Festa da família
1. Primeiro, um elogio merecido. Quem no Sporting se lembrou de fazer o dia da família, baixar o preço dos bilhetes e fazer o jogo às cinco da tarde devia ter uma medalha por simples bom-senso. Não fosse isso, Alvalade dificilmente teria mais de 20 mil pessoas. Teve quase 40 mil.
2. Por isso mesmo (pela hora e pela festa) também eu regressei. E levei a Maria Clara, a filhota de quatro anos, pela primeira vez ao estádio. Escusado será dizer que ela amou. E que eu também. Expliquei-lhe o jogo, nas coisas básicas, vesti-lhe (literalmente) a camisola, sentei-a ao meu colo e curtimos o Sporting juntos.
3. Quanto ao jogo, não foi brilhante. Mas voltámos às vitórias - que era, por ora, o essencial. Ao nosso Sporting voltou a faltar confiança e também um fio de jogo mais consistente. Ganhar ajuda. O Porto perder também. Mais umas semanas e teremos o Ricky, mas também o Ismailov. E sobretudo o Rinaudo - que se não se tivesse lesionado teria empurrado o clube para o topo.
4. Agora vem o mais importante: estamos na luta pelo segundo lugar (o Porto vai à Luz dentro de um mês); temos a Liga Europa de regresso; estamos com a Taça de Portugal e a Taça da Liga ainda no caminho. Recupere-se a confiança, que jogar nós sabemos - e isso é um enooooorme progresso face aos últimos anos.
5. Mais importante de tudo: quem enche o estádio de gente nova, de famílias vestidas a rigor, tem vida assegurada. Que em Alvalade se lembrem disso muitas vezes e façam os jogos à tarde um objectivo central.
