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Sporting 2012/2013 e Real Madrid 1990/1991

O Sporting 1974/1975 e o Real Madrid 1990/1991 partilham um nome, um dom, Don Alfredo Di Stéfano, o melhor futebolista do séc. XX, internacional por três seleções (Argentina, Colômbia e Espanha) e o único treinador a ser campeão argentino pelos “inimigos” River Plate e Boca Juniors, para além de ter sido campeão  em Espanha pelo Valência em 1970/1971; refiro este título, pois é fácil conquistar títulos em clubes como o Porto, o Inter de Milão ou o Real Madrid, difícil é conquistá-los em Leiria ou em Valência, é nas pequenas cidades que os treinadores se tornam grandes (ou não).

O Sporting 2012/2013 e o Real Madrid 1990/1991 partilham, também, uma descrença generalizada, um fim de ciclo e uma mudança de paradigma.  

O Madrid daquela época era o ocaso da “cantera”, a célebre “Quinta del Buitre” (quinta de “el Buitre” para os puristas) tinham deixado de acreditar na formação e apostavam em futebolistas estrangeiros, tipo o romeno Hagi, o Maradona dos Cárpatos, um central argentino chamado Ruggeri ou, ainda, um tal Spasic, jugoslavo que “brilhara” num Espanha vs. Jugoslávia no Mundial de Itália.

Nem sempre um conjunto de pseudo-astros com proveniências diversas forma uma boa equipa, um plantel de qualidade, como dizemos agora.

O treinador que começou aquela época em Madrid era o nosso conhecido John B. Toshack, seria despedido após uma série de três empates e duas derrotas, uma delas em Madrid com o recém-promovido Burgos.

Avançou Di Stéfano tendo como ajudante um tal Camacho. A dupla que incluía o ex-treinador do Sporting e o treinador fetiche de Luís Filipe Vieira foi brindado no Bernabéu com um 0-4 pelo Osasuna, com um 0-3 pelo Atlético de Madrid e com uma derrota por 2-1 em Camp Nou, com um fantástico golo de Spasic (tipo o de Danilo, ontem) na própria baliza, este jogo em Barcelona foi o último da primeira volta; o novo ano, no entanto, não traria melhoras.

O Real Madrid foi eliminado da Taça do Rei pelos “colchoneros” e da Europa pelo Spartak de Moscovo, assim em Março de 1991, tínhamos um Real Madrid eliminado da Taça, da Europa, perto dos lugares de descida e com o melhor jogador – Hugo Sanchez – lesionado depois dum "treino de castigo" pelos montes de “El Pardo” (o central Sanchis, também, ficaria lesionado depois dessa maluquice de Camacho de ir com o plantel correr por montes e vales).

Deixemos (por agora) o Madrid e centremo-nos no nosso Sporting, há pontos em comum, há treinadores em comum e diria que até a solução encontrada foi parecida.

O Vercauteren daquele Real Madrid, foi Antic; rompeu com o passado recente, voltou a apostar em jogadores formados no clube, recuperou o goleador Butragueño que, ainda, foi a tempo de conquistar nessa época o único “Pichichi” de toda a carreira.

O Real Madrid terminaria a época em terceiro lugar, na época seguinte venceria a Taça do Rei e até final da década seria por duas vezes campeão europeu.

Haverá então solução para o Sporting? Claro que sim, olhando para o exemplo daquele Madrid, podemos acreditar…  “é pá, e o presidente?” (perguntar-me-ão).

Em Madrid 1990/1991, Ramón Mendonza, farto de ser assobiado no estádio, ameaçado, ele e a família, convocou eleições, apenas, para ver confirmado nas urnas aquilo que o coração lhe dizia, os verdadeiros “madridistas” viam para além dos resultados circunstanciais da principal equipa de futebol e reelegeram-no.

Julgo que podemos aprender algo com o que ficou escrito, os jogadores, os treinadores e os presidentes passam mas os clubes ficam; os clubes são grandes quando apostam em si próprios, na própria formação, o Madrid de ontem, o Barcelona de hoje e espero que o Sporting de amanhã mostram/mostrarão que é na nossa casa que podemos encontrar a solução.

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