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És a nossa Fé!

Ir para cima deles

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Não concordo com este sentimento, o sentimento de ir para cima deles.

Para ser bom para os dois tem de ser com sentido, consentido, também.

Penso que os dinamarqueses não querem ir para "baixo de nós" (salvo seja).

Que logo à noite seja um jogo mas não seja uma brincadeira.

Bump, bump mas com carinho, com meiguice.

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Iván Fresneda

Francamente não entendo a má-vontade de alguns comentadores deste blogue e alguns adeptos no estádio para com um jovem espanhol de 20 anos, internacional sub18 e sub19 pela Espanha, com 1775 minutos pelo Valladolid na Liga Espanhola há dois anos, estando em campo 90 minutos contra Real Madrid (2x), Barcelona e muitos outros clubes.

Um jovem alto e forte, de 1,83m. Cedric tem 1,71m, por exemplo.

Dizem até que não tem categoria para jogador do Sporting.

Como se nos últimos anos tivessem passado pelo Sporting muitos laterais direitos de classe mundial.

Nos anos de Amorim, com a equipa em 3-4-3, não jogávamos com laterais, jogávamos com alas que faziam todo o corredor. Pedro Porro jogou no Sporting nessa posição, não conta para o que vou dizer. Nem ele, nem Quenda, nem Catamo.

Antes de Amorim quem é que passou pela posição nos últimos anos?

2018/2019 - Rosier, Ristovski, Thierry

2017/2018 - Ristovski, Bruno Gaspar, Thierry

2016/2017 - Piccini, Ristovski

2015/2016 - Schelotto, João Pereira, Esgaio

2014/2015 - Schelotto, João Pereira, Esgaio

2013/2014 - Cedric, Esgaio, Miguel Lopes, Geraldes

2012/2013 - Cedric, Pereirinha, Miguel Lopes, Arias

2011/2012 - João Pereira, Arias

2010/2011 - Abel, João Pereira, Cedric

 

Francamente não vejo nesta lista nenhum defesa lateral direito de classe mundial. 

Nenhum alto e forte, intenso nos duelos pelo chão e pelo ar, resistente fisicamente para fazer o corredor 90 minutos, com capacidade de centro pelo ar e pelo chão, remate forte e preciso, chegada à área para tentar o golo. 

Nenhum como o Dalot e o Cancelo. Nenhum Nuno Mendes de pé direito.

Uns são baixinhos colocando a defesa em risco em bolas altas ao segundo poste, outros nunca souberam centrar em condições, outros pouco intensos a defender. Alguns muito pouco esclarecidos e mesmo um ou outro uns passadores de todo o tamanho.

E não vi no tal Alberto vendido pelo V. Guimarães nada de especial no jogo contra nós. O seu curriculum não tem comparação possível com o de Fresneda.

Continuo a pensar que Fresneda, seguindo a ser titular e a acumular minutos, com mais maturidade e menos sofreguidão, com mais critério na definição ofensiva dos lances, com algum golo marcado como já esteve perto de acontecer, não só se vai impor no Sporting como chegará a internacional A pela Espanha.

Tenha ele calma e nós também. Tem 20 anos o "chavalo". 

SL

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «Porque fica ao pé do sítio onde trabalho, fui ontem almoçar à Tasquinha do Lagarto, em Campolide, instituição gastronómica sportinguista. Não sou nenhum José Quitério, mas diria que o repasto foi excelso e o preço muitíssimo em conta, e digo isto sem qualquer enviesamento clubístico. Numa mesa ao pé, sentou-se o Paulo Andrade e, como brinde, veio também o Paulinho, que, fiquei depois a saber, fazia anos. Uma casa a visitar bastas vezes.»

Pódio: João Simões, Diomande, Harder

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Bolonha, para a Liga dos Campeões, por quatro diários desportivos:

 

João Simões: 25

Diomande: 24

Harder: 23

Morten: 22

Quenda: 21

Gonçalo Inácio: 21

Israel: 21

Maxi Araújo: 21

Daniel Bragança: 19

Debast: 18

Trincão: 18

Fresneda: 17

Geny: 17

Matheus Reis: 6

 

ZeroZeroO Jogo elegeram João Simões como melhor leão em campo. O RecordA Bola destacaram Harder.

