada de o ver de Leão ao peito na próxima época.

 

Da ausência de Diomande, a cumprir castigo. Mas St. Juste deu conta do recado, com actuação irrepreensível como central à direita, atento às dobras a Geny, que actuou quase sempre como extremo. Comprovando assim que este Sporting tem várias soluções no banco.

 

Do descuido de Israel. Manteve as redes intactas neste seu oitavo jogo a titular no campeonato. Mas saiu muito mal da baliza aos 32', abalroando Afonso Freitas em lance que poderia ter valido um penálti à equipa visitantes. Felizmente o ala vitoriano estava fora-de-jogo, forçando a anulação de toda a jogada.

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «Agora o caminho tem que ser de aposta continuada e de persistência. Não é tempo de aumentar orçamentos. É tempo de continuar a fazer o nosso caminho e lutar. Com muito esforço, pois na nossa casa nada nos cai do céu, com muito orgulho em cada sportinguista e com a certeza de que agora temos um clube bem gerido.»

 

Duarte Fonseca: «Sem qualquer desprimor pelos actuais jogadores do plantel, mas apenas numa lógica de reforço da equipa para a próxima época (mesmo sendo um pouco cedo), elenco os jogadores do nosso campeonato que considero terem qualidade para jogar no Sporting e que julgo poderem ser contratados a preços razoáveis: Yohan Tavares - Estoril; Evandro - Estoril; Danilo Pereira - Marítimo. Qualquer um deles viria acrescentar qualidade ao nosso plantel, até porque se afigura complicada a tarefa de evitar a saída de alguns jogadores.»

 

Filipe Moura: «Em Lisboa, festejam no Marquês de Pombal. No Porto, na Rotunda da Boavista. Será que eles conseguem festejar sem ser na presença de um leão?»

 

Pedro Oliveira: «Há a ideia que os campeonatos não se ganham nos confrontos entre os grandes. Já o meu avô dizia: "Pedro, não é nos jogos com o Porto (o Porto nessa altura contava pouco) nem com o Benfica que perdemos ou ganhamos os campeonatos, os campeonatos ganham-se é com a CUF, com o Portimonense, com o Beira-Mar, com a União da Madeira, com esses é que não podemos perder pontos," Meu avô Jacinto tinha razão, mas não neste campeonato.»

Ordem de Mérito

São então já 48 jogos (36V, 7E, 5D) nas diferentes competições, e os rankings com base nas classificações dos três jornais desportivos são os seguintes:

Então temos:

1. Pontuação Total:

Pos         Jogador                NumJogos         Pts

Gyokeres 44 764
Hjulmand 44 703
Pedro Gonçalves 43 679
Nuno Santos 44 645
Gonçalo Inácio 43 627
Matheus Reis 44 589
Edwards 41 578
Trincão 42 595
Paulinho 41 571
10  Coates 38 569
11  Esgaio 43 545
12  Catamo 37 532
13  Morita 34 503
14  Daniel Bragança 40 494
15  Diomande 34 488
16  Adan 28 390
17  Quaresma 26 350
18  Israel 21 307
19  St.juste 16 215
20  Neto 13 120
21  Dário Essugo 10 103
22  Fresneda 8 74
23  Koindredi 5 46
24  Afonso Moreira 3 25
25  Pontelo 2 13
26  Mateus Fernandes 1 12
27  Nel 1 6
28  Tiago Ferreira 1 6

 

2. Desempenho médio:

Pos         Jogador                NumJogos         Méd.Pts

Gyokeres 17.4
Hjulmand 16.0
Pedro Gonçalves 15.8
Coates 15.0
Morita 14.8
Nuno Santos 14.7
Israel 14.6
Gonçalo Inácio 14.6
Catamo 14.4
10  Diomande 14.4
11  Trincão 14.2
12  Edwards 14.1
13  Adan 13.9
14  Paulinho 13.9
15  Quaresma 13.5
16  St.juste 13.4
17  Matheus Reis 13.4
18  Esgaio 12.7
19  Daniel Bragança 12.4
20  Mateus Fernandes 12.0
21  Dário Essugo 10.3
22  Fresneda 9.3
23  Neto 9.2
24  Koindredi 9.2
25  Afonso Moreira 8.3
26  Pontelo 6.5
27  Nel 6.0
28  Tiago Ferreira 6.0

