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És a nossa Fé!

Ordem de Mérito

São então já 25 jogos (19V, 3E, 3D) nas diferentes competições, e os rankings com base nas classificações dos 3 jornais desportivos são as seguintes:

Então temos:

1. Pontuação Total:

Pos         Jogador                NumJogos         Pts

Gyokeres 21 365
Edwards 24 362
Pedro Gonçalves 24 360
Nuno Santos 24 349
Hjulmand 22 337
Paulinho 23 336
Gonçalo Inácio 23 335
Matheus Reis 24 313
Esgaio 24 310
10  Diomande 21 305
11  Coates 20 286
12  Morita 19 285
13  Catamo 20 271
14  Adan 19 268
15  Trincão 20 230
16  Daniel Bragança 18 207
17  St.juste 8 113
18  Israel 7 94
19  Neto 8 85
20  Quaresma 6 74
21  Dário Essugo 5 65
22  Fresneda 5 51
23  Mateus Fernandes 1 12
24  Afonso Moreira 2 12
25  Tiago Ferreira 1 6
26  Muniz 0 0
27  Rodrigo Ribeiro 0 0

 

2. Desempenho médio:

Pos         Jogador                NumJogos         Méd.Pts

Gyokeres 21 17.4
Hjulmand 22 15.3
Edwards 24 15.1
Pedro Gonçalves 24 15.0
Morita 19 15.0
Paulinho 23 14.6
Gonçalo Inácio 23 14.6
Nuno Santos 24 14.5
Diomande 21 14.5
10  Coates 20 14.3
11  St.juste 8 14.1
12  Adan 19 14.1
13  Catamo 20 13.6
14  Israel 7 13.4
15  Matheus Reis 24 13.0
16  Dário Essugo 5 13.0
17  Esgaio 24 12.9
18  Quaresma 6 12.3
19  Mateus Fernandes 1 12.0
20  Trincão 20 11.5
21  Daniel Bragança 18 11.5
22  Neto 8 10.6
23  Fresneda 5 10.2
24  Afonso Moreira 2 6.0
25  Tiago Ferreira 1 6.0
26  Muniz 0 0.0
27  Rodrigo Ribeiro 0 0.0

 

3. Melhores em campo:

Jog                                            NumVezes

Gyokeres   9
Edwards   4
Paulinho   4
Pedro Gonçalves   3
Coates   2
Catamo   2
Hjulmand   2
Morita    2
Diomande   1
Nuno Santos   1
Inácio   1
Bragança   1

 

MVP: Gyokeres (1º nos 3 rankings)

Depois:  Edwards (2º, 3º e 2º),  Pedro Gonçalves (3º, 4º e 4º) e  Huljmand (5º, 2º e 5º) e ... Paulinho (6º, 6º e 3º)

Revelação:  Diomande (10º, 9º e 9º)

Desilusão: Trincão (15º e 20º nos dois primeiros rankings.

SL

Pódio: Morita, Adán, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Portimonense-Sporting, pelos três diários desportivos:

 

Morita: 19

Adán: 18

Gyökeres: 18

Nuno Santos: 17

Paulinho: 17

Pedro Gonçalves: 16

Eduardo Quaresma: 15

Edwards: 15

Matheus Reis: 15

Geny: 14

Diomande: 13

Neto: 12

Daniel Bragança: 11

Esgaio: 7

Trincão: 1

 

O Record e O Jogo elegeram Morita como melhor em campo. A Bola optou por Gyökeres.

2023 em balanço (5)

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 DECEPÇÃO DO ANO: FRESNEDA

Já somávamos várias decepções recentes: basta lembrar Marsà, Tanlongo e Sotiris, por exemplo. Chegaram como meteoros e partiram tão depressa como vieram. Mas este jovem espanhol parecia um caso diferente: apareceu em Alvalade aureolado de "novo Porro", seu compatriota que tão bem se adaptou ao Sporting. E tantas saudades deixou.

Iván Fresneda Corraliza, madrileno de 19 anos, fez parte da formação nas escolinhas do Real Madrid. Veio do Valladolid, onde esteve três épocas - na última, participou em 22 partidas da Liga do país vizinho. Internacional sub-19 por Espanha. Em Agosto, foi apresentado como reforço do Sporting. Custou nove milhões de euros, quantia que pode subir para 11 milhões caso se cumpram certos objectivos ao serviço da nossa equipa. Contrato até 2028, cláusula fixada em 80 milhões.

Vinha para sentar Esgaio, dizia-se. Mas não sentou, longe disso. E até foi ultrapassado por Geny como ala direito verde-e-branco. Estreou-se em 3 de Setembro, num jogo de má memória para nós: fomos empatar a Braga. Só entrou aos 85', rendendo precisamente Esgaio. Mal deu para observá-lo em campo.

