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És a nossa Fé!

A importância de saber usar a cabeça

Embirro solenemente com jogadores que, sem demonstrarem talento à altura dos pergaminhos apregoados pelos seus agentes e por uma imprensa sempre pronta a transformar atletas banais em pseudo-heróis, mesmo assim não resistem a proclamar aos quatro ventos o seu estatuto remuneratório, como se isso fosse só por si garantia de qualidade.

É o caso de Zakaria Labyad. Chegou, viu mas não venceu. Teve fracas prestações em campo e nunca se integrou verdadeiramente na dinâmica colectiva do Sporting. Cumpriu uma época medíocre e sofrível ("algo irregular", segundo a prosa eufemística da imprensa especializada em futebol), também devido aos erros de gestão desportiva da equipa, reconheço, mas os verdadeiros talentos emergem precisamente nestas ocasiões. Não foi o caso do jovem marroquino, a quem não faria mal nenhum um banho de humildade que lhe permitisse reconhecer insuficiências e limitações, aliás naturais num jogador com apenas 20 anos.

Sabendo as dificuldades actuais do Sporting no plano financeiro, Labyad terá sido incapaz de permitir uma alteração da cláusula contratual que lhe previa o pagamento de uns impensáveis dois milhões de euros líquidos em salários na próxima temporada e, não contente com isso, ainda deu uma entrevista a um periódico holandês na qual se queixou de que o clube não lhe pode pagar.

Gostaria que aplicasse esta tenacidade e este desassombro em campo, não nas páginas dos jornais. Mas para isso não basta ter jeito para jogar com os pés: é preciso saber usar também a cabeça, atributo que não está ao alcance de qualquer um.

 

ADENDA: relembro o meu texto Cuidado com as hipérboles, publicado a 7 de Março.

6 comentários

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    Carlos 15.06.2013

    Completamente de acordo,JMB.Certo como sempre.Mas agora há que demonizar Labyad,que por acaso até é nosso jogador.Boa sorte quando tiver que jogar com assobios constantes ou a ser vendido ao desbarato porque por este caminho daqui a pouco é óbvio para todos (e o mercado também) sabem que não tem condições para ficar.
    Seria mais um acto de gestão brilhante para juntar à nossa já vasta coleção.Podia ser investigado também na tão famosa auditoria.
    Siga a campanha.O 7º lugar do ano passado não ensinou nada.
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    Pedro Correia 15.06.2013

    A desmemória é uma coisa tramada. Aguardo (devidamente sentado) que alguém me aponte um jogo do Sporting em que o Labyad tenha mostrado valor suficiente para auferir dois milhões líquidos por ano e andar a cantar de galo em entrevistas à imprensa internacional.
    E não só ele: também o Elias, o Pranjic e o Jeffrén, que parecem ter também uma reduzida mas sonora legião de fãs. Há gostos para tudo...
    Bastam estes, não preciso que me falem de mais ninguém.
    Obrigadinho desde já.
  • Sem imagem de perfil

    Carlos 15.06.2013

    Não quer compreender o que escrevi.Fui muito claro e noutro sentido o seu colega JMB também.Tentar virar os adeptos contra os nossos jogadores só nos prejudica seja qual for o ponto de observação.Se não compreende isso...
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    Pedro Correia 16.06.2013

    Você, pelo visto, é que não parece interessado em entender o que eu escrevi. Nem sei a que propósito vem essa conversa de "virar os adeptos contra os nossos jogadores", quando o meu texto é motivado sobretudo por declarações proferidas por Labyad numa entrevista do jogador marroquino a um jornal da Holanda.
    Vou resumir o essencial da minha tese:
    - O Labyad está consideravelmente sobrevalorizado, em grande parte devido às expectativas a seu respeito geradas na imprensa - expectativas até agora não confirmadas no local próprio, o campo de jogo;
    - O contrato celebrado entre o jogador e o Sporting, que prevê um aumento considerável de salário nesta segunda época, é insustentável face ao panorama actual das finanças do clube;
    - Fosse em que contexto fosse, as declarações do jogador sobre a capacidade de pagamento do Sporting são inaceitáveis. Veremos se o próximo clube dele estará disposto a pagar-lhe essa quantia e a tolerar-lhe este género de impertinências.
  • Imagem de perfil

    Pedro Correia 16.06.2013

    E, já agora, uma adenda:

    Não precisa, perante mim, de agitar o espantalho do sétimo lugar. Sabemos todos a que se deveu este descalabro desportivo. Muito antes de a época terminar, alertei para o abismo em direcção ao qual caminhávamos numa espécie de carro sem travões. Os alertas aí estão, em dezenas de textos que podem ser consultados a qualquer momento nos arquivos deste blogue, enquanto uns quantos, noutros espaços da blogosfera, entoavam hossanas aos responsáveis pela pior época de sempre no futebol profissional do nosso clube.
    Eu não sou daqueles que jogam no totobola à segunda-feira. E gosto de fazer prognósticos antes do desafio - não depois.
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