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És a nossa Fé!

Defendo a refundação das claques

Texto de Ulisses Oliveira

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Rúben Amorim sem dúvida que merece todo o crédito. Tem feito um trabalho extraordinário. Não nos esqueçamos que temos um plantel muito menos valorizado, em termos de orçamento, que os dos rivais. E mesmo assim, somos campeões! E mesmo assim, esta época não estamos a jogar pior que qualquer equipa em Portugal.

Falta-nos apenas experiência europeia. E aí, o nosso treinador também vai evoluir. Terá de ver que na Europa as equipas são mais audazes (e capazes) e atacam mais facilmente os nossos pontos fracos. Tem sido esta a única falha (se é que é falha) do trabalho de Amorim.

 

Além disso, falando de adeptos, por natureza, o acto de criticar, desde que feito de forma construtiva, não é algo que mereça reparo. Felizmente todos temos a nossa forma de pensar e de ver as coisas, e temos o direito de não estar sempre de acordo uns com os outros. Agora, durante o jogo, durante aqueles 90 e tal minutos em que o objectivo é ganhar, seja lá quem for o presidente, seja lá quem for o treinador, aí não se pode aceitar a crítica ao Clube ou à Direção. É talvez o único momento em que a liberdade de expressão deve ser deixada de lado, por um bem maior.

Há outros momentos em que quem não gosta pode dar voz à sua opinião. Mas ali, quando são 11 vs 11, os nossos têm de estar acima de tudo. Nós somos a retaguarda, somos o empurrão que tantas vezes nos faz um clube ímpar.

Por isso digo que o que se passou na pré-pandemia foi péssimo. Assistimos a um momento histórico de rebelião que podia bem ter aniquilado o nosso clube.

 

Posto isto, sou a favor da regeneração - leia-se, refundação - das claques. Pode ser controverso, mas se for possível que uma claque tenha apenas por missão apoiar incondicionalmente a sua equipa, sem interesses pessoais, então as claques são uma arma poderosa para o clube e que pode ajudar as equipas a sentirem-se em casa em todos os combates.

A máxima do Liverpool é muito isso: you'll never walk alone… lembra o "onde vai um vão todos’" É isso que uma claque deve ser. Mesmo no estádio mais longínquo, mesmo na cidade mais remota, a claque serve para dizer presente e fazer lembrar que representa milhões de adeptos.

 

Por isso, tenho para mim que o nosso Presidente devia resolver este problema de uma forma diferente do que simplesmente eliminar as claques. Há muita gente muito válida dentro da Juve Leo e do Directivo XXI. Os que forem meros aproveitadores, esses sim devem ser expurgados. O estatuto das claques deve ser o mais claro possível e a linha entre o que a claque pode e não pode fazer deve estar bem vincada. Atropelos, aproveitamentos, incitamentos à desordem, negócios laterais e ilícitos, são tudo actos não próprios do espírito de uma claque e portanto, à cabeça, devem ser listados como motivos para expulsão e exclusão.

Não sei se é possível o que estou aqui a propor, mas o momento é o ideal. O clube está vencedor, há alguma união, e há que aproveitar esta onda (lembra-se da Onda Verde? Era outra claque, certo?).

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«O plantel é muito curto: 22 jogadores com três guarda-redes. Falta um defesa central (temos só cinco para três lugares, e Matheus Reis é adaptado) e a posição específica de ponta-de-lança pedia um terceiro avançado, até porque Paulinho e Tiago Tomás não são eficazes em frente à baliza.»

 

Verde Protector, neste meu texto

Santos, anda cá ver isto, n° seis

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O Bom:

- O único clube a vencer fora, Sporting.

- A jarra, os dois protagonistas, pela negativa, da jornada cinco, responsáveis pelo "antiverdadedesportiva" dos Açores, Artur Soares Dias (VAR) e Rui Costa (apitadeiro).

- Fábio Vieira do FC Porto, três assistências para golo.

- Murilo Souza e Giorgi Aburjania, dois suplentes do Gil Vicente, o primeiro faz a assistência, o segundo (entrou aos 86') faz o clube de Barcelos pontuar no jogo com o B-eiria

O Mau:

- Ivo Rodrigues, penalty falhado no Famalicão vs. Marítimo. Jogo de sentido único, aconteceu tudo, ao clube da cidade onde se situa o Centro Português do Surrealismo, incluindo a surrealidade de desperdiçar o castigo máximo.

- Petit, um jogo inteiro a pensar "petit" e no final tentar pensar "grand". Aos 95', depois de estar empatado, tira uma pedra preciosa, Safira, para colocar no jogo, Pedro Nuno. Santos da casa não fazem milagres.