Nós, há dez anos

 

Francisco Melo: «Ao ler as notícias que dão conta da péssima forma de Ewerton, as declarações de Marco Silva que dizem que o jogador brasileiro está "no nível zero" e, mais recentemente, o alegado interesse no defesa central Bruno Uvini, pergunto-me que estranha abordagem do mercado de Inverno é aquela que vem sendo feita pelo Sporting, em que se compram jogadores (Shikabala, agora Ewerton) que qualquer boa gestão desaconselharia.»

 

Eu: «Sermos o clube com menos derrotas no campeonato à 18ª jornada decorre da nossa cultura de exigência: só em 1994/95, quando à 19ª jornada não tínhamos nenhuma derrota, fizemos melhor. Isto é cultura de exigência. Que está bem viva no Sporting. E recomenda-se.»

Quente & frio

 

Gostei muito de ver o Sporting passar à fase seguinte da Liga dos Campeões. Com onze pontos (dez dos quais conquistados ainda com Ruben Amorim ao comando da equipa). Faltava-nos o que na noite passada conseguimos: bastou-nos empatar em casa com o Bolonha. A equipa italiana fica pelo caminho, sem acesso ao play off dos oitavos, enquanto nós seguimos em frente. Tal como o nosso adversário de ontem, também Estugarda, Leipzig, Young Boys, Sparta Braga, Salzburgo, Sturm Graz e Estrela Vermelha, entre outros, ficaram por aqui.

 

Gostei do golo que nos qualificou para o play off. Bela jogada de futebol colectivo toda conduzida pelo lado esquerdo - de longe o melhor da nossa equipa nesta partida. Começou numa recuperação de Diomande, prosseguiu com Morten a dar a melhor sequência para rápida tabelinha entre Maxi Araújo e João Simões, que tocou para Quenda. O benjamim da equipa (17 anos) segurou-a bem, temporizou e aguardou a desmarcação do jovem médio até à linha de fundo para largar a bola com precisão cirúrgica. Simões (18 anos), para mim o melhor em campo, centrou recuado para a boca da área, como mandam as regras. Para ali já se tinha encaminhado Harder (19 anos), que deu conta do recado, empurrando-a para o fundo das redes. Aconteceu aos 77': bastou para o 1-1 final. E para a SAD leonina embolsar mais 5,47 milhões de euros - pelo empate (700 mil euros), pela qualificação (um milhão) e pelo 23.º lugar (3,77 milhões), só um abaixo do poderoso Manchester City. Total até agora nesta campanha europeia do Sporting 2024/2025: 51,849 milhões de euros. É obra.

 

Gostei pouco da nossa primeira parte, em que sofremos um golo na sequência de um canto, aos 21', e já tínhamos visto a bola embater na barra em lance muito semelhante, logo aos 4'. Sobretudo nessa fase notou-se uma das fragilidades desta equipa: Fresneda é esforçado, mas continua com desempenho abaixo das exigências de um Sporting que se mantém em várias frentes futebolísticas. Geny também teve actuação insuficiente: perdeu quase todos os duelos e continua a passar demasiado tempo no chão. Inversamente, Diomande vem-se impondo como pilar defensivo e o capitão Morten, mesmo fatigado, parece encontrar sempre um suplemento de energia: é um dos nossos imprescindíveis. Infelizmente, por acumulação de amarelos, não contaremos com ele na próxima jornada da Liga milionária.

 

Não gostei de ver o Sporting desfalcado de tantos titulares. Além de Nuno Santos e Pedro Gonçalves, afastados há largas semanas, também não pudemos contar com os lesionados Gyökeres (o que fez muita diferença), Morita e Eduardo Quaresma. Todos influentes, cada qual à sua maneira. Tal como St. Juste, que veio igualmente de lesão e ontem não saiu do banco. Sem esquecer o guarda-redes titular, Rui Silva, que se mantém indisponível nas competições europeias por não estar inscrito na UEFA pelo Sporting. Ontem foi a vez de Debast, forçado a abandonar o campo aos 50', mal podendo caminhar: resta ver quanto tempo estará fora. Nunca me lembro de tanta gente lesionada em simultâneo na nossa equipa.

