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És a nossa Fé!

Pódio: Trincão, Bellerín, Morita

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Estoril pelos três diários desportivos:

 

Trincão: 20

Bellerín: 17

Morita: 17

Edwards: 16

St. Juste: 16

Paulinho: 15

Nuno Santos: 15

Pedro Gonçalves: 15

Adán: 15

Matheus Reis: 15

Coates: 14

Chermiti: 12

Gonçalo Inácio: 12

Arthur: 12

Esgaio: 12

Tanlongo: 6

 

Os três jornais elegeram Trincão como melhor em campo.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Acompanho na íntegra o que o Pedro Correia escreveu sobre a campanha aqui. Por concordar com ele, está na altura de fazerem um debate amplo entre os candidatos para que todos possamos arrumar as nossas cabeças e não acontecer como nesta piada envolvendo o filho de um casal homossexual: vê um dos pais despido e diz: "-Pai, tens uma pilinha tão grande." O pai responde "-Ainda não viste foi a da tua mãe." Nada como um bom debate para clarificar as coisas.»

Cristina Torrão: «Bento XVI não caiu nas boas graças de toda a gente, mas, no último dia do seu pontificado, e à laia de homenagem, não resisto a mostrá-lo a afagar um leãozinho.»

Diogo Agostinho: «Já chega do ridículo de comunicados, ora sai dos que lá andam, ora sai dos que querem ir para lá. Não brinquem. Elevem a discussão. Falem com os sócios, o que querem e o que se propõem fazer. O resto é para entreter jornais. E, aí, prefiro as especulações sobre futuros jogadores e transferências do que bocas entre sportinguistas.»

João Paulo Palha: «Sou sportinguista desde que me conheço. Em boa verdade, talvez, até, desde antes de me conhecer. Suponho que o sportinguismo me está escrito no sangue, o que não é para admirar, uma vez que fui educado por um pai que já tinha sido moldado nos ditames desta observância. Na minha família alargada, que é bastante grande, o sportinguismo é um traço de união, um laço familiar quase indissolúvel, um dogma que, como todos os dogmas, não se discute. São bisavôs, avôs, filhos, netos, tios-avôs, tios, primos, sobrinhos, sobrinhos-netos, bisnetos, uma família que, independentemente do sexo e idade dos seus membros, é devotadamente sportinguista.»

Tiago Loureiro: «As calúnias gratuitas e as suspeições infundadas, pilares de uma campanha de tentativa de assassinato de carácter que fez parte da estratégia principal de combate a Bruno de Carvalho há dois anos, estão de volta. Não é que eu esperasse que alguém como Carlos Barbosa, dono de uma fome de protagonismo que nunca mais acaba, tivesse aprendido que a deselegância e a calúnia não servem de argumento. Mas podia ter aprendido que os sportinguistas são inteligentes e não vão em cantigas. Muito menos de alguém como ele.»

Eu: «Eis o Sporting no seu pior, imitando a extrema-esquerda em 1975 à cata de pureza ideológica. Nessa altura, a obsessão era distinguir os "verdadeiros" socialistas ou comunistas dos restantes; agora, no SCP, a obsessão é andar de sportingómetro em punho, avaliando o grau de pureza clubística de cada um. Não se vai longe por este caminho. É uma via estreita, pequenina, longe da grandeza que está na matriz genética do Sporting.»

Que amor é este?

Nota de abertura

Certo dia numa tasca da Baixa e entre algumas imperiais alguém perguntou a outro: entre a tua mulher e o Sporting qual escolherias? O Sporting claro! Porquê? Porque conheço e amo há mais tempo.

 

No passado dia 16, aquando do empate em casa com aquele colosso dinamarquês, fiquei tão bravo, tão furibundo que decidi não voltar esta época a Alvalade.

Gosto muito de futebol, porém aquilo que fui assistindo nos últimos tempos no nosso estádio, deixou-me fora de mim. Completamente.

Tenho muitos anos de sócio e sei que tudo é passageiro. Relembro a este respeito que tivemos uma das piores épocas em 2019/2020 para sermos campeões na época seguinte...

Mas quando no Domingo:

- Vamos amanhã à bola?

Respondi quase sem pensar:

- Claro!

