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És a nossa Fé!

Suicídio colectivo

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Mais do que a ruinosa preparação da época 2019-2020 - para a qual não há responsáveis (Viana?), apenas desculpas - continuar a achar que pode acabar com a JL e DUXXI é, para mim, o mais lamentável desta presidência. Volto a dizer: um líder hábil nunca teria deixado as coisas chegar a este ponto. 

Será que FV pensa que acabando com estas duas claques terá paz no clube? Será mesmo possível que isso lhe passe pela cabeça? Pode alguém estar tão distante da realidade do clube onde está há tantos anos? 

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória, arrancada a ferros. Conseguimos o mais importante: garantir os três pontos. Esta noite, em Alvalade, frente a um Belenenses SAD que foi claramente superior na primeira parte e chegou ao fim com mais posse de bola. Valeu-nos o inconformismo dos raros jogadores que demonstram inegável qualidade neste plantel leonino. Com destaque para Vietto, autor dos dois golos que serviram ainda em tempo útil para sacudir o triste torpor que tolheu a nossa equipa durante mais de uma hora em campo.

 

Do golão do argentino. Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade. Seis minutos depois, repetiu a dose, a centro de Bolasie: foi um golo menos artístico mas confirmou Vietto como melhor em campo. E ainda podia ter marcado mais dois.

 

De Bolasie. Nem sempre actua com a elegância que os mais exigentes desejariam. Mas é esforçado e não desiste de um lance, mostrando aos companheiros como é que se faz. Foi influente nos dois golos leoninos, exibindo-se como um verdadeiro extremo direito - algo que nos faltou na outra ala - onde rende mais do que diante da baliza.

 

Das mudanças operadas por Silas durante o jogo. Frente ao iminente naufrágio que se avizinhava, e que suscitava protestos bem audíveis no estádio, o técnico mexeu bem na equipa, desmanchando o 3-5-2 inicial e fazendo-a alinhar em 4-3-3. Mandou sair Neto logo aos 33', trocando-o por Camacho, que enfim pôde demonstrar um pouco o que realmente vale perante o público de Alvalade. Ao intervalo, deixou Rodrigo Fernandes no balneário, mandando entrar Idrissa Doumbia - uma opção algo cruel para o jovem formado na Academia de Alcochete, em estreia como titular na equipa principal, mas indispensável para conferir dinâmica e capacidade de iniciativa ao nosso meio-campo. Enfim, aos 66', trocou o apático Eduardo por Luiz Phellype. No conjunto, foram mudanças que funcionaram: Bruno, mais desimpedido de movimentos, pôde enfim pôr a bola a circular e Vietto passou a jogar de trás para a frente em rotação da ala para o centro, como prefere. Com todas as suas limitações, que são bem evidentes, o técnico que veio do Belenenses SAD pode gabar-se de ter vencido sete dos nove jogos disputados pelo Sporting sob o seu comando. Mas precisa de não inventar tanto: tem de pôr Vietto a 10, recuar Bruno para o eixo de construção, colocar sempre um avançado de referência na área e apenas um médio defensivo.

 

De não termos sofrido golos. Do mal o menos: o processo defensivo, com Silas, parece mais consolidado. Pelo segundo jogo consecutivo, com um intervalo de três dias, mantemos as nossas redes intactas.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu dois pontos nesta ronda, empatando em casa com o Moreirense: separa-nos agora quatro pontos. E vimos o V. Guimarães - derrotado no seu estádio pelo Braga - ficar lá mais para baixo. Boas notícias, apesar de tudo.

 

 

Não gostei

 
 

Da miserável primeira parte do Sporting. Espectáculo deprimente, indigno dos pergaminhos e da raça do Leão. Pontapé para trás, pontapé para o lado, devolução ao guarda-redes, alas entupidas, má circulação de bola, um festival de passes falhados mesmo a curta distância, charutadas de centrais sem categoria, como Ilori e Neto. Chegámos a actuar com os onze jogadores remetidos ao nosso meio-campo, como se estivéssemos a defender o zero-a-zero, em casa, frente ao 13.º classificado da Liga. Uma vergonha.