- Hugo Miguel (alguns comentadores assíduos, chamam-lhe Hugo Macron) nos quatro últimos jogos que apitou do Benfica, zero derrotas dos lampiões dez golos marcados e, apenas, um sofrido, a oferta de Weigl no último jogo. Hugo Adidas?

- Vasco Santos, o VAR que não VARificou o penalty, do tamanho da Igreja da Luz, cometido por Otamendi sobre Makouta (não verificou mas viu, todos vimos, todos vimos que ele viu). Mais dois para a jarra?

O Vilão:

- Hélder Ferreira do Paços de Ferreira, uma cacetada, à Diogo Gonçalves, fez com que fosse expulso aos 28' de jogo.

Amanhã à noite em Alvalade

Não está a ser nada fácil esta época do Sporting, com a defesa do título, o regresso à Champions quatro anos depois, e um plantel curto à mercê de lesões e castigos.

Para Amorim as coisas são ainda mais complicadas. Se na época passada se concentrou na afinação do 3-4-3 para consumo doméstico, nesta já percebeu que muito do sucesso da época vai passar pela definição dum sistema alternativo para a Europa e por uma gestão do plantel que evite o esgotamento físico e mental da "coluna vertebral" da equipa. O que quer dizer que a ideia do "jogo a jogo" que foi fundamental para a conquista do título tem de ser revista.

Em Portugal não há dúvida que é o Porto que domina melhor esta questão, e consegue apresentar equipas um pouco diferentes nas duas competições com bons desempenhos em qualquer uma. E tem até um ou outro jogador quase só para a Europa e um ou outro quase só para a competição nacional.

Amanhã, o jogo contra um Marítimo renovado e orientado por um espanhol adepto do futebol aberto e intenso, na véspera da ida a Dortmund onde uma segunda derrota pesada iria custar bastante a suportar, vai evidenciar estas questões.

Na baliza Adán é intocável.

Na defesa a questão é se Feddal regressa ou é poupado para Dortmund.

No meio-campo é que pode haver alterações, com a entrada de Ugarte para fazer descansar... Palhinha ou Matheus Nunes? Eu diria o segundo.

No ataque Tabata poderá entrar para fazer descansar... Nuno Santos ou Sarabia? Talvez o primeiro.

 

Imagino então que Amorim convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e André Paulo.

Defesas Centrais: Neto, Coates, Feddal e Matheus Reis.

Alas: Esgaio, Vinagre e Porro.

Médios Centro: Palhinha, Tabata, Bragança, Matheus Nunes e Ugarte.

Interiores: Sarabia, Jovane, Nuno Santos, Catamo (?)

Pontas de lança: Paulinho, Tiago Tomás.

 

Pelo que atrás referi, o meu onze seria assim:

Adán; Neto, Coates e Matheus Reis; Porro, Palhinha, Ugarte e Vinagre; Tabata, Paulinho e Sarabia.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar aproximar-se da liderança da Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Vamos já antecipar os prognósticos para o desafio de amanhã. É o Sporting-Marítimo, com início previsto para as 19 horas. Na vossa perspectiva, qual será o resultado deste jogo? E desta vez quem irá colocar a bola no sítio certo?

Recordo que o Sporting-Marítimo foi precisamente a partida que encerrou o anterior campeonato nacional - em que nos sagrámos campeões. Encerrado com chave de ouro: uma goleada por 5-1. Com três de Pedro Gonçalves, um de Plata e um autogolo maritimista.

Seria excelente repetir a dose. Mas os palpites são vossos, a partir de agora.

A voz do leitor

«A realidade é que pouco mais de um mês depois do inicio da temporada, essas quatro opções deram em nada. Zero. Perdemos Nuno Mendes, Matheus Reis e Rúben Vinagre não têm lugar numa equipa que lute pelo título e Ricardo Esgaio, por mais esforço e abnegação que demonstre, será sempre um remendo para uma posição que não é sua.»

 

Luís Santos, neste texto do Luís Lisboa

Os melhores prognósticos

Dois palpites acertaram em cheio no resultado e no marcador do golo do Estoril-Sporting. E foram ambos cá da casa, comprovando que o olho clínico de quem escreve no És a Nossa Fé consegue superiorizar-se ao dos nossos comentadores. Nada de surpreendente, se me permitem a imodéstia. Por isso felicito a Cristina Torrão e o José da Xã.

Mas valha a verdade: houve dois leitores que também anteciparam a nossa vitória por 1-0 contra a turma estorilista, embora sem mencionarem Porro como marcador de serviço. Fica registado. Com os merecidos parabéns para ambos, AHR e Alfredo Pereira.