Ora toda aquela ira contra o clube que eu sentira nas semanas anteriores havia-se desvanecido completamente. Como é possível passarmos do 8 ao 88, assim quase de um momento para o outro?

Ou questionado de outra forma: que amor é este que um dia nos leva às profundezas da quase depressão, para no dia de jogo estarmos uma vez mais lá de cachecol e voz potente a gritar Sporting é o nosso grande amor?

Rescaldo do jogo de ontem

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Trincão marcou o nosso segundo, autêntica obra de arte, rasgando a defesa do Estoril

Foto: José Sena Goulão / Lusa

 

Gostei

 

Da vitória em casa frente ao Estoril. Domínio total do Sporting neste embate em Alvalade que só pecou pelo resultado escasso (2-0) face à exibição muito conseguida. Futebol de ataque, bem ligado, alternando a condução da bola pelos flancos e pelo espaço interior, baralhando as marcações estorilistas.

 

De Bellérin. Recém-chegado para substituir Porro, já marca. Titular ontem, assumiu-se como dono do flanco direito. Mas foi em incursão no corredor central que fez o golo inaugural da nossa equipa, em estreia absoluta como artilheiro de Leão ao peito - como se fosse um avançado, com toda a calma do mundo. Há dois anos que não marcava: na última vez, ainda actuava no Arsenal. No Barcelona e no Bétis ficou em branco. Em boa hora interrompeu o jejum. Ganhámos com  isso.

 

De Edwards. Grande partida do ex-Tottenham combinando muito bem com Bellerín no corredor direito: parece que jogam juntos há muito tempo. Vários dos nossos lances mais perigosos partiram dos pés dele: cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho (18'), outros centros dignos de nota aos 58' e aos 90'+3. Ele próprio esteve a centímetros de marcar um golaço num remate em arco para o canto superior direito da baliza estorilista (39').

 

Do golo de Trincão. Após onze jogos em branco, o ex-Braga mostrou enfim um rasgo de génio. Aos 51' pegou na bola junto ao flanco esquerdo, levou-a em progressão, foi rasgando a defesa, tirou quatro do caminho e deixou o guarda-redes pregado - num lance à Messi, com a diferença de ter marcado com o direito, que é o seu pior pé. Mas nem parecia. Só para ver esta obra-prima valia a pena ter ido ao estádio. Podia ter bisado aos 63' e colocou muito bem a bola em Chermiti aos 90'. Após uma primeira parte em que pareceu desaparecido, despertou no segundo tempo - e de que maneira. Melhor em campo.

 

De St. Juste. Após meses de inactividade forçada devido a uma série de quatro lesões, parece enfim totalmente recuperado. E vai agarrando a titularidade como central à direita. Seguro, confiante, exibiu-se em alto nível. Agora já podemos dizer que é reforço.

 

De não termos sofrido qualquer golo. Dos 22 desafios já disputados neste campeonato 2022/2023, só mantivemos as nossas redes intactas em oito. Este foi um deles. 

 

Da clara superioridade no nosso estádio. Até agora, onze jogos da Liga em casa com um balanço largamente positivo: nove vitórias. As partidas contra Chaves e FC Porto foram excepções à regra. Oxalá pudéssemos dizer o mesmo dos desafios já disputados longe de Alvalade.

 

Dos aplausos a Francisco Geraldes. O nosso antigo médio, formado na Academia de Alcochete, continua a ser muito estimado pelos adeptos. Aos 57', quando foi substituído, recebeu uma calorosa e espontânea salva de palmas. Merece este carinho.

 

Do árbitro Manuel Mota. Facto raríssimo no nosso campeonato: chegou ao fim do jogo sem exibir qualquer cartão. Critério largo, à inglesa, deixando a bola rolar sem interromper a partida ao menor contacto físico nem confundir futebol com festival de apito. É hoje dos poucos a mostrar-se assim em Portugal, valorizando o espectáculo e propiciando mais tempo útil de jogo. Ao contrário de Artur Soares Dias, João Pinheiro e mais uns quantos.

 

De termos vencido em três estádios nesta ronda. Continuamos em quarto lugar, mas agora mais perto dos postos que dão acesso à próxima Liga dos Campeões. Aproveitámos as derrotas do FC Porto no Dragão frente ao Gil Vicente (1-2) e do Braga em Guimarães (2-1). 

