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És a nossa Fé!

Pensamento do dia

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Um sportinguista lê, por estes dias, as loas que se tecem a Pepe, que, não obstante a veterania, parece ainda estar aí para as curvas.

Um sportinguista lê também, nestas últimas horas, que chegou novamente uma proposta das arábias para Cristiano Ronaldo. O desejo de ver Ronaldo voltar ao Sporting é inversamente proporcional à crença de que esse regresso irá mesmo acontecer. Os milhões das arábias, ou de um team de um novo-rico árabe, chinês ou americano, falará mais alto, é o meu feeling.

E, de repente, um sportinguista dá por si a pensar que também Pepe poderia, por estes dias, estar a encher os bolsos no Médio Oriente, ou numa outra liga excêntrica qualquer. Só que não. 

Pepe, há aproximadamente quatro anos, decidiu regressar ao Porto e ao campeonato português, lugares onde tinha sido feliz e onde sentia que deveria estar novamente. Mal andará quem julgar, por estes dias, que Pepe escolheu a aposta errada.

Sabendo-se da forte amizade entre Pepe e Ronaldo, talvez o craque da nossa formação pudesse olhar para o exemplo do seu parceiro de tantas jornadas gloriosas, que tendo escolhido voltar ao seu clube em Portugal e ao nosso campeonato, vai sair pela porta grande no dia em que pendurar as chuteiras.

Pepe é uma raridade nos dias que correm...

A renovação de Amorim: boas e más notícias

A renovação de Rúben Amorim é, indiscutivelmente, uma excelente notícia. O presidente do SCP marca pontos e os sócios e adeptos agradecem. Amorim é quase um treinador de topo, já o provou, tem muito ainda para progredir e o Sporting pode beneficiar com este "crescimento". A estabilidade, coisa que não temos tido há muitos anos, fica garantida.
Mas há o outro lado desta "estória", que ainda carece de resolução urgente: o plantel é fraco e desequilibrado, Amorim precisa de reforços.

Pelo que vimos até agora, e já vamos entrar no mês de Dezembro, apenas temos a informação de que Mateo Tanlongo, que chega a custo praticamente zero, proveniente do Rosario Central, é reforço para Janeiro. É um médio-centro, que joga a 6 (pode também jogar a 8), muito novo e já no radar das seleções jovens da Argentina. É um investimento seguro.

Só que o Sporting continua a precisar de outras soluções, nas laterais e no ataque, sobretudo, onde seria muito bem-vindo um ponta-de-lança à séria e um criativo de mão cheia. É possível pedir isto ou estaremos a sonhar demais? Vamos continuar com improvisações e a depender exclusivamente do rasgo de Edwards e de Pote, que também têm os seus dias 'off'? O Sporting precisa de estar sempre 'on'!

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É dia de jogo

E eu vou lá estar, doido da cabeça... em Alvalade, para ver o jogo como deve ser, a cores e ao vivo.

Até para aplaudir, o mais entusiasticamente que me for possível, a extensão do contrato de Rúben Amorim como treinador do Sporting até 2026, além de todas as suas virtudes e defeitos enquanto treinador de futebol que muito aqui às vezes valorizo e outras critico, não tenho a mínima dúvida que é a pessoa certa para potenciar toda uma nova geração de talento que está a ser preparada em Alcochete dentro duma filosofia de exigência de desempenho, comportamentos e atitude no campo e fora dele e de respeito pelo ADN Sporting. 

E porquê 2026 ? Porque coincide com o fim do segundo mandato de Frederico Varandas como presidente do Sporting. Não há dúvida que é este o treinador dele até pela aposta financeira que fez, com um Silas qualquer não tinha quaisquer hipóteses de ser reeleito, depois se verá o resto. 

