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És a nossa Fé!

Holandeses em Alvalade

Daqui a nada, o Sporting regressa ao convívio dos maiores, jogando a Liga dos Campeões. Para começar, recebe o Ajax, num embate entre duas das melhores escolas do mundo. Teremos Inácio, Esgaio, Vinagre, Palhinha, Nunes e Tomás versus Timber, Schuurs, Blind, Klaassen ou Gravenberch. É uma boa oportunidade para lembrar os holandeses (perdão, neerlandeses) que jogaram por cá e os portugueses que vestiram a camisola do Ajax.

A presença lusa na ArenA cinge-se a um nome: Dani. O extremo formado no Sporting chegou a Amsterdão, com escala em Londre, em 1996, para quatro boas épocas, as melhores da sua carreira. Ajudou a vencer um campeonato e duas taças e marcou 17 golos em quase 100 jogos (98). Conviveu com Van der Sar, irmãos De Boer, Litmanen, Babangida ou Kluivert. Foi treinado por Van Gaal, Morten Olsen, Jan Wouters e Hans Westerhof.

Em 1987 chegaria a Lisboa Frank Rijkaard mas o génio holandês não chegou a jogar pelo Sporting. Em 1986-1987, Peter Houtman, avançado vindo do FC Groningen, viria para Alvalade para 36 jogos e 8 golos. Nada mau. Em 1992-1993 chegaria a classe defensiva de Stan Valckx, contemporâneo de Figo, Peixe ou Balakov. Faria 90 jogos e marcaria 6 golos. Em 2011-2012, regressaram os holandeses ao Sporting. Para liderar o meio-campo, Stijn Schaars e para ser goleador, Ricky Van Wolfswinkel. Tiveram ambos sucesso. Schaars fez 66 jogos em duas épocas, marcou 6 golos e fez 7 assistências. Já o avançado, fez 45 golos em 88 jogos. No ano seguinte, chegou Labyad, de origem marroquina e hoje internacional por Marrocos. Prodígio no PSV, teve pouco sucesso por cá, acabando por renascer no Utrecht e chegar ao… Ajax, onde está na quarta temporada, mesmo jogando pouco. Em todos os sentidos.

Em janeiro de 2016, chegou Marvin Zeegelaar, das escolas do…Ajax, mas então a atuar no Rio Ave. Fez 39 jogos e marcou 1 golo, não deixando grandes saudades. No verão de 2016 chegou a Alvalade, Bas Dost, a meu ver, o melhor holandês a jogar pelo Sporting. Mesmo com as sequelas físicas e psicológicas do ataque a Alcochete (de que foi a figura simbólica), fez 127 jogos e sobretudo marcou 93 golos, oferecendo, ainda, 14. Deixa saudades até hoje, sobretudo numa altura em que não há um 9 no plantel e ele é suplente do Club Brugge. Consigo chegou Luc Castaignos, o pior holandês a jogar pelo Sporting e um dos piores avançados que vestiram de verde e branco. Castaignos, antigo miúdo maravilha do Feyennord e com passagem pelo Inter, participou em 17 jogos e não marcou nem um golo. No ano passado, Mees De Wit ainda treinou com a equipa A, mas nunca se estreou. Esqueci-me de alguém?

Adenda: falhou-me o defesa Khalid Boulahrouz. De origem marroquina, o central trocou o Estugarda pelo Sporting em 2012, depois de uma carreira com passagens por Hamburgo, Chelsea ou Sevilha. Nunca convenceu e só fez 19 partidas. Partiu para a Dinamarca antes de acabar no Feyennord, dois anos depois da estadia por cá. 

O clássico assassinado

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O jogo Paços de Ferreira-Braga contou com um ingrediente inédito: foi arbitrado por um francês, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Federação Portuguesa de Futebol e a sua congénere gaulesa.

Willy Delajod: assim se chama o chefe da equipa de arbitragem desse desafio, que terminou empatado a zero.

