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És a nossa Fé!

O que foi, voltou a ser

O que foi não era, o que era não foi

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Palavras para quê?

Basta vermos as imagens e tirarmos as nossas conclusões.

Espero que o Sporting, neste último dia, não gaste mais dinheiro a contratar jogadores.

No campeonato português (salvo raras excepções) não são os jogadores nem os treinadores que vencem os campeonatos, é a "estrutura".

A "estrutura" lampiã este ano começou muito bem a época, depois da vergonha Leiria/Casa Pia ontem deu mais um "paço" para o sucesso.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Joaquim Rita é conhecido por quatro coisas. Descascar no Sporting com o prazer mórbido dos caceteiros do D. Miguel. Guardar compulsivamente estatísticas sobre futebol e depois não saber como usá-las num desporto que lhe continua a ser estranho. Atamancar imagens literárias despropositadas como se fosse o Lord Byron da Travessa da Queimada. Agora não me estou a lembrar da quarta coisa pela qual é também conhecido.»

 

Zélia Parreira«Do Sporting, diz que "estão vivos". Pois estamos, todos vivos. Aliás, até temos o hábito curioso de só contabilizar adeptos vivos. Mania de sportinguista...»

A voz do leitor

«Eu dava mais minutos ao Fatawu, sobretudo em jogos em casa, com equipas teoricamente mais fracas. Foram suficientes 10 minutos em jogo para me impressionar. Nenhum outro reforço em tão pouco tempo foi capaz disso. É um poço de força. Às vezes pode não querer dizer nada. O Quattara e o Meade também eram. Gostava muito de ver o ganês mais vezes. Não sei se Amorim me fará a vontade.»

 

AHR, neste texto do Luís Lisboa

Anilton César e a mocinha de recados

O nome Anilton César Varela da Silva talvez não evoque imediatamente um rosto, mas se ler ‘Pany Varela’ o mais natural é que sorria. ‘Pany’ na memória evocada e o caro Sportinguista quando nele pensa. Não sorrirá apenas por saber tratar-se de um ala virtuoso que nos tem trazido muitas alegrias, mas também por saber ser esse o seu estado padrão. Sorridente.

Tive oportunidade de vê-lo em campo e fora dele, no último domingo. Genuinamente disponível para os adeptos, Pany Varela não mostrou qualquer sinal de enfado perante as inúmeras solicitações dos presentes. E se o nosso ala cabo-verdiano sorriu como é seu timbre, também se viu perante a inevitabilidade de deixar de lado o sorriso. Quando? Ao ver-se obrigado a dizer que não poderia dar camisola, ténis, meias, calções, a única medalha que tinha (e que fazia, compreensivelmente, gosto em guardar). Pediu, literalmente, desculpa ao jovem adepto que lhe pediu as caneleiras.

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Continuou, apesar desta contrariedade que se repetiu algumas vezes, divertido e brincalhão, e a esbanjar simpatia a cada interacção. Até que… já depois de, espontaneamente, fazer a pose divertida publicada no último domingo me ouviu dizer:

Vou publicar esta sua cara [careta] num blogue. Alto…

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Vai pôr a minha cara num blogue? Qual blogue?

Nem me deixou responder… Pany Varela contra-ataca!

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Mais compostinho, é certo, sabido qual era o blogue, hi5 à sócia (eu) e sem mais conversas, que sócios que dizem que vão publicar a nossa cara em blogues não são para dar muita confiança, avança na fila. Olho para a esquerda, para a minha próxima vítima, eis senão quando, oiço:

Onde é que está a pessoa do blogue? (reparem, a pessoa...) Desperta pela palavra 'blogue', olho para Pany que me diz:

Escreva lá no blogue que o Sporting está forreta! E riu-se. 

Olhe que escrevo mesmo!

Sorriso de puto reguila, olhos para a direita e esquerda e lá foi ele.

Pois é, Sportinguistas, aos nossos jogadores até as cuecas são pedidas. E os jogadores vêem-se sem margem para satisfazer os desejos dos adeptos. Percebo que os recursos são limitados, contudo, pode ser que até venha a ser possível (aos patrocinadores, talvez?) encontrar uma solução de meio termo que possa contentar um ou dois adeptos por jogo. Não me refiro, necessariamente, ao equipamento. Mas um brinde simples, mas mais personalizado, talvez? Uma coisa é certa, Pany Varela, com ou sem brindes, sem satisfazer todos os pedidos dos adeptos, continua a ser a simpatia encarnada em gente. Tem contrato até 2026 e eu desejo que possa continuar connosco até ao fim do mesmo.

