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És a nossa Fé!

Parabéns, Abel

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Ainda hoje não faço ideia por que motivo foste despedido do Sporting B, que tão bem orientaste e que conhecia à época uma das suas melhores fases de sempre. Depois de teres sido um brioso futebolista da nossa equipa principal.

Lamentei isso. Mas são águas passadas. O que interessa agora é felicitar-te pela reconquista da Taça Libertadores, pelo segundo ano consecutivo. Com muito menos espavento mediático, sem ninguém te pôr nos píncaros em que havia sido colocado quem só conseguiu metade do que tu alcançaste. E mesmo havendo um mediático compatriota, teu colega de profissão, a torcer pela equipa que te defrontava. O mesmo que bradava em auto-elogio: «Daqui a 50 anos vão lembrar-se que foi um português que conquistou a Libertadores.»

Não foi preciso esperar tanto tempo: hoje toda a gente sabe que outro português já a conquistou duas vezes.

Mérito a dobrar, o teu. Daqui te envio um caloroso abraço de parabéns.

2021/2022: os marcadores dos nossos golos

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Pedro Gonçalves 11 (Braga, Vizela, Vizela, Braga, Besiktas, Besiktas, Paços de Ferreira, Varzim, Varzim, Borussia Dortmund Borussia Dortmund)

Paulinho 5 (Vizela, Ajax, Besiktas, Besiktas, Tondela)

Nuno Santos 4 (FC Porto, Arouca, Belenenses, Famalicão)

Coates 4 (Besiktas, Besiktas, Moreirense, V. Guimarães)

Jovane 3 (Braga, Braga, Belenenses)

Porro 3 (Estoril, Marítimo, Borussia Dortmund)

Sarabia 3 (Besiktas, Besiktas, Tondela)

Palhinha 2 (Belenenses SAD, Famalicão)

Tiago Tomás 2 (Belenenses, Belenenses)

Gonçalo Inácio 2 (Belenenses SAD, Paços de Ferreira)

Matheus Nunes 1 (Arouca)

Ugarte 1 (Famalicão)

Formar e informar

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Os jornais têm como missão informar mesmo quando as notícias não são agradáveis.

Os jornais desportivos portugueses deviam fazer o mesmo, informar, infelizmente, não o fazem.

Já tinha feito referência à forma como foi noticiada a conquista da "Libertadores" por Jorge Jesus e a dupla conquista da "Libertadores" por Abel Ferreira.

Hoje olhamos para a capa dos três desportivos e parece que ontem não foi dia de Bola de Ouro.

Destaco (tal como o Sport) o "triplete" atribuído à formação do Barcelona, Pedri com 19 anos, feitos no dia 25 de Novembro, ganhou o prémio Kopa, atribuído ao melhor futebolista sub-21 (o nosso Nuno Mendes foi quarto), Alexia conquistou a Bola de Ouro atribuída às senhoras e Messi venceu a Bola de Ouro atribuída aos senhores, graças ao triunfo na Copa América frente ao Brasil em pleno Maracanã. Para além desse triunfo o capitão da Argentina e do Barcelona foi o melhor marcador do campeonato espanhol e conquistou mais uma Taça do Rei, a sétima. 

Sete Taças do Rei, sete Bolas de ouro, podemos escrever com alguma ironia, LM7. 

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Adenda: Após um comentário do leitor Francisco Gonçalves à cobertura de jornais estrangeiros em relação à quinta Bola de Ouro de Cristiano Ronaldo, coloco aqui a primeira página de um jornal espanhol nessa ocasião.

Não quero entrar na discussão de quem é melhor, citarei (de memória) o meu colega/camarada de escrita jpt: "quem não gosta de Messi não gosta de futebol".

A voz do leitor

«Já por mais de uma vez mencionei a minha preocupação com a situação dos nossos escalões inferiores. Há um desnorte completo. Mudam de sistema e de jogadores todas as semanas, sem qualquer lógica aparente. Ainda esta tarde os sub-23 mudaram praticamente toda a equipa, alinharam com jovens de 15 e 16 anos, e perderam um jogo decisivo com o Estoril.»

