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És a nossa Fé!

Assim, quem é que quererá treinar o Sporting?

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O Sporting venceu, esta semana, o Boavista e o İstanbul Başakşehir com exibições personalizadas e, acima de tudo, qualidade.

Uma pequena declaração de interesses: Já tive oportunidade de falar com Silas. Gosto do Silas enquanto Homem, acho que inventou em alguns jogos e nem sempre estou de acordo com o que diz. Mas há algo importante: Silas é treinador do Sporting e tenho a certeza que faz sempre o melhor possível pelo Clube. Aliás, qualquer treinador sentiria imenso a falta de Bruno Fernandes e Jorge Silas conseguiu estabilizar o Sporting e metê-lo a jogar à bola.

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Em dia de jogo, o Record faz uma capa onde deturpa as palavras de Jorge Silas, dizendo que "Silas atira-se a Bruno". Jorge Silas sempre manteve uma excelente relação com Bruno Fernandes e na conferência de imprensa disse apenas o normal: o mercado traz instabilidade aos jogadores. E tanto traz ao Bruno, como ao Manuel, como ao Joaquim. O Record, talvez por não suportar o Sporting ter sido o único clube português a vencer na Liga Europa, não se conteve e decidiu lançar carvão.

A imprensa ser hostil ao Sporting não é novidade nenhuma. Desde que me conheço como pessoa que sinto isso. O que é novidade é total inércia da direção do Sporting no que toca a defender o seu treinador. Uma total insolidariedade institucional para com quem, por muitos defeitos que se lhe encontrem, é quem dá a cara todos os dias pelo Sporting.

Ainda sobre as obrigações da Direção: vimos ontem Nuno Almeida a ser chamado pelo VAR para assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting e a ignorar olimpicamente a entrada de carrinho de Ricardo Costa sobre o pé de Gonzalo Plata. Mais uma vez, silêncio total da direção sobre o não ter sido assinalado o penalty. Silêncio total sobre um árbitro ignorar um VAR. Silêncio total sobre o Sporting ter sido, mais uma vez, prejudicado por Nuno Almeida.

 

A direção do Sporting é eleita para defender os interesses do Sporting. Nesses interesses estão os adeptos, sócios, profissionais, resultados, títulos, etc etc. Num só dia, a Direção conseguiu-se alhear de duas ofensas gravas aos interesses do Sporting.

Assim, sem solidariedade, sem querer proteger o Clube, quem é que quererá treinar o Sporting Que compromisso podemos pedir a um treinador quando o deixamos assim desprotegido?

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória do Sporting. Derrotámos o Boavista em casa (2-0) num jogo praticamente de sentido único, com a nossa equipa a marcar cedo, a fixar o resultado ainda na primeira parte e a controlar a partida do princípio ao fim. Com entrosamento, boa organização defensiva, capacidade de desequilíbrio em zonas ofensivas e manifesta vontade de satisfazer os cerca de 30 mil espectadores presentes no Estádio José Alvalade. Objectivos atingidos: os três pontos foram conquistados e desta vez ninguém se queixou do espectáculo. Segundo triunfo leonino em quatro dias. Com cinco golos marcados e apenas um sofrido - primeiro para a Liga Europa, agora para o campeonato nacional.

 

De Plata. Silas desta vez apostou nele como titular, confiando-lhe a ala direita ofensiva. O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo. Manteve-se veloz e acutilante até ao apito formal, demonstrando ao técnico que tem lugar no onze leonino.

 

De Sporar. O avançado esloveno - única contratação do Sporting neste mercado de Inverno - fez o segundo jogo consecutivo a marcar, destacando-se ao metê-la lá dentro na nossa primeira oportunidade de golo: assim se estreou como goleador na Liga portuguesa. E podia ter marcado novamente três minutos depois, aos 16', quando tentou um disparo à baliza com nota artística, de calcanhar, após cruzamento de Vietto. A continuar assim, confirma-se como verdadeiro reforço numa equipa que tem andado tão carente de goleadores.

 

De Vietto. Não marcou, mas foi uma peça essencial da dinâmica leonina, revelando-se cada vez mais influente no onze orientado por Silas enquanto segundo avançado com liberdade para se movimentar entre as alas e o eixo. Tem excelente domínio técnico, grande capacidade de leitura de jogo e parece sempre saber muito bem o que fazer com a bola. A saída de Bruno Fernandes soltou mais o argentino, que agora pode actuar na posição em que é mais útil para a equipa.

