Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Alguns apontamentos depois do clássico

Há sempre alternativas para um treinador experiente, habituado a cozinhar omeletes com escassez de ovos. Jesualdo Ferreira teve, para já, o mérito de fazer da necessidade virtude: confrontado com uma autêntica sangria de jogadores em Janeiro, virou-se para a equipa B e conseguiu incutir àquele punhado de rapazes, vários deles formados em Alvalade, um factor adicional de motivação.

De repente, estes miúdos arriscam-se a redimir uma época - já não digo em matéria de resultados mas pelo menos em entrega ao jogo, em demonstração clara do que é a fibra do leão - capaz de deixar a pele em campo sem nunca virar a cara à luta.

Porque não tenhamos ilusões: o principal motivo do nosso desalento nem sequer tem sido o inédito cortejo de derrotas. O que mais nos frustra é perder de braços caídos. Nada que possa ser apontado a estes leõezinhos que voltam a despertar a auto-estima dos adeptos.

Dier, Ilori, Bruma. Antes Esgaio e Betinho. Agora também Zezinho e Fokobo. Nomes a reter pela afición leonina.

 

{#emotions_dlg.meeting}

 

Três penáltis falhados desde o início da época - tantos quantos já favoreceram o Sporting. E uma perdida incrível - mais uma, ao cair do pano do jogo de ontem. Bem pode a imprensa chamar-lhe Lobo enquanto se sucedem as manchetes, verdadeiras ou falsas, dando conta da cobiça de clubes alheios: Ricky continua a quedar-se aquém das expectativas. Reconheço as suas qualidades de trabalho, aliás bem à vista de quem o acompanha no estádio: ele esforça-se, trabalha para a equipa, desmarca-se, percorre quilómetros em campo - e, no entanto, continua sem justificar em Alvalade a alcunha desportiva que lhe puseram. Simpatizo com ele e acredito que ainda tem muita margem de progressão. Mas compete-lhe não falhar tanto nos momentos cruciais.

Nós dispensávamos que fosse Lobo. Pedimos-lhe mais: queremos que seja Leão. Só isso.

 

{#emotions_dlg.meeting}

 

Alguma prosa jornalística, que não prima pela exigência, contribui para um certo endeusamento de jogadores que tardam em justificar tanto desperdício de adjectivos. Querem um exemplo? Labyad, que mais uma vez passou ao lado de um jogo apesar de o técnico ter apostado muito nele. Leio num jornal que teve uma exibição "apagada" - é quase um eufemismo classificá-la desta forma.

E no entanto o potencial está lá: pressentimos mais do que sabemos. Porque tardará o jogador oriundo do PSV tanto em revelá-lo?

 

{#emotions_dlg.meeting}

 

Por sistema, não assobio jogadores. Nem sequer o árbitro. Claro que os adeptos têm toda a liberdade de vaiar, insultar, blasfemar - e assobiar. Simplesmente não faz o meu género. Mas há uma diferença assinalável entre assobiar Izmailov (recuso-me escrever o nome dele com o ridículo Y portuense, tanto mais que o nome original do jogador é escrito em caracteres cirílicos em vez do nosso alfabeto latino) e Liedson.

O primeiro primou durante demasiado tempo pela falta de profissionalismo em Alvalade, tanto em treinos como em jogos, acabando por rumar directamente às Antas, onde logo mudou de atitude. O segundo cessou contrato no Sporting e regressou ao Brasil, onde esteve época e meia até viajar para o Porto. Em Alvalade, onde era um ídolo, ninguém pode acusá-lo de falta de profissionalismo.

Há uma diferença assinalável entre os dois. 

 

{#emotions_dlg.meeting}

 

Lei das compensações: Jesualdo foi duro - desnecessariamente duro, quanto a mim - na apreciação feita a Rui Patrício no final do jogo contra o Estoril. Mas ontem, com argúcia, virou a agulha sem perder a face. Falando assim no final do jogo: "O Sporting não ganhou o jogo porque falhou três oportunidades claras e não o perdeu porque em duas ocasiões esteve lá o Patrício - os grandes guarda-redes são assim."

Tudo dito numa só frase. Chapeau!

 

{#emotions_dlg.meeting}

 

Quase sempre o que menos interessa são as definições. Jesualdo parece ter percebido bem isso, pela forma como aludiu a Dier no final do jogo de ontem. "Foi médio, mas ainda ninguém pode dizer se é melhor central ou médio", declarou o treinador.

Na retina ficou-nos aquele magnífico passe do jovem Eric, que isolou Wolfswinkel. Valia quase meio golo: merecia melhor desfecho.

Precisamos com urgência de mais lances como este. E acreditamos que acontecerão.

Sporting, és a nossa Fé.

12 comentários

Comentar post

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D