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És a nossa Fé!

A incompetência

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Poucos terão ainda alguma dúvida sobre se deverá cair esta direcção ou se deverá manter-se. E pouco me parece ser possível dizer a quem, ao fim deste tempo, ainda defende Bruno de Carvalho. Mas resta-me, para esses, uma questão: há muito que BdC e seus defensores clamam que o clube está a ser alvo de uma "cabala", de uma "campanha" adversa conduzida por inúmeros agentes. (Estes em cada vez maior número, pois à medida que as pessoas se foram afastando de BdC passaram a ser considerados integrantes dessa "campanha"). Tudo tem servido para difundir esse argumento, todas as insinuações. Factos nenhuns, mas insinuações bastantes. E isto não é uma questão de opinião (minha), é pura realidade: não se leu nem ouviu um único facto sobre essa "campanha". Ouvimos e lemos imensas insinuações. Normalmente as pessoas avisadas reflectem nisso, e ponderam o peso que as insinuações têm face à realidade dos factos conhecidos. Mas aceitemos, por agora e em abstracto, a existência dessa campanha. Adversa ao clube.

 

A minha questão é simples: se foi essa malévola campanha que conduziu o clube a esta situação terrível (desportiva, moral, económica, financeira) que competência mostrou esta direcção e o seu presidente para a combater? Que competência mostrou ao deixar o clube tão exposto à tão malvada campanha? É isto um líder competente?

 

Os indefectíveis de BdC dirão que o Sporting é muito apetecível e que não haveria modo de evitar a tal "campanha". Por esse mundo fora há dezenas de grandes clubes, centenas de médios clubes, milhares de pequenos clubes. Todos eles "apetecíveis" para alguém, associados, capitalistas, bancos, empresários, governos. Têm ouvido falar de muitas situações semelhantes? Que tenham chegado a este ponto? Clubes apetecíveis haverá muitos, mas têm direcções que os protegem de interesses ilegítimos. E no Sporting, que competência tem mostrado esta direcção na protecção do clube contra os tais "interesses" maldosos que são anunciados?

 

Insistirão, "as gentes do Sporting são únicas", conduziram o clube até aqui como em nenhum outro clube do mundo poderia acontecer. Será? Serão os sportinguistas os piores adeptos do mundo? Os que pior fazem ao próprio clube? Ok, aceitemos a hipótese. Insisto, que competência mostrou Bruno de Carvalho e a sua direcção face a essa característica horrível dos sportinguistas? Que deveriam conhecer, pois não só sportinguistas como na direcção há já 5 anos. Que competência mostraram para combater essa "auto-maldade" sportinguista? Que fizeram para evitar esta exposição do clube?

 

Caramba, será assim tão difícil perceber o grau de monumental desatino a que esta direcção chegou? As pessoas vivem numa outra realidade?

Acuso

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«O bárbaro ama o seu próprio orgulho e odeia, ou despreza, o orgulho dos outros.»

Karen Blixen, África Minha

 

 

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter criado o caldo de cultura que proporcionou os terríveis acontecimentos de Alcochete, que lesaram jogadores, técnicos, médicos e funcionários na sua integridade física e moral.

 

Acuso Bruno de Carvalho de chocante, grosseira e desprezível insensibilidade ao ter considerado "chato" o criminoso ataque de dezenas de facínoras de cara tapada ao sagrado reduto da Academia de Alcochete.

 

Acuso Bruno de Carvalho de neglicenciar o dever de proporcionar condições de segurança aos atletas leoninos, afectando dramaticamente a reputação do Sporting, com gravíssimas repercussões noticiosas a nível mundial.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter desvalorizado irresponsavelmente os jogadores, principais activos da SAD leonina, com vexatórias imputações ao desempenho destes profissionais que foi tornando públicas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter tolerado inadmissíveis actos de violência física e psicológica contra profissionais leoninos.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter provocado a maior hemorragia de quadros qualificados alguma vez registada na história do futebol profissional do Sporting.

 

Acuso Bruno de Carvalho de se apropriar para efeitos mediáticos e propagandísticos das vitórias do clube enquanto se demarca dos atletas e das equipas técnicas nos momentos de infortúnio.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter ferido profundamente sócios, adeptos e simpatizantes leoninos na sua honra e no seu orgulho de sportinguistas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter abdicado conscientemente do indeclinável dever de promover a coesão e a união dos sportinguistas que lhe foi imposto no mandato recebido nas urnas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de injuriar sócios leoninos de reputação inacatável.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter provocado fracturas porventura irreversíveis entre sportinguistas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de confundir a sua vida familiar com as funções institucionais para que foi eleito.

