Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Nós, há dez anos

 

António Figueira: «Eu gosto tanto de um armador de jogo como de um desarmador eficaz, de quem constrói como de quem desfaz, sempre contanto que o faça bem: de um grande defesa diz-se "imperial" - mas vá lá alguém dizer isso de um carregador de pianos, de um "playmaker" ou mesmo de um excelente finalizador... Luisinho, um dos melhores zagueiros que passou alguma vez pelo Sporting ou pelo futebol português, não seria imperial, com o que o termo tem de novo-rico: ele era mais nobreza antiga, elegante sempre no "gesto técnico", como agora se diz, e sobretudo na atitude desportiva.»

 

José da Xã: «Conheci e corri com o Carlos Lopes numa altura em que este corredor andava (leia-se corria!) a treinar para as olimpíadas de Montreal. Estávamos em finais de 1975. E a primeira vez que eu vi o Carlos ao vivo foi num fim de tarde frio e chuvoso (...) e foi uma emoção que jamais esquecerei. O nosso atleta corria, acompanhado de outros grandes nomes do atletismo sportinguista e nacional (o Fernando Mamede era um deles!), à volta do velhinho Estádio José de Alvalade apenas para aquecer. Trinta voltas era mais ou menos o limite.»

A voz do leitor

«Luisinho foi o melhor defesa central que vi jogar em Portugal. Quer isto dizer que, do meu modesto ponto de vista, foi o melhor defesa central que vi jogar, até hoje, equipado com a camisola do Sporting. Luisinho era tecnicamente um sobredotado e via e compreendia o jogo, a partir da posição de central, com uma classe a que apenas Baresi e Beckenbauer se podem comparar.»

 

JG, neste texto do Luís Lisboa

Alta Tensão

Há uma certa tensão permanente no nosso futebol que me desagrada, mas que tenho de engolir.

 

É como se qualquer aquisição, qualquer substituição, qualquer lance, qualquer penalty ou cartão fosse um “nós contra eles”.

Creio que esse modo tenso é pouco Sporting e talvez seja por isso que sejamos um clube que ganha pouco (no futebol profissional). As coisas têm mudado e se há mérito em Rúben Amorim é na criação e no manter de tensão.

Ontem, fomos rabiados por uma equipa de pote 2 da Champions (com menos tempo de preparação). Na segunda parte, houve outra atitude, embora me parecesse sempre que jogávamos com um ou dois a menos. Mas houve tensão, como já houvera com a Roma e Edwards até tentou sacar um penalty (vergonhoso) e quase conseguiu, também porque se não se caça com cão, usa-se o gato.

Ganhar em Portugal é muito isso e no fim do dia, lembramos e festejamos os títulos, não os lances que oferecem dúvidas.

No fim do jogo, Rúben surge tenso, como se fosse culpa de alguém a exibição de fraqueza durante grande parte do jogo e ele lhe quisesse ir aos fagotes a esse alguém. Porque em Portugal, a tensão, a faquinha nos dentes, é fundamental para ganhar. Ele sabe que os jogadores são menos bons do que toda a gente proclama (os do Sevilha, quase todos, são bem melhores) e quer vê-los tensos, em superação, porque o jogo com o FCP está mais ou menos quase à porta. O Sporting precisa de anos para consolidar crescimento e as coisas levam tempo, mas já há muita tensão no ar e os jogos a sério ainda nem começaram.

Há décadas que o futebol português tem sido dominado pela tensão, dentro e fora do campo. De vistas curtíssimas, queremos todos ganhar domesticamente, o resto que se dane.
 A sociedade civil – nós todos – não é (nem será, digo eu) suficientemente exigente para mudar as coisas. Se calhar, nem quer.
 

P. S. Muito curioso em antecipar o futuro de Amorim, daqui por uns anos, noutros clubes, noutras culturas, noutros futebóis. Espero que não fique com mazelas da tensão.

P. P. S. Interessante saber como o treinador que o SLB contratou reagirá a esta necessidade de tensão permanente. 

Ainda falta muita coisa para afinar

Sporting, 1 - Sevilha, 1 (Troféu Cinco Violinos)

 

Péssima primeira parte, muito razoável segunda parte - quase a compensar a confrangedora exibição dos 45 minutos iniciais. Rúben Amorim deve ter dito das boas aos jogadores no intervalo. Mesmo assim, neste confronto com o Sevilha, só conseguimos equilibrar a partida e até ficar por cima depois de o treinador espanhol, o nosso conhecido Julen Lopetegui, desatar a fazer substituições, desarticulando todo o seu onze titular. 

Convém reconhecer mérito ao adversário. O Sevilha ficou em quarto lugar na Liga espanhola, vai disputar a Liga dos Campeões e tem um plantel qualificado - basta dizer que actuou com Corona, Acuña, Fernando, Ratikic, Jesús Navas e Óliver Torres, entre outros.

Mas vários problemas persistem nesta equipa do Sporting. Escassa produção ofensiva, fraca pontaria no momento do remate, incapacidade de progredir com a bola controlada no corredor central, que deixamos ao domínio adversário. Acrescidos agora da ausência de Palhinha, que funcionava como tampão e municiador precisamente na zona mais desguarnecida, e pela manifesta falta de articulação entre Ugarte e Matheus Nunes nessa área.

