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És a nossa Fé!

Para adepto Campeão vestir!

Ontem ofereceram-me esta camisola.

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Não imagino de onde veio, se é original da marca ou apenas uma cópia, apenas sei que na loja do Sporting não há disto à venda. Mas tenho pena!

Esta camisola só será vestida por mim quando o Sporting for campeão.

Digam o que disserem é uma camiseta que tem tudo o que é importante na história do Sporting: os fundadores, o símbolo, a cor, a data da Taça das Tacas, a frase: "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa".

Uma vestimenta à Campeão!

Começámos mal, terminámos muito bem

FC Porto, 2 - Sporting, 2

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Gyökeres novamente o melhor em campo e o herói do clássico: 26 golos já marcados nesta Liga

Foto: Filipe Amorim / Observador

 

Ponto a ponto, mantemos a rota que nos levará à conquista do campeonato. Desta vez trouxemos um do Dragão, num clássico que confirmou a nossa superioridade nesta temporada nos embates com a equipa azul-e-branca, derrotada (0-2) em Alvalade e agora também incapaz de nos vencer. O melhor que conseguiu foi o empate (2-2) alcançado na noite de anteontem, com 2-0 ao intervalo e uma espectacular remontada leonina com dois golos em menos de dois minutos (87' e 88').

Pena a expulsão de Edwards, ao minuto 90: a nossa pressão ofensiva era de tal ordem, e o desnorte da defesa portista era tão evidente, que ainda seria possível um terceiro golo verde-e-branco para acabar por gelar as bancadas do estádio, onde havia 45.230 pessoas.

 

E o jogo até começou bem para eles. Um disparate cometido por Israel, numa entrega muito deficiente da bola com os pés, colocando-a ao dispor de Francisco Conceição, permitiu à turma anfitriã abrir o marcador logo aos 7'. Numa rápida tabelinha entre Pepê e Evanilson, com este a colocá-la no fundo das nossas redes.

Havia um problema com o nosso onze titular. Rúben Amorim fez uma experiência que não resultou. Compôs uma linha defensiva com Diomande (central à esquerda), Coates e St. Juste. Remeteu Gonçalo Inácio para a ala esquerda, com a missão de patrulhar o corredor. Missão infrutífera, desde logo por ser inédita e este clássico não propiciar experiências. Francisco Conceição fez o que quis ali, superando sem dificuldade o central transformado em lateral. Com Matheus Reis lesionado e Nuno Santos no banco.

Para agravar a situação, Diomande parecia visivelmente desconfortável por actuar na meia esquerda, longe da sua posição natural - ele que não é canhoto. E St. Juste também estava longe dos seus dias: vai-se tornando cada vez mais evidente que o titular desta posição deve ser Eduardo Quaresma, já suficientemente maduro para agarrar o lugar.

 

Lá na frente, as coisas não corriam melhor. Pedro Gonçalves ainda tentou "fazer cócegas" ao guardião Diogo Costa, titular da selecção nacional. Mas Trincão era inoperante e Paulinho parecia desaparecido, o que nem constitui novidade.

Faltava a estrela da companhia. Gyökeres, condicionado fisicamente, observou toda a primeira parte no banco de suplentes. Certamente cheio de vontade de saltar para o relvado.

Foi lá que viu abrir-se uma avenida aos 41' - falhas de marcação sucessivas de Daniel Bragança e Morten, indiciando colapso no nosso corredor central - que permitiu ao jovem portista Martim Gonçalves, lateral direito em estreia absoluta num jogo do campeonato, galopar sem oposição com a bola dominada e entregá-la a Pepê, que a meteu lá dentro.

Nunca o Sporting havia pontuado no Dragão indo para o intervalo a perder por dois golos de diferença. Temia-se o pior.

 

Mas Amorim tratou de corrigir os erros. Lançou Gyökeres no recomeço, deixando Daniel no banco. Ao minuto 50', trocou rapidamente St. Juste por Quaresma: o holandês, já amarelado, cometeu falta sobre Galeno passível de outro cartão e consequente expulsão, deixando-nos com um a menos. 

