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És a nossa Fé!

2022 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: NUNO DIAS

Nuno Sérgio dos Santos Dias regressa aos 50 anos, por mérito próprio, a esta galeria anual do És a Nossa Fé. Já tinha passado por cá em 2018, numa época traumática para a nação leonina, quando o futsal nos resgatou e compensou de muitas tristezas. Volta agora, novamente pela porta grande, no final de um ano em que esta modalidade com um número crescente de praticantes e adeptos nos encheu uma vez mais de alegria.

O que havia para ganhar a nível interno, ganhámos. Pela segunda época consecutiva.

Em Fevereiro, levantámos bem alta a Taça da Liga ao derrotarmos sem apelo nem contemplações o Benfica por 5-2. Um troféu que foi nosso pela quarta vez.

Em Maio, a Taça de Portugal veio para Alvalade pelo quarto ano seguido. Com triunfo épico por 4-3, na final contra os encarnados - numa das melhores partidas a que já assistimos desta modalidade.

Em Junho, reconquistámos o título de campeões nacionais de futsal. Reconquista consumada em Junho com outra vitória memorável ao Benfica, nosso histórico rival, no Pavilhão João Rocha. Proeza notável: sexto campeonato ganho em sete épocas.

Em Setembro, vencemos a Supertaça da modalidade. Contra o rival de sempre, desta vez com recurso aos pontapés de penálti - em novo jogo empolgante que funcionou como excelente cartaz de promoção da modalidade, no pavilhão de Matosinhos.

Não admira que estes nossos campeões sejam ídolos da jovem massa adepta: Guitta, Alex Merlim, Cardinal, Diego Cavinato, Erick Mendonça, Zicky, Pany Varela, Pauleta, Esteban, Tomás Paçó. Com destaque especial para o nosso capitão João Matos, que em Outubro cumpriu uma bonita marca: o seu 70.º jogo na Liga dos Campeões.

Esforço, dedicação, devoção e glória. É mesmo a palavra glória que associamos ao percurso de Nuno Dias nesta 11.ª época como treinador leonino. Eis o seu palmarés: duas conquistas da Liga dos Campeões, sete campeonatos nacionais, seis Taças de Portugal, sete Supertaças, quatro Taças da Liga e quatro Taças de Honra da AFL.

Em 2022 só nos faltou a Liga dos Campeões: caímos na final, contra o Barcelona, o que nos impediu de reeditar os títulos de 2019 e 2021. Mas não impediu o Sporting de ser proclamado pela primeira vez, logo em Janeiro, o melhor clube de futsal do mundo. Com Guitta melhor guarda-redes, Zicky melhor jogador jovem e - claro - Nuno Dias - melhor treinador da actualidade. O que também aconteceu pela primeira vez a nível planetário, após o segundo lugar alcançado em 2019.

Distinção bem merecida. Para orgulho dele. E de todos nós.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Treinador do ano em 2019: Paulo Freitas

Treinador do ano em 2020: Rúben Amorim

Treinador do ano em 2021: Rúben Amorim

Alegre despedida de um ano agridoce

Sporting, 3 - Paços de Ferreira, 0

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Nuno Santos, em grande forma, celebra o segundo golo leonino da noite de anteontem

Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

 

Acabou por saber a pouco. Com 3-0 ao intervalo, e o triunfo a começar a ser construído logo aos 3', num golo de cabeça de Porro correspondendo a primoroso passe de Nuno Santos, adivinhava-se goleada em Alvalade. Acabou por não acontecer. No segundo tempo tirámos o pé do acelerador e passámos a gerir o resultado contra ao Paços de Ferreira, "lanterna vermelha" do campeonato, que apenas tem 2 pontos em 14 jogos.

É verdade que o primeiro tempo decorreu a um ritmo vertiginoso, com o Sporting a acelerar pelas alas: os dois extremos deram nas vistas. Pareciam concorrer ao título de melhor em campo, competição acentuada quando Nuno Santos marcou o segundo, de frente para a baliza, empurrando-a por gentileza de Edwards. Estávamos no minuto 22: os 31 mil adeptos presentes no nosso estádio tinham motivos para se sentirem satisfeitos.

