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És a nossa Fé!

A 'sensatez' de LFV

No seguimento do oportuno post do Rui Gomes, e no seguimento do meu anterior, aqui ficam uns breves pingos sobre o SLB e o futebol, que escorrem do discurso (escrito!) do presidente encarnado em Almada:

 

1. O passivo do SLB, clube e Sad, aumentou mais de 60 milhões, na última temporada, e só o do clube cresceu 14 milhões. A Sad fechou o ano com um passivo de 426 milhões (subida de 46,4 milhões), sendo que o passivo do grupo (SLB e Sad) atingiu os 539,5 milhões; o ativo do grupo é, agora,inferior ao passivo em cerca de 119 milhões; o clube assumiu, em 2011/12, um empréstimo de 5,8 milhões à Benfica Estadio, o que não sucedera no ano anterior; devido aos maus resultados da Sad a despesa que mais subiu foi a das provisões, de 3 para 12 milhões.

 

2. No seu discurso, LFV preveniu os benfas que o seu clube «vai encontrar dificuldades» e que «vai ter de vender, baixar a massa salarial, ganhar com o talento» dos jogadores que ficaram e com o do treinador e de dar redobrada atenção e aproveitamento à formação. Considerei este discurso importante, porque ele significa que LFV desceu à terra (o que já o nosso clube e o atual presidente estavam fazendo há algum tempo, mesmo se sujeitos à saraivada de críticas da imprensa e de alguns sportinguistas que descobriram o petróleo, só que teimam em não dizer onde ele está).

 

3. Este descer à terra de LFV tem uma consequência imediata: mostrar aos adeptos de todos os clubes que não podem continuar a pedir a Lua. A outra consequência, mais funda e mais interessante ainda, é o que, em LFV, constitui um mea-culpa, uma confissão de falhanço em toda a linha;

 

4. Falhanço na politica de reequilibrio economico-financeiro do SLB, pois os resultados das vendas de jogadores não reduziram os passivos, estes antes aumentaram significativamente; falhanço na política desportiva, pois os resultados não estão em conformidade com o altíssimo investimento (feito, de resto, tambem com recurso aos fundos de jogadores), nem com o aumento dos custos e dos passivos; falhanço na política de formação, reconhecida agora como indispensável. É assim, incompreensível - a menos que por motivos eleitoralistas - que LFV tenha atacado os clubes que serviram de inspiração inconfessada para a mudança de rumo do SLB. Afinal, o nosso Sporting já estava no rumo certo.

 

5. A julgar pelas declarações eleitoralistas de LFV, o Luis de Matos não precisa de dar uma ajudinha. LFV é já mestre na pirotecnia das palavras. Conseguiu apresentar o paquiderme do insucesso como coelhinho da sabedoria. Por escrito, é claro.

 

 

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