 

O nosso primeiro remate enquadrado surgiu quando já se haviam esgotado os 45 minutos iniciais, num pontapé de raiva de Nuno Santos para defesa muito apertada do guarda-redes. Os jogadores rumaram ao balneário com resultado desfavorável: aos 15' o Sevilha tinha aberto o marcador, aproveitando muito bem uma falha colectiva da nossa defesa - incluindo má reposição de bola de Adán, ontem intranquilo, o que nele não é habitual.

Ao contrário de Lopetegui, Amorim mexeu pouco: percebe-se que este onze será o titular. Única mudança aos 23', com troca de Ugarte (magoado) por Morita, que pode fazer a posição 6 mas não é um trinco puro até por morfologia física. O japonês acabou por ser um dos melhores em campo: muito móvel, com precisão de passe e boa visão de jogo. 

Trincão foi o único reforço leonino no onze inicial. Ainda com manifesta falta de articulação com os colegas, o que se compreende, e alguma tendência para "adornar os lances", o que aumenta os aplausos nas bancadas mas diminui a nossa eficácia colectiva. Está longe de ser o único com tal tendência, muito cultivada por Matheus Nunes e que parece até ter afectado Porro e contaminado Coates - este em jogada no nosso meio-campo ofensivo que gerou perda de bola.

 

A pressão leonina acentou-se: percebia-se que a equipa procurava o empate. Mas faltava mexer na "casa das máquinas": foi o que Amorim fez ao trocar Matheus Nunes por Edwards e Trincão por Rochinha. Principal efeito destas substituições: o recuo de Pedro Gonçalves, que passou a jogar sempre de frente para a baliza e funcionou como nosso principal distribuidor de jogo. Aos 75', ofereceu um golo a Edwards que o canhoto inglês desperdiçou com o pé direito. Aos 82', novo brinde - desta vez tendo como destinatário Paulinho, que lhe deu a melhor sequência, com um tiro certeiro. Selando o empate que se manteve até ao fim.

Como estava em jogo o Troféu Cinco Violinos, agora na décima edição, havia que desatar o nó nas grandes penalidades. Todas muito bem convertidas, de um lado e do outro, até o recém-entrado Fatuwu (reforço ganês só com 18 anos mas já internacional pelo seu país) fazer disparar a bola com estrondo à trave. O troféu ficou para a equipa sevilhana, onde actuaram dois nossos velhos conhecidos: Acuña e Gudelj. O primeiro viria a sair sob uma chuva de insultos e vaias - numa confirmação de que muitos sportinguistas tratam mal aqueles que honraram e serviram a verde e branca.

Nada de novo. Tanto se fala na ingratidão dos jogadores: devíamos reflectir mais na ingratidão dos adeptos. 

 

Algo que começa a tornar-se frequente também em todos os nossos jogos: houve sururu e chega-p'ra-lá junto à linha. Mesmo nos supostos "amigáveis". Mesmo nos chamados "jogos de preparação". É uma tendência que espero não ver prolongada, mas sou capaz de apostar que veio para ficar, acompanhando a progressiva radicalização dos adeptos bem patente ao menor pretexto nas redes sociais e num canal de TV que se alimenta disto com quatro ou cinco mecos aos berros serão após serão.

Não levámos o troféu, não vencemos o jogo, mas termino com algumas notas positivas: boa "moldura humana" em Alvalade (éramos 31.075 no estádio), relvado em excelente condição e desta vez não houve petardos nem tochas. E temos pelo menos cinco eficazes marcadores de penáltis: Porro, Pedro Gonçalves, Rochinha, Tabata e Edwards. Na época passada, o agora ausente Sarabia encarregou-se de convertê-los quase todos.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Teve responsabilidade no golo sofrido, ao entregar a bola numa reposição. Não conseguiu defender nenhum dos penáltis no fim.

Gonçalo Inácio - Regressou à posição que já bem conhece - central do lado direito. Actuação certinha. Boa capacidade de passe longo.

Coates - Causa calafrios quando improvisa, saindo de posição, o que nos custou um golo contra a Roma. Repetiu a proeza duas vezes, desta vez sem estragos.

Matheus Reis - Apanhado em contrapé no lance do golo, deu a sensação de que podia ter feito melhor. Rende mais como lateral do que como central à esquerda.

Porro - Oscilou muito, como a própria equipa. Perdeu vários duelos, falhou vários passes, mas foi sempre dos mais inconformados.

Ugarte - Má abordagem no lance do golo, deixando Óliver Torres antecipar-se e tocar para Corona. Saiu pouco depois, aos 23'.

Matheus Nunes - Parece andar com a cabeça algures. Ontem quase nada lhe saiu bem, nem no passe nem na criação de lances. Saiu demasiado tarde, aos 72'.

Pedro Gonçalves - Melhor em campo. Fabuloso passe a isolar Paulinho (52'), outro para Edwards (75'). Assistência no golo (82'). Tentou ele próprio marcar (59' e 80').

Trincão - Bons apontamentos quando jogou do lado direito do ataque, com Acuña pela frente, mas ainda não criou automatismos. Substituído aos 72'.

Nuno Santos - Cruzou algumas vezes, mas ninguém dava sequência aos passes. Foi o primeiro a tentar o golo (45'+1). Saiu aos 85'.

Paulinho - Nem remates, nem capacidade para abrir espaços. Andava perdido até ao momento culminante: um grande golo aos 82'. Saiu logo a seguir, para os aplausos.