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Ugarte. O uruguaio ficou fora desta partida devido a uma falta totalmente escusada que lhe valeu um amarelo - o nono neste campeonato. Mas a posição 6 foi bem entregue a Morita, que desempenhou a tarefa sem problema e ainda arriscou várias incursões para zonas mais adiantadas do terreno. 

 

De ver Pedro Gonçalves fora do trio ofensivo. Após bisar em Chaves, jogando onde melhor exibe a sua veia como finalizador exímio, o maior marcador da Liga 2020/2021 voltou a ser remetido ao meio-campo. Ali parece escondido do jogo, mas está apenas a cumprir a missão táctica que o treinador lhe confia. Gostava de o ver de novo lá na frente nos próximos desafios.

 

Do tangencial 1-0 ao intervalo. Sabia a pouco após várias oportunidades que ficaram por concretizar. Pelo menos quatro. 

 

De Paulinho. Outro jogo em branco. Desta vez teve uma boa oportunidade, quando Edwards lhe pôs a bola na cabeça em posição frontal: o remate saiu forte, mas de modo a permitir uma boa defesa do guarda-redes. Ficou-se por aí. Mas só cedeu lugar a Chermiti aos 67'. Nos 89 desafios que já cumpriu de verde-e-branco nestes dois anos, marcou 28 golos atá agora. Número escasso para um avançado-centro.

 

Das enormes clareiras nas bancadas. Apenas 22.300 espectadores viram ao vivo este Sporting-Estoril, iniciado às 19 horas de ontem, segunda-feira. Muito poucos: há cada vez mais gente a perder o hábito de ir ao estádio. Foi a mais fraca assistência para o campeonato nesta época.

O dia seguinte

Foi duma forma competente e eficaz que o Sporting derrotou o Estoril, poucos dias depois da Dinamarca e de Chaves, e beneficiando das derrotas de Porto e Braga se aproxima dos lugares de acesso à Champions.

Competente e eficaz porque conseguiu colocar sempre o Estoril junto à sua área, num desgaste permanente de basculações defensivas que tornava difícil partir para o contra-ataque em boas condições, e calmamente foi criando oportunidades de marcar, embora falhando no último passe ou remate.

A chave para a vitória foi a ala direita, com St. Juste, Bellerín e Edwards a combinar bem e a criar movimentos inesperados para o adversário. Dum deles surgiu o golo de Bellerín em posição central.

Depois dum princípio de jogo a claudicar, Trincao abriu o livro e marcou um golo à Messi. 

E com esse golo o jogo ficou resolvido. Vieram as substituições, veio a anarquia táctica e o desperdício.

Foi a terceira vitória consecutiva com poucos dias de intervalo e viagens pelo meio, grande rotação de jogadores, muitos golos marcados e poucos sofridos. A ideia que fica é dum plantel mais forte e equilibrado, o que deixa boas perspectivas para o resto da época.

Melhor em campo? Trincão pelo grande golo e segunda parte.

E agora? Ir ganhar a Portimão, conto lá estar. Depois logo se vê.

SL

A tremura dos quarenta

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- Telefonei para te dar os parabéns.

- Os parabéns de quê? Da castanhada que dei ontem ao gajo do Gil Vicente?

- Não, pá, pelos teus quarenta anos.

- Ah, obrigado, mas olha que tu, também, não estiveste mal, a maneira como ceifaste o gajo do Vizela foi uma obra de arte. Como é que conseguiste fazer aquilo sem ver vermelho.

- Vermelho, eu? Sou algum Daniel Bragança ou quê?

-  E tu como é que te escapaste ao vermelho, ontem?

- Escapei porque não sou nenhum Tabata.

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O telefonema acabou com Otamendi e Pepe a rirem-se, alarvemente. O futebol português tem muita piada.

Nós, há dez anos

 

Tiago Cabral: «Primeiro eram 25 milhões, tipo cláusula barreira para quem quisesse candidatar-se. Agora já se fala em 45 milhões. Até dia 23 de Março isto deve subir até aos 100 milhões. Alguém precisa de um merceeiro?»

