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És a nossa Fé!

Prémios do Bacalhau - Farense-Sporting

Decidi hoje, depois do péssimo espectáculo que vimos hoje em Faro (e já agora, ontem na Luz), reavivar os Prémios do Bacalhau, que premiavam o jogador que tivesse mandado o chuto atmosfera que chegasse mais alto precisamente com um Bacalhau.

Convido-vos a votar num dos nomeados ou a eleger um vosso.

 

No jogo de hoje os nomeados são:

Luís Godinho - Aquilo que noutro país seria uma arbitragem péssima, merecedora de uma suspensão de funções, aqui é mais um sábado de trabalho de um árbitro português. Marcou mal a falta que deu o 2.º golo do Farense, marcou mal o penalty que deu o 3º golo do Sporting, na boa e velha táctica da Arbitragem Nacional de corrigir um erro com outro, marcou faltas e faltinhas, não conseguiu controlar o jogo, sendo incrível a quantidade de amarelos que deu por protestos ou por quezílias entre jogadores na marcação de livres e cantos. Acabou o jogo com 11 amarelos e 1 vermelho mostrados.

Adán - Com 36 anos ainda não sabe formar uma barreira. Com os dois golos de livre directo sofridos hoje, metade(!!!) dos golos sofridos pelo Sporting neste campeonato foram de livre directo.

Miguel Prates - Uma noite de montanha-russa para o comentador da Benfica TV SportTV. Estava muito desanimado aos 35 minutos, quando Pote marcou o 0-2, ganhou um grande entusiasmo a partir do momento do 1-2 do Farense e ficou tão eufórico com o 2-2 que a sua voz até desafinou nos agudos várias vezes. Teve um grande balde de água fria aos 90 minutos, quando viu o seu clube do coração perder a primeira posição no campeonato.

José Mota - Um estarola que não sabe o que é uma bola de futebol, quanto mais treinar um clube de futebol, acha que o seu Paços de Ferreira Farense merecia ganhar, isto quando o seu clube teve menos lances de golo criados do que os golos marcados pelo Sporting (o lance do segundo golo deles não conta, porque foi um lance de perigo criado pelo árbitro) e que foi roubado pela arbitragem. Uma pessoa que está claramente fora de água quando não exerce o seu trabalho de sonho, mascote do Paços de Ferreira.

Mattheus Oliveira - Há muitos jogadores destes, medianos, que acham que foram injustiçados no Sporting por não apostarem neles. Bastaria terem feito um único jogo que fosse ao nível do de hoje quando estavam no Sporting e se calhar teriam tido essas oportunidades.

Prognósticos antes do jogo

Deslocação complicada, mais logo, nesta sétima jornada do campeonato: vamos a Faro, defrontar o recém-promovido Sporting local, nossa filial n.º2, que já derrotou o Braga e pôs o FC Porto em sentido no Dragão.

O jogo começa às 20.30. Teremos motivos para festejar ao fim da noite?

A última vez que nos deslocámos ao estádio do Farense, para o campeonato, foi em Abril de 2021. Trouxemos de lá uma vitória tangencial: 0-1, graças a Pedro Gonçalves.

Quais são os vossos palpites para hoje?

A voz do leitor

«Gostava de deixar uma curiosidade sobre o Hjulmand. Se não estou enganado, o dinamarquês terá feito até agora três remates pelo Sporting: um foi golo anulado, outro foi ao poste e o terceiro deu golo. Como traço comum, todos foram fora da área, todos foram com força, todos foram colocados, e todos foram rasteiros, ou quase, que são os que os guarda-redes mais dificuldade têm em defender. Espectacular.»

 

AHR, neste meu texto

Amanhã à noite em Faro

Ouvi Rúben Amorim na conferência de imprensa, mais uma vez excelente, e concordo com ele que para ganhar em Faro o Sporting tem de ter muito mais bola que o adversário e não deixar nunca o jogo partir-se, concedendo contra-ataques perigosos aos adversário. O perigo, excepto agora no livre belissimamente marcado pelo jogador do Rio Ave, tem estado nas saídas a jogar pelo eixo central sem a equipa estar bem posicionada para o efeito, e nas costas dos alas que perdem a bola no momento do ataque. De resto, o trio de defesas tem estado muito forte em todos os domínios do jogo e os dois pontas de lança são os primeiros a defender bloqueando a saída de bola contrária.

