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És a nossa Fé!

Putin que pariu a guerra (2)

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«Georgii Zantaraia anunciou que está em Kiev para ajudar na defesa do seu país. O judoca ucraniano, antigo atleta do Sporting, fez uma publicação nas redes sociais, de metralhadora Kalashnikov - AK47- na mão e diz-se pronto para defender o seu país.

“Estou em Kiev e vou ficar até ao fim”, pode-se ler na legenda da fotografia publicada por Georgii Zantaraia, antigo campeão do mundo, na categoria de -60kg.»

In SAPODesporto

 

Na Europa, incluindo Portugal,

vários jogadores ucranianos foram aplaudidos como forma de solidariedade.

 

Um exemplo de coragem:

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«O treinador do Sheriff, Yuriy Vernydub, que após o encontro da segunda mão do play-off de acesso à Liga Europa, com o Braga, afirmou que quando chegasse à Moldávia iria pedir para ir à Ucrânia, mostrando-se disponível para ajudar o país no que fosse necessário, juntou-se ao exército.»

In O JOGO

2021/2022: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 14 (Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund, Vizela, Braga, Estoril)

Paulinho 12 (Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Portimonense, Portimonense, Portimonense, Belenenses SAD, Belenenses SAD, FC Porto)

Sarabia 12 (Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Boavista, Casa Pia, Santa Clara, Santa Clara, Benfica, Belenenses SAD, Famalicão, Estoril)

Nuno Santos 9 (FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão, Ajax, Boavista, Gil Vicente, Leça, FC Porto)

Coates 5 (Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães, Casa Pia)

Gonçalo Inácio 4 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Benfica)

Porro 4 (Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund, Belenenses SAD)

Jovane 3 (Braga, Braga, Belenenses)

Tiago Tomás 3 (Belenenses, Belenenses, Penafiel)

Palhinha 3 (Belenenses SAD, Famalicão, Santa Clara)

Matheus Nunes 3 (Arouca, Benfica, Leça)

Tabata 3 (Ajax, Leça, Leça)

Daniel Bragança 2 (Gil Vicente, Vizela)

Matheus Reis 2 (Famalicão, Estoril)

Ugarte 1 (Famalicão)

Slimani 1 (Marítimo)

Equipa B

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Sábado em Alcochete a equipa B do Sporting derrotou o Oriental Dragons para a 3.ª Liga e segue em oitavo na Série B (Zona Sul) de 12 equipas, a 9 pontos já do V. Setúbal que ocupa a 4.ª posição, sendo que os quatro primeiros seguem para uma conferência de subida e os restantes para uma conferência de manutenção.

Mais uma vez convém ter noção das equipas que o Sporting está a pôr em campo para defrontar equipas experientes e "batidas" no futebol dos escalões secundários, que colocam em campo toda a espécie de truques para complicar a vida aos nossos jovens e contam para isso com árbitros medíocres que castigam forte e feio o Sporting. Neste último jogo ainda ele tinha há pouco começado e dois médios nossos já tinham sido presenteados com amarelos.

 

O Sporting alinhou com:

Diego Callai (17); Gonçalo Esteves (17), Rafael Fernandes (19), José Marsà (19) e Flávio Nazinho (18);  Miguel Menino (19), Renato Veiga (18), Mateus Fernandes (17) e Gonçalo Costa (21); Rodrigo Ribeiro (16) e Vando Félix (19)

Entraram depois Diogo Brás (21), Chico Lamba (18), Tiago Rodrigues (21), Hevertton Santos (21) e Edu Pinheiro (24).

Nota-se aqui uma clara aposta nos melhores juniores e juvenis da actualidade, em detrimento do pouco que se aproveitou da equipa de juvenis campeã em 2018, Diogo Brás, Gonçalo Costa e Tiago Rodrigues.  

 

Enquanto isso, e porque a manta não estica, os resultados das outras equipas neste fim de semana não foram os melhores:

Em sub 23:  Académica 2 - Sporting 1

Em Juniores: Sporting 0 - Benfica 1

Em Juvenis: Sporting 1 - Benfica 2

Em Iniciados: Benfica 1 - Sporting 1

Destes apenas vi um bom pedaço dos juvenis. Um penálti estúpido e duas bolas nos ferros ditaram o resultado, mas estivemos sempre por cima e pareceu-me haver por ali muita qualidade na nossa equipa.