Morita - Em campo desde o minuto 23. Revela boa técnica, domínio de bola, visão de jogo, capacidade de passe. Pode ascender ao onze titular. 

Rochinha - Único reforço dextro numa equipa cada vez com mais canhotos, entrou aos 72 para criar desequilíbrios. Mas ficou aquém do pretendido.

Edwards - Em campo desde os 72'. Desperdiçou um golo "cantado" aos 75'. Aos 88', tentou cavar um penálti sem ser tocado, iludindo o árbitro (mas não o VAR).

Tabata - Rendeu Paulinho aos 85'. Pouco tempo para mostrar o que vale - apesar dos 6' de tempo extra concedidos. Converteu muito bem o penálti final.

Fatawu - O mais jovem reforço leonino, em campo desde os 85' (substituiu Nuno Santos). Procurou agitar o jogo, como extremo esquerdo. Pena ter falhado o penálti.

O dia seguinte

Em Alvalade a cores e ao vivo e depois revendo pela TV com os comentários de alguém que sabe ver o jogo pelos olhos dum ex-praticante, sem palas clubísticas nem estúpidas vaidades que servem apenas para esconder a ignorância, o ex-defesa esquerdo do Benfica, o Pedro Henriques, o que posso dizer é que foi mais um confronto de pré-época muito bem conseguido.

Entre Vilarreal, Roma e agora Sevilha, o Sporting encontrou adversários de nível Champions / Liga Europa com um futebol próximo daquele que é praticado na nossa Liga e que puseram a nu as suas limitações em termos de plantel e desempenho individual e obrigaram os jogadores a suplantar-se. No final das contas, foram dois empates e uma vitória. Após o próximo confronto com o Wolves, penso que ficaremos em condições de entrar nos jogos a doer com o pé direito.

 

Talvez o clube mais próximo do FC Porto em Espanha seja o Sevilha. É um clube regional, com grande "aficción", grande cobrança em termos de atitude em campo, grande competência nas competições europeias.

Claro que não passa pela cabeça do Sevilha sonhar no controlo da Federação, da arbitragem espanhola, a fruta e o chocolate andaluz se calhar não têm o mesmo efeito, além dos dois grandes da capital existem o Barcelona, o Desp. Corunha e o Atl. Bilbau, enfim de Portugal a Espanha vai uma grande distância. Nenhum idiota presidente de Real Madrid e Atlético de Madrid morre de amores pelo Sevilha, por muito bom que seja o "solomillo" local.

Mas ontem, com Lopetegui, Fernando, Torres e Corona, parecia que era o FC Porto do outro lado, o que ainda tornou mais amarga a primeira parte, onde fomos completamente trucidados pelo tikitaka do Sevilha. Claro que a lesão de Ugarte logo a abrir o encontro contribuiu para isso, o meio-campo deixou de existir, e toda a equipa ficou desorientada, um pouco como aconteceu em Alvalade contra o Ajax na época passada com a lesão de Inácio.

O Sevilha fez o que quis, defendeu, controlou e atacou com perigo embora sem eficácia nos finalmentes. 

Foi uma primeira parte do pior da era de Rúben Amorim, digamos que era motivo para saírem os onze e entrarem outros onze, se não houvesse o problema de... onde estavam outros onze de valor idêntico?

 

Amorim fez a coisa certa. Perante um Sevilha a fazer descansar os titulares, apostou nos seus, a equipa correu mais, pressionou mais, a inferioridade numérica no meio-campo deixou de ser notada, os espaços começaram a existir e o empate aconteceu num grande remate de Paulinho solicitado por um ainda melhor passe do Pedro Gonçalves.

Depois veio a marcação dum penálti a favor do Sporting justamente revertido após advertência do VAR, só é pena que o sr. árbitro não tenha visto e marcado penálti em dois lances da primeira parte onde o contacto existiu. De certeza que não seriam revertidos.

Terminado o jogo empatado, vieram os penáltis muito bem marcados por um lado e outro, até Fatawu quase partir a trave com a potência do remate. Temos ali um ala esquerdo de excelência, vamos com calma que ele ainda só tem 18 anos, mas para marcar penáltis...

 

Este jogo demonstrou uma coisa: Pedro Gonçalves pode voltar às origens, mesmo que pouco acerte nas balizas actualmente, e ser um médio de excelência. E com isso ajudar a resolver o grande problema existente no meio-campo do Sporting com a saída de Palhinha, a lesão de Bragança e a cabeça à roda de Matheus Nunes.

 

Melhor em campo? Para mim, Gonçalo Inácio que esteve muito bem e evitou piores males. 

Prémio de resiliência? Tabata, largos minutos a aquecer para apenas render Paulinho a 10 minutos do fim ainda marcar um penálti de forma irrepreensível.

Prémio da melhor raça argentina? Acuña. Paulinho estava no chão, mas quem tinha obrigação de parar o jogo era o árbitro. Os dois que disputavam o lance, Trincão e Acuña, olharam para o árbitro, ele nada fez, Trincão continuou a olhar, Acuna seguiu a jogar, completamente no seu direito. Depois vieram as bocas, ele reagiu mal e armou-se a confusão.

