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És a nossa Fé!

Sabem quem é que esteve em Portimão?

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Isso mesmo. A nossa equipa de futsal que ganhou o troféu Record Internacional Masters CUP, melhor jogador do torneio, melhor marcador e Nuno Dias recebeu também uma distinção. A reportagem fotográfica possível segue ainda hoje mas deixo-vos já uma curiosidade... Pany Varela não é só muito bom jogador e simpatiquíssimo. Hoje... esteve também em modo queixinhas. E eu disse-lhe que as iria partilhar num blogue. Neste blogue.

O dia seguinte

O Sporting teve ontem talvez o pior desempenho da era Amorim. Foi o regresso a um filme muito gasto que vimos anos a fio neste Alvalade e no outro, com o adversário nas cordas à beira do “knockout” conseguir perder completamente o controlo do jogo, encaixar duas “batatas” sem saber ler nem escrever e acabar o jogo num desconchavo total.

Mas as nuvens negras há muito pairavam no horizonte. A falta de soluções no plantel, a falta de kgs e cms no eixo central, a falta duma referência na área contrária, tudo isso foi fundamental no desfecho do jogo de ontem.

Quando cheguei a Alvalade e me dei conta do onze inicial logo torci o nariz a tantas alterações e questionei os mais próximos sobre se aquilo iria resultar. Se a de Porro por Esgaio era obrigatória, a de Matheus Reis por Nuno Santos sem a tal referência na área contrária levantava dúvidas, e o recuo de Pedro Gonçalves transformava o tal plano B num plano B+ qualquer nunca antes visto. Na prática eram 4 avançados no onze, um nas costas dos outros 3, com Ugarte sozinho na luta do meio-campo. E olhando para os suplentes via 2 guarda-redes (!), 4 putos, e apenas Morita e St.Juste a dar garantias de experiência e competência.

Mesmo assim, na 1.ª parte tudo parecia correr bem, o Sporting abafava o adversário que não conseguia sair a jogar, os quatro avançados entravam na defesa do Chaves como faca em manteiga quente, e só a falta de sorte de uns (Pedro Gonçalves e Inácio) e a inépcia de outros (Rochinha e Trincão) impedia que o Sporting chegasse ao intervalo com uma vantagem confortável.

 

Para o 2.º tempo esperava-se que o Sporting mantivesse a consistência defensiva e, sabendo que Ugarte tinha sido injustamente amarelado, reforçasse o meio-campo com Morita devolvendo Pedro Gonçalves à sua posição habitual. Mais tarde ou mais cedo a bola iria entrar na baliza do Chaves e acabávamos com o 1-0 do costume.

Amorim fez o contrário.

Com a troca de Neto por Matheus Reis e um Chaves muito mais assertivo na 2.ª parte, o Sporting perdeu toda a consistência defensiva que vinha exibindo, defesa e ala foram-se atrapalhando um ao outro dos dois lados do campo, primeiro surgiu um aviso sério que Adán milagrosamente defendeu, depois um cabeceamento inacreditável sem oposição (era o Trincão que lá estava mais uma vez?) do “canadiano” Vitória e mais um golo caricato em que Inácio tem uma paragem cerebral. Este, já depois da saída do garante de equilíbrio defensivo da equipa, Ugarte. Com essa substituição veio mesmo o descalabro completo da equipa. Depois foi sempre de mal a pior, com um Coates plantado no meio dos defensores contrários, e Rodrigo Ribeiro e St. Juste atirados para a fogueira sem argumentos para acrescentar seja o que for.

Enfim, não vale a pena dizer mais nada para não dizer asneiras.

 

E agora?

Bom, agora eu se fosse o presidente reunia-me com Amorim para tratar da renovação do contrato e acordar com ele o reforço imediato da equipa, a começar no ponta de lança, e o alinhamento da política de comunicação do futebol do Sporting, a começar também por nem mais uma palavra sobre Slimani ou sobre finanças e orçamentos.

Apenas com estabilidade e confiança vamos ter sucesso. Todos sabemos o que se passou com Keizer e de certeza que não queremos voltar ao mesmo.

Acho que é simples a solução. Agora é fazer.

SL

Bom-dia. Bem dispostos?