 

Do onze escalado por Silas. O técnico do Sporting - terceiro da temporada, quinto da era Varandas - voltou a mudar o sistema táctico no campeonato, replicando o que fizera entrar em campo na quinta-feira frente ao Rosenborg para a Liga Europa. Foi um rotundo falhanço, desde logo porque na prática os laterais não evoluíram no terreno, formando assim um bloco defensivo composto por cinco elementos aos quais se somavam dois médios muito posicionais. Dando assim liberdade de movimentos ao Belenenses SAD, que nesses 45 minutos iniciais foi a equipa mais acutilante e que dava mais mostras de querer vencer.

 

Que só estivéssemos 27 mil espectadores em Alvalade. Desta vez o jogo decorreu a horas decentes. Mas nem isso atraiu mais público. E a verdade é que muitos dos que ainda foram ao estádio acabaram por sair bastante antes do fim. Convencidos de que aquilo não merecia mais.

 

Da ausência de Acuña e Mathieu. Num plantel escasso em jogadores de classe, como é o do Sporting actual, o argentino e o francês - excluídos por lesão - fizeram muita falta. Nenhum dos seus substitutos em campo revelou sequer um mínimo de qualidade para ocupar aquelas posições. O que só confirma como esta equipa é desnivelada e foi formada sem atender às reais necessidades de um clube que aspira, no mínimo, a atingir um posto no campeonato que lhe permita o acesso à Liga dos Campeões.

 

De Borja. O colombiano vai demonstrando, de jogo para jogo, que foi uma contratação falhada. Não reúne qualidades mínimas para ser titular de uma equipa com as aspirações do Sporting. Débil a defender, tímido a atacar, sem atributos técnicos que o recomendem, voltou a ter uma exibição péssima. E continua a intrigar-me como é que consegue ser internacional pela selecção do seu país.

 

Dos assobios aos jogadores. Estavam decorridos só 14 minutos e já Renan era alvo de sonoras vaias, oriundas sobretudo da curva sul. Pouco depois eram outros a ser brindados com as mesmas manifestações de "carinho" vindas das bancadas. Este péssimo hábito, recente em Alvalade, só pode enervar e desconcentrar os profissionais leoninos, não os ajudando em nada. Como se a equipa jogasse fora na própria casa. Pior só os insultos que do mesmo sector visaram o presidente do Sporting, à meia hora de jogo. Uma vez mais, estes gritinhos voltaram a ser abafados por estrondosos assobios da maioria dos sócios presentes nas bancadas, em evidente repúdio pela javardice das franjas mais extremistas da Juve Leo.

 

Foto minha, esta noite, em Alvalade

O golpe de asa do speaker

Se há lugar que temos bem preenchido é o de speaker. Então agora com o PA* novo o homem ouve-se em Cacilhas...

A coisa na primeira parte não estava a correr. Nem bem, nem mal, não estava a correr mesmo, que eles era só com três velocidades: Devagar, devagarinho e parado e quando lá por baixo de mim começaram com aquela cantoria do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" foi quando ouvi algum sonzinho vindo da central, umas assobiadelas lá para os de baixo de mim, que para os marmanjos que se arrastavam em campo nem uma palminha e um "vaz'mbora!" Pronto, justiça seja feita, lá para a segunda parte, quando um dos do falso Belém se espojou junto à linha lateral a imitar os nossos, trataram de o assobiar quase com tantos decibéis como o do PA* novo e ao árbitro por tabela.

O golpe de asa do speaker aconteceu ao intervalo quando, certamente a recado de Varandas que de futebol percebe o homem, através do novo PA*, se virou para as bancadas e perguntou, alto e bom som "quem é que aí nas bancadas já jogou à bola?" e logo duas ou três centenas de barrigudos e outros menos se levantaram das cadeiras, pensando que iam ser convocados para um jogo das velhas guardas. Estavam redondamente enganados, como se viu na segunda parte quando entraram em campo já depois de nos terem rebentado com os ouvidos com mais uma exibição do PA* novo, que se não ultrapassou os 100 dB pouco faltou. Demoraram algum tempo a começar a carburar, mas não é que ali em dez minutos, entre os 70 e 80 deram uma lição de bola aos coxos que começaram o jogo? Marcaram dois golos e poderiam ter marcado outros dois pelo mesmo rapaz que nos seus tempos áureos foi ponta-de-lança (atenção Varandas, agarra este!) no Grupo Desportivo de Matrena. Claro que no final as barriguinhas falaram mais forte e os últimos dez minutos foram a um ritmo mais lento, mas mesmo assim meteram num chinelo as aventesmas que se arrastaram agonizantes na primeira parte.

