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És a nossa Fé!

Caldeirada à moda do Porto

Qualquer conhecedor do prato inventado pelos pescadores sabe que tudo tem a ver com a combinação de ingredientes e de sabores, à partida julgados difíceis de combinar.

No FC Porto é a mesma coisa. Existe também um Caldeira vice-presidente, o mesmo que insultou o Bruno de Carvalho no João Rocha, mas a bondade inata dele logo esqueceu e perdoou, e existem os ingredientes: droga, candonga, armas de fogo, coacção, agressão, muito dinheiro em numerário e o que mais vier à tona.

Se calhar Villas-Boas foi à guerra com as costas bem protegidas, e a partir de Lisboa. Não acredito que tenha sido a PJ ou a PSP do Porto a conceber a Operação Pretoriano. Aquilo vai ficar preto lá pelas Antas, todos rezando para que o coração do velho padrinho aguente. Mas isso é problema deles.

Nos só queremos a carteira e o telemóvel do presidente de volta.

 

PS: Quando for para discutir o polvo encarnado cá estaremos também, mas o tema do post não é esse.

SL

Campeo4 nacional, 19/34

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Ena, o que fará aqui está imagem?

Já vamos perceber, o amarelo canário (como a bandeira da Suécia) a energia de Midus a ser descarregada nas cordas e vocalização, o engenho de Mário Gramaço a construir letras simples, a sabedoria do moçambicano Jorge Loução (infelizmente, encantou-se cedo) a unir tudo com uma batida forte, ao mesmo tempo aconchegante.

Estávamos em 1981, a editora era a Rádio Triunfo, a música e o futebol eram, essencialmente, ouvidos na rádio.

"Vi uns tipos a fazer uma algazarra infernal (...).

Dizem que o treze é o número do azar mas neste jogo dá dinheiro até estoirar"

Era assim o Totobola, nessa altura ter treze no totobola dava mais dinheiro que uma estante do IKEA bem recheada.

Já falei em Suécia, já falei em amarelo (Estoril), já falei em triunfo e já falei em treze.

Treze foram os golos do Sporting marcados nos dois últimos jogos do campeonato, graças ao sueco Viktor e aos seus (dele) companheiros/colegas/camaradas construímos dois triunfos sólidos; 2-5 e 8-0.

Enquanto isso o Porto ficou a assistir à Taça da Liga no sofá e foi a Faro vencer o treinador da mão de Ronny (até hoje, o careca ex-Paços de Ferreira não pediu desculpa ao Sporting).

O Benfica, foi Benfica.

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Conseguem ver o cartão vermelho? Mais um jogo em que estiveram a perder, ocorre a expulsão milagrosa e acabam a vencer o jogo.

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Aí está a diferença entre golos marcados e sofridos e a classificação.

Sporting, 34 na diferença de golos, Braga 16, menos de metade.

A maior diferença de golos entre marcados e sofridos vence campeonatos, a menor pode vencer taças da liga.

Para terminar à Roquivários, diria:

"Benfica, FC Porto e Braga não vão levar a mal mas a beleza (o futebol bem jogado) é fundamental".

Adenda:

Braga 1 - Chaves 1.

Os guerreiros do Minho guerrearam tudo junto ao castelo de Leiria. Na pedreira atiraram com uma pedra aos de Chaves, os transmontanos ripostaram com outra e empataram-se. Resumindo, o Braga perdeu dois pontos, desde que Dário assinou os flavienses ainda não perderam nenhum jogo.

2023/2024: marcadores dos nossos golos

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Gyökeres 24 (Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Paulinho 13 (Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela)

Pedro Gonçalves 11 (Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia)

Edwards 6 (Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Trincão 6 (Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Coates 5 (Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia)

Nuno Santos 4 (Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães)

Gonçalo Inácio 3 (V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz)

Daniel Bragança 3 (Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela)

Geny 3 (Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia)

Diomande 2 (Moreirense, Sturm Graz)

Morten 1 (Moreirense)

Morita 1 (Arouca)

Neto 1 (Dumiense)

Pedro Tiba 1 (Gil Vicente, na própria baliza)

Pedro Álvaro 1 (Estoril, na própria baliza)

Cabazada histórica num hino ao futebol

Sporting, 8 - Casa Pia, 0

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Momento de celebração em Alvalade: acabava de marcar-se um dos oito golos contra o Casa Pia

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Foi um jogo histórico. Basta olhar para o resultado: há meio século que não se registava um desfecho destes, em nossa casa para o campeonato. Temos de recuar a Fevereiro de 1974 para encontrar outro 8-0 como o de anteontem: nessa altura cilindrámos o Oriental, com cinco golos de Yazalde, já mítico craque argentino que no final dessa época se sagrou melhor artilheiro dos campeonatos europeus, tendo apontado 46 com a Verde e Branca nessa inesquecível competição em que a festa leonina se confundiu com a Festa da Liberdade. Recebeu justamente a Bota de Ouro pela proeza.