 

3. Melhores em campo:

Jog                                            NumVezes

Gyokeres 18
Trincão 8
Hjulmand 7
Pedro Gonçalves 6
Edwards 6
Coates 5
Paulinho 4
Catamo 3
Bragança 2
Nuno Santos 2
Morita 2
12  Quaresma 1
12  Israel 1
12  Inácio 1
12  Diomande 1

 

4. Valores de mercado em M€ (TM):

Viktor Gyökeres 55.0
Gonçalo Inácio 40.0
Ousmane Diomande 40.0
Pedro Gonçalves 30.0
Morten Hjulmand 30.0
Marcus Edwards 25.0
Trincão 14.0
Hidemasa Morita 13.0
Nuno Santos 12.0
Iván Fresneda 11.0
Jerry St. Juste 8.0
Matheus Reis 8.0
Geny Catamo 8.0
Eduardo Quaresma 7.0
Paulinho 6.5
Daniel Bragança 5.0
Sebastián Coates  4.0
Ricardo Esgaio 3.5
Koba Koindredi 3.0
Franco Israel 2.5
Antonio Adán  0.8
Rafael Pontelo 0.7
João Muniz 0.5
Luís Neto 0.3

 

Que posso dizer destes números?

1. Um plantel curto e equilibrado como antecipei no princípio da época. Apenas 19 jogadores (com mais um ou outro com utilização residual) dão conta do recado, muitos a jogar em diferentes posições conforme os jogos.

2. Desses 19 que constituem a base do plantel, 5 foram formados em Alcochete.

3. Um plantel de tracção à frente, ao contrário das temporadas anteriores. Os avançados ocupam as primeiras posições dos rankings, o que faz sentido tendo em conta os golos marcados e sofridos pelo Sporting na época.

4. Dois dos melhores reforços de sempre, Gyökeres e Hjulmand. Chegaram, viram e venceram. 

5. Com a chegada de 2024, Trincão passou do 8 ao 80. 

6. Os estagiários estão lá ou passaram por lá a pensar na próxima época: Fresneda, Pontelo, Koindredi, Essugo, Mateus, Moreira, Muniz. O Neto toma conta deles.

 

Se isto não é uma excelente gestão dum plantel, não sei o que seja. Eu pelo menos não me lembro de melhor, e então quando se olha para o que acontece nos rivais, então é comparar a estrada da Beira com a beira da estrada. 

SL

Os tomates Di Maria

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Todos sabemos que tomates em castelhano são "huevos".

Di Maria pode ter ovos mas tem pouca pontaria, é-lhe mais fácil acertar com o punho direito no rosto de Pedro Gonçalves, que a onze metros de um buraco que tem 2,44 metros de altura e 7.32 metros de comprimento, colocar a bola lá dentro.

Foi a incompetência de Di Maria (e de António Silva) que colocou o Benfica fora da Europa.

Di Maria não é um tomateiro é um "bad egg".

Prognósticos antes do jogo

A jornada 30, para nós, tem pontapé de saída às 20.30 de amanhã. Recebemos o V. Guimarães. Objectivo: vingar a derrota sofrida frente à mesma equipa na primeira volta. Perdemos 2-3 - cortesia do árbitro João Pinheiro e do vídeo-árbitro Hugo Miguel, que "fabricaram" um penálti inexistente favorável aos vimaranenses punindo falta que Adán não cometeu.

Na época anterior, o jogo homólogo terminou 3-0: triunfo categórico das nossas cores. Com golos de Edwards (2) e Morita.