E foram os responsáveis por não haver mais uma faustosa exibição do PA* no final do jogo, que a malta do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" ficou sem munições, pelo menos por hoje...

E livraram o Pedro Correia da chatice de ir à Câmara de Lisboa,  fazer queixa daquela barulheira infernal que me ia rebentando com os tímpanos logo a seguir ao intervalo. "Ná-via" necessidade, porque toda a gente via que com aqueles onze que entraram na segunda parte, aquilo eram favas contadas. Eheh

 

*PA: palavras em inglatónico para aparelhagem de som, mas eu às vezes gosto de dar uma de cagão e mostrar à malta que sou erudito...

Temos jogadores que não percebem... o treinador

" A tática não estava errada e se tivesse mais tempo continuaria a apostar nesse sistema. A estratégia não estava errada, os movimentos é que estavam. Os jogadores é que não perceberam"

                                                                                                            Declarações de Silas no final do jogo

 

Estas declarações revelam finalmente o problema que temos no Sporting. Temos jogadores que não percebem o treinador e que o mesmo não tem tempo de trabalhar.

Tenhamos paciência para aturar tudo isto!!!

Obrigadinho à gerência pela apatia

Como estaria a minha tensão arterial após este vexame chamado primeira parte do Sporting-Belenenses SAD se não fosse a apatia que a miserável gestão do futebol leonino conseguiu incutir-me?

Suponho que devo agradecer a Frederico Varandas e à estrutura que construiu este plantel, hoje aliviado de dois dos quatro jogadores que restam com inquestionável dimensão daquilo que deve ser o futebol do Sporting. Sofri pouco ao observar aqui deste meu lugar no topo do segundo anel aqueles 11 cavalheiros a verem o adversário jogar. Alguns dos nossos - Ilori e Borja, Rodrigo Fernandes e Eduardo - aparentam nem sequer se conhecerem, tamanha é a descoordenação entre eles.

Espero que o esforçado e caótico Silas tenha seguido o exemplo de Bruno Lage, dizendo aos jogadores que vai ser pai para os motivar. Talvez se disser que vai ter trigémeos...

 

Reguardando os chiffres, 10

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- Acredite em mim! As pessoas não valem o trabalhão que temos para elas pensarem bem de nós... São estúpidas!... Elas é que exigem que adoptemos ares virtuosos, e afinal é a ver quem faz mais batota

Na análise à jornada 9 escrevi isto: No final da jornada dez veremos como estamos, podemos ficar mais perto dos da frente, também, podemos ser ultrapassados pelo Boavista, é necessário cabeça e que os jogadores saibam o que vão fazer para dentro do campo.

Sabemos o que aconteceu. Quando a cabeça não tem juízo a pontuação é que paga, eu tinha sido claro: é necessário cabeça, tivemos na Noruega a cabeça que nos faltou em Tondela.

Na jornada passada, a brincar, a brincar, perdemos 10 pontos, os três que perdemos na realidade, três para o Porto, três para o Benfica e um para o Famalicão. Nem tudo foi mau, o Boavista perdeu com o Vitória Sport Clube comandado pelo delegado ao jogo (cf. com braçadeira utilizada por Meyong, onde está a Associação de Treinadores quando precisamos dela?).

Destaques pela negativa na jornada 10; a fraca pontaria, em 8 jogos marcaram-se 12 golos, curiosamente, não houve empates a zero, houve dois 1-1, a ausência de vitórias das equipas forasteiras.

Destaque pela positiva a estreia do delegado Meyong a derrotar uma das poucas equipas invictas das ligas europeias, o Boavista.