Imagino como o Mustafá estará satisfeito, depois do post que escreveu e da campanha que promoveu na Curva Sul, os seus desejos foram concretizados. Sem ironias, depois da sua intervenção pública, a diferença entre o comportamento da sua claque, de Arouca para Alvalade contra o V. Guimarães, foi da noite para o dia. Agora só tem de assim continuar, a começar por hoje mesmo. Os jogadores irão lá ao pé agradecer quando a claque os aplaudir e ajudar sem restrições em vez de os insultar quando o resultado é negativo e mais do que nunca precisam do seu apoio. 

 

É um momento estranho para disputar uma Taça da Liga, em pleno desenrolar do Mundial do Catar, mas se calhar é o momento possível e importante na manutenção da forma para quem andou semanas a dar o máximo e de repente parou.

Sobre o Mundial deixo o meu balanço para outra oportunidade, apenas refiro que alguns vão sair de lá com minutos e outros não passarão do banco, uns sairão cansados outros com o ritmo quebrado.

Contra o Farense, que está a fazer uma boa campanha na 2.ª Liga, não há muita margem para inventar, sob pena duma derrota em casa. Pelo que irá alinhar a melhor equipa, salvo uma ou outra excepção, como no caso de Israel vs Adán. Sobre Sotiris Amorim já disse que ele tem vindo a treinar a 6 para aprender posicionamentos, e que neste jogo entrará Essugo. Sendo assim, vamos ter mais uma vez o Pedro Gonçalves a 8, um desperdício.

 

Admitindo que St.Juste tenha ultrapassado a situação derivada da pancada no treino, imagino que o onze seja o seguinte:

Israel; St.Juste, Marsà e Inácio; Porro, Essugo, Pedro Gonçalves e Matheus Reis; Trincão, Paulinho e Arthur.

No banco deverão estar Adán, Esgaio, Nuno Santos, Edwards, Sotiris, Rochinha e Jovane.

Muito ainda para conquistar esta época. Confiança total em Rúben Amorim, confiança total nesta equipa!

SL

A voz do leitor

«Até agora gostei do nível a que se apresentaram França, Espanha, Brasil e Portugal e Mbappé foi de longe o jogador que mais me impressionou. É um portento e está na minha opinião bastante acima dos demais. Também tenho pena que Neymar se tenha lesionado. Levou muita pancada no primeiro jogo. O Brasil não joga o mesmo sem ele e o Mundial é a competição por excelência dos grandes jogadores. Espero por isso que tenhamos a oportunidade de continuar a ver o Bruno Fernandes, o Messi, o Ronaldo, o Neymar e o Mbappé por mais um par de jogos.»

 

João Gil, neste meu texto

Obrigado, Gomes!

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Num certo sábado, do ano de 1990, terminado o almoço, o meu pai pegou no carro e levou-me com ele em viagem, até uma terra relativamente distante de Esposende, mas não muito.

Chegados a Famalicão, dirigimo-nos ao estádio local. Na minha ignorância, perguntei ao meu pai o que é se estava a passar.

Vamos ver o Sporting, respondeu-me. O que é o Sporting?, retorqui.

Então, em cinco ou menos minutos, o meu pai fez o necessário briefing: a equipa que vamos apoiar são os verde e branco, os nossos bilhetes são para o setor da equipa da casa, por isso nada de manifestações, sobretudo se for golo nosso, o nosso craque é o Gomes.

Chegados ao estádio, entrei, literalmente, num mundo novo do qual nunca mais haveria de sair: o futebol e o gosto pelo desporto rei, mas, sobretudo, a paixão pelo Sporting.

Gomes? Quem é ele? Onde está ? perguntava, incessantemente, ao meu pai. 

É o nosso 9, respondeu-me.

E então, nunca mais tirei, nessa tarde, os olhos do nosso 9, o Gomes.

Foi um jogo muito disputado, como, de resto, continuam a ser hoje em dia as nossas partidas contra o Famalicão, mas lá conseguimos levar de vencida o adversário, graças a um golo do...Gomes!

Que alegria! Que emoção! O nosso craque marcara golo, dando a vitória ao, agora também meu, Sporting!