 

De Battaglia. Manteve-se como titular, demonstrando ter readquirido a boa forma que lhe conhecíamos antes da grave lesão que o retirou dos relvados durante quase um ano. Pendular no nosso meio-campo defensivo, foi determinante na travagem dos movimentos ofensivos do Boavista e na recuperação de bolas, destacando-se igualmente no início da construção da manobra atacante do Sporting. Sempre pronto para apoiar a linha defensiva, ontem desguarnecida do habitual quarteto titular (Rosier, Neto, Ilori e Borja actuaram nos lugares que têm vindo a ser ocupados por Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña). Ficou-lhe bem a braçadeira de capitão.

 

De Luís Maximiano. Vai cimentando a titularidade como guardião leonino: aos 21 anos, partida após partida, consolida a popularidade junto dos adeptos. Tem motivos de sobra para se sentir orgulhoso: manteve as redes intactas graças a uma enorme defesa no último lance do jogo, aos 90'+4, quando voou ao segundo poste para impedir um golo num remate em arco, muito bem colocado. A baliza é dele.

 

Que o Sporting terminasse o jogo com seis da formação. Além de Max, estavam em campo Ilori (desta vez com exibição positiva), Jovane, Pedro Mendes (que substituiu Sporar aos 75'), Francisco Geraldes (em estreia na Liga 2019/2020 aos 82', entrando para o lugar de Vietto sob calorosa ovação) e Gonzalo Plata - este, sendo equatoriano, não deixa de pertencer à formação, pois tem apenas 19 anos. Quem disse que não se ganham partidas com aposta forte na prata (ou plata) da casa? 

 

Que Madjer tivesse dado o pontapé-de-saída. Justa homenagem - com o estádio a aplaudi-lo - ao melhor jogador mundial de futebol de praia, que agora se despede de uma carreira de sucesso ímpar em que representou o Sporting e a selecção nacional.

 

 

Não gostei
 
 

Da arbitragem fraudulentaO senhor Nuno Almeida, cuja péssima reputação já vem de longe, contrariou todas as evidências - e o próprio vídeo-árbitro - ao fazer vista grossa a uma falta cometida pelo veterano Ricardo Costa, que na grande área boavisteira derrubou Plata de carrinho, à margem das leis do jogo. Grande penalidade do tamanho da Torre dos Clérigos: o vetusto central chega atrasado e só toca na bola após varrer o jovem equatoriano. No entanto, mesmo depois de alertado pelo VAR e de visionar o lance de vários ângulos, o dono do apito manteve o veredicto, beneficiando a equipa visitante, poupando o cartão vermelho ao sarrafeiro e impedindo o Sporting de chegar aos 3-0 através da marcação de um penálti que só ele parece não ter enxergado.

 

De ver a nossa equipa tão desfalcada.  Bruno Fernandes rumou a Inglaterra. Acuña ficou de fora por acumulação de cartões. Coates cumpriu castigo. Mathieu continua lesionado. Com quatro titulares absolutos do início da época agora ausentes, Silas viu-se forçado a fazer mexidas. Felizmente todas resultaram.

 

Dos javardos da claque boavisteira.  Estiveram aos urros durante o minuto de silêncio inicial em memória do sócio n.º 2 do Sporting, há dias falecido. Será que só guinchos a imitar macacos justificam a reprovação das figuras bem-pensantes no futebol cá da terra?

 

De quase já não ouvirmos O Mundo Sabe Que.  Aquele que se tornou o segundo hino do Sporting, entoado com entusiasmo antes dos jogos durante vários anos, anda a ser subalternizado de forma inaceitável pela Direcção leonina. Agora só começa a entoar-se no estádio praticamente em cima do apito inicial, sem a letra projectada nos ecrãs gigantes e quando todas as atenções já estão viradas para a bola pronta a rolar na relva. Um disparate, este tratamento dispensado a um cântico que tem funcionado como vibrante traço de união entre todos os adeptos.

Plata dorada

E o rapaz até é humilde. Irá longe, se o deixarem.

O Xico entrou e disse presente. A qualidade está lá toda.

O mistério da condição física do Rosier continua.

Vietto é craque, definitivamente.

O Ferrari é um FDP!

 

Edição após visualização das imagens pela SporTV: Penalti claro e vermelho por mostrar, indicação até do VAR. Conclusão: O Ferrari é mesmo um GFDP!

Os mirabolantes milhões que Mendes encaixou com Bruno Fernandes

5,5 Milhões de Euros. Por extenso: Cinco vírgula cinco milhões. 