 

Voltando à equipa B, de todos os jogadores apresentados apenas Gonçalo Esteves (Porto), José Marsà (Barcelona) e Vando Félix (Leixões) foram contratados especificamente para esta equipa. Todos os outros são da formação de Alcochete.

 

SL

A tíbia FIFA

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Não será agora o momento para muito elaborar sobre as características intrínsecas da FIFA - demonstráveis pela atribuição da organização do próximo Mundial à ditadura teocrática do Catar, ainda por cima ao invés de qualquer racionalidade desportiva. Mas a tíbia atitude face aos acontecimentos de agora, propondo-se mimetizar o comportamento do COI ao patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico "nem sim, nem sopas". É inaceitável. Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção do país que fere deste modo a segurança mundial e que aventa, a níveis retóricos que desconhecíamos nas largas últimas décadas, a utilização de arsenal nuclear.

Face a esta mercenária atitude da direcção da FIFA será de exigir à nossa Federação que se demarque de imediato dessa via, defendendo publicamente a exclusão russa. E, se tal não acontecer, será de exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.

Não adianta iludir estes factos

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Chega a ser exasperante, por vezes, vermos a nossa equipa jogar com tão baixa intensidade. Voltou a acontecer nesta jornada, frente ao Marítimo.

Mas é lícito concluir: o Sporting não "joga lento" por opção.

Joga assim porque está nos limites da exaustão física. E porque já soma 40 jogos disputados desde o início da temporada com um plantel muito mais curto do que os dos nossos principais rivais.

As coisas são o que são, não aquilo que gostaríamos que fossem.

 

Isto parece-me o essencial da questão.

Quando acompanhamos um campeonato, não devemos olhar só para aquilo que se vai desenrolando no relvado. Há que pensar também no contexto, no enquadramento, nas condições de equidade. Existirão de facto?

 

A verdade é que o campo este ano tem estado sempre mais inclinado contra nós.

E não me refiro a questões de arbitragem. Quem me lê sabe que não costumo justificar falhas nossas apontando o dedo, em piloto automático, aos homens do apito. Que são os mesmos que já arbitravam quando fomos campeões, quando vencemos a Supertaça, quando nos sagrámos campeões de Inverno em três das últimas quatro edições da Taça da Liga.

Falo de responsabilidades próprias.

 

Reafirmo aquilo que escrevi neste blogue várias vezes desde o início da época: entrámos em 2021/2022 desfalcados em duas posições fundamentais - defesa central à direita e ponta-de-lança.

Tiago Tomás não era esse avançado, Paulinho não cumpre alguns dos requisitos fundamentais para a posição.

Sem golos não há vitórias, sem vitórias não há pontos, sem pontos os títulos tornam-se mais difíceis em provas de continuidade.

 

Adenda, a propósito: Incrível (diria até inadmissível) falhanço de Paulinho, bem servido por Slimani em zona frontal, no Marítimo-Sporting. Foi aos 85'. Como sermos campeões se durante quase toda a época só tivemos Paulinho como hipotético "goleador"?

Nós, há dez anos

Francisco Almeida Leite: «Segundo o Record, é preciso recuar 11 anos para encontrar um início tão auspicioso num treinador que pega na equipa a meio da época no SCP. Não é mau. Mas agora temos é que pensar no Vitória de Setúbal. E esperar que o jogo desta sexta-feira, que muitos dizem ser um 'clássico', resulte num belíssimo empate. O Braga e o Marítimo é que também podiam perder uns pontinhos...»

 

José de Pina: «O Sporting Clube de Portugal é um clube de gente de bem e que se diz diferente. Mas para isso é preciso prová-lo na prática. É o que pretendo fazer apesar de este ser um blog de sportinguistas. É com todo o meu fairplay que dou os meus mais sinceros parabéns ao Sport Lisboa. Um clube que faria hoje anos e que durou apenas de 1904 a 1908. Mas que hoje, sabe-se lá porquê, tem uma festa no Coliseu do Recreios.»

