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És a nossa Fé!

A miopia de Luís Freitas Lobo

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LFL comentando o jogo Rio Ave-Sporting (exclusivo És a Nossa Fé)

 

O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 3):

«O grande golo de Embaló até mexeu com o tempo! Com uma chuva e um vento tremendo, quando estava um tempo tranquilo para aquilo que se previa. Uma grande jogada, um grande arranque do Rio Ave!»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «No início do lance que resultou no golo de Embaló, Amine puxou o braço esquerdo de Pedro Gonçalves, derrubando em falta o seu adversário. A infracção foi clara e devia ter valido a anulação, via VAR, do golo do Rio Ave.» (A Bola)

Fortunato Azevedo: «No início da jogada, Pedro Gonçalves é consequentemente agarrado. Falta clara que o árbitro deveria ter assinalado. Golo deveria ter sido invalidado.» (O Jogo)

Jorge Coroado: «Amine cometeu falta sobre Pedro Gonçalves, punível com livre directo, na jogada que precedeu o golo dos vilacondenses.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Jogada do golo de Embaló iniciou-se em recuperação de bola de Pote, numa situação em que este foi claramente puxado. Infracção por sancionar que justificava intervenção do VAR.» (Record)

José Leirós: «No início da jogada, Amine, com a mão direita, agarrou e deliberadamente puxou Pedro Gonçalves, derrubando-o. Falta evidente por assinalar.» (O Jogo)

Marco Ferreira: «Fábio Ronaldo recupera a bola após Amine agarrar Pote, impedindo-o de disputá-la. Na sequência, Embaló faz golo. Árbitro valida. VAR erra ao não intervir, punindo a infracção no início da jogada.» (Record)

Pedro Henriques: «Com a mão direita, Amine puxa claramente a camisola do Pedro Gonçalves. Na repetição por trás, percebe-se que a camisola está já completamente fora do corpo do jogador. É isso que leva o jogador do Rio Ave a ficar com posse de bola. Há claramente falta.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Amine, com o seu braço direito, puxa claramente o Pedro Gonçalves e acaba por projectá-lo para o chão. Este puxão, de forma ostensiva, acaba por provocar a queda do Pedro Gonçalves. Daqui resulta toda a jogada até a bola entrar na baliza do Sporting. O VAR devia ter chamado o árbitro. Falta por assinalar, erro importante.» (Sport TV).

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (minuto 29):

«É um choque forte que deixou mais colocado o Trincão!»

«Um choque muito forte, com a sola na bota do Nóbrega! Ficou ali a marca...»

O que aconteceu de facto:

Duarte Gomes: «O único motivo pelo qual Trincão pontapeou o pé de Miguel Nóbrega foi a abordagem totalmente negligente, em salto, com perna esticada e pitons à mostra, do defesa. Penálti por assinalar, a exigir intervenção do VAR.» (A Bola)

Iturralde González: «Penálti contra o Rio Ave, claríssimo. É um penálti muito, muito claro! O defesa [Nóbrega] entra a disputar a bola de forma temerária e acerta no avançado [Trincão]. Penálti por assinalar e também cartão amarelo, pela forma como o defesa do Rio Ave abordou o lance.» (Record)

José Leirós: «Clássico jogo perigoso com contacto. Miguel Nóbrega não teve em conta o perigo do movimento efectuado, atingindo Trincão. O árbitro errou ao não assinalar penálti.» (O Jogo)

Jorge Faustino: «Nóbrega tem abordagem claramente negligente ao tentar jogar a bola de sola quando Trincão rematava com o peito do pé. Mesmo tocando na bola, acertou com sola da bota no pé de Trincão. Penálti.» (Record)

Fortunato Azevedo: «Quando Trincão se preparava para pontapear a bola, Miguel Nóbrega lança-se com o pé em riste e com a bota da sola atinge Trincão. Jogo perigoso activo, com contacto, cometido dentro da área, que não foi assinalado. Era, por isso, penálti.» (O Jogo)

