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És a nossa Fé!

O tiro ao Biel

O passatempo mais estúpido que pode existir para um Sportinguista é andar ao tiro aos jogadores acabados de contratar ou aos jovens de Alcochete acabados de promover. Só mesmo para tascas de ressabiados.

Quer uns quer outros precisam de tempo, de se sentir confortáveis, de ganhar confiança, treinando e jogando.

Uns conseguem, outros não. Com Rúben Amorim, com Rui Borges, com Jorge Jesus, ou com outro qualquer.

Debast e Maxi Araújo chegaram esta época, tiveram os seus problemas e situações, demoraram o seu tempo, adaptaram-se a outras posições, foram os melhores em campo em Barcelos.

Fresneda é um caso de toda uma primeira época em Portugal mais ou menos perdida para agora ser o melhor lateral direito da Liga.

Catamo é outro caso de duas épocas mais ou menos perdidas em empréstimos para voltar, ser aposta e ter sido herói em vitórias épicas.

Da equipa B chegaram ou estão a chegar jovens de imenso potencial mas que precisam de tempo também. Da equipa nacional vice-campeã da Europa em sub17, Quenda é titular absoluto, João Simões também o estava a ser aquando da lesão, Felícissimo já teve minutos. Além deles, também Alexandre Brito já entra no onze inicial, Kauã Oliveira vai supreender muita gente. Mauro Couto, Afonso Moreira e Lucas Anjos também já tiveram minutos.

 

Daquilo que vi no YouTube e ao vivo, parece-me que Biel é aquele extremo rápido que tanto vai à linha como centra na diagonal ou remata ao golo, que não existe na equipa B, mas que também não tem a consciência táctica dos jovens de Alcochete. Veio doutro campeonato, precisa de tempo.  

Como precisaram muitos extremos sul-americanos que chegaram ao futebol português mas que depois brilharam e saíram rumo a grandes clubes europeus, nos rivais existem muitos exemplos que confirmam isso. No Sporting o último extremo sul-americano vindo directamente do campeonato local terá sido Acuña. Raphinha veio já com a passagem pelo V. Guimarães. Acuña, quando começou no Sporting, parecia um cepo, um pouco como Slimani. E depois foi o que se viu.

Vamos com calma com o Biel. Teve o mesmo treinador que o Maxi Araújo, acabado de contratar pelo Botafogo. Alguma coisa terá dito a seu favor.

 

PS: Ainda alguém vai aparecer por aqui a dizer que o Maxi não presta, o Piccini é que era o máximo. Ou o Schelotto, ou o Lumor. Alguém se lembra do Lumor? Espectáculo!

SL

Pódio: Debast, Rui Silva, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Gil Vicente-Sporting, da Taça de Portugal, por quatro diários desportivos:

 

Debast: 24

Rui Silva: 24

Gyökeres: 22

Maxi Araújo: 22

Trincão: 21

Gonçalo Inácio: 20

Fresneda: 19

Alexandre Brito: 18

Esgaio: 17

Matheus Reis: 17

Quenda: 16

Harder: 15

Geny: 11

Kauã: 7

Afonso Moreira: 1 *

 

Três jornais elegeram Debast como melhor em campo. A Bola escolheu Trincão.

 

* A nota 1 deve-se ao Record, que pontua sempre os jogadores mesmo quando eles entram aos 90'+6, como foi o caso, e nem chegam a tocar na bola. Absurdo.

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Não se esperaria outra coisa!»

 

Eu: «Quinta-feira, frente ao Wolfsburgo, jogámos sem medo, sem complexos, com garra e com raça. É assim que queremos que os nossos jogadores joguem sempre. Quer ganhem, quer empatem, quer percam. Queremos que nunca virem a cara à luta. E queremos vê-los assim já novamente amanhã, frente ao Porto.»

Ouviram-me!

Propus aqui no último post que publiquei que as partes passassem a ter 90 minutos, para não assistirmos aos espectáculos degradantes das segundas partes da nossa gloriosa equipa.