 

Não gostei nada da escumalha anti-Sporting que voltou a atacar, oculta sob a sigla "Juventude Leonina". Assumem-se como implacáveis inimigos internos, fazendo tudo para lesar e manchar a imagem do Clube. Ontem, nos minutos iniciais, voltaram a rebentar petardos e a desfraldar uma enorme tarja ofensiva para a UEFA, além de assobiarem o hino da Champions. Por vontade deles, estávamos excluídos da Liga milionária. Por vontade deles, continuaremos a sofrer multas sem parar, como se os 300 mil euros que já fomos forçados a pagar como castigo imposto pela entidade europeia do futebol lhes parecessem pouco. Ninguém tenha ilusões: eles continuarão a fazer tudo para prejudicar o Clube, não pouparão esforços na tentativa de sabotar a conquista do bicampeonato. Fiéis ao lema que os mobiliza há vários anos: Letais ao Sporting.

O dia seguinte

Missão cumprida.

Frente a uma equipa italiana forte, dura e muito chata naquele homem-a-homem a todo o terreno, sem problemas em fazer faltas para amarelo dado que não vai continuar na prova, muito competente nos pontapés de canto, o Sporting teve muitas dificuldades em assentar o jogo e criar perigo de forma continuada.

A equipa voltou a entrar muito bem no jogo, num 4-2-3-1 com duplo pivot Hjulmand-Debast e Bragança solto atrás de Harder, conseguia ter bola no meio-campo e acelerar a partir daí por Catamo ou Bragança solicitando Harder na profundidade e criando ocasiões de remate. Mas veio um canto a favor do Bolonha e uma bola na trave, veio outro e uma bola lá dentro, a equipa acusou o toque e perdeu-se um pouco na segunda metade da primeira parte. 

 

Veio a segunda parte e logo o choque que deu a lesão de Debast. Entrou João Simões, pouco depois Quenda, voltou o 4--2-4 com o adiantamento de Trincão, e o jogo tornou-se muito mais aberto, com ocasiões para ambos os lados. O Bolonha teve algumas mais pela ala Fresneda-Catamo, muito por culpa da "falta de pilhas" do moçambicano. O Sporting pelo outro lado, pelo trio maravilha (raça, entrega, talento, velocidade) Maxi-João Simões-Quenda. E foi por aí que surgiu o golo do empate numa bela jogada João Simões-Quenda finalizada muito bem por Harder.

Com o resultado finalmente favorável, a equipa soube gerir o jogo muito bem, fazendo circular a bola, continuando a pressionar alto, não permitindo ao Bolonha dominar o jogo e ter oportunidades.

 

Assim fomos apurados para a fase seguinte. Vamos encontrar um adversário familiar, espero que seja o Borussia Dortmund para poder voltar ao Iduna Park e à cerveja do "fan-zone". Mais Atalanta não, sff. Já chega.

E conseguimos isso sem os dois melhores jogadores do plantel: Gyökeres e Pote, nem Morita, com talvez a equipa mais jovem do Sporting de sempre na Champions ou mesmo na Liga Europa. Média de idades: 22,5 anos.

Israel (24), Fresneda (20), Diomande (21), Inácio (23), Maxi (24), Catamo (24), Hjulmand (25), Debast (21), Trincão (25), Bragança (25), Harder (19), J. Simões (18), Quenda (17), Matheus Reis(29).

Destes, quatro foram formados em Alcochete. 

Uma equipa muito jovem, com tremendo potencial de crescimento. E no banco estavam vários colegas do João Simões e do Quenda, como o Eduardo Felícissimo que um dia destes estará ali a fazer o papel que o Debast fez hoje. O futuro do Sporting está assegurado.

 

Melhor em campo? João Simões. Foi ele que desbloqueou o jogo.

Israel fez uma belíssima defesa, Diomande esteve imperial como de costume (oxalá não haja Ramadão este ano). Fresneda melhora de jogo para jogo e ontem mais uma vez esteve perto de marcar. Inácio muito seguro. Hjulmand um senhor no meio-campo bem complementado por Debast. Harder aprendeu muito vendo jogar Gyökeres. Do trio maravilha já falei. Catamo começou bem, mas cedo encostou. 

