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És a nossa Fé!

2021/2022: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 13 (Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund, Vizela, Braga)

Paulinho 9 (Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Portimonense, Portimonense, Portimonense)

Sarabia 9 (Besiktas, Besiktas, Tondela, Benfica, Boavista, Casa Pia, Santa Clara, Santa Clara, Benfica)

Nuno Santos 8 (FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão, Ajax, Boavista, Gil Vicente, Leça)

Coates 5 (Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães, Casa Pia)

Gonçalo Inácio 4 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Benfica)

Jovane 3 (Braga, Braga, Belenenses)

Porro 3 (Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund)

Tiago Tomás 3 (Belenenses, Belenenses, Penafiel)

Palhinha 3 (Belenenses SAD, Famalicão, Santa Clara)

Matheus Nunes 3 (Arouca, Benfica, Leça)

Tabata 3 (Ajax, Leça, Leça)

Daniel Bragança 2 (Gil Vicente, Vizela)

Ugarte 1 (Famalicão)

Quando os jornalistas batem mal

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O jornal I saiu na passada sexta-feira e voltou a ser publicado hoje.

Considerando que tem duas páginas a falar de futebol, seria expectável que dedicasse umas linhas ao grande acontecimento desportivo do fim-de-semana em Portugal: A conquista da Taça da Liga.

Nem umas linhas, nem uma palavra sequer.

Se tivesse vencido o "clube certo" outra águia cantaria.

É lidar.

Obrigado, TT!

De cerveja em punho e óculos verdes, TT foi umas figuras da festa do título, que muito ajudou a conquistar, sobretudo no arranque da época passada. Este ano, estava uns furos abaixo e acaba emprestado do Estugarda por 18 meses. Teria preferido que o empréstimo fosse mais curto, para mais perto e sem opção de compra, mas pela primeira vez, confio quase cegamente nas opções da “estrutura”. Obrigado por tudo e muito boa sorte, Tiago. Antes de fazer 20 anos, leva 66 jogos, 9 golos e 4 títulos pela equipa principal. É obra!

É lidar

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Na tribuna do estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, após a final da Taça da Liga

 

Em pouco mais de três anos, desde que ascendeu à presidência do Sporting, Frederico Varandas habituou os sportinguistas a vitórias regulares e constantes. 

Só no futebol vencemos estes títulos e troféus:

- 1 Campeonato Nacional

- 1 Taça de Portugal

- 3 Taças da Liga

- 1 Supertaça

 

Na época em curso, já conquistámos a Supertaça e a Taça da Liga, que nos credita como campeões de Inverno pelo segundo ano consecutivo.

Ainda no futebol, transitámos para os oitavos da Liga dos Campeões, proeza só´uma vez antes alcançada.

 

E que mais? Lideramos os campeonatos nacionais de futsal, andebol e basquetebol. Estamos em segundo, colados ao primeiro, no campeonato de hóquei em patins. Nesta época já vencemos as Taças de Portugal de basquetebol e voleibol, a Taça da Liga de futsal e as supertaças de básquete e futebol feminino.

A nível internacional, somos campeões europeus de futsal e hóquei em patins. Nestes três anos ganhámos outra Liga dos Campeões de futsal, além de uma Liga Europeia e uma Taça Continental de hóquei e duas Ligas dos Campeões de judo. 

Há quem não goste? Paciência, é lidar.

A urgência está no imediato

Texto de Rui Silva

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O desafio imediato passa por repensar o principio de só trazer reforços que possam ser solução de médio/longo prazo, com a obrigatoriedade de nos classificarmos nos dois primeiros lugares que garantem cerca de 20 milhões de prémio de presença na Liga dos Campeões.

Muitos dos pressupostos da pré-temporada sobre o plantel não se materializaram. Falta de evolução dos "BB" apontados à equipa principal e de jogadores como TT, Quaresma, Jovane, Vinagre e Virginia; recuperação prolongada de lesões e covid de Feddal, Porro e Pote; e baixas de forma acentuadas de Palhinha, Coates, Inácio.