 

Acuso Bruno de Carvalho de procurar transformar o Sporting num psicodrama em sessões contínuas, à mercê dos seus estados de alma.

 

Acuso Bruno de Carvalho de insanável comportamento ególatra e narcísico, que o leva a pronunciar sempre mais vezes a palavra eu do que a palavra nós.

 

Acuso Bruno de Carvalho de mandar inscrever o seu nome num monumento destinado a celebrar a Glória leonina, equiparando-se ao Visconde de Alvalade, num absurdo e ridículo incentivo ao culto da sua própria personalidade.

 

Acuso Bruno de Carvalho de transformar rivais e adversários em inimigos, à revelia do mais genuíno espírito desportivo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter implantado no Sporting um ambiente persecutório, de permanente caça ao inimigo imaginário, tanto no plano interno como externo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter traído sucessivas promessas, começando pela promessa - sempre desmentida pelos factos - de devolver o Sporting ao título de campeão nacional de futebol profissional.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ser totalmente incapaz de aceitar críticas.

 

Acuso Bruno de Carvalho de jamais reconhecer um erro.

 

Acuso Bruno de Carvalho de tentar adulterar valores inapagáveis da identidade leonina, como o rigor, a verdade, a credibilidade, o respeito, o brio e a honra.

 

Acuso Bruno de Carvalho de deixar um clube dilacerado por ódios fratricidas e rancores intestinos alimentados a cada intervenção pública que vai fazendo.

 

Acuso Bruno de Carvalho de total incapacidade para garantir condições de solvência financeira à SAD, com as obrigações a atingirem o valor mais baixo de sempre e o Sporting a adiar sine die os reembolsos de quem investiu na dívida leonina.

 

Acuso Bruno de Carvalho de desrespeitar decisões dos tribunais, em permanente confronto com a legalidade.

 

Acuso Bruno de Carvalho de tentar implantar no Sporting um poder unipessoal, sem escrutínio, em flagrante violação das normas estatutárias do clube e do quadro legal em vigor no País.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter protagonizado o mais vergonhoso capítulo da história centenária de uma instituição de utilidade pública.

 

Acuso Bruno de Carvalho de procurar impedir por todos os meios a expressão da voz dos sócios.

 

Acuso Bruno de Carvalho de ter medo de ser escrutinado em eleições.

 

Acuso Bruno de Carvalho de estar desesperadamente agarrado ao lugar.

 

Acuso Bruno de Carvalho de manifesta falta de dimensão ética, cultural e democrática, o que o inibe de permanecer como presidente do Sporting Clube de Portugal e presidente da SAD leonina.

Siiiiiiiiiiiiiiim!

Siiiiiiiim!

Tenho escrito pouco por aqui mas tenho escrito e, na medida do possível, feito o que posso, por aí, para tentar resgatar o Sporting de um dos momentos mais negros da sua história.

Amanhã é dia de pôr um ponto final nesse mesmo destino trágico que temos vivido, da forma mais genuína e devota possível: pelo voto, em família.

Amanhã será Dia de Sporting e há um grande 'Siiiiiiiiiim' para dar ao futuro do clube.

No dia seguinte que venham os leões e leoas que quiserem propor-se à maior responsabilidade no clube que cá estaremos para, em setembro, no menor prazo permitido pelos estatutos, escolher, apoiar mas também para mantermos sempre a vigília pela defesa do interesse do clube. Se há coisinha que estes anos demonstraram é que nunca podemos passar cheques em branco.

Que a decisão de amanhã, na Assembleia Geral, possa deixar esse aviso a futuros aprendizes de feiticeiro é o que mais desejo.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

Informação útil aqui: Assembleia Geral do Sporting de 23 de junho de 2018: horários, indicações sobre votação, segurança e auditoria

O vale-tudo

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Hoje dei uma volta pelas redes sociais para tomar o pulso ao debate sobre a AG que se realiza amanhã e descobri esta aberração inspirada no discurso de Bruno de Carvalho. Se dúvidas houvesse, este tipo de argumentação seria indicador do lado onde reside a razão. Que ninguém falte amanhã à Assembleia Geral, para resgatarmos o Sporting desta canalha sem valores ou princípios.