Em ambos os golos Pedro Gonçalves - que fez duo com Dário na linha do meio-campo, competindo-lhe a ligação imediata à linha ofensiva - marcou presença. No primeiro, foi ele a servir Nuno Santos, em pré-assistência. No segundo, conduziu o veloz contra-ataque colectivo. 

Faltou ao transmontano brilhar naquilo em que foi exímio na sua primeira época de verde-e-branco: metê-la lá dentro. Teve duas oportunidades para isso: aos 48', após centro milimétrico de Nuno Santos, fez a bola rasar o poste; e aos 72', quando o excesso de ansiedade o levou a rematar por cima. Não podemos pedir-lhe que construa jogo e converta, tudo em simultâneo. Ao jogar mais recuado, por imperativo táctico, a veia goleadora vai esmorecendo.

 

Quem parece renascido como goleador é Paulinho. Neste encontro com o Paços encerrou a contagem, aos 45', desta vez com assistência de Porro, num cabeceamento cheio de pontaria. Foi o seu sétimo golo em seis partidas consecutivas, contando com a Taça da Liga. Este é o Paulinho dos melhores tempos em Braga. Mereceu brinde e ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 79'. Cinco minutos antes, o lateral esquerdo Antunes, da equipa forasteira, teve o mesmo tratamento das bancadas: os adeptos não esquecem que ele foi um dos obreiros do nosso título de campeão em 2020/2021.

O nosso sector mais recuado esteve irrepreensível (Adán fez a primeira defesa aos 41'), o meio-campo interior não se ressentiu da inédita parceria Dário-Pedro Gonçalves e ao trio mais ofensivo só faltou maior produção de golos: Trincão e Edwards desta vez ficaram em branco, com o inglês a centímetros de marcar aos 8' e aos 38'. 

 

Rúben Amorim está a cumprir o que prometeu: aposta mesmo nos jovens. Além de Dário, desta vez titular, mandou saltar do banco Rodrigo, Mateus Fernandes (aos 79') e Sotiris (em campo desde os 85'). O jovem médio, de apenas 17 anos, assumiu o papel mais ingrato na desgastante missão de substituir Ugarte, ausente por castigo. Já muito fatigado, acabou por entrar de sola num lance dividido junto à linha do meio-campo, o que lhe valeu um vermelho directo. Saiu em lágrimas, confortado com os aplausos do público. É assim que se cresce. É assim que se ganha experiência.

Mateus Fernandes, em menos de um quarto de hora, voltou a demonstrar que merece a confiança do técnico com pormenores de classe. Como quando isolou Rodrigo na grande área, aos 89'. Não custa vaticinar que vai ser craque na equipa principal.

Assim nos despedimos, em ambiente alegre e até festivo, de um ano agridoce para o futebol leonino. Com Coates a ser distinguido pelo presidente Frederico Varandas com um brinde especial, após o fim do jogo, pela tricentésima partida já feita de Leão ao peito. O mais veterano da equipa, um verdadeiro capitão, um verdadeiro campeão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Foi pouco mais que um espectador durante grande parte do encontro. Mas, quando chamado a intervir, revelou bons reflexos. Renovou contrato: é um bastião desta equipa.

Gonçalo Inácio - O mais discreto dos nossos defesas, pautou a sua exibição pela segurança e pela eficácia. Sem falhas nem deslizes. Canhoto à direita: não tem concorrentes ali.

Coates - Inspira tranquilidade e segurança como comandante da defesa e patrão da equipa. Acalma os colegas quando estão mais ansiosos, pauta o ritmo de jogo na construção.

Matheus Reis - Combina cada vez melhor com Nuno Santos na ala esquerda. Impõe o físico nas bolas divididas. Grande passe para Edwards (8'). Tentou o golo de meia-distância (49').

Porro - Autêntico dínamo do onze titular leonino. Marcou o primeiro, à ponta-de-lança, de cabeça, o que lhe deu ainda mais confiança para uma grande exibição. Assistiu no terceiro.

Dário - Desta vez substituiu como titular o ausente Ugarte. E cumpriu a missão, no essencial, como médio defensivo. Viu o vermelho directo aos 82' por falta desnecessária.