Pedro Henriques: «Nóbrega corta o lance com uma patada de frente para trás, acabando por acertar com os pitons em Trincão. Toda a abordagem do jogador é desproporcionada e perigosa. Há ali imprudência e negligência, há mais do que um simples corte de bola. O pontapé de penálti seria a decisão mais correcta para este lance.» (Observador)

Rui Rodrigues: «Quando Trincão tenta rematar, num lance totalmente controlado, o jogador do Rio Ave lança-se com a sola da bota bem à mostra. Com negligência. Actuou sem ter em conta o perigo do seu acto para o adversário. Ficou um pontapé de penálti por assinalar e um cartão amarelo por exibir.» (Sport TV)

 

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O que ele viu na Rio Ave TV * (conclusão):

«Olhando aquilo que foi o jogo do princípio ao fim, Nóbrega foi o melhor jogador em campo porque foi o melhor nas diferentes fases do jogo.»

«Miguel Nóbrega é um dos centrais com melhor capacidade de passe na primeira fase de construção do nosso campeonato.»

 

* Copyright do Vítor Hugo Vieira

A voz do leitor

«Rúben Amorim é um treinador que incute nos jogadores uma capacidade de lutar que supera todas as expectativas e isso é o mais importante, pois perder todas as equipas perdem a sua invencibilidade mais cedo ou mais tarde, mas a ambição e o sentido de vitória do nosso técnico transcendem a fé do melhor dos adeptos.»

 

Tiago Oliveira, neste meu texto

Depois de apitar o Sporting é tempo de pôr as pantufas

É assim que o apitador João Pinheiro parece encarar o problema, ele aparecer como árbitro ou como VAR em jogos do Sporting é sinónimo de penáltis e expulsões, levado ao colo pela APAF e sempre disposto a disparar primeiro e pensar depois quando o Sporting está envolvido.

Depois, quando confrontado com mais uma actuação lamentável com influência no resultado, mete as pantufas e vai passear o cão para o quintal.

A falta de vergonha desta gente não tem limites.

Mas é só o Pinheiro? Que dizer da dupla Narciso / Nobre, um VAR que se está a lixar para um árbitro que não quer saber do que lhe diz e tem a mania que é o melhor do mundo? Manda-o apitar sozinho, e mais uma vez quem se lixa é o Sporting.

Dizem alguns, nostálgicos daquele que berrava muito só pelo prazer de se ouvir, e que andou a promover o lampião Proença para presidente da Liga, que logo deveria o presidente vir a terreiro denunciar o roubo de Vila do Conde.

Para quê exactamente? Ficou à vista de todos, bem documentado na comunicação social. Dizer o quê?

Se o protesto (que já existiu antes dirigido ao próprio Pinheiro e incluindo uma crítica construtiva ao funcionamento do VAR e aos problemas derivados de árbitros em actividade andarem a fazer de VAR de colegas com os quais competem pelas notas e promoções) servisse para afastar de vez uma geração corrompida pelas máfias do Pinto da Costa e do Vieira, apostar nos mais novos e trazer árbitros estrangeiros para apitar na Liga portuguesa valia a pena.

Assim, mais vale estar calado.

SL

Ora bolas

Gonçalo Inácio com mialgia, Francisco Trincão com um traumatismo ("cortesia" do central do Rio Ave que Luís Freitas Lobo elegeu como "melhor em campo" no domingo), Paulinho ainda a recuperar de uma tendinite após três semanas de paragem.

Ora bolas: os astros parecem pouco propícios para o clássico de amanhã - recuso chamar "dérbi" a um Sporting-Benfica pois o nosso SCP não é clube de Lisboa, mas de Portugal inteiro. São baixas importantes, embora de valor desigual.

Ainda assim, estou optimista para esta meia-final da Taça, em Alvalade, contra o SLB. E vocês?

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «Paulo Bento anda a brincar com isto! Então convoca o Ivan Cavaleiro e não convoca o Mané? Convoca o Ruben Amorim e não convoca nem Adrien nem André Martins? Mas afinal, qual é que é o critério?!»