Alguém ("que Deus já lá tem") me ouviu, caramba. Nunca pensei ter alguma importância no ludopédio luso, mas ontem dei por mim a verificar que havendo apenas uma parte, os rapazes souberam dosear o esforço. Começaram em modo de contenção de esforços e fé em Rui Silva e na falta de jeito dos avançados do Gil, coisa que levaram até aos 45 minutos com enorme competência, não é fácil jogar tão mal durante tanto tempo, o que é que julgam? e acabaram em cima do adversário, fazendo um golo e podendo fazer praí mais uma meia-dúzia deles, tal o caudal ofensivo proporcionado por Trincão no seu modo Poço da Morte, naquele rodopiar alucinante que não sai do mesmo sítio, mas causa uma sensação de vertigem que agita o estômago, principalmente quando se perde na beira do poço e esbarra para fora dele e entrega a mota (a bola, vá) ao adversário que se limitou a estar parado até ele ficar tonto e lha tira com um sopro. Foi também interessante a inclusão de Esgaio no onze e eu não preciso que me digam porque é que o Rui Borges o fez entrar, o homem já está tão habituado a jogar com dez, que para cumprir a tradição se bem o pensou, melhor o executou. E curiosamente, Esgaio não o defraudou, manteve-se em campo como se lá não estivesse, cobrindo as jogadas dos adversários com o seu golpe de vista de milhões, como aconteceu no golo anulado ao Gil. Dei comigo a pensar que se o treinador lá tivesse colocado um poste seria mais eficaz, é que sempre poderia algum gilista chocar contra ele.

Bom, de qualquer maneira para acabar em apoteose, há que "aguentar os cavais" antes.

E não fora o olho de lince do VAR (que não viu um penálti a nosso favor por mão de um gilista, diz o ex-árbitro Pedro Henriques), estaríamos condenados a mais meia hora de grande espectáculo.

Enfim, agora mais a sério, não me recordo de uma primeira parte tão má e eu já vejo o Sporting há sessenta anos. Felizmente o que era preciso conseguiu-se, a vitória. Vamos esperar por melhores dias e que Rui Borges se deixe de inventar.

Quem é que queria o Conceição no Sporting ? (+1)

Se calhar já estou a abusar nestes posts, já aborrecem, ninguém vai dizer nada a não ser os morcões do costume.

Pois o Conceição perdeu mais uma vez (Feyenoord, Torino, Bolonha), dizem que está causando mais danos do que granizo, já está a abrir a porta para fazer as malas e voltar ao "dolce far niente" caseiro e o seu afilhado feliz da vida foi humilhado na imprensa italiana. "É tão bonito quanto inútil", diz um.

Voltando a casa, o resto é com o Jorge Mendes, mas acho que para a próxima devia escolher melhor o clube, mais de acordo com a personagem, não interessa a divisão ou o país, podia dar algumas sugestões mas vou-me conter.

Sporting Clube de Portugal não, obrigado. Com Frederico Varandas também seria tão provável como o Augusto Inácio ser director desportivo.

SL

Fomos beneficiados?

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Sobre o fora-de-jogo de três centímetros já escrevi aqui, um jogo onde nos anularam dois golos legais, um deles devido a um fora-de-jogo de 2 cm, no outro a bola foi jogada pelo atleta do Moreirense, há fora-de-jogo quando a bola vem de um adversário?

Quem foi o árbitro desse jogo com o Moreirense? Disseram João Pinheiro? Acertaram.

Ontem,  o Sporting deve a vitória a três "patinhos feios", Esgaio, Fresneda e Debast, um abraço para o belga que muitos queriam despedir a seguir ao jogo da Super Taça, ao jogo que o FC Porto empatou com um golo ilegal.

Quanto à arbitragem deixo aqui opinião de Duarte Gomes.

Para terminar, este jogo já passou, agora é concentrarmo-nos, foco total no jogo com o Estoril, onde, infelizmente, não vamos contar com Maxi Araújo que levou amarelo por ter sido atingido à cabeçada por um colombiano do Vale de Aburrá, apetece citar Scolari: "E o burro sou eu?"

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O dia seguinte

Jogo estranho, este em Barcelos, muito ao contrário daquilo que tem acontecido ao Sporting desde que chegou Rui Borges.

Primeira parte onde o Sporting foi manifestamente inferior, jogando devagar e mal, com uma dupla de médios que via jogar os adversários, muitas vezes a fazer passes em profundidade bem perigosos, e sem conseguir atacar com o mínimo de perigo, com Trincão em "modo rotunda" e Harder bem cedo castigado por um amarelo exagerado. Valeu Rui Silva, que safou duas bolas de golo.

O 0-0 era lisonjeiro para o Sporting ao intervalo, se calhar foram os piores 45 minutos  da temporada.

