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És a nossa Fé!

A importância de saber usar a cabeça

Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade.

É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.

Sabendo as dificuldades actuais do Sporting no plano financeiro, Labyad terá sido incapaz de permitir uma alteração da cláusula contratual que lhe previa o pagamento de uns impensáveis dois milhões de euros líquidos em salários na próxima temporada e, não contente com isso, ainda deu uma entrevista a um periódico holandês na qual se queixou de que o clube não lhe pode pagar.

Gostaria que aplicasse esta tenacidade e este desassombro em campo, não nas páginas dos jornais. Mas para isso não basta ter jeito para jogar com os pés: é preciso saber usar também a cabeça, atributo que não está ao alcance de qualquer um.

 

ADENDA: relembro o meu texto Cuidado com as hipérboles, publicado a 7 de Março.

2 comentários

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    Pedro Correia 18.06.2013

    Que eu saiba, ninguém foi despedido do Sporting sem a indemnização prevista na lei. Pelo contrário, durante demasiado tempo andámos (e julgo que ainda andamos) a pagar a ex-treinadores. Chegou-se ao extremo de se pagar a quatro treinadores em simultâneo (ao que estava em funções e aos que tinham sido corridos antes).
    O Sporting, na fase em que está, não pode dar-se ao luxo de ter jogadores que ultrapassem o tecto salarial definido no acordo estabelecido com a banca.
    Muito menos jogadores que não rendem no plano desportivo.
    Muito menos - acrescento - jogadores que andam a dar entrevistas à imprensa estrangeira em que questionam a capacidade financeira do clube que ainda lhes paga os (chorudos) salários. Esquecendo que, com declarações desse género, se desvalorizam instantaneamente no mercado das transferências.
    É por isso que a cabeça também deve servir para pensar - não apenas para cabecear, coisa que alguns desses profissionais da bola aliás também fazem com notória dificuldade...
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