Foram os "custos de intermediação" da transferência de Bruno Fernandes para o Manchester United, segundo o comunicado publicado pelo Sporting na CMVM no final da semana passada.

https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR74426.pdf

Esses 5,5 milhões (10% - dez por cento - dos EUR 55 milhões da venda) comparam com 34 milhões de encaixe líquido para o Sporting com o negócio (https://www.abola.pt/nnh/2020-02-22/sporting-bruno-fernandes-rendeu-34-13-milhoes/830479), descontadas as fatias da banca e outras. Ou seja, os agentes facturaram cerca de 16% do que o clube, proprietário do passe, encaixou.

E quem são esses agentes? 

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(in Record)

Ora, a Positionumber, do empresário de Bruno Fernandes, e... a Gestifute - sim, a de Jorge Mendes. Porque é que o empresário de BF, o Sporting e o clube interessado na contratação precisaram do "superempresário"? Não sabemos.

Recorde-se que este é o mesmo Mendes cujos negócios com SLB, FCP e outros clubes estão a ser investigados por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais:

https://www.record.pt/futebol/detalhe/benfica-fc-porto-sp-braga-e-jorge-mendes-investigados

Será que a direcção do Sporting era tão incompetente para vender o melhor jogador do plantel - e do campeonato português - que precisou da ajuda de Mendes?

Gostava de ver Frederico Varandas no Jornal da Noite da TVI ou em 5 edições seguidas no Record a explicar aos sportinguistas estes negócios e comissões.

Também o de Ilori.

E a venda de Thiery, também intermediado por Mendes.

Gostava de ver, mas sei que não verei.  

Como já aqui escrevi várias vezes, acredito que, a caminho de meio do mandato da actual direcção, se tornou mais do que evidente a falta de rumo do Clube e a incapacidade para preparar uma época num desporto altamente competitivo e profissionalizado como é hoje o futebol. Com o conflito com a oposição interna (a "escumalha", nas palavras do próprio) em níveis perigosos, c. de 5 mil pessoas (entre elas, eu) participaram na maior manifestação de que há memória em Alvalade há c. de 2 semanas, prova do enorme descontentamento entre os sportinguistas. Estou certo de que, hoje, Varandas perderia as eleições. Perderia, e por muito. Ele próprio sabe disso, daí agigantar inimigos internos (meros vândalos, para os quais está aí a PSP e estão aí os tribunais), apresentando-os como a maior ameaça à Humanidade desde a Peste Negra. 

Não é só o clima de guerra civil e o aprofundamento de divisões entre sportinguistas; não é só pelos maus resultados, pelo depauperamento do plantel de futebol e pela mediocridade que se vai instalando no clube a todos os níveis. A demissão da actual direcção é uma urgência por sucessivas e reiteradas decisões de gestão lesivas para as finanças e a reputação do Clube.

Fixem o nome deste miúdo

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Nuno Gonçalo Rocha Moreira tem 20 anos, é médio ofensivo. Brilhou ontem na vitória da equipa sub-23 do Sporting contra o Benfica, no início da segunda fase da Liga Revelação 2019/2020. Com dois golos (o primeiro é uma obra-prima) e assistência para o terceiro, sendo fundamental neste triunfo por 3-2.

Um nome a fixar, o de Nuno Moreira. Se jogar sempre assim, chegará longe.

O fanatismo tornou-se virtude

Texto do leitor V. Guerreiro

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Os depoimentos dos arguidos sobre o que se passou em Alcochete são em tudo idênticos aos de um arguido que assassinou a ex-companheira (salvaguardando as devidas proporções, naturalmente). Reconhece que fez mal, que se deixou dominar pelo ciúme, que não suportou ter sido abandonado, que foi levado por um impulso e que está arrependido.

A invasão à Academia do Sporting foi um crime passional. Foi o resultado de amores doentios, de ciúmes, de frustração e de descontrolo emocional.

Desde miúdo que conheço bem os “fanáticos do futebol”, que era como se tratavam aqueles que pisavam o risco da má-criação. Mas nesse tempo havia a família que reprovava os excessos e os amigos que aconselhavam a contenção. Nesse tempo, os fanáticos eram socialmente censurados. Hoje, quem não é fanático fica aquém do desejado. Quem não vive os clubes 24 horas por dia, como um vício (palavras do arguido Tiago Neves), não tem autoridade moral para mandar bitaites. Quem convive com as derrotas sem partir qualquer coisa é um resignado e não ama o suficiente. Os fanáticos têm, assim, finalmente, caminho livre à sua frente, porque o fanatismo clubístico foi finalmente aceite e é normalizado diariamente na televisão. Deixou de ser uma maluquice e passou a ser uma virtude, um exemplo de dedicação a uma causa nobre.