No entanto, estas trocas revelavam-se insuficientes. Faltava quem cruzasse do lado esquerdo para o craque sueco: Gonçalo não tem esse treino nem essa rotina. Impunha-se meter Nuno Santos em campo: assim aconteceu aos 61', por troca com Paulinho, que continuava a pecar por falta de comparência.

No mesmo minuto entrou Morita, para a saída de Diomande: Gonçalo era devolvido ao lugar natural, o meio-campo passou a carburar com a temível dupla formada pelo dinamarquês e pelo nipónico, municiando o ataque.

 

Deu resultado. Os portistas passaram a gerir o resultado, cedendo iniciativa com bola ao Sportins nessa meia hora final. Nenhuma substituição feita por Sérgio Conceição melhorou a prestação azul-e-branca, ao contrário do que sucedeu connosco. 

Acentuou-se a pressão atacante. Geny e Nuno Santos funcionavam como tenazes comprimindo o bloco defensivo adversário composto por Martim, Zé Pedro, Otávio e Wendell. A nossa primeira oportunidade surgiu enfim, aos 65': Morita teve oportunidade de marcar, mas a bola sofreu um desvio caprichoso na perna de um defensor.

A mera presença de Gyökeres basta para pôr os adversários em sentido. Sucederam-se os alívios atabalhoados, os desvios para canto. Os assobios que as bancadas dedicavam a Nuno pareciam ter o condão de lhe estimular a veia atacante. O que produziu estragos para o FCP: um cruzamento teleguiado a partir da esquerda encontrou a vitoriosa cabeça de Viktor, que encaminhou a bola no rumo certo: Diogo Costa tentou voar, mas ela já se fora aninhar nas redes.

 

Os nossos tiveram a atitude certa. Em vez de perderem tempo com festejos, abreviaram o recomeço. E fizeram muito bem, pois daí a um minuto nascia o nosso segundo golo. Já com Edwards em campo, desde o minuto 88. Geny endossou-lhe a bola, junto à linha direita, o inglês progrediu com ela, fez rápida tabelinha com o sueco, avançou mais uns metros com ela dominada e cruzou com o pior pé, o direito, fazendo um túnel a Zé Pedro. Gyökeres tratou da emenda à boca da baliza, empatando a partida.

Não bisávamos tão rapidamente desde Novembro de 1977, numa partida com o Feirense. Autor da proeza: Manuel Fernandes, nosso histórico n.º 9. Justamente homenageado pela equipa leonina neste momento difícil do agravamento da doença que o afecta.

Conclusão: começámos mal, terminámos muito bem. Empate que soube a vitória para nós e a derrota para eles. Trouxemos um precioso ponto do Porto: já temos 81. Basta-nos uma vitória e um empate para nos sagrarmos campeões, com três desafios ainda por disputar.

O título vai-se desenhando no horizonte, cada vez mais próximo.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Erro inadmissível na reposição de bola custou-nos o primeiro golo. Redimiu-se parcialmente com uma boa defesa aos 44'.

St. Juste - Nervoso. Viu o amarelo aos 45'+2 por falta sem bola, desnecessária. Poupado a um segundo cartão logo a abrir a segunda parte. O treinador não tardou a dar-lhe ordem de saída.

Coates - Sofreu um túnel no primeiro golo portista, poderia ter feito melhor no segundo. Mas foi ele a iniciar o nosso primeiro, com magnífico passe longo para Nuno Santos.

Diomande - Pareceu jogar sobre brasas como central à esquerda. Errou passes, falhou recuperação de bola aos 28' em lance caricato. Saiu aos 61'.

Geny - Longe de fazer a diferença em duelos com Galeno. Momento alto: oportuna recuperação, aproveitando passe disparatado de Nico, dando início ao lance do nosso segundo golo.

Morten - Não andou bem no primeiro tempo. Facilitou o segundo golo portista ao escorregar em momento crucial. Melhorou muito na segunda parte, sobretudo com Morita a seu lado.

Daniel Bragança - Médio com aptidão ofensiva, tem dificuldade em recuar. Deu espaço no segundo golo deles. Pôs a equipa em risco com perda de bola aos 44'. Já não veio do intervalo.

Gonçalo Inácio - Peixe fora de água como ala esquerdo adaptado. Sem conseguir centrar, desposicionou-se com facilidade. Esqueceu-se de fechar o corredor no segundo golo deles. 