Nesta jornada podemos encurtar distâncias para os da frente, vamos ver o que acontece no Boavista vs. Porto sem a escola de tango (um argentino é bom, quatro são uma escola de tango) e no Famalicão vs. Moreirense se empatarem 3-3 e nós vencermos a Torre de Belém ficamos só (só? até me custa escrever isto) a quatro pontos do Famalicão. É melhor olharmos para baixo, também, podemos ser ultrapassados por Vitória Sport Clube, Tondela e Boavista e terminarmos a jornada em sétimo (7, lá está, o número maldito). 

Poucochinho e o paizinho

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O poucochinho foi retirado do jornal (por assim dizer) A Bola de 2019.10.06, a segunda frase vem estampada no Record de hoje.

Para A Bola, o Benfica venceu em França.

Como sabemos o "poucochinho" refere-se a uma vitória segura*.

Bem, mas eu não queria escrever sobre a "vitória" do Benfica em França, quero escrever sobre o triunfo do Benfica que vestia de negro sobre o Benfica que vestia de vermelho.

O Benfica de vermelho adiantou-se no marcador com um excelente golo do Corvo (o Santa Clara está de parabéns pela iniciativa dos jogadores em vez dos nomes próprios, jogarem com os nomes das ilhas, boa promoção para o arquipélago açoriano), aquilo que vimos ontem nos Açores foi um bom jogo de futebol, bem disputado, bem arbitrado e com o sobrenatural a surgir no intervalo.

Sobrenatural? Perguntar-me-ão.

Sim, durante o intervalo, Lage reuniu os jogadores à volta duma mesa pé-de-galo e disse-lhes: "Eu vou ser pai, outra vez". É pá, não queiram saber, os jogadores ao ouvirem aquilo ficaram logo com uma motivação do caraças, foram para dentro do campo e venceram o jogo [ou isso ou umas vitaminas].

(Será que Lage não podia no intervalo do jogo com o Lyon ter proferido a frase mágica?).

Nós sportinguistas, infelizmente, sabemos bem o resultado que dá misturar a vida pessoal com a vida pública, devermos ser o único clube no mundo que passou imagens de uma ecografia nos ecrãs do estádio.

Os jogadores são para jogar, os treinadores para treinar e os jornalistas para contarem o que aconteceu, deixem de nos fazer de parvos, com justificações patéticas para as vitórias e com eufemismos nas derrotas, isto serve para todos os clubes, claro.

*Eu sei que muitas vezes se diz que por um se ganha e por um se perde. É verdade, no futebol é assim. Na política não é assim. É que a diferença faz muita diferença, na política. É que quem ganha por poucochinho é capaz de poucochinho. E o que nós temos de fazer não é poucochinho. O que nós temos de fazer é uma grande mudança in Diário de Notícias de 2014.07.12

A voz do leitor

«O Clube deve estar à escuta das críticas para pensar e agir melhorar. Devemos criticar o que entendemos que deve ser criticado na esperança de que as coisas evoluam para melhor. Lembro que esta direcção, tal como as anteriores, foi eleita pelos sócios. Como tal, tem toda a legitimidade para governar o Sporting. O nosso papel é ajudar com as nossas críticas e apoiar no estádio e fora dele.»

 

Orlando Marinho, neste meu postal

Armas e viscondes assinalados: O melhor ataque é a defesa

Rosenborg 0 - Sporting 2

 Europa - 4.ª Jornada da Fase de Grupos

7 de Novembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Regressa da Noruega com aquilo a que uma tradução selvagem chamaria um “lençol lavado” e deve a ausência de golos sofridos não só à profusão de colegas com missões defensivas e à incapacidade dos adversários para fazerem melhor. Sempre que foi chamado a intervir esteve mais do que à altura e na segunda parte fez defesas essenciais para impedir que o Rosenborg sonhasse com outro resultado.

Rosier (2,5)

Tem físico e até alguma velocidade, mas cada uma das suas exibições leva o contabilista viciado em Football Manager que vive em cada um de nós a calcular quanto custaria resgatar Cédric Soares ao Southampton. Até porque conviria ter um lateral-direito menos permeável em jogos em que haja menos de cinco defesas.