Desta vez não temos um argentino, mas um sueco. Craque também. De longe o astro maior desta Liga 2023/2024, que o Sporting comanda isolado há várias jornadas. Anteontem foi ele o melhor em campo, já sem surpresa. Surpreendente foi a amplitude do nosso triunfo face a um Casa Pia a que não demos a menor hipótese, do primeiro ao último momento da partida. A mais volumosa goleada desta Liga.

O vitorioso Viktor Gyökeres faz jus ao nome próprio: leva já 24 golos marcados nesta temporada - 15 só no campeonato. Mais dois do que a sua melhor marca anterior na carreira, ao serviço do Coventry, da segunda divisão inglesa. Agora marcou mais dois: novo bis de Leão ao peito. Primeiro aos 23', correspondendo da melhor maneira a um cruzamento milimétrico de Pedro Gonçalves; depois de penálti, aos 32', punindo falta cometida sobre ele próprio, numa das suas numerosas incursões na grande área casapiana.

 

Numa antítese clara do desafio anterior, frente ao Braga para a Taça da Liga, em que tivemos sete ou oito oportunidades de golo sem concretizar nenhuma, desta vez transformámos em golos quase todas quantas construímos. Tal como Viktor, também Coates (13' e 81') e Trincão (43' e 90'+4) bisaram, provocando saudáveis explosões de euforia nos mais de 32 mil espectadores presentes nas bancadas. Pedro Gonçalves (25') e Geny (64') completaram a contagem.

Selando o desfecho deste encontro de sentido único, autêntico hino ao futebol. Valorizado também pelo desempenho do jovem árbitro Helder Carvalho.

Uma cabazada, como se dizia antigamente. E pode continuar a dizer-se, sem problema algum. É expressão que faz todo o sentido perante o que se passou no tapete verde de Alvalade.

 

Com este triunfo, o Sporting mantém-se invicto no plano doméstico: dez desafios para a Liga 2023/2024 terminados da melhor maneira, todos com vitórias em casa. Continuamos no topo, com Benfica um ponto atrás e FC Porto já cinco ponto abaixo de nós. Reforçamos a liderança isolada também do nosso ataque, de longe o mais concretizador da prova: 53 golos já convertidos. Mais 11 do que o Braga, já num distante segundo posto. 

Outro dado relevante: temos um índice médio de 2,71 golos por jogo após 31 partidas oficiais já realizadas nesta época para quatro competições. Muito acima - vale a pena notar - do que ficou registado em 2020/2021, quando fomos campeões: 1,96 golos por jogo no conjunto das provas então disputadas. Números que revelam muito bem a grande evolução registada de então para cá sob o comando de Rúben Amorim. Já hoje um dos melhores treinadores de sempre do Sporting.

Quem ainda não percebeu isto, nada percebe de futebol. Ou padece de miopia talvez irreversível. No primeiro caso, poderá registar progressos. No segundo, infelizmente, talvez já não.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Foi uma das jornadas mais tranquilas, até agora, para o guardião espanhol. Quase se limitou a uma defesa fácil aos 49'. Manteve as nossas redes intactas: ninguém o perturbou.

Eduardo Quaresma - De repente, o miúdo ficou adulto. E de que maneira. Outra exibição segura, cheio de confiança. Ao minuto 25 já tinha protagonizado quatro cortes e recuperações.

Coates - Tornou-se o segundo defesa mais goleador da história leonina. Ao bisar contra o Casa Pia soma já 35 golos no seu currículo português. Iniciou a cabazada com golpe de cabeça certeiro.

Gonçalo Inácio - Vai-se especializando no início da construção lançando Gyökeres com passes longos, explorando a desmarcação do sueco. Interveio assim no golo 2. Dobrou bem Coates.