O campeão voltou

Entrámos na linha campeã no confronto com o Estoril. "O campeão voltou" foi frase que fui dizendo convicto durante os noventa minutos na Amoreira, após o apito final e ao longo destes dias. 

Depois do vendaval de golos que sofremos dos holandeses - uma canalha de uma ventosga que nos vergastou o orgulho leonino -, a equipa e o seu  timoneiro recuperaram a imagem a que nos habituaram jogo a jogo na época gloriosa do título que agora defendem. Futebol ofensivo, solidário, repentista, inteligente, trabalhador, seguro, consequente, robusto defensivamente. 

Repito para mim e para os mais cépticos: O campeão voltou.   

Um craque

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João Palhinha, melhor em campo no recente Estoril-Sporting. Confirmando que desempenha um papel essencial nesta temporada 2021/2022, à semelhança do que já fez na gloriosa época em que nos sagrámos campeões.

 

Números do seu desempenho neste desafio:

- 90% de eficácia de passe;

- 11 duelos travados (oito ganhos);

- 2 duelos aéreos (ambos ganhos);

- 3 intercepções;

- 3 desarmes;

- só uma falta cometida (e quatro sofridas)

 

Quem viu com atenção o jogo, lembra-se: já no tempo extra, em fase de pressão ofensiva do Estoril, Palhinha faz um corte lateral com sucesso. E celebra-o como se tivesse marcado um golo.

Se há exemplo de profissionalismo, é este. Digno de um craque.

João Maria Lobo Alves Palhinha Gonçalves é craque mesmo.

A voz do leitor

«Pedro Porro é um leão. Para além das qualidades técnica e táctica do atleta, Porro enverga a camisola com uma determinação como se a usasse há muitos anos. (...) É nos treinos que os treinadores vão observando aquilo que, mais tarde, lhes poderá ser útil. Pedro Porro deixa a pele em campo, aliando, a essa raça, uma qualidade de processos que fazem dele um indispensável na equipa.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

Um dever de todos nós

Rúben Amorim, o treinador campeão, merece todo o crédito.

Em ano e meio ao serviço do Sporting, como treinador da nossa equipa principal de futebol, venceu o campeonato (19 anos depois da anterior conquista), a Taça da Liga e a Supertaça.

Mais do que Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus em cinco anos.

 

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No último ano, com ele ao leme, o Sporting só sofreu quatro derrotas. Contra o Lask Linz, o Marítimo, o Benfica (já com a Liga 2020/2021 conquistada) e o Ajax. Em meia centena de jogo disputados.

Há quem destaque - e eu próprio o fiz - que os adeptos leoninos, neste regresso que já tardava às bancadas dos estádios, têm apoiado entusiasticamente os jogadores. Foi assim em Alvalade, foi assim no campo do Estoril.

Regista-se com muito agrado. Mas era o que mais faltava se num contexto desses não expressassem apoio...

 

Apoiar esta equipa campeã não é mérito nenhum.

É um acto de elementar justiça. É um dever de todos nós.

A voz do leitor

«Nuno Mendes era a saída desejável que melhores garantias dava de não desequilibrar a equipa e permitir um bom encaixe financeiro prendado com a surpresa Pablo Sarabia. O internacional espanhol, além de ter qualidade top para singrar no plantel, apresenta motivação acrescida: tapado no PSG, aproveita a possibilidade de se mostrar no campeonato, Liga dos Campeões e ser convocado para o Mundial, portanto estão reunidas as condições de grandes exibições com a camisola do Sporting.»

 

Tiago Oliveira, neste meu texto

Pódio: Palhinha, Porro, Paulinho

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Estoril-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Palhinha: 19

Porro: 18

Paulinho: 18

Adán: 17

Sarabia: 15

Nuno Santos: 15

Coates: 15

Matheus Nunes: 14

Matheus Reis: 14

Neto: 14

Vinagre: 13

Jovane: 11

Tiago Tomás: 7

Esgaio: 6

 

O Jogo e o Record elegeram Porro como melhor em campo. A Bola optou por Palhinha.

E tudo o vento levou

Depois da trágica jornada europeia de que já falámos de sobra, fomos a casa do segundo (entretanto relegado para terceiro pouco antes do jogo, na sequência da vitória do Porto) numa noite extremamente ventosa como é costume no Coimbra da Mota, que nos poderia prejudicar.

Não sendo o Estoril o Ajax, mas estando para consumo interno a praticar um futebol muito agradável e consistente e onde pontificam alguns ex-jogadores do Sporting que o treinador soube aproveitar muito bem, Amorim conseguiu em três dias reparar os danos emocionais causados na Quarta-feira e este foi um Sporting mais parecido consigo próprio, apesar da falta que sempre faz a ausência de Pedro Gonçalves, perdoem a redundância.