Pedro Gonçalves - Sacrifica a veia goleadora pela construção de lances ofensivos em prol do colectivo. Missão de sacrifício bem executada: dois dos golos começaram nos pés dele.

Nuno Santos - Está em grande forma: isso nota-se cada vez que busca a bola e a endossa aos colegas lá na frente. Foi assim logo aos 3'. E também marca: o segundo foi dele.

Edwards - Parece às vezes algo apático e até fora das jogadas, mas é uma questão de estilo. Porque poucos tratam bem a bola como ele neste onze. Assistiu no segundo, aos 22'.

Trincão - Rende mais como interior esquerdo, onde evidencia todos os seus dotes técnicos. Bom trabalho aos 31' e 36'. Podia ter feito melhor aos 60', quando atirou ao lado.

Paulinho - Estará, em definitivo, recuperado como goleador? Se não é, parece. Desperdiçou aos 31, mas aos 45' meteu-a lá dentro. E podia ter bisado, aos 58', num remate à queima.

Jovane - Primeiro suplente utilizado, em estreia na Liga 2022/2023, rendeu Edwards aos 71'. Ainda distante da boa forma que chegámos a ver-lhe noutras épocas. Falta-lhe confiança.

Arthur - Substituiu Nuno Santos aos 71' já em fase de alguma contenção da nossa parte. Desta vez não protagonizou nenhum daqueles vistosos lances a que nos tem habituado.

Mateus Fernandes - Entrou muito bem, substituindo Pedro Gonçalves aos 79'. Tem bom toque de bola, visão estratégica, gosta de disputar a bola. Está no rumo certo.

Rodrigo - Rendeu Paulinho aos 79'. Cheirou o golo aos 89', quando atirou ao lado. Agora que renovou contrato será certamente utilizado bastante mais vezes.

Sotiris - Último a entrar: substituiu Trincão aos 85'. Continua a não saber utilizar da melhor maneira a força física. Podia ter visto novo cartão amarelo em lance dividido.

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Que 2013 seja verde, verde de esperança e de vitórias, pois não há Sporting sem esperança nem vitórias.»

 

Diogo Agostinho: «Já chega de 2012 para todos os sportinguistas. Isto já é mau demais! Venha rápido 2013!»

 

José da Xã: «O ano futebolístico do Sporting tem sido mau, muito mau mesmo. Nem tenho memória, no meu mais de meio século de existência, duma coisa assim.»

 

Pedro Quartin Graça: «Cumpre agradecer a Carriço os anos de dedicação ao seu clube do coração e de que foi capitão. Boa sorte.»

 

Eu: «Depois de Domingos, aconteceu o dilúvio: nenhum treinador depois dele conseguiu fazer melhor, muito pelo contrário. Ricardo Sá Pinto, Oceano Cruz e Franky Vercauteren demonstraram a plena actualidade de um velho provérbio português: depois de mim virá quem de mim bom fará.»

A voz do leitor

«É voltarmos ao #ONDEVAIUMVAOTODOS! Sendo Rúben Amorim o líder que lhe reconhecemos, está na hora de puxar da frase que vai juntar todos em redor de um objectivo: reconstruir aquela equipa unida e batalhadora, que mesmo contra as adversidades faz os adeptos sentirem orgulho.»

 

Paulo Batista, neste texto do Pedro Boucherie Mendes

2022 em balanço (1)

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JOGADOR DO ANO: MATHEUS NUNES

A importância dos jogadores também se mede por isto: alguns tornam-se quase imprescindíveis numa equipa. Aconteceu no Verão passado, quando Matheus Luiz Nunes disse adeus ao Sporting, causando um abalo sísmico na equipa, onde era titular indiscutível.

O luso-brasileiro, que fomos buscar ao Estoril em Janeiro de 2020, subiu a pulso em Alvalade. Campeão nacional na época seguinte, em que alternava no meio-campo com João Mário, conquistou lugar cativo no onze após a partida do campeão europeu, tornando-se num dos mais influentes do grupo de trabalho comandado por Rúben Amorim.