Neto (3,0)

A frase “Neto fez o cruzamento que deu origem ao primeiro golo” pode parecer tão indecifrável quanto uma profecia dos maias. Mas é a mais pura verdade e a assistência do central português, na ressaca de um canto cobrado por Bruno Fernandes, poderia ser apresentada como exemplo de trajectória de bola para os laterais do plantel. Nas missões defensivas esteve seguro, embora não se tenha esquecido de somar faltas disparatadas, vendo numa delas um cartão amarelo prematuro.

Coates (3,5)

Desbloqueou o jogo com uma cabeçada que não ficaria mal a Bas Dost e foi o esteio de uma defesa marcadamente superpovoada. O uruguaio fez uma exibição “à patrão” e ainda teve a sorte de ver um adversário rematar para os fiordes, estando a poucos metros da baliza de Renan, na única jogada em que se deixou ludibriar.

Tiago Ilori (2,5)

Graves problemas de coordenação com Borja potenciaram os moderados calafrios sentidos pelos sportinguistas na segunda parte. Mas nem algumas perdas de bola disparatadas tiveram efeitos irreversíveis no resultado.

 

Borja (2,0)

É interessante que tenha protagonizado a primeira jogada de perigo do ataque leonino, avançando pela ala esquerda até fazer um cruzamento que foi desviado para canto. Mas logo se apagou o engano ledo e cego, seguindo-se mais uma demonstração das limitações técnicas e tácticas que fazem do colombiano um corpo estranho no futebol leonino.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Voltou a ser o “pivot” bipolar do meio-campo do Sporting, tão capaz de fazer cortes e lançar de imediato o contra-ataque – assim nasceu o 0-2 de Bruno Fernandes – como de fazer toques disparatados que os adversários agradecem como se fossem pães quentes, ou neste caso bacalhaus secos.

 

Eduardo (2,0)

Wendel foi reabilitado e voltou a integrar a convocatória. No entanto, foi o seu compatriota a manter a titularidade no meio-campo, sem no entanto demonstrar valor suficiente para ser uma opção válida.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Parecia fadado para mais um jogo aquém das suas possibilidades, com várias tentativas de remate descalibradas, até que recebeu a bola de Idrissa Doumbia e fez o que quis dos adversários que encontrou pela frente. Prejudicado pelos esquemas tácticos experimentados por Silas, o capitão da equipa luta para voltar a dar nas vistas e os três tentos em quatro jogos permitem colocá-lo no grupo de perseguidores ao melhor marcador da Liga Europa.

 

Vietto (2,5)

Andou ligeiramente às aranhas enquanto um dos dois avançados móveis do sistema táctico engendrado por Silas. Melhor na segunda parte, foi carregado de forma escandalosa dentro da grande área do Rosenborg sem que a equipa de arbitragem desse conta. Poderia vingar-se da injustiça aproveitando melhor uma bola que interceptou na grande área contrária, mas em vez de fazer golo vingou-se acertando no nariz do guarda-redes, provocando-lhe uma hemorragia.

 

Bolasie (2,0)

Mais mexido e intervertido do que o colega de ataque na primeira parte do jogo, o franco-congolês também não conseguiu deixar marca. E quando saiu esgotara há algum tempo a sua vontade de fazeramigos, influenciar pessoas e trazer pontos para o Sporting e para Portugal.

Rafael Camacho (2,0)

Cerca de 20 minutos em campo permitiram-lhe fazer um remate em arco que saiu perto da baliza e algumas boas movimentações. Mas ainda se encontra a longa distância de justificar os milhões quero seu passe custou aos cofres do Sporting.

 

Rodrigo Fernandes (2,0)

Pouco tempo teve para demonstrar que é uma opção válida para o meio-campo. Certo é que em nada comprometeu, alimentando a ideia de que poderá ser uma alternativa válida a Doumbia.

 

Pedro Mendes (2,0)

Tentou repetir o golo marcado em Eindhoven, mas desta vez o remate potente e de fora da área passou ao lado. Para quem saltou do banco de suplentes aos 90 minutos...