Agora como será? Aguardo os vossos prognósticos.

Nós, há dez anos

 

Bernardo Pires de Lima: «Respeito quem o faz, mas eu nunca dei os parabéns a qualquer vencedor do campeonato que não ao Sporting Clube de Portugal, e não vai ser agora que vou abrir uma excepção. Muito menos agora. Não sou hipócrita e não gosto das vitórias dos outros nem cá nem lá fora. Não tenho qualquer tique de desportivismo, abomino o fair play no futebol, mas amo a rivalidade com o clube do outro lado da segunda circular. Jamais contribuirei para que ela desapareça. Como é evidente, não festejo segundos lugares. Até porque fomos gamados na liga, na taça e na taça da liga. O resto é conversa de lampiões.»

 

José Manuel Barroso: «E entrámos assim no ano novo! O que nos levará à Champions e à assunção explícita de candidatos ao título. Não podia deixar de o ser, num clube como o nosso. Poucos acreditavam que seria tão rápido, mas o certo é que foi - mérito ao novos dirigentes. Na temporada que aí vem, já não iremos olhar para trás e ver um longínquo sétimo lugar e uma ausência de provas europeias - tudo o que fosse melhor, até às competições da UEFA ou ao terceiro lugar, seria mesmo melhor. Agora voltamos ao antigamente. Não ao antigamente da montanha russa das deceções, mas sim ao antigamente da exigência realista ou irrealista de sócios e de adeptos. Agora, que fomos segundos e que participaremos na Champions, o meu contentamento mistura-se com a memória. Aquele receia esta. Vamos passar da exigência do pouco para a exigência do tudo?»

 

Luciano Amaral: «Sabemos como fomos eliminados das taças (de Portugal e da Liga). Tratam-nos como se fôssemos uma espécie de Arouca. Não percebem que a passagem do horror do ano passado (o culminar de uma longa e triste série) para o comportamento digno deste ano só é possível num clube com uma grande força social. Não vamos ganhar a Champions para o ano e não sei se vamos ganhar alguma coisa, mas voltámos a pôr o pé numa porta que muita gente julgou se tinha fechado de vez para nós. Que muita gente quis fechar, aliás. Foi isso que fizemos este ano. É muito? É pouco? É o princípio de tudo.»

 

Eu: «O essencial ficou cumprido. O Sporting regressa ao pódio do futebol português, de onde nunca deveria ter saído - sobretudo da forma como saiu, por demérito próprio. O encaixe financeiro que nos é proporcionado pelo acesso directo à Liga dos Campeões será essencial na preparação da próxima época. Agora há que renovar quanto antes com Leonardo Jardim. E fazer tudo para não deixar sair os nossos três baluartes: Rui Patrício, William Carvalho e Adrien Silva. São prioridades imediatas para Bruno de Carvalho.»

A voz do leitor

«Um conselho ao Liverpool: se querem um treinador português vão buscar o Sérgio Conceição, que é tricampeão e pessoa com excelente feitio, capaz de levar um "colorido" especial à Premier League, um verdadeiro upgrade. Deixem o "aprendiz" de treinador mais um aninhos em Alvalade que a maior parte dos sportinguistas não se importa.»

 

Carlos Falcão, neste meu texto

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 36 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys, Rio Ave, Benfica, Farense, Arouca, Boavista, Boavista, Boavista)

Paulinho 18 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela, Atalanta, Boavista, Boavista, Estrela da Amadora, Benfica)

Pedro Gonçalves 17 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense, Benfica, Farense, Atalanta, Famalicão)

Trincão 9 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga, Gil Vicente, Gil Vicente)

Nuno Santos 7 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga, Boavista, Estrela da Amadora)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 6 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Rio Ave)

Geny 6 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia, Arouca, Benfica, Benfica)

Daniel Bragança 5 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga, Farense)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Morten 4 (Moreirense, Rio Ave, Arouca, Benfica)

Diomande 3 (Moreirense, Sturm Graz, Gil Vicente)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Andrew 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

No rumo certo

A época desportiva no que ao futebol diz respeito encaminha-se a passos largos para a recta final. A 26 de Maio tudo estará resolvido e todos esperamos que seja com mais uma grande alegria.