Trincão - Muito macio, foi presa fácil para os adversários. Protagonizou lance vistoso, mas inconsequente, na grande área portista aos 25'.

Pedro Gonçalves - O mais inconformado do nosso trio atacante inicial. Enviou a bola à malha lateral (9'), rematou ao lado (39'), atirou rasteiro à figura (70'). Insuficiente.

Paulinho - Alinhou de início. Mal se deu por ele: entregou-se à marcação, sem conseguir abrir linhas de passe. Cabeceou por cima após canto (16'), falhou emenda (25'). Saiu aos 61'.

Gyökeres - Fez toda a segunda parte. Marcou aos 87' e aos 88', primeiro com a cabeça, depois com o pé: foi a figura do encontro. Bisou pela 11.ª vez na temporada. Já marcou 26 na Liga.

Eduardo Quaresma - Substituiu St. Juste (50'). Atento, concentrado, dinâmico. Pressionou bem atrás, passou com critério. Aos 76', sacou amarelo a Wendell. Merece ser titular.

Nuno Santos - Substituiu Paulinho aos 61'. Grande diferença, para melhor. Deu trabalho incessante aos adversários. Assistência brilhante no nosso primeiro golo, que inicia a reviravolta.

Morita - Entrou aos 61', rendendo Diomande. Ajudou a arrumar o meio-campo, organizando-o com eficácia. Foi dele a nossa primeira oportunidade, aos 65': podia ter marcado. Muito útil.

Edwards - Rendeu Pedro Gonçalves (86'). Dois minutos depois, na primeira vez em que tocou na bola, assistiu para o segundo golo. Expulso aos 90', após ter encostado a mão na cara de Galeno.

Da ingratidão dos adeptos

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Acabamos de registar o 39.° jogo seguido a marcar.

Acabamos de registar o 18.° jogo seguido sem perder.

Acabamos de alcançar 81 pontos à jornada 31, o que nos coloca à beira da conquista do campeonato.

Acabamos de somar 4 pontos nos confrontos da época com o FC Porto (um apenas para eles).

Acabamos de somar 133 golos em toda a temporada actual - o sexto melhor registo de sempre na história leonina, o melhor desde a época 1946/1947.

Acabamos de nos consolidar como a quinta equipa com melhor média de golos em todos os campeonatos europeus: 89 já apontados, média de 2,87 por jogo.

Acabamos de arrancar elogios dos mais insuspeitos comentadores de futebol, não apenas portugueses.

 

E mesmo assim há quem seja absolutamente incapaz de elogiar Rúben Amorim, que se prepara para ser o primeiro treinador do Sporting em mais de 70 anos a conseguir duas vezes o título de campeão nacional.

Isto diz quase tudo sobre a ingratidão de certos adeptos. Os mesmos que depois gritam contra a suposta ingratidão de jogadores e treinadores.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O macaco Adriano está indignado. Não, esperem, está indignadíssimo! Isso sim: indignadíssimo. O macaco Adriano só pensa em saltar para o pescoço do Platini e estrafegá-lo. Parece que o ex-jogador da Juventus quer usar o seu poder na UEFA para tramar o Benfica na secretaria. Sim, eu também estou indignado. Eu prefiro que o Benfica seja roubado dentro de campo. À vista de todos.»

 

Duarte Fonseca: «Ficou mais que demonstrado que Franck Ribéry nunca poderá ser considerado um sério candidato sério ao título de melhor do mundo. Se futebolisticamente continua a uma distância abrupta de Messi e Ronaldo (e de mais uns quantos), em termos de personalidade e carácter está a anos-luz de distância do que se espera de uma personalidade com essa visibilidade. Não passa de um bruta montes francês que sabe dar uns pontapés na bola.»

 

Edmundo Gonçalves: «Segundo o jornal oficial do clube da Luz, Leonardo Jardim vai prolongar o contrato com o Sporting até 2017. Ora bem! com coisas sérias, não se brinca!»