Esgaio - Tinha Eduardo Quaresma a resguardar-lhe a retaguarda. Mas nem assim o nazareno foi muito afoito no ataque. Pecou por défice ofensivo. Não interveio em qualquer dos golos.

Morten - Protagonizou um dos melhores momentos da partida ao fazer sobrevoar a bola, com classe, sobre a defesa casapiana, oferecendo o golo a Pedro Gonçalves. Cada vez mais influente.

Pedro Gonçalves - Ainda com queixas físicas, só fez a primeira parte. Exibição de luxo: marcou, deu a marcar (no segundo) e fez pré-assistência (no quinto). Com ele o nosso jogo é mais fluido.

Nuno Santos - Assistiu Coates no primeiro, marcando livre. Aos 30', recuperou uma bola em lance que daria penálti, fazendo túnel a Lameiras. Cobrou o canto que gerou o golo 6. Incansável.

Edwards - Mais discreto do que noutras partidas, ofereceu golo a Morten (38') que só o guardião Baptista impediu. Uma incursão sua, aos 43', esteve na origem do 5-0. Resultado ao intervalo.

Trincão - Uma das suas melhores exibições no Sporting. Bisou, marcando o nosso melhor golo do mês à beira do apito final. Foi ele a recuperar a bola no segundo golo. Útil de várias formas.

Gyökeres - Um espectáculo. Bisou, ultrapassando Banza como artilheiro-mor da Liga. Aos 90'+1 ainda ofereceu um golo a Paulinho e logo a seguir esteve quase a marcar ele próprio outra vez.

Daniel Bragança - Fez toda a segunda parte, substituindo Pedro Gonçalves. Quando a equipa já geria o resultado. Explorou com eficácia o espaço entre linhas. Ajudou a construir o golo 7.

Geny - Substituiu Esgaio (57'). Ausente durante um mês, voltou em forma. Sete minutos após entrar já assinava um golão - estreia a marcar em casa. E assistiu o capitão no penúltimo golo.

Paulinho - Rendeu Edwards aos 57'. Muito apagado. Falhou emenda, com a baliza à frente, aos 59'. Dominou mal a bola que Gyökeres lhe ofereceu já no tempo extra. Devia ter feito mais.

Matheus Reis - Entrou aos 81', rendendo Gonçalo. Tempo para protagonizar um grande cruzamento, sentando o defesa adversário e assistindo Trincão a fechar a contagem.

Dário - Substituiu Morten aos 86'. Entrou sobretudo para se despedir do público leonino antes do empréstimo ao Chaves no resto da temporada. Mas vai com bilhete de regresso.

A voz do leitor

«Não gostei nada do Afonso e do Rodrigo, ambos com alguns tiques de vedetas. Será que abordam estas chamadas à equipa B, como uma espécie de despromoção? Se assim pensam, esse não é o caminho para darem um salto qualitativo nos seus processos de crescimento e maturação. Também contava com maior evolução do Marco Cruz e do [Diogo] Abreu, nos últimos dois ou três anos, não vislumbro um quadro evolutivo.»

 

Rui Cunha, neste texto do Luís Lisboa

Pódio: Gyökeres, Coates, Trincão

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Casa Pia pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 21

Coates: 21

Trincão: 21

Morten: 20

Pedro Gonçalves: 20

Geny: 18

Nuno Santos: 18

Gonçalo Inácio: 17

Edwards: 16

Eduardo Quaresma: 16

Daniel Bragança: 15

Esgaio: 15

Adán: 15

Matheus Reis: 13

Paulinho: 12

Dário: 6

 

Os três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo.

Nós, há dez anos

 

Eu: «Lembram-se certamente do senhor Gomes. Trata-se, infelizmente para nós, de um árbitro que o Sporting bem conhece: foi ele que nos pôs fora da Taça de Portugal. Único árbitro português do primeiro escalão capaz de transformar uma grande penalidade em livre indirecto a pedido da equipa da casa no último minuto do tempo extra, como sucedeu no lance de Viseu que o País inteiro já pôde ver graças a expressivas imagens entretanto postas a circular no Youtube, Duarte Gomes foi premiado nesse jogo com a nota 3,3 - equivalente a uma classificação regular - pelo "observador" Luís Pais, figura influente na Associação de Futebol de Viseu, segundo revela hoje o Record. Um "observador" que, a avaliar pela notícia hoje publicada neste jornal, julgava em causa (e casa) própria... Bafejado com nota tão complacente, o carrasco do Sporting na Luz pôde assim apitar tranquilamente o Sp. Braga-Belenenses, para a Taça da Liga, sem que ninguém franzisse sequer a ponta de um sobrolho. Se o jogo anterior não tivesse sido filmado por alguém na bancada de Viseu, nunca teríamos sabido a enorme discrepância ocorrida entre o que sucedeu em campo e a inaudita benevolência do "observador".»