A equipa chega ao jogo de domingo com o V. Guimarães com 36V, 7E e 5D e um registo impressionante em termos de golos marcados. Mas chega também com o reconhecimento do melhor futebol praticado em Portugal durante a época, e em termos do clube desde há muito tempo. 

Foram cinco as derrotas que o Sporting registou. Duas com o Atalanta que acabou de eliminar o Liverpool, uma com o Benfica na Luz nos segundos finais quando estava a jogar com menos um, uma com o Braga para a Taça da Liga num dia de muito pouca sorte, e outra exactamente com o próximo adversário, num jogo em que o Pinheiro inclinou o campo. Os jogos com a Atalanta foram aqueles em que a equipa abanou mais, mesmo tendo oportunidades para resultados diferentes, o que muito se deveu à superior envergadura física dos italianos.

Por tudo isto, treinador e jogadores merecem o maior respeito dos Sportinguistas. O desempenho desta equipa não tem comparação possível com as do passado mais próximo ou até mais afastado, e todos (mesmo os menos dotados) os jogadores têm sido importantes. Nem o treinador tem comparação possível com outros que o antecederam e ou ganharam e pouco ficaram, ou ficaram mais tempo e pouco ganharam.

Rúben Amorim recebeu um plantel desfeito pelas repercussões do assalto a Alcochete que soube reconstruir e potenciar, desportiva e financeiramente. Quando sair deixará o futebol do Sporting incomparavelmente mais forte do que o recebeu, e incluo aqui o talento espalhado pelas equipas B, sub23 e empréstimos.

 

O sucesso deste Sporting tem muito a ver com estabilidade e um balneário coeso liderado por um núcleo duro de homens como Coates, Neto e Adán que acomoda e suporta os jovens da formação e os craques contratados. Quando Slimani, por alguma razão, entendeu diferente não teve hipótese. 

Será muito por aqui que o Sporting terá de continuar: estabilidade em termos de liderança, estabilidade em termos de plantel, lançamento de dois ou três jovens por época e contratações cirúrgicas de jogadores diferenciados, técnica e fisicamente. 

Isso é tão mais importante quando sabemos que os últimos 50 anos do Sporting. Com João Rocha e os outros que lhe sucederam aconteceu tudo menos isso: rodízio de treinadores, plantéis ganhadores desfeitos, referências de balneário a sair pela porta dos fundos, "maçãs podres", "toupeiras" e "cromos da bola" no balneário, cheques e vassouras, autocarros de reforços,  etc, etc, etc. 

 

Quando olhamos para os dois rivais e para a sua desorientação actual, muito por culpa pela fraqueza por diferentes motivos das suas lideranças, sentimos que o Sporting tem no momento uma oportunidade de ouro para se destacar no futebol português, conquistando títulos e frequentando a Champions.

Para isso, o "Fica Amorim" é tremendamente importante, mesmo que não dependa dele a saída mas das propostas firmes que tiver, sabendo-se que algumas, a existirem, serão sempre irrecusáveis. E o Sporting nunca poderá ficar dependente dum treinador mas sim do rumo traçado, sempre enfrentando ondas e dificuldades e combatendo as almas penadas que por aí andam e que não suportam este Sporting que deixou de ser o deles.

Domingo, mais uma vez, Alvalade cheio para apoiar a equipa rumo à dobradinha. Depois, em todos os estádios onde formos jogar, também. Vamos conseguir!!!

