Um ego do tamanho do mundo...
Eduardo Barroso, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, não é capaz de parar para pensar. Mais grave do que isso, ou bem que fala de menos, ou bem que lhe dá para usar e abusar das suas duplas funções de comentador/PMAG do Sporting, despejando diariamente nos media uma inusitada e incontida verborreia que em nada prestigia as funções que ocupa, que se quereriam discretas. Mas ainda mais grave do que dar pública nota do seu ego universal, é a incapacidade de constatar que desempenha de forma muito deficitária as funções em que foi empossado. Explicitando: antes de sequer pensar marcar uma assembleia Geral, Barroso deveria ter como principal preocupação a de saber se, de um ponto de vista meramente burocrático, ou seja, de conformidade com os Estatutos do clube, está, entre outras, garantida o número q.b. e a fiabilidade das assinaturas e o facto de os seus proponentes terem, ou não, as quotas em dia. Para além, evidentemente, de cuidar de saber se os pressupostos financeiros previstos nos Estatutos para a convocação de uma assembleia deste tipo se verificam. Só chegado a esse ponto é que Barroso se poderia pronunciar mas sempre em nome do colectivo "Mesa" a que preside e não a título individual, como amiúde faz. De resto Barroso confunde funções e revela, também, uma incontida vontade de extravasar as competências estatutárias que lhe cabem, quiçá por não se sentir aproveitado, como bastas vezes afirmou, ao se dirigir, de forma insólita, e directamente, aos credores do Sporting, ao invés de cuidar de o fazer junto do seu colega Presidente do Conselho Fiscal do clube, órgão que dispõe de toda a informação sobre contas e que, esse sim, pode estabelecer as referidas pontes.
Espera-se, pois, que a época natalícia traga alguma calma ao conhecido cirurgião e que, entre o bacalhau e as rabanadas, seja capaz de reflectir, de forma menos ligeira do que habitualmente faz, acerca do modo como desempenha as suas funções no nosso SCP.
