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És a nossa Fé!

Creio que foi isto que sucedeu...

Amorim fez o primeiro teste com um adversário tipo Champions. 
Supondo que pode perder Palhinha para o mercado e João Mário (porque está emprestado), talvez Amorim queira ter percebido se as segundas linhas estariam à altura.

Individualmente, o Benfica tem alguns excelentes jogadores, muito melhores que todas as outras equipas portuguesas e que fizeram gato sapato de alguns dos nossos, ali na primeira meia-hora. É evidente que se não entrassemos já resolvidos, a nossa equipa e tática teriam sido outras.
Deste modo foi possível testar um "jogo Champions", em que as duas equipas mostraram lacunas individuais e até coletivas. 

Creio que a importância de Feddal, Palhinha e João Mário no título ficou sublinhada com tinta ainda mais grossa.
Talvez Amorim tenha convencido Varandas a lutar mais por João Mário. 
Talvez Pote tenha convencido Fernando Santos. 
E talvez João Mário mereça voltar a fazer da equipa das Quinas. 

Lideranças

O Sporting foi campeão com todo o mérito e, para isso, muito contribuiu a estabilidade emocional transmitida pela direção. Direção, essa, que se foi abstendo de aparecer e só veio a terreiro em dois momentos onde já não era possível ficar em silêncio: após o roubo épico em Famalicão e após a rábula dos falsos positivos na Taça da Liga.

Não pretendo reescrever a História, tenho plena noção de que o Sporting podia já não existir sem o trabalho realizado por Bruno de Carvalho no seu primeiro mandato. A negociação com os bancos e a capacidade de voltar a mobilizar os adeptos foram aspectos fundamentais para o Sporting poder voltar a respirar confiança.

Comparo esse período da vida do Clube a uma revolução e, raramente, os líderes durante a revolução são bons líderes para tempos que se querem de paz. O seu constante modo guerrilha não ajuda à estabilização emocional.

Isso notou-se logo no primeiro ano desta direção, com a vitória na Liga dos Campeões de Futsal. Ninguém tem dúvidas do contributo de Bruno de Carvalho na construção do plantel mas também ninguém tem dúvidas da pressão desmedida que introduziu e que causou uma espécie de performance anxiety nos atletas. Na primeira final, após a sua saída, campeões europeus. Dois anos passados, campeões europeus novamente.

O mesmo aconteceu no futebol. Depois de um ano terrível, o pior de sempre no que toca a derrotas, o Sporting manteve a compustura e sagrou-se campeão. Sem dramas. Foram quatro títulos em três épocas (Um Campeonato, uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga).

Não há nenhum segredo escondido neste tipo de padrões. É muito normal em qualquer empresa, país, etc. Existem pessoas capazes de agarrar num projecto e levá-lo de A a B mas, nem sempre a melhor pessoa para levar algo de A a B é a melhor para levar de B a C. Foi o que aconteceu ao Sporting.

Dito isto, foi muito útil ao Sporting ter havido um primeiro mandato de Bruno de Carvalho e está a ser muito útil ao Sporting haver um Frederico Varandas. É importante que quem dirige o Sporting perceba que não está no cargo para ficar na História mas sim para enriquecer a História do Clube.

Se todos o fizerem, o nosso palmarés agradecerá enquanto nós celebramos títulos.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Da nossa primeira parte. Entrámos a pressionar, mas com incompreensíveis falhas posicionais. Sobretudo na linha defensiva do meio-campo, onde se abriam crateras entre Daniel Bragança e Matheus Nunes - ontem titulares em vez de João Mário e Palhinha - e entre estes dois jogadores e o trio de centrais. O Benfica explorou inteligentemente estes espaços vazios lançando ataques demolidores que produziram estragos. À meia hora de jogo, já perdíamos 0-2. Ao intervalo, perdíamos 1-3. Com o nosso golo surgido mesmo ao cair do pano.