Arbitragem? Impecável, mantendo um julgamento uniforme, permitindo o contacto mas sabendo penalizar entradas por trás e faltas tácticas.

E agora? Descansar, recuperar e ganhar ao Farense.

SL

Serviços mínimos. E um pai-de-santo.

Sem o ás de trunfo, como muito bem sabe quem joga à sueca na colectividade, é meio caminho andado para se levar uma limpa. E hoje nem a manilha tivemos, nem o rei, nem o valete.

Mas quem tem três trunfos (putos) maravilha com 17 anos Simões, 18 anos Quenda e 20 anos Harder, mesmo que com um erro ou outro aqui e ali, merece ser feliz.

Mesmo tendo na baliza um pino.

O treinador já tinha avisado ontem que o foco da equipa é o campeonato e eu até estou de acordo com ele, mas não tenhamos ilusões, a manta está muito, mas mesmo muito, curta. Hoje mais um saiu magoado, agora que está a ser adaptado a um lugar que também está em deficit. Continuamos a precisar de um defesa direito, o rapaz Fresneda não dá mais que aquilo e é muito pouco.

E a felicidade veio em forma de empate, era o que se precisava.

Agora que venha o campeonato.

E um pai-de-santo. Ou pedir-se o bruxo emprestado ao Pinto da Costa, sei lá.

 

Uma nota final para a selecção de andebol que bateu a Alemanha num jogo vibrante e conquistou o acesso às meias-finais, um facto inédito e histórico.

Seguimos em frente

Missão cumprida: em noite muito chuvosa no nosso estádio, recebemos o Bolonha e empatámos (1-1). A equipa italiana cai fora, nós seguimos em frente na Liga dos Campeões.

Mesmo sem Gyökeres nem Morita, titulares absolutos. Mesmo com mais um lesionado - desta vez Debast, forçado a abandonar a partida aos 62'.

 

Rui Borges leu bem o jogo, em que perdíamos ao intervalo. Do banco saíram dois dos três jogadores que fizeram a diferença, construindo o empate: Quenda e João Simões. O terceiro - e decisivo - foi Harder, que a meteu lá dentro aos 77'. Em carambola, às três pancadas, mas a nota artística pouco interessa.

O importante é que entrou.

Mais um obstáculo ultrapassado. 

 

Ficámos em 23.º lugar, logo abaixo do poderoso Manchester City.

Iremos agora defrontar Atalanta ou Borussia Dortmund no play off de acesso à próxima etapa da prova milionária.

Confiamos nos jogadores e na equipa técnica? Claro que sim.

Como vai ser logo?

Atrevam-se a dar palpites sobre o desafio do Sporting, logo à noite, na Liga dos Campeões 2024/2025. Contra o Bolonha, actual oitavo classificado da Liga italiana. Terminou em quinto no campeonato anterior. Nas últimas quatro jornadas registou só uma vitória (ao Monza) e três empates (com Roma em casa, e com Inter e Empoli fora). 

Em 28.º lugar na Champions, a equipa italiana já não tem hipótese de passar à fase seguinte da competição.

Do nosso lado, além das ausências prolongadas de Nuno Santos e Pedro Gonçalves, eis uma péssima notícia: também Gyökeres fica de fora. Pelo problema do costume, que tem afectado quase toda a nossa equipa nesta temporada: lesão muscular. Morita e Eduardo Quaresma estarão igualmente ausentes. Em sentido contrário, St. Juste parece recuperado. Resta ver por quanto tempo.

Daniel Bragança será segundo avançado? Debast irá manter parceria com Morten a médio-centro? Harder dará conta do recado lá na frente?

Dúvidas que subsistem. No banco deverão estar alguns miúdos da equipa B, convocados para este jogo internacional no nosso estádio.

 

ADENDA:

Não houve vencedores no repto que aqui lancei antes do Bruges-Sporting (2-1)

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Façam o favor de dizer de vossa justiça!»