Eu, não estou. 

O melhorzinho que consigo (e em  esforço) é: o Manchester United encaixou 4 e de seguida ganhou ao Liverpool, não foi? Então, vamos ter uma réstia de esperança.

Sim, bem sei que Manchester United tem mais jogadores e, em teoria, o nível médio dos mesmos suplanta o dos nossos, quanto mais não fosse por termos vários miúdos. 

Percebia-se, há meses, que a gestão do plantel principal estaria aquém do exigível. A pré-epoca foi o que foi e quem esteve no Estádio do Algarve a ver, pelo menos, o jogo contra o Wolverhampton, sentiu, a léguas, que não estávamos onde seria desejável, até, em termos de animus. E não falo só dos espectadores. Falo dos jogadores e treinador. 

Venham de lá as frases inspiracionais! Pode ser que operem maravilhas. Quanto mais não seja, no adiar do confronto com a realidade nua e crua.

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Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

Do naufrágio em Alvalade. Derrota pesada e humilhante em nossa casa perante uma equipa que há quatro épocas estava ausente do principal escalão do futebol português. O Chaves veio bater-nos por 0-2 - resultado que confirma a nossa péssima entrada em cena na Liga 2022/2023.

 

Do onze escalado pelo treinador. Trocar Matheus Reis por Nuno Santos é questionável, mas teria lógica num jogo em que passaríamos quase todo o tempo ao ataque. Abdicar de Morita, que parece o melhor reforço desta época, suscitava dúvidas. Entrar com Neto e Esgaio à direita levantava interrogações. Incluir Rochinha pela primeira vez entre os titulares, fazendo recuar Pedro Gonçalves, gerava apreensão. Foram escolhas infelizes. O jogo começou a ser perdido aí.

 

De Adán. Segunda noite péssima do nosso guarda-redes, que está irreconhecível. Parece preso de movimentos e com reflexos lentos, ainda afectado pela recente lesão sofrida. Tem responsabilidade no primeiro golo, em que está mal posicionado, e saiu de forma disparatada da baliza aos 90', chocando com Gonçalo Inácio, num lance em que o Chaves esteve muito perto de marcar o terceiro. Mais preocupante ainda: o espanhol não tem verdadeiro substituto. Apesar de ontem se terem sentado dois outros guarda-redes no banco de suplentes. Apetece perguntar porquê.

 

De Gonçalo Inácio. Outra partida calamitosa do nosso jovem central, que foi um dos responsáveis pelo descalabro defensivo. Falha a marcação no primeiro golo (60'), é totalmente ultrapassado no segundo (63') e ficou nas covas no lance que poderia ter ditado o terceiro. Uma noite para esquecer. O facto de Rúben Amorim ter apostado nele para fazer três posições diferentes (começou como central à esquerda, passou para central à direita e acabou a substituir Coates no eixo defensivo) não ajudou nada.

 

Desta preocupante defesa leonina. Dois golos sofridos em três minutos - o primeiro na marcação de um livre com Steven Vitória a saltar sem oposição, o segundo com Juninho perante a baliza escancarada após colapso de todo o nosso corredor direito. Mais dois. Cinco nestas duas últimas jornadas. Oito, desde o início do campeonato, em apenas quatro jogos. Todos os sinais de alarme devem acender-se em Alvalade.

 

Da nossa saída com "bola controlada". Passámos grande parte do desafio a usar os mesmos processos que todas as equipas adversárias já conhecem de cor e anulam com facilidade. Saída lenta e mastigada do guarda-redes para o central, deste para o lateral com o lateral a devolver ao colega do centro e este a remetê-la de novo ao guarda-redes. Tudo lento, denunciado, sem chama nem audácia. E aparentemente sem plano B, excepto charutada lá para diante, onde não há ninguém capaz de conquistar uma bola no chamado jogo aéreo. 

 

Das substituições. Ao contrário do que é costume, e também pelo segundo jogo consecutivo, Amorim foi infeliz nas trocas de jogadores. Só fez quatro, em cinco possíveis, e metade delas destinaram-se a corrigir erros na escolha do onze titular. Trocando Neto por Matheus Reis ao intervalo, o que obrigou a linha de centrais a recompor-se, e fazendo enfim entrar St. Juste (por troca com Esgaio) aos 65'. Quanto mais mexia, mais estragava. Tal como sucedeu há uma semana no Dragão.

