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És a nossa Fé!

O cúmulo da irreverência

Este meu escrito tem como fundo duas incidências relacionadas, directa e indirectamente com o Sport Lisboa e Benfica, pelas ressonâncias que se fizeram ouvir na sequência do seu recém-embate em Coimbra. Não comento a arbitragem desse desafio, até porque é irrelevante, não obstante a «gritaria» do clube da Luz, que visa muitíssimo mais abrir caminho para futuras benevolências do que chamar a atenção àquilo que tem vindo a ser propagado quase como a tragédia do século.

 

A inevitável primeira, recai sobre aquela irreverente figura - Rui Gomes da Silva, vice-presidente da SAD Benfica - que aparenta ser a nova voz e face do clube em todas as situações polémicas - invariavelmente da sua própria autoria - à semelhança de um outro notório palrador benfiquista, cuja predominância foi reduzida ao insignificante quando José António Camacho proibiu a sua entrada no autocarro da equipa. Pela sua própria admissão não viu o jogo, em directo, dado à sua presença num qualquer jantar em representação do clube. No entanto, essa condição não o impediu de vir prontamente a público, no local do referido jantar, clamar a injustiça do desempenho da arbitragem em prejuízo do seu emblema e ainda que: «O Benfica foi avisado do que poderia acontecer em Coimbra pela arbitragem de Carlos Xistra». Tudo isto, aparentemente, baseado em informações em segunda mão e mensagens que supostamente recebeu. Inclusível, que confrontou o presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira, que também marcou presença no referido evento, com a alegada ocorrência. Na segunda-feira, no programa «Dia Seguinte», reiterou este mesmo discurso, mas apesar da vincada insistência do moderador, recusou-se nomear esse «alguém» que terá dado a alerta para um caso de grave dimensão. A um determinado ponto do programa fez a declaração que mais me sensibilizou, pelo negativo: «A minha posição é somente  defender a verdade desportiva». Isto, da mesma pessoa que uma semana antes afirmou, inequivocamente, que enquanto membro do Conselho de Justiça da FPF, não desempenhou o cargo com imparcialidade, não escondeu o seu benfiquismo e que decidia em função disso. A muito badalada «verdade desportiva» no futebol português, cada vez mais importa menor estatuto.

 

A segunda incidência relaciona-se com a igualmente irreverente posição da APAF, perante todas as acusões proferidas contra os seus associados por parte de representantes do Benfica, agora e no passado recente, especialmente quando se considera o seu leque de insólitas investidas em detrimento do Sporting na época de 2011-12. Confrontada com a onda de protestos benfiquistas, pondo em causa a honestidade e profissionalismo dos árbitros portugueses, um seu porta-voz respondeu: « As críticas do Benfica são críticas razoáveis e não são suficientemente fortes para a APAF assumir uma posição». Se isto não implica a total ausência de pudor e integridade, terei que reaprender os seus reais significados. Acima de tudo, esclarece de uma vez por todas - se é que existiam dúvidas - de que a muito apregoada solidariedade da arbitragem cá do burgo existe e manifesta-se apenas à conveniência e face à entidade dos ofendedores. Bem hajam !!!

 

Adenda: Surgiu entretanto a notícia de que a FPF solicitou à Liga de Clubes que averigure as denúncias do vice-presidente do Benfica, através da Comissão de Instrução de Inquéritos. Uma vez concluídas as averiguações, será o Conselho de Disciplina da FPF a decidir sobre o processo. A título de curiosidade, qual será a punição e a quem será imposta, caso as denúncias venham a ser confirmadas ou, ao inverso, provadas infundadas ?...Isto tem indícios para se tornar num qualquer «Apito», cor ao critério dos intervenientes.

 

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