 

Eu: «Chegou a jogar uns dias em Alvalade à experiência até alguém chegar à conclusão de que não servia para o Sporting, devolvendo-o ao Marítimo. Dali viera Képler Laveran Lima Ferreira (Pepe), nordestino nascido em Maceió - estado brasileiro de Alagoas - há 31 anos e naturalizado português desde 2007. Certos decisores no mundo do futebol padecem irremediavelmente de vistas curtas... Enquanto uns não querem, estão outros à espera. Neste caso aproveitou o FC Porto, onde Pepe se sagrou duas vezes campeão e venceu uma Taça de Portugal e uma supertaça. E, desde 2007, aproveitou o Real Madrid.»

A voz do leitor

«O trabalho de Varandas merece ser reconhecido e distinguido, porque esta actual pujança desportiva do Sporting, goste-se ou não, teve o dedo e a assinatura de Varandas. Por exemplo, a aposta no Rúben Amorim foi sem dúvida uma aposta arriscada, mas teve o mérito de contratar um dos mais jovens e promissores treinadores da Europa. Varandas, com todas as suas virtudes e defeitos, reabilitou o Sporting desportivamente e financeiramente, como nenhum outro presidente o fez, nas últimas três ou quatro décadas.»

 

Jô, neste meu texto

Pódio: Gyökeres, Nuno Santos, Quaresma

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 20

Nuno Santos: 18

Eduardo Quaresma: 16

Morita: 15

Geny: 15

Gonçalo Inácio: 15

Morten: 15

Pedro Gonçalves: 14

Edwards: 12

Coates: 12

Trincão: 12

Daniel Bragança: 11

St. Juste: 11

Paulinho: 11

Israel: 11

Diomande: 9

 

Os três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo.

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «Qualquer dia em que o futebol vença o tiki-taka deve ser celebrado.»

 

Tiago Cabral: «A crer nos nossos diários desportivos é bem possível que fiquemos apenas com um ou dois jogadores no plantel principal. Mais do mesmo afinal. Vamos ter ofertas mirabolantes dos novos tubarões financeiros que por acaso também são proprietários de clubes de futebol.  A UEFA irá mostrar espanto e repulsa por tão grandes cifras despendidas por alguns magnatas, mas no fim estende placidamente a mão e aguarda pelo seu imenso retorno financeiro.»

 

Eu: «Aos 26 anos, Fábio Coentrão está em plena forma: parece antecipar por sistema os lances adversários. Voltou a demonstrar isso mesmo esta noite, no épico desafio da segunda mão, em que o Real Madrid cilindrou a poderosa equipa bávara por quatro golos sem resposta. Fez marcação cerrada a Robben no seu flanco, inutilizando todo o engenho e toda a arte do holandês, forçado-o a deslocar-se para a faixa central do terreno.»

Campeo4 nacional, 31/34

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Já vamos à jornada 31, por enquanto ficamos com esta maravilhosa imagem, um lance que podia ter decidido este campeonato.

O jogo na Luz caminhava para o fim, dez valorosos leões estavam a vencer onze cansados lampiões.

Artur Soares Dias faz levantar uma placa com o algarismo seis, seis minutos de tempo extra. Este lance, o lance do segundo golo do Benfica, marcado em fora-de-jogo óbvio, basta ver a forma como a linha está colocada, ocorre depois de se esgotarem esses seis minutos e só é validado aos cento e tal minutos, o Benfica graças a esses "malabarismos" passou de uma desvantagem de seis pontos na classificação para uma igualdade, ficou com os mesmos pontos do Sporting.

Olhem, novamente, para a imagem, o VAR validou o golo por 4 cm mas a realização da Benfica TV escreveu 41 cm.

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Ontem, no Porto, estava preparado o mesmo, o FC do Porto de Villas-Boas ia fazer ao Sporting o mesmo que o FC Porto de Pinto da Costa fizera ao Benfica. Ia golear. 5-0 pelo menos.

Estava tudo bem encaminhado, não contaram com os indiscutíveis internacionais, do lado esquerdo o indiscutível da selecção portuguesa, Nuno Santos, cruza para o indiscutível da selecção sueca, golo. Do lado direito o indiscutível da selecção inglesa, Edwards, cruza rasteiro, para o mesmo sueco, golo. Sente-se o cheiro do pânico no Dragão. Galeno perde a cabeça e espeta uma cabeçada em Edwards, o inglês é expulso com vermelho directo. O FC Porto passa o resto do jogo a queimar tempo e consegue segurar o empate, ficam a 18 pontos do Sporting.

