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És a nossa Fé!

O Leão da Estrela*

Num destes fins-de-semana revi, pela enésima vez, este clássico filme português. Numa primeira tentativa, ainda tentei que os meus filhos se sentassem para ver comigo, mas ao fim de pouco tempo tive de desistir da ideia. Frases como “não podemos ver o Manny Mãozinhas?” ou “pai, não quer vir brincar com os beyblades?” afastaram-me algumas horas desta intenção.

À noite, nesse mesmo dia, regressei ao sotão para ver O Leão da Estrela. Miúdos deitados, tudo resolvido e tratado, e pude então regressar ao Portugal dos anos 40, para (re)ver um dos meus filmes de eleição. Estava eu embrenhadíssimo nas desventuras de António Silva e Artur Agostinho quando, de repente, começo a ver duas cabecitas no cimo da escada. Pé ante pé, os meus filhos tinham saído da cama e, à socapa, subiam para “ir ver o filme com o pai”.

Logísticas para aqui e para ali, manobras de “eu fico ao pé do pai”, “não, eu é que fico” e lá conseguimos sentarmo-nos os três no sofá, este vosso escriba no meio, com os seus filhos aconchegados.

Sei que, no filme, ainda chegámos à parte do desafio, onde o Sporting vai às Antas e vence por 1-2, intervalado de algumas perguntas e risos solidários dos meus filhos com os risos do pai. Mas estávamos os três de tal forma aconchegados que nem dei por ela.

Despertei com a minha mulher a olhar para nós e com máquina fotográfica em punho, acabadinha de registar o momento. Quando vi a foto, não pude deixar de sorrir. Nós os três a dormir, com os gatos bem junto a nós, esparramados no pouco espaço que sobrava disponível...

Acordei os meus filhos e fomos todos dormir. Quando os estava a deitar, cada um no seu quarto, ainda deu para mais um momento de felicidade. O meu filho pergunta-me quem ganhou o jogo e o sorriso dele ao saber que foi o Sporting (mesmo sabendo que era um filme) valeu a noite. Com a minha filha, mais prática e pragmática, fui brindado com o comentário que, no dia a seguir, lá teríamos de ver o filme outra vez porque não vimos o jogo do Sporting até ao fim.

Deitei-me, com um sorriso nos lábios, e dei por mim a pensar que viver a vida não pode ser muito melhor que isto, pois não?

 

*Artigo desta semana no jornal do Sporting

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