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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

 

Não gostei

 

De ter começado o jogo a perder. Aos 3' já estávamos a sofrer o primeiro golo, marcado por Embaló, que fez o que quis no nosso corredor direito, onde Geny e Diomande nunca conseguiram completar-se com eficácia, deixando todo o campo livre ao jogador rioavista, que pôs a sua equipa a vencer por mérito próprio e demérito dos nossos.

 

De termos deixado dois pontos em Vila do Conde, os primeiros de 2024. Empate 3-3 em noite de chuva e muito vento, que beneficiou a equipa da casa, muito mais habituada a estas condições climatéricas. Mas demos forte contributo para este tropeção: sofremos dois golos de penálti, aos 31' e aos 67', de forma infantil, quase amadora. Numa partida em que fomos capazes de reagir ao desaire inicial: empatámos aos 9', ganhámos vantagem aos 44', mas voltámos a sofrer um golo, momentos antes do intervalo, num castigo máximo provocado por Nuno Santos sem qualquer necessidade, em lance que estava controlado.

 

Do nosso segundo tempo. Em vez de entrarmos após o recomeço com força e garra, como tem sido hábito do onze leonino, viemos mais apáticos e entregámos ao Rio Ave a iniciativa de jogo, chegando a estar mais de meia hora sem rematar à baliza. Assim tudo se tornou muito mais difícil. Neste período sofremos o terceiro (67') e a partir daí apostou-se tudo numa solução de recurso que há muito não víamos no Sporting: Coates avançou para a posição de ponta-de-lança. Também porque as alternativas no banco, no capítulo ofensivo, eram nenhumas.

 

Da ausência inicial de Eduardo Quaresma. O treinador deixou-o fora do onze, preferindo apostar em Diomande como central à direita apesar de o marfinense não competir desde Dezembro no campeonato português. Opção inexplicável, que também contribuiu para a nossa insuficiente prestação frente ao Rio Ave. Eduardo acabou por entrar logo após o intervalo, remetendo Diomande para a esquerda, e confirmou que continua em boa forma. O titular ali deve ser ele.

 

De Adán. Intranquilo, nervoso, transmitindo insegurança aos colegas, cometeu um penálti indiscutível aos 65', saindo fora de tempo dos postes e derrubando Aziz. Foi a sua segunda saída em falso: já tinha feito o mesmo aos 31' e só por muita sorte nossa o Rio Ave não marcou nesse lance. Sorte tivemos também, 5 minutos depois, ao ver uma bola embater no nosso poste esquerdo. O espanhol esteve igualmente mal na reposição da bola, mandando-a com frequência para fora ou entregando-a ao adversário. E continua incapaz de defender um penálti: faz-nos sentir saudades do Rui Patrício ou até do Renan. Jogo para esquecer.

 

Dos três golos sofridos. Não nos acontecia desde a derrota em Guimarães (2-3), a 9 de Dezembro.

 

Do penálti perdoado ao Rio Ave. Acção claramente negligente do defesa rioavista pondo em risco a integridade física de Trincão, que tinha a bola dominada junto à linha da pequena área e se preparava para rematar. Aconteceu aos 29': Miguel Nóbrega foi de sola em riste. Sem André Narciso o ter admoestado nem assinalado a grande penalidade que se impunha, beneficiando sem margem para dúvida a equipa da casa. Fomos duplamente prejudicados neste lance, pois Trincão ficou magoado, tendo sido substituído ainda antes do intervalo. Eis como um árbitro pode condicionar um resultado por manifesta impreparação ou incompetência.

 

De ver Adrien jogar contra nós. Ainda por cima com braçadeira de capitão, pelo Rio Ave. Entrou aos 64', ainda a tempo de demonstrar que conserva várias qualidades que nos habituámos a admirar nele durante os longos anos em que foi profissional do Sporting.