 

Na 2.ª parte, com Gyökeres, tudo foi diferente: pressão alta, recuperações e ataques rápidos, várias situações frustadas no último passe até ao grande pontapé de Debast dar golo, numa assistência do sueco. 

O jogo continuou só a dar Sporting. Dum grande passe a isolar Maxi veio o segundo amarelo e a expulsão do jogador adversário, e a eliminatória estava ganha.

Mas Rui Borges resolveu repetir a asneira de jogos anteriores. A ganhar por 1-0 qual foi o sentido de fazer entrar jogadores sem ritmo e vindos de lesão? Se já tem uma linha de 5 desfalcada na defesa, porque é que tirou um jogador alto e forte na direita para fazer entrar um pequeno e que não aguenta o choque ? Foi assim que Matheus Reis ficou sozinho com dois adversários e Catamo a baldar-se completamente ao lance. Safámo-nos por 3 cm.

 

Atenção ao 59 que entrou para substituir o 50. Kauã Oliveira, 21 anos, 1,82m. Temos ali o novo Matheus Nunes. Começou bem a temporada na B, sofreu uma lesão que o deixou fora alguns meses, está a agora a regressar.

O 50, Alexandre Brito, no global cumpriu, embora estando com Debast naquela péssima primeira parte naquela zona central.

Enfim, na 1.ª parte quase batemos no fundo, mas na 2.ª voltámos à tona, e agora é nadar até à praia.

Melhor em campo? Debast, pela enorme segunda parte e pelo grande golo que marcou.

Arbitragem? Entrou muito mal, com dois amarelos exagerados, depois inventou um penálti talvez para fazer passar os dois penáltis claros que não viu em Alvalade, depois foi acertando o critério e acabou em bom plano.

E agora? Ganhar ao Estoril e ter tempo para descansar.

SL

Terceiro empate em três jogos: é de mais

AVS, 2 - Sporting, 2

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Viktor recuperou a boa forma e marcou o segundo golo, mas não escondeu frustração pelo resultado

 

Com franqueza, começa a ser um exagero. Terceiro jogo consecutivo do campeonato com o Sporting a empatar. E segundo a cedermos dois preciosos pontos - que já são quatro - a escassos segundos do apito final. O que torna tudo ainda mais incompreensível. E mais inaceitável para uma equipa que mantém legítimas aspirações a conquistar o bicampeonato que nos foge há 74 épocas.

Uma vez mais, houve dois jogos dentro do jogo. Nesta partida disputada há quatro dias em Vila das Aves, com um não-clube que não passa de SAD com uma sigla esquisita.

Começámos muito bem: equipa desenvolta, pressionante, preenchendo com ousadia os espaços no meio-campo adversário. Cortando linhas de passe à turma anfitriã, impedindo-a de galgar terreno. 

A pressão produziu frutos muito cedo. Na sequência de um canto, Diomande fez bom uso do seu jogo aéreo, impondo-se perante os centrais e cabeceando na direcção certa. Ochoa, o afamado internacional mexicano, nada pôde fazer entre os postes: o disparo era indefensável.

 

Voltámos a ver Viktor Gyökeres em boa forma. Atacando a profundidade, contornando e sentando os defesas, visando a baliza com olhar de matador.

Ochoa equilibrou as forças ao fazer uma espectacular defesa aos 21', negando o golo ao craque sueco, destacado líder dos goleadores desta Liga. Ganhou esse embate, mas perdeu o seguinte: aos 33'. Viktor quebrou um jejum de quatro jornadas, metendo-a lá dentro. Foi um dos protagonistas do jogo e o melhor dos nossos. Logo seguido de Trincão (participou na construção dos dois golos leoninos, assistiu no primeiro) e Maxi Araújo (cada vez mais à vontade no corredor esquerdo, serviu de bandeja Gyökeres no segundo).

Havia motivos para ovacionar? Claro que sim. Não foram negados aplausos das centenas de adeptos leoninos presentes no estádio.

Havia motivos para comemorar? Ainda não. O resultado ao intervalo, 0-2, é um dos mais ilusórios em futebol.

 

Os mais desconfiados tinham motivos para adiar festejos. O Sporting entrou irreconhecível depois do intervalo. Passivo, com trocas inócuas de bola no primeiro terço do terreno, incapaz de esticar o jogo, parecendo defender a magra vantagem sem vontade nem energia nem ambição de procurar o terceiro golo. 