 

Das oportunidades falhadas. Novo festival de "quase golos" que quase nos garantiam a vitória e os consequentes três pontos. Anotei estes - falhados ou por imperícia dos nossos atacantes ou por grandes defesas do guardião do Chaves: Nuno Santos aos 4'; Rochinha aos 14'; Pedro Gonçalves aos 19', Rochinha aos 38'; Gonçalo Inácio aos 40'; Trincão aos 43'; Rochinha aos 44' e aos 45'+3; Edwards aos 54'; Rodrigo aos 89'. Além de uma bola ao poste, disparada por Pedro Gonçalves - o "suspeito" do costume.

 

De ver Coates como "ponta-de-lança" improvisado. Já com 0-2, Amorim deu-lhe ordem para avançar na área e fixar-se lá na meia hora final, aguardando quase em desespero que lhe fossem despejadas bolas para o capitão se impor no jogo aéreo. A mesma péssima solução que nos fez perder pontos em Braga e Ponta Delgada na época anterior. Desta vez não houve "estrelinha": a defesa ficou ainda mais baralhada sem ganharmos nada com a troca. Quando a primeira opção natural como alternativa, Rodrigo Ribeiro, tardou a entrar em jogo.

 

Da falta de confiança. Evidente na equipa, desde os instantes iniciais. O que suscita legítimas dúvidas sobre a saúde anímica do balneário leonino, somadas às que já existem sobre sucessivas lesões nos treinos. 

 

Dos pontos perdidos. Em quatro jornadas, que valeriam 12, já vimos fugir oito pontos. Quando nas 34 da época anterior só perdemos 17. Seguimos num impensável 13.º lugar na tabela classificativa. Com mais golos sofridos (8) do que marcados (6). Se não é um cenário de catástrofe, imita muito bem.

 

 

Gostei

 

Do Chaves. Equipa bem organizada, bem orientada, com boa dinâmica. Apoiada por uma pequena legião de adeptos que não cessou de incentivar os seus jogadores no estádio. Marcaram dois golos, em três minutos, e estiveram quase a marcar um terceiro. Mereceram a vitória, sobretudo pelo que fizeram no segundo tempo perante um Sporting de rastos.

 

Do relvado. Após anos de reclamações contra a relva, já ninguém pode queixar-se disto. Alvalade apresenta um dos melhores "tapetes" da Liga portuguesa.

 

De Rodrigo Ribeiro. Para quê enviar Coates para a grande área do Chaves, onde esteve meia hora plantado como pinheiro, se tínhamos um avançado-centro no banco? De erro em erro, este foi mais um cometido pelo treinador. Que se lembrou enfim de Rodrigo, fazendo-o calçar aos 74'. A verdade é que a nossa maior oportunidade na segunda parte veio dele, aos 89': remate com selo de golo, só travado por grande intervenção de Paulo Vítor entre os postes.

 

De Pedro Gonçalves. O menos mau dos nossos. Esteve quase a marcar num remate rasteiro, logo aos 13', mas a bola foi embater no poste. Voltou a cheirar o golo aos 19', só sendo travado pelo guarda-redes flaviense, Paulo Vítor. É um enorme desperdício vê-lo jogar em posições mais recuadas, como se fosse um "novo Matheus Nunes" - o que manifestamente não é. Assim perdemos o Pedro goleador, que tanto jeito nos fez e tanta falta nos faz. Outro erro de Amorim que deve ser corrigido sem demora.

Estranhos fenómenos

Ao intervalo estava tudo tranquilo. Os 3+1 da frente criavam o vendaval que deles se esperava, deixando a cabeça dos defesas em água, e era só calibrar um pouco mais os remates que o golo haveria de aparecer. Só uma questão se mostrava intrigante, a defesa, estes mesmos jogadores que nos últimos dois anos saíam a jogar de pé para pé com toda a eficácia, pareciam inquietos e confusos; Neto estava em noite não e o próprio Coates alivia umas biqueiras sem nexo. Devido a tão estranho fenómeno tantas vezes o jogo não chegava onde devia. Mas o esclarecido Amorim substituiu Neto por M. Reis e tudo se resolveria como de costume.