O dia seguinte

Era eu um puto que começava a frequentar as bancadas de Alvalade, na circunstância fazendo o caminho a pé desde a Estefânia e pedindo a um sócio mais bondoso que me deixasse entrar com ele (isto para os completos idiotas que passam por aqui a falar em Campo Grande Futebol Club e que nunca precisaram de passar por essas e outras coisas para ir ver o seu Sporting), quando em 17/02/1974 assisti aos 8-0 que o Sporting de Yazalde inflingiu ao Oriental "vinho tinto". Foram 5 golos dele, 1 do Nelson, e 2 do Baltasar, não vale a pena comparar com os actuais. Nessa mesma época tinha já ocorrido um 8-0 ao Montijo algum tempo antes.

Mas entre esse jogo com o Oriental e este com o Casa Pia não me recordo de nenhum outro para o campeonato que terminasse com 8 ou mais golos de diferença. Se calhar existiu, mas não me recordo, quem se recordar está à vontade para dizer. Recordo-me apenas do 8-1 no Jamor há quase 5 anos do Marcel Keizer contra o BSAD de Silas, onde por acaso também estive, mal sabendo eu que um ano depois seria treinador do Sporting. Mesmo que tenha ocorrido, assistimos ontem a um feito histórico do Sporting, que vai demorar muito tempo a repetir-se, se calhar eu e a grande maioria dos que lerem este texto não estaremos já no mundo dos vivos. Há que celebrar então.

Na base desta goleada esteve a decisão de Rúben Amorim (e dele não seria de esperar outra coisa) de apostar na equipa que jogando excelentemente tinha conseguido perder a Taça da Liga. Tirando o guarda-redes, o onze inicial foi exactamente o mesmo, a forma de jogar também, um 3-1-1-2-1 em que Pedro Gonçalves era o "joker" com liberdade total em campo, e depois era pressionar, recuperar e lançar Gyökeres em profundidade. Mas para que isso fosse possível, o adversário tinha de querer jogar e nisso o primeiro golo de Coates foi determinante.

Ao intervalo o então melhor em campo foi descansar o pé, veio um rotativo Bragança e o jogo continuou no mesmo registo: bola recuperada era bola lançada para o sueco, as substituições mantiveram o ritmo, os belos remates de Catamo e Trincão fizeram o resto.

Exibição de luxo para fazer esquecer a enorme injustiça que foi a derrota com o Sp. Braga, exibição de luxo para fazer lembrar que Amorim é o melhor treinador do Sporting desde há muitos, muitos anos e que não tem nada que sair nem ninguém (menos meia dúzia de burros com palas nas redes sociais) vai exigir isso se os títulos por alguma razão acabarem por não aparecer.

Melhor em campo? Gyökeres, a locomotiva sueca, mas depois Coates, Hjulmand e Pedro Gonçalves. Aliás todos excelentes, talvez só Edwards e Paulinho tenham tido uma noite mais negativa.

Arbitragem? Excelente, humilde, dialogante, sem complicar o fácil, a envergonhar o Pinheiro.

E agora? Ir ganhar a Famalicão, em 5 minutos os bilhetes voaram da plataforma de vendas e não sobrou nenhum para mim. O meu protesto. Ainda liguei para lá, mas a menina destruiu qualquer esperança. São os custos... da onda verde.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da histórica goleada ao Casa Pia. Não vencíamos há meio século uma equipa para o campeonato nacional de futebol por 8-0. Tinha sido na excepcional época 1973/1974, quando conquistámos a dobradinha para assinalar o Ano Zero da liberdade em Portugal. Derrubámos então o Oriental (cinco golos de Yazalde, dois de Baltasar, um de Nelson, a 17 de Fevereiro de 1974). Ontem vencemos o Casa Pia pela mesma marca. Extraordinária marca, fantástico jogo, incrível superioridade leonina do primeiro ao último segundo da partida, que se prolongou até aos 90'+5. Com três jogadores a bisarem (Gyökeres, Coates, Trincão). Pedro Gonçalves e Geny também fizeram o gosto ao pé. Empolgando por completo os adeptos do Sporting, em maioria absoluta entre os 32.869 espectadores que tiveram o privilégio de ver esta partida ao vivo. Foi noite de festa em Alvalade.