Daqui a um pouco já vemos como ficaremos na tabela se ganharmos em Faro. Confio que com mais ou menos dificuldade os 3 pontos serão nossos.

 

PS:  O TM actualizou os valores dos plantéis dos três grandes:

Benfica - De 344,5 M€  para 359,6M€

FCPorto - De 283,5M€  para 289M€

Sporting - De 241,9M€ para 280,3M€

SCBraga - De 124,7M€ para 126,2M€

Se calhar, o 2.º lugar neste ranking está agora bem perto de acontecer.

SL

Os melhores prognósticos

Foi outra ronda com vários vencedores. Cinco, no total. Eis os seus nomes, por ordem alfabética: AHR, Manuel Pinheiro, Marrocos, Paulo Batista e Tiago Oliveira. Todos acertaram no resultado do Sporting-Rio Ave (2-0) e no nome de um dos marcadores - Paulinho mencionado por quatro, Edwards apenas por um destes leitores.

Um quarteto também justifica menção. Por ter antecipado o desfecho, embora sem pontaria para os goleadores. Vale a pena, de qualquer modo, cumprimentá-los. São a Maria Sporting, o Orlando Santos, o Verde Protector e o meu colega de blogue Vítor Hugo Vieira.

Os imbecis do costume

Os imbecis do costume, intitulando-se "leoninos", gozavam por Viktor Gyökeres vir do Championship - onde marcou 40 golos nas duas últimas temporadas.

Esses idiotas nem percebem que a segunda divisão inglesa - com 24 equipas e 46 jornadas - é mais competitiva do que a primeira de Portugal.

Foi um rombo de tal maneira que o Coventry, ex-equipa do internacional sueco, entrou em crise depois de Viktor rumar ao Sporting: ainda só venceu um dos sete jogos já disputados e segue em 19.º lugar, perto da zona da descida.

Nós, há dez anos

 

José da Xã: «Após um fim de semana sem marcar, Montero regressa aos golos. O sétimo da sua conta pessoal. Contas feitas, neste momento faltam 8 remates certeiros para Fredy ultrapassar Wolfswinkel.»

 

José Manuel Barroso: «Excelente vitória em Braga. Pelos 3 pontos, porque era na casa de um rival direto para o apuramento para a Champions, porque era um tira-teimas em relação ao empate e à exibição com o Rio Ave. Saldo? Muito positivo. A equipa reencontrou seu ritmo de jogo, o seu querer, a sua mensagem de garra. Foi este o melhor sinal. É este o caminho, ganhar jogo a jogo, fazendo sempre por isso e sem pensar em mais contas do que as dos 3 pontinhos. O resto se verá. Com mais maturidade e rodagem, o resto virá decerto. A dupla Bruno/Jardim está de parabéns. Trabalho competente.»

 

Eu: «Se Pedro Proença não se tivesse associado às comemorações do 120.º aniversário do FC Porto, oferecendo uma grande penalidade ao clube de Pinto da Costa, o Sporting era agora líder do campeonato.»

A voz do leitor

«Até agora, apenas a lamentar a perda de 2 pontos quando tínhamos a vitória ao nosso alcance, mas vejo a equipa a crescer de forma sustentada e acredito que vai continuar a crescer. Dentro em breve Pedro Gonçalves vai calibrar a pontaria, Trincão vai começar a carburar, Edwards já começou a dar ao chinelo e outros se seguirão.»

 

ARSM, neste meu texto

O voto electrónico - um contributo mais

Vivo o Sporting à distância física de 300 quilómetros.

Anseio pelo dia em que terei oportunidade para assistir a mais partidas ao vivo, no Pavilhão e no Estádio. Reconheço que ser Sportinguista não se esgota na possibilidade de assistir às partidas, pagar quotas, comprar merchandising, e trocar impressões - sempre muito gratificantes - neste espaço que me é tão caro.

Nas últimas eleições fui traída por um internamento hospitalar imprevisto que me impediu de votar (não tive coragem de pedir que me tratassem das formalidades associadas: reconhecimento da assinatura, colocação cuidada dos documentos nos envelopes e expedição). Foi no ano passado e essa foi a última ocasião em que lamentei não haver possibilidade de votar de forma electrónica. Sabia-se à partida quem saíria vencedor mas nem essa circunstância me faz sentir menos obrigada e menos em falta para com uma obrigação. Nem falo das Assembleias que se destinam a votar Relatórios de Contas e Planos de Actividades.