 

Eu: «Uma campanha eleitoral conduzida sem elevação seria o melhor trunfo que os sportinguistas poderiam dar neste momento aos seus rivais de sempre. Já que não podemos exigir de momento que nos respeitem pelos resultados desportivos no futebol profissional (que é, não o esqueçamos, a principal fonte de receitas do clube), que nos respeitem ao menos por sabermos defender as nossas ideias sem agredir ninguém com quem compartilhamos a filiação clubística.»

Pérolas de Ribeiro Cristóvão (29)

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«Há aqui uma novidade que eu gostava de salientar nesta deslocação do Sporting à Finlândia...»

........................................................

«Quem salva a equipa é o Coates que marca o golo em Alvalade na última jogada do desafio porque, se isso não tivesse acontecido, estaríamos agora no prolongamento mesmo com o Sporting a vencer por 4-0. Porque, como se sabe, hoje os números já não contam.»

SIC Notícias, 23 de Fevereiro de 2023

(Confundindo a Dinamarca com a Finlândia e mostrando nada perceber de aritmética)

Nós, há dez anos

 

Helena Ferro de Gouveia: «A grandeza do Sporting vê-se nos detalhes, que não são ínfimos. Aqui uma imagem que colhi no mercado Central de Maputo. Orgulhosamente a vendedora de batatas ornava o seu espaço com uma bandeira sportinguista. "O clube do meu coração, graças a Deus." Garanto-vos que foram as batatas mais saborosas que comi em Moçambique.»

 

Tiago Loureiro: «"José Roquette, Bettencourt e Godinho Lopes apoiam Couceiro" Três pregos no caixão?»

 

Eu: «A inviabilização, por entrega fora de prazo, da lista ao Conselho Leonino que seria liderada por João Paiva dos Santos, além de mostrar a inépcia daquele que chegou a anunciar a pré-candidatura à presidência do Sporting, foi sintomática a outro nível: de algum modo prenuncia o fim desta estrutura pertencente aos corpos sociais do clube - uma assembleia consultiva que funciona essencialmente como anacrónica feira de vaidades. Nada lá se delibera. Do que se discute, quase nada se sabe - o secretismo é a marca distintiva desta espécie de clube dentro do clube que, na prática, tem servido apenas para prestar vénias aos sucessivos poderes de turno.»

Afinal foi

Este blogue, como se comprova pelos números publicados aqui mensalmente pelo mister Pedro Correia, é dos mais visitados e comentados desta plataforma e por conseguinte da blogosfera do ludopédio deste cantinho.

Assim, independentemente de quem seja o autor dos posts (o totalista é, mais uma vez, o mister), é facto que é também lido e consultado por quem no Sporting (e nos rivais, veja-se o picar de ponto do Xico Marques diariamente) tem a missão de apalpar o pulso à nação sportinguista e que depois os recados que aqui vão sendo dados, sejam recebidos e analisados por quem o deve fazer.

O post é meu, mas poderia ser de outro autor, no entanto desculpem a imodéstia (colectiva), depois de neste blogue se ter "exigido" uma posição do Sporting sobre o caso E-toupeira e sucedânios (as várias ramificações), o clube reagiu em comunicado. Vale sempre a pena...

 

Quente & frio

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Festa dos nossos jogadores em triunfo categórico na Dinamarca: goleada leva-nos aos oitavos

Foto: Bo Amstrop / EPA

 

Gostei muito da nossa goleada (0-4) na Dinamarca. Aqueles que já rasgavam as vestes, antecipando uma eliminação antecipada do Sporting nesta pré-eliminatória de acesso aos oitavos da Liga Europa, confirmaram que não nasceram para ser zandingas. Foi um dia chato para os profetas da desgraça: após o empate 1-1 em Alvalade, fomos a Herning golear a briosa equipa local, que também conta com um Paulinho no seu onze-base. Este Paulinho deu-nos muito jeito ao fazer-se expulsar por acumulação de cartões aos 38': passámos a jogar contra dez, o que nos facilitou a vida. Mas dominámos quase o tempo todo uma equipa que, sem o fulgor de uma semana antes em Lisboa, revelou ter uma defesa de papel - o autogolo deles, que fechou a conta aos 85', foi digno dos "apanhados": guarda-redes longe da baliza, defesa Gaternmann a centrar para o guardião que lá não estava, bola a entrar calmamente enquanto os nossos festejavam.