Ao invés, o AVS encheu-se de brios e começou a galgar distância rumo à nossa baliza. Sem temores nem complexos, contando com a insólita apatia dos nossos jogadores.

Podemos especular sobre as causas. Mais um lesionado, por exemplo: Eduardo Quaresma, também ele com queixas musculares, não regressou do intervalo, substituído por Matheus Reis. Em campo já estava um habitual titular da equipa B, Alexandre Brito (em vez de Morten, ausente por castigo). Com Morita, Daniel Bragança e João Simões impedidos por lesões, a nossa linha média era uma autêntica manta de retalhos. Debast, central direito, ali improvisado, desenrascou-se como podia. O inédito duo com Brito não prometia ser brilhante - e assim foi.

 

Mas os maiores problemas surgiram atrás. Com Diomande a imitar o mau exemplo de Morten na partida anterior, contra o Arouca: cometeu um penálti absolutamente escusado em lance de canto, incluindo uma chapada num adversário. Devia ter visto o vermelho logo ali, aos 67'. A brincadeira custou-nos um penálti e o primeiro golo sofrido, aos 71'. Aos 77', novamente o marfinense em foco: concluiu uma disputa de bola com um pisão junto à linha divisória. Segundo amarelo, expulsão. Jogámos meia hora só com dez.

Nenhuma das substituições operadas por Rui Borges produziu efeitos positivos. Pelo contrário, a equipa parecia cada vez mais insegura. Até sofrermos o golo fatal que nos roubou dois pontos, estavam decorridos já 90'+6, em pontapé de ressaca, com a bola a correr rasteira para o fundo das nossas redes. 

Balde de água gelada na noite minhota: há cinco anos e meio que não disputávamos cinco jogos sem ganhar. A vantagem de seis pontos sobre o Benfica, existente há três semanas, desapareceu. A partir de agora é proibido voltar a tropeçar. Para que o sonho se mantenha aceso.

 

Breve análise dos jogadores:

 

Rui Silva (5) - Grande defesa aos 14', exibindo bons reflexos. Sem hipótese no penálti. Pareceu algo apático no lance do segundo, fazendo-se tarde à bola.

Eduardo Quaresma (4) - Actuou condicionado, longe do fulgor habitual. Depois do intervalo já não voltou. Vai parar pelo menos três semanas.

Diomande (3) - Esteve no melhor ao marcar o primeiro golo. Mas também no pior, ao cometer penálti e ao fazer-se expulsar. De cabeça perdida.

Gonçalo Inácio (5) - No seu jogo 200 pelo Sporting A, esperava-se dele um pouco mais. Nervoso. Ainda assim, conseguiu ser o nosso melhor central.

Fresneda (4) - Tentou progredir no terreno, tornando-se útil na ala direita, mas nunca contribuiu para tornar o nosso jogo ofensivo mais acutilante.

Alexandre Brito (4) - Estreia a titular no meio-campo interior, rendendo o ausente Morten. Abusou dos passes laterais e recuados, sem progressão.

Debast (5) - Adaptado a médio, fez o possível por fazer esquecer Morita ou Bragança. Não era tarefa fácil, desempenhou-a com mediania.

Maxi Araújo (6) - Muito activo na ala esquerda, tanto a atacar (sobretudo no primeiro tempo) como no segundo. Assistiu Gyökeres (33').

Quenda (6) - Um dos melhores até as pilhas se esgotarem. Falhou emenda à boca da baliza (18'). Inicia o segundo golo. Provocou desequilíbrios.

Trincão (7) - Um dos mais activos e criativos. Grande passe para Diomande aos 8': ofereceu-lhe o golo. Pré-assistência no segundo. 

Gyökeres (7) - Voltou à boa forma. Grandes arrancadas aos 18' e 21': neste, levou Ochoa à defesa da noite. Marcou o segundo, aos 33'. Melhor em campo.

Matheus Reis (4) - Rendeu Quaresma aos 46'. Prático a resolver lances. Mas abusou do chutão para fora e para o ar. Exige-se mais dele.

Felicíssimo (3) - Estreia na equipa A deste médio do Sporting B. Rendeu Brito aos 84'. Entrega fatal de bola aos 90'+5: custou-nos o golo e dois pontos.

Esgaio (4). Entrou aos 84', substituindo Trincão como médio-ala direito. Com ele em campo a equipa baixou de rendimento, sem surpresa.

Harder (-) - Saltou do banco só aos 90'+2 (substituiu Quenda). Mal tocou na bola. Equívoco do treinador: devia ter entrado muito mais cedo.