A minha ordem profissional - a dos psicólogos - terá sido das primeiras a adoptar o método agora proposto e que, por isso, e de alguma forma, não estranho.

Reconheço, contudo, que a realidade desportiva desperta sentires que tendem a ser exacerbados e que podem encontrar nesta metodologia uma forma de manipulação mais acessível. Por isso mesmo, tenho algumas reservas quanto ao método mais indicado para alargar a (oportunidade) de participação efectiva na vida do Clube.

Em complemento ao texto do caro Luís Lisboa, deixo-vos os contributos de Miguel Poiares Maduro, na sua conta twitter, e que dão corpo à reserva com que, em parte, encaro esta metodologia aplicada à realidade desportiva. No final, duas referências: a de um texto da autoria do próprio e uma outra que versa a realidade estoniana.

«A propósito da proposta de voto online (electrónico à distância, não confundir com electrónico presencial) no Sporting recordo um artigo que escrevi sobre propostas partidárias semelhantes. Segue um thread relativo ao tema no Sporting:

1 - Ponto prévio: um sistema eleitoral não pode ser escolhido com base na confiança que temos em quem ocupa naquele momento o poder, mas sim com base no pressuposto de que o poder (e esse sistema) pode vir a ser controlado por alguém de quem profundamente desconfiamos…

2 - Não vou valorizar a questão mais discutida: a segurança. Refiro apenas que só a Estónia o mantém e que outros que o testaram não o implementaram. Partilho no final links para alguns artigos científicos que avaliam o sistema da Estónia e tb esses outros testes.

3 - Vamos presumir que seria possível ter um sistema online totalmente seguro. Essa segurança será controlada por uma entidade escolhida para assegurar o escrutínio eleitoral. Isto pressupõe uma mudança quântica no pressuposto de confiança em que assentam os atos eleitorais.

4 - Hoje o voto é controlado pelo eleitor e o escrutínio feito pelos representantes das diferentes candidaturas. Este escrutínio passaria a ser delegado numa entidade terceira. No caso do clube, uma entidade escolhida pela direção em funções. Este é um salto enorme de confiança.

5 - Aqueles que agora apoiam este sistema tb o fariam se fosse um Presidente de quem desconfiassem a escolher a entidade a quem passaria a ser confiado o escrutínio do voto?… Estas regras vão valer quer para Presidentes em que confiamos quer para alguns em que não confiemos.

6 - E essa confiança será de todos e permanente? Num clube com as divisões do Sporting, numa próxima eleição em ambiente de conflitualidade uma lista derrotada aceitará um resultado escrutinado por uma entidade escolhida pela direção (qualquer que seja a direção em funções)?

7 - O voto online tb acaba com a confidencialidade do voto, agravando-nos riscos de controlo e compra de votos. Estas práticas já existem, mas estão limitadas por voto presencial ocorrer em última instância em segredo, onde ninguém poder ser pressionado ou controlado.

Passa a permitir, por ex, que grupos orgs estejam junto dos seus membros para garantir que eles votam como pretendido. Permite também a venda e controlo do voto (na prática vendem-se os dados - senha, número etc - que permitem exercer aquele direito de voto online)

Estes são apenas alguns dos argumentos. Temos um problema sério de baixa participação. No Sporting e na política também. Mas a solução não pode trazer problemas ainda piores…

No mínimo, qualquer avanço nesta matéria deve ser gradual (para gerar confiança) e ser controlado por uma entidade totalmente independente que não pode ser escolhida por quem exerce o poder num determinado momento mas resultar de uma maioria qualificada numa AG presencial por ex.

https://www.tsf.pt/opiniao/uma-boa-ideia-extremamente-perigosa-15887840.html

https://dl.acm.org/doi/10.1109/TIFS.2009.2033230»

 

Voto universal

O presidente Frederico Varandas anunciou na passada sexta-feira que iria apresentar à Mesa da Assembleia-Geral (MAG) uma proposta para alterar estatutos e permitir voto universal para os sócios com esta argumentação:  "Enquanto existir um sócio a quem não permitimos votar, estaremos a afastar-nos do ADN que em 1906 nos criou um clube de Portugal com a ambição de ser um cidadão do mundo... Não somos um clube de Lisboa. Temos sócios espalhados por Portugal e pelo mundo inteiro que não conseguem participar. Outros com dificuldades de mobilidade. Alguns que trabalham ou têm algum impedimento nos dias de Assembleia Geral. Somos muitos, todos apaixonados pelo clube. Todos querem participar e gozar dos seus direitos na totalidade. Eles nunca se esquecem de nós, não podemos esquecer-nos deles."