 

De termos perdido este clássico. Este jogo entre os mais históricos rivais do futebol português pôs fim ao nosso mais longo ciclo enquanto equipa invicta: 32 jornadas sem um só desaire em campo. Precisamente desde o anterior Benfica-Sporting, ocorrido na última ronda da época anterior. Estivemos quase uma temporada inteira sem conhecer o sabor da derrota. 

 

Do onze montado por Rúben Amorim. Incompreensíveis, tantas mudanças - salvaguardando situações internas de que nós, adeptos, não temos conhecimento. Vendo de fora, faria muito mais sentido compensar as ausências de Porro (por fadiga muscular) e Feddal (por castigo) com uma linha de centrais composta por Luís Neto, Coates e Gonçalo Inácio (este devolvido ao lado esquerdo do terreno, que é a sua posição natural) em vez de insistir em Gonçalo pela direita e iniciar a partida com Matheus Reis, lateral de raiz, como central mais à esquerda. E, claro, incluir Palhinha e João Mário no onze - como aliás viria a acontecer na segunda parte, quando o técnico rectificou o erro, quase conseguindo virar o jogo. Com 45 minutos de atraso.

 

De Daniel Bragança. Tem bom toque de bola e é exímio no passe a meio do terreno. Mas falta-lhe intensidade e arcaboiço físico para enfrentar com sucesso uma equipa em contra-ataque rápido, como ontem se viu. Foi bem substituído ao intervalo.

 

De Matheus Nunes. É um médio com características ofensivas cujo sucesso está muito dependente de uma boa articulação com um colega como Palhinha, que funciona como tampão no meio-campo defensivo. Chamado ontem a exercer essa função, sem rotinas de jogo com Daniel, não foi bem-sucedido, tendo perdido várias bolas. E cometeu um erro grave, actuando já como ala direito, ao provocar um penálti totalmente desnecessário que acabou por permitir o golo da vitória encarnada aos 50' e ao suíço Seferovic marcar o 20.º nesta Liga, dando-lhe vantagem sobre Pedro Gonçalves (também com 20 golos mas com mais minutos jogados, o que o desfavorece para efeitos de desempate).

 

De Paulinho. É verdade que foi dele a assistência para o segundo golo. Mas ele está lá para os marcar, não para assistir. Sujeito à apertada vigilância de Otamendi, voltou a ficar mais um jogo em branco. Começam a ser de mais para o avançado mais caro da história do Sporting - embora não tão caro como o inútil Darwin que ainda equipou uns minutos de encarnado.

 

De sofrer quatro golos num jogo do campeonato. Nem três tínhamos sofrido numa só partida desta Liga 2020/2021, agora a uma jornada do fim.

 

De estarmos há quase seis anos sem vencer na Luz. O nosso último triunfo lá ocorreu no início da temporada 2015/2016, quando o actual treinador do Benfica orientava a equipa do Sporting. 

 

 

Gostei

 

Da nossa segunda parte. Se só esta valesse, teríamos vencido por 2-1 em vez de termos perdido por 3-4. Amorim rectificou os erros cometidos: trocou João Pereira e Daniel Bragança por Palhinha e João Mário, mais tarde mandou sair Matheus Reis para a entrada de Jovane. O Sporting foi a melhor equipa em campo neste segundo tempo: o jogo terminou com o Benfica a despachar bolas, acantonado no seu reduto defensivo, perante a pressão contínua da nossa equipa. Fica a lição para todos os adeptos que tanto gostam de denegrir João Mário: ele é um elemento indispensável como titular deste Sporting que acaba de se sagrar campeão nacional.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor sportinguista em campo - e aquele que mais lutou para inverter a dinâmica ofensiva benfiquista, dando luta aos nossos velhos rivais ao movimentar-se muito bem entre linhas. Se todos tivessem estado ao nível dele, teríamos saído vencedores. Mais dois golos para o seu pecúlio: o primeiro aos 45'+1, após slalom que rompeu a defensiva adversária, disparando com sucesso de pé esquerdo na cara de Helton Leite; o segundo aos 78', convertendo uma grande penalidade que havia sido cometida sobre ele. Esteve a centímetros de marcar um terceiro golo - aos 52', quando rematou com força, fazendo a bola embater no poste.