Saudações leoninas, Pany Varela, foi um gosto vê-lo também fora de campo.

 

P.S. Demorei, mas o recado foi dado!

Pergunta aos leitores

Nos últimos dias tenho lido vários comentadores aqui no blogue, quase todos anónimos, gabar o plantel portista, comparando-o favoravelmente -- entre rasgados elogios à equipa que há dois dias foi derrotada pelo Rio Ave -- aos jogadores do Sporting.

A esses e a outros, só gostaria de perguntar que titulares do FC Porto gostariam de ter no plantel leonino.

Nada mais que isto.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Existem duas pessoas que olham para o futebol do Sporting e não percebem o que se está a passar: eu e o Stevie Wonder. Não é grave. Mas não deixa de me chatear

 

Helena Ferro de Gouveia: «Deixo as análises do jogo (fantástico) para os entendidos. Passei por aqui só para dizer muito obrigada.Tinha sede desses golos.»

 

Tiago Cabral: «Quero ver os jogadores a correr, a entrar à bola sem medo e com confiança. Quero ver todas as bolas disputadas e ganhas. Quero ver os jogadores a jogar de cabeça levantada. Quero raça e também quero que demonstrem finalmente a qualidade que ninguém duvida que têm. E se Sá Pinto crê que o Sporting está muito forte, quero vê-lo no banco como me acostumei a vê-lo em campo. A lutar, a berrar, a sofrer e a levar a equipa com ele.»

A voz do leitor

«Talvez a rapidez com que se despreza e desrespeita os nossos quando as coisas não correm bem não seja alheia a esta história de só ganhar de 20 em 20 anos, digo eu que fico feliz quando ganho mas nunca critico quando perco... (não estou lá dentro, limito-me a ver os jogos, como posso achar que tenho a razão, ou mais razão do que, por exemplo, Rúben Amorim?)»

 

João Silva, neste texto da CAL

Teorias das relatividades

Na vida tudo é relativo e com o resultado do Porto a nossa derrota com o Chaves tornou-se bastante menos má.

Num caso e noutro, houve claro desrespeito de SCP e de FCP para com os adversários e mesmo horas, dias depois, vi muito pouco mérito a ser reconhecido a Rio Ave e ao Chaves.

Aliás, é pena é que haja poucos destes resultados.

Se houvesse mais jogos destes, em que o clube mais fraco e mais pobre se impõe sem espinhas, talvez as nossas equipas conseguissem ser mais competitivas lá fora, menos perdulárias, menos dadas a individualismos e erros evitáveis.  

O que se viu nos nossos jogadores - e depois nos do Porto - , foi um misto de incredulidade e sensação de chatice porque agora tinham de correr atrás de um resultado positivo que acabou por não aparecer.

Não me parece que num caso e no outro, sejam precisos reforços de 15 milhões. Porque se forem precisos reforços de 15 ou 20 milhões para ganhar a Chaves e ao Rio Ave, então há aqui qualquer coisa que não faz sentido nenhum… Reforços de 15 ou 20 milhões são para ganhar a Porto/Benfica/Sporting e Braga e assim chegar à Champions, não são para vencer clubes ditos pequenos.

Mas também se digam estas duas coisas:

- os clubes pequenos tiveram a ‘sorte’ do jogo (o Porto falhou um penalti e podia ter empatado no tempo de compensação; o primeiro golo do Chaves é quase um acaso, pela trajetória da bola). Não há mérito em ter sorte, mas também não há demérito.

- os clubes pequenos não aguentam este tipo de compromisso nos jogos do seu próprio campeonato. No inconsciente dos seus jogadores e treinadores está a clareza de saberem que lhes darão muitíssimo mais atenção quando competem com um grande do que nos jogos com clubes de valor análogo.

Para chegar onde? A isto: Braga e Benfica haverão de ter também os seus dias em que tudo corre mal e tudo corre bem aos seus oponentes.

Nuno Dias ou... O Senhor Treinador

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Proporcionou-se ontem, pela primeira vez, oportunidade para interagir com o nosso treinador de futsal masculino. 

Tudo o que possa dizer, ficará aquém da genuinidade com que o vi interagir com miúdos e graúdos, velhos conhecidos e perfeita desconhecida. Apertei-lhe a mão (gosto de pessoas que sabem apertar mãos e não me tomam por ser feita de cristal), agradeci pela conquista de mais um troféu e ainda o surpreendi. 