 

De Gyökeres. Figura do jogo, sem sombra de dúvida. Excepcional jogador: não apenas (de longe) o melhor deste campeonato, mas também um dos melhores de sempre que já vestiram a Verde e Branca. Ontem passou a liderar isolado a lista dos artilheiros da Liga 2023/2024, ultrapassando Banza. Marcou o segundo, aos 23', solto de marcação defronte da baliza, e o quarto, aos 32', na conversão de um penálti que ele mesmo havia sofrido dois minutos antes. Mas não fez só isso: é ele quem saca o livre que gera o primeiro golo. Com pulmão gigante, aos 90'+1 ainda ofereceu de bandeja um golo que Paulinho desperdiçou e aos 90'+2 ainda tentou marcar mais um, inviabilizado por enorme defesa do guardião Ricardo Baptista.

 

De Trincão. O "patinho feio" anda a virar cisne. Quarto jogo seguido no campeonato a marcar (Estoril, Chaves, Vizela e agora este), correspondendo da melhor maneira à confiança que o treinador nunca deixou de depositar nele. Marcou o quinto, aos 43', e encerrou a conta já no tempo extra, aos 90'+4, assinando o mais belo golo da noite - talvez o melhor do Sporting no mês que chega agora ao fim. Tem garantida a titularidade.

 

De Coates. Nota elevadíssima para o nosso capitão. Foi ele a abrir o activo, cabeceando como mandam as regras na sequência de um livre muito bem convertido por Nuno Santos (14'). E marcou o sétimo, à ponta-de-lança (81'), correspondendo da melhor maneira a uma boa assistência de Geny. Há três anos que não bisava na Liga.

 

De Pedro Gonçalves. Só jogou a primeira parte - com 5-0 ao intervalo, Rúben Amorim decidiu poupá-lo, trocando-o por Daniel Bragança. Mas correspondeu às expectativas. Esteve envolvido em três golos: marcou o terceiro (25'), após Morten picar a bola sobre a defesa adversária, assistiu o internacional sueco no segundo e foi dele uma pré-assistência, para o quinto golo, num soberbo passe vertical para Edwards antes de a bola sobrar para Trincão. Segue com 11 golos e sete assistências na temporada. Merece aplauso.

 

Do regresso de Geny. Em boa hora voltou após a sua participação no Campeonato Africano das Nações, ao serviço da selecção de Moçambique, prematuramente afastada. Substituiu Esgaio aos 57' e deu finalmente vida ao corredor direito, fazendo a diferença. Marcou o sexto golos, aos 64', num soberbo remate em arco na sequência de um canto. E assistiu no sétimo. Missão cumprida: deu forte contributo para encostar o Casa Pia às cordas.

 

De ter visto cinco jogadores da nossa formação nesta partida. Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Esgaio foram titulares. Depois ainda entraram Daniel Bragança (fez toda a segunda parte) e Dário (rendeu Morten aos 86'). É outra aposta que vai sendo ganha: estamos no rumo certo.

 

Desta nossa quarta goleada em 2024. Sporting-Estoril: 5-1. Sporting-Tondela para a Taça de Portugal: 4-0. Vizela-Sporting: 2-5. E agora esta. Vinte e dois golos marcados, apenas três sofridos nestes quatro encontros. Vamos em marcha acelerada para a conquista do campeonato. E - espero - também para vencermos a Taça de Portugal com esta veia goleadora.

 

De ver o Sporting reforçar a posição como melhor ataque da Liga. Números extraordinários: 53 golos marcados em 19 rondas, enquanto o Benfica tem apenas 41 e o FC Porto está muito mais abaixo, só com 33. Há 39 anos que não tínhamos mais de 50 golos à 19.ª jornada, de longe a nossa melhor marca deste século. Serve para moralizar ainda mais a equipa. E também os adeptos.

 

De não termos sofrido nenhum. Outro aspecto muito positivo deste jogo que rondou a perfeição. Adán mal chegou a fazer uma defesa digna desse nome.