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «Há muitas visitas aqui no blog de lampiões. O tom dos comentários que vão deixando anda sempre à volta de um ou dois temas. Um dos mais frequentes é, de cada vez que se fala do Benfica, vir para aqui dizer que os sportinguistas só sabem falar do Benfica, porque nunca se viu nada na terra como o Benfica desde as pirâmides de Gizé ou mesmo desde a invenção do pão às fatias e que só há dois clubes em Portugal: o Benfica e o anti-Benfica. Nada de surpreendente: o típico delírio benfiquista. Visito com frequência dois blogs benfiquistas. Juro que metade, se não mais, dos posts são sobre o Sporting.»

 

Eu: «Este balanço europeu da nossa equipa na temporada oficial 2014/15 não pode ser positivo. Mas não é desonroso. E acima de tudo representa um enorme passo em frente se o compararmos com o ano anterior, quando estivemos arredados das competições europeias. O caminho - em tudo - tem de ser este. Melhorando gradualmente, através de pequenas mas consistentes etapas. Hoje melhores que ontem, amanhã melhores que hoje.»

A voz do leitor

«[Hugo Viana] fez um percurso excelente. Ao início errou com os Bolasies e os Jesés. Mas como tudo tem dores de crescimento, ele aprendeu com esses erros. O seu momento mais perfeito foi a contratação de Rúben Amorim. Os títulos que ajudou a ganhar demonstram a capacidade que teve. Vira-se esta página, escreve-se uma nova. Até à glória.»

 

Manuel Barbosa, neste meu texto

Fazendo contas 6/23

Os carinhos e as agressões

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Foi uma jornada rica em casos.

Obviamente que Diomande devia ter sido expulso, expulsão e penalty contra o Sporting.

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Já voltaremos à jornada 23.

Na jornada 6 não houve nada a salientar Sporting, Benfica e FC Porto venceram por 3-0 sem penalties nem expulsões.

"Sofremos um golo num momento que era importante termos aguentado um pouco mais. Se calhar é também um lance que advém de uma falta a nosso favor, mas não é por aí."

Benfica 3 - Boavista 0

A citação acima é de Lito Vidigal, não há repetições da jogada, a Benfica TV (como já tinha feito no penalty cometido por Florentino) escondeu as imagens, assim não vamos contabilizar este pseudo golo. Como há um golo marcado de penalty e uma expulsão a favorecer os da roda de bicicleta, consideramos 0-0 como resultado final.

FC Porto 1 - Vitória SC 1

Houve um golo limpo de Nélson Oliveira, anulado por um fora-de-jogo que as imagens mostram que não existe. O objectivo do futebol é marcar golos, o árbitro em caso de dúvida deve "proteger" quem ataca, nada disso aconteceu. Ainda assim,vou considerar o resultado oficial.

Sporting 2 - AFS 2

Primeiro golo do Sporting legal, apesar da esforço da Sport TV para ser invalidado.

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Deixo aqui as imagens para que não restem dúvidas, com um pormenor que passou despercebido a toda a gente, o bandeirinha tem a bandeira em baixo, não assinala fora-de-jogo.

No segundo golo do Sporting existe fora-de-jogo de Fresneda, o VAR não pode intervir, blá, blá, blá mas o bandeirinha e o árbitro de campo podem e devem intervir, não se devem demitir dessa função. A semana passada o não assinalar de um fora-de-jogo provocou a expulsão de Morten e um penalty contra nós, desta vez um golo a nosso favor.

Quando ao "caso Diomande" como já escrevi lá em cima, agride é penalty e expulsão perdoada ao Sporting. Penso que todos estamos de acordo sobre isso. Quanto ao carinho que Pepe fez a Coates o que temos a dizer? João Pinheiro, no campo, não viu nada, o VAR, também, não viu nada e os instrutores da Liga após protesto do Sporting sobre o lance, também, não viram nada. Quanto ao carinho de Di Maria a Pedro Gonçalves o que podemos dizer? Não foi nada? Artur Soares Dias achou que não. Foi chamado pelo VAR e recusou-se a ir ver as imagens, repreendeu verbalmente o maroto do argentino e siga o jogo.

Posto isto, Morten, Diomande (2x) e Matheus Reis não podiam ter tido só uma advertência oral como Di Maria ou um sorriso e um cafuné como Pepe?