Com a negligência do Estado, a ideologia Ultra (ultra fanática) encontrou nas claques um porto seguro para se instalar e angariar jovens incautos.

E é neste ambiente que surge um Presidente fanático, um Presidente adepto, um Presidente com uma paixão enorme, doentia, que arrasta consigo todos os que quiserem viver o nosso grande amor e a promessa de dias de glória. O mundo sabe que pelo teu amor eu sou doente, que não suporto a desilusão e a frustração, que não me resigno, que não compreendo as críticas injustas a quem dá tudo por amor, que não entendo como é possível alguém falhar um golo tão fácil, jogar tão pouco, que não aceito que não se esforcem como eu me esforço, apesar de ganhar muito menos do que vocês. Nesses momentos, é preciso fazer qualquer coisa de urgente, “dar um aperto”, chamar a atenção para “darem o máximo”, “pedir justificações”. Às vezes, perdemos a cabeça, exageramos, vamos longe de mais. Às vezes, lá aparece uma notícia de mais um crime passional.

Entretanto, o fanatismo continua o seu desfile obsceno nas televisões, nos blogues, nas bancadas dos estádios e nos comunicados de imprensa dos clubes.

 

Texto do nosso leitor V. Guerreiro, publicado originalmente aqui.

 

A voz do leitor

«A esmagadora maioria dos presidentes do SCP de que me recordo - de Brás Medeiros até hoje - teve, na minha opinião, desempenhos medíocres (e alguns muito negativos), com a óbvia excepção de João Rocha e poucos mais. Exemplos flagrantes de falta de visão e de competência: 1) A não renovação atempada da equipa dos Cinco Violinos; 2) - A falhada contratação de Eusébio. No Sporting, as direcções, em regra, só depois de iniciados os mandatos é que revelam a sua real qualidade. Tal como os melões.»

 

Margil, neste meu texto 

Bancada Sul A

Percebo as razões que levaram à revista minuciosa dos espectadores que pretenderam entrar em Alvalade na passada quinta-feira, mas discordo da sua implementação. Bem sei que foi na bancada Sul A que gangs sem qualquer vergonha brindaram todos os espectadores do estádio com sucessivos “festivais” de piro-javardice. Mas há que separar o trigo do joio, o estádio tem câmaras, autoridades presentes durante o jogo e não vi até hoje uma detenção. Faltou coragem para identificar e retirar os energúmenos da bancada?

É para mim inaceitável fazer pagar o justo pelo pecador, submetendo todos os que assistem aos jogos na referida bancada a tratamento vexatório, como obrigar pessoas a descalçarem-se. Para cúmulo, ao que parece também é ineficaz.

Vamos ser sérios, coisa que a actual direcção apesar do muito que apregoa, não parece ser, querem mesmo combater a turba infame? Comecem por higienizar as instalações do clube, retomando a posse das áreas sob controlo dos gangs. Em seguida, se necessário, encerrem a bancada Sul A. Durante alguns jogos, ou mesmo até final da época. Porque existem direitos adquiridos, aos detentores de GB, ofereçam lugares de categoria superior, mas dispersos pelo estádio. Os restantes frequentadores habituais terão que adquirir um lugar disponível no estádio.

Não cabe aos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal autorizar ou não a existência de claques, porque a Constituição da República permite o livre direito à associação. Mas podem perfeitamente não as reconhecer, facilitar o seu funcionamento ou estabelecer qualquer tipo de relação institucional ou de apoio às mesmas.

Enquanto sócio, não estou minimamente satisfeito com o desempenho do actual Conselho Directivo, em particular do presidente Frederico Varandas. Mantenho a convicção que o mandato não chegará ao fim, muito provavelmente nem sequer irá além do presente ano de 2020.

Reserva leonina

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A última edição do programa Sporting160 teve como convidado Miguel Poiares Maduro.

Foi uma entrevista muito interessante, com boas (e pertinentes) perguntas e melhores respostas. Vale a pena escutar!

Poiares Maduro tem ideias muito concretas sobre o Sporting e o caminho que deverá seguir. Defendeu um debate sobre um novo modelo de governação para reger o clube (indicando, a esse respeito, tipos diferentes), considerando que o modelo actual está falido e o Sporting, persistindo no mesmo, não inverterá o rumo dos últimos 30 anos.

