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És a nossa Fé!

Andamos todos com as mãos nos bolsos

Ia começar a dizer que estou a escrever a quente, mas seria mentira: apanhei uma carga de água entre Alvalade e o carro. Estou gelado. Eu sei: estamos todos. Podia falar da táctica do Oceano. Podia falar da organização dos jogadores em campo. Podia falar das substituições. Podia adjectivar isto tudo, mas isso seria fácil, não seria? Quero falar de outra coisa. Quero falar de falta de respeito. Falta de respeito é isto, por exemplo: entre a primeira e a segunda imperial, a senhora da roulotte das bifanas, que estaciona perto do viaduto de Telheiras, aumentou os preços de 2 para 3 euros. Nem sequer os combustíveis sobem assim. Isto é uma falta de respeito sem deixar de ser também um roubo. A senhora achou que tinha condições para fazer o que fez: roubar-nos entre um courato e um cachorro-quente. Um senhor de cara esguia disse apenas isto: "é uma falta de respeito". Eu achei um roubo, mas ele achou a melhor palavra. Lembrei-me da frase quando vi a atitude do árbitro do jogo de há pouco: a lesão do Pranjic demorou quase dois minutos a ser resolvida, foram feitas 5 ou 6 substituições e o árbitro deu 3 minutos de descontos. O que sucedeu: nada. Só chuva e assobios. Na recta final do jogo, com o Sporting a pressionar e a criar oportunidades de golo, o árbitro mostrou um amarelo ao Ricky, fingiu que não viu um atraso ao guarda-redes e comportou-se com a arrogância dos fracos. Aqui, estou a falar da linguagem corporal e do sorriso. Lembrei-me do Duarte Gomes e do Olegário Benquerença. Dois árbitros medíocres que parecem agir com dolo contra o Sporting. O que quero dizer é isto: não nos respeitam. Eu ouvi há pouco dizerem na minha bancada "isto só acaba quando pendurarmos um" e calei a minha raiva. Eu ouvi há pouco ofenderem  na minha bancada a direcção do meu clube e calei a minha raiva. Eu vi há pouco a tentativa de invasão de campo e já não quis ver o que se passou depois cá fora. Vim com as mãos nos bolsos. Calado. Andamos sempre calados. Andamos todos com as mãos nos bolsos. Escolhi falar das mãos nos bolsos porque vim gelado, mas eu queria mesmo era falar sobre o resto. Esta noite, escrevo um bocado disto, mas estou a falar do resto, está bem?

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