SL

Valeu a pena esperar mais de dois meses

Famalicão, 0 - Sporting, 1

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Daniel Bragança felicita Pedro Gonçalves mal o transmontano marcou o golo que valeu a vitória

Foto: Estela Silva / Lusa

 

Mais vale tarde que nunca. Na terça-feira lá se realizou enfim o Famalicão-Sporting, referente à 20.ª jornada desta Liga que já teve 29 rondas completas. Um desafio que devia ter ocorrido a 3 de Fevereiro mas ficou adiado para 16 de Abril devido a falta de policiamento. 

Valeu a pena esperar? Sim. Porque vencemos. Com alguma dificuldade, convém reconhecer, mas sem a menor dúvida quanto ao desfecho. Porque o Sporting foi superior, dominou sempre, teve três oportunidades de golo contra nenhuma da turma anfitriã e confirmou - para quem tivesse dúvidas - que é a melhor equipa a competir nesta Liga 2023/2024.

 

Vitória construída bem cedo, logo aos 20'. Por aquele que foi o herói leonino da conquista do título em 2021: Pedro Gonçalves, superiormente servido por Trincão, num golo marcado bem ao seu estilo, mais em jeito do que em força, desfeiteando o guarda-redes Luiz Júnior, um dos melhores que actuam nos estádios portugueses. Marcou sem festejar, gesto bonito: não esquece que jogou pelo Famalicão antes de rumar a Alvalade.

Foi quanto bastou. Com este desfecho tão positivo para as nossas cores, chegamos aos 77 pontos quando ainda faltam disputar cinco rondas do campeonato. O melhor registo de sempre no Sporting. Desde que os triunfos passaram a valer três pontos, só duas vezes atingimos a liderança isolada, com dois ou mais pontos de vantagem sobre o segundo da tabela. Anteriormente havia ocorrido também sob a batuta de Rúben Amorim, em 2020/2021: tínhamos 73 pontos à 29.ª jornada.

 

Única marca digna de registo? Não. Há outra, tanto ou mais significativa: nunca o Sporting tinha obtido 25 vitórias em 29 jogos da principal prova oficial do futebol português. Número assombroso, impressionante. Tornado possível porque vencemos 15 dos 16 desafios mais recentes que disputámos.

O golo madrugador de Pedro Gonçalves confirmou o que já se esperava: temos acesso garantido à próxima Liga dos Campeões. Seja por entrada directa na fase de grupos, seja por ingresso na pré-eliminatória da prova máxima do desporto-rei a nível de clubes. O FC Porto, num distante terceiro posto, deixou de ter hipótese de lá chegar.

Como haveria de ter se até agora apenas conseguiu marcar 53 golos no campeonato? Menos 31 do que o Sporting, algo que não tem sido devidamente valorizado pelos adeptos leoninos. Mas devia: com 128 já apontados no conjunto das competições, ocupamos agora o segundo lugar entre as equipas que participam nos principais campeonatos europeus. À frente do Liverpool (127) e só atrás do Fenerbahce (132).

 

Rúben Amorim, enfrentando a mesma equipa que dias antes impusera um empate (2-2) ao FC Porto no estádio do Dragão, arriscou - e viu-se recompensado. Apostou em dois alas com características muito ofensivas em simultâneo: Nuno Santos à esquerda, com Matheus Reis ausente por lesão, e Geny à direita, quase sem nunca recuar da linha do meio-campo. O moçambicano actuou praticamente como um extremo. 

Resultou, claro. Sem margem para dúvidas. O Sporting dominou por completo o desafio na primeira parte e mesmo quando recuou um pouco no terreno na etapa complementar, concedendo alguma iniciativa atacante ao adversário, nunca perdeu o controlo das operações. Bem posicionado em campo, exibindo superiores argumentos técnicos e tácticos. 

 

Em suma: mandámos no jogo.

E o Famalicão obedeceu, verdadeiramente sem uma oportunidade de golo. Nem parecia a mesma equipa que tinha silenciado o FCP no Dragão. Nem parecia o emblema que segue em oitavo no campeonato, mais próximo da liderança do que dos lugares de descida.