Ao abrigo do mesmo protocolo, a FPF enviou para França o árbitro Luís Godinho. Que apitou o Bordéus-Lens (1-2), com videoarbitragem de Bruno Esteves. Um desafio que terminou envolto em polémica: os adeptos da equipa visitada acusam Godinho de ter inventado o penálti que permitiu a vitória dos visitantes.

É absolutamente incompreensível a escolha do juiz francês para o irrelevante jogo em Paços de Ferreira na mesma jornada em que se disputou o primeiro dos seis clássicos da Liga 2021/2022. Com miserável arbitragem de Nuno Almeida, um apitador que já devia estar reformado pois atingiu a data limite para o exercício da actividade na temporada anterior mas acabou repescado para esta época.

A pergunta tem de ser feita: por que motivo não foi escolhido o árbitro francês para apitar o Sporting-FC Porto?

 

O senhor Almeida, "coadjuvado" pelo inefável João Pinheiro na vídeo-arbitragem, assassinou o clássico desde o apito inicial. Com três cartões exibidos em menos de quatro minutos e 40 faltas assinaladas ao longo de toda a partida. Em total antítese com os critérios adoptados no recente Campeonato da Europa e contrariando as próprias recomendações dos responsáveis da arbitragem portuguesa, aconselhando menos interrupções de jogo no nosso campeonato, o oitavo com mais faltas em 35 Ligas europeias.

Como assinalava ontem Daniel Sá no Record, «raramente conseguimos assistir a mais de um minuto de futebol contínuo» neste primeiro clássico da temporada. O que só acelera o desinteresse das novas gerações pela modalidade: em vez de um jogo, há meio-jogo.

«Os 90 minutos de futebol de 40 faltas serão cada vez menos apelativos para o público em geral», acentuando a tendência para só ver resumos em vez da transmissões integrais das partidas. Com a queda de receitas daí decorrente.

 

Árbitros como Nuno Almeida conseguem o inimaginável noutras épocas, não muito recuadas: hoje o tempo de jogo médio na Liga portuguesa resume-se a 49 minutos. Com mais um terço de faltas do que na Premier League. 

Temos o pior campeonato em tempo útil, faltas, paragens - e golos. E um lamentável recorde: ninguém apita mais faltas na Europa do que o nosso conhecido Fábio Veríssimo.

Puseram o senhor francês a apitar o Paços de Ferreira-Braga para quê?

Vamos ver um Sporting lutador

Texto de Daniel Borges

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Sarabia necessita mais treinos com a equipa. Só há pouquíssimos jogadores que podem entrar numa equipa e jogarem logo. Um deles chama-se Cristiano Ronaldo.

Mas o nosso sistema táctico necessita de muito entrosamento e por isso acho que se devia confiar nos que já estavam há mais tempo com a equipa. Viu-se no jogo contra o Porto: não nos ajudou muito e a culpa nem é dele, mas da falta de treinos, como já referi.

 

A minha maior dor de cabeça é a questão do Gonçalo. Na minha opinião, o eixo defensivo é onde temos os maiores problemas.

Matheus Reis já provou mais que uma vez que não é jogador para vestir a gloriosa Verde-e-Branca, muito menos naquela posição. Se Gonçalo não puder jogar, até preferia outras soluções, como Esgaio. No meu ver, até Palhinha podia passar para central, só que não sei se Ugarte já está pronto para ser titular num jogo desta importância [hoje, contra o Ajax].

Daniel Bragança não é 6, por isso, se entrar, só no lugar de Matheus, caso este não recupere. Bragança ou Tabata a 8. Fica aí mais uma dúvida. Se Matheus recuperar, até pode fazer ele de 6, Palhinha recuar para central e um dos dois referidos jogar na posição 8.

 

Portanto, o Míster disse que queria o plantel curto e que se corresse mal, que a culpa seria dele. Agora que arranje soluções adequadas.

Em todo caso, os nossos jogadores vão ter de comer relva, já que a atitude dentro de campo pode ultrapassar muitas adversidades. No que toca a isto, não tenho dúvidas de que vamos ver um Sporting lutador à procura da vitória.