A 5 de Outubro, outra estreia. Desta vez no onze inicial. Contra a Atalanta, em casa, para a Liga Europa. Resultado negativo: foi a nossa primeira derrota da temporada, perdemos 1-2. Sobre a actuação dele, assinalei isto: «Desastrosa estreia de Fresneda a titular: não revelou arcaboiço para aquilo, foi no nosso corredor direito que os italianos entraram como faca em manteiga, perante a impotência do ala espanhol, muito verde (no pior sentido) para tal função, fazendo-nos sentir saudades de Esgaio - que o substituiu aos 67'.»

A 21 de Outubro, outra avaliação negativa. Contra o modesto Olivais e Moscavide, emblema das distritais de Lisboa. Para a Taça de Portugal. Vencemos 3-1, mas eles foram os primeiros a marcar e havia empate ao intervalo, graças a um penálti convertido por Edwards mesmo ao terminar a primeira parte. A reviravolta só surgiu no segundo tempo. 

«Fresneda falhou por completo na missão que o técnico lhe confiou. Incapaz de acertar movimentos com Edwards, precipitado, desposicionou-se com facilidade, cometeu um penálti totalmente escusado que nos custou um golo do Olivais e Moscavide, marcado logo aos 8' pelo veterano Fabrício, motorista da Uber.» Palavras minhas, analisando a partida.

Nova exibição apagadíssima - contra o Raków, para a Liga Europa. Fresneda parecia, de longe, o elo mais fraco do trio de reforços leoninos do Verão passado. Ao contrário de Viktor e Morten, que alguns olharam inicialmente com alguma desconfiança mas cujo mérito hoje já ninguém discute.

Utilizo o verbo no passado porque entretanto se lesionou. Em Novembro foi operado ao ombro esquerdo e tem-se mantido inactivo desde então, sendo incerta a data para o seu regresso à equipa. 

Que em 2024 o espanhol possa enfim mostrar o que vale, assim espero. Ano novo, vida nova.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

Decepção do ano em 2020: Vietto

Decepção do ano em 2021: Plata

Decepção do ano em 2022: St. Juste

Nós, há dez anos

 

Eu: «Com apenas 39 anos, Leonardo Jardim tem confirmado no nosso clube todas as qualidades evidenciadas ao serviço de outros emblemas, nomeadamente no Sp. Braga, que conduziu ao terceiro lugar da Liga 2011/12, e no Olympiacos, cujo comando deixou na época seguinte quando a equipa liderava o campeonato grego com dez pontos de avanço.»

Golo de Alemão

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O jogo de ontem fez-me lembrar o Nápoles de 1988/1989.

Primeiro golo do n° 9, Careca, embora o nosso 9 seja só careca, lateralmente. Eu opto por um penteado diferente, cabeludo nas laterais e careca no topo, gostos.

Primeiro golo de Careca (Viktor) e segundo golo de Alemão, como aconteceu algumas vezes com o Nápoles.

E onde é que entra Maradona?

Maradona, o nosso, Pedro Gonçalves, fez o passe primoroso para Viktor, e o nosso Careca fez o mais fácil ("este até  eu marcava", pensou Paulinho; "marcavas, marcavas..." sorriu [em pensamento] Viktor.

O segundo golo é um hino ao futebol, destaco a parte final, Paulinho toca de calcanhar para Alemão e Alemão, também de calcanhar marca um grande golo, um golo maravilhoso.

Notas finais:

1. O segundo golo do Sporting foi um auto-golo, é inacreditável como é que nestes lances, o golo é creditado ao avançado.

2. No lance entre Hélio Varela, Adán e Eduardo Quaresma é este último que atira a bola pela linha de fundo, seria canto. Como vimos, anteriormente, se a bola entrasse na baliza o golo seria creditado a Hélio Varela, o que não faz nenhum sentido.

3. Em lance corrido parece que o último toque é do avançado algarvio. Num jogo entre Benfica e Portimonense transmitido na BTV este lance nunca se tornaria um caso, não existiria nenhuma repetição.

Saudações desportivas, um excelente 2024 para todas as pessoas e para lampiões e andrades, também.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vitória em Portimão. Outro triunfo leonino, desta vez por 2-1. Foi o 12.º em 15 jornadas desta Liga 2023/2024. Quarto consecutivo. Terminamos o ano civil da melhor maneira. Mostrando que somos a equipa a jogar melhor futebol e com mais solidez exibicional. Num estádio que não costuma ser fácil para os chamados "clubes grandes". E numa jornada em que Benfica (contra o Famalicão) e FC Porto (contra o Chaves) viram penáltis claros perdoados por árbitros incompetentes.