 

Luciano Amaral: «Estava a ver que não, mas a verdade é que o grande Benfas, em estado pré-orgástico de cada vez que ganha uns jogos e fica mais de dois pontos à frente, está de regresso. "A equipa está muita confiante", diz o mister. As capas do jornalismo oficioso repetem, a propósito de tudo e de nada: "Águia voa para o título", "Genial!", "Classe pura", "Obra de arte"... Repare-se, para quem se lembra, como grande parte dos títulos repetem os do ano passado, que isto da imaginação não chega para tudo. Pouco interessa que tenham ganho àqueles desgraçados do PAOK (2.º lugar na liga grega, com menos 20 pontos do que o Olympiakos, já de si uma potência fantástica) com um golo em fora-de-jogo na primeira volta e com um cartão vermelho inventado ao Katsouranis na segunda.»

A voz do leitor

«O Porto viu sair Otávio e Uribe, duas peças fundamentais do Porto campeão. E se o brasileiro naturalizado português deixou algum dinheiro nos cofres, o colombiano juntou-se ao leque das saídas a custo zero que têm sido apanágio dos últimos anos da equipa treinada por Sérgio Conceição. Desde que o treinador português iniciou funções, saíram a custo zero: Diego Reyes (contratado por 7M), Marcano (contratado por 2,65M), Herrera (contratado por 11M), Adrián Lopez (contratado por 11M), Brahimi (contratado po 6,5M), Aboubakar (contratado por 12,3M), Marega (contratado por 3,8M), Saravia (contratado por 5,5M), Nakajima (contratado por 12M), Mbemba (contratado por 4,66M), Uribe (contratado por 9,5M) e Manafá (contratado por 7M). Esta é a lista com os principais nomes, pois há mais jogadores, sendo que só aqui estão mais de 90 milhões de euros, contabilizando apenas desde o Verão de 2018.»

 

Salgas, neste texto do Luís Lisboa

Brutal

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Depois da vitória da semana passada em casa do Füchse Berlin por 32-31, o Sporting recebeu o lider da melhor Liga Europeia, a alemã, e principal candidato à vitória na competição e ganhou por 32-28. 

Simplesmente extraordinário. Mas ainda mais extraordinário quando o treinador é português, Ricardo Costa, e a base de rematadores é portuguesa: Martim Costa, Francisco Costa e Salvador Salvador. 

 

O andebol do Sporting, tal como o futebol e o futsal, está a um nível de excelência que nos orgulha, projecta o clube por todo o mundo, entusiasma adeptos e faz de Alvalade e do João Rocha um vulcão.

Nem todos vivem a 20 kms dos locais como eu nem têm a disponibilidade que eu tenho. Mas há quem tenha e viva no ressabiamento e no desprezo pelas equipas que representam o clube agora que o presidente é outro, preferindo malhar naquelas com dificuldades do que celebrar as de excelência.

O que posso dizer é que não existe sofá nem tv que valham um décimo duma experiência ao vivo como a de hoje em Alvalade, que vou guardar na memória por muito tempo.

Brutal o desempenho da equipa, brutal o apoio das claques unidas na faixa e nos cânticos, brutal o apoio das bancadas, brutal o acolhimento à pequena comitiva alemã que teve direito a lugar premium, e tudo isso saltou para a primeira página da competição EFH.

 

O futebol (masculino) é a mola real do Sporting e dos outros dois grandes clubes portugueses, e une todos os Sportinguistas. Depois, existe um conjunto de modalidades que despertam mais ou menos interesse dos adeptos.

Posso ver mal, mas não vejo outra modalidade de pavilhão que conjugue implantação europeia e circundante, capacidade dos praticantes portugueses, e capacidade de chegar longe na Europa como o andebol. Futsal interessa a poucos países, hóquei só a três ou quatro, basquetebol vive de americanos  "globetrotters", voleibol masculino e feminino vivem de brasileiros e outros estrangeiros também.

Eu já estive esta época no João Rocha em jogos de todas as principais modalidades e tenho um carinho especial pelo voleibol feminino, mas pelas razões atrás o andebol é mesmo a minha modalidade preferida, e esta equipa de Ricardo Costa enche-me as medidas. Só tenho pena que o Frankis Carol não tenha ficado por cá mais um par de anos para a integrar também.

