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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.

10 comentários

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    Pedro Correia 29.01.2017

    Entendo o desabafo, Edmundo, sobretudo depois de o "comité de sábios" da arbitragem ter reconhecido formalmente que houve erro grosseiro na Madeira que prejudicou o Sporting, tirando-lhe dois pontos.
    Não sou tão severo em relação a Fábio Veríssimo. William sujeitou-se ao cartão. Chegou tarde ao lance, pisou o pé do adversário. Sabia que se sujeitava ao cartão, correu o risco e acabou mesmo por ver o amarelo.
    Não havia necessidade. Até porque o lance estava controlado e faltavam segundos para o intervalo.
    Se Veríssimo quisesse prejudicar o Sporting não teria assinalado o penálti aos 12 minutos. Já revi o lance e não tenho a certeza que justificasse o castigo máximo.
    Enfim, lá marcámos um golo desta forma. Adrien não o desperdiçou.
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    Edmundo Gonçalves 29.01.2017

    Um minuto antes houve um lance mais "grave" sobre um jogador nosso, creio que Bruno César, e não se passou nada. Continuo a dizer que é uma jogada corriqueira e o amarelo não se justificava.
    O penalti é claro, Adrien foi impedido de disputar a bola, estando em condições de fazer golo. Cumprindo as regras, a sanção disciplinar deveria ter sido o cartão vermelho.
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    Pedro Correia 29.01.2017

    Esse lance sobre o Bruno César merecia um amarelo sem qualquer dúvida. Isso não invalida que o William tivesse sido pouco prudente: naqueles lances tudo depende do critério do árbitro e era expectável que dali saísse um amarelo.
    O nosso subcapitão já tem experiência suficiente para saber isso. Mais atento esteve o Adrien, que na segunda parte podia ter-se exposto também a um lance de risco semelhante e acabou por não ir lá. Dois minutos depois foi substituído.

    Mas antes de questionar o árbitro ou o próprio jogador prefiro questionar o treinador. Sabendo Jesus que William nos seria mais útil no Dragão daqui a uma semana do que hoje em Alvalade, porque não fez Palhinha actuar de início? Afinal já o tinha feito num jogo bem mais difícil, na semana anterior, na Madeira...
    Assim, para não meter Palhinha de início frente ao Paços, vai fazê-lo no próximo sábado contra o FC Porto. Um risco muito maior.
    Há coisas que não se entendem.
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    Simão Gamito 29.01.2017

    Estou do lado do Edmundo Gonçalves, caro Pedro. O nosso William pôs-se a jeito e viu o amarelo?! Sim, tem razão. Mas quando um jogador adversário carregou o Bruno César e devia ter visto também o amarelo (e o meu caro Pedro concorda) o árbitro não mostrou nada. Foi aqui que o Edmundo tocou: para os nossos jogadores há sempre amarelo e muitos bem mostrados, claro... mas para os outros...
    Nada que não se resolva com umas latas de spray, digo eu, correndo o risco de me repetir.
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    Pedro Correia 29.01.2017

    Não concordo que estejamos sempre a olhar para os árbitros, jogo após jogo, Simão. Isso acaba por condicionar os próprios jogadores.
    Um árbitro que nos quisesse prejudicar não teria marcado aquele penálti logo aos 12 minutos.

    Os jogadores têm de ser mentalizados para superar todos os obstáculos. Inclusive arbitragens hostis.
    Devemos "mudar o paradigma", como agora se diz. Transformando cada obstáculo numa oportunidade.

    Exemplo? Aqui vai.
    William, quanto a mim, será o jogador que menos falta fará no Dragão. Estaríamos pior sem o Adrien nem o Bruno César.
    Vai ser uma oportunidade de ouro para o Palhinha: a fibra dos jogadores testa-se em desafios como este.
    E quanto mais depressa o Palhinha estiver rotinado na posição, melhor. Não acredito que William permaneça muito mais tempo no Sporting: é tempo de seguir o exemplo do João Mário, rasgando novos horizontes.
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    Simão Gamito 29.01.2017

    Pedro, mas temos que nos perguntar porque é que olhamos para os árbitros jogo após jogo. Os erros dos árbitros, contra nós, desmoralizam os jogadores, precisamente porque os há jogo após jogo.

    Os jogadores têm que ser orientados nos treinos, para a tal mentalização de que fala. E têm que fazer outra coisa, os jogadores, e essa é muito importante: têm que pôr os olhos nos mais de 43 mil espectadores ontem presentes em Alvalade, apesar dos fracos objectivos que se nos deparam.
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    Pedro Correia 29.01.2017

    Discordo, Simão. A pergunta deve ser feita sempre ao contrário, tal como no dilema William-Palhinha que menciono em cima.
    Transformando cada obstáculo em desafio. Só isso permite que os jogadores se façam campeões. O contrário será fazer deles uns coitadinhos.
    Nenhum Leão se "desmoraliza" com árbitros. Ou com o que quer que seja. Que a hipótese seja sequer levantada já é meio caminho andado para o fracasso.
    Indo novamente ao concreto: devemos, isso sim, questionarmo-nos como conseguimos ser campeões em 2000 e 2002, com arbitragens muito mais incompetentes e hostis. Devemos estudar a fundo essas campanhas. O que fizemos de acertado, como superámos os obstáculos. E seguir o mesmo caminho.

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    Simão Gamito 29.01.2017

    A sua posição de exigência dos jogadores (a minha não é menor) não implica que se não aponte o dedo a quem, jogo após jogo, nos prejudica.
    Bom domingo.
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    Pedro Correia 30.01.2017

    Meu caro, tenham os nossos jogadores - todos - a fibra que revelou um Moreirense, derrubando sucessivamente Porto, Benfica e Braga, e logo se verá se algum árbitro leva a melhor...
    Não devemos é alimentar-lhes a ideia que são uns pobrezinhos, coitadinhos, perseguidos, etc.
    Isso só os amolece.

    Boa semana!
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