 

Das lesões. Além de Trincão, que saiu a coxear aos 45', também Gonçalo Inácio se magoou neste Rio Ave-Sporting - lesão muscular, que o impediu de jogar toda a segunda parte, dando lugar a Eduardo Quaresma. Más notícias para o nosso próximo desafio - já na quinta-feira, primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, em que recebemos o Benfica. Serão duas baixas muito prováveis, quase inevitáveis.

 

 

Gostei

 

De Gyökeres. Se há jogador que tudo fez para alcançarmos uma vitória neste embate em Vila do Conde foi o internacional sueco: incansável, correu 10,7 km sempre de olhos fitos na baliza. O melhor dos nossos, voltou a fazer o gosto ao pé num remate fortíssimo, na cara do guarda-redes. Assinando o centésimo golo do Sporting nesta temporada, uma das mais produtivas de toda a história do futebol leonino. O seu 17.º golo na Liga 2023/2024.

 

De Morten. Também ele não merecia estes dois pontos perdidos no vendaval vilacondense. Marcou o nosso primeiro, num remate rasteiro, de ressaca, aproveitando da melhor maneira a bola que foi ter com ele após lance muito embrulhado na grande área. Recuperou bolas, passou com critério, ligou sectores, foi sempre um dos mais inconformados. É um médio com golo: superior a Ugarte - que substituiu no nosso onze titular - pelo menos neste capítulo.

 

De Coates. Há muito que não o víamos como pronto-socorro de emergência para colmatar lacunas no plano ofensivo. Com Paulinho lesionado, Rúben Amorim deu ordem ao capitão para se plantar lá na frente, como nos velhos tempos em que foi solução improvisada em várias partidas. Desta vez ajudou também, mas só em parte: foi dele o terceiro golo, que nos permitiu empatar quando estávamos a perder 2-3: belo cabeceamento, aos 73', correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Morita por via aérea. Mostrou assim como se faz a alguns colegas ontem mais apáticos -  Geny e Edwards, por exemplo. Infelizmente, não bisou: teria sido o ideal.

 

De ver o Sporting marcar há 31 jornadas. Sempre a fazer golos, consecutivamente, desde o campeonato anterior. Sem eles não há vitórias. E sem vitórias não se conquistam títulos e troféus.

 

De manter a esperança intacta. Continuamos a depender só de nós depois de uma jornada em que o FC Porto também perdeu dois pontos (empate 1-1 em Barcelos)

Temos de falar do árbitro, de Amorim, de Adán e da Rio Ave TV

Começo por dizer que o empate de hoje em Vila do Conde teve como principal autor o árbitro, que foi André Narciso, tal como aliás já tinha acontecido na última vez que perdemos pontos, em Guimarães. Assim temos de começar por falar sobre isso.

Mesmo em várias das vitórias conseguidas ao longo deste campeonato temos muitas queixas da arbitragem. Segundo li em algumas notícias, parece que é estratégia da "Estrutura" não comentar as mesmas, o que toda a gente sabe que é sempre uma estratégia muito acertada, já que ser roubado quase todas as semanas e estar caladinhos é uma receita vencedora. Agora se vier alguma queixa, mais ou menos tímida, decorrente do empate de hoje, eu diria que vem muito tarde.

Voltando à arbitragem deste jogo, só de memória temos:

  • Há uma falta evidente sobre Pote no início da jogada que origina o primeiro golo do Rio Ave;
  • Há um corte perigosíssimo dentro da área do Rio Ave, a tal ponto que provoca um pancada que obriga à saída de Trincão por lesão. Não sei qual é a regra da FIFA invocada esta semana, deve ser aquela que diz que desde que não se arranque a cabeça ao jogador, vale tudo para cortar uma bola. É uma entrada negligente e devia ter sido marcada grande penalidade.
  • Há mais um penálti evidente sobre Pedro Gonçalvez na segunda parte, quando o jogo estava 2-2. O nosso jogador foi agarrado para o impedir de ir à bola.
  • Os defesas do Rio Ave tiveram todos margem para poderem efectuar meia dúzia de faltas cada um, isto porque dessa meia dúzia, duas não são marcadas e três ou quatro são feitas à vontade, porque só há lugar a amostragem de cartões ao fim desse número de faltas.
  • Nos 5 minutos de descontos da segunda parte há uma expulsão de um jogador do Rio Ave, em que este demora mais de um minuto para sair, há a marcação de dois ou três livres e de um canto, mas mesmo assim o jogo acabou assim que se chegaram aos 5 minutos em ponto.