 

Rui Silva, neste meu texto

Duas grandes questões

«Sobram duas grandes questões sobre o espectáculo vergonhoso a que todos pudemos assistir no Jamor: quais são os critérios que levam uns delegados de saúde a impedir a realização de um jogo quando há quatro infectados (Feirense-Chaves da última época) e outros a autorizar a realização de outro quando há mais de uma dezena, como aconteceu com o Belenenses? Talvez as autoridades de saúde possam responder a esta. A outra é, obviamente, o que levou Rui Pedro Soares a não pedir formalmente o adiamento do jogo e até a insistir que não o faria quando o número de infectados já o exigia. Talvez esta não tenha nenhuma resposta que o dirigente do Belenenses possa dar.»

Jorge Maia, hoje, no jornal O Jogo

Pódio: Sarabia, Neto, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três diários desportivos:

 

Sarabia: 18

Neto: 18

Paulinho: 17

Nuno Santos: 16

Adán: 16

Coates: 16

Daniel Bragança: 15

Palhinha: 15

Matheus Nunes: 15

Pedro Gonçalves: 15

Gonçalo Inácio: 15

Tiago Tomás: 14

Esgaio: 13

Ugarte: 11

Nazinho: 11

Tabata: 7

 

O Jogo e o Record elegeram Sarabia como melhor em campo. A Bola optou por Neto

O derby e a Ómicron

Consta que os casos até agora relatados da nova variante do SARS-Cov2, designada por Ómicron, atingiram 13 elementos do staff da B-SAD, entre eles jogadores.

Perante este cenário, os jogadores que estiveram no Estádio Nacional no passado Sábado a participar naquela pantomima de um jogo de futebol, correm o risco de estar todos infectados.

Deixo aqui o meu apelo veemente ao presidente do Sporting para que, se for o caso de o Benfica só se poder apresentar com 9 jogadores, incluindo dois guarda-redes, um deles a fazer de defesa direito, proponha ele o adiamento do jogo. Bater em "mortos" é que não e o fair play não é definitivamente uma treta!

É cenário pouco provável, mas aposto dobrado contra singelo que não seria necessário Frederico Varandas dar-se a esse trabalho, o Pedro de plástico seria lesto a tratar do assunto.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da nossa vitória frente ao Tondela. Superámos um adversário tradicionalmente difícil vencendo por 2-0 em Alvalade. Um golo em cada metade desta partida que fomos dominando mesmo nos períodos em que abdicámos de fazer grande pressão.

 

De Sarabia. O melhor em campo. Movimentou-se muito bem, revelando automatismos na articulação com os companheiros, abrindo linhas de passe e demonstrando a capacidade técnica que o creditou como titular da selecção espanhola. Estreou-se a marcar no nosso campeonato logo aos 10', aproveitando da melhor maneira um atraso dentro da grande área do Tondela. E foi ele a rematar no lance de que resultou o segundo golo leonino, aos 50', nascido da recarga a esse forte pontapé. 

 

De Gonçalo Inácio. Gostei muito de o ver na sua posição natural, como central à esquerda. É aí que o internacional sub-21 deve actuar preferencialmente. Destacou-se não apenas nas missões defensivas mas na precisão do passe longo, um dos seus principais atributos.

 

De Neto. Regresso à titularidade com exibição de grande nível. Completou o trio defensivo com Gonçalo e Coates, transmitindo personalidade e confiança à posição central do lado direito. Momento culminante: aos 25', vindo de trás, faz um corte com precisão cirúrgica, impedindo um possível golo do Tondela. Lance celebrado com calorosa ovação nas bancadas de Alvalade, como se o Sporting tivesse marcado. Luís Neto mereceu escutá-la.

 

De Daniel Bragança. A partida decorria pastosa e mole aos 56', quando Rúben Amorim fez entrar o jovem médio criativo com a missão de empurrar a equipa para diante em ataque organizado. Missão cumprida: o jogo leonino ganhou qualidade e acutilância. Daniel é um dos elementos deste plantel que tratam melhor a bola. E nunca se esquece que uma partida de futebol também pode e deve proporcionar bom espectáculo.

 

De Pedro Gonçalves. Pouco exuberante e menos influente do que já nos habituou, revelou no entanto um pormenor que bem o define não apenas como jogador mas também como colega. Aconteceu aos 50', quando teve o golo nos pés após simulação a um defesa adversário. Viu num fragmento de segundo que Paulinho estava a seu lado e ofereceu-lhe o golo para moralizar o avançado-centro. Prova evidente, para quem tivesse dúvidas, de que no balneário do Sporting se respira companheirismo e saúde anímica.