O fair-play é uma treta, já dizia o JJ, apenas serve para premiar os batoteiros e é mais uma prática estúpida do futebol português. Para mim esteve muito bem Acuña em prosseguir com o lance e muito mal Trincão em alhear-se do mesmo. Depois foi o depois. Mais uma vez e depois do que aconteceu com o Rui Patrício as claques envergonharam o clube, a insultar a pobre senhora mãe dele. Mas enfim, são as contas do assalto a Alcochete para saldar, enquanto o presidente dessa altura já partiu para outra e confessa que agora consegue mergulhar graças ao novo amor.

Mas com Acuña e depois daquela cena da emboscada da seita do Sérgio Conceição (penso que com Corona em plano de destaque) no Dragão para colocá-lo fora da final da taça que seria uma semana depois, ele ter conseguido aguentar-se à bronca, chegar ao Jamor e centrar para o golo de Bas Dost e levar o batoteiro mal educado a fazer aquela triste figura na tribuna, eu não consigo dizer mal do homem, até acho que o Sporting devia procurar urgentemente na Argentina dois ou três iguais a ele. Ou no Uruguai dois ou três iguais a Ugarte, já agora. Gosto muito do rapaz, embora como o Coates e o próprio Acuña sejam viciados em erva (no caso o mate). Um destes dias provo a mistela.

SL

Taremi e os violinos

22332727_zbY0V.png

Pela estrada fora.

A minha "route 66" é a nacional 118, conheço cada curva, cada rotunda manhosa, já assisti a vitórias épicas em Alpiarça, já dei boleias, já ajudei, já fui ajudado, já tive desastres com mortes mas curvas de Tramagal, já socorri pessoas em Santa Margarida, enfim, hoje foi mais um dia na 118, a pensar no Sporting, na dúvida se chegaria a tempo para comprar bilhete.

A minha vida familiar não me permite mais frescuras.

Posto isto, o jogo e os penaltys, os assinalados e os não assinalados.

Os convertidos e os não convertidos.

Os fingidos e os verdadeiros.

Os falhados com convicção e os convertidos com displicência.

Tenho um filho com dois anos e dois meses (bem sei que este registo se está a tornar aborrecido).

Está na fase do "não", o penalty do Taremi, "ah nham" diz ele, o outro penalty do Taremi, 'nham, nham, nham" afirma convicto.

Penalty sobre o Edwards?

"Nham, nham, nham".

O miúdo tem razão.

Falta mais de um mês para o fecho do mercado, estamos a tempo de despachar o batoteiro sportinguista.

Os batoteiros portistas terão a mesma coragem?

Para quem não percebeu, Edwards é batoteiro e deve ser vendido; e Taremi terá o Porto coragem de fazer o mesmo?

[a não perder na Sporting TV, "Os cinco violinos"]

Nós, há dez anos

 

Francisco Almeida Leite: «Sou sportinguista desde sempre e era um pouco fanático em miúdo. Em vez de desenhar casas, árvores, carros e aviões, os meus desenhos eram quase invariavelmente sobre o Sporting, os jogadores do Sporting e o estádio do Sporting (o velhinho José Alvalade). No meio disto tudo tinha vários ídolos, entre jogadores, treinadores (Malcolm Allison à cabeça) e dirigentes (João Rocha, claro), mas um fazia a diferença: o capitão Manuel Fernandes.»

AG - O clube das elites?

22332412_QPHcr.jpeg

Hoje há Assembleia Geral do Clube.

As AG's no Sporting têm a particularidade, má, de impedirem a troca de opiniões que se pretende salutar e necessária à resolução de eventuais problemas e à proposta de soluções para o engrandecimento do clube.

Isto afasta quem eventualmente pretenderia assistir, deixando campo à, literalmente, bagunça.

Este tema está mais que batido e não é por aqui que quero continuar.

Há uma proposta para aumento de quotas.

Em ano, tão mau para todos os portugueses e claro também para os sócios do Sporting, com aumentos sucessivos dos bens de primeira necessidade e agora da prestação da casa (calha o fim das moratórias praticamente com o aumento da taxa de juro, para ajudar à "festa"), depois das renovações das GB, há uma proposta para aumentar as quotas. Sabe-se que a grande maioria das pessoas até aos 50 anos, pelo menos, tem um crédito à habitação e sabe-se como anda a taxa de esforço das famílias. Entre colocar comida na mesa e pagar as quotas do Sporting, certamente que a grande maioria não demorará muito tempo a decidir.

Eu não sou gestor, nem patrocinador, mas creio que qualquer marca que tenha o propósito de investir no Sporting o fará com mais agrado se tiver à sua "disposição" 150 mil alminhas com cartão de associado e quotas em dia do que 70 ou 80 mil.

Dizia-se por aí, quando a EDP tinha o monopólio da electricidade e era A. Mexia presidente daquilo, que "até eu" era gestor de topo, "esta merda deixa de dar dinheiro, aumenta-se a electricidade". Será porventura o caso da proposta ora apresentada a decisão dos sócios.

Esta medida é tão mais irracional, porquanto no ano passado se bateu o record de quotas cobradas, em número e em numerário.

Eu sei que há necessidade de pagar ao entulho que por lá anda e que não se tem coragem, sapiência ou vontade de pôr a andar, mas a que preço? Com perda de associados, com o estádio às moscas?