 

De Nuno Santos. Deu importante contributo para inverter a maré do jogo fazendo canalizar pela sua ala grande parte do nosso caudal ofensivo. Exibição coroada por um golo de difícil execução técnica aos 63', em posição frontal, com assistência de Paulinho. Era o nosso segundo, reduzindo para 2-4 e permitindo discutir o resultado até ao fim.

 

De Nuno Mendes. Fundamental tanto na construção ofensiva, articulando bem com Nuno Santos no seu flanco, como na manobra defensiva. Pena não ter conseguido evitar o primeiro golo do Benfica: bem se esforçou, logo aos 12', já com Adán ausente da baliza, mas sem conseguir. Se há jogador que não merecia a derrota, é ele. 

 

Do cumprimento inicial entre Rúben Amorim e Jorge Jesus. Não houve a tal "guarda de honra" de que tanto se falou, mas houve desportivismo. 

 

De termos visitado a Luz já como campeões nacionais. Não me lembro se alguma vez tinha acontecido. Por mim, voltaria a trocar a vitória num jogo como este pela conquista antecipada do campeonato. Todos os anos, se pudesse ser.

 

Da qualidade do  jogo. Sete golos, intenso combate em todo o terreno, resultado incerto e emoção até ao fim. Um verdadeiro clássico - mesmo quando lhe chamam "dérbi" - é mesmo isto. Um verdadeiro hino à modalidade, um cartaz à promoção do futebol. 

Nem isso conseguiram

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Fizeram connosco o jogo da vida deles. Os que iam "arrasar", com reforços de mais de cem milhões de euros, e afinal ficaram em terceiro no campeonato, sem assegurarem sequer a entrada directa na Liga dos Campeões. 

Imaginei até que depois desta vitória tangencial fossem comemorar para o Marquês. Mas não: nem sequer ganharam a "Taça da Segunda Circular". Em casa deles, venceram ontem 4-3. Nós, em Alvalade, tínhamos vencido 1-0 na primeira volta. A diferença de golos é-nos favorável.

Nem isso conseguiram.

Um avançado empurrar um defesa é falta?

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Na primeira imagem a jogada do primeiro golo.

A bola já passou por cima de Adán e dirige-se para o lado esquerdo de Seferovic na direcção da baliza. O normal seria o suíço correr para esse lado para uma possível recarga se a bola fosse ao poste.

Não é isso que acontece, o avançado sente-se ultrapassado pela direita por Nuno Mendes, desloca o corpo para esse lado e impede/empurra o defesa do Sporting.

O que aconteceu a seguir todos sabemos, o defesa corta a bola, completamente, desequilibrado pelo empurrão que levou, a bola bate-lhe no braço e entra na baliza, Nuno Mendes, também, entra descontrolado na baliza magoando-se no metal da mesma.

Falta de Seferovic e auto-golo de Nuno Mendes, para Tiago Martins não há falta nenhuma e o golo é atribuído ao suíço, à Benfica.

O dia seguinte

Para qualquer espectador descomprometido o jogo de hoje na Luz foi claramente o melhor de toda a Liga, as duas equipas estiveram sempre focadas no ataque, foram sete golos de magnífica execução, e alguns remates esbarraram ainda nos postes ou foram milagrosamente salvos pelos defensores.

Mas para um Sportinguista de sofá não deixou ser uma frustração, primeiro porque perdemos e segundo porque não vimos que fosse feito o máximo para ganhar. Claro que o Sportinguista de sofá, ou como no meu caso o Sportinguista dum café de praia algures no Algarve, não está por dentro do que foram os treinos em Alcochete nos dias seguintes à noite branca do Marquês, nem do que são as ideias sobre o mercado do Verão, e os testes que convirá fazer para se tomarem as decisões adequadas. 