 

Da nossa liderança cada vez mais consolidade. Mantemos o comando da Liga 2023/2024, agora com 49 pontos. Pressionando todos os outros, que seguem há várias rondas atrás de nós. Está cada vez mais perto o objectivo final.

 

De Rúben Amorim. Após a derrota contra o Braga - por manifesto azar - para a Taça da Liga, o treinador incutiu aos jogadores mentalidade ganhadora, sem permitir dúvidas existenciais ou angústia competitiva de espécie alguma. Daí termos cumprido o décimo jogo desta época para a Liga em casa sempre a somar vitórias. Equipa campeã é mesmo assim. Por isso atingimos um marco que permanecia há 50 anos sem igualar, nesta que é apenas a terceira época do século XXI em que lideramos isolados o campeonato em Janeiro - as duas anteriores foram com Laszlo Bölöni em 2002 e com o próprio Rúben em 2021.

 

 

Não gostei

 

De não ver sequer St. Juste no banco. Parece que o holandês contraiu nova lesão. É tempo de a estrutura leonina reflectir sobre o futuro deste jogador, que vai passando ao lado de outra época desportiva.

 

Do cartão amarelo a Morten. Por falta fora de tempo, aos 38', quando já vencíamos por 4-0. Não havia necessidade.

 

Do corredor direito na primeira parte. Esgaio com muito menor dinâmica do que o titular da ala oposta, Nuno Santos. Melhorou com Geny em campo. 

 

Das ausências de Diomande e Morita. Continuam ao serviço das respectivas selecções: são dois titulares a menos. Mas Eduardo Quaresma e Daniel Bragança vão dando boa conta do recado.

Prognósticos antes do jogo

Regressa o campeonato nacional, regressamos ao nosso estádio. Mais logo, a partir das 20.45, na recepção ao Casa Pia, que segue em 13.º lugar, com 19 pontos - cinco vitórias, quatro empates, nove derrotas.

No desafio da primeira volta, longe de Alvalade, vencemos por 2-1. Com bis de Paulinho. 

Na época anterior, o Sporting-Casa Pia começou mal (0-1 ao intervalo, assobios nas bancadas), mas terminou bem: triunfo leonino por 3-1. Golos de Paulinho, Nuno Santos e Pedro Gonçalves - este de penálti.

E agora como será? Espero os vossos prognósticos.

A voz do leitor

«Rodrigo Ribeiro está a passar ao lado da época porque teve uma lesão prolongada. Não é o único. Diogo Travassos teve um calvário de nove meses e foi/vai ser operado novamente ao mesmo joelho e tem novo calvário pela frente. Chico Lamba esteve lesionado que tempos. Tiago Ferreira esteve um ano inteiro a recuperar de uma operação.»

 

João Gil, neste texto do Luís Lisboa

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha«Por causa do atraso no jogo entre o Porto e o Marítimo, o dono do talho chegou mais tarde ao trabalho.»

 

Duarte Fonseca: «Já sabemos, por casos como os de Roberto, que os de Carnide são engenhosos financeiramente. Mas, convenhamos, é habilidoso conseguir financiar-se em € 15 milhões junto de entidades não financeiras (pelo menos, legalmente) e pagar os juros antecipadamente com um miúdo da equipa principal mas que só jogava na equipa b. Per si, em termos financeiros é de facto uma boa operação, atendendo à baixíssima taxa de juro implícita no negócio. Outra evidência desta operação meramente financeira: a tesouraria está a rebentar e já vale tudo.»

 

Luís de Aguiar Fernandes: «Não é atleta do Sporting, mas é sportinguista. Não leva o nosso símbolo ao peito, mas leva o da Juve Leo no braço. É dos nossos, e merece os nossos parabéns, juntamente com a claque que o patrocina. Porquê? Porque é só(!) o novo campeão europeu de Jiu Jitsu brasileiro.»

 

Eu: «Depois das duríssimas declarações de Pinto da Costa visando o árbitro Soares Dias que na prática passou a ser vetado em qualquer jogo disputado pelo FCP, continuo à espera de uma greve de protesto desencadeada pelos homens do apito, semelhante à que - por muito menos - já fizeram contra o Sporting. Mas, claro, vou esperar sentado. Desta vez numa cadeira de braços, para sentir menos desconforto.»

