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És a nossa Fé!

Mais um troféu para Scolari

 

Houve quem os considerasse imbatíveis, com manifesto exagero. Imbatíveis, os jogadores espanhóis? Pelo contrário, foram vulgarizados pela excelente selecção brasileira, que hoje (hora portuguesa) se sagrou vencedora da Taça das Confederações, no mítico palco do Maracanã. A tal ponto que no último quarto de hora já se arrastavam em campo, aguardando penosamente o apito final.

Para mim, que torcia pelos brasileiros, foi uma excelente forma de começar a semana. Neymar, Paulinho, Fred, Óscar, Júlio César, David Luiz e tutti quanti deram a quem os acompanhava em todo o mundo uma lição de futebol. E desde logo uma lição táctica, no confronto entre os dois técnicos - Luiz Felipe Scolari e Vicente del Bosque: enquanto o espanhol insistia no esquema de sempre, concentrando jogadores no centro do relvado, o brasileiro ordenava aos seus pupilos o preenchimento constante das alas, onde dominaram do princípio ao fim, faziam movimentar a bola a uma velocidade estonteante e subiam em bloco cada vez que os campeões do mundo cediam um só palmo de terreno.

Ao ver este concludente triunfo, que coloca o Brasil na pole position dos vencedores do próximo Mundial, lembrei-me de um passado recente. Em Outubro, circulou na imprensa a hipótese de Godinho Lopes contratar Scolari para treinador do Sporting. Logo surgiram dezenas de sportinguistas a insurgir-se contra este cenário, alegando que o campeão do mundo de 2002, seminafinalista do Europeu de 2004 e semifinalista do Mundial de 2006 não tinha qualidade nem categoria para treinar o nosso clube. Aconteceu tantas vezes no passado, continua a acontecer: teimamos em recusar alguns dos melhores profissionais do futebol com argumentos que não resistem a dois segundos da mais elementar lógica.

Claro que tudo não passou de cenário. Scolari, talvez o mais popular treinador de sempre em Portugal, custava demasiado aos cofres leoninos para ser encarado como hipótese séria. Quem lucrou com isso foi a selecção brasileira, para onde entrou como sucessor do contestado Mano Menezes.

E logo se viu a diferença.

Quando começaremos finalmente a conceder mérito a quem merece?

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