Mas não.

Num lance de bola parada de manual sofre-se um golo tirado a papel químico do segundo em Braga. Depois de ver em casa a repetição repara-se que o central de marcação nem salta, até se encolhe! 3' depois o mesmo central, muito mal posicionado, rodopia para o lado contrário e abre uma avenida ao extremo do Chaves que cavalgou até à baliza. 

O que a seguir se passou nunca tinha acontecido desde que Amorim é treinador do Sporting, uma equipa totalmente desorientada, sem discernimento, a insistir no erro, que é que o que faz quem não sabe o que fazer.

Isto não tem nada a ver com tácticas ou equipa mal montada, ou falta de jogadores. É qualquer outra coisa da ordem do anímico. O que se passará?

Muitas dúvidas, algumas perguntas e poucas respostas

Ontem à noite saí de Alvalade irritado, aziado com uma derrota que nos deixa a 8 pontos da liderança, com muitas perguntas e poucas respostas, a escassos dias do encerramento da presente janela de transferências, não sei se ainda vamos a tempo de salvar algo, mas aqui vou partilhar com os leitores o meu estado de espírito:

-Por razões de contabilidade, o SCP não poderia deixar de vender Matheus Nunes por 45+5 milhões de euros, mesmo que a oportunidade tenha surgido em vésperas de clássico. Alguém já contabilizou quanto se irá perder, em caso de não presença na fase de grupos da UCL na próxima época?

-Por que razão não havia um plano B? A saída de Matheus Nunes não deveria implicar uma substituição imediata? Para mais, sabendo que o substituto natural, Daniel Bragança, está desde há várias semanas afastado dos relvados por um longo período.

-A saída de I. Slimani do plantel, não vou aqui alimentar polémicas ou teorias conspirativas, estou completamente ao lado do treinador nesta matéria, mas sabendo que se perdeu um dos dois avançados mais importantes do plantel, não teria sido avisado, atempadamente, substitui-lo? Para cúmulo do azar, goste-se ou não de Paulinho, o único avançado lesiona-se, ficando a equipa privada de jogar num dos dois sistemas tácticos que treinou, passando a frente móvel no ataque a ser plano único, sem alternativa.

-A não ser que algo de muito extraordinário aconteça, como por exemplo a chegada de D. Sebastião de Manchester, só poderemos tirar a conclusão que houve má gestão na construção do plantel. E mesmo que tal acontecesse, não apagaria a má-gestão do dossier meio-campo. Por muitas culpas que possam ser atribuídas a Rúben Amorim, que não está isento, a verdade é que o nosso treinador está longe de ter os poderes dos treinadores da Premier League.

-Quanto ao jogo de ontem, para além do factor sorte e azar, que não nos favoreceu na primeira parte, poderíamos ter chegado ao intervalo com o jogo resolvido, foi um daqueles jogos que pedia mesmo uma referência na área. Que falta fez ontem Paulinho. Mas a falta de alternativas levou a jogarmos com vários jogadores móveis na frente de ataque, que desequilibraram, mas não finalizaram. E como alguém sempre diz, quem não marca, arrisca-se a sofrer.

-Não compreendi algumas mexidas na equipa. Para começar, o recuo de Pedro Gonçalves, para a entrada de Rochinha, implicando a saída de Morita. O meio campo perdeu clarividência. Depois a substituição de Luís Neto no início da segunda-parte, que quanto a mim decidiu o jogo, porque intranquilizou a defesa, que até aí chegava e sobrava para as investidas dos flavienses. Refiro-me à entrada de Matheus Reis e passagem de G. Inácio da esquerda para a direita, quando para substituir L. Neto estava no banco, em condições de jogar, tanto assim é que acabou por entrar mais tarde, St. Juste. O futebol também é simples, tirar um central de pé direito e colocar outro com as mesmas características, teria sido preferível.