 

José Manuel Barroso: «Gostei mesmo do Sporting, no último jogo. Mais confiança, mais futebol e a raça das anteriores partidas. Faltaram mais golos, mas ainda não se melhorou muito no servir o Ricky (apesar do bom regresso de Capel), a falta de sorte do Elias na cara do golo continua, o Xandão parece ser um bom reforço e o Polga mostrou como ainda é um dos esteios da defesa.»

A voz do leitor

«Mais um jogo pastoso, lento, previsível que até para um sportinguista de décadas custa ver. Ainda por cima prevendo um resultado final negativo produto deste futebol para o lado e para trás. Nem mesmo quando Coates foi para a área adversária a bola lá chegava e sem rematar no enquadramento da baliza não se marcam golos. Matheus Reis devia ser um exemplo para os colegas. Slimani cumpriu, primeiro jogo a titular, um golo e um ponto. Estão a desiludir os adeptos.»

JMA, neste meu texto

 

Os maridos de César

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Dizia um velho ditado machista:

"À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria".

Alguns árbitros portuguesa não são, nem parecem sérios.

O Gil Vicente já mostrou nestes 45 minutos iniciais que é melhor que o FC Porto, na minha opinião, não deviam entrar para a segunda parte.

A UEFA e a FIFA têm de tomar medidas em relação ao que está a acontecer no futebol português.

Pódio: Matheus Reis, Porro, Adán, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Marítimo-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Matheus Reis: 18

Porro: 16

Adán: 15

Coates: 15

Daniel Bragança: 14

Slimani: 14

Edwards: 13

Ugarte: 13

Gonçalo Inácio: 12

Matheus Nunes: 12

Vinagre: 11

Paulinho: 11

Nuno Santos: 10

 

O Jogo e o Record elegeram Matheus Reis como melhor em campo. A Bola optou por Porro.

Inácio ou não, eis a questão

Desde já quero deixar bem claro que tenho a melhor opinião sobre o então futebolista do Sporting Augusto Inácio, que muitas vezes vi jogar com a camisola do Sporting. Depois, e ao contrário de Manuel Fernandes, cedeu aos cantos de sereia de Pinto da Costa e ganhou dois Dragões de Ouro, mas esteve no seu direito, devemos-lhe (e a Matterazzi) uma brilhante campanha que culminou na conquista do campeonato, e é um sócio de longa data como eu.

Já não tenho a mesma opinião sobre a sua actuação como director desportivo do Sporting de Bruno de Carvalho. Foram muitos os jogadores medíocres que contratou, incluindo aqueles que desvirtuaram e ajudaram a afundar a equipa B. Pior ainda foi a sua participação no estertor final daquela presidência, com participação activa em contratações ruinosas para o clube, como as de Mihajlovic, Viviano e Bruno Gaspar. Qualquer regresso deste sócio a funções directivas ou de gestão da SAD, mesmo desconhecendo aquilo a que Frederico Varandas aludia no debate, teria a minha oposição total e completa. 

No debate, o "candidato da bancada" Nuno Sousa veio anunciar que contaria com Augusto Inácio como "assessor". Imaginem só como ficariam Viana e Amorim confortáveis com tal situação: recordam-se que a primeira exigência de Jorge Jesus quando chegou ao Sporting foi correr com ele. Veio agora o mesmo Inácio dizer que "não apoiava nenhum candidato" mas que estava sempre disponível para "integrar a estrutura" de quem o quisesse convidar (e pagar, obviamente).

Mas afinal a cartada Inácio era só para conquistar os votos dos "Letais", que o acham um fraca imitação do Bruno que não entusiasma ninguém? Para mascarar a sua aparente profunda ignorância sobre o futebol? E sobre os modelos de contratação e de relacionamento com empresários que neste momento são práticas de mercado?

