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És a nossa Fé!

Acidentes de campanha (11)

É já possível, nestes primeiros dias de campanha, analisar as estratégias dos três candidatos à presidência do Sporting. Todos têm procurado surpreender, cada qual à sua maneira. Para captar votos junto de segmentos do eleitorado que à partida lhes seriam menos fiéis.

 

 

Comecemos por Bruno de Carvalho. Não falta por aí quem procure catalogá-lo como aventureiro, irresponsável, agitador. Vozes estridentes, a um ritmo mecânico e cansativo, inteiramente previsível, garantem que uma eventual vitória deste candidato inauguraria um capítulo negro na história do clube (como se a situação actual fosse cor-de-rosa).

O que faz este candidato?

Surpreende. Tem conduzido a campanha mais discreta, menos ansiosa por flashes de fotógrafos e microfones de jornalistas, revelando uma serenidade que surpreende até sectores rivais. Bruno de Carvalho ganha com esta atitude, que não se enquadra no retrato do revolucionário inconsequente que procuraram traçar dele: é hoje muito mais difícil associá-lo ao frenesim mediático que caracterizou a sua anterior candidatura à presidência do clube, faz agora dois anos.

 

 

Segue-se José Couceiro. O que se apressaram alguns a dizer dele? Que era o homem da continuidade, incapaz de fazer rupturas, comprometido com o sistema. No limite, insinuaram que seria a continuação do godinhismo sem Godinho Lopes.

O que fez Couceiro?

Surpreendeu. Desde logo ao recusar apresentar uma lista ao Conselho Leonino - a atitude mais radical de todos quantos concorrem ao escrutínio de 23 de Março. Depois, pelas suas múltiplas declarações de inequívoco distanciamento em relação ao consulado do presidente cessante - a quem, nas últimas 24 horas, chegou a comparar a Pilatos. Ganha alguma coisa com isto? Certamente. Será a partir de agora muito mais difícil pintarem-no como um homem do sistema e ainda menos como herdeiro espiritual de Godinho Lopes.

 

 

Finalmente, Carlos Severino. É, de longe, o candidato com menos hipóteses - como ficou esta semana demonstrado por duas sondagens em tudo diferentes excepto neste ponto. Apesar de ter sido jornalista, tem contra ele um certo simplismo do discurso jornalístico, que gosta de transformar contendas eleitorais em combates bipolares, sem abrir espaço a terceiras vias.

O que faz Severino?

Surpreende. Faz o que lhe compete para ganhar tempo de antena nas rádios e televisões, e ocupar espaços privilegiados nas páginas dos jornais: têm partido dele as declarações mais polémicas e mais sonantes. Desde a ameaça de levar a Polícia Judiciária às instalações do Sporting até à sua proclamação de que o clube deve "ser fechado" para "começar tudo de novo", passando pelas lamentáveis alusões a supostos "infiltrados" de outros clubes, que visavam Jesualdo Ferreira em vésperas do Sporting-FCP.

O gosto é duvidoso e o benefício desta estratégia está por demonstrar. Mas, em boa verdade, Severino não poderia fazer algo muito diferente para conseguir o seu principal objectivo de momento: atrair as atenções.

 

Este é o balanço da primeira semana de campanha. Veremos o que nos indicará a próxima.

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