A voz do leitor

«Percebo que Amorim e estrutura não queiram deixar cair o jogador [St. Juste]. Investimento avultado e quando joga, o que é um acontecimento raro, demonstra qualidade superlativa. Já tive mais fé que conseguiremos a recuperação a 100% deste jogador, contudo, ainda mantenho alguma. Já recuperámos Coentrão ou Mathieu, que se dizia que vinham com bicho, pelo que poderão repetir a graça. Ao dia de hoje, é um elemento muito pouco fiável. Tenho dúvidas que algum clube oferecesse uma maquia que justificasse ao Sporting desfazer-se do jogador. Valerá mais a pena tentar recuperá-lo e ganhar um defesa central de muita qualidade e torcer para que, se um dia estiver totalmente recuperado e a ter o rendimento elevado que se espera, demonstre gratidão e permaneça no clube face ao assédio dos clubes das melhores ligas europeias.»

 

Salgas, neste meu texto

Do Sporting B à gestão de activos do Sporting

A vitória de hoje em casa perante o Pero Pinheiro por 2-0 não chegou para a equipa B do Sporting conseguir aceder à fase de subida. Um golo do Atlético em Coimbra, aos 88 minutos, na casa da melhor equipa da série, a Académica, foi decisivo para essa situação.

Sou do tempo em que a equipa B do Sporting era o Lourinhanense, Boa Morte transitou de lá para Inglaterra. Depois tivemos várias formas de equipa B em diferentes campeonatos com hiatos pelo meio, incluindo a melhor de sempre, do tempo de Godinho Lopes, que acabou no pódio da 2.ª Liga, com Eric Dier, João Mário, Esgaio, Bruma e vários outros. Na altura se calhar ganhava à principal, que não andava nada famosa.

Frederico Varandas resolveu - e bem - recriar a equipa B, entretanto condenada ao declínio e finalmente extinta por Bruno de Carvalho, mas em moldes bem diferentes daqueles dos dois rivais, não uma equipa com plantel fechado para competir com sucesso na Liga 2, mas uma equipa com plantel aberto para evoluir e testar os melhores jovens 18-21 anos disponíveis em competição na 3.ª Liga. No fundo um casting de novos talentos para o plantel principal e para "exportação". Assim, uns seguem para um lado, outros para outro, e vão subindo outros dos sub23 para os substituir. Os resultados são os possíveis e não os desejáveis.

Falando na tal "exportação", com Renato Veiga, Chermiti, mais umas vendas menores, mais uns tantos já emprestados com opção de compra (parece que o Chico Lamba seguirá nesta rota), poderá o Sporting encaixar mais de 30M€, que dá para muita coisa em termos do funciomento da academia de Alcochete.

 

Já no percurso para a equipa principal, e depois de alternarem entre os plantéis da A e da B, Afonso Moreira e Dário Essugo terão já guia de marcha para outras equipas, Rodrigo Ribeiro estará em "stand-by" tapado no Rio Ave por Mateo Tanlongo (e aqui está um "6" com muito para mostrar), juntando-se a Diego Callai, Mateus Fernandes e Samuel Justo na lista de emprestados sem opção de compra. Um caminho já trilhado com sucesso por Quaresma, Catamo, Bragança e muitos antes deles.

Quem fica então para "levar a cruz ao calvário", ou seja, disputar a fase de fuga à descida da Liga 3? Bom, temos Muniz, Pedro Bondo, Diogo Abreu, Marco Cruz e depois... os mais novos. Chegarão? Têm de chegar, porque não estou a ver alguns dos mais velhos do plantel principal, como Israel, Neto, Esgaio ou Paulinho virem ajudar.

No fundo é esta a actual gestão de activos do Sporting Clube de Portugal. Baseada no jogador, cada um com um "roadmap" consensual entre clube e jogador/empresário, que conduz a percursos no Sporting vantajosos para ambas as partes, desportiva e financeiramente. Os títulos e sucessos desportivos têm como base balneários coesos e solidários, bem longe das "legiões estrangeiras" de antigamente.

Por isso os jogadores que acabam por sair do Sporting, e todos sairão mais cedo ou mais tarde, seguem o clube nas redes sociais e aparecem nas tribunas de Alvalade. Como Nuno Mendes, Palhinha, Ugarte e Pedro Porro são exemplo.

 

PS: Oportunidade, mais logo, para ver com atenção o Estoril-Praia e ver o que fazem Koba Koindredi ("uma espécie de Matheus Nunes", diz o Record) e Mateus Fernandes ...

SL

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