Ao contrário do que era de esperar, o vento não nos prejudicou e curiosamente, apesar de dominarmos durante todo o tempo de jogo, foi na segunda parte, contra ele, que a equipa esteve melhor e causou mais perigo junto da baliza adversária. Caso para dizer que depois duma bela exibição, com uma vitória escassa para o futebol produzido, a equipa recuperou bem duma situação complicada e que afinal tudo o vento levou.

 

PS: Já encomendei que fosse tirado o cobranto ao Paulinho, que aquilo já lá não vai com patas de coelho e afins. Se correr bem, vão vir charters de golos, vocês vão ver! E se o rapaz merece, caramba.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do nosso regresso às vitórias. Após dois empates seguidos no campeonato, contra Famalicão e FC Porto, voltámos a amealhar três pontos. E num campo tradicionalmente difícil: o do Estoril, de onde saímos derrotados (0-2) no último confronto que lá travámos, para a Liga 2017/2018. Um triunfo ainda mais importante por ocorrer quatro dias após a goleada sofrida em Alvalade frente ao Ajax, para a Liga dos Campeões. Soubemos dar a volta e mostrar que estamos apostados, mais que nunca, em revalidar o título conquistado em Maio.

 

Do nosso domínio de jogo. Sem qualquer discussão, este nosso triunfo no Estoril, que só peca por ser escasso (vencemos 1-0). Muito maior volume ofensivo leonino durante quase toda a partida, controlo de jogo com posse de bola, segurança a defender e acutilância a atacar. Fomos forçando a equipa anfitriã - que vinha de três vitórias consecutivas - a recuar as linhas e até os nossos centrais passaram a linha divisória, envolvendo-se na manobra atacante. 

 

De Palhinha. Melhor em campo. Um poço de energia: concentrado, com capacidade atlética e pleno domínio técnico. Foi dono e senhor do corredor central, abortando lances do Estoril e construindo jogo. Serviu Paulinho numa quase-assistência aos 29'. Excelentes recuperações aos 41', 57', 73', 74'. Cortes decisivos aos 31', 76' e 90'+6. Já no tempo extra, aos 90'+3, disparou um tiro com selo de golo, travado muito a custo pelo guardião do Estoril. 

 

De Porro. Jogou como tem habituado os adeptos: entrega total à partida. Começou a fazer a diferença logo aos 2', com um magnífico passe a isolar Sarabia. Excelente centro para Paulinho, aos 28'. Belo lance individual, tirando vários adversários do caminho, aos 60'. E aos 67' foi ele a converter a grande penalidade que nos valeu três pontos. Sem hipóteses para Daniel Figueira. O primeiro golo do internacional espanhol nesta temporada. Ficamos a esperar por mais.

 

De Paulinho. Não marcou, mas esteve quase. E bem merecia, sobretudo naquele remate em arco aos 48' que fez a bola, sem defesa possível, embater no poste. Teve duas outras grandes oportunidades de inaugurar o marcador: aos 28', num disparo à meia-volta, a passe de Porro, e aos 29', num cabeceamento muito bem colocado - travados in extremis por Figueira e um defesa. Desforrou-se aos 65': foi ele a sofrer o penálti, cometido pelo guarda-redes, do qual resultaria o nosso golo da vitória.

 

De Neto. Exibição muito positiva do nosso central, regressando à titularidade colocado mais à direita (Matheus Reis estava à esquerda, com Coates ao centro). Muito atento, foi impecável no domínio da sua zona, revelou-se quase perfeito no passe e envolveu-se sem complexos no processo ofensivo. Podia ter marcado num remate rasteiro, em zona frontal, aos 61' - a bola só não entrou por desvio de Soria a dois metros da linha de golo.

 

De Adán. Mais discreto do que noutros jogos, foi ainda assim fundamental para impedir por duas vezes o golo do Estoril. Em lances sucessivos, logo aos 15'. A recente derrota frente ao Ajax não lhe parece ter deixado marcas.

 

Do apoio incondicional dos adeptos. Bancadas na Amoreira muito bem compostas de apoiantes leoninos, que não cessaram de incentivar os nossos jogadores com cânticos e aplausos do princípio ao fim. 

 

Da arbitragem de Tiago Martins. Deixou jogar, não apitou por tudo e por nada, mostrou-se indiferente às fitas e queixinhas dos jogadores. Só mostrou o primeiro amarelo aos 65', pelo penálti que o guarda-redes cometeu. Actuação na linha do que costumamos ver na Premier League ou observámos no recente Europeu de futebol. Custará assim tanto outros árbitros portugueses procederem desta forma?