Uma análise desassombrada sobre o clube, a confirmar Poiares Maduro como uma boa reserva para o futuro do Sporting. 

Armas e viscondes assinalados: Disseram sim à vida enquanto aprovavam a eutanásia

Sporting 3 - Basaksehir 1

Liga Europa - 1.ª mão dos dezasseis-avos de final

20 de Fevereiro de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

Passou quase toda a primeira parte como um espectador, sendo praticamente o único naquele sector do estádio que conseguiu presenciar o jogo desde o apito inicial – e presumivelmente sem lhe revistarem as chuteiras. A segunda parte foi mais parecida com o registo da equipa leonina nos tempos mais recentes, e fez uma defesa providencial antes de não conseguir travar o pontapé de pénalti que tornou ligeiramente menos certo que a melhor exibição do Sporting nesta temporada garanta que não haverá Alvaladexit após a viagem à Turquia.

 

Ristovski (3,5)

Além da assistência que terminou a seca de golos de Sporar, o macedónio destacou-se pelo contributo na construção de ataques, provando conseguir ser mais perigoso no 4-3-3 ou 4-2-3-1 ou lá o que é do que no 3-5-2. Do ponto de vista defensivo viu-se acossado com a presença de muita actividade subversiva no seu quadrante ao longo da segunda parte. Mas não foi por aí que os turcos chegaram ao cuscuz.

 

Coates (4,0)

O Sporting estava à beira do abismo e o central uruguaio deu o passo em frente. No sentido em que se adiantou aos adversários, esticou a perna e desviou o pontapé de canto cobrado de forma irrepreensível por Acuña. Colocou a equipa em vantagem logo no arranque e depois esmerou-se nos passes longos e na custódia da sua grande área, acumulando mais triunfos nos duelos aéreos com os turcos do que a aviação do regime sírio. Próximo desafio, depois de não poder ajudar na recepção ao Boavista: garantir que os leões passam aos oitavos de final da Liga Europa com Tiago Ilori no onze titular.

 

Neto (2,5)

Realizou dois ou três cortes importantes “à queima”, fruto da contra-ofensiva turca na segunda parte, pelo que não deixa de ser irónico que lhe tenha sido assinalada uma grande penalidade num lance em que está muito longe de ser evidente que tenha cometido qualquer infracção. Assustou os adeptos que puderam entrar a tempo em Alvalade ao parecer tocado durante o aquecimento, numa antecipação do que será ver Ilori elevado à titularidade nos próximos dois jogos.

 

Acuña (4,0)

Executou o canto que arrombou o marcador “à patrón” e nunca mais deixou de fazer coisas acertas e de pôr tudo aquilo que é nas mais pequenas coisas que faz. Intratável apenas na conquista, manutenção de posse e endosse de bola, pareceu possuído pelo espírito de Maradona (é possível que qualquer familiar de Diego que estivesse a ver o Sporting-Basaksehir tenha corrido a aproximar um espelho da sua boca para verificar se este se havia finado) numa arrancada junto à linha. Ter o lateral-esquerdo, médio, extremo e tudo no plantel é uma das maiores alegrias que restam aos sportinguistas que preferem vencer as equipas adversárias a derrotar as suas próprias claques.

 

Battaglia (3,5)

Vincou a sua principal diferença em relação à concorrência interna: sabe o que fazer com uma bola de futebol. Mais do que ser uma primeira barreira ao ataque turco – incipiente na primeira parte, mas cada vez mais constante na segunda –, revelou-se um primeiro urdidor de futebol ofensivo, no sentido da palavra que não gera assobiadelas. E ainda voltou a ficar perto de marcar, num remate dentro da grande área que foi desviado pelo guarda-redes turco.

 

Wendel (3,0)

Foi o mais discreto da equipa na fulgurante primeira parte, sem por isso deixar de cumprir na circulação criteriosa de bola que foi uma das chaves do sucesso depois de sucessivos jogos feitos de marasmo. E o certo é que tirou proveito das reservas de energia de que ainda dispunha no final da segunda parte, altura em que diversos colegas já davam sinais de desgaste preocupantes.