Ou o que se pretende é que lá compareçam apenas as elites, aqueles que não têm dificuldades financeiras e os outros, aqueles que também fazem militância pelo Sporting em qualquer cantinho de Portugal, assistam aos jogos na taberna da aldeia ou no café do bairro? Como antigamente...

Frontalmente contra o aumento de quotas. Nem um cêntimo mais! Dirijam com competência e façam uma das suas obrigações, que é defender os interesses do clube. Assim não o estarão a fazer.

O plantel é curto, muito curto

ruben-amorim-10.jpg

(Qualquer dia ainda o vemos entrar num anúncio duma cadeia de "fitness")

Todos sabemos que Rúben Amorim se dá mal com egos e birras, prefere trabalhar com plantéis curtos, com líderes de balneário bem marcados e grande peso da formação, de modo a ter toda a gente satisfeita e motivada.

Sabemos também que o Sporting está a fazer um grande esforço de redução da folha salarial, mais de 20 jogadores seniores já saíram, como aqui dei nota, e como isso é importante para o necessário equilíbrio financeiro da SAD.

No entanto, todo este emagrecimento começa a parecer como o daquelas pessoas que se metem em dietas radicais. Quanto mais peso perdem mais se acham gordas ao espelho, perdem a noção de onde parar, e sujeitam-se ao que não querem. Não digo que seja o caso de Amorim, está muito bem assim.

Sempre ouvi dizer que um plantel equilibrado deveria ter dois jogadores por posição de valor tanto quanto possível idêntico, mais um terceiro guarda-redes, e dois ou três jogadores polivalentes tipo Tabata, "jokers" tipo Jovane ou "estagiários" tipo Essugo.

Então podemos fazer o exercício seguinte: compor três equipas com os jogadores que têm treinado com Amorim, incluindo o infeliz Bragança a quem volto a desejar a melhor recuperação:

A - Adán; St.Juste, Coates e Inácio; Porro, Ugarte, M.Nunes e M.Reis; Trincão, Paulinho e Pedro Gonçalves.

B - Israel; Neto, Marsà e Nazinho; Esgaio, Morita, Daniel Bragança e Nuno Santos; Edwards, Tabata e Rochinha.

C - André Paulo; Hevertton, Essugo, Chico Lamba; Travassos, Renato Veiga, Mateus Fernandes e Fatawu; Chermiti, Rodrigo Ribeiro e Luís Gomes

 

A equipa A vale 195M€ no TM, e podemos considerar que está ao nível das dos rivais.

A equipa B vale 48,5M€ no TM, quatro vezes menos do que a anterior, se calhar teria muitas dificuldades em competir com as melhores equipas dos dois ou três clubes candidatos à Liga Europa.

A equipa C vale quase nada no TM e é basicamente a que vai alinhar na 3.ª Liga contra adversários como Belenenses, V. Setúbal e Académica, e poucas hipóteses tem de ficar nos lugares cimeiros.

Então salta à vista de todos que faltam aqui dois ou três jogadores de qualidade para equilibrar os plantéis, desde logo na coluna vertebral da equipa, por exemplo um defesa central (um novo Coates), um médio-centro mais defensivo (um novo Palhinha) e um avançado centro/ponta de lança mais goleador (um novo Slimani/Bas Dost). 

Se alguém sair até ao fecho do mercado, pior um pouco...

Bom, de qualquer forma as gameboxes já chegaram. Logo à noite, com um destes onzes ou com outro qualquer, lá estarei para desfrutar em Alvalade de mais uma grande noite de futebol e aproveitar para rever Acuña e Gudelj.

SL

Nós, há dez anos

 

David Dinis: «Que bom que é ver um internacional holandês a chegar a Alvalade dizendo-se “faminto” de títulos. Na semana passada ouvimo-lo do nosso novo central, Khalid Boulahrouz, o profissional de 30 anos que já passou pelo Chelsea, Sevilha, Estugarda e Hamburgo e que recusou agora ir para o Fernerbahçe, mesmo com o clube turco a oferecer-lhe mais 500 mil euros por época do que lhe podia dar o nosso Sporting. É sinal de que alguma coisa começa a correr bem.»

 

Francisco Mota Ferreira: «Vou cometer um crime de lesa-pátria sportinguista, mas sempre que (re)vejo o Figo lembro-me do Peixe. O primeiro tem a história que se sabe, o segundo tem uma história de que poucos se lembram.»

 

João Távora: «Dizem que Damas era irreverente e que tinha "mau perder", que entre os postes era capaz do melhor e do pior de um jogo para o outro. Mas acontece que era um líder da equipa e que do coração sangrava verde e branco até  a última gota. Uma qualidade rara nestes tempos: foi desde menino que orgulhosamente envergou e dignificou a camisola verde e branca, com a qual toda a vida se bateu e com que veio a morrer e tornar-se para toda uma geração um verdadeiro ídolo. Assim, decidiu viver para sempre. Quantos contratos milionários isso não vale, Rui Patrício?»

 

José da Xã: «Esta partida foi mais uma daquelas em que o Sporting fez tudo para ganhar. Deste jogo destaco o grande golo de Oceano, que não foi claramente suficiente para eliminarmos um Real Madrid onde pontuavam, entre outros, Buyo e Laudrup. Ganhámos por 2-1 mas havíamos perdido na primeira mão por 1-0, se a memória não me falha.»