-Após os golos do D. Chaves, foram dois seguidos, o segundo resulta de erro dos nossos defesas, antes de marcarem o primeiro, já A. Adán havia feito uma enorme defesa, o SCP deixou de existir. Tivéssemos tido um agitador no banco, poderia ter sido Rochinha se não tivesse sido aposta inicial, talvez hoje estivéssemos a criticar algumas opções, a falar da necessária abordagem ao mercado, mas não a lamentarmos a perda de pontos em Alvalade.

A época 2019/2020 ainda está relativamente perto, não foi uma época para esquecer, bem pelo contrário, convém sempre revisitá-la, para que não se repita. Desde logo agora com o mercado a encerrar, precisamos reforços, mas não como então, quando vimos chegar, Fernando, Jesé e Bolasie.

Também não faz sentido algum pedirmos a cabeça do treinador. Já percebemos que também erra, a estrelinha nem sempre o acompanha, mas colocou-nos num patamar que há muito não alcançávamos. Precisamos estabilidade. E que os responsáveis se sentem à mesa, analisem o que está a faltar e corrijam.

 

P.S. – Os comentários estão moderados, não publicarei comentários insultuosos, sejam para quem forem, nem irei tolerar linguagem inapropriada. Para explanar uma ideia ou criticar, não é necessário ofender seja quem for.

O Sporting voltou, mas não é isto

Perder 2-0 com o Chaves em casa, depois de 3-0 com o FCP há uma semana, é muito mau. Um desastre. Imagine-se o que poderá acontecer na Champions, com este plantel e os 11 que temos visto, completamente desequilibrados e desajustados à realidade de um clube como o SCP. Há que repensar tudo: a estrutura do futebol, ir buscar os jogadores de que necessitamos e dar segurança a Amorim. Isto é o que tem que fazer Frederico Varandas e a direção, porque ele não estará sozinho nisto.

Ao contrário do que aconteceu no passado, não é tempo para pedir a cabeça do treinador, do presidente ou dos vários membros da direção do SCP. É tempo de união, de reflexão e de nos sentarmos todos à mesma mesa a pensar em soluções. O clube está mais forte, é solvente (ao contrário de outros da nossa liga), continua a ganhar títulos em várias modalidades e é respeitado nacional e internacionalmente. Isso é muito importante e é quase tudo. Falta o quase. É preciso rasgo, ambição, vontade de fazer cada vez melhor. Em vez disso, temos visto muito comodismo, falta de paixão e de querer.

Estamos à beira do início da fase de grupos da Champions e não é com aquela defesa, aquele meio campo e aquele ataque que vamos a algum lado. Sim, o problema não está apenas e só no facto inaudito de jogarmos sem ponta de lança (e de não termos nenhum no banco), está também na evidência de que esta defesa está a meter água por todos os lados e que a venda dos nossos dois melhores médios está a fazer estragos difíceis de reparar. O planeamento, como assumiu Amorim, foi mal feito. Saíram Palhinha, Matheus e Tabata em poucos dias, mas não entrou ninguém. Vai assinar o grego Sotiris Alexandropoulos? Muito bem. Mas é curto. 

Faltam-nos laterais de qualidade, falta mais um central, mais um médio típico 8 e faltam pontas de lança. Os jogos ganham-se com golos. Por muito que Pote tenha sido o nosso salvador em tantos jogos, a verdade é que não marca sempre, a jogar mais recuado muito menos.

A época não está perdida, apesar de já estar irremediavelmente afectada. O grupo está menos coeso, está pouco crente e, como sublinhou Adán, o balneário não está bem. Isso sente-se.
Amorim é um homem confiante, parece ter sempre resposta para tudo. Mesmo nas derrotas quer sair por cima. É a sua natureza. Mas sozinho não vai lá. O apoio ou vem de cima e com capacidade transformadora ou vamos ser tremendamente infelizes esta época. Ainda vamos a tempo. Mas é um tempo para decisões e não para tremideiras.

Abalo sísmico

O Sporting saiu ontem derrotado, do seu estádio, por 0-2. Contra o Chaves, recém-regressado à Primeira Liga.

Foi, de longe, o pior jogo da era Amorim para o campeonato nacional de futebol. Capaz de produzir o efeito de um abalo sísmico, quando já perdemos oito dos primeiros 12 pontos em disputa nesta Liga 2022/2023, com apenas quatro jornadas decorridas. Oxalá me engane.