Esquecendo tudo isso, se todo o percurso glorioso do Sporting esta época teve como base o reconhecimento e minimização dos seus pontos fracos, hoje na Luz o Sporting entrou em campo com um onze que dispensando Palhinha e João Mário destapou completamente uma defesa já de si amputada de Porro e Feddal. Se Matheus Nunes é um box-to-box de enorme potencial e Daniel Bragança um 10 talentoso e intuitivo, os dois no meio campo tornaram-se num enorme passador sem qualquer capacidade de controlo do jogo. Ainda por cima, quando Amorim tentou corrigir esse problema ao intervalo criou outro ao pôr Matheus a ala direito, o que já se tinha provado anteriormente ser um enorme disparate. E veio um penálti completamente dispensável, de alguém que pensa como um médio e que não percebe o local onde se encontra.

No meio deste descalabro táctico emergiram os grandes craques deste Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Mendes, Coates, Adán, Nuno Santos. Foram estes que conseguiram meter o Sporting no jogo, evitar uma goleada que iria deixar marcas, e quase conseguir o empate.

Não sei qual era a ideia de Rúben Amorim. Se era demonstrar que Palhinha e João Mário não podem mesmo sair, que precisamos de contratar um artilheiro que não falhe as bolas que Paulinho falha, não esquecendo tudo aquilo que ele faz de bom em benefício da equipa, e dois "carrilleros" com grande capacidade de cruzamento, então por mim está demonstrado. Escusava era de ser às custas duma derrota na Luz.

Mas que se lixe. Que esta derrota, como a do final do ano passado no mesmo sítio, seja um sinal importante para que a próxima época seja aquela que todos nós ansiamos. Todos os clubes têm derrotas aqui e ali. Os grandes clubes são aqueles em que as derrotas custam mesmo a digerir, sabem repensar-se e fazer tudo para que elas não se repitam.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Em resumo

Jogo descomunal de Pedro Gonçalves.

Fora isso não sei se Matheus Nunes alguma vez não terá dado a bola ao adversário, além de lhe ter oferecido o penalty da vitória, e gostaria de saber se o xG de Paulinho será tão mau como presumo que seja. 

Foi pena não sermos campeões invictos, sobretudo depois do que a equipa fez a partir dos 70'.

De pedra e cal - Jordão marca o único golo na Luz

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Foi a 27 de Fevereiro de 1973 que Rui Jordão, na imagem ladeado por Carlos Espírito Santo e Laranjeira, marcou o único golo que bateu Botelho e deu a vitória... ao Benfica, frente ao Sporting (!), no que foi um jogo para o então Campeonato Distrital de Reservas.

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Legenda: Este remate de Jordão bateu Botelho sem apelo nem agravo. Estava marcado o primeiro

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A ideia de ter Rui Jordão a marcar um golo contra o Sporting e logo pelo Benfica, inquieta-me. Não sei se arrepio na espinha, se moinha, se pálpebra a saltitar. Sei que não gosto da sensação.

Seria possível que hoje, mais de 48 anos depois, por exemplo, Nuno Santos que fez a sua formação pelos de encarnado, devolvesse a gracinha?

É o meu prognóstico para hoje. 0-1 marca Nuno Santos. 

 

Fonte: acervo do antigo jogador Carlos Espírito Santo, com o meu sentido agradecimento ao próprio e ao seu filho, Ricardo Espírito Santo. 

O campeão nacional na tv

Fim de semana interessante

Fonte:site do Sporting https://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2021-05-14/sporting-na-tv


SÁBADO, 15 DE MAIO

11h00 - CANAL 11
Futebol de Praia / Seniores - SC Braga vs. Sporting CP
1.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato de Elite

11h00 - BTV
Futebol / Juvenis - SL Benfica vs. Sporting CP
2.ª jornada da Série B do Torneio Nacional

13h15 - GOALBALL TV
Goalball - Castêlo Maia GC vs. Sporting CP
Meias-finais do Campeonato Nacional

14h00 - SPORTING TV
Futsal / Seniores - Sporting CP vs. Portimonense SC
Jogo 2 dos Quartos-de-final da Liga Placard