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Aí estão, os resultados e a classificação. Este foi o fim-de-semana sob o signo 42, 42 anos que foram interrompidos por uma derrota estradaçante. 42 são os pontos que separam o Sporting Clube de Portugal dos três perseguidores.

Por falar em perseguidores, o cotovelo de Otamendi perseguiu, furiosamente, o rosto de Zalazar, mas agredir Zalazar no pós 25 de Abril é permitido, o rapaz lá foi receber assistência com o rosto ensanguentado e teve sorte, não viu vermelho, como Edwards.

Estórias da mãe carochinha (rameira)

Era uma vez um Ferrari e um pasteleiro.

O Ferrari estampou-se, após ter entrado numa via em sentido contrário.

O pasteleiro, que estava a ver televisão numa sala aconchegante com um amigo, viu o acidente pelo canto do olho e quando lhe perguntaram "o quéque aconteceu", respondeu que "ach'qué m'lhor tirar a carta ao gajo que vinha em sentido contrário". "Mas a quem?" perguntou o amigo, que estava a enfardar um naco de chocolate preto com frutas cristalizadas e não viu o acidente-nem-nada-e-nem-queria-ter-visto-não-fosse-ainda-ser-chamado-a-dar-opinão, "Ora, ao gajo que foi contra o Ferrari!"

E assim, dois filhos da puta conseguiram meter o Sporting (atrás da) na linha.

Não fosse o viking meter a terceira lá dentro.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Do empate alcançado no Porto. Fomos ao Dragão empatar 2-2 (no mesmo estádio onde o Benfica foi goleado a 3 de Março por 5-0) e demos outro passo firme na conquista do título. Confirmando a nossa superioridade nos clássicos disputados esta época: vencemos dois (triunfos inequívocos sobre Benfica e FCP em casa), empatámos um (o de ontem, testemunhado ao vivo por 45.230 espectadores) e perdemos outro, tangencialmente, no estádio da Luz mesmo ao cair do pano quando jogávamos havia cerca de 40 minutos com um a menos. Esta superioridade confirma a minha tese de que os títulos conquistam-se nos chamados "jogos grandes". A propósito: há oito anos que não ganhávamos quatro pontos à turma portista na Liga.

 

De Gyökeres. Voltou a fazer a diferença - e de que maneira. Foi ele a marcar os nossos dois golos, um com o pé e outro de cabeça, ambos absolutamente decisivos para virar o resultado negativo que se registava ao minuto 87. Afastado do onze titular por estar condicionado no plano físico, mudou totalmente a equipa assim que foi lançado, na segunda parte. Devemos-lhe este ponto que trouxemos do Porto. Vamos dever-lhe, mais do que a qualquer outro jogador, a conquista do campeonato - onde já tem 26 golos no seu registo. Melhor em campo, claro.

 

Da reviravolta. Muitos adeptos do Sporting já tinham desligado os olhos das imagens televisivas ou apagado o som radiofónico. Outros, ainda mais pessimistas, anteviam uma derrota por 0-3, vaticinando que os portistas ainda apontariam mais um. Fizeram mal. Marcámos dois golos de rajada, em pouco mais de um minuto, aos 87' e aos 88'. Da forma mais simples e eficaz, aproveitando duas das três oportunidades que tivemos nesta partida. No primeiro, Nuno Santos centrou da esquerda. No segundo, Edwards centrou da direita, já na grande área - e de pé direito. Para o craque sueco dar o melhor caminho à bola. Como se fosse a coisa mais fácil deste mundo. Na oportunidade anterior, Morita poderia ter marcado, aos 65'. Não tivemos outra. Mas foi quanto bastou para o empate.

 

Das substituições. Grande argúcia de Rúben Amorim, que operou a reviravolta a partir do banco: todas as trocas mudaram a equipa para melhor, empurrando a equipa anfitriã para o seu reduto defensivo. E conferindo agilidade, velocidade, maturidade e qualidade ao Sporting. Após o intervalo, Gyökeres rendeu Daniel Bragança. Aos 50', St. Juste deu lugar a Eduardo Quaresma. Aos 61', dupla substituição: Diomande e Paulinho saíram para a entrada de Morita e Nuno Santos. Aos 86', Pedro Gonçalves trocou com Edwards. Todas resultaram. Os golos foram construídos por três destes que saltaram do banco.