A fonte de todos os problemas

Talvez o derradeiro argumento dos apoiantes de Bruno de Carvalho seja o de que fazer a direção cair agora prejudicaria a defesa do clube no caso das rescisões. Ora este é um argumento muito curioso, uma vez que os jogadores várias vezes anunciaram que não rescindiriam se Bruno se demitisse. Não posso honestamente prever o que se vai passar a este respeito se a revogação do mandato da direção for aprovada, mas espero que os jogadores voltem atrás com as rescisões, seja para continuarem ao serviço do Sporting ou para saírem de forma negociada e a bem, sem prejuízo do clube. Sei, porém, prever que se a direção continuar as rescisões se manterão e este problema se arrastará por muito tempo, com óbvio prejuízo para o Sporting (por muito que a atual direção tente manobras de diversão como esta para entreter os mais incautos, este é um assunto que tem que ser resolvido pelos tribunais e não por quem criou o problema). Mas o que é mais extraordinário é quererem convencer-nos de que a única pessoa responsável pela criação deste e de outros problemas é também o único capaz de os resolver! Admito que Bruno de Carvalho resolveu muitos problemas no Sporting quando chegou mas, dado o seu caráter, vaidade e prepotência, são muitos mais (e mais graves) os problemas que cria. Neste momento a sua permanência no Sporting não vai resolver nada e só pode trazer ainda mais problemas.

Uma maioria silenciosa?

A crise no clube, à luz da intensa cobertura mediática e da divisão entre sportinguistas, parece ter vindo para ficar. Se a perceção de que o país não suporta Bruno de Carvalho não é difícil, a  “guerra” instalada nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais têm uma leitura mais complexa. Nestes é difícil a destrinça do genuíno e do fabricado. Há uma certeza: alguém estará muito iludido sobre o que sentem e como vão decidir os sócios no dia 23. Resta saber quem, apesar da minha esperança pessoal de que o maniqueismo e o populismo sejam derrotados, sem olhar para o passado mais distante nem para o do último ano.

Haverá no Sporting uma maioria silenciosa que, alheia à “guerra civil” instalada, se expressará no sábado clara e inequivocamente? É a grande incógnita. 

Obviamente, SIM!

Dia 23 felizmente que não tenho de escolher entre Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares. Seria escolher entre a espada e a parede.

Vou votar pela devolução do poder aos sócios, por marcação imediata de eleições!

Sábado, a minha resposta é obviamente, SIM!

Rui Patrício, SIM!

Não farei coro com quem vomita ódio pelos nossos ex jogadores, em especial por Rui Patrício.  Continuarei a gostar dele e espero que seja feliz onde jogar (reposta a normalidade no clube, talvez ainda seja possível haver compromissos a propósito da sua contratação, ressarcindo assim quem o formou). Mas custa ler coisas como estas de sportinguistas:

 

 

Na Seleção quero que continue como nos dois primeiros jogos do Mundial, a defender Portugal, e bem! 

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Balanço (7)

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 O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre FÁBIO COENTRÃO:

 

- Ricardo Roque: «Com Coentrão a ala esquerda fica bem melhor. Faltará o outro lado. Seria importante que a massa associativa lhe desse o benefício da dúvida, como fez com Bruno César, que foi bastante acarinhado, esperando eu que não seja outro erro de casting como o foi Markovic. E o jogador também tem que fazer por merecer. Tem aqui uma excelente oportunidade, assim queira e possa agarrá-la.» (20 de Junho)

- Francisco Chaveiro Reis: «Não se pode negar que Coentrão, nos tempos áureos em que não tinha lesões nem Marcelo à frente, era bom jogador. Que o volte a ser.» (5 de Julho)

- JPT: «Um nítido fetiche de Jorge Jesus, uma espécie de sua birra.» (27 de Setembro)

- Pedro Azevedo: «Fábio tem vindo a melhorar bastante do ponto de vista físico e isso nota-se na sua maior incorporação nos movimentos ofensivos da sua equipa.» (1 de Janeiro)

- Pedro Bello Moraes: «És um campeão. Ganhaste títulos, muitos. Mas eu percebo-te. Chegaste à glória do futebol nacional com equipas lideradas pelo mesmo timoneiro que ontem, em Setúbal, comandava o banco que esmurraste. Com ele ao leme das equipas que te puseram no Olimpo do futebol português entravas em campo e limpavas tudo. Varrias a lateral esquerda com soberba e confiança inabaláveis, ao mesmo tempo olhavas para a lateral direita e para o centro do terreno e vias, em linha contigo, um rolo compressor imparável, inesgotavelmente alimentado com ambição desmedida e insaciável fome de golos. Percebo-te, Fábio. Por isso pergunto-me se os murros que deste foram, afinal, contra a alma chata da tua equipa e na qual, digo-te, tantas vezes fazes a diferença. Dá um gozo tremendo ver-te a varrer o corredor esquerdo.» (20 de Janeiro)