16h00 - SPORTING TV
Futebol / Juniores - Sporting CP vs. SL Benfica
2.ª jornada da Série B da 1.ª Divisão do Torneio Nacional

16h30 - GOALBALL TV
Goalball - FC Porto / ACAPO Lisboa vs. Sporting CP
Final do Campeonato Nacional (em caso de apuramento)

18h00 - BTV
Futebol / Seniores - SL Benfica vs. Sporting CP
32.ª jornada da Liga NOS

21h00 - RTP 1
Hóquei em Patins / Seniores - SL Benfica vs. Sporting CP
Meias-finais da Liga Europeia

DOMINGO, 16 DE MAIO

9h00 - YOUTUBE WTT
Ténis de Mesa / Sub-17 e Sub-19 - Patrícia Santos; Juliana Silva; Helena Pedroso
World Table Tennis Youth Contender de Vila Real

13h00 - CANAL 11
Futebol de Praia / Seniores - Sporting CPvs. ACD “O Sótão”
1.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato de Elite

14h00 - SPORTING TV
Futsal / Seniores - SPORTING CP vs. Portimonense SC
Jogo 3 dos Quartos-de-final da Liga Placard (se necessário)

15h50 - FACEBOOK ADAL
Atletismo / Vários escalões - Mariana António e Olímpia Barbosa (100 m barreiras)
Meeting Terras do Arunca

16h00 - CANAL 11
Futebol / Seniores Femininos - SC Braga vs. Sporting CP
13.ª jornada da Liga BPI

17h00 - SPORTING TV
Futebol / Equipa B - Sporting CP B vs. Louletano DC
4.ª jornada da Série 7 de Acesso à Liga 3

17h30 - RTP 1
Hóquei em Patins / Seniores - FC Porto / UD Oliveirense vs. Sporting CP
Final da Liga Europeia (em caso de apuramento)

Os não campeões

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Parece que foi há uma eternidade, mas esta imagem só tem uma semana. Foi em Vila do Conde, e foi a imagem de que eu mais gostei do jogo entre o Sporting e o Rio Ave. Gosto muito do Fábio Coentrão e tenho muita pena de que não tenha chegado a ser campeão pelo clube do seu coração. Ficar-lhe-ia bem este título, como também ficaria bem ao Bruno Fernandes - mas espero que o Bruno um dia volte para ser campeão. E ao grande Mathieu. Ao contrário do Coentrão e do Bruno, haveria uma solução para fazer do Mathieu campeão. Ele é um jogador livre, pelo que pode ser contratado a qualquer altura. Pelo que fe pelo clube num passado recente, tendo feito parte do trabalho até há bem pouco tempo (e deixado de fazer por motivos tristes), não me pareceria descabido o Sporting inscrevê-lo só para jogar uns minutos e ser campeão. Ele merecia. 

Prognósticos antes do jogo

É o último clássico da Liga 2020/2021: joga-se mais logo, a partir das 18 horas, no estádio da Luz. No mesmo palco onde na época passada, a 25 de Julho, perdemos 1-2. Com golo marcado por Sporar, agora emprestado ao Braga.

O contexto, desta vez, é bem diferente. Visitamos o SLB já com o título de campeão nacional garantido. E com a expectativa, mais que legítima, de nos mantermos invictos pela 33.ª jornada consecutiva.

Quais são os vossos prognósticos para este Benfica-Sporting?

A voz do leitor

«Ganhar na Luz será sempre a demonstração última do poderio do Sporting e do merecimento do título conseguido. Se fosse feita uma prospecção aos sportinguistas sobre o que preferiam, o título ou uma vitória na luz humilhante para o nosso rival, provavelmente as respostas seriam surpreendentes. Há sportinguistas cujo principal objectivo é derrotar os seus rivais em jogo jogado. Eu não chego a tanto, mas confesso que não estou muito longe.»

 

AHR, neste texto do Luís Lisboa

O mentiroso e os coxos

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"Guarda de honra? Não sei o que é, em Portugal não existe essa tradição"

                             Jorge Jesus, 2021.05.14

A imagem é de 2017, repito, 2017.