 

Vietto (4,0)

Regressou à equipa titular com intenção de deixar marca e assumiu-se como o substituto de Bruno Fernandes que teria sido desde o início da temporada caso a transferência do capitão tivesse ocorrido em Agosto e Raphinha e Bas Dost ainda trajassem de leão ao peito. Rei do meio-campo ofensivo e municiador dos colegas, ficou perto de marcar logo no início do jogo, sendo atrapalhado por Bolasie. Nem por um instante esmoreceu, impondo a sua construção, tijolo por tijolo, para gáudio das bancadas e desconforto dos visitantes. Quando na segunda parte chegou a hora de marcar, vendo-se frente a frente com o guarda-redes, agiu com uma frieza difícil de encontrar em quem tantas vezes se vê legitimamente acusado de “não ter golo”. Provou que não teria de ser necessariamente assim e agradeceu com uma vénia aos milhares que o aplaudiram, sem distinguir entre “croquetes” e “escumalha”. Mantenha a qualidade de jogo, a assertividade de decisão, e a inteligente leitura do ambiente que o rodeia e poderá ser uma das chaves para um Sporting mais saudável. Juntou-se, para já, a Coates na equipa da semana da Liga Europa e, tendo até em conta que a sua transferência é desaconselhada pelo acordo que Jorge Mendes engendrou, convém que por Alvalade se mantenha por muitos e bons.

 

Jovane Cabral (3,5)

Ciente de que a aura de “arma secreta” o condena a longos minutos de banco e aquecimento, acelerou o futebol leonino desde o primeiro instante, em absoluto contraste com a contemplativa placidez demonstrada por Rafael Camacho enquanto titular recorrente. Sendo verdade que nem sempre decide da forma mais perfeita, ao ponto de o seu melhor remate ter sido precisamente a recarga para o golo apenas anulado por ter sido antecedido por fora de jogo de Sporar, teve o condão de nunca se esconder e de fazer tudo para resolver a eliminatória. Detalhes como o toque de calcanhar que serviu de alicerce ao terceiro golo do Sporting impõem que seja a primeira opção, ainda que o seu tipo de desgastante movimentação desaconselhe que permaneça em campo muito mais do que uma hora.

 

Bolasie (3,0)

O “trapalhonismo” que dele irradia custou um golo cantado que teria ampliado o marcador nos primeiros minutos de jogo, pois não aproveitou a assistência de Sporar e não deixou que Vietto a aproveitasse. Também voltou a enredar-se na sua afamada finta, quase tão autofágica quanto a incapacidade de voar foi para os extintos dodós, e até a assistência que assinou para o terceiro golo teve o seu quê de mal-amanhada. Dito isto, voltou a dar o seu melhor, a impor a estampa física e a recorrer à velocidade em prol da equipa, numa exibição a todos os níveis positiva, ainda que nada se tivesse perdido caso tivesse saído mais cedo, permitindo a progressão daquele moço Gonzalo Plata que por Alvalade continuará se não for entretanto trocado por um punhado de feijões mágicos. Aquele seu remate que estremeceu os ferros da baliza como nenhuma pirotecnia conseguiria simboliza a falta de sorte que Bolasie carrega nos ombros.

 

Sporar (3,5)

A persistente seca de golos parecia destinada a terminar logo após o apito inicial, mas o esloveno preferiu contornar o guarda-redes e servir os colegas, tendo o supremo azar de haver demasiados pés para uma só bola. Mas o recado estava dado: Sporar consegue render quando a equipa agrega talento suficiente para carrilar jogo ofensivo que, mais do que cruzamentos para a cabeça (como nos tempos de goleadores trocados por feijões mágicos), assenta na bola a rolar na relva. Começou por atirar ao lado, depois rematou ao poste (em posição ligeiramente irregular, o que invalidou a recarga certeira de Jovane) e finalmente marcou o que se espera ser o melhor de muitos, tirando o melhor proveito de um cruzamento em esforço de Ristovski. Quebrado o encanto, o que lhe permitiria apanhar o melhor marcador da Liga Europa, graças aos cinco golos marcados pela anterior equipa, permaneceu envolvido nos muitos contra-ataques até ser poupado por Silas para o jogo de domingo em que poderá perceber-se quais são as hipóteses de Bruno Fernandes vir a ser suplantado como melhor marcador do Sporting na Liga NOS.