Não há dúvida de que se trata duma proposta arrojada que inevitavelmente irá gerar controvérsia mas que pode ser um instrumento importante para fazer evoluir um dos grandes clubes nacionais e libertá-lo de práticas obsoletas e de situações vergonhosas. Como aquelas que se registaram no primeiro mandato de Frederico Varandas, quando um grupo organizado e liderado por gente próxima do ex-presidente criou um clima de insulto e de intimidação nas assembleias gerais do clube que impediu o debate aberto e o esclarecimento de questões.

Convém esclarecer que existem dois tipos de assembleias gerais: a eleitoral, onde o objectivo é o voto e são proibidas as campanhas no local de voto, e as restantes, onde se coloca à discussão as questões e onde também se vota.

 

Ainda com Bruno de Carvalho e depois com Frederico Varandas, o voto desenrola-se num horário pré-fixado e antes de encerrada a discussão, o que permite a participação de muitos sócios com disponibilidade limitada e que impede que um grupo organizado prolongue até querer a discussão e faça desmobilizar a maioria dos sócios. Estes têm todo o direito de ser esclarecidos para votar, mas o grau desse esclarecimento é definido por cada um e não imposto por nenhuma minoria que exija que a oiçam. 

Por outro lado, a descentralização controlada do local da assembleia geral, por exemplo utilizando os núcleos, levanta logo, além dos problemas organizativos, uma questão de igualdade. Que núcleos seriam contemplados e quais ficariam de fora? Aqueles que contam com presidentes "amigos"?

 

Quando se fala em voto universal, fala-se em i-voting, votar através da internet através dum pc ou dum telemóvel de qualquer ponto do mundo, usando credenciais tecnológicas distribuidas previamente. E descentralizar o debate também pode ser assegurado por plataformas tecnógicas de video-conferência e "room chat" moderado. Aliás é isso mesmo que tem feito a oposição, promovendo podcasts e permitindo o diálogo com apoiantes de todo o lado do mundo. 

A grande questão é a confiança, que uns têm e outros não, nos actuais órgãos sociais para implementarem o voto universal. Todos se recordarão das teorias de conspiração associadas ao código de barras dos boletins de voto, e se alguns desconfiam de coisas tão simples e óbvias nunca irão aceitar um sistema baseado em plataformas tecnológicas algures.

Fica aqui aberta a discussão sobre o tema, reservada apenas para quem tiver opinião formada sobre o assunto.

SL

Toda uma diferença de então para cá

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Rúben Amorim: há um ano, na mesma fase do campeonato, o Sporting só tinha dez pontos. Agora tem 16

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

I

Tenho visto por aqui comentários depreciativos de alguns adeptos do Sporting, no estilo habitual de tentarem desvalorizar a própria equipa, dizendo que beneficiámos de um calendário mais fácil e de adversários mais acessíveis do que os nossos velhos rivais.

Vejamos se é assim.

 

II

Enumero os jogos dos chamados três grandes disputados até agora, nas seis primeiras jornadas.

 

Primeira:

Boavista, 3 - Benfica, 2

Moreirense, 1 - FC Porto, 2

Sporting, 3 - Vizela, 2

 

Segunda:

FC Porto, 2 - Farense, 1

Benfica, 2 - Estrela, 0

Casa Pia, 1 - Sporting, 2

 

Terceira:

Gil Vicente, 2 - Benfica, 3

Rio Ave, 1 - FC Porto, 2

Sporting, 1 - Famalicão, 0

 

Quarta:

FC Porto, 1- Arouca, 1

Benfica, 4 - V. Guimarães, 0

Braga, 1 - Sporting, 1

 

Quinta:

Vizela, 1 - Benfica, 2

Estrela, 0 - FC Porto, 1

Sporting, 3 - Moreirense, 0

 

Sexta:

FC Porto, 2 - Gil Vicente, 1

Portimonense, 1 - Benfica, 3

Sporting, 2 - Rio Ave, 0

 

III

Breves reflexões:

- É verdade que o Sporting foi a equipa que jogou mais vezes em casa: quatro. FCP disputou tantos em casa como fora e Benfica só por duas vezes foi anfitrião.