 

Depis temos de falar de Rúben Amorim.

Não sei por que carga de água achou que um jogo fora, com um adversário difícil e com condições climatéricas más era bom para colocar Diomande a titular pela primeira vez desde 18 de Janeiro. Viu-se que o jogador estava fora de forma, com falta de velocidade e preso de movimentos, e foi precisamente pelo seu lado que sofremos logo aos 5 minutos. Tal como não percebo que Quaresma, em excelente forma, tenha ido para o banco logo neste jogo, para dar lugar ao costamarfinense.

Depois, voltamos ao problema de sempre. Como Paulinho está lesionado, inciámos o jogo só com uma opção de ataque no banco, no caso Edwards. Lesiona-se Trincão durante o jogo, entra Edwards ainda na 1.ª parte e vamos para a 2.ª parte sem nenhuma opção de ataque no banco. Ao fim de quase 200 jogos de Amorim no Sporting, ainda andamos a acabar com Coates a ponta-de-lança.

 

De seguida temos de falar de Adán. Depois de duas boas épocas iniciais, teve uma bastante fraca no ano passado, e está a ir pelo mesmo caminho este ano.

Raramente é mais-valia, por isso nunca conto que ele defenda um grande remate, um livre directo ou uma grande penalidade. Fio-me na defesa para deixar criar muito poucas ocasiões ao adversário, porque se essa ocasião aparece mais vale confiar na Nossa Senhora do que em Adán para nos safar.

 Se o espanhol se ficasse por aí, no não acrescentar nada, já podíamos ficar satisfeitos. Infelizmente tem paragens cerebrais, como uma a meio da 1ª parte em que oferece a bola ao adversário que só não deu golo porque não calhou, ou na grande penalidade que comete, numa saída completamente tonta.

Não sei se estamos a preparar Franco Israel ou Diego Callai para a sucessão, ou se pensamos que Adán ainda tem condições para ser titular. O que é certo é que continuamos a sofrer um número assustador de golos para a quantidade de lances de perigo que consentimos.

 

Por fim temos de falar na Rio Ave TV, que fez a transmissão deste jogo. Não sei como é que ainda permitem que jogos da 1.ª Liga sejam transmitidos por canais de clubes, o que dá azo a comentários tendenciosos e a que não se repitam nem se comentem em condições alguns lances duvidosos, como os que referi acima. Um dos comentandores era um tal de Freitas Lobo, que pela maneira como só só via Rio Ave e só falava de Rio Ave, está no sítio certo, a trabalhar no canal do clube do seu coração.

Leão 79

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Martim continua imparável.

O Sporting continua "sem paração".

Depois de termos vencido na Alemanha, naquela que terá sido a vitória mais importante do andebol português, o Sporting Clube de Portugal inicia esta semana com sete pontos de vantagem no campeonato nacional.

Martim Costa e os companheiros estão de parabéns.

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, pelas 20.30, a nossa equipa entra em campo do Estádio dos Arcos para defrontar o Rio Ave. Com o pensamento todo concentrado na vitória.

Na primeira volta do campeonato, em Setembro, vencemos a equipa vilacondense por 2-0. Com golos de Paulinho e Edwards.

Na época anterior, trouxemos de Vila do Conde um triunfo tangencial: 0-1. Foi quanto bastou para garantirmos os ansiados três pontos. Num jogo assinalado pela estreia de Chermiti a marcar na equipa principal do Sporting.