Onze Messis despenteados

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Um pouco abaixo, Luís Lisboa afirma isto:

- Nunca vi uma equipa com onze Messis.

Se recordarmos os jogadores portugueses que entraram em campo no dia 18 de Abril de 1993, tínhamos um punhado de meias-lecas em todas as posições do campo.

Bobby Robson, decidia a equipa, Manuel Fernandes fazia o planeamento técnico e táctico, administrava os treinos, também, andava por ali um professor de ginástica/tradutor que resolvia alguns problemas de comunicação entre os dois treinadores. 

Cadete, Capucho, Cherbakov e Companhia 5; Chaves 0.

É dia de jogo

O Sporting vai jogar, e eu vou lá estar, louco da cabeça...

Sempre muito complicados estes jogos em cima do fecho do mercado, este ainda mais porque surge depois duma derrota pesada contra um rival. Sempre aparece um jogador adversário a fazer a exibição da vida dele antes de partir rumo a novos desafios.

E o Chaves, que neste momento vai com os mesmos pontos e o mesmo saldo de golos no campeonato, também não deixa grandes recordações, especialmente na época 16/17 com aquele empate em Chaves em Janeiro com um golo do Fábio Martins ao cair do pano, a "visita" do ex-presidente ao balneário com o treinador Jorge Jesus castigado em parte incerta, a gritaria que se ouvia cá fora, etc, e dias depois a eliminação para a Taça no mesmo estádio com outro golo ao cair do pano, agora do Ponk. Se calhar muito do que se passou no ano seguinte teve origem nessa dupla visita ao estádio do Chaves.

 

Mas importa deitar o mau olhado para trás das costas, e a equipa focar-se naquilo que sabe fazer e bem. Sem Porro, Paulinho e Jovane, a única duvida no onze titular será entre St.Juste e Nuno Santos, mas imagino que a opção recaia sobre o primeiro para pôr em campo o melhor onze do tal plano B, o do ataque móvel, a que eu chamava o dos três baixinhos, mas o Trincão já não é tão baixinho assim, uns bons cms mais que o Sarabia.

Para que o ataque móvel funcione é preciso que haja... mobilidade. Isso quer dizer uma troca constante de posições e movimentos cruzados entre os três atacantes, de forma a que os defensores contrários nunca percebam bem quem marcar.

Pois é isso que espero que aconteça: segurança defensiva, dois alas que passem rasteiro para a área em vez de centrar por alto, um Morita muito assertivo no passe em profundidade, um trio atacante muito móvel e sem cerimónias no remate, e Ugarte a segurar as pontas todas.

Assim o Sporting irá ganhar. Naturalmente.

 

PS: Este é um blogue de comentários moderados pelos autores de acordo com a sensibilidade de cada um. No que me diz respeito, e por muita boa vontade que tenha tido anteriormente, comentários de "trolls", anónimos ou não, seguem directamente para o lixo. 

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SL

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Também nós precisamos de um pouco menos de "mística" e de um pouco mais de pontos. Se não ganharmos hoje, ficamos na segunda jornada já a "contar pontos" para os primeiros. Não vou dizer mais nada, mas a fábula do "snoll" tem tanta piada como uma edição do Master Chef na Etiópia. Estou só a tentar dizer  que logo é ganhar ao Rio Ave. Rebentar com eles. Se não for assim, lá vamos nós para um filme repetido.»

 

Francisco Almeida Leite: «O Braga ganhou 3-1 ao Beira-Mar (só aquele golão do Nildo Petrolina evitou que fosse um resultado mais dilatado), o FCP venceu o Vitória de Guimarães por 4-0 e o SLB deu 5 ao outro Vitória, o de Setúbal. Não importa como, a verdade é que estes resultados falam por si, depois de uma primeira jornada em que os quatro clubes mais poderosos da Liga empataram os seus jogos. Quer isto dizer que o Sporting está hoje pressionado para golear o Rio Ave? Nada disso, o Sporting tem é de ganhar, nem que seja por um golo, para não perder o comboio da frente.»