 

Eu: «Quando comecei a ver futebol, e a interessar-me pelas coisas do futebol, havia excelentes comentadores que faziam tudo já não digo para ser isentos mas para parecer isentos. O Carlos Pinhão era benfiquista mas escrevia como se o não fosse, o Vítor Santos era do Sporting, mas também escrevia como se o não fosse. A partir de certa altura os órgãos de informação passaram a privilegiar os comentadores de emblema e cachecol. Houve até uma altura em que a palavra de ordem parecia ser esta: quanto mais fanático e sectário pareceres, melhor. Dava "boas audiências" e o resto não interessava. Assim se formou uma geração de jovens espectadores fanatizados, cada vez mais sectários, incapazes de reconhecer mérito a uma equipa adversária, adoptando como lema frases do género "ou vai ou racha".»

A voz do leitor

«Rúben se calhar vai trocar-nos as voltas pois, a julgar pelas notícias da pré-época, tem andado a ensaiar um 4-2-3-1, ou seja, tira um central, depois tem dois médios lado a lado, outro médio mais adiantado, dois extremos e um avançado móvel no centro. Mas veremos muito em breve se foi uma experiência para uma espécie de plano B ou se é para manter.»

 

Vítor Hugo Vieira, neste texto do Pedro Boucherie Mendes

Balanço dos prognósticos 2021/2022

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2022/2023, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos no És a Nossa Fé.

É um teste à vossa perspicácia que aqui recomeçará, pelo décimo ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

6 de Agosto (Sporting, 3 - Vizela, 0): Leão 79

14 de Agosto (Braga, 1 - Sporting, 2): Carlos Estanislau Alves e Paulo José Ramos

21 de Agosto (Sporting, 2 - B-SAD, 0): Manuel Parreira

28 de Agosto (Famalicão, 1 - Sporting, 1):  Ninguém acertou

11 de Setembro (Sporting, 1 - FC Porto, 1): Maria Sporting

19 de Setembro (Estoril, 0 - Sporting, 1):  Cristina Torrão e José da Xã

24 de Setembro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): RASR

2 de Outubro (Arouca, 1 - Sporting, 2):  Luís Ferreira e Luís Lisboa

23 de Outubro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): Ninguém acertou

30 de Outubro (Sporting, 1 - V. Guimarães, 0): Leão do Algarve e Luís Barros

7 de Novembro (Paços de Ferreira, 0 - Sporting, 2): AHR, Edmundo Gonçalves, Leoa 6000, Luís Barros, Luís Lisboa, Madalena Dine, Ricardo Roque, Verde Protector

28 de Novembro (Sporting, 2 - Tondela, 0): Fernando, Paulo Batista

3 de Dezembro (Benfica, 1 - Sporting, 3): João Grácio

11 de Dezembro (Sporting, 2 - Boavista, 0): Fernando, João Galhardo, Leão 79, Luís Lisboa, Manuel Parreira, Maria Sporting, Pedro Batista, Scorpion 71, Verde Protector

18 de Dezembro (Gil Vicente, 0 - Sporting, 3): Leão 79

29 de Dezembro (Sporting, 3 - Portimonense, 2):  Ninguém acertou

7 de Janeiro (Santa Clara, 3 - Sporting, 2): Ninguém acertou

16 de Janeiro (Vizela, 0 - Sporting, 2): Cristina Torrão, João Luís, Jorge Luís, Leoa 6000

22 de Janeiro (Sporting, 1 - Braga, 2): Ninguém acertou

2 de Fevereiro (B-SAD, 1 - Sporting, 4): Luís Lisboa

6 de Fevereiro (Sporting, 2 - Famalicão, 0):  Fernando e Luís Ferreira

11 de Fevereiro (FC Porto, 2 - Sporting, 2): Ninguém acertou

20 de Fevereiro (Sporting, 3 - Estoril, 0): Madalena Dine, Orlando Santos e Paulo Batista

26 de Fevereiro (Marítimo, 1 - Sporting, 1):  Ninguém acertou

5 de Março (Sporting, 2 - Arouca, 0): João Gil e Manuel Oliveira

14 de Março (Moreirense, 0 - Sporting, 2): Madalena Dine

19 de Março (V. Guimarães, 1 - Sporting, 3): Leão de Queluz

3 de Abril (Sporting, 2 - Paços de Ferreia, 0): Leão 79 e Madalena Dine

9 de Abril (Tondela, 1 - Sporting, 3): Leão do Fundão, Leão do Xangai, Ulisses Oliveira

17 de Abril (Sporting, 0 - Benfica, 2): Ninguém acertou

25 de Abril (Boavista, 0 - Sporting, 3): Paulo Batista

1 de Maio (Sporting, 4 - Gil Vicente, 1): Ulisses Oliveira

7 de Maio (Portimonense, 2 - Sporting, 3): Ninguém acertou

19 de Maio (Sporting, 4 - Santa Clara, 0): Allfacinha

 

CONCLUSÃO:

A vitória, nesta temporada, coube a um trio de felizes vaticinadores que aproveito para cumprimentar agora: a minha colega de blogue Madalena Dine, o meu colega de blogue Luís Lisboa e o leitor Leão 79. Cada um com quatro palpites certos.

Todos estreantes, como triunfadores, nesta Liga dos Prognósticos.

Seguiram-se, com três previsões correctas, os leitores Fernando e Paulo Batista.