 

Da nossa segunda parte. Após 45 minutos iniciais com diversos momentos penosos, enfrentando um Portimonense que defendia com sete ou oito, formando muralha intransponivel, conseguimos ser muito mais acutilantes na etapa complementar. Menos conformados, menos previsíveis, menos apostados em bombear bolas de forma rotineira. Fez toda a diferença, para melhor.

 

De Gyökeres. Começa a ser repetitivo: voltou a ser o melhor em campo. Foi ele a desbloquear o jogo, após o empate a zero que se registava ao intervalo, inaugurando o marcador. Aos 59', coroando de forma exemplar um excelente passe de Pedro Gonçalves que era quase meio golo. O internacional sueco - autêntico "abono de família" da nossa equipa - dispôs apenas dessa oportunidade. Que não desperdiçou: já soma 11 golos no campeonato. Mas proporcionou, ele próprio, uma assistência de bandeja a Paulinho, aos 90'+5: o colega só precisaria de empurrar. Infelizmente, não conseguiu.

 

De Morita. Grande jogo do internacional japonês, revelando inegável classe com a bola nos pés. Disponibilidade total para as tarefas defensivas e ofensivas, funcionando como pêndulo da equipa. Aos 75', fuzilou a baliza de Portimão, levando Vinicius a fazer a defesa da noite. Cinco minutos depois, assistiu Paulinho no golo que nos garantiu os três pontos.

 

De Adán. É verdade que sofreu um golo. Aos 68', na marcação de um livre com a barreira mal formada em que foi apanhado em contrapé: dificilmente poderia ter mantido as redes invictas na conversão desse castigo. Mas salvou a equipa duas vezes cortando o ângulo de remate ao portador da bola que se isolava para a meter lá dentro. A primeira aos 78', a segunda aos 85' - esta com a ajuda de Eduardo Quaresma nesse lance complicado. Exibição positiva, a merecer destaque.

 

Do nosso segundo golo. Valeu-nos os três pontos. Fruto de eficaz jogada colectiva em que intervieram Matheus Reis, Nuno Santos, Morita e Paulinho, com este a rematar de calcanhar, tendo a sorte do seu lado: a bola tabelou primeiro no defesa Alemão, traindo o guarda-redes. Valha a verdade: todo o lance começou com um lapso da equipa de arbitragem, que assinalou pontapé-de-baliza para o Sporting quando devia ter sido canto favorável ao Portimonense. O VAR não pode intervir em lances destes.

 

De ver o Sporting marcar em todos os jogos. Ainda não ficou em branco neste campeonato. Já contabilizamos 32 golos: mais dez do que o FC Porto, mais quatro do que o Benfica. Por enquanto só o Braga marcou mais. 

 

De somarmos 37 pontos em 15 rondas do campeonato. Apenas oito pontos perdidos. Nas deslocações a Braga, Guimarães e Luz. Mantemos folha limpa em casa.

 

De terminarmos 2023 no comando. Mantemos a liderança isolada do campeonato e continuamos em todas as frentes, de aspirações intactas. O Natal ficou para trás. Vamos festejar o Ano Novo de forma ainda mais alegre e vibrante. A sonhar com o título máximo do futebol português.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Sem oportunidades de golo e apenas um pontapé enquadrado com a baliza: aos 45'+1 por Edwards, que levou a bola a sobrevoar a trave. Dez cantos e quinze remates desperdiçados.

 

Das ausências simultâneas de três titulares. Faltaram Coates (por lesão), Gonçalo Inácio e Morten (ambos por castigo). Fizeram falta. 

 

De Neto. Actuou no onze, como central à direita, revelando as limitações técnicas que já lhe conhecemos: abusa dos passes à queima, arriscando entradas negligentes. Numa delas, aos 34', viu Manuel Oliveira mostrar-lhe o amarelo: com outro árbitro, talvez a cor fosse outra. Já não regressou após o intervalo: foi substituído, com vantagem, por Eduardo Quaresma.

 

De Paulinho. Viu-lhe ser creditado um golo, beneficiando da carambola em Alemão. Mas protagonizou um festival de desperdício, fiel à sua imagem de marca. Aos 49', muito bem servido por Edwards, cabeceou à figura. Aos 57', novamente a centro do inglês, atirou para fora. Aos 66', ainda com Edwards a municiá-lo quando estava isolado, demorou uma eternidade a finalizar, permitindo o corte da defesa. Aos 90'+5, com a baliza à sua mercê e Gyökeres a assisti-lo, fez o mais difícil, incapaz de a meter lá dentro. Impossível dar-lhe nota positiva.