 

Continuo a pensar que o médio-longo prazo está garantido com muitos dos miúdos de 16-18 anos, cuja evolução e integração nos "AA" urge repensar e acelerar, mas temos oito meses até ao início da próxima temporada.

A urgência está no imediato. É um facto que não há disponibilidade financeira, mas nos tempos que correm, com a diminuição brutal de receitas devido às restrições sanitárias, os empréstimos são cada vez mais a solução encontrada pelos clubes para suprir lacunas nos plantéis e colmatar dificuldades de tesouraria.

Seria mais que ajuizado garantir o empréstimo de um avançado com golo e um defesa central experiente por seis meses. No mercado encontram-se alternativas por valores razoáveis. Não serão certamente atletas de topo europeu, mas mais do que suficientes para o nosso campeonato. Exige-se que Viana e Zenha tenham a capacidade de identificar, negociar e criar a engenharia financeira necessária a garantir essas contratações de curto prazo.

 

Duas notas em relação a recentes rumores de mercado:

Edwards - Suponho que a ideia de Amorim é usá-lo num sistema de três avançados móveis, a exemplo do City, falhada que foi a adaptação de Jovane a essa posição. Pelos valores mencionados na imprensa, acho exagerado pagar cerca de 8 milhões por 50% do passe. Uma contratação a rever no Verão.

Palhinha - Só pode ser brincadeira de mau gosto a noticia que está no mercado e ainda por cima pela ridícula quantia de 30 milhões. É certo que atravessa um momento de menos fulgor, mas é um jogador fantástico e um dos melhores 6 da Europa.

 

Texto do leitor Rui Silva, publicado originalmente aqui.

Nós, há dez anos

Adelino Cunha: «O facto de estar confuso com as cores já fazia de mim um bom camaleão e depois ainda me explicaram que mudar de cor e não ter personalidade é, na verdade, uma grande vantagem competitiva. A maior de todas as vantagens competitivas. Ai sim? Sim, para quê ter uma personalidade quando se pode ter todas? Ah, bom! Repeti feliz: para quê ter uma personalidade quando de se pode ter todas?»

João Severino: «- Ó meu, achas que o Djaló vai fazer alguma coisa no benfas? - Não, pá! Se o tipo começasse a jogar à bola, as discotecas iam à falência...»

José Manuel Barroso: «Puxa, mas porque é que me lembrei desta estória agora? Isto já foi há um bom par de anos, os juizes de linha já nem inventam nem esquecem foras de jogo, os túneis de hoje não são perigosos e o Calheiros não foi presidente dos árbitros - o sol do Brasil lixou-lhe a carreira de dirigente. Por que raio me lembrei disto eu agora, ah por que raio? Alguem me ajuda a encontrar um nexo para esta estória?»

José Navarro de Andrade: «Pobre, pobre Djaló. (...) Como se tudo isto não fosse demasiada desgraça só para um homem, guardado estava o bocado e haveria agora de emular a carreira à moda de Amaral, Andrade, Botelho, Cadete, Fernando Mendes, Dani, Morato, Peixe, Porfírio, uma horta de melancias que se estragaram quando expostas à Luz.»

Leonardo Ralha: «Não nos vão obrigar a aceitar o César Peixoto, pois não?»

A voz do leitor

«Amorim começa a ter um grande problema entre mãos para resolver: Palhinha ou Ugarte? Pelas exibições que este último tem feito, sempre que é chamado, começa a merecer jogar mais a titular, deixando de ser apenas suplente de Palhinha. Amorim terá de fazer muito boa gestão para não deixar nem um nem outro insatisfeito.»

 

AHR, neste meu texto

O dia seguinte

Alguém disse, e com razão, que as finais não são para se jogar, são para se ganhar.

O Sporting ganhou mais esta final porque foi muito mais tudo que o Benfica. Mais equipa, mais mentalidade ganhadora, mais controlo do jogo, mais ocasiões de golo, mais individualidades a destacar-se.

O Benfica só disfarçou a coisa porque marcou na única vez em que ameaçou a baliza de Adán, um belo golo dum Cebolinha que anda a perder tempo naquela confusão de sítio quando poderia explodir no 3-4-3 de Amorim.