Como será agora? Espero, como sempre, pelos vossos prognósticos.

Nós, há dez anos

 

Francisco Melo: «Eusébio e Mário Coluna. Dois símbolos do maior rival de sempre do Sporting, o Benfica. Em ambos os textos inexiste uma única alusão ao Benfica. O que lamento. Considero que a nossa grandiosidade e forma elevada de estar no desporto se revê, também, nestes gestos de respeito e evocação dos adversários. Muito recentemente, e só para citar um exemplo, faleceu Luís Aragonés, figura do Atlético de Madrid, e o Real Madrid não se coibiu de prestar os seus sentimentos ao rival. Bruno de Carvalho esteve impecável ao participar nas cerimónias fúnebres de Eusébio e, tendo até isso em conta, mais incompreensível se torna a omissão recorrente, nestas notas de condolências, da entidade desportiva onde de forma muito marcante aqueles jogadores se evidenciaram e que dá o caso de ser o nosso maior e estimado rival.»

 

Rui Cerdeira Branco: «Eu vi aquele golo "nunca visto" marcado ontem, há mais de um ano.  Mané, o Оригинални.»

 

Eu: «Ando a ouvir maus augúrios desde o início do campeonato. Ainda antes de a bola começar a rolar já havia espaços blogosféricos, de verde e branco, onde não faltavam os mais negros vaticínios. Prognosticando uma época horrível para o Sporting devido à política de contratações e à gestão do plantel e sei lá que mais. Suprema ironia: alguns que hoje dizem mal da equipa a cada vitória, por ser suada ou "sofrida", eram os mesmos que aplaudiam as derrotas da época anterior.»

A voz do leitor

«Gostei muito do Quaresma pela exibição e por aquilo que tem conseguido nesta oportunidade que lhe foi dada. Acho que o crescimento é evidente e o "espectro" de se perder um excelente atleta está definitivamente afastado, assim mantenha a cabeça no devido lugar. Também acima dos outros, gostei do Trincão. Outro caso de um atleta talentoso mas que teimava em não demonstrar o talento. Parabéns à equipa técnica que nunca desistiu do atleta e hoje colhemos os frutos dessa postura.»

 

Romão, neste meu texto

Ciclo infernal

Daqui à paragem das Ligas pelas Selecções é mesmo um ciclo infernal para o Sporting e para as duas equipas com que o Sporting compete pelos objectivos imediatos:

Sporting (1.º na Liga, menos 1 jogo):

25/02 - Rio Ave - Sporting

29/02 - Sporting - Benfica (TP)

03/03 - Sporting - Farense

06/03 - Sporting - Atalanta (LE)

10/03 - Arouca - Sporting

14/03 - Atalanta - Sporting (LE)

17/03 - Sporting - Boavista

 

Benfica (1.º na Liga):

25/02 - Benfica - Portimonense

29/02 - Sporting - Benfica (TP)

03/03 - Porto - Benfica

07/03 - Benfica - Glasgow Rangers (LE)

10/03 - Benfica - Estoril

14/03 - Glasgow Rangers - Benfica (LE)

17/03 - Casa Pia - Benfica

 

Atalanta (5.º na Liga, atrás de Inter, Milan, Juventus e Bologna):

25/02 - Milan - Atalanta

29/02 - Inter - Atalanta

03/03 - Atalanta - Bologna

07/03 - Sporting - Atalanta (LE)

10/03 - Juventus - Atalanta

14/03 - Atalanta - Sporting (LE)

17/03 - Atalanta - Fiorentina

 

Quando terminar este ciclo muitos objectivos da época vão ficar clarificados para os três clubes.

Quem pensa que é a "prego a fundo" nos 90 minutos que se ultrapassam com sucesso estes ciclos não percebe patavina de futebol. Saber controlar os ritmos de jogo, ganhar com o mínimo desgaste, é fundamental. Entrando "com tudo" e marcando primeiro tudo fica mais fácil. Conseguir rodar jogadores sem prejuizo da dinâmica da equipa também.