 

Foi pena ninguém ter acertado em nove dos 34 jogos. Incluindo em três partidas que o Sporting venceu. 

Esperemos que a pontaria se revele ainda mais afinada na Liga 2022/2023. Não apenas a nossa, por cá, mas sobretudo a dos jogadores leoninos em campo.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá  sete vencedores:  Bruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

Em 2018/2019, destacou-se o leitor Luís Ferreira.

Em 2019/2020, a vitória isolada foi feminina pela primeira vez, sorrindo à Cristina Torrão.

Em 2020/2021, emergiu um quarteto vencedor: CAL, Carlos Correia, Pedro Batista e Ricardo Roque.

 

Já falta pouco para começar a próxima ronda de palpites. Aberta, como as anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Sporar e Pedro Mendes

Com a saída de Luiz Phellype para o Japão (empréstimo com opção obrigatória ao FC Tokyo) e de Renan para a Arábia Saudita (onde passou a integrar o plantel do Al-Ahli), a SAD leonina continua sem solucionar o futuro de oito jogadores que mantém sob contrato. 

Interessam-me sobretudo os avançados. Neste caso, há quatro: Slimani, Jovane, Sporar e Pedro Mendes.

Como é sabido, o argelino está riscado desde Abril por Rúben Amorim e o caboverdiano deixou de fazer parte dos planos da equipa técnica a partir do momento em que terá recusado renovar o seu vínculo contratual. Mas o português (que volta de um empréstimo ao Rio Ave após 10 golos em 43 jogos na Liga 2) e o esloveno (que também regressa a Alvalade após empréstimo ao Middlesbrough, da segunda divisão inglesa, onde marcou oito golos em 37 partidas) poderão ainda ser recuperados para a nova temporada com a missão específica de a meterem lá dentro?

Partilho esta interrogação convosco. Talvez seja útil reflectirmos sobre o tema.

 

P. S. - Os outros quatro jogadores com destino incerto são Battaglia, Eduardo Henrique, Eduardo Quaresma e Idrissa Doumbia.

Nós, há dez anos

 

Francisco Mota Ferreira: «Se, nos anos 40, a geração do meu pai teve os 5 violinos – Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e Travassos - a minha geração teve o trio de cordas (esta designação foi acabadinha de inventar, pode ser que pegue) que maravilhou adeptos: Manuel Fernandes, António Oliveira e Jordão.»

 

João Severino: «Há decisões de Godinho Lopes que devem ser apoiadas por todos os sportinguistas, caso contrário, os nossos adversários agradecem o possível desmoronamento prematuro do sonho que mantemos em conquistar o título nacional de futebol. É a hora de estarmos todos em Alvalade, no jogo com o Saint-Etiènne, para um aplauso forte de confiança em Godinho Lopes.»

A voz do leitor

«Nas contratações, houve um erro grave (Vinagre), vários sucessos (Ugarte, Matheus Reis, Sarabia, Gonçalo Esteves) e alguns casos que, por diferentes razões, não correram nem bem nem mal (Slimani e Esgaio). Em termos de contratações, deve ter sido das épocas com maior taxa de acerto de sempre. Melhor mesmo, só na anterior.»

 

Jô, neste postal

Pódio: Sarabia, Porro, Nuno Santos

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato, em resultado da soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada. Num total de 102 votos.

 

Sarabia foi o futebolista mais em destaque na temporada 2021/2022. Mas teve forte concorrência do seu compatriota Pedro Porro. De notar que o consagrado internacional espanhol, que esteve em Alvalade por empréstimo do PSG, só recebe a primeira menção à oitava jornada (Arouca-Sporting, 2 de Outubro). E nos destaques do Record só se estreia muito mais tarde, à jornada 12 (Sporting-Tondela, 28 de Novembro).

Porro confirma nesta tabela a sua progressão desde a época anterior, quase quadruplicando o número de destaques como melhor em campo - dos 4 então recebidos para os 15 desta temporada, saltando do oitavo para o segundo lugar.

Em sentido inverso, Pedro Gonçalves. "Campeão" indiscutível em 2020/2021, com 31 nomeações, baixa drasticamente: apenas mereceu 5. Foi a maior queda, em termos percentuais e absolutos. Em baixa também Palhinha (de 10 para 5), ao contrário de Nuno Santos (mais que duplica, subindo de 5 para 12), Matheus Nunes (de 4 para 9) e Paulinho (de 4 para 7). 

Matheus Reis, ausente há um ano, tem desta vez 6 votos. Enquanto Tabata, Feddal e Tiago Tomás foram agora excluídos. Enquanto Neto, mencionado duas épocas atrás e excluído na anterior, volta a merecer um destaque.

Em posições similares, confirmando a sua regularidade, estão Coates (antes 9, agora 8) e Adán (desliza ligeiramente de 6 para 5).

 

Uma curiosidade: só no jornal O Jogo a liderança de Sarabia é clara. No Record e n'A Bola, empata com Porro.

Apenas o mais antigo jornal desportivo menciona Jovane e Neto, com votos isolados. Mas esquece Daniel Bragança, que recebe dois destaques no Record e um n' O Jogo

No Record, ao contrário dos dois outros jornais, Porro comandava no final da primeira volta. E O Jogo é o único a distinguir duas vezes Slimani neste seu fugaz e malogrado regresso ao Sporting, entre Fevereiro e Abril. Também só o diário com sede no Porto vota em Gonçalo Inácio e Ugarte. Comprovando que não há visões unívocas para quem vê jogos de futebol.