Esclareci que tudo o que se dissesse seria relatado num blogue, neste blogue, e... clic.

Posso tirar-lhe uma fotografia? (percebe que peço para tirar-lha e não tirar-nos)

A miiiiiiim!? (à laia de, então o que quer não é uma fotografia comigo?)

Sim, a si. Acha pouco? É o senhor Treinador, ganhou tudo o que há para ganhar. Quero uma fotografia sua. [minhas já tenho, muito obrigada]

Olha para os adeptos que aguardam pela sua vez, encolhe os ombros e... aqui está ele.

Nuno Dias, o treinador que ganhou tudo o que há para ganhar ao serviço do nosso clube. Um Senhor Treinador e, estou muito convencida, um excelente ser-humano.

Muito obrigada, mister. Foi um gosto enorme.

Decepcionados, irritados, inconformados

Sporting, 0 - Chaves, 2


Pela primeira vez, fomos derrotados no nosso estádio pelo modesto Chaves, recém-promovido à Liga 1 após estar quatro anos fora do maior escalão do futebol português.

Dois golos sofridos em três minutos, aos 60' e aos 63', ditaram este resultado, testemunhado por mais de 31 mil espectadores no Estádio José Alvalade. E geraram enorme frustração: foi a segunda derrota consecutiva, foi o nosso segundo jogo sem marcar, já levamos oito golos sofridos em quatro jornadas - quase metade (17) do registado em toda a época anterior.

A defesa esteve de novo irreconhecível. O meio-campo foi inoperante. A linha avançada voltou a ressentir-se da ausência de um jogador de referência vocacionado para aproveitar os sucessivos centros, interceptados pela defesa adversária por absoluta incapacidade leonina no jogo aéreo. A equipa produziu 47 cruzamentos, todos infrutíferos.

Descalabro exibicional. Que parece consequência de uma séria quebra anímica.

 

O mais inexplicável é que esta tremideira tem vindo a afectar sobretudo aqueles que já cá estavam, não tanto os que vieram. No sector defensivo, designadamente aquele quarteto inicial que anteontem começou o jogo: Antonio Adán, Gonçalo Inácio, Sebastián Coates e Luís Neto. Todos campeões nacionais em 2021.

A defesa naufragou em Braga, naufragou no Dragão e naufragou agora em Alvalade.

Anda a precisar de nadador-salvador. Ou de um terapeuta emocional.

 

Rúben Amorim pareceu perdido desde o momento em que escalou o onze para este jogo. Deixando no banco St. Juste, o mais caro defesa contratado desde sempre pelo Sporting. Morita, outro reforço, manteve-se também no banco.

Que mais?

Colocou Edwards como avançado-centro sem que o inglês reúna características que o favoreçam nessa posição.

Deu ordem a Pedro Gonçalves - o nosso maior goleador - para recuar no terreno, fixando-o como médio de transição no corredor central. 

Equívocos atrás de equívocos. Com reflexos na leitura do jogo e nas próprias substituições, que não produziram efeito.

Depois foi sempre a derrapar. Até chegar ao ponto de mandar avançar Coates para ponta-de-lança improvisado na meia hora final.

Não admira, neste contexto, que os jogadores derrapassem também.

 

Eis a verdade, cada vez mais indesmentível: o plantel é curto. Perdemos Palhinha, Sarabia, Tabata e Matheus Nunes.

Faltam-nos dois jogadores de qualidade. Um médio posicional, com domínio no jogo aéreo e capacidade de choque, que funcione como primeiro tampão defensivo. E um matador lá na frente, com vocação clara para o golo.

Nenhum dos reforços que chegaram este Verão (Trincão, Rochinha, Morita...) tem estas características.

 

Continuo a considerar também que nos falta um guarda-redes que possa ser de facto substituto e sucessor de Adán a qualquer momento. Basta um castigo, basta uma lesão, para ficarmos com esse lugar desguarnecido. Fazer sentar Israel e André Paulo no banco, em simultâneo, não disfarça esta lacuna.

E a verdade é que também estamos curtos de centrais. Nesta noite de sábado, realmente para esquecer, Gonçalo Inácio fez três(!) posições na defesa, algo impensável numa equipa com os pergaminhos e a ambição do Sporting.

 

Foi um jogo que irritou profundamente a massa adepta.

À hora da despedida, escutou-se uma sonora vaia em Alvalade. Dos adeptos decepcionados, irritados, inconformados com esta derrota.