 

Do regresso de Paulinho aos golos. Custou mas foi, onze jornadas depois. O avançado vindo do Braga marcou o segundo neste campeonato num lance em que bastava empurrar para a baliza - evidenciando mesmo assim dificuldades técnicas: só a custo a meteu lá dentro. Ouviu aplausos, claro. Mas falhou em diversos outros lances com a bola à sua mercê - aos 10', 29', 49' e 55'. Continua sem convencer muitos adeptos. 

 

Da estreia de Nazinho na Liga. Entrou aos 67', rendendo Nuno Santos: outro jovem da formação que Amorim lança no campeonato. Cumpriu no essencial. É assim que as carreiras promissoras começam a ser construídas.

 

Das poupanças do treinador. Amorim deixou de fora Porro, Feddal e Matheus Reis. Provavelmente já a pensar no desafio seguinte, contra o Benfica na Luz. Fez bem.

 

De cumprir outro jogo sem sofrer golos. A nossa excelente organização defensiva continua a fazer a diferença: reforçamos a posição como equipa menos batida do campeonato. Em 12 jornadas, só quatro vezes a bola nos beijou as redes. Uma a cada três partidas, algo notável.

 

De ver as bancadas bem compostas. Desta vez fomos 34.058 em Alvalade, apesar do fim de tarde chuvoso e muito frio. É notória a empatia entre equipa e adeptos, como há muito não se via - característica que se vai acentuando de jogo para jogo.

 

Da nossa 11.ª vitória consecutiva, em várias competições. E de termos cumprido o 33.º jogo seguido sempre a marcar em casa. 

 

De continuarmos lá em cima, na classificação. Em segundo, mas em igualdade pontual com o FC Porto. E um ponto acima do Benfica. Somamos 32 pontos à 12.ª jornada - mais de um terço da prova principal do futebol português já percorrida. Tantos como na época anterior pela mesma altura

 

 

Não gostei

 

Do longo intervalo entre os dois golos. Decorreram 40 minutos - período demasiado longo para quem assistia ao desafio no estádio. Aqui e ali foram-se escutando pequenos sinais de impaciência, felizmente muito esporádicos. É verdade que soube a pouco termos só vencido por 2-0. Mas a melhor "nota artística" é-nos dada pelos pontos que continuamos a amealhar.

 

De Nuno Santos. Desta vez foi titular, com a missão de funcionar como ala e extremo no corredor esquerdo. Mas quase nada lhe saiu bem: falhou numerosos passes e foi incapaz de dar precisão e segurança ao nosso ataque. Ainda tentou o golo, pouco antes de ser substituído, mas o guarda-redes Pedro Trigueira negou-lhe o intento com uma boa defesa. Saiu visivelmente frustrado, com a noção de ter correspondido muito pouco às expectativas do técnico e dos adeptos.

 

Da lesão de Palhinha. O nosso excelente médio defensivo deu lugar ao jovem uruguaio Ugarte a partir do minuto 67. Saiu com queixas físicas: contraiu lesão muscular numa coxa. Todos esperamos que recupere a tempo do desafio frente ao Benfica.

 

Do arraial pirotécnico. Aos 26', da curva sul onde se alinham vários elementos de claques, começaram a ser arremessadas tochas. Com fogo e muito fumo que demorou largos minutos a dissipar-se. Uma vez mais, esta gente lesa gravemente o Sporting, condenado a pagar pesadas multas jornada após jornada. É intolerável que continuem a comportar-se assim.

 
Foto minha, tirada minutos antes do início do jogo

O dia seguinte

Foi o jogo possível, depois da grande vitória na Champions de quarta-feira e antes da visita à Luz na próxima sexta-feira. Assim não fará sentido nenhum estar armado em exigente, e muito menos ainda quando Palhinha, com tudo resolvido, do nada ou quase nada arranja uma lesão que o deve afastar dos próximos compromissos.

O Sporting entrou em grande, com uma circulação de bola rápida e desmarcações constantes, e em grande continuou a semear perigo na área adversária até marcar um golo que teve tanto de legal como de sorte. Feito o mais difícil parece que desligou do jogo, foi deixando o tempo correr e o Tondela reganhar confiança, com alguns ameaços que não passaram disso mesmo e assim se chegou ao intervalo.

Na segunda parte continuou no mesmo registo até marcar mais um golo que só Paulinho saberá como fez aquilo, e só então o Sporting voltou ao registo inicial. Foram mais uns 10-15 minutos em grande estilo até mais uma vez, e com as substituições, se reduzir a um final muito trapalhão.