- Eu: «Enquanto alguns colegas metem o pé no travão e abusam de rodriguinhos inconsequentes com a bola, parecendo jogar só para merecer elogios de comentadores como Luís Freitas Lobo, ele nunca perde o objectivo: a baliza contrária. E sabe muito bem que a linha recta é o caminho mais curto entre dois pontos. Mesmo no período de maior desacerto colectivo, sobretudo na primeira parte, soube impulsionar a equipa e dar-lhe velocidade e acutilância.» (1 de Fevereiro)

- Duarte Fonseca: «Coentrão já é o melhor lateral esquerdo que vi jogar pelo Sporting. Não faz uma abordagem errada, toma sempre a melhor decisão para a equipa, não perde um duelo, não tem falhas de posicionamento. A este nível, simplesmente faz tudo bem! Há jogadores assim e é fabuloso quando os podemos ver jogar no Sporting.» (1 de Fevereiro)

- Edmundo Gonçalves: «Desta gente toda, incluindo os que vieram em Janeiro, bons, bons, daqueles que dá gosto ver jogar e dos quais todos, inclusive eu, desconfiávamos, aproveitam-se Coentrão e Mathieu. E Bruno Fernandes, que é um caso à parte e o futuro capitão, se cá continuar por muito tempo.» (5 de Março)

- Marta Spínola: «Também eu desconfiei e estranhei a tua vinda. Mas Fábio, precisávamos de ti, isto eu também sei. Dessa entrega e garra, desse pragmatismo em cortes e pressões ao adversário. Tem sido bom aprender a gostar de ti. A tribuna de Alvalade é implacável e ontem rendeu-se ao teu empenho, deu uma trégua e aplaudiu-te de pé. Porque sabemos reconhecer um leão quando o vemos. Começo a considerar ceder parte da minha quota para que cá fiques. Era só isto. Sê bem-vindo e que sejamos felizes todos juntos.» (9 de Março)

Faz hoje um ano

 

Vinham reforços a caminho da equipa principal de futebol e logo soavam os sinais de alarme em letra de imprensa. «É difícil olhar para as contratações de Fábio Coentrão e Mathieu (esta ainda por confirmar) sem pensar de imediato que o Sporting pode estar a correr riscos semelhantes aos que assumiu quando avançou para Markovic e Elias. Há um ano, tanto o sérvio quanto o brasileiro pareciam soluções muito boas para Jorge Jesus e afinal foram verdadeiros flops. A um faltava ritmo competitivo; o outro já não o tinha.» Palavras de José Ribeiro, editor-chefe do diário Record, publicadas na edição de 22 de Junho de 2017.

«Contratar jogadores pelo que se viu deles há dois ou três anos não é boa ideia. O momento é, quase sempre, tudo. E qual é o momento de Fábio Coentrão e Mathieu? Em rigor, não o sabemos. Porque o lateral português na última época foi utilizado em apenas seis jogos, no intervalo de lesões; porque o central francês, na última época, foi utilizado apenas 16 vezes, entre lesões arreliadoras, quando está a poucos meses de completar 34 anos», assinalava o jornalista, sem esconder o cepticismo.

Pormenor curioso: José Ribeiro transitaria já em 2018 para o Gabinete de Comunicação do Sporting Clube de Portugal.

A voz do leitor

«Ao ver ontem os jogadores ou... ex-jogadores de Sporting, mas em especial o Rui Patrício, senti uma tristeza enorme por saber que muito dificilmente voltarão/voltará a vestir as mais belas camisolas do mundo. E eu, felizmente e mesmo que doa, tenho memória! É como se alguém que eu não conheço e que eu não "patrocino", digamos, tivesse matado um pouco a minha estima pelo Sporting.»

 

António Luís, neste meu postal

Esclarecimento aos sócios, face à campanha de intoxicação...

Caso os sócios optem pela destituição do Conselho Directivo, no prazo de 60 dias teremos eleições para o Conselho Directivo, Assembleia-Geral e Conselho Fiscal.

Na hipótese de optarem pela não destituição do Conselho Directivo, no prazo de 60 dias teremos eleições para a Assembleia-Geral e Conselho Fiscal.