Como o Sporting de Amorim tem feito excelentemente em muitas ocasiões.

PS: Valores actual dos planteis de acordo com o TM:

Sporting : 302 M€

Benfica : 365 M€

Atalanta : 330 M€

SL

A força do Sporting

O debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI/CNN Portugal, foi visto por uma média de 2,8 milhões de pessoas. Número cerca de meio milhão abaixo do protagonizado por António Costa e Rui Rio nas eleições legislativas de 2022, que registou 3,3 milhões.

Motivo: o Sporting jogava à mesma hora, em Moreira de Cónegos. Fez toda a diferença.

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 29 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Pedro Gonçalves 13 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense)

Trincão 7 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 5 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Nuno Santos 5 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga)

Daniel Bragança 4 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Morten 1 (Moreirense)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Pódio: Gyökeres, Morten, Trincão

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Young Boys, para a Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 18

Morten: 18

Trincão: 16

Diomande: 16

Pedro Gonçalves: 15

Eduardo Quaresma: 14

Esgaio: 14

Adán: 14

Daniel Bragança: 14

Edwards: 14

Matheus Reis: 14

Gonçalo Inácio: 13

Nuno Santos: 13

Koba: 12

Fresneda: 6

Neto: 5

 

O Record e A Bola elegeram Gyökeres como melhor em campo. O Jogo optou por Morten.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O Porto está em desagregação interna, o Porto está a perder os seus poderes invisíveis, o Porto começa a já só ter a retórica de há 30 anos: o inimigo exterior. Um discurso velho, gasto, esclerosado. É como gamar auto-rádios, se me faço entender: já ninguém gama auto-rádios. Poderá ser um meteorito ou causa natural, mas o Porto está à beira de ter a espinha partida. Por mim, ajudarei no que conseguir.»

 

Alexandre Poço: «Empates embaraçosos. Derrotas humilhantes. Treinador medíocre. Uma equipa zombie. Lugares à disposição. Votos de confiança. O título a parecer uma miragem. Confusão à porta do estádio. Presidente a perder a cabeça. Jornalistas agredidos. PSP a sugerir percursos alternativos. Insultos e assobios dos adeptos. Lenços brancos nas bancadas. Crise.»

 

Edmundo Gonçalves: «Tem-me dado algum gozo ver a equipa a virar resultados, coisa de que já até me tinha esquecido o que era, reveladora duma forte mentalidade, responsabilidade todinha de Leonardo Jardim. Que também se engana, é humano! mas que trouxe à equipa outro estofo e nos faz sonhar com coisas boas (como diria Artur Jorge).»

 

José da Xã: «Um grupo de miúdos (saídos de Alcochete), treinados por um jovem ilhéu e dirigidos por um presidente, também ele muito novo, conseguem paulatinamente escalar esta escarpa que é o campeonato e estar a dois pontos (que podem ser três ou cinco, amanhã por esta hora!) do primeiro classificado. Quem diria?»

 

Luciano Amaral: «Até agora, a jornada foi excelente. Dizem que não se deve gozar com a desgraça alheia. Pois... Eu sou do Sporting e tive de suportar, nos últimos anos, muita gente a molhar na sopa da desgraça do Sporting com grande alegria e refinada vontade de humilhar. Nos piores momentos do ano passado, até tive de ouvir um benfiquista dizer-me: “o Sporting? Quero é que desapareça!” Pedem-me, portanto, para que não me alegre com o espectáculo de “sportinguização” dado pelo FCP, que incluiu ameaça de porrada do presidente a um jornalista. Vão dar uma volta. Alegro, com certeza.»