O Sporting fez história hoje no João Rocha. E quem não esteve, que estivesse.

SL

Campeo4 nacional, 23/34

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Os resultados estão aí e dizem tudo ou melhor não dizem nada, não dizem que o Sporting foi roubado.

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Hoje o Correio da Manhã fala do silêncio do Sporting e de Orelhas puxado ao plantel.

Sobre os erros de arbitragem e sobre aquilo que a direcção do Sporting devia fazer já escrevi ontem (o texto vai com cerca de 100 comentários, aproveito para agradecer a quem o comentou, debater opiniões é importante).

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A grande notícia de hoje, a acreditar no Correio da Manhã, é a integração, o puxamento de Orelhas para o plantel. Como jogador livre, sem clube, pode ser inscrito em qualquer altura. Sérgio Conceição quererá este jogador no plantel não pelas qualidades futebolísticas mas sim pelo carácter, pela garra, pela virilidade que poderá ensinar aos jogadores que jogam de pantufas.

Vamos esperar para ver se resulta.

Adenda às 15h20

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2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 30 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys, Rio Ave)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Pedro Gonçalves 13 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense)

Trincão 7 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates 6 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Rio Ave)

Nuno Santos 5 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga)

Daniel Bragança 4 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga)

Gonçalo Inácio 4 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morita 2 (Arouca, Moreirense)

Morten 2 (Moreirense, Rio Ave)

Neto 1 (Dumiense)

Eduardo Quaresma 1 (Braga)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Amenda 1 (Young Boys, na própria baliza)

Chuva, vento e erros: tudo em excesso

Rio Ave, 3 - Sporting, 3

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Pedro Gonçalves com ar desalentado após a marcação de um dos três golos da turma anfitriã

Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa

 

Houve muita chuva, muito vento, condições atmosféricas desfavoráveis à prática do futebol tecnicista a que o Sporting habituou os adeptos. Tivemos o pássaro na mão: estávamos a vencer 2-1 no tempo regulamentar, antes da pausa para intervalo. Com golos de Morten (9') e Gyökeres (44'). Mas deixámos voar dois pontos em Vila do Conde, frente a uma equipa aguerrida, que nem parece ocupar um modesto 15.º lugar na classificação deste campeonato.

Fizemos um jogo regular, mas abaixo do patamar médio.

Em circunstâncias normais, marcar três golos ao Rio Ave bastaria para virmos de lá com os três pontos. Ora isso foi insuficiente: chegou apenas para um empate. Primeiros dois pontos perdidos na Liga neste ano de 2024. Estamos agora com 56 - menos dois do que o Benfica, que lidera provisoriamente, sabendo-se que temos uma partida ainda por disputar.

Pontos perdidos por culpa própria? Sim, mas não só.

Acontece que o Rio Ave fez um jogo competente, acima do seu patamar médio. Não é novidade. Costuma portar-se assim com as chamadas equipas "grandes". Basta lembrar que impôs um empate ao FC Porto no Dragão e esteve empatado até ao minuto 58 na Luz, acabando por cair só após ter ficado reduzido a dez.

 

E houve também o árbitro, André Narciso: péssima actuação. Aos 29', ficou um penálti a nosso favor por marcar e um amarelo por exibir a Nóbrega, por entrada de sola sobre Trincão na pequena área. De tal maneira que o avançado leonino teve de sair, lesionado, poucos minutos depois. Faltou exibir também o amarelo ao central rioavista.

Falha grave. Mais lesiva ainda foi a validação do primeiro golo da turma anfitriã, precedido de falta sobre Pedro Gonçalves. Neste caso a responsabilidade maior é do vídeo-árbitro. António Nobre tinha a obrigação de ter visto, de ter assinalado, de ter alertado. Ou terá mesmo alertado e foi Narciso quem ignorou esse alerta?

Por estas e muitas outras, devem ser divulgadas as comunicações entre árbitro e VAR. Cada vez mais urgente. Para desfazer todas as dúvidas. Exige-se transparência no futebol, também aqui.