Dois dos nossos três jogadores amarelados nesta partida, Diomande e Esgaio, falharão o jogo seguinte, contra o Guimarães. É quase irrelevante. Porque nesta equipa treinada por Rúben Amorim o todo é sempre mais vasto do que a mera soma das partes.

A superioridade do Sporting também se mede nisto. Para alegria de todos nós.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Sem uma defesa digna desse nome em toda a primeira parte. Saiu muito bem da baliza, aos 86', anulando um lance ofensivo perigoso. Segundo jogo seguido sem sofrer golos.

Diomande - Elo mais fraco da defesa. Viu o amarelo aos 41', por uma falta absolutamente escusada. Logo a seguir fez outra que lhe poderia ter valido expulsão. Não regressou do intervalo.

Coates - Com o brilhantismo habitual, venceu quase todos os duelos com Cádiz, o artilheiro do Famalicão. Imperou no jogo aéreo. Precioso corte aos 90', anulando ataque de Nathan.

Gonçalo Inácio - Competente na dobra a Nuno Santos, permitindo-lhe avançar na ala. Mas atravessa um período com menos brilhantismo. Acontece aos melhores. 

Geny - Voltou a criar desequilíbrios lá na frente: o treinador mandou-o actuar como extremo direito. Ele foi mantendo a defesa em sentido. Desta vez longe das suas melhores exibições.

Morten - Regressou ao onze após ausência por castigo. Incansável na pressão ao portador da bola, nunca deu descanso ao Famalicão. Oito recuperações, quatro desarmes.

Daniel Bragança - Momentos de brilhantismo a ligar sectores. Esteve a centímetros de marcar grande golo, aos 13': a bola embateu na barra. Bom também nos momentos defensivos.

Nuno Santos - Tal como Gonçalo, também não atravessa o seu melhor período. Incapaz de fazer a diferença no capítulo do passe avançado. Atirou muito ao lado (67') e muito por cima (70').

Pedro Gonçalves - Para mim, o melhor em campo. Sem o golo que marcou aos 20', não teríamos conquistado os três pontos. Carregado em falta na grande área aos 24': devia ter sido penálti.

Trincão - Protagonizou alguns dos melhores momentos da nossa equipa. Assistiu Pedro Gonçalves no golo. Grandes lances individuais aos 40', 73' e 81'. 

Gyökeres - Quinto jogo seguido sem marcar: nem parece ele. Mas tentou bastante, mesmo policiado por Riccieli. E foi ele a iniciar o lance colectivo de que resultou o golo do Sporting. 

Eduardo Quaresma - Fez toda a segunda parte, substituindo Diomande. Sem comprometer a segurança defensiva. Corte perfeito aos 55', anulando Chiquinho.

Morita - Entrou aos 68', rendendo Daniel Bragança. Evidenciou segurança de passe, como nos vem habituando. Esteve muito perto de marcar, aos 73', a passe de Trincão.

Paulinho - Rendeu Pedro Gonçalves aos 68'. Demasiado discreto, quando a equipa já se preocupava sobretudo em segurar a bola. Falhou emenda a cruzamento de Nuno Santos (81').

Esgaio - Em campo desde o minuto 68, quando rendeu Geny, consolidando uma linha de quatro lá atrás. Primeiro à direita, depois à esquerda. Viu amarelo por cotovelada aos 74'.

Fresneda - Substituiu Nuno Santos aos 86'. Ainda chegou a tempo de protagonizar um corte importante.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O meu campeonato acabou hoje. Não falimos, não. Não ficámos em sétimo, não. Não ficámos à beira da extinção, não. Ainda cá estamos e estamos mais fortes do que estávamos esta tarde antes do jogo com o Belenenses. O terceiro lugar era bom e ficámos em segundo. Acabar a época com dignidade era bom e terminámos antes de tempo. O meu campeonato acabou hoje. Sim, hoje só penso na Liga dos Campeões. Sim, hoje só penso no reforço do plantel. Amanhã, não: amanhã quero as derrotas do Benfica e a desejável fragmentação do Porto. Amanhã, penso neles. Hoje, não.»