 

Das tochas atiradas para a nossa baliza logo a abrir o jogo. Letais ao Sporting, travestidas de "claques", confirmaram uma vez mais que são inimigas do clube. Merecem um castigo pesadíssimo que vai tardando.

Para 2024: sofrer para ganhar!

Mais uma vitória, mais uma noite de sofrimento atroz.

Este ano então tem sido demais. Mas sofrer e estar na frente é bem melhor que estar com menos não sei quantos pontos que o primeiro classificado!

Depois dos jogos contra o Casa Pia, Vizela, Farense, Estrela da Amadora, Arouca, Famalicão, Portimonense parece-me que este ano estamos destinados a sofrer a bom sofrer para ver o Sporting ganhar!

Provavelmente a tag #ondevaivaotodos que em 2020/2021 tanto gostámos deveria ser substituída por #sofrerparaganhar.

Já comprei um DAE portátil para ter em casa.

E pronto para o ano haverá mais e até lá desejo a todos os meus companheiro do blogue, para os leitores e comentadores uma passagem de ano repleta de muita alegria e que esta seja a antecâmara pde Maio (se for Abril melhor ainda!).

Óptimo 2024.

O dia seguinte

Jogo extremamente complicado em Portimão, contra uma equipa bem orientada por uma velha raposa, o Paulo Sérgio, forte fisicamente, que "montou o autocarro". Até sofrer o golo, 90% do jogo desenrolava-se em 30% do campo. E para onde ia Gyökeres iam dois ou três deles.

Até ao passe magistral de Pedro Gonçalves, já então a coxear devido a uma pisadela dum adversário, para o belo golo de Gyökeres a verdade é que o Sporting teve poucas oportunidades de marcar, muito devido a um flanco direito desarticulado e desinspirado mas também ao desaproveitamento completo dos muitos cantos de que dispôs.

Ao fim e ao cabo a equipa sentiu muito a falta do trio Coates, Inácio e Hjulmand nas duas áreas de rigor. Dos muitos cantos nada resultou, de dois livres laterais resultou o golo adversário. Neto viu amarelo e foi trocado ao intervalo. Ficou o Catamo a marcar... o Relvas. 

 

Com a saída de Pedro Gonçalves tudo se complicou. Aqui se calhar o Catamo devia ter saído também, para a equipa se compensar defensivamente com Esgaio e Bragança, até porque Diomande andava já a ser perseguido pelo medíocre apitador. Daquele lado, de Bragança-Catamo-Quaresma, veio o perigo que podia ter dado uma derrota se calhar mais merecida do que a de Guimarães. Valeu então o "santo" Adán.

E valeu também o grande cruzamento de Morita para o golo de calcanhar de Paulinho, com a sorte no ressalto que que lhe faltou nos dois ou três golos que falhou.

Por isso, para mim, melhor em campo: Adán. Depois Diomande e Morita no jogo, Pedro Gonçalves, Gyökeres e Paulinho nos golos.

 

Arbitragem? A mediocridade do costume do portuense, incapacidade de segurar o jogo pelo diálogo com os jogadores, sem critério disciplinar entendível, amarelos a granel, para o Sporting ao primeiro toque e ao adversário lá pela meia dúzia, falta mais que discutível de Diomande que está na origem do golo sofrido. Pelo menos não estragou o jogo com penáltis e expulsões. Dizem que foi dos melhores classificados na época passada, o que só prova o estado miserável da arbitragem em Portugal.

No tempo do Apito Dourado era pior? Pois era. E daí?

E agora como vai ser todo um mês sem o "samurai" e o "príncipe"? Vai ter que ser jogo a jogo, ainda nem chegámos ao fim da 1.ª volta. Treinador, temos o melhor da Liga.

Boas passagens e um óptimo 2024 para todos, com o Sporting Campeão!!! Vamos fazer por isso!

SL

2023 em balanço (4)

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CONFIRMAÇÃO DO ANO: DANIEL BRAGANÇA

O calvário deste jovem jogador chegou ao fim: ei-lo renascido para o futebol. No Sporting, seu clube de sempre. Após um ano de inactividade forçada, imposto por uma grave lesão na pré-temporada de 2022: entorse traumática com lesão do ligamento cruzado anterior, num particular com o Estoril, a 9 de Julho. Foi sujeito a intervenção cirúrgica e a um período pós-operatório que parecia interminável.