Injusto para quem já tantas alegrias nos deu? Admito que sim. Mas é a democracia clubística a funcionar no estádio. E um direito inalienável de quem paga bilhete para assistir aos jogos. 

Que o façam no fim, se for o caso, e não no meio das partidas - é o apelo que aqui deixo. 

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Noite infeliz, com responsabilidade no primeiro golo, por deficiente colocação entre os postes, e num lance de que poderia ter resultado o terceiro do Chaves.

Neto - Titular durante a primeira parte, em que foi somando passes errados, jogando com incompreensível nervosismo, sem fazer render a experiência. Saiu ao intervalo.

Coates - Incapaz de fazer sair a bola com qualidade no início das acções ofensivas. Passou a meia-hora final plantado sem préstimo na grande área do Chaves.

Gonçalo Inácio - Talvez a sua pior exibição de sempre na equipa principal. Quase tudo lhe saiu mal - no passe, nas dobras e nos duelos individuais.

Esgaio - Entrou como titular, com Porro a cumprir castigo. Incapaz de acrescentar qualidade no passe lá na frente e sem exibir segurança defensiva.

Ugarte - Canalizou parte do jogo ofensivo na primeira parte. Amarelado num lance em que podia ter visto vermelho, aos 45'+3, saiu para evitar expulsão.

Pedro Gonçalves - Amorim errou ao colocá-lo atrás do tridente ofensivo, mais longe da baliza. Mesmo assim, o remate mais perigoso foi dele: aos 13', atirando ao poste.

Nuno Santos - Desta vez foi titular. Inconformado, jogando mais com o coração do que com a cabeça, centrou muito mas sempre sem perigo. Esforço inglório.

Trincão - Exibição insuficiente. Demonstra boa técnica, mas faltou-lhe intensidade. Nunca foi capaz de fazer a diferença nas diagonais da linha para o centro.

Rochinha - Estreia infeliz como titular. Tentou o golo aos 14', 38', 44' e 45'+3, mas sem conseguir desfazer o nulo. Foi-se apagando, com o conjunto da equipa.

Edwards - Numa equipa sem ponta-de-lança, tentou aproximar-se desta posição. Mas rende mais como interior direito. Activo nos 45' iniciais, apagou-se no segundo tempo 

Matheus Reis - Fez todo o segundo tempo, como central à esquerda, rendendo Neto com Gonçalo a transitar para a direita. Tentou desequilíbrios ofensivos, sem sucesso.

Morita - Fora do onze titular, entrou só aos 60', substituindo Ugarte. Os dois golos surgiram logo a seguir. O japonês, sem culpa nos lances, entrou no pior momento.

St. Juste - Chegou ao Sporting para ser titular da defesa, mas tarda em afirmar-se. Entrou por troca com Esgaio só aos 65'. Continua sem demonstrar ser reforço.

Rodrigo. Foi a última cartada do técnico, entrando aos 74', com Rochinha a sair. Teve ainda tempo para tentar o golo, aos 89', num pormenor de grande classe.

Ainda a nossa equipa de futsal em Portimão - I

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Bernardo Paçó. Esteve muito, muito bem e é para mim a figura do jogo. Uma simpatia, o mano Paçó das Redes.

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Final da partida contra Movistar, ganha o Sporting por 3 a 1.

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Quem é que precisa de inimigos quando tem amiguinhos destes, não? Alex Merlim é acarinhado pelos colegas aquando da proclamação: melhor jogador do torneio

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Muito amor para partilhar, esta nossa equipa de futsal. Esteban, melhor marcador do torneio, que o diga 

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9 tentativas. Captar uma imagem nítida do kickboxer? pugilista camisola 8, Erick Mendonça, não é fácil. 

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Tomás Paçó e a sua mão em direcção à minha. Mano Paçó de Campo também ele muito bem disposto e gentil

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O irreverente Esteban. Será pré-requisito para ser-se admitido na nossa equipa?

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Merlim em modo sério. Custa a acreditar, mas aconteceu.

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(segundos antes das fotografias anteriores) Merlim, Esteban e a mãozinha marota deste último 

 

(continua)

Nós, há dez anos

 

José Manuel Barroso: «Um jogo menos bem conseguido, um resultado dececionante, três pontos perdidos em casa. Irrita qualquer adepto, eu incluído nesse rol. Mas, apesar disto tudo, excluo-me do rol dos lamurientos, dos negativistas e dos masoquistas. Sou assim, porra! Astral alto, aberto às críticas mas não bebé chorão, mais de cerrar os dentes, quando as coisas correm mal, e seguir em frente.»