Apenas para o relembrar, e consultando a Wiki Sporting, que a minha memória não dá para tanto, embora tenha conhecido a grande maioria deles a cores e ao vivo, foram (salvo erro ou omissão) 33 os jogadores contratados em dois anos por Augusto Inácio como director desportivo, nas épocas de 2013/2014 e 2014/2015, que integraram os plantéis da A e da B. Não faço ideia dos empresários e do montante de comissões envolvido:

1. Ivan Piris

2. Maurício

3. Jefferson

4. Gerson Magrão

5. Vítor Silva

6. Welder

7. Freddy Montero

8. Islam Slimani

9. Miguel Lopes

10. André Geraldes

11. Paulo Oliveira

12. Naby Sarr

13. Rami Rabia

14. Ewerton

15. Jonathan Silva

16. Oriol Rosell

17. Slavchev

18. Ryan Gauld

19. Sacko

20. Tanaka

21. Shikabala

22. Sambinha

23. Hugo Sousa

24. Matias Perez

25. Seejou King

25. Atila Turan

26. Daniel Pranjic

27. Ousmane Dramé

28. Salim Cissé

29. Everton Tiziu

30. Lewis Enoh

31. Liu Yiming (chinês)

32. Jorge Santos ("Gazela")

33. Luis Elói

Note-se que não se trata de empréstimos. Estamos a falar de contratações mesmo, se calhar todas a 100% de passes. Aquilo que Nuno Sousa tanto gosta, porque ter Pote ou Ugarte a 50% do passe é um péssimo acto de gestão.

Destes 33 quem é que vingou no Sporting? Slimani obviamente, Montero, Maurício, Paulo Oliveira e Jefferson relativamente. Todos os outros fracassaram rotundamente.

Que isto é uma enorme demonstração de incompetência, não tenho a mínima dúvida. Só tenho dúvidas sobre de quem.

 

#JogoAJogo

SL

Pontos perdidos

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Estes foram os clubes com os quais perdemos pontos.

Famalicão, Porto, Santa Clara e Marítimo; fora (9 pontos)

Porto e Braga; casa (5 pontos).

Dado curioso, os jogos disputados com o Santa Clara e com o Marítimo, implicaram várias alterações à rotina da equipa, viagens de avião, uma hora a que não é normal o Sporting jogar.

O jogo de ontem foi disputado às 18h00 o jogo nos Açores às 18h30 (cinco pontos perdidos).

As contas do título são muito fáceis de fazer, o Sporting não pode perder mais nenhum ponto, faltam-lhe 10 jogos, 30 pontos. O Porto se escorregar três vezes (duas derrotas e um empate) nos 11 jogos, 33 pontos, não será campeão.

É fácil?

Com arbitragens imparciais nos jogos do Porto não seria impossível, com mais "Estoril vs. Porto" ou "Moreirense vs. Porto" podemos entregar já o escudo de campeão ao clube de Bobby (o cão).

Vou estar muito atento à arbitragem de hoje, em jogo jogado, o Gil Vicente é superior a este Porto sem Diaz.

O dia seguinte

Foram três os lances duvidosos em que o árbitro podia ter desequilibrado a partida em favor do Sporting: o pontapé na cabeça de Coates, o pisão na perna de Slimani e a carga a Matheus Reis. Todos o árbitro deixou passar sem punição, quando já vimos penáltis serem marcados e jogadores expulsos ou duplamente amarelados por faltas bem menores. Entre o Porto-Sporting, o Moreirense-Porto e este Marítimo-Sporting a arbitragem portuguesa ofereceu o título ao Porto. Se no ano passado havia o escrutínio da FIFA e de David Elleray, este ano Pinto da Costa - depois da queda de Vieira e se calhar do "trabalho" de Rui Pinto - ficou os árbitros nas mãos, se calhar presos "by the balls". 

Foram três os lances em que não tivemos um pingo de sorte e que presumivelmente nos dariam a vitória: o centro que encontra a canela e não o pé de Slimani, o remate de Porro dos dois ferros e a cabeçada de Coates a rasar o poste mais longo. Ontem no Funchal a estrelinha da sorte esteve mesmo ausente.

Foram três também os interiores que estiveram fora da convocatória por motivos conhecidos: Pedro Gonçalves, Sarabia e Tabata. Com isso, Amorim abdicou do seu 3-4-3 para pôr em campo aquele 3-5-2 que muitos sócios andam a reclamar e que com ele nunca deu bons resultados.