Mas não há mal que sempre dure. Em Maio, com a época desportiva quase no fim, voltou a trabalhar com os colegas da equipa. Após 305 dias sem fazer o gosto ao pé. Aperitivo para a temporada agora em curso: pudemos enfim voltar a ver Daniel Santos Bragança, ribatejano agora com 24 anos, na sua posição de médio criativo, encarregado da construção ofensiva com qualidade técnica, precisão de passe e apurada visão de jogo. Foi entrando aos poucos até cumprir várias partidas como titular. Fazendo parceria com Morten ou com Morita: compõem o trio mais habitual do nosso meio-campo.

Desde 2007 no Sporting, onde fez toda a sua formação, Daniel é fruto da excelência da Academia de Alcochete, evidenciado sob o comando de Rúben Amorim. Já sénior, esteve emprestado ao Farense e ao Estoril. Com presença regular nas selecções jovens, sobretudo na sub-21, às ordens de Rui Jorge. Em 2021, sagrou-se subcampeão europeu: a equipa das quinas só perdeu a final frente à Alemanha.

Mas o seu melhor desempenho está a ser agora, de novo no Sporting. Só se surpreende quem andou alheio ao seu percurso ou preferiu ignorar os dotes deste médio tão inteligente como hábil no domínio da bola. 

Já marcou três golos em competições oficiais desta época. Os primeiros contra o Olivais e Moscavide para a Taça de Portugal (21 de Outubro) e contra o Estrela da Amadora para o campeonato (5 de Novembro).

Destacou-se enfim no Tondela-Sporting, a 23 de Dezembro, para a Taça da Liga: A Bola e o Record elegeram-no como melhor em campo. Sobre o mesmo jogo, após o apito final, escrevi aqui: «Marcou um belíssimo golo, logo aos 18': pura obra de arte - o seu terceiro da temporada em curso. E ainda assistiu Paulinho no segundo, aos 32', também com nota artística: o passe foi de calcanhar.»

Sem favor algum: é jogador que há muito admiro. Está vinculado até 2025 ao Sporting, com 45 milhões de euros de cláusula de rescisão. Até lá, estou convicto, continuará a demonstrar o seu talento em campo. Os adeptos agradecem desde já.

 

Confirmação do ano em 2012: André Martins

Confirmação do ano em 2013: Adrien

Confirmação do ano em 2014: João Mário

Confirmação do ano em 2015: Paulo Oliveira

Confirmação do ano em 2016: Gelson Martins

Confirmação do ano em 2017: Podence

Confirmação do ano em 2018: Bruno Fernandes

Confirmação do ano em 2019: Luís Maximiano

Confirmação do ano em 2020: Palhinha

Confirmação do ano em 2021: Matheus Nunes

Confirmação do ano em 2022: Edwards

Prognósticos antes do jogo

Jogo 15 do campeonato. Vamos a Portimão enfrentar a equipa local esta noite, pelas 20.30. Com Morten e Gonçalo Inácio castigados, Coates ausente por lesão mas Daniel Bragança com presença assegurada. Manuel Oliveira será o árbitro desta partida, com o treinador da equipa algarvia, Paulo Sérgio, a afirmar sem rodeios: «O Sporting é provavelmente a equipa mais forte da Liga.»

Não serei eu a contrariá-lo, esperando que este favoritismo se confirme em campo. Como aconteceu com o Portimonense-Sporting da época anterior: fomos lá vencer 1-0. Soube a pouco, após 20 remates e 11 oportunidades de golo. A vitória só nos sorriu no minuto 87, graças a Paulinho.

Qual será o desfecho da partida de hoje? Aguardo os vossos prognósticos.

Nós, há dez anos

 

Francisco Melo: «Um director de jornal desportivo português faz, de forma discutível (ainda que legítima), campanha pela convocação para a Selecção portuguesa de futebol de um jogador naturalizado em detrimento de um jogador com carreira nas Selecções de Portugal e, no que é mais extraordinário, enuncia um princípio que desconhecia relativamente aos critérios de convocação: entre dois bons jogadores para a mesma posição deverá ser convocado aquele que se conhece há mais tempo, não necessariamente o que está a jogar melhor.»

 

João Paulo Palha: «A prestação de Eric Dier no jogo com o FC Porto veio reforçar a minha convicção, já afirmada neste blogue, de que o seu estatuto deve ser o de titular do Sporting. Leonardo Jardim, é certo, sabe muito mais de futebol a dormir do que eu bem acordado e lá terá as suas razões para o preterir em favor de, em princípio, Maurício, jogador que em muito pouco será superior ao jovem oriundo da formação do clube.»

 

José Navarro de Andrade: «E assim acabámos o ano sem ter ganho aos da luz ou ao fêquêpê. Desiludido? Nem por sombras. Olhando para trás é impressionante o que se conquistou nos últimos cinco meses, mas olhando para a frente impressiona ainda mais o que nos falta alcançar.»