 

Pedro Mendes (2,5)

Teve direito a mais de duas dezenas de minutos para demonstrar a sua arte. Pena é que esses minutos tenham coincidido com a pior fase do Sporting, pelo que o jovem avançado teve sobretudo de ser o primeiro factor dissuasório das incursões turcas. Esteve à altura da missão, e tratou de apoiar os colegas, de costas para a baliza, a levar perigo aos visitantes.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Entrou para tentar travar o avanço do Basaksehir e não se pode dizer que tenha sido particularmente incompetente nessa missão. Mas não restam dúvidas de que não deve ser considerado como mais do que um suplente de Battaglia ou, se tudo correr melhor para o ano, de João Palhinha.

 

Gonzalo Plata (3,0)

Há que ovacionar o aproveitamento dos poucos minutos a que teve direito. Diversas acções em que mostrou velocidade e capacidade de finta serviram de aperitivo para um belíssimo remate que o desmancha-prazeres turco evitou que se convertesse num merecido 4-1.

 

Silas (3,0)

Retirou dividendos imediatos de uma ideia muito louca e inovadora chamada colocar os melhores jogadores disponíveis na equipa titular (só Bolasie poderia ter tal estatuto posto em causa pelo jovem Gonzalo Plata). É uma incógnita que tenha dado conta disto, por muito que seja difícil não reparar na diferença entre o futebol castrado e lamentável demonstrado em Vila do Conde e as jogadas empolgantes testemunhadas pelos compradores de bilhete e receptores de borlas presentes em Alvalade na tarde de quinta-feira, agarrando a equipa à vida ao mesmo tempo que a despenalização da eutanásia era aprovada na Assembleia da República. Bafejado pelo talento dos bons jogadores que restam no plantel (faltava Mathieu, mas Neto esteve à altura até ter que a arbitragem vislumbrou o pénalti sem falta que culminou no tento de honra do Basaksehir), ainda que não pela sorte (outros tantos golos ficaram por marcar), tardou a refrescar a equipa na segunda parte, o que resultou num ascendente do adversário que se vai tornando natural em quem enfrenta o Sporting. Continua, assim, na corda bamba e com a garantia de que será o próximo saco de areia a atirar por Frederico Varandas para manter acima do solo (e ao sabor do vento) o balão de uma presidência feita de ar quente.

Pódio: Vietto, Bolasie, Sporar, Jovane

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Basaksehir pelos três diários desportivos:

 

Vietto: 20

Bolasie: 19

Sporar: 18

Jovane: 18

Coates: 18

Ristovski: 18

Acuña: 17

Luís Maximiano: 17

Plata: 16

Battaglia: 16

Wendel: 14

Pedro Mendes: 12

Neto: 12

Idrissa Doumbia: 10

 

Os três jornais elegeram Vietto como melhor jogador em campo.

Urge afastar Varandas da SAD

Texto da leitora Maria Inês

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Quando a gestão é competente os resultados aparecem independentemente dos presidentes. Tivessem o futebol profissional e a SAD uma direcção à sua altura, como têm as modalidades, e com certeza as coisas seriam muito diferentes. E não há que escondê-lo ou ter vergonha. Muito do bom trabalho das modalidades vem de trás e foi muito inteligente aproveitá-lo. Assim como é de louvar a nova aposta no basquetebol.


Continuo a achar incrível a insistência em demitir Varandas de presidente do clube em vez de virar todo o foco para o seu fraquissímo e inenarrável desempenho à frente do futebol. O homem não percebe nada disto e não diz coisa com coisa.


Para o demitir de presidente do clube não há justa causa nem nada que o valha, mas para o demitir de presidente da SAD razões não faltam, e devia ser o clube, como principal accionista, a tomar a iniciativa de o demitir. Ou seja, os sócios deviam promover uma assembleia geral para pedir ao Varandas presidente do clube para demitir o Varandas presidente da SAD. E se seguidamente se contratasse alguém capaz e competente para a SAD e se pusesse as claques efectivamente na ordem com a sua expulsão definitiva de sócios e dos recintos desportivos, podem ter a certeza que isto ficava tudo resolvido até às próximas eleições.


O problema é meter tudo no mesmo saco e não ir ao fundo da questão.

 

Texto da nossa leitora Maria Inês, publicado originalmente aqui.

A voz da leitora

«Quanto às claques... infelizmente até a salutar higienização em curso estará ameaçada quando o presidente cair. Mas aí caberá aos sócios exigirem e apoiarem os candidatos que se comprometam a acabar com estes grupos paralelos e arruaceiros no clube.»

 

Rute Rockabilly, neste texto da Zélia Parreira

No país das maravilhas

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"Não há eleições!

D. Sebastião volta para a semana!"

Esta é a capa de um dos primeiros livros de Vasco Pulido Valente (VPV), estava (estou) a relê-lo.