- Convém realçar, no entanto, que já defrontámos quatro equipas que se encontram na metade superior da tabela: Casa Pia, Famalicão, Braga e Moreirense. O Benfica, apenas duas: Boavista e V. Guimarães. Quanto ao FC Porto, até agora só jogou contra uma - o Moreirense.

 

IV

Disputadas estas seis jornadas, seguimos com 16 pontos (12 golos marcados, 4 sofridos), os mesmos do FC Porto, embora os portistas tenham pior registo de golo (10-5). O Benfica vai em terceiro, com 15 pontos (16 marcados, 7 sofridos).

Nem vale a pena falar do Braga, num modesto sexto posto, com apenas 10 pontos (14 golos marcados, 11 sofridos).

Conclusão: não depreciemos o percurso já feito pela nossa equipa. Que nesta mesma fase, no campeonato anterior, tinha só 10 pontos (vitórias em casa contra Rio Ave e Portimonense, e único triunfo fora, no Estoril; empate em Braga; derrotas no Dragão e em Alvalade frente ao Chaves). Doze golos marcados, oito sofridos.

Toda uma diferença de então para cá. 

A voz do leitor

«O ambiente em Alvalade começa a ser muito saudável para os pais levarem os filhos, pena a hora tardia dos jogos. E cada vez há mais senhoras a ir ao futebol, se calhar daqui a uns anos vamos ter paridade em Alvalade, o que é muito bom para o nosso clube, basta não sermos um clube de fanfarrões e arruaceiros para atrairmos o público feminino.»

 

Carlos Falcão, neste meu texto

Todos os jogos, todos os pontos

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Sporting 7 jogos; 19 pontos.

FC Porto 8 jogos; 19 pontos.

Benfica 8 jogos; 18 pontos.

Sporting conseguiu 90.47% dos pontos que disputou, o Porto 79.16% (apesar da derrota na Super-Taça [em inferioridade de jogadores em campo]) e o Benfica, apenas, 75% apesar de em vários jogos ter jogado em vantagem numérica.

Resumindo os árbitros já estão bem alinhados, sabem o que têm de fazer, os "campos inclinados" estão aí para quem os quiser ver.

O próximo clássico entre os clubes com data de fundação falsas, é o tira teimas, vamos ver quem domina a arbitragem este ano.

O Benfica parte com atraso mas pode recuperar, claro.

Naquilo que é importante para nós, Sporting, é "jogo-a-jogo" cabeça levantada, vencermos o Farense do odioso Mota (quando pedes desculpa pela mão de Rony, cromo?) E continuarmos em frente com estas percentagens esmagadoras.*

*foram consideradas todos os jogos oficiais (Super-Taça, Liga dos Campeões, Liga Europa e Campeonato)

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Ordem de Mérito 1ª Liga

Finalizada a 6.ª jornada da Liga, com base nas apreciações dos três grandes jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz, podemos então estabelecer a seguinte ordem de mérito que reflecte a opinião dos melhores jornalistas desportivos portugueses:

 

1. Pontuação total:

Paulinho 100
Nuno Santos 94
Gyokeres 90
Diomande 90
Gonçalo Inácio 90
Coates 90
Esgaio 84
Morita 84
Huljmand 82
10  Pedro Gonçalves 76
11  Catamo 76
12  Edwards 72
13  Adan 71
14  Matheus Reis 58
15  Daniel Bragança 55
17  Trincão 42
18  Fresneda 12
19  Mateus Fernandes 12
20  Afonso Moreira 11
21  Rodrigo Ribeiro 0
22  Neto 0
23  Muniz 0
24  Israel 0
25  Dário Essugo 0

 

2. Desempenho médio:

Gyokeres 18,0
Morita 16,8
Paulinho 16,7
Huljmand 16,4
Nuno Santos 15,7
Pedro Gonçalves 15,2
Diomande 15,0
Gonçalo Inácio 15,0
Coates 15,0
10  Edwards 14,4
11  Adan 14,2
12  Esgaio 14,0
13  Catamo 12,7
14  Fresneda 12,0
15  Mateus Fernandes 12,0
17  Matheus Reis 11,6
18  Daniel Bragança 11,0
19  Afonso Moreira 11,0
20  Trincão 8,4
21  Rodrigo Ribeiro 0,0
22  Neto 0,0
23  Muniz 0,0
24  Israel 0,0
25  Dário Essugo 0,0

 

3. Melhores em campo:

Gyokeres 20
Paulinho 20
Paulinho 19
Morita, Pedro Gonçalves e Coates 20
Gyokeres, Huljmand 19
Edwards 19

 

Palavras para quê ? Antes a música.