 

Tiago Cabral: «Habituados como estamos, nestas últimas décadas no futebol cá do burgo, foi com pavor que assistimos, domingo à noite, à queda de mais um mito. A norte ficou provado que a famosa estrutura blindada do fcporto apenas o é em papel. A estrutura, onde ratos não fogem (ia jurar que uma vez vi um a fugir para a Galiza, mas se calhar sonhei), afinal tem pés do barro mais frágil que existe. Blindados na comunicação social por correspondentes escolhidos a dedo, que questionam apenas o que podem e não o que querem, foi com surpresa que vimos o sumo pontífice a vacilar perante uma questão dita pertinente que lhe foi colocada. Em seu socorro veio um funcionário, antigo jornalista, que o levou para fora da improvisada conferência de imprensa.»

 

Eu: «Sendo os golos a festa do futebol, e tendo o Sporting marcado dois grandes golos que todos festejámos, admira-me (ou talvez não) que certos sportinguistas prefiram falar do que não se fez. Dos passes que falhámos, dos golos que não conseguimos, da goleada que não chegou a acontecer. Como se em 2012/13 não tivéssemos perdido os três jogos em que defrontámos o Rio Ave. Sob o comando de Sá Pinto, Vercauteren e Jesualdo Ferreira. Marcando apenas um golo e sofrendo seis nessas partidas. Como se a nossa anterior vitória no estádio de Vila do Conde não remontasse já ao remoto mês de Setembro de 2011.»

A voz do leitor

«Com atenção, nos jogos muitas vezes o vemos [Pedro Gonçalves] a compensar na ala esquerda as subidas de Nuno Santos. É também um extraordinário jogador de equipa. Se mantiver o nível dos últimos jogos, curiosamente ou não, desde que passou a jogar no meio-campo, parece-me difícil que Martínez não o leve ao Europeu - Horta ou Otávio não são melhores.»

 

Luís Ferreira, neste meu postal

UEFA recua: vamos jogar no dia 6

Afinal o Sporting-Atalanta, primeiro desafio da nossa participação nos oitavos-de-final da Liga Europa, irá disputar-se na próxima quarta-feira, dia 6, em Alvalade (17.45) e não na véspera. Inicialmente a UEFA estipulou que o jogo seria na terça, o que forçaria o adiamento do Sporting-Farense, a disputar 48 antes.

Seria péssimo, pois já nos basta termos o Famalicão-Sporting ainda por disputar. Menos mal assim.

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «Grande jogo de Dier, Maurício (apesar daquele azar), William Carvalho (a partir dos 60 minutos), Slimani e Mané. Nem tanto dos de Wilson Eduardo, Heldon e André Martins. Adrien parece estar fisicamente mais em baixo. E esse tem sido, na minha opinião, o grande problema do Sporting nos últimos jogos. O meio-campo não está ao mesmo nível que já esteve esta época. E, aparentemente, não existem grandes opções. Faz-nos falta no plantel um jogador com características semelhantes ao Adrien para o substituir quando este não está ao seu melhor nível. Infelizmente não temos ninguém.»

 

Tiago Cabral: «Conseguimos a vitória e foi inteiramente merecida. Não foi a nossa mais vistosa exibição, tal não tira qualquer mérito a mais esta conquista. Estamos a conseguir aguentar a pressão que estar a discutir com o porto e benfica os lugares cimeiros acarreta. A recta final do campeonato aproxima-se e contra todas as expectativas aqui estamos, ombro a ombro com os nossos adversários naturais. Infelizmente ainda vemos alguns de nós a levantar todas as pedras para tentar descobrir algo que manche o brilhante campeonato que estamos a realizar.»

 

Eu: «Ouço por aí alguns rancorosos reclamar contra a exibição do Sporting na vitória de ontem em Vila do Conde. Se calhar queriam goleada. Não vi nenhum deles, curiosamente, falar assim durante toda a temporada anterior, quando sofremos três derrotas contra o Rio Ave. Irritam-se mais quando vencemos do que quando perdemos. Há dois anos e meio que não ganhávamos a esta equipa. Ultrapassámos mais este obstáculo, continuando a marcar diferenças com a pior época de que temos memória. Jornada após jornada. Com um plantel em construção: dez dos onze jogadores mais utilizados actuam esta época pela primeira vez como titulares no Sporting.»