 

Gostei de Pedro Gonçalves - homem do jogo, herói da partida. Aos 50', marcou o segundo - um golaço que merece ser revisto várias vezes. Um minuto antes já ameaçara com um disparo colocadíssimo, forçando o guarda-redes adversário à defesa da noite. O terceiro, aos 77', também é dele, beneficiando de um ressalto na defesa que traiu o guardião. Se fosse preciso, teria ficado demonstrado anteontem, nesta partida que nos colocou nos oitavos da Liga Europa, que o ex-Famalicão deve jogar sempre no trio ofensivo, onde sabe colocar-se muito bem entre linhas com inegável faro de golo. Já leva 16 nesta temporada ainda longe de chegar ao fim - e contabiliza sete assistências. Melhor em campo, melhor do plantel leonino em 2022/2023, estreante de luxo como artilheiro na Liga Europa neste embate em que dois dos golos nasceram de pontapés de canto. Estamos a aproveitar bem os lances de "bola parada".

 

Gostei pouco de algumas exibições. Gonçalo Inácio, reconduzido à ala esquerda dos centrais, alterna a precisão dos passes longos com lapsos momentâneos que o levam a comprometer o equilíbrio defensivo. Edwards, quando os primeiros dribles não resultam, fica meio desligado do jogo, sem compromisso colectivo. Adán, com boas defesas aos 17' e 63', voltou a repor mal uma bola aos 90' por excesso de confiança: o fantasma de Alvalade, no desafio da primeira mão, pareceu pairar ali por momentos. Morita, regressado há dias após demorada ausência por fadiga muscular, ainda não aguenta os 90 minutos: saiu aos 53'. Mesmo assim o japonês teve intervenção decisiva no primeiro golo, ao desviar de cabeça a bola ao primeiro poste enquanto St. Juste o completava no segundo e Coates surgia no meio, de cabeça, aproveitando o ressalto para a meter lá dentro pelo segundo jogo consecutivo. Aconteceu aos 21': virámos aí a eliminatória a nosso favor. Momento decisivo, com o capitão leonino a mostrar como deve actuar um ponta-de-lança. Apesar de ser defesa.

 

Não gostei do amarelo que Ugarte viu aos 73', infantilmente, ao ceder à provocação de um adversário, empurrando-o. Se fosse no campeonato português, em vez do amarelo poderia ter recebido cartão de outra cor. Mesmo assim, por acumulação, isto basta para o deixar fora da próxima partida, no dia 9, contra o dificílimo Arsenal. Atitude imatura e irreflectida do brioso médio defensivo: estes nervos à flor da pele, sempre prontos a estalar à mínima faísca, em nada contribuem para a estabilidade da equipa numa época que tem corrido muito abaixo do que todos pretendíamos. Sem novidade, voltei a não gostar de Paulinho: exibição apagadíssima, sem se libertar das marcações nem intervenção em qualquer dos golos. O melhor que conseguiu foi tocar com a ponta da bota, sem préstimo, num lance em que Nuno Santos o isolou com um passe quase milimétrico aos 67'. Outro jogo em branco, o que deixou de ser notícia.

 

Não gostei nada de Trincão. Continua a mostrar-se como uma espécie de corpo estranho no colectivo leonino. Rúben Amorim teve o bom senso de não o incluir no onze titular, onde Arthur figurou como ala esquerdo (e participação nos dois primeiros golos, num deles com assistência) e Esgaio foi ala direito (corte providencial, corrigindo erro de Coates, aos 32') na primeira parte, dando lugar a Bellerín no segundo tempo por já estar amarelado. O ex-Braga entrou aos 65', rendendo Edwards: teve quase meia hora para um passe de ruptura, uma tentativa de assistência, um remate, um lance que desse nas vistas. Nada. Parece atravessar uma fase de desmoralização total que o vai divorciando dos adeptos. 