 

Tiago Cabral: «Ontem no final do jogo, foi vê-los aliviados, a esboçar um sorriso por terem conseguido arrancar a ferros um empate em nossa casa.»

 

Eu: «Eu estava lá e vi. Foi no jogo da abertura deste campeonato de todas as esperanças, a 18 de Agosto, em perfeito contraste com o anterior campeonato de todas as frustrações. Fredy Montero havia sido ridicularizado por alguns sportinguistas. Os do costume. Disseram que o presidente Bruno de Carvalho o fora comprar aos saldos, garantiram que nada havia que o recomendasse, alguns pseudo-engraçadinhos desataram a propagar piadas sobre ele sem sequer o terem visto jogar.»

A voz do leitor

«Luís Figo é uma figura relevante do futebol português e do futebol mundial. Tem prestígio internacional. Sportinguista, é bom lembrar. Mas nestas coisas importa mesmo é perceber o que se propõe Luís Figo fazer pelo futebol português e que ideias para a melhoria do futebol pode trazer. Os temas são muitos, desde a competitividade dos campeonatos, ao financiamento das provas e dos clubes, à independência da arbitragem, transmissões televisivas, horários das provas, aos propósitos de outros clubes de criarem uma Superliga europeia, etc, etc, etc.»

 

João Gil, neste meu postal

2023 em balanço (3)

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PROMESSA DO ANO: GENY

É um dos futebolistas mais promissores do plantel leonino neste ano quase a terminar. Geny Cipriano Catamo, nascido há 22 anos na Beira (Moçambique), marcou presença regular na equipa principal em 2023 e chegou a ser apontado como melhor em campo. Indício de que o aguardam novos voos, cada vez mais ambiciosos. Concretizando um sonho que aos 18 anos, em Junho de 2021, o fez assinar pelo Sporting, vindo do Amora.

Podia não ter dado certo, como acontece a vários outros. Mas Geny - como prefiro chamar-lhe em vez de tratá-lo pelo apelido, pois tem nome próprio de craque - é jogador claramente acima da média. Estreou-se no primeiro escalão faz hoje dois anos, em Alvalade contra o Portimonense, num desafio que vencemos por 3-2. Como as primeiras impressões contam muito, fiquei logo com boa imagem dele.

«Entrou aos 59' para o lugar de Esgaio, quando a equipa ainda estava a perder, e deu nas vistas com os desequilíbrios que foi criando no flanco direito, apesar de ser esquerdino. Momento alto: o livre directo que conseguiu aos 72'. Descomplexado, mostra confiança na condução da bola.» Palavras minhas, assinalando essa estreia do jovem moçambicano, hoje 18 vezes internacional sénior e com quatro golos pela selecção do seu país.

Depois esteve emprestado ao V. Guimarães e ao Marítimo. Em boa hora regressou a Alvalade, no Verão passado, estreando-se como titular na partida inaugural da Liga 2023/2024, contra o Vizela. A 21 de Outubro, outra estreia, desta vez como artilheiro de leão ao peito: marcou ao Olivais e Moscavide, para a Taça de Portugal, e deu outro golo a marcar. Os três jornais desportivos elegeram-no melhor em campo. Com justiça.

«Não custa prever que será uma das nossas estrelas da temporada em curso», antecipei aqui, comentando esse jogo. Assim tem sido, sempre em rota ascendente: estreia a marcar no campeonato (contra o Boavista, no Bessa), participando até agora em 20 jogos desta temporada como ala direito, às vezes quase apenas lá na frente - lugar onde mais rende, ao estilo dos extremos clássicos. Pouco antes do Natal, renovou com o Sporting: tem agora contrato até 2028 e cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.

Sinal inequívoco de que Rúben Amorim aposta mesmo nele. E faz muito bem. Com dois golos e duas assistências, bom no drible, capaz de criar desequilíbrios no momento certo, Geny vai-se tornando imprescindível. Falta-lhe ganhar maturidade táctica no momento defensivo, mas também neste aspecto vem fazendo visíveis progressos. Tem tudo para singrar. A massa adepta sabe puxar por ele.

 

Promessa do ano em 2012: Eric Dier

Promessa do ano em 2013: William Carvalho

Promessa do ano em 2014: Carlos Mané

Promessa do ano em 2015: Gelson Martins

Promessa do ano em 2016: Francisco Geraldes

Promessa do ano em 2017: Rafael Leão

Promessa do ano em 2018: Jovane

Promessa do ano em 2019: Rafael Camacho

Promessa do ano em 2020: Tiago Tomás

Promessa do ano em 2021: Gonçalo Esteves

Promessa do ano em 2022: Mateus Fernandes

Para jogar, ou para...?