Os melhores prognósticos

Sinal dos tempos: houve muitos leitores a antever goleadas. Mas o Moreirense-Sporting terminou sem goleada: não pode ser sempre.

Três acertaram no resultado e também em Pedro Gonçalves como marcador de um dos nossos golos:  Fernando, Maximilien Robespierre e Nuno Pinto. Estão de parabéns.

Fica o registo daqueles que também previram o 0-2 final, embora sem conseguirem antever quem marcaria: Fernando LuísJorge LuísJosé SilvaLeão 79Manuel Oliveira e Pedro Batista.

Amanhã há mais.

O dia seguinte

Foi um jogo quase perfeito ontem em Alvalade contra o líder da Liga Suíça, com um onze inicial sem metade dos titulares, equilibrando cargas físicas e moralizando jogadores menos utilizados.

Não foi perfeito porque três dos melhores em campo falharam em momentos críticos, Gyökeres falhou o penálti, Diomande falhou o corte e Edwards falhou o encosto para golo e foi à dobra com o braço levantado. E assim, com mais dois ou três golos falhados por eles e por Bragança, se chegou ao resultado final: 1-1.

Na primeira parte o Sporting jogou muitíssimo bem, com a bola sempre a circular entre os jogadores com critério, todos a defender e todos a atacar, pormenores de excelência dum ou doutro, o Young Boys foi reduzido a um Tondela da 2.ª Liga.

Na segunda parte, já com Inácio a descansar, os suíços, sem nada para perder, foram para frente, aumentaram o ritmo com jogadores frescos vindos do banco e começaram enfim a criar problemas à defesa do Sporting. Mas com isso também deixaram espaço para contra-ataques e oportunidades de golo que o Sporting foi ingloriamente desperdiçando.

E se as entradas de Nuno Santos, Koindredi e Pedro Gonçalves fizeram sentido do ponto de vista do jogo, já as de Neto e Fresneda enfraqueceram o lado direito da defesa. Quaresma e Esgaio, particularmente o primeiro, estavam muito bem, a substituição naquela altura do ponto de vista do resultado seria a entrada de Morita e Catamo para  as saídas dos cansados Bragança e Esgaio.

Não foi esse o entendimento de Rúben Amorim. Percebo bem as razões, mas pusemo-nos a jeito para deixar fugir a vitória.

 

Melhor em campo? Diomande, mesmo com aquele corte às cegas a evitar o canto. Voltou um colosso, teríamos ali claramente o sucessor de Coates por muitos e bons anos, mas duvido que o consigamos segurar. Depois dele, todos os do onze inicial a nível muito alto. Koindredi teve dois ou três apontamentos de excelência, mas também alguns tiques de facilitismo que vai ter de mudar. Uma aposta que tem tudo para dar certo.

Arbitragem? De altíssimo nível, explicando muito bem aos jogadores e ao público através de gestos as suas decisões. Mais uma prova da falta de categoria dos "putativos" melhores árbitros portugueses, mais um exemplo para os mais novos para seguirem pelo caminho certo e não se tornarem Pinheiros ou Dias.

E agora? Atalanta, dia 5 de Março em Alvalade. Duas equipas que já se conhecem, dois grandes treinadores, vão ser dois jogos do "gato e do rato", o Sporting está bem melhor do que estava há uns meses, o Atalanta não sei.