 

Texto do leitor Daniel Borges, publicado originalmente aqui.

Faltam um defesa, um ala e um avançado

Texto de Pedro Sousa

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Creio que é consensual que falta a este plantel um defesa central, um ponta-de-lança e, desde o último dia de mercado, um ala esquerdo, que até pode ser Gonçalo Costa (gosto), Nazinho ou Marco Cruz.

Apesar de o processo defensivo ser o forte deste Sporting não desdenharia ver outros nomes nos lugares de Matheus Reis, Feddal e Neto.

 

Estou em completo acordo com Rúben Amorim quando prefere lançar um miúdo da formação em vez de aceitar no plantel uma contratação para fazer número. Por outro lado, não acredito que o treinador do Sporting não gostasse de ter mais opções de qualidade no plantel, principalmente no centro da defesa e no centro do ataque. As suas afirmações sobre dois jogadores por posição e competitividade, não sendo mentira, são mais o adequar das palavras à realidade e àquilo que o Sporting consegue oferecer ao seu treinador, neste momento. Solidariedade.

Não sendo o ideal, porque isso seria ter Ronaldo(s) e Messi(s), este plantel bastaria para disputar o Campeonato e a Taça da Liga. Com Liga dos Campeões, Taça de Portugal e selecções (consequência do sucesso individual e colectivo dos jogadores), o plantel é curto. Tenho a certeza que o Rúben sabe isso.

 

Ao observar os jogos desta temporada e compará-los com a época anterior facilmente percebemos que existe uma evolução, quer na equipa, quer nos jogadores, mais confiantes, adultos, com melhor qualidade exibicional, melhores jogadores.

Porque não disputamos as competições sozinhos, pela maior responsabilidade, pelo desgaste de disputar mais jogos, pelo factor surpresa eliminado, pode acontecer os sucessos da época passada não serem repetidos.

Contudo, os Sportinguistas também têm a certeza que existe uma equipa capaz de lutar por todos os jogos, independentemente de quem entra em campo, que lutam até à exastão pelo melhor resultado. Total mérito do treinador, que acredita e faz acreditar.

 

O Ajax é o verdadeiro clube formador. Tem uma filosofia que é transversal nas pessoas (e diferentes cargos) e no tempo. Forma-se e aposta-se em treinadores e jogadores. Apesar de Aurélio Pereira, apesar de o Sporting ser o clube português que mais jogadores diferenciados formou em Portugal, aqui nunca existiu uma filosofia ou estratégia de aposta na formação contínuas. Tudo depende dos "cofres do clube" e a maior ou menor capacidade de contratar e do treinador que está à frente do futebol profissonal.

Apostar na formação depende muito mais do perfil de treinador que se tem na equipa A do que de uma "boa fornada" de jovens jogadores. Basta ver o Porto, que tem a melhor "fornada" de 99/00 e dificuldade da sua afirmação no plantel A.

 

Caso se confirmem todas as ausências anunciadas penso que o Sporting poderá alinhar [amanhã, contra o Ajax] com Adán; Neto, Feddal e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Ugarte (Tabata) e Vinagre; Sarabia, Paulinho e Nuno Santos.

A minha maior dúvida está em Esgaio por Matheus Reis, ficando o trio central com Esgaio, Neto e Feddal.

 

Texto do leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.

Melhor que Eusébio e que Cristiano Ronaldo

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Hoje tem estado tudo muito assanhado, a discutir o desempenho de Paulinho.

Percam (ou ganhem) um pouco de tempo,  passem pelo sítio da Federação Portuguesa de Futebol.

A média de golos de Paulinho, pela selecção A, é superior à de Eusébio e à de Cristiano Ronaldo, não sou eu nem o Luís Lisboa que o dizemos, são os factos, a frieza dos números.

In Amorim we trust

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Obviamente que Amorim não é Deus, nem sequer é Sportinguista de coração. Algum dia partirá rumo a novos desafios, mas não há dúvida que, no que a projecto desportivo de sucesso diz respeito, depois de Boloni há quase 20 anos, da sua dobradinha e do lançamento de jovens como Quaresma, Ronaldo e Hugo Viana, existe um Antes de Amorim e um Depois de Amorim.