 

Ontem até podia ser o sistema adequado no batatal do Funchal - o relvado de Alvalade mesmo nos piores momentos desta época não tem comparação possível com aquilo - mas a equipa entrou desconfortável, ofereceu um golo e mais desconfortável ficou. Tentava sair a jogar como habitualmente no 3-4-3 mas os posicionamentos não eram os mesmos a meio-campo. Tudo saía pastoso e previsível. Ugarte andava por ali, Matheus Nunes e Daniel Bragança (a jogar de pé contrário) perdiam passes sobre passes e eram incapazes de servir eficazmente a dupla avançada através de bolas em profundidade ou centros em diagonal. Do outro lado havia um Marítimo que acumulava asneiras a sair a jogar, com perdas de bola perigosas, pondo-se a jeito para vários contra-ataques ingloriamente desperdiçados.  

Com um Nuno Santos sempre a pensar no disparate que tinha feito, no ataque planeado eram apenas as arrancadas de Matheus Reis a criar perigo e foi preciso uma arrancada do melhor em campo para chegarmos ao golo de Slimani. 

Logo a seguir, como nos Açores, reposição da bola em jogo, a equipa a dormir e o Marítimo a marcar, felizmente um golo anulado por fora de jogo. Inacreditável.

 

Na segunda parte o jogo foi ficando cada vez mais confuso e anárquico, com as pernas a pesar e o raciocínio a faltar.

As oportunidades surgiram com o jogo cada vez mais directo, mas numa incursão dum jogador do Marítimo pela direita, três (mais uma vez) jogadores do Sporting caem em cima e deixam completamente isolado outro, do lado oposto. Milagrosamente o passe foi mal feito e chegou a Adán. Falhanço crasso julgo que de Inácio, que abandona a protecção da zona central. Inacreditável também.

 

Concluindo, muito a contribuir para que a vitória não acontecesse e algumas coisas para reflectir em termos de futuro:

1. A decisão de começar a época com Paulinho e TT foi compreensível, mas errada. Slimani (ou outro) devia ter vindo nessa altura. Santa Clara e Braga foram dois jogos perdidos com Coates lá à frente. Mudar agora de sistema de jogo é muito complicado.

2. Mais que sistema alternativo, Slimani e Paulinho podem muito bem jogar em 3-4-3 com Paulinho a fazer de interior. Importa é ter um modelo alternativo, um futebol mais directo sempre a explorar as características de combate daquela dupla e muito menos construção desde trás e rotação de flanco. 

 

Agora é esquecer o assunto e pensar em vencer o próximo jogo. 

Quarta-feira, em Alvalade, lá estaremos unidos a levar a equipa ao colo rumo ao Jamor.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De perder dois pontos no Funchal. Voltámos a tropeçar frente ao Marítimo, a equipa que nos afastou da Taça de Portugal na época passada. No desafio da primeira mão, em Alvalade, conseguimos vencer com muita sorte, graças a um penálti convertido aos 98' por Porro. Desta vez o mesmo jogador enviou um petardo à barra com a bola a fazer ricochete num poste sem transpor a linha de golo, aos 75'. A estrelinha ficou em Lisboa: empatámos 1-1 - resultado que já estava construído ao intervalo. Mais dois pontos perdidos, após as recentes derrotas contra Santa Clara e Braga, além do empate no Dragão. 

 

De Matheus Nunes. Fez-lhe mal ouvir aquele rasgado elogio de Pep Guardiola. Pelo segundo jogo consecutivo, teve uma exibição apagadíssima. Agarrou-se em excesso à bola, abusando do individualismo. Falhou numerosos passes. Foi incapaz de criar um verdadeiro lance de perigo. Perde automatismos quando actua sem Palhinha, seu habitual parceiro no meio-campo. 

 

De Nuno Santos. O golo do Marítimo, logo aos 5', nasce de um mau alívio dele em zona frontal à nossa baliza. Parece ter acusado em demasia este erro individual: nunca mais se reencontrou na partida. Tentou alguns ataques pelo seu flanco, mas foram sempre inócuos.