SL

Pódio: Edwards, Morita, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Edwards: 19

Morita: 18

Paulinho: 18

Morten: 17

Nuno Santos: 16

Gonçalo Inácio: 16

Esgaio: 15

Diomande: 15

Coates: 15

Pedro Gonçalves: 15

Adán: 14

Daniel Bragança: 12

Trincão: 10

Matheus Reis: 6

Geny: 6

Neto: 1

 

Os três jornais elegeram Edwards como melhor em campo.

Vencer e convencer mesmo sem Gyökeres

Sporting, 2 - Rio Ave, 0

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Sporting soma e segue: seis vitórias em sete jogos até agora, o que faz vibrar os adeptos

Foto: José Sena Goulão / EPA

 

Terá sido a melhor exibição do Sporting nos primeiros 45 minutos em todos os sete jogos já disputados nesta temporada - seis para o campeonato, um para a Liga Europa. O nosso onze entrou em campo como um verdadeiro rolo compressor, usando todos os corredores como via de ataque rápido, ousado, audaz. Nuno Santos, em excelente forma, desequilibrou por completo à esquerda enquanto Edwards imperava nas movimentações da direita para o meio do terreno, levando o pânico à muralha defensiva dos vilacondenses. Com Pedro Gonçalves a movimentar-se um pouco por toda a parte, abrindo linhas de passe, Paulinho desta vez fixo como ponta-de-lança e Morita a situar-se entre linhas, mostrando todo o seu valor na ligação entre o meio-campo e o trio mais ofensivo.

Foi assim, com o astro Gyökeres remetido ao banco de suplentes, que o Sporting cumpriu aquilo que se impunha: derrotar o Rio Ave em Alvalade. E deste modo assumir o comando do campeonato, em igualdade pontual com o FC Porto mas tendo melhor quociente entre golos marcados e sofridos. Vamos no 21.º desafio seguido sem derrotas, no terceiro em casa sem sofrer golos e com 16 pontos somados em 18 possíveis.

Fácil? Não. Há um ano, por esta altura, tínhamos apenas 10 pontos. Faz uma diferença enorme. Comparando com o onze que anteontem entrou em campo, houve apenas dois reforços, ainda ausentes de Alvalade em Setembro de 2022: o central Diomande e o médio defensivo Morten. Todos os outros já lá estavam. E nem por isso as coisas correram bem.

É verdade que o marfinense e o dinamarquês, ambos internacionais pelos seus países, contribuíram para aumentar a qualidade da nossa prestação face ao que ocorria na época anterior. Mas isto não basta para explicar a diferença. A verdade é que esta nossa equipa joga mais ligada, mais entrosada, com maior determinação e sobretudo com muito mais alegria. Contagiando os adeptos: estavam mais de 34 mil no estádio apesar de o jogo ter começado às 20.15 da passada segunda-feira. Horário que certamente contribuiu para que este tenha sido o nosso desafio com mais reduzida assistência na temporada em curso.

 

Destaques? Morita, pêndulo da equipa: quase todos os lances passam por ele. Iniciou o primeiro golo e assistiu para Paulinho empurrar, logo aos 10' - e figurar de novo entre os melhores marcadores da Liga 2023/2024. Edwards, protagonista dos lances mais vistosos - que culminaram no segundo golo, saído dos pés dele após túnel bem medido ao defesa que tentava cobri-lo, marcando de ângulo quase impossível. Obra de arte, deixando evidente que o inglês está de volta às grandes exibições. Voto nele como melhor em campo.

Nuno Santos, já mencionado, justifica também registo elogioso. Criativo, desequilibrador, sem nunca virar a cara à luta. Mas aquilo que vai fazendo deste Sporting um caso muito sério entre os assumidos candidatos à conquista do campeonato, reeditando a proeza de 2021, é a solidez do bloco defensivo. Diomande, Coates e Gonçalo Inácio parecem jogar de olhos fechados, tão bem combinam entre eles.

Com Gonçalo a destacar-se nos passes longos, Diomande na condução com a bola dominada e Coates nas acções de desarme. 