Resultado final: Sporting 2 - AFS 0

Contas feitas após estas seis jornadas duplas:

1 Sporting - 36 pontos 

2 Benfica - 19 pontos 

3 FC Porto - 12 pontos.

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Os rapazes fizeram-nos a vontade. Jogaram à bola e suaram a camisola. Muito de ambos. Mas o raio da finalização... Isto faz pensar que, com um Acosta ou um Liedson, os alemães estavam no bolso. A jogar assim, e com algum discernimento na finalização, podemos tratar dos andrades no domingo.»

 

Luciano Amaral: «Há muito tempo que a mais famosa claque do Benfica (os No Name Boys) brinca com simbologia nazi. NN quer dizer No Name, mas também quer dizer Neo Nazi, e o símbolo é uma estilização gráfica do símbolo das SS. Eu acho que estes idiotas, os do Sporting, os do Benfica, os do Porto (e de outros, que também os há do género) deviam ir brincar aos nazismos para a porta que os partiu e deixar sossegada a gente que gosta mesmo é de bola.»

 

Eu: «Andam por aí alguns jarretas muito irritados com o plantel do Sporting 2014/15. São os mesmos que, noutros tempos, elogiavam qualquer perna de pau que chegava a Alvalade. Os mesmos que aplaudiam Pranjic, Bojinov, Chhetri, Elias, Gelson Fernandes, Turan, Xandão, Sebastián Ribas, Ventura, Viola, Jeffrén, Rubio, Boulahrouz, Labyad, Joãozinho...»

A voz do leitor

«Quinta temos galo assado para o jantar. Depois já dará tempo para recuperar pelo menos parte dos lesionados. Ainda só dependemos de nós para ir ao Bi e fazer outra dobradinha. Ganhar ao Gil Vicente, ganhar ao Rio Ave. Conseguir o mesmo resultado que as águias, depenadas, façam para o campeonato. Ir ganhar à luz e somos bi-campeões.»

 

Manuel da Rocha, neste meu texto

Nada está perdido

Ao terceiro treinador da época, com duas finais perdidas, eliminado da Liga dos Campeões (com 50 milhões ganhos no processo) e com mais de uma dezena de lesões ao longo da época, o Sporting continua a ser primeiro, sonhando com o bicampeonato e com a conquista da dobradinha. Mantenha-se a nação leonina unida e assim a rapaziada aguente o forte até à chegada da cavalaria, e isto ainda vai muito a tempo de acabar bem. É ter fé. E o Sporting é a nossa. 

Rescaldo do jogo de anteontem

 

 

Não gostei

 

De perder dois pontos fora de casa. Em Vila das Aves, frente ao antepenúltimo da classificação - uma "coisa" que nem é clube: é uma SAD, praticamente condenada à descida. Deixámos seis pontos a voar nas últimas três partidas. Inadmissível. 

 

De nos deixarmos empatar a minuto e meio do fim. Repetiu-se quase ao segundo o que já sucedera no nosso empate (1-1) no Dragão. Equipa incapaz de segurar a bola em linhas avançadas, perdendo-a em zona proibida, acometida por tremideira geral. Cada lance de bola parada defensiva parece semear o pânico nos nossos jogadores, algo incompreensível.

 

Da segunda parte. O onze leonino veio irreconhecível do intervalo. Com vantagem confortável mas sempre arriscada (vencíamos 2-0 nos primeiros 45 minutos), deixámos deliberadamente a turma anfitriã assumir a iniciativa do jogo, recuámos a linha média em cerca de 30 metros e apenas mantivemos um solitário Gyökeres lá na frente, na vã esperança de que alguma bola lhe fosse despejada de chutão. Comportamento de equipa que luta para não descer - nada a ver com uma equipa que sonha conquistar o bicampeonato nacional de futebol. Neste período fomos incapazes de fazer um só remate à baliza adversária.

 

De Diomande. Comportamento calamitoso do nosso defesa, que até foi um dos heróis da primeira parte ao inaugurar o marcador, de cabeça, na sequência de um canto. Infelizmente, descarrilou no segundo tempo. Aos 67', agride à chapada um adversário dentro da área - o que nos custou um penálti e o primeiro golo do AVS, aos 71'. Abusando da sorte (o marfinense devia ter visto o vermelho, e não apenas o amarelo), Rui Borges manteve o central em campo. Deu asneira: aos 77', junto à linha do meio-campo, Diomande volta a cometer falta absolutamente desnecessária: um pisão que lhe valeu o segundo cartão - e consequente expulsão. Volta a ficar de fora: outra baixa importante na nossa equipa. Actuámos só com dez durante meia hora.