 

Eu: «O que observei ontem, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal? Gostei a espaços de Wallyson, André Martins, Ricardo Esgaio, André Geraldes, Daniel Podence. Gostei do regresso de Diego Rubio, outra opção para o nosso ataque. Gostei que Gelson Martins tivesse nova oportunidade, sem dúvida merecida. Em suma: bons desempenhos individuais, mas falta de coordenação de movimentos - algo natural atendendo ao facto de se tratar de uma equipa improvisada, sem rotinas competitivas. Mas também falta de capacidade física de alguns jogadores que estoiram ao fim de 45 minutos. E uma manifesta incapacidade de "resolver" o jogo com poucos passes.»

A voz do leitor

«O nosso presidente, o director desportivo e o treinador tiveram a capacidade no passado de perceber que [algumas] opções que tomaram foram erradas e corrigiram. Quero acreditar que se a estrutura anunciada de reporte do diretor-geral do futebol e do coordenador do scouting ao presidente não funcionar, com certeza será revista. Achar que tudo tem de funcionar à primeira e que temos de ter líderes que acertam SEMPRE é pedir para ser enganado ou acreditar na Divina Providência.»

 

José Fernandes, neste meu texto

O melhor prognóstico

 

Parabéns ao nosso prezado leitor Luís Ferreira. Não só por ter antecipado o resultado do Sporting-Nacional, mas por ter mencionado Francisco Trincão como marcador de um dos nossos golos.

Menções honrosas para Carlos Estanislau Alves, Leão de QueluzLeão do XangaiLeão 97: todos acertaram no 2-0 final, mas não nos nomes dos marcadores (Trincão e João Simões).

Quem é que queria o Conceição no Sporting?

Ainda agora Sérgio Conceição chegou ao Milan e por pouco não andou à pancada em pleno relvado com o capitão de equipa.

Mas Sérgio Conceição tem alguma coisa a ver com o Sporting?

Como é que lidavam os nossos educados vikings com um "senhor" destes como treinador? Se calhar metiam baixa e faziam contas de sumir, como aconteceu com o David Carmo.

Nunca na vida.

SL

Fazendo contas 2/19

Dizem que só estamos à frente no campeonato porque temos mais penalties a favor porque os árbitros expulsam os jogadores dos outros e não expulsam os nossos.

Vamos ver jornada dupla a jornada dupla, excluindo golos marcados de penalty, penalizando as expulsões com menos um golo, qual seria a pontuação.

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Santa Clara 0 - FC Porto 2

FC Porto 1 - Santa Clara 1

Nestes dois jogos o FC Porto beneficiou de duas expulsões de jogadores adversários (menos dois golos) e de três penalties (menos três golos) custa a acreditar mas aconteceu.

Aplicando o critério que vimos acima, Santa Clara 1 golo, FC Porto -2. O FC Porto que conquistou 4 pontos nestes dois jogos passaria a zero. Contudo como o Santa Clara não marcou nenhum golo no primeiro jogo, vou considerar empate, Santa Clara 0 - FC Porto 0, no segundo jogo, FC Porto 0 - Santa Clara 1.

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Todos sabemos o que aconteceu em Alvalade no Sporting vs. Santa Clara. Como é possível o FC Porto ter beneficiado de três penalties e duas expulsões e nós zero penalties e zero expulsões?

Nacional 1 - Sporting 6

Sporting 2 - Nacional 0

Houve um golo de penalty no primeiro jogo. Em vez de 8-1, vamos considerar 7-1, os 6 pontos continuam iguais.

Analisadas quatro jornadas constatamos que é o FC Porto que tem tirado mais proveito dos penalties e das expulsões de adversários.

Benfica 3 - Casa Pia 0

Casa Pia 3 - Benfica 1

No segundo jogo houve um penalty, portanto, vamos considerar 3-0 para o Casa Pia. Os 3 pontos do Benfica nos dois jogos continuam iguais 

Do 3-4-3 de Amorim ao 4-2-4 de Borges (parte 2)

Dizia eu em 05/01/2025:

"Não está a ser fácil a transição entre os dois sistemas tácticos, por muito que Rui Borges tenha procurado simplificar o modelo de jogo e ter os jogadores confortáveis nas posições e movimentos solicitados. Rúben Amorim teve quatro anos e quatro pré-épocas para montar e aperfeiçoar um modelo de jogo vencedor, Rui Borges só teve duas semanas, não falando do período de profunda confusão do tempo do João Pereira entre o trabalho dos dois.