A voz do leitor

«O Padre António Vieira disse há mais de 400 anos, num dos seus célebres sermões, que o peixe apodrece pela cabeça. Varandas não se pode dar ao luxo de deixar o ambiente apodrecer, nem pode continuar a delegar em Rúben Amorim e Miguel Braga a ingrata missão de justificar os erros de palmatória cometidos pela direcção neste início de temporada.»

 

André Bessone, neste texto do Luís Lisboa

Futebol é a tristeza que balança

E a tristeza tem sempre uma esperança

Ontem, a esta hora, era a pessoa mais infeliz do mundo.

Hoje olho para a televisão, oiço as palavras do grande Vinícius: "é melhor ser alegre que ser triste", oiço o grande mestre responder: "porque bebo whisky? bebo porque é líquido se fosse sólido eu o comia".

Sorrio, sinto-me a sambar em Vila do Conde, cidade geminada com Olinda, com Rio de Janeiro e, também, com Lobata em São Tomé e Príncipe, com Mansoa, na Guiné-Bissau, com Mindelo em Cabo Verde e com Baucau em Timor-Leste.

Hoje é dia de sambar na portugalidade.

Hoje foi o dia em que a verdade goleou a mentira.

O grande capitão João Matos

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O primeiro é um velho conhecido, respeitável sportinguista e venerado jogador. Não tenho uma, u-m-a, fotografia decente para publicar. Mas reparem na mão esquerda, na fita azul. 

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O segundo chama-se Gonçalo, é portimonense e respeitável sportinguista desconhecido, cuja mãe autorizou que publicasse esta fotografia. Estão a pensar bem. Na impossibilidade de dar camisola, chuteiras, caneleiras (até as cuecas pedem, caríssimos, as cuecas!) João Matos deu a sua medalha a esta sortuda criança. Não sei se esta noite não dorme um segundo, se dorme o sono dos justos, mas este leãozinho lesionado ficou mudo depois do gesto do enorme capitão. Muito obrigada à mãe e ao filho e muitíssimo obrigada, capitão Matos. 

Pódio: Nuno Santos, Ugarte, Rochinha

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Chaves pelos três diários desportivos:

 

Nuno Santos: 14

Ugarte: 13

Rochinha: 13

Adán: 13

Pedro Gonçalves: 13

Neto: 12

Edwards: 12

Coates: 11

Trincão: 11

Matheus Reis: 10

Esgaio: 10

Gonçalo Inácio: 10

Rodrigo Ribeiro: 9

Morita: 9

St. Juste: 8

 

O Jogo e A Bola elegeram Nuno Santos como melhor Leão em campo. O Record optou por Adán.

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Quinta-feira, lá estaremos. Eu lá estarei com a mesma felicidade infantil. Nós não escolhemos ser do Sporting. Foi o Sporting que nos escolheu a nós. É uma felicidade infantil, por ser precária, por ser ilusória, por ser freudiana até, mas é a minha felicidade. Hoje, não me fodam a cabeça com o Rio Ave. Eu sou Sporting.»

Alda Telles: «Novas descobertas sobre a relação do rugido do leão com a sua efectiva potência. Não é o que ruge mais alto que necessariamente domina.»

Helena Ferro de Gouveia: «Desde que me conheço que tenho um certo jeito para arranjar lenha para me queimar. Por vezes consigo travar a tempo, mas noutros momentos, quando noto por onde me meti, já é demasiado tarde para voltar atrás. É possível que isso explique porque sou sportinguista.»

João Severino: «O que apenas me chateia na derrota com o Rio Ave é aquela falta de respeito com que as próximas equipas vão entrar em campo para jogar contra nós.»

João Távora: «Acreditem que Wolfswinkel não é o problema do Sporting. Problema é não ter concorrência.»

José de Pina: «Para poder salvar ainda esta época é preciso que comecem já a rolar cabeças no Sporting Clube de Portugal. Para mim, a primeira a rolar é a do médico que anda a receitar aquelas merdas ao Sá Pinto. Os jogadores estão a ser mal orientados e o Sá mal medicado. Há medicamentos cujos efeitos secundários provocam alterações ao nivel da consciência e da realidade. A equipa está a jogar à velocidade a que o Sá Pinto fala, devagarinho. Como se costuma dizer, a jogar à imagem do treinador. Resumindo, o problema do Sporting neste início de época parece-me ser de ordem quimico/técnica.»

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