SL

Quente & frio

 

Gostei muito da passagem do Sporting aos oitavos da Liga Europa, ontem confirmada ao eliminarmos o Young Boys, líder incontestado do campeonato suíço, que fora repescado da Liga dos Campeões. Em boa verdade a eliminatória ficara assegurada uma semana antes em Berna, onde fomos vencer sem margem para dúvida (1-3). Em Alvalade, bastou-nos gerir o resultado e dosear o esforço físico dos jogadores, que depois de amanhã voltam a competir - desta vez para a Liga portuguesa com uma difícil deslocação a Vila do Conde. Foi uma partida tranquila, dominada quase por completo pela nossa equipa, embora muito perdulária em situações de golo. 

 

Gostei que Gyökeres voltasse a marcar - e bem cedo, logo aos 13'. Infiltrou-se na grande área e disparou uma bomba, indefensável, muito perto da marca dos 11 metros. Foi o 29.º golo pelo Sporting do internacional sueco, que também já protagonizou 11 assistências na temporada. A partir daí, os quase 30 mil espectadores deste desafio ao vivo no nosso estádio ficaram com a certeza de que a passagem à fase seguinte da Liga Europa estava assegurada. Mas destaco Trincão como melhor em campo: foi dele a assistência para Viktor nesse lance, com um passe perfeito. E foi também ele a sofrer o penálti aos 55' que podia e devia ter resultado no nosso segundo golo: infelizmente Gyökeres permitiu a defesa do guarda-redes. Nunca antes tinha falhado uma grande penalidade de Leão ao peito.

 

Gostei pouco de algumas exibições. Esgaio, incapaz de ganhar duelos e sempre receoso de progredir com a bola, fez-nos sentir saudades de Geny - um dos poupados, tal como Coates e Morita (Nuno Santos só fez a segunda parte, por troca com Gonçalo Inácio, e Pedro Gonçalves entrou apenas aos 63'). Outros jogadores que não me impressionaram favoravelmente foram o recém-chegado Koba (substituiu Morten aos 63', com óbvia diminuição da dinâmica colectiva da equipa) e o recém-recuperado Fresneda (substituiu Esgaio aos 85' sem mostrar ainda os atributos que terão levado à sua contratação). 

 

Não gostei que tivéssemos desperdiçado pelo menos quatro flagrantes oportunidades de golo, além do penálti que Gyökeres foi incapaz de concretizar. Em parte devido à competência do guarda-redes e do sector defensivo suíço, onde brilhou Amenda, "polícia" do nosso goleador. Daniel Bragança destacou-se neste capítulo menos positivo com duas perdidas escandalosas, aos 63' e aos 90'+4. Mas o maior falhanço - quase digno dos "apanhados" - foi de Edwards aos 45'+1, com a baliza escancarada e a dois metros da linha de golo. Servido de bandeja por Gyökeres, trocou infantilmente os pés e deixou a bola fugir.

 

Não gostei nada do golo que sofremos, aos 84', fixando o resultado final (1-1). De penálti, a punir falta cometida por Edwards em trabalho defensivo, num lance que estava controlado e em que a bola aparentemente até se encaminhava sem perigo para a linha de fundo. Os suíços conseguiram assim empatar sem terem construído uma só oportunidade de golo em lance corrido numa partida em que, excepto naquele momento, voltámos a demonstrar muita consistência defensiva - com merecido destaque para Diomande, que não jogava de verde e branco desde 30 de Dezembro e regressou em boa forma do Campeonato Africano das Nações, ao serviço da Costa do Marfim, vencedora da prova.

A Europa connosco ou "sennosco"?

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Hoje é dia de Liga Europa.

Todos queríamos que Sporting, Benfica e Braga continuassem em prova por causa do "ranking", do patriotismo e blá, blá, blá.

O que pensam que acontecerá na realidade?

Das três equipas, qual ou quais seguirão em frente na prova?

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Ataque, será verdade?

Gestão cautelosa, dará para golear?

Reviravolta, a sério?

Adenda às 18h00:

As minhas previsões

A - Jogo do Sporting / 3-0

B - Jogo do Benfica / 2-0

C - Jogo do Braga / 1-0

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