Tudo isto não quer dizer que o Sporting tenha feito uma grande exibição. As duas derrotas fizeram mossa, a articulação do tridente ofensivo deixou muito a desejar, voltaram a esconder-se atrás dos defesas contrários e Paulinho... mais uma na trave. Pode não ganhar a Bota de Prata, mas o Poste de Prata ninguém lho tira.

Gonçalo Inácio e Ricardo Esgaio estiveram muito bem, demonstraram mais uma vez a raça de que são feitos, e a injustiça de como foram tratados por alguma escumalha das redes sociais depois das noites infelizes que tiveram. Se calhar ao jeito que ainda ontem em plena primeira parte num sítio conhecido se desancava sem piedade nos jogadores do Sporting e se sugeria que o lampião Amorim conspirava para fugir para o outro lado da 2.ª circular.

Mais um título ganho nestes últimos três anos: 1 CN, 1 TP,  1 ST, 3 TL. E continuamos na luta para mais dois. Sabendo reconhecer quer as forças visíveis e invisíveis, algumas mafiosas, dos rivais, quer as falhas proprias, sem bazófia, concentrados, jogo a jogo.

 

#JogoAJogo

SL

Santos, anda cá ver isto, n° dezanove

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O Bom:

- Sporting.

Bom? dir-me-ão, perdemos em casa com o Braga?

Perdemos.

Nem sempre o resultado é o mais importante. Jogámos melhor. Dominámos o jogo, o resultado foi um pormenor, vejamos: remates à baliza,  Sporting 16, Braga 9, remates enquadrados [enrectangulados] com a baliza, Sporting 6, Braga 3.

Posse de bola, Sporting 62%, Braga 38%

Passes certos: Sporting 471, Braga 266.

(foi um massacre do Sporting, tivemos azar, era como se o Benfica tivesse vencido o jogo, ontem)

- Mohebi, entrou aos 76', marcou aos 85', amarelou aos 89'. Um iraniano com sangue na guelra, não mergulha, não protesta, marca golos limpos e justos.

- Cassiano. O Branco, desenhou o Éden, este, escureceu o adversário, arquitectou dois golos para o Vizela, sonhou o paraíso na terra dos cónegos.

O Mau: 

- João Basso, uma forma baça de cobrar penalty.

- Cronómetro, 90 minutos em Arouca, sem penaltys, jogo por jogo, Arouca 0, Benfica 0. Dado estatístico importante, o Benfica enxotou, aliviou a bola da sua defesa 84 vezes, o Arouca, apenas, 65.

- Rui Costa, árbitro. Esperou até ao minuto 85 para exibir o vermelho a um dos carniceiros do Porto, quando o Famalicão encetou a recuperação, acabou com o jogo.

O Vilão:

- Taremi, começam a faltar adjectivos para caracterizar o teatro do ex-Rio Ave. Mau, Taremi ao cair, pior, o Rui Costa anterior a amparar-lhe a queda.

É isto

Porro prepara-se para entrar, está junto a Amorim e ambos olham para o jogo. Fora do plano o Sporting aproxima-se com perigo da baliza adversária. Sabemos isto porque Porro ferra a mão no casaco de Amorim e sacode-o todo, com o fervor de quem remataria se estivesse lá. Amorim liberta-se a custo, muito sacolejado, dá um calduço paternal em Porro e manda-o lá para dentro. Mesmo antes de entrar em campo Porro estica os braços no ar em "V" como quem diz: "cá vou eu." 
É esta a imagem perfeita do meu Sporting. 

 

Superioridade

Bem sei que não há justifiça num resultado de futebol. A lei da bola é em muito subjectiva e a sentença final de qualquer jogo são os golos e o resultado final que a ditam. Mas, caramba, teria sido uma injustiça do tamanho do estádio de Leiria se o nosso Sporting não tivesse sido campeão de Inverno contra um adversário que joga tão pouco. Durante os 90 minutos só o Sporting fez por ganhar e só o Sporting se mostrou equipa e ao serviço de um plano de jogo claro de campeão.