Regressados de Famalicão, perguntava ao meu pai, numa excitação incontida, como é que poderia seguir o Sporting, que queria beber mais deste cálice sagrado. 

Fala com o teu avô e ele que te ponha a ler A'Bola, que compra sempre, respondeu o meu pai.

E foi assim que começou a minha história com a A'Bola, jornal que li a fio e pavio, durante toda a minha infância e adolescência, e que, não obstante todos os defeitos, continua a ser o meu jornal.

Quanto ao Gomes, continuei, claro está, a segui-lo com toda a atenção, durante o resto do campeonato, onde haveria de acabar no pódio dos melhores marcadores, em terceiro lugar. E foi então que, terminada a época, ouvi, com estupefacção, Gomes anunciar, no Domingo Desportivo, que se retirava das competições oficiais. Como? Porquê agora? Nunca o Sporting irá arranjar um atacante deste calibre!, eram pensamentos que, nos dias seguintes, assaltavam com toda a força a minha cabeça.

Mais tarde, vim a descobrir que o meu Gomes era, afinal, uma lenda do Futebol Clube do Porto, nosso arqui-inimigo. Mas, confesso, isso pouco me importou, nem tão pouco retirou qualquer brilho à imagem reluzente que guardava do meu Gomes sportinguista.

Gomes vestiu de uma forma muito nobre a nossa camisola. É a memória que guardo, confirmada e reiterada pelos inúmeros testemunhos leoninos que li nestes dias após o seu passamento e, em particular, por um vídeo disponível no YouTube, o rescaldo do Sporting vs. Porto, o primeiro em que Gomes defrontou a sua antiga equipa.

A notícia da morte de Fernando Gomes deixou-me, naturalmente, muito triste, pois é o nome incontornável na história da minha iniciação ao sportinguismo. Mais pena tenho por nunca me ter cruzado com o Gomes e de poder agradecer-lhe pessoalmente por essa tão grata lembrança.

Morreu o Gomes, mas não morreu o meu Gomes, que continua, impecavelmente equipado de verde e branco, a marcar ao Famalicão, na minha memória e no meu coração.

Obrigado, grande Gomes!

Sporting Clube de Mundial

Impressionante a quantidade de jogadores que estão neste mundial de futebol e que vestem ou já vestiram a nossa camisola. E tantos, mas muitos, mesmo, são grandes craques. Na equipa das Quinas perde-se a conta aos que connosco foram campeões nacionais ou que na nossa academia se formaram e aprenderam a ser o que hoje são. Com Ronaldo, claro, a encabeçar a longuíssima lista. E noutras selecções também encontramos quem vista ou tenha vestido a verde e branca.

Também por aqui se vê a nossa grandeza. O clube sempre teve jogadores de nível mundial. Jogadores de selecção. Pena, isso, sim, que nem com todos eles tenhamos conseguido a glória que todos ambicionávamos.

No entanto, acredito, um clube com esta histórica capacidade de formação e captação de talentos só pode fazer-nos esperar o melhor para o futuro.     

Nós, há dez anos

 

Leonardo Ralha: «Nos últimos anos o Sporting presenteou dois adeptos com a possibilidade de integrarem o seu plantel numa fase tardia das respectivas carreiras e depois de conseguirem grandes conquistas noutros clubes. Assim sucedeu com Costinha e Maniche - curiosamente, um companheiro de estrada deles, insuspeito de ser sportinguista desde pequenino, de seu nome artístico Derlei, obteve melhores resultados em Alvalade -, pelo que partilho a minha sincera dúvida: não há uma alma gentil que se lembre de fazer o mesmo por um avançado chamado João Tomás?»

 

Tiago Loureiro: «Soube-se por estes dias que Ricardo Sá Pinto abdicou de um ano de salários a que teria direito na sequência do seu despedimento. Se a sua capacidade para treinar o Sporting neste momento poderia levantar duvidas a muita gente, o seu amor ao Sporting é absolutamente inquestionável. Numa altura em que o dia-a-dia do Sporting é marcado quase exclusivamente por factos negativos, notícias como esta, apesar de não surpreenderem, fazem muito bem à alma.»