A notícia de hoje apanhou-me de surpresa.

Todas as mortes nos apanham nos apanhavam de surpresa (a partir de ontem vamos poder morrer com hora marcada e convidar familiares e amigos para a festa).

Conheço o Vasco desde que comecei a ter uma opinião política, muito cedo, tenho irmãos mais velhos e o 25 de Abril para os miúdos que nasceram nos anos sessenta era um Benfica vs. Sporting; muita paixão, muita luta, sem cinzentos. Branco, negro, a favor, contra.

Vasco foi um dos que me ensinou a ver outros caminhos, ainda criança, oito, nove anos já recortava artigos dele no Diário de Notícias, mais tarde, lia-o n' O Independente e na K (capa), no Público, também.

O que tem isto a ver com desporto, nada. Ou então; tudo! (hesitei na pontuação, não é canónica, é a que melhor expressa o que quero dizer e faz "pendant" com a pichagem).

Vasco queixava-se muito dos jogos do Benfica, dos vândalos, suevos e hunos que estacionavam em cima dos passeios e lhe bloqueavam a garagem nos dias de jogo do "glorioso" na Luz; enfim, não seria racismo lampiónico mas era má educação.

Deixo-vos com um extracto de um texto de VPV publicado no Diário de Notícias em 17 de Junho de 1977, chamado: Ressaca de Feriados.

«Neste bem merecido repouso dos insanos trabalhos da revolução, da democratização e da produção, a vida política séria e dura ficou suspensa.

O Portugal oficial reconquistou Camões à reacção e falou de História com H grande.

É, de facto, curiosa esta obsessão da retórica dominante com a História maisculada, imaginária ou ideológica, quando a conhece tão mal, despreza tanto o seu passado e o estuda tão pouco.»

Para terminarmos e num apelo ao civismo neste fim-de-semana, ponte, "feriado", o último parágrafo da referida crónica de Vasco:

«E lamentemos também aquele País que se precipitou para as estradas, na ânsia de gozar, com feridos e mortos, os absurdos "feriados de Junho". Nestes loucos anos setenta, já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.».

Duas ideias fortes:

- Eleições, não. Dom Sebastião volta para a semana.

- Já não se distingue bem o que é pura irresponsabilidade e o que é o medo dos dias que hão-de vir.

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

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Bruno Fernandes 15 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg, PSV, PSV, Gil Vicente, Santa Clara, V. Setúbal, V. Setúbal)

Luiz Phellype 9 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira, PSV, Moreirense, Santa Clara, Santa Clara, Portimonense)

Vietto 6 (Famalicão, Belenenses SAD, Belenenses SAD, Gil Vicente, Portimonense, Basaksehir)

Coates 4 (Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg, Basaksehir)

Mathieu 3 (PSV, Braga, Portimonense)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Wendel 2 (Braga, Gil Vicente)

Bolasie 2 (Rosenborg, Santa Clara)

Acuña 2 (V. Guimarães, FC Porto)

Pedro Mendes 1 (PSV)

Jesé 1 (V. Guimarães)

Rafael Camacho 1 (Portimonense)

Plata 1 (Portimonense)

Borja 1 (Marítimo)

Jovane 1 (Rio Ave)

Sporar 1 (Basaksehir)

João Meira 1 (defesa do V. Setúbal, autogolo)

Jadson 1 (defesa do Portimonense, autogolo)

Ser Rambo não dá bom resultado

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"Queria pedir desculpas aos jogadores, eles são as verdadeiras vítimas [...] prejudiquei gravemente as vítimas, a instituição Sporting e a própria Juve Leo."

É uma das frases a reter de todo este processo. 

Todas as vezes que estamos nas redes sociais a insultar tudo e todos. Todas as vezes que, numa discussão numa caixa de comentários, ameaçamos alguém com violência... Há sempre uma consequência.

Às vezes a realidade apanha-nos. E, a estes rapazes, apanhou da pior maneira. Quando deram por si, estavam a agredir jogadores do Clube que amam (acredito que o façam). Quando deram por si estavam a ser detidos e hoje, quase dois anos depois, estão sentados em tribunal. Provavelmente prestes a serem, e bem, condenados.

Estamos no século XXI, devíamos ser capazes de discutir sem chegar a este ponto. Devíamos ser capazes de verbalizar a nossa opinião sem agredir o nosso interlocutor.

Ser Rambo não dá bom resultado.

{ Blog fundado em 2012. }

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