Se nos armarmos em exigentes podemos dizer que Paulinho fez dos piores jogos com a camisola do Sporting (deixámos de ter um pivot ofensivo e passámos a ter um pinheiro), Nuno Santos e Esgaio estiveram abaixo do esperado, Sarabia e Pedro Gonçalves estiveram falhos de inspiração, Inácio deu umas baldas no seu lado "natural", a equipa valeu pelo eixo central Adán-Coates-Neto-Palhinha-Matheus Nunes/Bragança (que entrou muito bem). 

Se formos realistas temos que dizer que o Sporting foi competente e pragmático, ganhou por dois e podia ter ganho por três ou quatro, Paulinho marcou, Sarabia também, e Pedro Gonçalves só não marcou por acaso, o adversário teve apenas algumas meias-oportunidades de golo, e cumpriu na perfeição os objectivos da jornada se não fosse... a lesão do Palhinha.

Uma palavra para o Tondela, com baixas devido à Covid, mas que jogou futebol a todo o campo, contou com um guarda-redes inspirado e colocou problemas que só a magnífica dupla Coates-Neto conseguiu prontamente conjurar. Uma equipa honesta que valoriza a 1.ª Liga portuguesa, ao contrário de algumas se calhar mais orientadas para os "cambalachos", como a B-SAD.

E agora como vai ser sem (talvez, pode ser que não) Palhinha na Luz? Mas na época passada também não entrou de início em Alvalade e ganhámos, não foi? E não temos o Ugarte, que já demonstrou a sua valia e que está "no ponto" para brilhar? Porque é que não irá correr bem? 

 

PS: Rúben, este nosso tridente ofensivo ainda não tem a afinação daquele do Liverpool, mas acredito que aquilo que conseguiste na defesa vais também conseguir no ataque. O melhor está para chegar.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Uma noite exemplar

O sistema funcionou na perfeição na partida de ontem entre o B e o SLB. Todos puderam indignar-se e a ninguém cabe a responsabilidade. Porque é assim que funcionam os "xixtemas": os méritos, quando os há, repartem-se em fatias finas e as responsabilidades diluem-se. 

Podiam os intervenientes ter-se sentado a resolver o assunto? Isso não daria jeito a ninguém.

Ao SLB obrigaria a dizer que "sim" ou que "não" acerca de um problema que não era dele. 

Ao fulano que puseram à cabeceira da Liga, escolhido precisamente por ser de plástico e bastante maleável, obrigaria a tomar a decisão de interpretar um regulamento para o qual não foi tido nem achado e que lhe cabe implementar de olhos fechados e boca calada. Lembram-se dos filmes "O padrinho" aquelas cimeiras entre mafiosos, reunidos para ver como contornar a lei e repartir os territórios, mas sempre desconfiados uns dos outros? É isto a LPF.

Ao B obrigaria dar alguma explicações um pouco menos atabalhoados do que as prestadas pelo seu capataz depois da barraca, nomeadamente explicando porque uns jogadores negativos tiveram de ficar em casa e outros puderam calçar e que porcaria de firma é aquela (aquilo não é um clube, como se sabe, é uma plataforma giratória) que deixou o plantel contaminar-se tanto e tão depressa. Mais valeu, portanto, fazer-se de vítima.

E à DGS... mas o que tem a DGS a ver com as alhadas da bola?

Tudo está bem quando acaba bem. O calendário não foi mexido, a jornada foi cumprida, resultado foi o esperado, ninguém se aleijou.

E os palradores, os escribas semi-analfas, os pés de microfone e toda essa tralha que parasita a bola na dita comunicação social tiveram uma noite em cheio, de dedo esticado e aos gritos a discutir "a culpa", que é o que fazem os idiotas quando a casa está a arder: querem mais regatear quem foi culpado pelo incêndio em vez de o apagarem.

B-SAD, ser triste

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É com tristeza que escrevo sobre este assunto, Pedro Correia, jpt e Cal já dissecaram, bem dissecadinho, o tema.

O postal de jpt é, especialmente, rico, faz um enquadramento do tema, fugindo à lógica do jogo de matraquilhos, dum lado está o Benfica do outro o Sporting, faz-nos pensar de uma forma mais abrangente nas leis e nos regulamentos. Nesse postal, jpt, alude, também às conquistas de Leonardo Jardim e de Abel.