Não é que não tenham passado bons treinadores pelo Sporting, não é que alguns deles não tenham feito um trabalho notável, mas nenhum conseguiu o que Amorim conseguiu em termos de títulos e de aproveitamento da Academia.

Amorim chega ao Sporting para substituir, no meu entender, uma das piores equipas técnicas de sempre que passou pelo Sporting, tendo que enfrentar um balneário fragmentado (vide "leak" de Bruno Fernandes) com muitos sem valor para ali estar, outros com valor mas com vontade ir para outro lado, e mais algumas eternas promessas que não passavam disso.

Amorim teve de ir à procura do seu plantel e da sua equipa. Encontrou um grupo de elite de jovens que tinha começado a pré-época com Keizer mas que nunca tinha sido testado ao mais alto nível, pegou neles e foi ao que interessava, deu oportunidades a todos, aprovou uns e riscou definitivamente outros. Arriscou ficar, como ficou, em 4.º lugar da Liga mas lançou os alicerces para o que viria depois.

O plantel foi reestruturado a seu jeito, a época seguinte começa sob o signo do Covid, ficámos fora das competições europeias mas depois foi jogo a jogo rumo à conquista da Taça da Liga, do Campeonato Nacional e (já nesta época) da Supertaça. Os "backstages" são testemunho do excelente ambiente que se vive naquele balneário.

 

Amorim é um campeão. Mas é um campeão pensando pela sua cabeça e não pela dos outros. Apostou num sistema táctico estranho à nossa Liga, o 3-4-3 de que não abdica e que os adversários têm muita dificuldade em desmontar. Como mais uma vez foi demonstrado no último clássico: o Porto só na base do jogo rasteiro, da arbitragem comprometida e da inspiração dum seu jogador conseguiu sair de Alvalade sem sofrer a derrota.

Algumas das suas decisões são discutíveis. O plantel desta temporada pode ser exageradamente curto: dispensou um ou outro de que gostamos, ficou com um ou outro mais controverso, se calhar exagera na versatilidade deste ou daquele, mas os jogadores acreditam nele e se não fazem mais é porque não podem. Obviamente que se o Sporting tivesse a capacidade de gastar o que gastam os dois rivais se calhar Nuno Mendes não tinha saído e havia mais meia dúzia de jogadores de qualidade ao gosto dele no plantel, entre defesas centrais e pontas de lanças. E tudo seria mais fácil aquando das lesões e dos castigos.

 

Vamos começar amanhã a campanha da Champions. Estou muito curioso para ver como é que o 3-4-3 do Sporting se vai comportar no confronto com equipas de futebóis que contam com jogadores fisicamente poderosos e estão habituados a esse modelo de jogo, se vai conseguir dominar os adversários como domina a nível nacional, reduzindo o Porto a dois remates enquadrados, ou se vai implodir como a selecção portuguesa no Euro contra a Alemanha.

Não vamos começar na máxima força pelos motivos conhecidos. Dois dos jogadores mais influentes estarão de fora contra o Ajax, o craque espanhol acabou de chegar e ainda está a conhecer os cantos à casa.

Mas acredito em Amorim, acredito neste Sporting. Amanhã lá estarei em Alvalade e em Dortmund só mesmo se não puder.

Chegámos à Champions com imenso esforço, não temos de ter medo de nada. Vamos agora desfrutar, vamos ser dignos da mensagem do fundador. E com a sorte dos audazes, sempre necessária nestas coisas, vamos conseguir. Vamos a eles!

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Sarabia de verde e branco

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Não podemos avaliar Pablo Sarabia em função da meia hora que exibiu em campo contra o FCP, recém-chegado, praticamente sem ter treinado com a equipa.

Valeu pela ovação escutada em Alvalade. Espero que ele faça tudo para a merecer. E que os aplausos não se transformem rapidamente em assobios, como costumava acontecer no nosso estádio antes da pandemia.