 

Zélia Parreira: «Penso na coragem que é preciso ter, num ano como este, para vestir dia após dia o equipamento verde e branco. Sujeitam-se aos comentários irónicos e desagradáveis do costume, mas não desarmam. E depois lembro-me do meu filho e do orgulho que tem naqueles equipamentos. E a seguir lembro-me de tudo o que leio na internet, em blogues e páginas do facebook e penso que estas letras todas que não paramos de ler e de escrever, cheias de razões e convicções, de nada valem quando comparadas com o peito cheio daquelas dezenas de miúdos, que em centenas de campos por este país fora, fazem um exército vibrante e orgulhoso de milhares de soldados de verde e branco, a procurar em cada passe, em cada lance, em cada remate, em cada defesa, honrar o Sporting Clube de Portugal.»

 

Eu: «Espero que Vercauteren mostre este vídeo aos seus jogadores antes do próximo Sporting-Benfica.»

Super-Bruno põe Portugal nos oitavos

Mundial 2022: triunfo contra o Uruguai (2-0)

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Bruno Fernandes, melhor em campo, celebra segundo golo contra o Uruguai

(Foto:  Kirill Kudryavtsev/AFP)

 

Outro dia péssimo para os profetas da desgraça, que andam a salivar para cair em cima da selecção nacional, ansiando por derrotas. São tempos complicados para estes tugas sempre prontos a denegrirem as nossas cores e os nossos jogadores. Apoiam seja quem for que actue contra nós.

Tiveram azar. Portugal venceu ontem o Uruguai, por 2-0, num desafio em que foi claramente superior. Segundo triunfo consecutivo, após a nossa vitória frente ao Gana (que ontem derrotou a Coreia do Sul) na ronda inaugural do Grupo H do Campeonato do Mundo.

Este desafio superado com sucesso teve um sabor muito especial. Por ser a desforra da partida que há quatro anos nos afastou do Mundial 2018, nos oitavos-de-final, com dois golos de Cavani enquanto Pepe marcava pelo nosso lado. Desta vez o veterano avançado uruguaio ficou em branco, tal como os seus compatriotas Darwin Nuñez, ex-Benfica, e Luis Suárez.

 

Jogo de sonho para Bruno Fernandes, de novo o melhor em campo no Catar. Marcou os dois golos, aos 54' e aos 90'+3 - este de grande penalidade. E teve duas excelentes oportunidades para ampliar a vantagem mesmo ao cair do pano, aos 90'+8 e aos 90'+9: a primeira só travada por grande defesa do guardião Rochet, a segunda foi ao poste.

Destaque também para Pepe, que regressou à equipa das quinas para se confirmar como eficaz patrão da defesa, Diogo Costa (desta vez sem deslizes) com duas defesas dignas de nota muito elevada e Cristiano Ronaldo, que mesmo sem marcar teve intervenção decisiva no nosso primeiro golo, com desmarcação que baralhou Rochet. 

Justificam igualmente aplauso os "nossos" João Palhinha e Matheus Nunes, em campo desde o minuto 82: ambos contribuíram para consolidar o domínio leonino. Deviam ter entrado mais cedo.

Nota negativa para a saída de Nuno Mendes, aos 41, aparentemente por agravamento da lesão que já sofrera. Enquanto esteve em campo foi um dos melhores. Ao contrário do apagadíssimo João Cancelo e do desinspirado Rúben Neves. Diogo Dalot e Palhinha merecem ser titulares.

 

Os tais profetas andavam a uivar maus agoiros há largas semanas. Enganaram-se redondamente até ao momento. A selecção portuguesa é apenas a terceira a qualificar-se para a fase seguinte, ainda antes de disputar o terceiro jogo - será na sexta-feira, contra a Coreia do Sul treinada por Paulo Bento. Além de nós, por enquanto, só França e Brasil confirmaram presença nos oitavos-de-final.