 

De estarmos há 18 jogos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na já distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. Há quase cinco meses. 

 

De já termos marcado 133 golos em 2023/2024. Destes, 89 foram nas 31 jornadas da Liga até agora disputadas. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. 

 

Dos 81 pontos já conquistados. A três jornadas do fim, o Benfica tem menos cinco - e com desvantagem comparativa num suposto caso de igualdade pontual, pois estamos muito melhor no decisivo critério da maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos. Basta-nos, portanto, uma vitória e um empate para sermos campeões. Alguém duvida?

 

Da despedida de Pinto da Costa da poltrona presidencial. Último jogo visto pelo vetusto dirigente do cadeirão de comando lá do estádio. Irá abandoná-lo em definitivo, dentro de dias, por vontade soberana dos sócios. Já vai tarde.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Demasiados erros cometidos, não apenas no plano colectivo mas sobretudo a nível individual. Com um golo sofrido muito cedo, logo aos 7', e outro aos 41'. Talvez os nossos piores 45 minutos iniciais deste campeonato. O 2-0 ao intervalo premiava a superioridade portista perante um onze leonino desfalcado de Gyökeres: a estrela da equipa só entrou no segundo tempo.

 

De Israel. Inacreditável fífia no primeiro golo, entregando a bola em má reposição com o pé. Francisco Conceição interceptou-a sem problema e a passou-a de imediato a Pepê, que a entregou a Evanilson. O FCP agradeceu o brinde.

 

De Gonçalo Inácio. Com Matheus Reis ainda lesionado, Rúben Amorim apostou nele como ala esquerdo, confiando-lhe a missão (quase inédita) de subir no corredor. Não resultou: incapaz de centrar com qualidade, os passes longos também não lhe saíram bem. Passividade total no lance do segundo golo, deixando Francisco Conceição movimentar-se à vontade no seu sector.

 

De Diomande. Exibição muito irregular do internacional marfinense. Errou vários passes, pareceu intranquilo e com falta de confiança como central na meia esquerda. Aos 28', teve um deslize quase caricato, em zona defensiva, falhando uma recepção de bola - o que poderia ter proporcionado golo ao FCP. Substituído aos 61', não se notou a sua falta.

 

De St. Juste. Amarelado desde os 45'+2, por falta sem bola absolutamente desnecessária, protagonizou lance imprudente, com pisão a Galeno, logo a abrir a segunda parte. Nuno Almeida, com critério largo, foi amigo: o holandês podia ter visto ali o segundo amarelo e consequente expulsão. Amorim percebeu o risco que corria e tratou de o substituir de imediato.

 

Da expulsão de Edwards. É verdade que o inglês fez uma assistência para golo, mas logo a seguir envolveu-se em empurrões e encosto de testas com Galeno, vendo o vermelho ao minuto 90'. Mal tinha começado a suar a camisola. O árbitro aqui errou: faltou expulsar também o jogador portista.

O dia seguinte

Com o empate no clássico ficou o Sporting com mais 5 pontos do que o Benfica, tendo vantagem no desempate pela diferença de golos previsível no final do campeonato. Em princípio, basta então 1V e 1E para o Sporting ser campeão, pode muito bem acontecer que o seja no Estoril. Sabe então mesmo a vitória este empate de hoje no estádio do FC Porto. 

Para Rúben Amorim talvez ainda mais. A verdade é que tudo o que podia correr mal estava a correr neste jogo, como tinha corrido durante a semana: a viagem a Londres, a conferência de imprensa surrealista, um onze desconxavado pela deslocação de Inácio para a ala esquerda e pelas adaptações daí resultantes, incapacidade de controlar o jogo e acumulação de asneiras nunca visto. O 0-2 ao intervalo era até lisonjeiro face ao domínio do Porto. Na 2.ª parte o Porto achou que podia gerir, e Amorim foi metendo a melhor carne no assador, até que já com Nuno Santos e Edwards a assistir Gyökeres, vieram os dois golos quase seguidos. Tempo ainda para uma cena canalha dum dos rufias do Porto que fez expulsar Edwards e que podia ter comprometido o empate.