Foram estas as garantias deixadas aos sportinguistas pelo actual presidente da mesa da Assembleia-Geral, Jaime Marta Soares. Respondendo a uma pergunta do jornalista sobre se Bruno de Carvalho se poderia candidatar, num eventual cenário de eleições em Setembro, a resposta foi clara, como qualquer outro sócio, se tiver as quotas em dia.

Esta é a diferença entre os dois rumos com que os sócios estão confrontados e terão que escolher no próximo sábado, por um lado a reposição da normalidade, a devolução do clube aos sócios, sem apelidar os que pensam de forma diferente de sportingados, croquetes ou terroristas. Sem insultar jornalistas, comentadores, rivais e todos os que não aclamem o líder…

No outro lado da barricada temos um figurão agarrado ao tacho, utilizando o clube para o servir, postando inenarráveis estados de alma no FB, incendiando e promovendo o ódio entre os que amamos o clube. Para cúmulo, sem resultados palpáveis para mostrar, nada que atrapalhe o déspota, que arranja um bode expiatório a cada insucesso, para que seja sacrificado perante os que o aclamam, mesmo que isso signifique delapidar património como vimos no recente caso das rescisões.

Não sei quem será o próximo presidente do Sporting Clube de Portugal, nem é isso que estará em discussão no próximo sábado 23 de Junho. Primeiro há que colocar um ponto final no consulado de Calígula de Carvalho, para que mais tarde, no prazo máximo de 60 dias, possamos escolher entre os que se apresentarem, um rumo para o nosso clube. Não nos deixemos confundir com a campanha de intoxicação que está a ser levada a cabo pelo moribundo presidente, que mais não é que o estertor do tirano, agora que o fim se aproxima. Faltam 2 dias para higienizar o clube. Viva o Sporting!!!

Ordem para calar

Durante três quartos de hora, entre as 19.45 e as 20.30, o presidente da Mesa da Assembleia Geral deu uma conferência de imprensa para esclarecer os sportinguistas sobre diversos aspectos práticos relacionados com o importante conclave do próximo sábado em Lisboa, desfazendo dúvidas expressas pelos jornalistas ali presentes. 

Todos os canais televisivos estavam lá representados e vários transmitiram em directo esta conferência de imprensa. Todos? Todos não. A Sporting TV ignorou-a por completo. Obedecendo às instruções do chefe máximo: ordem para calar.

Ler os outros

As 12 lições que Bruno aprendeu com Trump, por Daniel Oliveira (acesso aberto a todos). Alguns destaques:

 

"A maioria dos intervenientes políticos e cívicos está limitada por algumas regras sociais de civilidade. Desfazer essas regras pode ser uma grande vantagem. Como se costuma dizer, não vale a pena atirares-te para a lama com um porco, ficas sujo e ele gosta. Banalizar o insulto permite retirar da contenda quem quer proteger a sua credibilidade. Quando repetido muitas vezes o insulto deixa de chocar. E quando deixa de chocar, a ausência dos oponentes nesse nível de debate passa a ser percecionada como sinal de fraqueza. No fim, resistem os mais agressivos, que conseguem acompanhar a violência do debate, o que leva o espectador desatento a equiparar os dois lados. Nisto, Bruno de Carvalho é uma cópia quase decalcada de Donald Trump. Apenas um pouco mais grosseiro. (...)

Quem tem acompanhado as polémicas do Sporting nas redes sociais fica varado com o cerco feito a qualquer pessoa que ouse fazer a mais pequena crítica a Bruno de Carvalho. Os ataques não passam apenas pela repetição dos argumentos dados pelo presidente, por mais estapafúrdios que sejam. Quase sempre recorrem ao insulto e à perseguição em matilha ou à ameaça explícita. A violência é tal que até os mais corajosos e persistentes desistem de participar no debate, deixando as tropas de choque sozinhas na arena. Dirão que tudo isto é o habitual das redes sociais. A diferença é que, neste caso, é coordenado. Muitos dos perfis são falsos ou anónimos e há fortes suspeitas de que a empresa de comunicação contratada pelo Sporting estreou em Portugal a estratégia experimentada por Trump e políticos de extrema-direita europeus. (...)

Qualquer fact-checking às intervenções de Bruno de Carvalho exigiria muito mais espaço do muito que ele usa. Tal como sucedia com Donald Trump. Em muitos casos a mentira é fácil de desmontar, de tal forma é descarada. Só que as mentiras são como as dívidas: uma é um problema para o mentiroso, muitas é um problema para quem queira repor a verdade. Perante uma sucessão de mentiras, que permitem construir uma realidade paralela (o fanático é condicionado a não acreditar na imprensa e em mais ninguém que não seja o líder), o adversário tem duas hipóteses: repor a verdade e ficar preso à agenda imposta pelo líder ou deixar que a mentira se instale como verdade."