Que a enorme superioridade que manifestámos ontem se repita nos restantes desafios que temos pela frente. 
No ano passado o título de campeão de Inverno foi um belíssimo presságio da conquista mais desejada. Que este ano se repita.

Temos equipa, jogadores, treinador, sócios e adeptos para isso. Vamos! Jogo a jogo! Essa fórmula que tanta alegria já nos deu, continua a dar e, acredito, continuará a dar.

Binde pá feeesta! - I

 

PG_Festa.jpeg

P.G. Foi daqui que pediram mais um troféu?

EaNF: Arrisco dizer que, nós por cá, estamos muito receptivos a troféus, títulos, vitórias em geral, Pedro. Sinta-se à vontade!
De caminho, já sabe, acuda Paulinho que parece mais receptivo a... água. Normal, para quem está... no gelo. E, já agora, peça a alguém para ver do DJ.

 

PG_DJ.jpeg

PG: DJ? É para já!

 

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G.I.: Chamaram?

Todos nós queremos à felicidade, à felicidade,

todos nós queremos... à felicidade

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A Sportinguização do Benfica

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"Para mais tarde recordar" deixo alguns excertos do durante (mais) esta vitória, coisas de amigos íntimos que são adeptos dos clubes rivais, e que entre nós, nos sofás, maples e cadeiras, falamos como no velho peão de Alvalade, sem pruridos de Bancada Central ou Camarotes.

Antes do jogo, ainda naqueles acepipes, parcos que era dia de dieta ou reflexão ou lá como se chama, um adversário proclamou a sua descrença, para esta final e para o que aí vem para o seu clube, com uma tirada que se quis aforismo, mas em cuja acidez detectei ainda uma réstia de estrebucho: "isto tudo é a sportinguização do Benfica!". Ri-me, cruel, e conclui "estás bem fodido, tu!" ao que recebi rosnar concordante.

Já depois, eu nervoso com a avessa e imerecida vantagem tangencial, e porque a nossa equipa ainda assim seguindo nitidamente superior, um outro adepto adversário proclama, em abrupta ruptura ideológica, "foda-se, se perdemos isto voto no CHEGA como protesto!".

E ainda mais para a frente, Paulinho conclui uma belíssima jogada de futebol com um monumental estoiro à trave, daqueles "à antiga", e eu derramo o uísque no cachecol, no brado de "este gajo é um g'anda jogador, caralho!, e andam para aí esses palhaços a protestar", e continuo a resmungar com os nossos adeptos enquanto a bola já regressou ao relvado...

Entretanto havia acontecido a substituição fundamental, ainda com a vigência do empate. O Vice-Almirante Amorim trocara o central amarelado Neto por Porro e colocara Esgaio não a lateral-esquerdo - nisso desviando Reis, como eu esperava - mas a central. Eu, com a pertinência táctica que algo ultrapassa a dos circundantes, clamo "este gajo tem uns g'andas tomates... tem muito crédito entre nós mas, mesmo assim, se depois desta perdemos com um buraco da defesa trucidam-no, ainda por cima depois das duas derrotas". E enquanto reencho o copo, esvaziado ao perceber o conteúdo desta troca, e o comentador Vitória avaliza a manobra ("o Benfica não tem altura entre os avançados", algo nos sossegou), diz um dos de Carnide "nã, descansa, já lá não vamos!...". E outro ecoa(-se) "é mesmo a sportinguização".

Pódio: Sarabia, Gonçalo Inácio, M. Nunes

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica, final da Taça da Liga, pelos três diários desportivos:

 

Sarabia: 20

Gonçalo Inácio: 19

Matheus Nunes: 17

Matheus Reis: 17

Palhinha: 17

Esgaio: 16

Feddal: 16

Porro: 15

Paulinho: 15

Adán: 15

Pedro Gonçalves: 14

Neto: 13

Nuno Santos: 7

Ugarte: 7

Tiago Tomás: 6

 

Os três jornais elegeram Sarabia como melhor em campo.

