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És a nossa Fé!

O estado da arte

Há uns anos atrás houve em Portugal uma teoria política, resumidamente consistia em aplicar o método da tesoura para fazer cair um adversário comum a dois antagonistas. A “coisa” era simples de fazer e resultava em teoria. Se temos um inimigo comum, para o exterminar não necessitamos de nos aliar. Basta sim, conseguir manobrar, de um lado e do outro, de forma que as adversidades, as injustiças, os azares aconteçam sempre para o mesmo lado. Os ataques sucessivos, em teoria, devem chegar para conseguir eliminar ou transformá-lo num oponente residual. Não é necessário que haja uma associação entre ninguém para conseguir ferir de morte um adversário. Na altura não resultou mas fez escola por cá.

Com a extremosa e dedicada ajuda da UEFA, benfica e porto apostam forte na destruição do Sporting. Uma luta a dois é sempre mais rentável e previsível que uma luta a três. Nos últimos anos assistimos, época após época, à tentativa de afastar por qualquer meio o Sporting da luta pelo título. Durante anos foi a história de apenas chegarmos ao natal e tendo esta desculpa tudo valia a partir dessa altura para condenar o Sporting a mais um ano de insucesso.

A hipócrita justificação dos portistas, de que tudo o que ganham em Portugal é apenas fruto(a) de trabalho sério, contrapondo com os êxitos na Europa, só vem confirmar o óbvio: Nas últimas décadas assistimos à adulteração total da verdade desportiva em Portugal e aqui sim entra a extremosa ajuda da Uefa, com a criação da Liga dos campeões, competição que aumenta irremediavelmente a distância entre quem a frequenta e quem não o consegue. A indústria financeira em que se transformou o futebol, com o beneplácito da Uefa e Fifa, fez com que clubes com uma matriz formadora deixem de ter acesso normal e habitual à liga dos campeões, cedendo o seu lugar a grupos oligárquicos do qual o PSG é o último exemplo. E não me dêem o exemplo do Barcelona e da sua cantera, que não foi há muito tempo que a equipa principal do Barça era composta por holandeses, brasileiros e portugueses.

Em Portugal as recentes declarações de responsáveis de porto e benfica, um paternalismo que não engana ninguém, é parte de uma estratégia que visa liquidar o Sporting.

O suposto engrandecimento do Braga, como se fosse possível um clube tornar-se um “grande” em meia dúzia de temporadas (se assim fosse o que teria acontecido ao porto, quando esteve 19 (dezanove) anos sem conquistar qualquer título no futebol?), visa também, utilizando terceiros, a destruição do Sporting. O Braga aqui serve apenas como mero peão nesta contenda. E tenho a certeza que o seu presidente, portista assumido, o sabe. Quando deixar de servir irá cair, como outros caíram.

É nesta guerra que o Sporting tem que se centrar. De nada vale contratar grandes jogadores, que os temos, de nada vale apostar na formação de grandes jogadores, que apostamos, se não olharmos ao que nos rodeia. A direcção do Sporting tem que saber olhar e responder sem medo da retaliação. E todos os pormenores contam.

Neste fim-de-semana foi mais do mesmo. No pré-fabricado um penalti para ajudar a resolver a questão, na pedreira um penalti claro não assinalado para manter o jogo em discussão. O Sporting perante estes “azares” não se pode calar. O Sporting, por muito que custe a alguns ouvir, não é o 3ºgrande de Portugal. O Sporting é um grande de Portugal, ponto.

Depois temos as nossas idiossincrasias. Somos um clube cheio de vaidosos, há um excesso em querer ser protagonista. Mas ao mesmo tempo parece que a resignação é também parte do ADN de muitos Sportinguistas. No presente custa ver a não reacção a sucessivos casos de más arbitragens, em vários campos. Quem manda hoje no Sporting está resignado. Não podem os dirigentes do Sporting, e quem o representa nos diversos painéis de discussão "futeboleira", deixar passar estes ataques ao Sporting. Porque um penalti mal assinalado, a favor ou contra os nossos adversários benfica e porto, é um ataque ao Sporting. Em Maio quem se vai lembrar da jornada deste fim-de-semana?

Tudo junto resulta no descalabro em que hoje vivemos.

 

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