Se formos pelos resultados, Rui Borges sai em vantagem na comparação: leva 1V 1E, 5-4 em golos, em campos que Rúben Amorim na época passada conseguiu 1V 1D, 4-4 em golos. Não foi dele a responsabilidade de 1V 1E 2D, 4-4 em golos.

Também não é dele a responsabilidade da indisponibilidade de jogadores importantes como Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Daniel Bragança.

Nestes dois jogos a equipa começou bem, com intensidade e objectividade na chegada à baliza adversária. Conquistou vantagem sobre o adversário mas na 2.ª parte foi quebrando fisicamente, sem que as substituições permitissem o regresso ao ritmo inicial. 3-1 golos na 1.ª parte, 2-3 golos na 2.ª. Dos quatro golos sofridos,  dois foram na sequência de lances de bola parada.

Qual tem sido o melhor e o pior deste Sporting de Rui Borges?

 

Melhor:

1. Modelo de jogo simples e objectivo, aproveitando bem a largura do campo e a capacidade de desmarcação de Gyökeres. Entrada forte nos jogos com criação de várias oportunidades de golo.

2. Jogadores nos seus lugares, confortáveis com o que lhes é solicitado. Quenda está a progredir a jogar do lado do seu pé natural, Quaresma não está pior a lateral direito do que estava como defesa do lado direito no 3-4-3 de Amorim. Trincão joga onde jogava com Amorim.

 

Pior:

1. Incapacidade física da equipa para aguentar 90 minutos em ritmo intenso, sem saber descansar com bola, fazendo-a circular por todo o campo. Nos dois jogos, o tempo de posse de bola foi bem inferior ao adversário.

2. Desorganização defensiva decorrente da perda dos automatismos e referências associadas à linha de 3, e falta de capacidade nas bolas paradas defensivas.

3. Encolhimento do plantel, com jogadores de valor sem jogar como Debast e Edwards, ao mesmo tempo que são dados minutos a um Fresneda com empréstimo alinhavado. Neste último jogo, com a equipa em evidente perda física, foram feitas apenas quatro substituições, três delas nos últimos 15 minutos de jogo útil.

 

Além disto, é evidente a necessidade de reforçar a equipa com a abertura do mercado de Inverno. Fresneda estará de saída e é preciso encontrar uma solução para Edwards. Duvido que algum dos nossos craques saia, pelas cláusulas elevadas e as questões de regulamentação da Premier League e de outras Ligas.

Jogadores como Gustavo Sá (Famalicão), Alberto Costa e Manu (V. Guimarães) seriam muito bem vindos para dar outra capacidade defensiva pelas laterais e de controlo do jogo a meio-campo. 

No ataque a troca de Edwards por um jogador mais possante e com capacidade goleadora, nomeadamente na concretização de livres directos.

Na baliza, Israel continua a lutar contra o mau início de época por lesão. Fazia sentido vir um concorrente mais experiente tipo Adán, até porque a defesa é muito nova e precisa de orientação constante.

Enfim, é o que me apetece dizer sobre o assunto. Fica aqui aberto o debate."

 

Quase um mês depois: que evolução?

1. O Sporting com Rui Borges regista 4V2E1D, 13-7 em golos. Marca cerca de 2 golos por jogo e sofre 1.

2. Nos pontos que considerei melhores, podia agora dizer o mesmo. 

3. A equipa está mais disponível fisicamente, já não se vê aquela quebra abrupta a meio da 2.ª parte. Neste último jogo marcou um golo ao cair do pano.

4. O problema principal da defesa tem sido na articulação entre o defesa lateral e o médio (ex-ala) do mesmo lado. Os golos sofridos contra o Benfica na Taça da Liga e o 1.º contra o Leipzig demonstram que Catamo ou não sabe o que tem de fazer quando a bola chega ao extremo contrário desmarcado ou, se tem instruções para fechar no meio e deixar o extremo ao cuidado do lateral, não consegue sair do guião que recebeu. Acabou por fazer que vai e não vai. No último jogo já vi Fresneda sair mesmo ao extremo, penso que será essa a ideia, diferente do que acontecia com Amorim. Em termos da bola parada defensiva, a equipa tem estado muito bem ultimamente.