Nós, há dez anos

Adelino Cunha: «Eu sou apenas uma formiga, mas ainda me lembro de ter batido as patinhas ao Rúben Micael em Alvalade e no dia seguinte ele lá estava no formigueiro dos outros. Cá no nosso formigueiro estamos habituados aos néctares e às papas reais, mas talvez um dia tenhamos que aprender a mostrar as nossas mandíbulas.»

David Dinis: «Levei a Maria Clara, a filhota de quatro anos, pela primeira vez ao estádio. Escusado será dizer que ela amou. E que eu também. Expliquei-lhe o jogo, nas coisas básicas, vesti-lhe (literalmente) a camisola, sentei-a ao meu colo e curtimos o Sporting juntos.»

João Gomes de Almeida: «O caminho para a 1.ª divisão está cada vez mais próximo. E regressaremos numa época (2012/2013) em que haverá campeonato da Europa e campeonato do mundo, ambos a disputar em Portugal. Esperemos que não seja apenas um regresso da nossa equipa, mas também um regresso da modalidade à ribalta.»

Zélia Parreira: «Num jogo sem história e quase sem brilho, foi um dos dias em que senti mais orgulho de ser Sportinguista. Ontem demos uma lição a muita gente, pela forma como os Sportinguistas mostraram a sua garra, a sua fé e disseram Presente!, sem se importarem com os resultados que a equipa apresentou nos últimos tempos

Ser benfiquista.

Como se passara na Supertaça, também ontem o Sporting foi um vencedor claro, inequívoco e justo.
Sem clubites, pode dizer-se que o adversário não foi o mais complicado que encontramos este ano e que provavelmente uma enorme maioria dos que viram o jogo não ficaram surpresos de ter sido o Sporting a vencer.

Dentro de campo, o SLB mostrou que não tem plano de jogo, ideia de futebol e que está desfocado do que é o futebol contemporâneo, onde o individual se dilui no coletivo para só aparecer naqueles momentos em que é mesmo de aparecer (Porro e Sarabia no segundo golo).

Ainda assim, os jogadores do SLB não têm culpa disso, alguns mostraram muito valor (Cebolinha, Odysseias, Weigl) e todos se bateram bem no sentido de deixarem tudo em campo. O jogo pareceu-me rijo e limpo, mal arbitrado é verdade, mas porque os nossos árbitros são o elo mais fraco da nossa competitividade.

Onde o Benfica  falhou em toda a linha foi na postura fora de campo. Os adeptos estiveram bem, Cebolinha foi muito correto e decente nas declarações, mas o treinador – cuja qualidade me parece clara – esteve péssimo, incapaz de admitir a superioridade do adversário e partilhou connosco um sonho que terá tido em que as duas equipas foram equilibradas.

Pior ainda esteve o presidente do SLB, um homem que foi aplaudido em Alvalade pelos sportinguistas quando se retirou e que demonstrou de novo o nervosismo de adepto e falta de noção das implicações de se ser figura número um da instituição SLB. Não só não esteve ali, honrado, a cumprimentar o SCP, como não esteve lá, ao lado dos seus, que deram tudo em campo.

Não vale a pena clamar por uma indústria competitiva e não sei quê, quando é este o exemplo que se dá aos adeptos.  

Quente & frio

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Gostei muito da conquista da Taça da Liga, que nos consagra como campeões de Inverno, pelo segundo ano consecutivo. É, portanto, uma reconquista. Numa competição que em 2009 nos foi sonegada contra o mesmo adversário de ontem, o Benfica, por uma equipa de arbitragem liderada por um dos mais vergonhosos apitadores que passou por relvados nacionais. Mas valeu a pena a espera. A vingança serve-se fria: nas últimas cinco edições desta prova, saímos campeões por quatro vezes. Agora a bisar, com Rúben Amorim, já com quatro títulos e troféus no seu currículo ao comando do Sporting em menos de dois anos. Esta Taça da Liga, que vencemos na final de Leiria por 2-1, é a segunda proeza leonina na temporada, após a Supertaça ganha a 31 de Julho.