Influente na capacidade técnica, na visão de jogo, no dom de saber colocar a bola em passes longos, no remate de meia-distância, na mestria em acelerar o ritmo da equipa, na destreza como ligava o meio-campo à linha ofensiva.

Atributos que foi desenvolvendo sob a batuta do treinador, que o potenciou da melhor forma. A tal ponto que, em Agosto, Matheus acabou por protagonizar a segunda mais bem paga transferência de que há registo na história do futebol leonino ao sair para o Wolverhampton por 45 milhões de euros, mais 5 milhões por objectivos. Só a saída de Bruno Fernandes para o Manchester United, dois anos e meio antes, nos rendeu mais.

Boa notícia para as finanças do clube, má notícia para a nossa prestação desportiva. Sem Matheus, a equipa caiu muito - até porque esta saída fora antecedida pela partida de Palhinha e Tabata, além de coincidir com a grave lesão de Daniel Bragança. Seguiram-se três meses de fraco desempenho que só agora começa a ser superado.

Ainda foi o melhor em campo no desafio de abertura da Liga 2022/2023, frente ao Braga. E marcou o último golo de verde e branco na jornada seguinte, contribuindo para a nossa vitória em Alvalade (3-0) frente ao Rio Ave. Na hora da partida, mostrou-se grato: «O Sporting deu-me tudo quando eu não era nada.»

Havia participado em 33 das 34 partidas do campeonato anterior, com dois golos e três assistências. Teve papel crucial, em Janeiro, na conquista da Taça da Liga. No final da temporada, os treinadores elegeram-no para o onze ideal do campeonato. E escutou um rasgado elogio de Pep Guardiola, em Fevereiro, quando o Sporting recebeu o Manchester City para a Liga dos Campeões em jogo de má memória para nós. «É um dos melhores jogadores do mundo», disse o conceituado técnico catalão. Na linha do que escrevi aqui há um ano, ao eleger Matheus como Confirmação de 2021: «Tem fibra de campeão: isso é o que mais importa.»

Guardiola, com aquelas palavras, antecipava de algum modo a saída de Matheus Nunes para a Premier League, onde o luso-brasileiro - agora com 24 anos - foi ganhar um salário cinco vezes superior ao que auferia em Alvalade. Infelizmente, não tem demonstrado por lá o mesmo rendimento desportivo. Também passou discreto pelo Mundial do Catar.

No Sporting era muito mais influente. E sou até capaz de apostar que talvez fosse mais feliz.

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015Slimani

Jogador do ano em 2016: Adrien

Jogador do ano em 2017: Bas Dost

Jogador do ano em 2018: Bas Dost

Jogador do ano em 2019: Bruno Fernandes

Jogador do ano em 2020: Pedro Gonçalves

Jogador do ano em 2021: Pedro Gonçalves

 

Pódio: Porro, Nuno Santos, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Porro: 20

Nuno Santos: 20

Paulinho: 18

Edwards: 17

Matheus Reis: 17

Trincão: 16

Pedro Gonçalves: 15

Coates: 15

Adán: 14

Gonçalo Inácio: 14

Arthur: 12

Jovane: 12

Dário: 10

Mateus Fernandes: 6

Rodrigo: 5

Sotiris: 1

 

O Jogo e o Record elegeram Porro como melhor em campo. A Bola optou por Nuno Santos.

Rescaldo do jogo de ontem

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Porro e Nuno Santos: grande dupla em campo frente ao Paços de Ferreira

(Foto: Miguel A. Lopes / Lusa)

 

Gostei

 

Da nossa vitória categórica contra o Paços de Ferreira. Triunfo muito facilitado frente ao último classificado da Liga 2022/2023, que chega à 14.ª jornada apenas com 2 pontos - sem um só jogo ganho. Mas não temos culpa disso. Fizemos o nosso trabalho, com tanta eficácia que arrumámos o desafio logo no primeiro tempo, com 3-0 ao intervalo. A segunda parte foi muito mais pausada: deu para gerir o resultado sem a preocupação de ampliar a vantagem.