Uma equipa de coxos e um treinador mentiroso, alegadamente, claro!

Lá diz o povo na sua imensa sabedoria:

"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo".

O mentiroso está apanhado.

Quo Vadis Amorim?

Não estarei a mentir se disser que há um ano ninguém, nem mesmo os sportinguistas nos seus sonhos mais optimistas, imaginaria que o Sporting fosse ora o novel Campeão Nacional. E nem necessito enumerar as razões para tal, pois creio que todos sabem de sobra a que me refiro.

Só que a pandemia (e as autoridades!!!!) retiraram os adeptos dos estádios, originando que os campos de futebol passassem a ser uma espécie de “terra de ninguém” onde jogar em casa ou fora parecia a mesmíssima coisa.

Entretanto Ruben Amorim pegou num conjunto de jogadores esfrangalhados psicológica e animicamente, juntou-os, acrescentou outros, mesmo que jovens e inexperientes, e o resto já toda a gente sabe o que aconteceu.

Faltam somente dois jogos para acabar a 1ª Liga e o Sporting poderá chegar a um feito inédito que seria terminar o campeonato sem derrotas. Um record que poderá ter repercussões futuras pois se isso vier a acontecer desconfio que dificilmente a direcção do Sporting conseguirá aguentar este jovem timoneiro à frente da nossa equipa, já que depressa virão equipas, assaz gulosas, dispostas a bater a altíssima cláusula de rescisão, no sentido de  contratarem este competente treinador campeão.

Por tudo isto é que me pergunto: Quo Vadis Amorim?

Sinceramente preferia que não saísse… mesmo que financeiramente pudesse ser um bom negócio!

A mais merecida das homenagens

"Sporting Clube de Portugal é o título duma associação composta de indivíduos de ambos os sexos, de boa sociedade e conduta irrepreensível."

Artigo 1 (dos primeiros estatutos do Sporting em 1907)
 

Aqui chegados, é importante não esquecermos o caminho que aqui nos trouxe, e homenagear os resistentes que tornaram esta incomensurável alegria possível, resgatada a ferros de tempos sombrios e difíceis. De volta às grandes vitórias que fizeram do Sporting Clube de Portugal tão grande e popular, por estes dias de euforia lembremos todos os sportinguistas caídos nos últimos anos e aqueles que permaneceram até ao fim fiéis a este nosso emblema. Relembro em particular o meu saudoso tio Manuel de Castro, que me abriu os olhos para a beleza de um jogo de futebol no estádio, e principalmente me ensinou os valores da perseverança e do fair-play, que são as mais sólidas fundações do nosso clube.

Hoje deixemos para segundo plano uma equipa de jovens promessas, a maioria delas nascidas sob a bandeira das cinco quinas. Hoje pomos de lado o presidente vilipendiado mas corajoso que, herdando um conjunto de escombros, conseguiu inverter a decadência do nosso clube. Hoje não falarei do jovem e inspirado treinador, que liderou um balneário heterogéneo para as páginas mais douradas da nossa História. Hoje esqueçamos as claques predatórias e outras enfermidades que nos quiseram roubar a esperança de voltarmos a ser felizes. Porque hoje é dia de lembrarmos todos aqueles que não desistiram de estar onde era preciso nos momentos mais negros da nossa História, para resgatar a dignidade que nos tinha sido roubada. Que com obstinação nunca desistiram do Sporting naqueles dias tristes que pareciam ter chegado para sempre. Hoje é dia de homenagear os associados que se mantiveram firmes nas filas das assembleias, nos lugares do nosso estádio, naqueles tempos sombrios, sempre a apoiar o clube para que pudesse sobrevir um amanhã de esperança. É essa a alma enorme que nos distingue dos demais.

Foi essa alma enorme que eu aprendi com o meu tio Manuel que partiu cedo demais. Uma lição que espero deixar de legado aos meus filhos. O Sporting somos nós, a vitória foi nossa. Somos nós os campeões.

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