2022/2023: marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 16 (Braga, Rio Ave, Rio Ave, Portimonense, Gil Vicente, Casa Pia, Famalicão, Farense, Braga, Benfica, Vizela, Braga, Chaves, Chaves, Midtjylland, Midtjylland)

Paulinho 11 (Tottenham, Casa Pia, Farense, Farense, Marítimo, Marítimo, Marítimo, Braga, Paços de Ferreira, Arouca, Arouca)

Edwards 10 (Braga, Estoril, Eintracht Frankfurt, Boavista, Tottenham, V. Guimarães, V. Guimarães, Farense, Braga, Braga)

Nuno Santos 7 (Braga, Eintracht Frankfurt, Portimonense, Santa Clara, Casa Pia, Paços de Ferreira, Chaves)

Trincão 6 (Eintracht Frankfurt, Portimonense, Portimonense, Marselha, Famalicão, Braga)

Morita 5 (Gil Vicente, Santa Clara, V. Guimarães, Braga, Braga)

Arthur 3 (Tottenham, Eintracht Frankfurt, Farense)

Porro 3 (Marítimo, Paços de Ferreira, Vizela)

Gonçalo Inácio 2 (Rio Ave, Braga)

Chermiti 2 (Rio Ave, FC Porto)

Coates 2 (Midtjylland, Midtjylland)

St. Juste 1 (Estoril)

Rochinha 1 (Gil Vicente)

Mateus Fernandes 1 (Farense)

Matheus Reis 1 (Braga)

Matheus Nunes 1 (Rio Ave)

Boateng 1 (autogolo do Rio Ave)

Miguel Silva 1 (autogolo do Marítimo)

Bah 1 (autogolo do Benfica)

Gartenmann 1 (autogolo do Midtjylland)

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Godinho Lopes está a enterrar o Sporting tanto, mas tanto, que devíamos eleger não um presidente/gestor, mas sim um mineiro ou um geólogo.»

 

Alexandre Poço: «É cada vez mais científico: quem passa pelo FC Porto muda de nome próprio. É como que um renascer para a vida, já anunciado por Fernando Pessoa numas premonitórias palavras: "sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo". Dei por mim a reflectir: pensaria Pessoa no Sporting?»

 

Tiago Cabral: «A trajectória do Sporting nos últimos anos leva-nos assustadoramente a uma realidade que, estou certo, nenhum Sportinguista imaginou nem nos seus piores pesadelos. A 2ª liga está ali mesmo ao virar da esquina. Não foi um processo que aconteceu de forma inesperada. Foi, isso sim, consequência natural da gestão praticada no nosso clube nos últimos anos. Com a asfixia financeira vivida no clube, houve uma opção traçada pelas anteriores direcções, optou-se por menorizar a importância da gestão desportiva do futebol. A teoria que o Sporting não iria depender de uma bola que não entrasse e batesse na trave trouxe-nos até aqui. Num clube ganhador os resultados interessam, aliás, têm obrigatoriamente que interessar. A bola tem mesmo que entrar.»

 

Tiago Loureiro: «"Os nossos adversários querem a nossa divisão", diz José Couceiro. Reconheço que se há coisa em que ele leva vantagem é saber como pensam Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. Afinal, os anos em que trabalhou para ambas as personagens hão-de ter servido para alguma coisa.»

 

Eu: «Não sabemos ainda quem vencerá as eleições no Sporting. Mas sabemos quem já perdeu: Godinho Lopes. Desde logo, porque recusou recandidatar-se - sinal inequívoco de que sabia não ter a menor probabilidade de triunfo. Mas também - e sobretudo - pelo simples motivo de nenhum dos três candidatos em campanha se reclamar como depositário do seu legado desportivo e financeiro. Alguém que o fizesse, aliás, estaria antecipadamente condenado à derrota.»

A voz do leitor

«Por mim, estas rábulas resolviam-se de forma simples: os jogadores jogam sempre no limite, independentemente de poderem, ou não, ficar suspensos, independentemente de poderem falhar, ou não, um jogo importante. Tudo o que seja diferente disto cria nos jogadores a convicção de que há jogos mais importantes do que outros e de que há jogos em que se pode facilitar. É com estas coisas que se perdem pontos atrás de pontos e se chega aos jogos decisivos em deficit de motivação. Não gostei nada de ver Coates forçar o amarelo, tal como não gostei nada de ver Nuno Santos em subrendimento, com medo de ver amarelo. Só não correu mal porque, aos 84', marcámos num lance caído do céu.»

 

Jô, neste meu texto

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