O que fazer? Manter o apoio, claro. Falo por mim - e tenho a certeza de que falo pela esmagadora maioria dos portugueses.

Os outros vão continuar a resmungar e a lançar pragas. Mas agora em tom mais baixo, quase em surdina. É outra boa notícia.

Egoísmo e altruísmo

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O último postal que escrevi aqui foi sobre egoísmo.

Hoje temos de falar sobre altruísmo, a forma como o capitão, um verdadeiro capitão, Cristiano Ronaldo, comemora o primeiro golo de Bruno Fernandes, comemora-o como se fosse dele, braços abertos, olhos esbugalhados, nariz em posição de espirro, bochechas salientes, todo um movimento facial de satisfação, como se todo o rosto de Ronaldo dissesse:

- Obrigado Bruno Fernandes.

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Que mudanças no onze titular?

Mais logo, pelas 19 horas (portuguesas), a selecção das quinas volta a entrar em campo. Depois da vitória contra o Gana, vamos enfrentar o Uruguai. Selecção de má memória para nós: foi a que nos eliminou nos oitavos do Mundial 2018.

Sabe-se já que Danilo, lesionado, não volta a calçar no Catar: no seu lugar jogará Pepe, autor do solitário golo português contra os uruguaios no desafio de Junho de 2018 em Sochi.

Que outras alterações deve Fernando Santos fazer no onze titular desta partida que quase todos queremos ganhar?

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Qual é a solução para o Sporting? Quais são as soluções financeiras e desportivas? Eleições antecipadas? Fechar as portas até Agosto e começar em Dezembro de 2012 a preparar a época de 2014? Despedir metade da equipa? Trocar a equipa A pela equipa B? Não sei, mas se o Sporting está tecnicamente falido, se a liderança do Sporting perdeu capacidade para gerar resultados, se as referências do Sporting estão cada vez mais depreciadas, desculpem a pergunta, por que não uma intervenção externa? Será que o Sporting pode pedir um resgate à UEFA?»

 

Eu: «O actual presidente do Sporting é o que tem mais percentagens de derrotas desde os anos 60. Vale a pena ler hoje no jornal esta análise, que me parece séria e bem documentada, sobre o legado das várias direcções do clube nas últimas décadas (em papel está mais completa e compara em detalhe as últimas dez, de João Rocha a Godinho Lopes). Conclusão: algumas das mais recentes conseguiram a proeza de delapidar património e acumular passivo em simultâneo. Sem resultados desportivos, ainda por cima. A culpa disto não é dos árbitros. É de nós próprios. Porque os dirigentes acabam sempre por ser o espelho de quem os escolhe.»

A voz do leitor

«O primeiro lugar no grupo é fundamental; não quero encontrar o Brasil nos oitavos, só na final. Ontem [quinta-feira] o Brasil ganhou 2x0, podia ter marcado mais, falharam várias oportunidades, mas lá as televisões não perdem tempo com os golos que Neymar falha, ilustram os que marca. Só aqui os atrasados mentais de algumas televisões passaram durante duas semanas os golos que Cristiano Ronaldo falhou. Nunca passaram um sequer dos 819 que marcou. Isto não tem classifIcação.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

O ego no futebol

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Há uma teoria que diz:

"O bom avançado deve ser egoísta".

Ontem, estava a ver o jogo Argentina vs. México e a partir de determinado momento "só tinha olhos" para as atitudes do número 10 do México, um tal A. Vega que eu nunca tinha visto mais gordo (quase 80 kg para 1.73 m).

O rapaz passou o jogo todo com comportamentos à Ibrahimovic, ora não recuava para defender (quase sempre) ora discutia com os colegas de equipa, ora rematava (ou tentava rematar) à baliza de forma disparatada.