 

Silas (3,0)

Louve-se-lhe a coragem de deixar em Lisboa dois dos quatro melhores jogadores do plantel – precavendo o cansaço muscular de Mathieu e o possíveli amarelo que afastaria Acuña da recepção ao PSV – e de deixar iioutrios dois muito razoáveis (Wendel e Luiz Phellype) a enregelarem no bancio de suplentes. E ainda a aposta num 5-3-2 que não só disfarçou as fragilidades defensivas da equipa como abriu espaços para que os raros jogadores mais adiantados no terreno pudessem fazer a sua arte. Com o Sporting agora na liderança do seu grupo da Liga Europa, necessitando apenas de uma vitória nos próximos dois jogos para seguir em frente. No outro prato da balança está o facto de o futebol do Sporting ainda estar a anos-luz do mínimo exigível a um candidato ao título

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

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Bruno Fernandes 9 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg)

Luiz Phellype 4 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira)

Coates 3 (Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Wendel 1 (Braga)

Vietto 1 (Famalicão)

Pedro Mendes 1 (PSV)

Bolasie 1 (Rosenborg)

Jesé 1 (V. Guimarães)

Acuña 1 (V. Guimarães)

A voz da leitora

«Para mim [Hugo] Viana e quem o lá pôs são os verdadeiros responsáveis de tudo isto. Solução ideal e fácil:
- Pedem desculpa.
- Um - Varandas - despede o outro - Viana - e despede-se a ele próprio da gestão do futebol profissional.
- Depois contrata um bom director desportivo que ponha ordem na casa e tenta levar o seu mandato até ao fim da melhor maneira.

Isto é que era de valor e teria de certeza o apoio maioritário dos sócios.»

 

Maria Inês, neste meu texto

A sabedoria dos velhos

Em muitas sociedades ser velho significa sabedoria, gente que fez e viveu muito, fez a sua síntese do melhor e pior que vivenciou e melhor do que os outros consegue distinguir o trigo do joio. Para além disso, não anda à procura de nada nem anda a pagar favores a ninguém e pode com a maior liberdade dizer o que vem à alma. 

Vem isto a propósito de duas intervenções de dois "velhos" esta semana sobre o nosso Sporting, onde tiveram em tempos papel relevante.

Disse Dias da Cunha à TSF (o "velho" do último título e dobradinha) sobre a presidência:

"... ser preciso dar tempo ao tempo", pois Frederico Varandas "pegou no Sporting em condições absolutamente desgraçadas... Mesmo assim, tem conseguido ultrapassar os problemas financeiros o que é espantosamente difícil ... eleições antecipadas estão fora de questão." E sobre a contestação "As pessoas cegam! Ou, então, pretendem cegar para arranjar condições para chegarem ao poder. Depois, há aqueles que aproveitam a contestação das claques porque ainda pensam no regresso do bronco. Isso é muito mau para o Sporting."

Disse Manuel José à RTP3 (o "velho" dos 7-1 ao Benfica que me deu um dos maiores prazeres que tive no futebol na bancada de Alvalade):

"... o departamento de scouting do clube de Alvalade deve ter problemas de consciência que nunca mais acabam... não me lembro duma equipa tão ruim em Alvalade como este ano... A atmosfera continua difícil. Se olharmos para este jogo, a segunda parte do Sporting, por amor de Deus, foi horrível! Tive de ver porque vinha para aqui, senão tinha mudado de canal, com tantos jogos que estavam dar na televisão. Esta história de jogar com três centrais, meus amigos, joguei oito anos assim no Al-Ahly, no Egipto, e quatro anos no Boavista. Quando o nosso defesa central ganhava a bola, se o adversário metesse cinco jogadores no ataque ele tinha de sair imediatamente a jogar e a defesa toda saía com ele, para pôr aqueles cinco jogadores, caso perdêssemos a bola, em fora de jogo. E o líbero subia para a posição dele. No Sporting o único que faz isso é o Mathieu. O Coates é muito bom a defender, mas quando tem bola, aquilo para ele é um objecto estranho, não sabe o que lhe fazer. Joga um futebol directo mas a bola não vai para ninguém, vai sempre para o adversário".

 

Pois, se calhar custa a ouvir e mais ainda custa a engolir para quem tem dono. Para quem o único dono é o Sporting, só tem mesmo de ouvir e reflectir...