 

Em jeito de balanço deste desafio muito disputado e que manteve até ao fim o resultado em aberto, eis um facto inegável: houve inadmissíveis erros individuais da nossa parte. Dois dos mais experientes, Adán e Nuno Santos, cometeram penáltis tão infantis quanto desnecessários, acabando por lesar seriamente a equipa. O espanhol ainda teve sorte: foi poupado ao amarelo, que mereceu nesse lance.

Rúben Amorim também não sai isento de críticas. Causou perplexidade a ausência inicial de Eduardo Quaresma, que tão boas provas tem dado. Com ele em campo, na segunda parte, estivemos bem melhor no corredor direito, onde Diomande e Geny nunca combinaram. Era por ali que o Rio Ave carregava, numa ala que parecia um passador.

Aquele relvado, aquelas condições atmosféricas, impunham outro género de jogadores. Daniel Bragança ficou no banco - e compreendeu-se porquê. Não era jogo para ele. Edwards, idem. Mas entrou mesmo, devido à inesperada lesão de Trincão: com Paulinho ausente por lesão, não havia alternativa no banco.

O inglês tentou, mas sem conseguir. Como já se adivinhava.


Mas o pior em campo foi Adán. Uma vez mais. É tempo de dar titularidade a Franco Israel - se, de facto, o treinador acredita nele, algo que ainda não está bem esclarecido.

O Rio Ave (golos apontados aos 3', 45'+4 e 67') foi superior em largos períodos do jogo. Não se percebe como é que na segunda parte esivemos meia hora sem fazer um remate à baliza adversária. Não há vento nem chuva nem relva nem árbitro nem vídeo-árbitro que justifiquem tamanha insuficiência.

Tropeção consumado, agora importa olhar para diante. Já a pensar no desafio de quinta-feira, em nossa casa, frente ao Benfica, na meia-final da Taça de Portugal.

É para ganhar, claro.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Aos 65', cometeu um penálti totalmente escusado: daí resultou o terceiro golo do Rio Ave. Desnorteado, deu outras fifias: numa delas só por milagre não foi golo. E ainda viu, impotente, uma bola embater no poste.

Diomande - Após ausência de dois meses, voltou a ser titular na Liga. Nota-se que está ainda preso de movimentos. Acorreu pouco às dobras a Geny, muito adiantado na ala direita. Melhorou depois, como central à esquerda.

Coates - Não estava a fazer uma das suas melhores exibições, acusando lentidão de processos. Mas redimiu-se como ponta-de-lança improvisado, na fase final: é dele o terceiro golo, de cabeça, aos 73'.

Gonçalo Inácio - No sector recuado, compete-lhe o maior protagonismo no capítulo dos passes longos, a iniciar lances ofensivos. Foi servindo Nuno Santos e Gyökeres. Mas teve de sair ao intervalo, com queixas físicas.

Geny - Terá sido da chuva? Terá sido do vento? A verdade é que passou por completo ao lado da partida, incapaz de fazer a diferença tanto a atacar como a defender. Não era jogo de feição para o moçambicano.

Morten - Cada vez mais influente, de jogo para jogo. Não apenas como pêndulo na posição de médio defensivo, a recuperar bolas, mas também a queimar linhas e a chegar-se à frente. Assim marcou o nosso golo inicial.

Morita - Um dos melhores em campo, naquele estilo de formiguinha, muito útil para o colectivo leonino. Basta dizer que teve participação em dois golos. Foi ele a centrar no primeiro e a assistir no terceiro.

Nuno Santos - Ganhou duelos no jeito reguila que o caracteriza. Contribuiu para o primeiro golo. Mas borrou a pintura ao cometer um penálti totalmente desnecessário. Não era dia auspicioso para ele, longe disso.

Trincão - Estava a ser um dos nossos melhores em campo e prometia não apenas outra boa exibição global mas até algum golo. Impossível: foi ceifado em penálti que ficou por assinalar. Forçado a sair aos 45', magoado.

Pedro Gonçalves - Em clima pouco propício às suas aptidões, sobretudo pelo vento forte, foi um dos menos inspirados. Destacou-se sobretudo por atirar a bola muito por cima da baliza, aos 27' e aos 90'.