 

José da Xã: «Hoje, dia 19, o meu filho mais velho, Miguel de seu nome, fez 27 anos. Desejou como prenda ir ao futebol ver o Sporting ao Restelo. Como achei que sozinho também não valia... eis que 4 leões (eu, o infante mais velho, o mais novo, mais um sobrinho) e uma leoa (a namorada do mais velho) partiram esta tarde para Belém em busca dos nossos lugares para ver o jogo. (...) O Miguel ficou feliz com a prenda que a equipa do Sporting lhe ofereceu: a vitória. O jovem merece!»

 

Eu: «Gostei da entrada directa na Liga dos Campeões. Esta vitória contra o Belenenses coloca o Sporting com 66 pontos, permitindo-nos carimbar já, a duas jornadas do fim do campeonato, o passaporte para a prova máxima do futebol europeu que nos garante de imediato uma receita de 8,6 milhões de euros. Cinco anos depois da nossa última presença na liga milionária.»

A voz da leitora

«Tenho 21 anos e não sei como fazer muito bem isto porque no último campeonato que ganhámos estava a decorrer uma pandemia… Hipoteticamente (e espero bem que sim), se ganharmos o campeonato daqui a três jogos (com três vitórias) a celebração do título no Marquês com a equipa e a taça é feita nesse dia (possivelmente no dia do jogo Sporting-Portimonense) ou apenas no último jogo da época apesar de já termos ganho o título matematicamente antes?»

 

Raquel Castro, neste meu texto

O melhor da festa é esperar por ela

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Para os sportinguistas, o momento actual não deve ser de angústia nem de ansiedade, mas de celebração. A cada jogo, a cada exibição, a cada vitória nossa. Já somamos 25 em 29 jornadas - números inéditos na história do futebol leonino.

A cinco jornadas do fim, garantimos presença na próxima edição da Liga dos Campeões - ou com entrada directa na fase de grupos ou com passagem pela pré-eliminatória. Estamos a um curto passo de vencer o campeonato nacional pela segunda vez nesta década que ainda nem vai a meio. E a dobradinha está ao nosso alcance - meta que não atingimos desde 2002.

Alguns adeptos vão dizendo: «Nem consigo ver os jogos por causa dos nervos.» Outros quase imploram: «Gostava que tudo já tivesse acabado.»

Mas acabado porquê se está a ser tão bom? Os prazeres devem ser prolongados, não abreviados.

E recusar ver os jogos porquê se esta é uma das nossas melhores equipas de sempre? Para um dia dizerem aos netos que nunca a viram?

Não esperem que eu seja assim. Estou na margem oposta. A acompanhar tudo, a vibrar com tudo. E a usufruir o mais possível da classe e da categoria destes jogadores em campo. Eles merecem o nosso apoio incondicional, o nosso aplauso caloroso. O melhor da festa, muitas vezes, é esperar por ela.

A voz do leitor

«Independentemente da componente prestígio que está associada a uma campanha de algum relevo, seja na Liga dos Campeões, seja na Liga Europa, presumo que é consensual que, se houver que escolher as fichas para apostar, a escolha do campeonato é a mais sensata e, acima de tudo, aquela que convence o maior número de sportinguistas.»

 

António Goes de Andrade, neste meu texto

Pódio: Trincão, Morten, Daniel Bragança

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Famalicão-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Trincão: 18

Morten: 18

Daniel Bragança: 17

Pedro Gonçalves: 17

Coates: 17

Geny: 16

Eduardo Quaresma: 15

Gonçalo Inácio: 15

Gyökeres: 15

Nuno Santos: 14

Israel: 14

Morita: 13

Esgaio: 11

Diomande: 12

Paulinho: 11

Fresneda: 6

 

O Record e A Bola elegeram Trincão como melhor em campo. O Jogo optou por Daniel Bragança.

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