 

De Porro. Coincidência ou não, melhor em campo num momento em que tanto se fala dele como potencial candidato a trocar o campeonato português pela Premier League. O espanhol - escandalosamente ignorado pelo ex-seleccionador Luis Enrique na convocatória para o Mundial do Catar - deslumbrou os adeptos com uma exibição de excelência. A inaugurar o marcador, de cabeça, à ponta-de-lança, logo aos 3', na primeira oportunidade do desafio, e a assistir no terceiro, num cruzamento primoroso para Paulinho, aos 45'. 

 

De Nuno Santos. Outra exibição superlativa, iniciada com o centro para Porro que funcionou como assistência no nosso golo inaugural. Foi ele a marcar o segundo, assistido por Edwards, aos 22', também à ponta-de-lança. Viria a distinguir-se ainda com óptimos cruzamentos para Pedro Gonçalves (48') e Paulinho (56').

 

Do regresso de Paulinho aos golos na Liga. Selou o resultado momentos antes do fim da primeira parte, marcando o seu segundo neste campeonato. Número escasso, mas se lhe juntarmos os desafios da Taça da Liga já leva sete golos marcados nos últimos seis jogos. É talvez o futebolista leonino a quem fez melhor a pausa na principal competição desportiva portuguesa forçada pelo Mundial.

 

De Mateus Fernandes. Entrou apenas aos 79', rendendo um fatigado Pedro Gonçalves, mas ainda a tempo de exibir bom toque de bola em dois lances à entrada da área, num deles isolando Rodrigo, aos 89'. Valor em ascensão numa equipa em que os jovens voltam a merecer oportunidades.

 

Da homenagem a Coates. O capitão leonino cumpriu o jogo 300 de Leão ao peito. Isto motivou uma cerimónia especial depois do jogo, ainda no relvado, com a participação de Frederico Varandas e dois históricos capitães do Sporting, Manuel Fernandes e Carlos Xavier. Merecida distinção ao uruguaio, hoje o mais veterano do plantel e que tão bem continua a trabalhar pela nossa equipa.

 

Da homenagem a Pelé. Pouco antes do apito inicial, soube-se que o melhor jogador de todos os tempos tinha falecido, aos 82 anos. O minuto de silêncio foi transformado numa sessão de aplausos em memória de Edson Arantes do Nascimento, o genial Rei do Futebol. 

 

Do vibrante aplauso a Antunes. Ao ser substituído, no minuto 74, escutou uma sentida ovação dos 31 mil adeptos presentes em Alvalade à qual o próprio Rúben Amorim se associou. Saiu comovido, apontando para o coração. Não esquecemos que o bravo lateral hoje no Paços foi um dos nossos campeões na gloriosa temporada 2020/2021.

 

Da sétima vitória seguida. Se juntarmos os desafios do campeonato aos da Taça da Liga, este foi o nosso sétimo jogo vitorioso, permitindo-nos igualar provisoriamente o Braga no terceiro posto e ultrapassar o surpreendente Casa Pia. Boa maneira de terminarmos este ano civil de que iremos despedir-nos amanhã. Segue-se um embate no Funchal, frente ao Marítimo, já em 2023. Melhor ainda: esta foi a nossa quinta partida consecutiva sem sofrermos golos. Com 21 marcados e as nossas redes intactas.

 

 

Não gostei

 

Da expulsão de Dário. Num jogo em que o árbitro António Nobre utilizou o chamado "critério largo", talvez inspirado no Mundial de Futebol, o jovem médio leonino viu o cartão vermelho por uma entrada de sola absolutamente escusada, quando o nosso domínio era absoluto e vencíamos por margem confortável. Estavam decorridos 82': Dário saiu de campo em lágrimas, acarinhado pelo público. Aplausos merecidos, pois fez boa exibição - a melhor na equipa principal, sobretudo no primeiro tempo, vencendo vários duelos individuais com o veterano Gaitán, o mais destacado jogador do Paços.

 

Das ausências de Morita e Ugarte. O primeiro por estar ainda lesionado, na sequência do Mundial do Catar, o segundo por cumprir castigo. Dois médios titulares substituídos por Pedro Gonçalves e Dário sem prejuízo para a dinâmica global da equipa. Também ausentes, três lesionados de longa duração: Daniel Bragança, Neto e St. Juste.