 

Da ausência de Morten. Ausente por castigo, pela primeira vez neste campeonato, fez-nos falta. Sem ele, o nosso meio-campo não tem, nem de longe, a mesma eficácia. Aliás toda a nossa linha média interior era adaptada, com Debast e Alexandre Brito nos lugares habitualmente ocupados pelo internacional dinamarquês ou pelos lesionados Morita e Daniel Bragança.

 

Da ausência de Biel. Sentou-se no banco, mas não calçou. Estranhamente, parece que o treinador não conta com ele. Como se não tivesse sido o mais propalado "reforço de Inverno" do Sporting.

 

De outro lesionado. Não há jogo do Sporting sem vermos sair um futebolista mais cedo, rumo à enfermaria de Alvalade. Desta vez foi Eduardo Quaresma, que só durou 45 minutos. Já não regressou para a segunda parte, sendo substituído por Matheus Reis. Novo período de lesão, ainda incerto, para o jovem central, tão combativo quanto azarado.

 

Da infeliz estreia de Felicíssimo. O jovem médio defensivo, presença habitual na Liga 3 como titular do Sporting B, foi promovido por mérito (e devido à extensa onda de lesões) à equipa principal. Mas não lhe correu bem este "baptismo de fogo". Nervosíssimo, perdeu a bola no início da construção, dando origem ao golo do empate do AFS. Assim deixámos fugir mais dois pontos.

 

De Rui Borges. Quinto jogo seguido sem ganhar. Muito passivo no banco, incapaz de dar resposta aos problemas em tempo útil e até de antecipá-los. Assistiu impávido ao recuo das linhas, pairando a sensação de que os jogadores obedeciam a insólitas instruções suas. Fez quatro alterações no onze: nenhuma melhorou a equipa. Esperou até aos 90'+2 para mandar Harder saltar do banco, talvez esquecido de que o dinamarquês tinha sido o melhor em campo no desafio anterior, contra o Arouca. E não esgotou as substituições no longo tempo extra (9 minutos da etapa final), nem sequer para queimar tempo. Algo também incompreensível.

 

De termos perdido a liderança isolada. Após este terceiro empate (2-2), vimos o Benfica igualar-nos na pontuação da Liga 2024/2025. A onze jornadas do fim.

 

 

Gostei

 

Do primeiro tempo. Bom futebol, dinâmico, veloz, com os flancos a funcionarem e a bola a sair dominada ao primeiro toque. Pressão alta sobre a saída da equipa da casa, que raras vezes se libertou para a manobra de construção e dispôs apenas de uma oportunidade de golo neste período - grande defesa de Rui Silva, aos 14', a remate de Zé Luís.

 

De Gyökeres. Recuperou a boa forma e voltou a exibir os dotes de goleador, que não demonstrava há cerca de um mês. Protagonizou duas arrancadas, aos 18' e aos 21', desposicionando por completo a defesa, na segunda culminando em remate com selo de golo que só uma enorme defesa do internacional mexicano Ochoa impediu. Meteu-a mesmo lá dentro aos 33', coroando brilhante jogada colectiva. Na segunda parte ninguém o serviu: não teve culpa. Cada vez mais isolado na lista dos artilheiros deste campeonato: são já 23 golos a seu crédito. Melhor em campo.

 

De Trincão. Jogador mais utilizado do plantel, continua a ser útil. Esteve nos dois golos. No primeiro, aos 8', é dele o passe certeiro para a cabeça de Diomande. O segundo começa a ser construído por ele: soberba variação de flanco para Maxi assistir o sueco. E ainda foi ele a isolar Gyökeres no lance que quase deu golo aos 21'. Líder das assistências na Liga: são já 12.

 

De Maxi Araújo. Cada vez mais útil, cada vez mais acutilante, cada vez mais imprescindível na ala esquerda. É dele o passe para o segundo golo. Foi dos poucos que não naufragaram no segundo tempo. 

 

De continuarmos no comando. O Benfica conseguiu igualar-nos, dois meses depois, mas mantemos a liderança da Liga devido ao critério de desempate. E o FC Porto - que ainda não ganhou em casa neste ano de 2025 - mantém-se seis pontos atrás de nós após ter empatado no Dragão (1-1) com o V. Guimarães.

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