 

Quem preferir ouvir o Pina ou o Pinotes, faça favor...

 

SL

Pódio: Coates, Bruno, Neto, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rosenborg-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Coates: 18

Bruno Fernandes: 17

Neto: 17

Renan: 17

Idrissa Doumbia: 16

Ilori: 16

Vietto: 16

Rosier: 15

Bolasie: 14

Borja: 14

Eduardo: 14

Camacho: 13

Pedro Mendes: 6

Rodrigo Fernandes: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram  Coates  como melhor em campo. O Record optou por  Bruno Fernandes.

A pedra angular do sistema

Ontem, durante a primeira parte do jogo com o Rosenborg, pareceu-me, finalmente, ter percebido qual a ideia de Silas para o jogo do Sporting. Confesso que o género de futebol assente na posse (no fundo o modelo que Guardiola desenvolveu, ao extremo, no Barcelona) não me fascina.

No entanto, se as ideias de Silas forem essas, ele precisa de, pelo menos, um jogador completamente diferente. Anda, pela nossa equipa, um moço (que quase aposto, deve ser uma simpatia) chamado Doumbia que, há-de ser, certamente, extraordinário a fazer imensas coisas, mas não claramente a jogar futebol. Ou, pelo menos, um futebol assente numa ideia de jogo que privilegia a posse de bola e a circulação. Doumbia tem evidentes carências técnicas e, devo confessar, quando estou a ver o Sporting, todas as vezes que o costa-marfinense toca na bola são para mim momentos de pânico e terror. 

Tudo isto para dizer o quê? A verdade é que no plantel do Sporting não há outro jogador com as características de Doumbia. De quem é a responsabilidade? Parece-me evidente que não é de Silas, mas antes da estrutura que lidera o futebol. Aliás, toda a má época que estamos a fazer é consequência de escolhas, em alguns casos, absurdas dessas mesmas pessoas. Quem achou possível fazer toda uma época com um único ponta-de-lança?

Promessa. Mais ou menos...

Por razões profissionais, não vi o jogo ontem.

Só lá por volta das 2.30h é que vi um pequeno resumo, que nem deu para perceber se se jogou bem ou mal, mas deu para ver o futuro ex-defesa central Coates aos poucos a redimir-se dos golos contra e mais um golaço de Bruno Fernandes.

O que interessa nestas competições são os pontinhos amealhados para seguir em frente e isso o Sporting fez com distinção. Se jogou mal ou bem, daqui a alguns meses só os viciados das estatísticas e do "contra" se lembrarão, porque o que ficará para a história será o resultado e esse não poderia ter sido melhor.

Já afirmei aqui milhentas vezes que pouco me importa a exibição se o resultado for a vitória, ainda que como espectador aprecie um futebol bem jogado e partidas bem disputadas.

Neste momento o Sporting precisa de vitórias para estabilizar como equipa e continuo a acreditar que podemos lá chegar com Silas, apesar de todas as deficiências que possa ter, e com um rearranjo do plantel em Janeiro. 

Já tenho muitas dúvidas se quem está acima terá a competência necessária para rearranjar o que quer que seja...

Bom, estamos em primeiro no grupo, com dois "à perna". Temos um dos dois jogos que faltam em casa e se o vencermos cumpriremos o objectivo, muito bom se assim acontecer.

Então lá vai a "coisa" do título: Como não vi e ganhámos, estou quase em prometer não ver os dois que faltam. Mais ou menos... que o bichinho é lixado.

Pontuação para a Europa

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Com a terceira vitória consecutiva na Liga Europa, frente ao Rosenberg na Noruega, o Sporting deu ontem um forte contributo para reforçar a pontuação de Portugal na classificação da UEFA por países.

Além da nossa equipa, só o Braga (vencendo também, no confronto em casa com o Besiktas) e o V. Guimarães (empatando com o Arsenal) proporcionaram pontos para o futebol português nesta ronda europeia.

Ao contrário do que aconteceu com Benfica e FC Porto, inapelavelmente derrotados. Por equipas que os catedráticos da bola, à partida, consideravam muito inferiores: o Lyon e o Glasgow Rangers.

Se são, não pareceram nada.

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

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