 

Francisco Mota Ferreira: «Jogámos mal? Jogámos... Faltou garra? Faltou. Sá Pinto podia ter tido outras opções? Podia. Mas sabem o que me chateia mesmo? Ver os nossos a "malhar" no Clube, no Treinador, na Direcção, nos Jogadores, em tudo o que seja Sporting. Há pessoas que não aprendem nunca. E depois são os primeiros a queixar-se que o SCP não ganha.»

 

Tiago Cabral: «Izmailov um lesionado crónico, Rinaudo ainda nada fez esta época e agora também Schaars está no estaleiro. Em relação a Izmailov penso que estamos mesmo perante um caso perdido, com muita pena minha, pois além de excelente jogador deu sempre mostra de ser um bom profissional. Rinaudo é a minha esperança para agarrar naquele meio-campo e levar a equipa para a frente, Schaars foi fundamental no ano passado.»

A voz do leitor

«Não quero dizer que não podemos e não devemos fazer melhor. Podemos e devemos trabalhar para isso. No entanto, parece-me que o mal maior aqui é a falta de competitividade no campeonato e a noção que se começa a ter que só ganhando todos os jogos contra os "não grandes" dá para ser campeão, sendo a "coisa" decidida em seis jogos entre Sporting, Porto e Benfica.»

 

Pedro Batista, neste meu texto

A voz do leitor

«O Sporting está a iniciar a época e deixa sinais claros [de] que temos reforços capazes de bons desempenhos e com grande capacidade de evolução. A equipa apresenta jogadores de natureza mais ofensiva que terá de contrabalançar com a sua defesa mais permeável, por isso é tão simples como a água: só temos de marcar mais golos que o adversário.»

 

Tiago Oliveira, neste meu texto

Morremos na praia... no sorteio, claro está.

Se calhar ficámos com as equipas mais acessíveis dos potes 1 e 2 e apanhámos a mais difícil do pote 4, e sendo esta a última a sair... 

Não tenho presente o histórico na Champions de cada uma das equipas, mas recordo-me bem que o Sporting na época passada chegou aos oitavos-de-final da competição com este treinador ao comando, enquanto nenhum dos outros três sequer participou. Pelo que pelo menos partimos com essa vantagem.

Mas olhando para os valores dos plantéis do momento no TM, que depois do fecho do mercado conhecerão com certeza ajustamentos, saiu primeiro o dos 700M€, depois o dos 230M€, depois nós mesmo, os dos 215M€, e para fechar o dos 285M€.

Obviamente que quem joga são os jogadores, não são os valores atribuídos pelo TM, e só jogam onze de cada vez, mas basta considerar os números acima para entender que vai ser preciso o melhor Sporting de Amorim para ultrapassar a fase de grupos da Champions e até para continuar na Liga Europa.

Vão ser seis jogos muito intensos e de resultado incerto, muito próximos uns dos outros e com jogos do campeonato pelo meio, castigos e lesões pelo meio, a sorte vai desempenhar um grande papel no desfecho.

Então, já que com a excelência de Amorim e a competência, atitude e empenho da equipa podemos contar sem reservas, que a sorte esteja mesmo com o Sporting. 

 

PS1: Londres, Marselha, Frankfurt? A dificuldade vai ser arranjar bilhete...

PS2: Do pouco que tenho visto este Tottenham de Conte tem muito a ver com este Sporting de Amorim, o mesmo 3-4-3, e a mesma ideia de contra-golpe e do papel do ponta de lança, no caso Kane e Paulinho. E vai ser muito bom rever o "nosso" Eric Dier. Nesse aspecto, o sorteio não podia ter corrido melhor. Sim senhor.

SL

Vai ser ranhoso, o nosso grupo

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Os chamados sorteios “de sorte” podem ser enganadores. Nos grupos sem superequipas todas ficam contentes e entusiasmadas com a expectativas criadas, porque todas estão ao alcance de todas. Vão-se esfrangalhar umas contra as outras, os nossos adversários esfregam as mãos. Só espero que Amorim mantenha a sua capacidade de unir e motivar o grupo de trabalho depois de um mau começo de época e que os adeptos não alimentem a costumeira autofagia leonina.

Sábado lá estarei a fazer a minha parte, a puxar pelo nosso Sporting.

{ Blogue fundado em 2012. }

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