5. Rui Borges tem procurado alargar o plantel. Desde logo na colocação de Debast como segundo médio centro ao lado de Hjulmand, o que permite na falta deste ter ali uma solução. Deu a titularidade a Harder deixando descansar Gyökeres. João Simões continua a contar. Recuperou Fresneda, que pouco contava para Amorim. Tentou também dar nova oportunidade a Esgaio, com o triste resultado que se conhece. Colocou Rui Silva a titular no campeonato, deixando Israel com a Champions. Todos os jogadores do plantel estão a ser aproveitados, com excepção de Edwards por motivos que desconhecemos, mas que devem ter mais a ver com o jogador do que com o treinador.

6. Os únicos jogadores que poderão sair por interesse das duas partes são Kovacevic, Esgaio e Edwards. O Sporting não facilitará na saída dos craques. Fresneda é para manter, não vejo onde se vai buscar melhor por pouco dinheiro, vide o caso de Bellerin. Continuo a ver nele um projecto de lateral direito internacional A por Espanha, muito melhor a defender do que Porro, com chegada à área contrária para remate frontal ao golo (já teve algumas oportunidades para marcar) mas que continua a pecar na definição das jogadas ofensivas, centrando tarde e mal, tentando fintar sem sucesso.

7. Veio Rui Silva, guarda-redes tipo Adán, mais velho e experiente, para concorrer com Israel (não quer dizer que seja muito melhor). O plantel continua curto, fazem falta jogadores para colmatar lesões e castigos. Com a mudança de sistema táctico e as idas e vindas à enfermaria, é difícil perceber as posições a reforçar. Há pouco eram o meio-campo e as laterais defensivas, agora parece ser o ataque nas alas. Ou seja, substituir Edwards, sendo que o Afonso Moreira da B vai ser emprestado e o Mauro Couto está ainda muito verdinho.

8. Falando em enfermaria, agora andam por lá Nuno Santos, Pedro Gonçalves, St. Juste e Morita. Quatro jogadores num plantel curto de cerca de 20. Tem sido assim ou pior depois da saída do Amorim, é muita gente.

Vai acontecer alguma coisa até ao fecho do mercado? Vamos ver.

SL

Nuno Moreira: será desta que regressa?

 

Não sei se viram em directo, como eu vi: acreditem que vale a pena. Refiro-me ao segundo golo do Casa Pia ao Benfica, ontem, em Rio Maior. Um golo que ajudou a construir a vitória dos casapianos, em terreno neutro, contra a péssima equipa encarnada. Algo que não acontecia desde a longínqua época 1938/1939.

Quem marcou esse golo? Nuno Moreira. O nosso Nuno Moreira, formado na Academia de Alcochete. Leva oito golos marcados nesta temporada - e fez cinco passes para golo.

 

Hoje com 25 anos, esteve 14 épocas no Sporting, onde percorreu todos os escalões da formação. Chegou à equipa B, infelizmente não passou daí: quem o observava na altura foi incapaz de perceber que havia ali talento para voar mais alto.

Depois estel extremo-esquerdo andou no Vizela, agora brilha ao serviço do Casa Pia. E sente um gosto muito especial em marcar ao Benfica.

 

Em Fevereiro de 2020, escrevi aqui sobre ele sob o título: Fixem o nome deste miúdo. Acabara de se destacar num triunfo ao SLB da nossa equipa sub-23 em que marcou dois golos e assistiu no terceiro.

Em Dezembro de 2021 voltei a mencioná-lo no blogue. Quando marcou um golaço pelo Vizela que eliminou o Braga da Taça de Portugal. E concluía desta forma: «Gostaria que o Nuno tivesse outra oportunidade no Sporting. Serei o único a pensar assim?»

Tenho hoje motivos acrescidos para concluir o mesmo. Nuno Moreira merece integrar o plantel leonino. 

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{ Blogue fundado em 2012. }

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