O Sporting informou que adquiriu perto de cinquenta e um milhões de acções da Sporting SAD ao Novo Banco, ficando assim detentor de 88% do capital da sociedade, tendo para isso antecipado receitas do contrato de direitos de transmissão, com a NOS (belo contrato, a propósito, nem tudo foi mau no reinado do antecessor). 

Quase em simultâneo, a bem dizer no mesmo comunicado, abre-se caminho a um ou vários investidores, com participação minoritária, de modo a, cito " (existir) um reforço da política de investimento, da melhoria da experiência de todos os Sócios e da globalização do Clube."

Parece-me bem que o plano tenha sido cumprido.

Atendendo à realidade do futebol actual, o reforço de investimento que deduzo que seja em boa parte em jogadores que marquem a diferença e na academia Sporting, sendo bem vindo, não trará grandes benefícios se os vícios de que enferma o futebol português continuarem a persistir. Isto é, arbitragens condicionadas por pressão de gabirus que se têm vindo a encher de dinheiro e de títulos, ambos viciados. É verdade que timidamente, o Sporting tem dado alguns passos no sentido de pressionar para alterar este estado de coisas, mas pouco se tem conseguido, a corporação é forte e o arroz de polvo consolida os seus alicerces.

Adiante. Dizia que face à realidade do futebol, que a alto nível de desporto já tem muito pouco, seria inevitável que um dia chegariam ao Sporting dinheiros de quem não sabe bem o que lhe fazer, se me faço entender. Esperemos que não, esperemos que quando alguém se chegar à frente, seja verificada a sua idoneidade, seja verificada a fonte e a legalidade do seu dinheiro. Lavandarias não, obrigado!

E vamos lá então explicar o título do post: Será que o D. Sebastião por quem tantos clamam (eu incluído) que deveria terminar a sua carreira como jogador do Sporting, não virá mais cedo, como dono de uma parte substancial da SAD? O que acham desta hipótese?

 

Um excelente 2024 para todos e que lá para Maio estejamos na rua a comemorar o título.

Sem receio algum

«É para ganhar, claro - digam os adeptos medrosos o que disserem. Como serão também para vencer o Sporting-Braga, o Sporting-Benfica e o Sporting-V. Guimarães da segunda volta do campeonato. Não admito outro cenário.»

Palavras minhas, antes do Sporting-FC Porto - que vencemos de facto, por 2-0. E convencemos, vulgarizando por completo a turma portista.

Aos leitores que aqui comentaram cheios de maus presságios e acusando temor reverencial perante a agremiação nortenha, aconselhei-os a comprarem um cão. 

Leão a sério não teme nada. Os jogos são para vencer, sem receio algum.

Nós, há dez anos

 

Eu: «A nossa equipa foi claramente a melhor em campo, revelando-se três vezes mais rematadora do que a turma rival: o FC Porto viu-se manietado nas suas acções ofensivas pela eficácia da "muralha" leonina. Dominámos em velocidade, em maturidade táctica, em qualidade técnica, em níveis de concentração competitiva. Se não fosse a grande exibição do seu guarda-redes - de longe o melhor jogador portista - a equipa comandada por Paulo Fonseca teria saído claramente batida de Alvalade.»

A voz do leitor

«[Geny] é um belo jogador. Surpreendeu-me que não tivesse sido contratado definitivamente na época 20/21. Nessa temporada calhou ver quase todos os jogos da equipa B, onde Catamo registou sempre boas prestações. O jogador confirmou as qualidades e o valor do seu passe inflacionou. A renovação parece indicar que o negócio com o Amora ficou alinhavado, embora os jornais insistam que está emperrado. Parece já ser o sucessor de Porro na ala direita do Sporting. Tem tudo. Potência, velocidade, drible, remate e golo. Mais uma “dádiva” de Moçambique ao futebol português.»

 

João Gil, neste meu texto

Um Valente presente, parabéns presidente

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Hoje é dia de aniversário, um pouco, a sul da Galiza.

Podia escolher vários jogos, este é ilustrativo do poder do "padrinho" que hoje completa 86 anos.

Dum lado um Sporting embalado para a conquista do título, do outro uma aliança Manuel Damásio e Pinto da Costa, "abençoada" por Carlos, valente, de nome.

3 de Maio de 1994, no ano anterior o Marselha vencera a Taça dos Campeões Europeus mas devido a manigâncias internas, foi-lhe retirado o título de campeão francês e o presidente Tapie (ver série na Netflix) foi preso, isso impediu Damásio e Pinto da Costa de fazerem o mesmo ou pior?