Gyökeres - Foi à luta, suou a camisola, puxou os colegas para a frente. Como sempre. E, também como é hábito, marcou. O segundo golo. Já leva 30 marcados em toda a temporada. O melhor dos nossos.

Edwards - Rendeu Trincão aos 45'. Mas mal se deu pela presença dele em campo. Perdeu sucessivos duelos, abusou do individualismo, teve uma atitude passiva em contraste com alguns colegas. Um desperdício.

Eduardo Quaresma - Substituiu Gonçalo Inácio, actuando como central à direita durante toda a segunda parte. Consistente, concentrado, motivado. Visão de jogo, capacidade de passe. Merece ser titular de novo.

Matheus Reis - Em campo desde o minuto 61, substituindo Nuno Santos. Cumpriu sem brilhantismo quando se exigia dele algo mais. Ficou a sensação, como tantas vezes acontece, que poderia fazer melhor.

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «O Porto passou a eliminatória e vai jogar com o Nápoles. Resta saber se em Turim, Florença, Milão ou Roma.»

 

Cristina Torrão: «Não, não se trata da famosa estação radiotelevisiva britânica. BBC foi a sigla que alguma imprensa alemã escolheu para designar o trio infernal que cilindrou o Schalke 04 na Liga dos Campeões: 6-1 (ou será melhor dizer 1-6, pois foi na Alemanha). Cada um deles marcou dois: Bale, Benzema e o "nosso" Cristiano Ronaldo - o trio BBC!»

 

Diogo Agostinho: «Um Leão não se deixa derrubar por nada. E o nosso Mané estará em força no sábado, mesmo com capas encomendadas.»

 

Filipe Arede Nunes: «Fosse eu o mister e jogavam: Patrício, Jefferson, Maurício, Rojo, Cédric, William, André Martins, Mané, Capel, Carrillo e Slimani. Rojo em vez de Dier. Custa-me dizê-lo, porque acho Dier um jogador fantástico, mas a dupla do argentino com o brasileiro tem estado impecável e sendo assim não há justificação para alterar o que tem corrido bem. Mané na posição de André Martins e André Martins na posição de Adrien.»

 

Tiago Cabral: «Paulinho, hoje tou por ti. Que fiques por muitos e bons anos. Acardita, comó outro.»

A voz do leitor

«Respira-se um ambiente de vitória em Alvalade. A equipa do Sporting promove a harmonia entre os seus jogadores. O desempenho em campo envolve um relacionamento saudável e um respeito mútuo, entre todos os actores. Pressente-se o elevado grau de compreensão e cooperação entre os jogadores.»

 

António Goes de Andrade, neste meu texto

Pódio: Morten, Gyökeres, Morita

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rio Ave-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Morten: 18

Gyökeres: 16

Morita: 16

Coates: 15

Eduardo Quaresma: 13

Diomande: 13

Pedro Gonçalves: 13

Trincão: 12

Gonçalo Inácio: 12

Nuno Santos: 12

Matheus Reis: 11

Geny: 11

Edwards: 9

Adán: 8

 

O Jogo e A Bola elegeram Morten como melhor em campo. O Record optou por Gyökeres.

Nós, há dez anos

 

Eu: «A notícia mais interessante desse dia 26 de Fevereiro de 2013, faz agora um ano, foi a confirmação da recusa a sufrágio de uma lista encabeçada por João Pedro Paiva dos Santos ao Conselho Leonino que tinha Vasco Lourenço e Rui Oliveira e Costa nas posições 2 e 3. Motivo? A lista foi entregue fora de prazo pelo fracassado candidato que chegara a ser apontado como hipótese para a presidência do Conselho Directivo do Sporting, tendo acabado por desistir a favor de Couceiro, que por sua vez prescindiu de apresentar lista ao Conselho Leonino. Afinal nem uma coisa nem outra. Tudo por um atraso de alguns minutos. No futebol, como em tantas outras coisas na vida, convém ser pontual.»