A "Libertadores" conquistada por Jesus fez o pleno nos desportivos, parecia que um português tinha sido o primeiro a colocar o pé em Marte.

Abel, ontem, conquistou a segunda "Libertadores" consecutiva, de verde e branco vestido e parece que não se passou nada, é, apenas, uma pequena nota de rodapé.

Quanto ao acontecido ontem no Jamor, atentemos ao seguinte, Seferovic, Darwin e outros marcaram golos que serão somados e entrarão num total do qual se apurará o melhor marcador do campeonato, fará sentido?

Lembremos a choraminguice de Jesus na época passada, Seferovic é que merecia ser o melhor marcador, felizmente, para a verdade desportiva, o melhor marcador foi Pedro Gonçalves (na imagem acima a levitar acima dos meros humanos que se arrastam no relvado) e este ano como será?

Se o Benfica estiver de boa fé (como eu acredito que não está) pedirá para os golos obtidos no jogo de ontem não entrarem na contabilização final.

Aguardemos.

Subscrevo por inteiro

«O que aconteceu não foi um jogo de futebol, foi uma farsa que envergonha o futebol português, mancha o campeonato e fere a integridade das competições. Que o Belenenses tenha feito questão de participar dela, ao nem sequer solicitar o adiamento do jogo ou, no limite, a assumir a falta de comparência que pouparia aqueles nove homens àquela humilhação pública, é inacreditável. Que o Benfica não tenha resistido a aproveitar a oportunidade, aceitando a mancha que semelhante espectáculo deixa na indiscutível grandeza do clube, é só triste. Que a Liga tenha assobiado para o lado, escudando-se nas decisões das autoridades sanitárias e nos regulamentos para não fazer o que lhe compete - proteger a integridade das competições - é perturbador. Depois ainda há a falta de esclarecimentos das tais autoridades sanitárias para o facto de terem permitido que o jogo avançasse nas condições em que avançou, mas essa é uma questão extra-futebol, que deveria preocupar o Governo se houvesse um. O que é do futebol é que o Belenenses-Benfica pode ter mexido de forma decisiva com a história do campeonato ao influenciar, desde logo, os critérios de desempate - os encarnados passaram a ter o melhor ataque com uma vantagem confortável sobre os rivais - ou a luta pelo titulo de melhor marcador. Uma vergonha como não há memória no futebol português.»

Jorge Maia, hoje, no diário O Jogo

Nas colunas...

chicken-angel.jpg

Imagem



Doidas, doidas andam as galinhas,

para pôr o o$o lá no banquinho
Rançam, rançam, rançam pra moer o juízo,
Bicam, bicam, bicam pra desfazer o prejuízo…

Arrebita a crista o galo vaidoso
Có-có-ró-có-có
Canta refilão

E todo emproado com ar majestoso
É o comandante deste batalhão
E todo emproado com ar majestoso
É o comandante deste batalhão

Doidas, doidas, doidas andam as galinhas,
para pôr o o$o lá no banquinho
Rançam, rançam, rançam pra moer o juízo,
Bicam, bicam, bicam pra desfazer o prejuízo…


Versão adaptada da letra de: Avô Cantigas

Saúde, Sportinguistas.

B SAD - Benfica

Pedro-Proença (1).jpg

Ontem, na mesma semana em que Leonardo Jardim ganhou a Liga dos Campeões asiáticos, Abel Ferreira bisou o triunfo na Taça dos Libertadores. Momento glorioso do futebol nacional, a comprovar a excelência da "escola portuguesa" de técnicos, acoplada à da plêiade de jogadores que vêm brilhando nos clubes mundiais, secundados por inúmeros outros, menos celebrizados, que abundam no futebol internacional. Algo que deverá ser associado aos bons percursos das selecções jovens, bem como às prestigiantes posições do país nos "rankings" de selecções seniores e de clubes.

Neste âmbito, em que o futebol português mostra uma competência profissional bem acima do que a economia e a demografia poderiam determinar, continua a vigorar uma mazela grave, o seu dirigismo. A rábula de ontem, o jogo B SAD-Benfica, é demonstrativo dessa incompetência. A questão não se restringe às direcções dos dois clubes (seja lá o que for o tal B SAD). As equipas foram a jogo, como lhes competia. A direcção da tal empresa que joga no Jamor talvez pudesse ter sido mais previdente, a do Benfica mandou a equipa entrar em campo, como lhe era mandatório.