A voz do leitor

«Esperei cinco jogos (e um golo ao Vizela), mas hoje pergunto: já se pode dizer que Paulinho é um dos maiores barretes que o SCP enfiou? Quero lá saber que dá apoios, joga sem bola, abre as defesas (??) e esses chavões que inventaram. Um ponta-de-lança é para marcar golos. Ponto.»

 

Jorge Lopes, neste texto do José Navarro de Andrade

Ordem de Mérito 1ª Liga - Depois de 5 jornadas

1. Pontuação Total:

Palhinha 82
Adan 81
Matheus Nunes 79
Nuno Santos 76
Coates 76
Vinagre 75
Paulinho 72
Pedro Gonçalves 67
Jovane 67
10  Esgaio 60
11  Feddal 55
12  Porro 54
13  Gonçalo Inácio 42
14  Daniel Bragança 33
15  Neto 29
16  Nuno Mendes 28
17  Tiago Tomás 26
18  Matheus Reis 23
19  Sarabia 12
20  Tabata 7
21  Ugarte 1

 

2.Desempenho Médio:

Pedro Gonçalves 16,8
Palhinha 16,4
Adan 16,2
Matheus Nunes 15,8
Nuno Santos 15,2
Coates 15,2
Vinagre 15,0
Esgaio 15,0
Neto 14,5
10  Paulinho 14,4
11  Gonçalo Inácio 14,0
12  Nuno Mendes 14,0
13  Feddal 13,8
14  Porro 13,5
15  Jovane 13,4
16  Sarabia 12,0
17  Daniel Bragança 11,0
18  Matheus Reis 7,7
19  Tiago Tomás 6,5
20  Tabata 2,3
21  Ugarte 1,0

3. Melhores em campo :

Pedro Gonçalves 21
Adan, Matheus Nunes, Jovane 19
Palhinha 19
Adan 20
Nuno Santos 19

 

Repetindo o início, por detrás destes números estão os 3 jornais grandes jornais desportivos portugueses e consequentemente os grandes jornalistas desportivos portugueses, cada um de nós pode ter a sua opinião e eu tenho a minha, e a memória é sempre curta, mas no final da época esta pontuação, mesmo que limitada à Liga, dirá muito do que ela foi. 

No pódium para já têm de estar e por esta ordem Palhinha, Adán e Matheus Nunes/Pedro Gonçalves.

Depois uma 2ª linha muito sólida, Coates, Nuno Santos, Esgaio, Vinagre e... Paulinho. E logo a seguir outros.

Fica então aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

#OndeVaiUmVãoTodos

PS: Faltava a classificação do Pedro Gonçalves no Braga-Sporting, fica assim corrigida a classificação.

SL

Quem pode defrontar o Ajax?

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Matheus Nunes preocupa também

 

Alguns sportinguistas andam muito preocupados com outros clubes. Quase não lhes sobra tempo para reflectirem sobre o Sporting.

Lamento, mas comigo acontece ao contrário.

Só o Sporting me importa, só o Sporting me interessa, só o Sporting me preocupa.

E confesso: estou preocupado. 

 

Dizem hoje as notícias que Matheus Nunes está em risco de não poder defrontar amanhã o Ajax, no nosso desafio de estreia para a Liga dos Campeões. Por se queixar de dores persistentes na perna direita.

Recordo que não poderemos contar com Coates, castigado.

Provavelmente também não com Gonçalo Inácio, Tiago Tomás e Pedro Gonçalves, magoados. Embora os dois primeiros apresentem sinais positivos na respectiva recuperação.

 

Como há-de Rúben Amorim resolver esta sucessão de problemas?

Que onze faríamos entrar amanhã em campo, em Alvalade, se estivéssemos no lugar dele?

 

Perguntas que deixo à consideração dos leitores.

Mesmo àqueles que costumam andar mais preocupados com outros clubes do que com o nosso Sporting.

Exigência

A nossa exigência aumentou muito em menos de um ano.

É um excelente sinal.

 

Prova? Aqui está: em Outubro do ano passado, empatámos 2-2 com o FC Porto para o campeonato em Alvalade.