Claro que não.

Nesse jogo, da jornada 27, campeonato 1993/1994, o FC Porto alinhou com meia equipa de talhantes (cf. com o filme de Scorcese, Gangs de Nova Iorque) Fernando Couto, Secretário, João Pinto (o dos prognósticos) Aloísio, André, Paulinho Santos, jogadores que não sabiam controlar uma bola mas sabiam e bem, dar porrada.

Onze contra onze o jogo estava dominado pelo Sporting que esteve sempre mais perto de marcar, a expulsão de Juskowiak, com o jogo empatado, aos trinta e poucos minutos de jogo (depois de ter sido pontapeado e agarrado por Fernando Couto) começou a desequilibrar o desafio. Ainda assim resistimos até aos 52'.

Porto a vencer 1-0, Balakov, Figo, Marinho, Capucho a colocarem os caceteiros do Porto em apuros, o aniversariante a mostrar dois dedos para dentro do relvado.

"Tenho de expulsar mais dois?" perguntava-se Carlos Valente e assim fez.

No final do jogo com a ironia que todos lhe reconhecem, dizia o presidente: "estava a mostrar dois dedos mas era para o Drulovic, estava a dizer que tínhamos de fazer o dois zero".

2023 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: RÚBEN AMORIM

Ano agridoce para Rúben Amorim: começou mal, termina muito bem. Com o Sporting no comando do campeonato - como aconteceu na gloriosa época 2020/2021, em que conquistámos o título máximo do futebol português.

O problema da temporada anterior foi o péssimo arranque, ainda em 2022, com a saída de Matheus Nunes já com o campeonato em andamento. A equipa demorou a corrigir a rota e a conseguir novas rotinas sem o mais influente membro do onze titular. Mas os 14 jogos finais dessa Liga 2022/2023 decorreram já sem derrotas (11 vitórias e três empates), com triunfos contra Chaves, Estoril, Portimonense, Boavista, Santa Clara, Casa Pia, V. Guimarães, Famalicão, Paços de Ferreira, Marítimo e Vizela. O que não bastou, no entanto, para nos tirar do quarto posto.

 

A boa preparação da nova época, com as contratações de Viktor e Morten, fez toda a diferença. Seguimos em primeiro, isolados. Derrotámos o FC Porto em Alvalade por 2-0 num jogo em que o vídeo-árbitro Tiago Martins conseguiu anular-nos dois golos limpos para impedir a goleada. Chegamos ao Natal em todas as frentes, qualificados para as meias-finais da Taça da Liga e os oitavos da Taça de Portugal. E mantemo-nos na frente europeia: iremos defrontar o Young Boys em Fevereiro.

Apresentamos também o melhor futebol da temporada, como é reconhecido pelos comentadores mais insuspeitos de simpatias pelo Sporting. Já havíamos mostrado isso na época anterior, nomeadamente na épica eliminatória contra o Arsenal, em Março - culminando no afastamento da turma inglesa, derrotada nos penáltis no seu próprio estádio para a Liga Europa após empate 2-2 em Alvalade) quando liderava a Premier League. Nunca a nossa equipa tinha saído de Londres com um triunfo - outra conquista do actual técnico a par de vitórias inéditas na Alemanha e na Áustria - esta em Setembro do ano em curso.

 

Em Outubro, Rúben Amorim tornou-se o treinador do Sporting com mais vitórias neste século: 117, marca igual à de Paulo Bento mas alcançada com muito menos jogos. Passou a ser também o treinador mais vitorioso que passou por Alvalade nas últimas sete décadas. Melhor do que ele, apenas Joseph Szabo (1896-1973), húngaro que esteve onze temporadas no nosso clube - primeiro de 1935 a 1944, depois entre 1953 e 1955. O que faz já dele o português mais vencedor na história do nosso clube.

Nesta época, com 24 desafios disputados, Rúbem conduziu a equipa a 18 vitórias (com três empates e três derrotas) em todas as provas. Percentagem global de triunfos: 75%. Em casa, para a Liga, folha limpa: oito partidas, todas ganhas. Números de equipa grande. Tão grande como as maiores da Europa, cumprindo o lema do fundador.

Todos queremos que prossiga neste rumo.

Todos? Todos não. Uma ínfima minoria de letais ao Sporting torce para que ele perca sempre. Mas Rúben insiste em contrariar essa turba de ressabiados. Vai voltar a acontecer.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

Treinador do ano em 2020: Rúben Amorim

Treinador do ano em 2021: Rúben Amorim

Treinador do ano em 2022: Nuno Dias

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