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És a nossa Fé!

O momento desportivo

Admitindo a inevitável excepção à regra, uma significante maioria de treinadores de futebol têm duas características em comum; a) insistem com as suas ideias, à raiz, mesmo depois de verificarem, repetidamente, que não são frutuosas - b) não são fieis à «bíblia» do treinador e adaptam um sistema de jogo que idealizam, sem devida consideração às características dos jogadores à sua disposição. Lamento verificar que ambas são aplicáveis a Ricardo Sá Pinto e, muito por isso, já há longo comentei que para o Sporting ter sucesso, ele teria forçosamente que evoluir, como treinador, mais rápido do que os seus jovens pupilos, como jogadores. Não pretendo massacrar a temática e, muito menos, orquestrar qualquer onda de oposição ao nosso treinador. Quero acreditar nele - algo que ainda não consegui - como acredito na sinceridade do empenho e na qualidade do trabalho que tem vindo a ser levado a cabo pelo presidente Godinho Lopes, a SAD e restantes dirigentes e, acima de tudo, como acredito no Sporting Clube de Portugal, não obstante os pouco entusiasmantes dividendos futebolísticos do passado recente. Infelizmente para qualquer executivo de uma instituição desportiva, o seu mandato é em muito apreciado em função dos respectivos resultados, uma consideração que poderá satisfazer as frustradas paixões dos adeptos mas que nem sempre é  justa ou adequada a uma qualquer situação.

Como já tive ocasião de escrever - e não pretendo agora incomodar o leitor com os detalhes desses textos - temo muito pelo que ainda está para vir, porque sempre considerei que o enquadramento técnico da pré-época não foi bem delineado e o que se tem vindo a verificar nesta fase inicial da nova campanha é, na minha modesta opinião, fruto dessa ineficácia. Mais preocupante do que os cinco pontos de atraso na LIga, é precisamente a insistência, desde sempre, num modelo de jogo e em opções muito discutíveis, pela evidência à vista.  Dito isto, compreendo que pela óptica dos dirigentes do Sporting, este não é o momento mais propício para tomar medidas drásticas e há que esperar e desejar que o estado das coisas melhore rápida e significativamente.

2 comentários

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    Rui Gomes 18.09.2012

    Caro A. Santos, compreendo perfeitamente a sua posição e muito embora não acredite no Sá Pinto, concordo que seja o único curso a seguir. Como já tive ocasião de dizer e escrever, não é nada contra ele, como pessoa, e nem sequer duvido da sua entrega, mas sinto dificuldade em aceitar um treinador quase sem experiência à frente dos destinos do Sporting, pese o passado com Paulo Bento. Fiquei logo preocupado - sempre sei alguma coisa do que falo - com a organização da pré-época e a não aparente evolução da equipa. Cada um tem direito às suas próprias ilações do que tem estado à vista, mas eu detesto treinadores teimosos, ao extremo. Não vejo como é que um meio campo com Adrien, Gelson e Elias oferece criatividade para obrar a construção ofensiva. Depois, como vimos perante o Marítimo, substituiu Adrien e Ismailov e com entrada de André Martins e Capel deu mais impulso às manobras ofensivas mas deixou o sector defensivo vulnerável. Penso que a Direcção terá que fazer - pese o elevado risco - aquilo que muitas outras deveriam ter feito e não fizeram, dar tempo ao tempo e esperar pelo melhor. Estamos num grupo fraco na Liga Europa e estou curioso como Sá Pinto vai lidar com a contenda. Ele ainda não conseguiu implementar um sistema em que o Sporting assume o jogo com regularidade e profundidade, perante adversários inferiores.
    Cumprimentos
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