 

Gostei do domínio claríssimo da nossa equipa. Esta superioridade foi manifesta mesmo após sofrermos um golo, aos 22', contra a corrente do jogo. Soubemos manter-nos coesos e acutilantes, nunca perdendo de vista o objectivo: havia que levar a taça para casa. As estatísticas confirmam esta superioridade: 61% de posse de bola leonina, 13-2 em remates, com óbvia vantagem para o nosso lado. Estivemos sempre mais perto do 3-1 (Paulinho mandou uma bola à barra, aos 73') do que o Benfica de empatar. Foi a quinta reviravolta da temporada, o que indicia robustez psicológica. E também uma evidente injecção de moral na equipa, demonstrando que a derrota em casa contra o Braga não passou de acidente de percurso. Vale a pena assinalar o onze titular verde-e-branco neste clássico em Leiria: Adán; Neto, Gonçalo Inácio, Feddal; Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Matheus Reis; Pedro Gonçalves, Sarabia e Paulinho. Entraram ainda Porro (66') para substituir o amarelado Neto, passando Esgaio para central, Ugarte (85') para render Matheus Nunes, e Tiago Tomás e Nuno Santos (88'), para os lugares de Paulinho e Sarabia. Este último foi, para mim, o herói do jogo: faz de canto a assistência para o primeiro golo, num cabeceamento de Gonçalo (49'), e marca o segundo, o decisivo, fuzilando Vlachodimos de pé esquerdo após uma espectacular recepção de bola em que demonstrou toda a sua classe (78'). Destaques também para Palhinha, sempre superior ao adversário como médio de contenção, e o reaparecido Pedro Porro, autor da assistência para o golo da vitória com um passe de 30 metros muito bem medido. Gonçalo e Matheus Reis também merecem realce, tal como Matheus Nunes, que auxiliou Palhinha no domínio do meio-campo, onde o adversário actuava com três elementos.

 

Gostei pouco que só no segundo tempo tivéssemos traduzido em números a nossa manifesta superioridade no terreno. Mas até nisto se comprovou a maturidade da equipa, funcionando como verdadeiro colectivo: nunca nos desorganizámos nem perdemos o fluxo ofensivo apesar de termos menos um dia de descanso do que o adversário, que disputou a meia-final 24 horas antes. Embalados pelo entusiástico apoio que vinha das bancadas, onde os aplausos eram quase todos para o Sporting. Os benfiquistas passaram grande parte da segunda parte a assobiar a própria equipa. No fim, brindaram-na com uma monumental vaia, enquanto Rui Costa fumava nervosamente na tribuna do estádio, gesto que lhe fica muito mal. Mas percebe-se o nervosismo: em dois confrontos com o Sporting nesta temporada, registam-se já duas derrotas encarnadas. Com 5-2 em golos, primeiro no campeonato e agora nesta final.

 

Não gostei da ausência de Coates, o nosso inabalável capitão, que se encontra ao serviço da selecção do Uruguai. Mas foi bem substituído no centro da defesa por Gonçalo Inácio (que até marcou um golo à Coates) e certamente se associou em espírito à bonita festa da vitória no relvado, com justos vencedores e dignos vencidos - desta vez ninguém atirou medalhas para as bancadas, imitando o imperdoável gesto de Sérgio Conceição numa final perdida contra o Sporting. 

 

Não gostei nada de ver num camarote VIP do estádio o arguido Luís Filipe Vieira, que ali esteve certamente a convite da Liga. É preciso muito descaramento e perda total de noção das conveniências para ter a lata de se exibir entre os assistentes desta final. Se pensava reabilitar-se, estava muito enganado: os adeptos encarnados rodearam-no no final com insultos e ameaças. Foi necessária a protecção de mais de uma dezena de elementos da unidade especial da PSP presente no local para regressar à viatura que o transportou.

Sabe sempre bem

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Mas quando a gente os "encava", sabe incomensuravelmente melhor!

Então se sabe a vingança, nem imaginam.

Embora a gente goste das coisas com lisura, como hoje, ter-me-ia dado um gozo imenso que tivessem perdido com um penalti inventado (isto era eu a sonhar, que se houvesse um penalti inventado, o Mota encarregava-se de escolher o lado com "critério").

Ora, dois troféus já cá moram, esta época. Venha o próximo. Jogo.

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