Lembro-me de ver Ibrahimovic, que formou um trio atacante no Barcelona com Messi e Henry (que não são, propriamente, uns pernas-de-pau) a querer a bola só para ele, a querer finalizar todas as jogadas, a ter uma forma solitária de comemorar os golos, como se ele fosse o emir e todos os outros camelos. Ainda a propósito das comemorações de golos, algo que o sueco fazia com frequência, nessa altura, era nem se dar ao trabalho de levantar os braços se o golo fosse de Henry, de Messi ou de qualquer outro colega.

Ontem ao ver a forma como Messi comemorou os dois golos, o dele e o de Enzo, fantástico golo, por sinal, fiquei a pensar nisto, provavelmente, para ser um grande jogador de futebol não é necessário ser-se egoísta.

Os jogadores que ficam para a história, pelas atitudes positivas, não são os A. Vegas nem os Ibrahimovics, nem outros que se comportam de igual forma, aqueles que recordaremos, são os que têm uma atitude correcta e empática em campo, que sentem o futebol como um jogo de equipa.

Nota final: Foi comovente a atitude de Lewandovski depois de marcar o golo e a forma como os colegas o envolveram.

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «E a que mau jogo assistimos. Esta coisa de valorizar se calhar para vender é de facto... estranha. Aquele Pranjic e o Elias metem dó. E que falta de sorte a nossa, o Xandão ter metido o golo. Depois do calcanhar, lá vai respirar por uma cabeçada, quando tem altura para isso.»

José Navarro de Andrade: Creio que nunca pensei isto de um jogador do Sporting muito menos o disse: O Elias é um bandalho e no modo como se comporta em campo dá indícios de dolo. Nele, a camisola fica emporcalhada. Quanto ao resto, até de olhos fechados aflige ver este Sporting jogar.»

Leonardo Ralha: «A defesa não acerta uma marcação - veja-se os dois golos do Moreirense -, ninguém assume o meio-campo e não há alternativas a Wolfswinkel para ponta de lança além do ex-júnior Betinho. Num clube com pouco dinheiro para gastar urge fazer alguma coisa com os meios que temos à mão, depois da limpeza que se impõe...»

Tiago Cabral: «Neste fim-de-semana foi mais do mesmo. No pré-fabricado um penalti para ajudar a resolver a questão, na pedreira um penalti claro não assinalado para manter o jogo em discussão. O Sporting perante estes “azares” não se pode calar. O Sporting, por muito que custe a alguns ouvir, não é o 3ºgrande de Portugal. O Sporting é um grande de Portugal, ponto.»

Tiago Loureiro: «Eric Dier tem sido, de facto, uma das raras surpresas positivas neste Sporting medíocre. Em sentido contrário, o desacerto dos centrais (um em particular) já não é surpresa. Dito isto, lembro que Eric Dier, que tão bem tem jogado a lateral, é, na verdade, um defesa central. E não seria mal pensado dar-lhe uma oportunidade para jogar nessa posição.»

Eu: «Defesa-central de raiz adaptado a lateral direito, efectivo da equipa B transposto com sucesso imediato para a equipa principal, com apenas 18 anos, Eric conseguiu contra o Moreirense o golo que impediu mais uma derrota do Sporting neste ciclo negro do nosso futebol profissional. Jogou ontem com a força, a nobreza e a garra de um leão embravecido. A fazer corar de vergonha alguns dos seus colegas, muito mais bem pagos, que se arrastavam uma vez mais em campo como se aguardassem o fim de um suplício de 90 minutos. Sem respeito pelo público, sem respeito pelos sócios, sem respeito pela camisola que deviam ter orgulho de envergar.»

A voz do leitor

«No cômputo geral a primeira parte [do Portugal-Gana] foi bastante fraca e jogada a passo de caracol. Futebol sonolento. A selecção só começou a jogar futebol quando o seleccionador decidiu meter William Carvalho, que deu sentido e orientação ao jogo da equipa nacional. William é um compasso a jogar futebol, para azar dos seus detractores, que são muitos. Rafael Leão é provavelmente já o melhor avançado português e devia ser titular.»

 

João Gil, neste meu texto

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