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És a nossa Fé!

Figo e Peixe *

Vou cometer um crime de lesa-pátria sportinguista, mas sempre que (re)vejo o Figo lembro-me do Peixe. O primeiro tem a história que se sabe, o segundo tem uma história de que poucos se lembram.

Peixe ingressou no Sporting ainda como iniciado e cedo foi notado o seu talento. Foi campeão europeu de juvenis em 1989 e campeão mundial de juniores dois anos depois. Contemporâneo de Figo, o seu estilo de jogo era inconfundível: a sua rapidez e visão do jogo tornavam-no polivalente dentro das quatro linhas, podendo jogar como médio ou defesa.

Lembro-me de o ver a jogar no Estádio. Nos anos 90 fez história no Sporting, sendo considerado um jogador incontornável na equipa. Tudo parecia correr de feição a Peixe, mas erros de análise do seu empresário, que impediu a renovação do contrato com o Sporting, levaram-no a Espanha, onde jogaria apenas uns meses. Em 1995, regressa a Alvalade, mas por pouco tempo. Desentendimentos com a Direcção levam-no para o FC Porto. Desentende-se também a norte, passa ainda pelo Alverca, emprestado, SLB e União de Leiria, mas as lesões e as sucessivas incompatibilidades nos clubes onde se encontrava colocam um ponto final na sua carreira, aos 31 anos. Já ninguém se lembrava dele.

Inversamente, Figo foi construindo o seu percurso como jogador e fez-se um dos melhores do mundo. O Sporting não conseguiu segurá-lo e torna-se a nova coqueluche do Camp Nou, em 1995. Cinco anos mais tarde, o Barcelona não lhe perdoa a traição de ir para o Real Madrid. De Espanha ruma a Itália, terminando a sua brilhante carreira no  Inter de Milão.

Figo e Peixe. Dois sportinguistas com percursos tão diferentes. Cada um à sua medida e proporção, duas faces da mesma moeda. Pesando cada uma das palavras que vou dizer a seguir, o que aconteceu ao Figo poderia ter sucedido ao Peixe. Ou vice-versa. A história é feita dos vencedores, mas também aqui, às vezes, é bom lembrar os vencidos, que em campo e com a nossa camisola verde e branca nos deram muitas alegrias. É, naturalmente, a ambos que dedico esta crónica.

 

* Artigo publicado na edição de hoje do Jornal do Sporting

{ Blog fundado em 2012. }

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