Foi assim: resultado melhor do que a exibição. Mas quem tem um grande ponta de lança está sempre mais próximo de ter dias assim.

Melhor em campo? Gyökeres.

Arbitragem? O Conceição montou o circo, treinou os palhaços, o árbitro foi tentando apitar futebol até não conseguir mais e ser mais um palhaço como eles. Galeno teria de ir para a rua como foi o Edwards. E primeiro.

E agora? Portimonense em Alvalade, e logo se vê o resto.

SL

O presidente adepto

Parece que agora já é fixe, como vi ontem alguns comentadores em vários canais de televisão enaltecerem.

Foi uma declaração de profundo portismo a primeira intervenção de Villas-Boas, segundo eles.

Limitou-se a um "Porto! Porto! Porto! Porto!".

Vá, não mandou ninguém bardamerda, mas este vem de famílias com pedigree, não caía bem.

Estimo muito que não lhe minem o caminho e que não lhe expluda o Olival nas mãos, que ainda se arrisca a ser corrido. Bom, se for, vai treinar algum clube. Há quem passe música.

 

E com esta me despeço até meados de Maio, esperando regressar campeão.

Pintismo nunca mais

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O Salazar do FC Porto caiu da cadeira, 42 anos depois. Derrubado por uma esmagadora maioria de sócios, no mais concorrido escrutínio da história do clube.

É uma boa notícia para a maior agremiação do Norte, que acaba de eleger André Villas-Boas para a presidência. É também boa notícia para o desporto português. 

Repito o que escrevi aqui às 20.40 de anteontem, véspera deste acto eleitoral: «Não podemos clamar há 40 anos contra os métodos desonestos e até mafiosos de PdC sem desejarmos o mais possível que esta personagem saia enfim de cena, despoluindo o futebol. A oportunidade surge agora. Espero que os sócios portistas não a desperdicem. Estou convencido que assim acontecerá.»

E assim foi. Impunha-se esta medida higiénica, agora concretizada. Vale a pena anotar a data: 27 de Abril de 2024. 

Apetece dizer: «27 de Abril sempre! Pintismo nunca mais!»

Nós, há dez anos

 

Francisco Melo: «Há muito, muito tempo, o Sporting recebeu, em casa, o modesto Fátima (da então 2ª divisão B), em partida a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Esperava-se um jogo tranquilo, onde o maior poderio da equipa leonina, que se apresentava na sua máxima força, não deixaria de confirmar a larga diferença competitiva entre as duas equipas. No entanto, os milhares de adeptos que se deslocaram a Alvalade naquela tarde de sábado, e se preparavam para assistir a uma partida de resolução fácil, acabaram por se deparar com um Sporting displicente e pouco aplicado, que venceu o jogo (3-2) mas não convenceu nada. Bobby Robson, que treinava então o Sporting, não esteve de modas e no final da partida obrigou os jogadores a darem umas voltas ao campo. Não esperou pela conferência de imprensa para lamentar a exibição, ou pela palestra do treino seguinte para ralhar aos jogadores.»

 

Pedro Quartin Graça: «Um jogador que atira a camisola do clube ao chão, ainda para mais a do Sporting, pode ficar sem punição? Foi o caso de Rúben Semedo. Já antes prevaricara e fora punido monetária e desportivamente. Depois, alegadamente, terá mudado de vida. Verdade ou não, a presente atitude parece ser mais do mesmo. Como também lamentável é o silêncio do treinador da B sobre este assunto.»

 

Eu: «Se há posição em que existe um titular indiscutível na selecção portuguesa é a de guarda-redes. Uma aposta de Paulo Bento desde 2012 que repete a do actual seleccionador quando treinava o Sporting, lançando na equipa principal um miúdo com 18 anos e 1,88m de altura que cedo se revelou um valor seguro no plantel leonino. Corria o dia 19 de Novembro de 2006 e desde então Rui Patrício tem confirmado todas as expectativas. No plano técnico, na capacidade emocional e na maturidade competitiva.»