A questão é outra, pois dois anos após a chegada do Covid-19 este caso não pode ser considerado inesperado mas sim um cenário muito previsível. E ao longo deste biénio a Liga de Clubes, instituição que decerto tem vastos recursos jurídicos, teve a obrigação de se rodear de consultores na área da epidemiologia e da saúde pública, que sublinhassem a efectiva possibilidade de tal situação. E é evidente que essa conjugação de especialistas já devia ter produzido um enquadramento regulamentar destinado a situações excepcionais. 

Assim sendo, não se justifica atirar as responsabilidades do acontecido para instituições externas ao futebol, à DGS e seus quadros locais, ao Ministério da Saúde, ao Governo, seja lá qual for. A responsabilidade da trapalhada de ontem - um escândalo internacional -  é da Liga dos Clubes, inerte. É certo que os regulamentos são aprovados pelo colectivo das direcções clubísticas mas deve ser evidente que é à Liga que compete a sua sistematização, ponderação e apresentação.

A barracada de ontem tem uma cara, a de Pedro Proença. O resto é fogo de vista. E compete aos adeptos do futebol chamar os "bois pelos nomes", não se deixarem enredar em discussões eivadas de clubite. Há que olhar para o dirigismo (o dos clubes também, claro, mas nisso cada massa associativa escolherá...) e fazê-lo ascender à qualidade excepcional apresentada pelos restantes intervenientes no futebol (jogadores, técnicos, muito presumivelmente as áreas de medicina desportiva e de fisioterapia).

E para isso há que calibar os olhares críticos dos adeptos, que muito se distraem com o saltar da bola e os hinos clubísticos. Para o sublinhar insisto nisto: os adeptos portugueses tiveram frémitos de indignação desapontada com o falhanço do apuramento directo da selecção para o Mundial-22. Discutiu-se (e discute-se) até à exaustão a pertinência do seleccionador, as prestações de determinados jogadores, o modelo táctico, o empenho, etc. Mas ninguém discute o facto fundamental do percurso da selecção nacional neste Mundial - e que talvez lhe provoque a eliminação, para acabrunhamento generalizado e enormes perdas económicas para o futebol português. É que, mais do que provalmente, a selecção não conseguiu o apuramento directo para o Catar-22 porque a direcção da Federação Portuguesa não pediu VAR para o jogo na Sérvia. Que maior demonstração da incompetência radical do dirigismo do futebol português se poderá encontrar?

Suspenda-se, por momentos, o clubismo. E as críticas pessoalizadas. E encare-se que as instituições têm de ter melhores dirigentes.

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, a partir das 18 horas, o Sporting recebe o Tondela. É jogo para vencer, claro. Nem admitimos outro cenário.

Na época anterior, goleámos a simpática equipa beirã por 4-0. Com dois golos de Pedro Gonçalves, um de Porro e outro de Sporar. Mas atenção: nas cinco temporadas anteriores o Tondela veio empatar três vezes a Alvalade.

Quais são os vossos prognósticos para esta partida?

Vergonha internacional

 

«O jogo que nunca devia ter-se realizado: vergonha mundial em Portugal»

Título da Marca

 

«Escândalo na Liga portuguesa: Belenenses com nove, e dois guarda-redes, frente ao Benfica»

Título do As

 

«Vergonha! Belenenses obrigado a jogar com nove jogadores contra o Benfica»

Título do Mundo Deportivo

 

«Assombro em Portugal: Belenenses com nove contra o Benfica devido à covid: goleada e partida suspensa»

Título da Gazzetta dello Sport

 

«Portugal: paródia de futebol entre o Belenenses, dizimado pela covid-19 e que terminou só com seis, e o Benfica»

Título do Le Figaro

 

«Belenenses, golpeado pela covid, foi humilhado pelo Benfica após ter sido forçado a jogar com nove (incluindo um guarda-redes a lateral direito)»

Título do Daily Mail

 

«Caos Covid: jogo do Benfica interrompido após o Belenenses ser forçado a jogar com nove incluindo dois guarda-redes»

Título do The Sun

 

«Farsa: Belenenses inicia jogo com nove - incluindo dois guarda-redes»

Título do The Guardian

 

«Belenenses-Benfica interrompido por surto de covid que provoca o caos»

Título do The Independent

 

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