 

Dos falhanços de Edwards e Pedro Gonçalves. Desta vez nenhum deles marcou - e não foi por falta de oportunidades. O inglês rematou a rasar o poste, bem servido por Matheus Reis (8') e Paulinho (38'). O transmontano, que interviera nos dois primeiros golos, podia também ter marcado: falhou por pouco num cabeceamento aos 48' e atirou por cima aos 72'. Com tantas oportunidades por concretizar, o nosso triunfo só pecou por escasso.

Rei Pelé, o melhor de sempre

Alguns adeptos mais jovens do futebol, que nunca o viram jogar, subestimam a importância decisiva de Pelé na expansão da modalidade em todo o mundo. Deviam perceber que, embora o desporto-rei tenha conhecido muitos génios, antes e depois dele, nenhum esteve à altura do brasileiro Edson Arantes do Nascimento, agora falecido aos 82 anos: ele foi o melhor de sempre. Único, desde logo, a sagrar-se tricampeão mundial - em 1958, 1962 e 1970. A partir daí, passaram justamente a chamar-lhe Rei.

Àqueles que o desconhecem, recomendo que vejam com atenção as duas finais em que Pelé participou. A de 1958, em Estocolmo (com apenas 17 anos!) e a de 1970, na Cidade do México (apogeu triunfal da sua carreira), reproduzida acima.

Exemplos supremos da arte do futebol. 

 

Leitura complementar:

Talvez a melhor selecção de sempre (13 de Dezembro)

Pelé e Garrincha: primeira e última vez (14 de Dezembro)

O dia seguinte

Foi mais ou menos como antecipei, felizmente o Sporting marcou cedo num bom golpe de cabeça de Porro de cima para baixo que traiu o guarda-redes adversário, e assim tudo se tornou mais fácil. O Paços de Ferreira tentou atacar e os contra-golpes do Sporting eram cada vez mais fulminantes. Assim se chegou ao final do primeiro tempo com 3-0 que reflectia muito bem a superioridade do Sporting. Se Edwards estivesse em dia sim a vantagem seria mais dilatada.

A segunda parte já foi diferente, a toada de jogo foi a mesma mas o cansaço notou-se e com isso falhou-se o último passe ou o remate, os lances prometedores davam coisa nenhuma, Pedro Gonçalves e Trincão destacaram-se nesse aspecto

Rúben Amorim foi tardando nas substituições e quem pagou por isso foi Essugo. Na primeira parte esteve excelente, sempre a ganhar posição e a impor o físico, na segunda parte foi decaindo e a pôr o pé antes de pôr o físico até ser expulso por falta evitável. Mas também o Pedro Gonçalves na segunda parte foi uma caricatura da primeira, Edwards idem idem, enfim, se calhar todos, uns mais, outros menos.

No final, com Essugo e as entradas depois de Sotiris, Mateus Fernandes e Rodrigo Ribeiro (este tinha mesmo de ser), o Sporting tinha posto em jogo quatro jovens de imenso potencial, três deles com idade de júnior. Nenhum desiludiu ou comprometeu. O lance que ditou a expulsão do Essugo é bem discutível, mas enfim. Mais uma prova do excelente trabalho de Rúben Amorim.

O segundo golo é um tratado de futebol colectivo. Dum livre contrário desenvolve-se uma jogada em que intervém meia-equipa e liquida o adversário. E acaba o ala esquerdo a marcar o golo como interior direito.

Sobre Pedro Gonçalves, parece que estamos a ganhar um bom médio e a perder um óptimo avançado. Hoje recuperou muitas bolas e falhou todos os remates...

Melhor em campo? Porro, um golo, uma assistência e 90 minutos sempre a procurar criar lances perigosos desde a banda direita. É mesmo o melhor defesa direito/ala direito do meu tempo de bancada em Alvalade. Antes, não sei dizer. Nuno Santos muito bem também, com Trincão daquele lado rende muito mais.

SL

Nós, há dez anos

 

Paulo Ferreira: «Não há respeito, muito menos medo, não existe consideração alguma, apenas alguma comiseração e muita alegria nos adversários enquanto reina o conformismo e a desilusão entre adeptos e sócios.»