O mapa da roubalheira

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Só nestes dois jogos foram três pontos roubados por André Narciso*, um em Guimarães e dois ontem.

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Aguardo com alguma expectativa o comunicado do conselho de arbitragem ou será que só há comunicados quando o "beneficiado" é o Sporting?

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Os erros ontem foram tão óbvios, tão evidentes que urge conhecer as conversas entre o VAR e o árbitro. 

Qual a razão para os NN (Nobre e Narciso) não terem assinalado estas faltas?

[* Foram só dois. NN (Narciso/Nobre) roubaram dois, ontem. O outro foi roubado, em Guimarães, pela PM, não, não foi pela Polícia Militar (a polícia que nos roubou foi outra) foi a dupla Pinheiro/Miguel.]

Até o Duarte Gomes, repito, até o Duarte Gomes escreve, com todas as palavras, que o Sporting foi prejudicado.

E agora o que fazer? Ficar de braços cruzados para não sermos acusados de calimerice?

O dia seguinte

Muita coisa mesmo a correr mal ao Sporting em Vila do Conde. O resultado final até foi menos mau atendendo a tudo o que se passou em campo.

Desde logo o verdadeiro temporal de chuva e vento que acompanhou a partida. Condições que obviamente favoreceram a equipa da casa. Impossível treinar em Alcochete naquelas condições, que prejudicaram os "levezinhos" tecnicistas do plantel como Pedro Gonçalves, que não acertou um cruzamento, Catamo, Morita e Edwards que pouco renderam. 

Depois a arbitragem medíocre, um Narciso esfíngico, incapaz de controlar o jogo, que foi permitindo as marcações cerradas com agarrões constantes dos vilacondenses sem pela admoestação pública aos faltosos nem amostragem de amarelos. Só mesmo no final do jogo eles surgiram para limpar os dois erros grosseiros que cometeu, muito por culpa do VAR Nobre também. O primeiro golo do Rio Ave é precedido de agarrão claro ao Pedro Gonçalves e devia ter sido invalidado, Trincão é alvo duma entrada com o pé alto a varrer que o lesiona dentro da área para penálti, não assinalado. Admito, porque tive a mesma sensação, que julgou ver o Trincão armar o remate e acertar na bota do defensor, mas na câmara lateral é óbvio o movimento da bota com os pitons à vista em direcção ao pé do Trincão. Seja imprudente ou negligente, é um claro penálti de VAR.

Depois os erros também grosseiros de Nuno Santos e Adán. Não são os primeiros, e com erros assim não vamos a lado nenhum. Impossível.

 

De resto, o temporal inclemente, a atitude competitiva do Rio Ave sempre no risco máximo, e as incidências do jogo, que incluiram as lesões de Inácio e Trincão,  desmantelaram todo o modelo de jogo do Sporting, que não conseguiu controlar, nem gerir o ritmo, nem jogar bom futebol, limitou-se a correr atrás dos adversários e do prejuízo, e aí Diomande, Coates, Hjulmand e Gyokeres foram fundamentais. 

Ou seja, ficou mais uma vez evidente que o Sporting para ser competitivo numa época precisa duma base de jogadores altos e fortes. Ontem Paulinho fez muita falta no banco, e se calhar Nuno Santos e Catamo não deviam ter ido a jogo no início, dando lugar a Matheus Reis e Esgaio, muito mais adequados àquelas condições. Mas depois existe o tal ciclo infernal, e a gestão do plantel pensada para o ciclo, e não se pode ter sol na eira e chuva no nabal.

 

Melhor em campo? Gyökeres, mouro de trabalho, um grande golo.

Arbitragem? Uma arbitragem marca APAF do tal 6.º melhor classificado da época passada, com o colega VAR a deixá-lo enterrar-se, se calhar compete com ele na classificação. Uma  dupla "à maneira", cumprimentos do Paulo Costa.

E agora? Seguir em frente, temos dérbi quinta-feira em Alvalade e vou lá estar, esperando que desta vez não exista uma seita qualquer a comprar bilhetes da central para os revender aos lampiões. Depois a próxima jornada da Liga vai definir muita coisa.

SL

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