Podemos ficar calados?

Permitam-me que destaque o texto do leitor António Ramos reproduzido num comentário a um ‘post’ de Filipe Moura.

 

«Lamento que um blog que tinha por referência tenha optado por tomar partido por uns sportinguistas contra outros sportinguistas. Diga quem souber: se porventura Bruno de Carvalho sair reforçado pelos votos dos sócios, como ficamos? Continuamos a guerrilha, por acharmos que sabemos mais que a maioria, ou respeitaremos a vontade dos que decidiram em consciência? Assim, sem meias tretas, como será? Cansa-me este clima de guerra civil entre adeptos do mesmo clube, é saudável opiniões distintas e debate de argumentos, mas quando o recurso ao insulto básico é não só o prato forte como igualmente o único prato do dia, é lastimável.

 

Não gostam do sujeito? Votam contra.

A maioria vota contra? Sim senhor, sai e entra outro. Eu apoio.

A maioria vota a favor? Sim senhor, mantem-se e siga. Eu apoio.

 

O que eu nunca apoiarei é a tentativa de fazer um clube à imagem de uns quantos que julgam ser mais iluminados e letrados que os restantes. Fui sempre apoiante de todos os presidentes, desde Sousa Cintra, inclusive dei o meu beneficio de dúvida inicial a Godinho Lopes. E verdade seja dita, lá para 2008 comecei a ficar cansado da gestão de um clube como empresa, como fez Soares Franco, de entrevistas em que, para as finanças do clube, melhor seria ficar em segundo lugar para evitar pagar prémios! Mas era o presidente eleito e até novas eleições cabia a mim e a todos remar para o mesmo lado e aguardar serenamente.

 

Não vou jurar perante estes números mas não estarão muito longe da realidade: quando Sousa Cintra cedeu o lugar a José Roquette o clube tinha passivo equivalente a 4 milhões de euros (em contos na altura). Até 2013 o passivo passou de 4 para 400 milhões e pelo meio ficamos sem modalidades competitivas e sem património, ou quase. Não vi, nem li nem ouvi um centésimo desta indignação.

 

Não admito que ninguém me chame outra coisa que não sportinguista. E dos que mais sofrem, já que sou portuense de gema e cresci em pleno período áureo portista. Nunca me arrependi. Mas a ver esta maquiavélica campanha entre sportinguistas e contra sportinguistas, pela primeira vez tenho vergonha. Não do clube mas das suas gentes. Somos 3 milhões? E a remar para o mesmo lado, tendo somente como interesse particular a alegria e satisfação que o clube nos dá, somos quantos?

 

Meditem. E votem contra. Mas percam ou ganhem, calem-se se faz favor. Não por mim, mas pelo Sporting Clube de Portugal.»

 

 

Assim, pelo Sporting Clube de Portugal, aquilo que eu acho ser o meu Sporting – tão válido como o Sporting de qualquer pessoa que tem amor por este clube -, pergunto:

 

Ficamos calados quando estamos a ver o nosso clube ir em direcção ao abismo?

Ficamos calados quando assistimos a um projecto pessoal (o do presidente-suspenso) se sobrepor ao do clube?

Ficamos calados quando a empresa auditora das contas diz que há “uma ameaça concreta em relação à continuidade das operações da Sporting SAD”?

Ficamos calados quando assistimos a um chorrilho de ‘fake-news’ quotidianas proferidas pelo presidente-suspenso?

Ficamos calados quando assistimos a uma ‘big-brotherização’ da função presidencial feita por este presidente-suspenso?

 

E principalmente,

ficamos calados quando assistimos a uma das nossas maiores figuras, Manuel Fernandes, (o meu ídolo de criança) chorar em público lamentando e a dizer: “estou a ver o meu clube ir por aí abaixo”?

Sporting TV

 

É nisto que Kim Jong Bruno pretende transformar o Sporting C.P. Uma comunicação social que enalteça a sua obra e visão, sócios reconhecidos que o aclamem... O nosso clube está neste momento à beira do abismo, dia 23 os sócios decidem se querem recuar e mudar de vida ou dar um passo frente e manter o birrento mimado a postar boçalidades no FB, insultando tudo e todos para desculpar os fracassos que provoca...

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