 

Pedro Quartin Graça: «Quanto à equipa de futebol, o conselho que aqui deixo é o seguinte: contratem um psicólogo, ou um conjunto deles, daqueles bons e caros, a expensas dos jogadores, como é evidente. Sessões intensivas durante o mês de Janeiro, o que deverá ser suficiente para os jogadores perceberem que têm de começar a jogar.»

 

Eu: «Centena e meia de adeptos indignados vaiaram a equipa na noite de sábado, após a pesada derrota frente ao Rio Ave. Mas houve excepções a esta vaia: quando surgiu Rui Patrício, os assobios transformaram-se em aplausos vibrantes. Não admira: o guarda-redes sportinguista, formado na academia de Alvalade, é neste momento o nosso maior valor futebolístico.»

A tradição ainda é o que era

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"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", mudam os governos e mudam os ministros e os secretários de Estado, mudam até os presidentes da República, mas neste rectângulozinho de que tanto gosto mas que me "enzocrina" a cabeça, há coisaas que nunca mudam. Uma delas é esta, a da entrevista à nação benfiquista do chefe do clã das toupeiras. Antes com o réu Vieira, agora com o distraído e consumidor compulsivo de queijo colocado no poleiro do outro, há quem diga que pelo outro, outro. Honra seja feita à borla, pela coerência e por se substituir sem pudores, ao jornal da agremiação da freguesia de São Domingos de Benfica. Resta sabermos com quanto tempo de antecedência foram enviadas as (muito dífíceis e intrincadas) perguntas ao "homem do ano". Com tanto padre a gravitar na órbitra da "instituição", só me resta orar: Ouvi-nos senhor...

É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... desta vez a cores e ao vivo em Alvalade.

Depois do Sp.Braga para a Taça da Liga segue-se agora o Paços de Ferreira para a Liga. O pior que se pode fazer é pensar que se ganhámos por 6 agora vamos ganhar por 7 ou 8. Desta vez o empate serve o adversário, e toda a despesa do jogo vai correr à conta do Sporting.

Não jogando Ugarte e Morita, o desequilíbrio causado pelo recuo de Pedro Gonçalves vai notar-se, Essugo terá de refrear-se com medo dos amarelos, trocando o meter o pé pelo controlo do adversário pelo físico, e a coisa pode complicar-se se... não entrarmos com tudo e marcarmos cedo. Mas é preciso dizer que o Essugo está melhor de jogo para jogo, joga com critério e raramente falha um passe, experiência acumulada de jogos sucessivos por equipas de escalões diferentes, cada vez mais um exemplo de sucesso desta política de focagem no jogador.

De resto o trio atacante que destroçou o Sp.Braga nunca esteve tão bem esta temporada. Paulinho voltou à boa forma e a correr o tempo todo, Trincão é outro desde que mudou de lado e começou a jogar de "pé certo" e Edwards é... o "soneca". Um pequeno mágico com muitos coelhos na cartola. Fala-se no regresso de Sarabia, mas francamente se há posição onde estamos bem servidos é na de interior/extremo.

No restante onze é preciso destacar Porro, finalmente em boa forma física, além de tudo o resto tecnicamente perfeito a centrar, para mim claramente o melhor ala/lateral direito do Sporting de todo o meu tempo. 

Quem acredito que vá ter minutos é Rodrigo Ribeiro, que renovou contrato. Tem sido essa a estratégia de Amorim para premiar os jovens e ao mesmo tempo lhes traçar objectivos a atingir face ao desempenho demonstrado. Este Rodrigo Ribeiro lembra por vezes o falecido Fernando Gomes, tem aproveitado muito bem a Liga 3 para evoluir na luta contra defesas possantes e experientes, mas que ninguém espere dele que esteja em condições de fazer agora o que Paulinho faz em campo. Vamos com calma.

 

O onze inicial deverá ser então o seguinte:

Adán; Inácio, Coates e Matheus Reis; Porro, Essugo, Pedro Gonçalves e Nuno Santos; Edwards, Paulinho e Trincão.

No banco deverão estar Israel, Esgaio, Arthur Gomes, Sotiris, Rochinha, Jovane e Rodrigo Ribeiro.

Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Próximo passo: despedir mais um treinador para vir à tona encher o peito de ar. E depois voltar ao fundo do poço. Siga.»

 

Francisco Melo: «À falta de títulos no futebol, apesar de boas equipas e craques que tivemos, foram também os grandes atletas nas modalidades como o Miguel Maia, os manos Castro, Ricardo Andorinho, etc, que ajudaram a sedimentar o meu sportinguismo. As modalidades não são apenas mera carolice ou capricho de clube que se diz a maior força desportiva do país. São um meio imprescindível de conquistar novos sportinguistas, e de manter outros que têm o seu rugido de leão adormecido.»

 

José Navarro de Andrade: «O pior Sporting de sempre enche mais os estádios que um dos melhores Portos de sempre e só 31 mil a menos que um benfica lider. Com uma massa associativa e adeptos assim, com que direito dizem eles que andam tristes? Como não têm vergonha por jogar como jogam? Quem mais poderia mostrar esta grandeza?»

 

Paulo Ferreira: «Haja infeliz à mão para servir de bode expiatório e este presidente terminará o mandato sozinho, com a Cunha Vaz delirante e o BES muito contente... e o nome do Sporting Clube de Portugal enterrado na lama!»

 

Pedro Quartin Graça: «Nada têm a ver com as eleições antecipadas que outros pedem. Mas haverá melhor forma de ouvir todos os sportinguistas, de modo ainda mais abrangente do que numa Assembleia extraordinária, do que juntá-los num Congresso, neste caso o IX Congresso do Sporting?»

A voz do leitor

«Melhorou-se a matéria-prima existente, ganhou-se confiança, mas os problemas de base estão lá. Daqui a um mês veremos o que se fez ou não se fez para os debelar. Estou convencido [de] que as contas finais desta época dependerão muito do acerto ou desacerto que se tenha no ajuste do plantel em Janeiro.»

 

Meireles, neste texto do Luís Lisboa

Prognósticos antes do jogo

Chegamos enfim à 14.ª jornada da Liga 2022/2023: parecia que a prova máxima do futebol em Portugal nunca mais recomeçava.

O jogo anterior, de que alguns já mal se lembram, foi o Famalicão-Sporting (1-2). Que nos permitiu subir ao quarto lugar da classificação - atrás de Benfica, FC Porto e Braga.

Amanhã, a partir das 21.15, vamos receber o Paços de Ferreira. Sempre com o pensamento na vitória: nem pode ser de outra forma.

Na época passada, vencemos esta equipa em Alvalade por 2-0. Com golos convertidos por Sarabia e Nuno Santos.

Desta vez como vai ser?

Nós, há dez anos

 

Francisco Mota Ferreira: «Estamos a ser empurrados para um conflito que não desejámos, para enfrentar o desafio de um princípio que, se prevalecesse, seria fatal para qualquer equipa onde esta se encontrasse. É um princípio que permite a um clube de futebol, na busca egoísta de poder e de vitórias, de desconsiderar os adversários, de não honrar os seus compromissos e as suas promessas solenes.»

 

João Paulo Palha: «O Sporting Clube Caminhense é um gigante do remo, um dos maiores clubes da história deste desporto em Portugal. É natural que os seus atletas equipem de verde, branco e preto, já que foi filial do Sporting, exactamente a n.º 49.»

 

Pedro Quartin Graça: «E dizem-se alguns deles Sportinguistas, alguns mesmo ex-dirigentes de órgãos do clube mas que não sabem guardar recato e discutir as coisas entre os seus pares... é isto que me provoca verdadeiro sentimento de  tristeza!»

 

Tiago Cabral: «O ano desportivo vai a meio, tomáramos nós que já tivesse acabado. Estamos no fim do ano civil. Estou certo que com mais ou menos desacordos e acordos, estamos todos, Sportinguistas, a desejar para 2013 o mesmo. Esperamos que pelo menos a segunda metade de 2013 seja repleta de sucessos. Que possamos ir ao nosso estádio e sair de lá satisfeitos. Só isso, e isso representa tudo. Sócios e adeptos querem sentir-se satisfeitos ao fim de 90 minutos. É pedir muito?»

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