Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

És a nossa Fé!

Fut€bol vs. Sporting - 1

A propósito dos jogos à segunda-feira, ou gememos ou entendemos o que está em causa. A ver se é possível esclarecer o assunto (embora muito pela rama).

O futebol é um espectáculo. Como tal, tornou-se um negócio que, como todos os negócios tem as suas regras.

Na década de 80, com o incremento de uma classe média nos países do sul e com a privatização das televisões por essa Europa fora, concluiu-se que o negócio do futebol poderia ser muito interessante. Foi então que o futebol se “gentrificou”, deixando de ser um espectáculo ordinário, inseguro e popularucho para ser uma “coisa gira” e familiar. Pelo que teve que se tornar atraente, ou seja: estádios confortáveis, equipas competitivas, “star power”.

Estas características exigiam e proporcionavam (são assim os ciclos virtuosos) investimento.

O futebol tem, assim, quatro fontes de rendimento, por ordem de grandeza:

1) As transferências de jogadores. O “star power” leva a que as estrelas se vejam compelidas a rodar constantemente de clube. Deste modo produzem-se mais-valias para: os detentores dos seus direitos (investidores, clubes, os donos dos passes) e os intermediários, facilitadores, negociadores, ou seja, os agentes. Se o Cristiano Ronaldo não mudar de clube enquanto tiver um grande valor de mercado, o capital não circula, não há mais-valias.

O Sporting esteve cerca de 3 anos fora do mercado sem comprar nem vender. Do ponto de vista das finanças do clube foi uma opção pertinente, do ponto de vista do mercado foi péssima e virou-o contar ele. O sistema está a cobrar essa factura ao Sporting.

2) Os direitos televisivos. Como este é o tema do post fica aqui.

3) O marketing e o merchandising. É a primeira fonte de receitas em que o clube depende inteiramente das suas opções de plantel. Os clubes são marcas que vivem das suas estrelas. Sem estrelas não há venda de camisolas, só assim a dita “mística” do clube gera receita.

4) Os bilhetes de ingresso no estádio. Um estádio cheio é óptimo para a marca/clube, porque o torna mais atraente. Um estádio às moscas é mau para o espectáculo televisivo, para o merchandising, para o valor global da marca/clube. O dinheiro dos ingressos é interessante, sobretudo se for garantido à cabeça – donde os bilhetes de época. Permite também chashflow em contado o que é bom para a tesouraria. Mas de todas a fontes de receita é a menos crítica.

Já a seguir: os direitos televisivos.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D