A voz da leitora

«Os núcleos têm aquela magia inexplicável. Estamos entre irmãos. Todos os anos quando vou de férias para o Algarve frequento o núcleo de Vila Real de Santo António. Vamos ver os jogos, jantar e conviver. Somos recebidos com tanta amabilidade que até dá gosto voltar todos os anos. Saudações leoninas para todos os núcleos deste país, que sobrevivem por vezes com dificuldades, mas que mantêm o amor ao nosso Sporting.»

 

Maria Sporting, neste postal do Pedro Oliveira

O fado do Marceneiro

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Sérgio Marceneiro Conceição, o homem e o seu fado.

Todos nascemos com o destino, o fado traçado na palma da mão. Todos menos Corto Maltese, o marinheiro maltês pegou numa navalha e ele próprio desenhou a linha da vida na sua mão, anavalhou o seu destino.

Marceneiro Conceição fez o mesmo não com uma navalha, com um beijo.

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Não sabemos se o Rubiales da circunvalação consentiu o beijo, parece-me forçado, parece-me agarrado, parece-me uma pessoa de meia idade a beijar, à força, um velho.

Ficou a atitude, um assalariado de um clube, une o seu destino a um candidato. "Este é o meu candidato, este é o meu presidente se ele perder não volto a treinar o FC Porto".

É o que nos diz aquele beijo.

André Villas-Boas, se vencer, não tem condições nenhumas para manter Sérgio Marceneiro como treinador, foi o treinador que escolheu ser o treinador de Pinto da Costa, não o treinador do FC Porto.

Vou aguardar com tranquilidade o resultado das eleições no clube nortenho, esperando que quando houver um vencedor, todos, todos, todos, saibam estar à altura das responsabilidades, que saibam sair de cena com dignidade.

Prognósticos antes do jogo

Vai ser o jogo da jornada. E promete ser um dos jogos deste campeonato, a quatro rondas do fim. Jogamos no Dragão, a partir das 20.30 de amanhã, com as aspirações intactas para conquistar o título. 

Recordo que no desafio da primeira volta, a 18 de Dezembro, a turma portista saiu de Alvalade derrotada: foi ao tapete, com dois golos sem resposta. Marcados por Gyökeres e Pedro Gonçalves, os suspeitos do costume.

Há um ano, o jogo homólogo foi para esquecer: perdemos 0-3 na Invicta. Nenhum de nós quer a repetição desse desaire, muito longe disso.

Aguardo os vossos prognósticos para este clássico.

Nós, há dez anos

 

António Figueira: «Os deuses da bola, omnipresentes & omniscientes, recordaram esta noite uma verdade elementar: que não é com espertezas saloias, do género "deixa lá começar depois para ver quantos há no jogo deles", que se salvam épocas.»

 

Tiago Cabral: «Desportivamente não podemos considerar esta época como um sucesso. Não ganhámos nenhum dos troféus que disputámos. Mas foi nesta época, contra tudo o que alguns escreveram e disseram, que recuperámos o nosso lugar. Recuperámos o querer ganhar, a fome de vitórias, o respeito dos nossos rivais. Os sobas que ainda andam por aí olham para nós não com complacência e desprezo mas com receio: basta ver a forma caricata como tentam denegrir as propostas que vamos apresentando para alterar o estado do futebol em Portugal.»

 

Eu: «Contamos com ele. Queremos ver mais golos de Ronaldo. Queremos ver mais lances magistrais de Ronaldo. Queremos vê-lo prolongar no Brasil as excelentes prestações que continuam a fazer dele um ídolo indiscutível do Real Madrid. Queremos que apareça aos olhos do mundo inteiro melhor que nunca. Queremos que nos faça ter mais orgulho de Portugal.»

A voz do leitor

«Falar de Pedro Gonçalves é lembrar o futebol na sua pura essência, aquele futebol que se vê nas ruas das cidades, vilas e vielas mais recônditas deste país, onde a quietude dos lugares consegue, ainda, resistir ao bulício das sociedades modernas. Aquele futebol praticado de forma informal e geralmente não regulamentada. É nessas ruas, praças e pracetas, terrenos baldios e outros espaços, iguamente disponíveis, que despontam aqueles que nasceram para o futebol, aqueles a quem chamamos predestinados e cujo talento inesgotável vai muito além dos métodos padronizados das academias.»

 

António Goes de Andrade, neste meu texto

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