 

Tudo bem? Nem por isso. Caímos demasiado na segunda parte, após chegarmos ao intervalo a vencer por 2-0 - resultado que se manteria até ao apito final. De permeio, sofremos um sério sobressalto quando surgiu um golo do Rio Ave, aos 49', entretanto sem efeito por alegado fora-de-jogo de 6 cm. Pretexto ridículo para anular um golo: é tempo de pôr fim a esta palhaçada, tal como já acontece na Premier League. Tanto faz, para o caso, que o Sporting seja beneficiado (como agora foi) ou prejudicado (como já aconteceu mais do que uma vez).

Mas fizemos mais do que o suficiente para que ninguém possa discutir este triunfo. Basta olhar para a classificação para percebermos como isso é capaz de ser um excelente tónico psicológico. Não apenas para os jogadores: também para os adeptos.

Que diferença em relação ao que se passava faz agora um ano...

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Noite quase sem trabalho, exceptuando no golo vilacondense que viria a ser anulado por escassos 6 cm. Continua a evidenciar problemas a jogar com os pés.

Diomande - Desinibido com a bola, não apenas a defender mas a iniciar ataques. Lesionou-se no tempo extra, acabando substituído. Oxalá não seja nada de grave. Ele faz-nos falta.

Coates - O comandante da nossa muralha defensiva fez jus à fama. Dois lances justificam destaque: desarme perfeito aos 70' e grande passe longo aos 82', a lançar Geny.

Gonçalo Inácio - Sólido, intransponível. Fixou-se finalmente no espaço onde mais rende - o que o tem favorecido até como candidato a titular da selecção nacional. 

Esgaio - Conduziu um bom ataque aos 45'+2, mas esteve quase sempre mais contido do que o seu colega do corredor esquerdo. Não inventou, jogou pelo seguro.

Morten - A sua mais discreta exibição no plano individual desde que chegou ao onze titular. Ganha em concentração e eficácia no desarme o que parece faltar-lhe ainda na condição física.

Morita - Assombrosa exibição, com um raio de acção cada vez mais largo. O primeiro golo é quase todo construído por ele. Equilibra a defesa, municia o ataque, joga bem com os dois pés.

Nuno Santos - Outra actuação a merecer aplauso. Quase marcou em duas ocasiões - aos 14' e aos 56'. Vigoroso, criativo, destaca-se pelo espírito combativo que parece faltar a alguns colegas.

Edwards - Participa nos dois golos leoninos. No primeiro, como um dos construtores do lance tão bem-sucedido. No segundo, surgindo ele próprio a metê-la lá dentro. Fez levantar o estádio.

Pedro Gonçalves - Útil a abrir espaços e arrastar marcações, participou também no processo defensivo. Perdulário no último toque, incapaz de marcar. O melhor que fez foi atirar à trave (30').

Paulinho - Fixou-se como ponta-de-lança, compensando a ausência de Gyökeres. Cumpriu o essencial da sua missão com golo logo aos 10'. Merecido, pois trabalhou bem para a equipa.

Daniel Bragança - Substituiu Morten aos 67'. Não conseguiu imprimir maior acutilância ao nosso meio-campo, incapaz de fazer passes de ruptura. Contribuiu para gerirmos a vantagem.

Trincão - Entrou aos 67', substituindo Edwards. Há que assinalar o contraste entre um e outro, desmentindo aqueles que os equiparam em quase tudo. O ex-Braga foi totalmente inofensivo.

Matheus Reis - Substituiu Nuno Santos (77'). No seu estilo muito mais discreto, menos atrevido, cuidando mais da missão defensiva do que da vertigem ofensiva. 

Geny - Entrou aos 77', rendendo Esgaio. Contribuiu para acelerar o jogo no seu flanco. É um extremo de raiz, o que bem se nota. Mas tem melhorado no plano defensivo.

Neto. Entrou aos 90'+2, compensando a ausência do lesionado Diomande. Poucos minutos em campo, o que bastou para lhe merecer calorosos aplausos dos adeptos.

A voz do leitor

«Em seis jornadas, além de termos jogado com o Braga (em Braga), jogámos e ganhámos às duas equipas que têm as melhores defesas do campeonato: Casa Pia (só 3 golos sofridos) e Famalicão (4 golos sofridos, como nós). E foi a única derrota do Casa Pia e do Famalicão. Não se embandeire em arco, porque ainda estamos no princípio da época. Mas também não se desvalorize, porque não há nenhuma razão para isso.»

 

J. Barros, neste meu texto

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