Na análise do jogo, como costumo fazer, abri com o subtítulo "Gostei" . Num texto em que destaco os seguintes futebolistas: Porro (tal como agora), Nuno Santos (também marcador de um golo), Pedro Gonçalves (desta vez ausente), Adán e Palhinha. Sublinhando que vários jogadores se estreavam num clássico português: Adán, Feddal, Porro, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Pela negativa, só Jovane.

 

Desta vez, nove meses depois, fiz ao contrário. Insatisfeito com o empate 1-1, começo a análise do jogo pelo subtítulo "Não gostei" . Destacando três pela negativa: Paulinho, Feddal e Matheus Reis.

Nem tinha reparado nisto, mas vale a pena comparar. Para percebermos como este Sporting campeão, comandado por Rúben Amorim, nos habituou à vitória como resultado-padrão. Joguemos em que campo jogarmos, seja quem for o adversário.

Ainda bem.

A voz do leitor

«Parece que as equipas da formação do Sporting ficaram ofuscadas com o prémio que se recebeu esta semana. Os sub-23 não conseguiram manter a vantagem de um golo (autogolo) e deixaram-se empatar com o Farense. Mau jogo, jogadores perdidos e um treinador sem chama e saber. Os sub-19 só depois de estarem a perder aos 80 e tal minutos é que perceberam que os jogos são para ganhar, o que já não conseguiram. Neste momento estão na parte de baixo da tabela na fase de apuramento. Quando os miúdos entram em campo mais com toques de vedetas e menos empenho é o que acontece.»

 

Luís Barros, neste meu texto

Pódio: Nuno Santos, Porro, Matheus Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FC Porto pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 19

Porro: 18

Matheus Nunes: 16

Palhinha: 16

Coates: 15

Neto: 14

Paulinho: 14

Esgaio: 13

Vinagre: 13

Adán: 13

Sarabia: 12

Jovane: 12

Feddal: 12

Matheus Reis: 11

Tabata: 5

 

A Bola e o Record elegeram Porro como melhor sportinguista em campo. O Jogo optou por Nuno Santos.

Isto está tudo ligado

O Pedro Oliveira aqui em baixo já fala e bem sobre o fim da quaresma e do jejum motivado pela Covid e do recomeço das homilias com coro e música de órgão e ainda só vamos na quinta jornada.

Mas explicando o título acima, vocemessês lembrar-se-ão do Bobi, ou do Tareco, já não sei bem qual deles era ele ou seria os dois, sei lá, mas o Teles, Reinaldo de seu nome, começou na secção de boxe. Alguma coisa haveria de restar do legado do gão ou do cato (uma mistura de gato com cão ou vice-versa), que se perpetuaria pelo "bicho" e pelo insofismável Paulinho que para disfarçar tinha como apelido Santos.

Ontem sete gajos, a saber: O Ferrari vermelho e sus dos muchachos, o quarto árbitro e o VAR e seu ajudante, o AVARiado, não viram uma agressão do tamanho da Torre dos Clérigos de Coates a Pepe, que numa clara tentativa de ludibriar estas sete alimárias, amandou suas enormes queixadas contra o punho de Pepe que coitado, não conseguiu evitar o contacto. Felizmente o douto juíz da partida estava atento, a mais os seus seis auxiliares e deixou a jogada seguir. Estiveram  estas sete figurinhas mal, no entanto. Deveria ter sido admoestado o jogador do Sporting por teatro. Assim, exige-se um sumaríssimo, de modo a colocar as coisas no seu lugar e que Coates veja na secretaria o castigo que Nuno Almeida descaradamente lhe perdou, com a conivência de mais seis pilantras.

Se não acreditam no que escrevi, vejam as imagens!

Nota 1: Que me desculpem pela fonte das imagens, mas é o que há...

Nora 2: Vai sendo tempo de o Sporting começar a mandar recados de que não tolerará regabofes como os de ontem nos Açores e em Lisboa, Alvalade. Se possível ao mais alto nível.

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