 

Do nosso início. O que começa mal tarde ou nunca se endireita. Assim aconteceu ao Sporting nesta partida no estádio dos Barreiros. Exibimos um fio de jogo previsível, sonolento, burocrático e desinspirado, concedendo demasiada iniciativa ao adversário. Erro que se pagou caro.

 

Do sistema táctico de Amorim. Confrontado com várias ausências de titulares, o treinador leonino dispôs desta vez os jogadores num 3-5-2 inédito em início de partidas nestes dois anos em que orienta o Sporting. Talvez também para potenciar Paulinho e Slimani em simultâneo lá na frente enquanto entregava a Daniel Bragança a missão de ser o médio mais criativo. Faltam rotinas neste processo, como se foi tornando evidente à medida que o jogo se desenrolava.

 

Da condição física da equipa. Neste seu 40.º jogo oficial da temporada, o onze titular acusou claro desgaste. As pernas já vão pesando em vários jogadores, muito ao contrário do que aconteceu em 2020/2021.

 

Da nossa lentidão em campo. O conceito de "ataque rápido" parece ter rumado a parte incerta no futebol leonino.

 

Das ausências. Quatro das nossas peças nucleares ficaram de fora: Sarabia, Palhinha (por castigos), Feddal e Pedro Gonçalves (por lesões). Não é de somenos, longe disso. Basta referir que dois deles incluem-se entre os nossos três melhores marcadores actuais. 

 

Do banco de suplentes. Amorim só fez duas trocas: Nuno Santos por Edwards (76') e Daniel Bragança por Vinagre (80'). Meter mais quem? Além dos que entraram e de dois guarda-redes, tinha apenas Neto, Esgaio e Dário. 

 

De Edwards e Vinagre. Nada adiantaram: continuam ambos à procura de exibições convincentes no Sporting.

 

 

Gostei

 

De voltar a ver Slimani como titular. Seis anos depois, o craque argelino voltou a integrar o onze inicial. Está fortemente motivado, o que se reflecte na sua atitude em campo, pressionando a saída em construção da equipa adversária. Esforço recompensado aos 38', quando marcou o nosso golo - à ponta-de-lança, muito bem servido por Matheus Reis. Ei-lo a facturar na terceira vez que veste de verde e branco desde o seu regresso, após uma assistência no jogo anterior, em que foi suplente utilizado. E aguentou os 90 minutos. Exibição muito positiva.

 

De Matheus Reis. O melhor em campo. Voltou a evidenciar-se como um dos grandes valores deste Sporting 2021/2022. Sobretudo no seu envolvimento em lances ofensivos bem desenhados, com ponto alto na assistência para o golo. Aos 85' voltou a fazer um cruzamento perfeito, solicitando Coates, quando o capitão já actuava lá na frente, como ponta-de-lança improvisado.

 

De Porro. Deu-nos os três pontos contra o Marítimo na primeira volta e bem tentou repetir a proeza na partida de ontem. Aquele seu tiro que bateu duas vezes nos ferros merecia melhor desfecho. Tal como o lance aos 49' em que isolou Paulinho na cara do golo, infelizmente desperdiçado.

Nós, há dez anos

Adelino Cunha«"O Sporting está viciado nas dificuldades", Joaquim Rita antes da vitória do Sporting sobre o Rio Ave, a terceira vitória em quatro possíveis de Ricardo Sá Pinto.»

Francisco Mota Ferreira: «Não deixa de ser curioso que desde que o Sá Pinto assumiu os comandos da Equipa o Sporting ganha pontos e o clube com nome de bairro perde-os. Será, como diz o João,  o efeito Djaló? Ou há a mão do demo, como fala a Zélia? Eu acho que é talento, motivação, garra e uma enorme fezada...»

João Severino: «Para quando um jornal do Sporting apelativo, informativo e com primeiras páginas de jornal? E o fundo preto será por que o clube está de luto?...»

João Villalobos: «Inês Fernandes, a autora do novo recorde nacional de juniores nos 50 metros costas.»

Zélia Parreira: «Realmente, quem não sabe perder não é digno de ganhar. Já só faltava esta!»

Eu: «A escola de Alvalade chega longe. Tão longe que deslumbra o mundo.»

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