 

Sarabia: 19

Porro: 15

Nuno Santos: 12

Matheus Nunes: 9

Coates: 8

Paulinho: 7

Matheus Reis: 6

Pedro Gonçalves: 5

Palhinha: 5

Adán: 5

Slimani: 4

Daniel Bragança: 3

Jovane: 1

Gonçalo Inácio: 1

Ugarte: 1

Edwards: 1

 

A BOLA: Porro (7), Sarabia (7), Nuno Santos (5), Matheus Nunes (3), Palhinha (2), Coates (2), Paulinho (2), Matheus Reis (2), Pedro Gonçalves, Adán, Jovane, Slimani.

RECORD: Porro (5), Sarabia (5), Nuno Santos (4), Matheus Nunes (3), Coates (3), Matheus Reis (3), Pedro Gonçalves (2), Palhinha (2), Daniel Bragança (2), Paulinho (2), Adán, Slimani, Edwards.

O JOGO: Sarabia (7), Adán (3), Nuno Santos (3), Porro (3), Coates (3), Matheus Nunes (3), Paulinho (3), Pedro Gonçalves (2), Slimani (2), Palhinha, Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Matheus Reis, Ugarte.

 

Há um ano foi assim: Pedro Gonçalves, Palhinha e Coates

Há dois anos  foi assim: Bruno Fernandes, Jovane, Vietto

Há três anos foi assim: Bruno Fernandes, Raphinha, Nani.

Há quatro anos foi assim: Bruno Fernandes, Bas Dost, Gelson Martins.

Há cinco anos foi assim: Bas Dost, Gelson Martins, Bruno César. 

Há seis anos foi assim: Slimani, João Mário, Gelson Martins.

Entradas & Saídas

Desta vez sem grandes ou pequenas considerações, apenas um update que penso interessar a todos.

Entradas :

1. Hidemasa Morita (27) 

2. Rochinha (27)

3. Jeremiah St Juste (25)

4. Francisco Trincão (22) 

5. Franco Israel (22) 

6. Diogo Abreu (19)

7. Fatawu Issahaku (18)

8. Jesús Alcántar (18)

9. Francisco Canário (18)

10. Papuna Beruashvili (18)

 

Empréstimos para rodar e regressar (A reserva estratégica):

1. Rúben Vinagre (23) (?)

2. Geny Catamo (21) (Marítimo)

3. Eduardo Quaresma (20) (?)

4. Gonçalo Esteves (18) (Estoril)

 

Saídas confirmadas :

1. Renan Ribeiro (32)

2. Zouhair Feddal (32)

3. Pablo Sarabia (30)

4. Luiz Phellyppe (27) 

5. João Palhinha (26) 

6. Bruno Paz (24)

7. Eduardo Pinheiro (24)

8. Pedro Marques (24)

9. João Virgínia (22)

10. João Goulart (22)

11. Diogo Brás (22)

12. Bernardo Sousa (22) 

13. Gonçalo Costa (22)

14. Anthony Walker (21)

15. Gonzalo Plata (20) (Valladolid)

16. Edson Silva (20)

17. Rodrigo Rêgo (20)

18. Rafael Fernandes (19)

19. Adriano Almeida (19)

20. Bruno Tavares (19)

21. Saná Fernandes (16) 

 

Empréstimos com opções de compra que podem conduzir a saídas definitivas :

1. Tiago Tomás (22) 

2. Rafael Camacho (22)

3. Joelson Fernandes (18)

De empréstimo a empréstimo até à saída final :

1. Tiago Ilori (28) (Paços de Ferreira)

Casos ainda pendentes de decisão cujas saidas podem representar alguns milhões de Euros de encaixe:

1. Islam Slimani (33)

2. Rodrigo Battaglia (30)

3. Filipe Chaby (27)

4. Andraž Šporar (27) (Est. Vermelha ?)

5. Eduardo Henrique (26)

6. Carlos Jatobá (26)

7. Idrissa Doumbia (23)

8. Marco Túlio (23)

9. Jovane Cabral (23) (Besiktas ?)

10. Pedro Mendes (22) (Rio Ave ?)

 

SL

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Até ao momento, a política de contratações do Sporting para a próxima época parece acertada. Poucos reforços e apenas para posições em que a necessidade era por demais evidente. Veremos se confirmam créditos anteriores e expectativas habituais. Como é comummente afirmado, penso que o que falta ainda à equipa é um ponta-de-lança, isto fazendo fé que à direita, na defesa, Cédric, Arias e Pereirinha (titular no primeiro jogo nesta posição) dão conta do recado.»

 

João Távora: «O único ponta de lança do Sporting, Wolfswinkel, marcou um golo em Albufeira contra o sheffield wednesday. Assim começou a caminhada vitoriosa leonina para o início do campeonato.»

A voz do leitor

«O futuro nunca se adivinha, mas procura-se construir. Independentemente do que aconteça, em potencial, este negócio do Trincão é fantástico. Que grande negociação do Sporting. Parabéns a todos os envolvidos, e venha de lá o rendimento que esperamos dele.»

 

Miguel, neste texto do Luís Lisboa

{ Blogue fundado em 2012. }

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D