 

De termos subido ao terceiro lugar. Antes desta partida, o Estoril estava à nossa frente. Já não está: seguimos agora em igualdade pontual com o FC Porto, continuando a depender apenas de nós próprios, mesmo que o Benfica vença a partida ainda por disputar nesta jornada. E permanecemos invictos no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Da nossa parte, foram cinco. Três por intervenção do guarda-redes ou dos defensores do Estoril (Paulinho por duas vezes e Neto), outro porque a bola foi embater no ferro (ainda Paulinho), outro ainda porque Nuno Santos, isolado por Paulinho aos 37', permitiu que a bola fosse desviada por Patrick Willliam. Nada disto fez esmorecer o caloroso apoio dos adeptos.

 

De Sarabia. Rúben Amorim concedeu-lhe a estreia como titular. Mas o internacional espanhol que nos foi emprestado pelo PSG continua a parecer um peixe fora de água no onze leonino. Mesmo tendo usufruído de bastante espaço de manobra no flanco ofensivo direito, raras vezes fez a diferença - excepto no passe vertical lançando Paulinho que culminaria no penálti. Importante, mas escasso para um futebolista com o seu currículo. Percebe-se que lhe falta ainda articulação com os colegas. Saiu aos 82', dando lugar a Tiago Tomás.

 

Das ausências de Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves. Dois titulares indiscutíveis que continuam fora da equipa por lesão. Mas desta vez fizeram menos falta do que se poderia supor.

 

Do resultado ao intervalo. Mantinha-se o nulo inicial apesar de várias oportunidades que já tínhamos construído. Sabia a pouco e causava alguma apreensão para o segundo tempo. Felizmente nenhum mau augúrio se confirmou.

O dia seguinte

Foi um Sporting a lutar com os seus próprios fantasmas que entrou na Amoreira, com uma ala esquerda de compromisso que deixou muito a desejar, mas também foi um Sporting que se concentrou no seu processo de jogo, um 3-4-3 envolvente a campo todo, e que a pouco e pouco, depois dum lance de bola parada excelentemente defendido duplamente por Adán, foi encostando o adversário às cordas até ao golpe fatal.

E o resultado só esteve incerto tanto tempo porque ao melhor em campo faltou sempre a pontinha de sorte de que todo o ponta de lança não abdica, e assim foram duas bolas safadas sobre a linha pelos defensores contrários e outra pelo poste. E foi ele mesmo a resolver o encontro, aproveitando um magnífico passe de Sarabia para provocar um penálti magnificamente convertido por Porro. Só esteve mal foi naquela rábula com o Francisco Geraldes que lhe custou um amarelo.

Mas Paulinho não ganhou o jogo sozinho, todo o restante eixo central Adán - Coates - Palhinha esteve ao seu nível, Neto e Porro acompanharam muito bem também. Dois remates frontais, de Palhinha e Neto, não entraram por muito pouco. Sarabia redimiu-se do fraco jogo que fez com aquele passe para o lance que resolveu o jogo. Palhinha acabou o jogo "à matador", festejando um corte como se fosse um golo, e tendo uma prestação magnífica na "flash interview". 

Muito estranhamente, devo dizer, tivemos direito a uma arbitragem excelente, de nível Champions, que nunca tinha visto antes neste árbitro Tiago Martins, com critérios completamente distintos do que até agora tivemos direito na Liga. O que também quer dizer que o Conselho de Arbitragem não consegue implementar critérios uniformes na arbitragem portuguesa, e intervém a belo prazer nas classificações dos clubes enviando encomendas para os destinos tidos por convenientes. Por falar nisso, onde pára o Hugo Miguel? Foi engavetado pelo Porto?

Muito importantes estes três pontos, depois do que aconteceu na quarta-feira, como serão os próximos que teremos mesmo de conquistar em Alvalade contra o Marítimo, para irmos a Dortmund com o trabalho de casa bem feito. E depois se verá.

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Antecipei a antecipação do post devido a ter mais logo um dia muito ocupado, não estranhem se demorar a responder aos comentários.

SL

Prognósticos antes do jogo

O jogo contra o Ajax já ficou para trás (a propósito: o Ajax goleou ontem o Cambuur por 9-0 na Liga holandesa). 

O que interessa agora é o desafio de logo à noite. Na Amoreira, contra o Estoril, com início marcado para as 20.30. 

No campeonato 2017/2018, fomos lá derrotados por dois a zero. Numa partida que nos afastou da corrida ao título dessa época.

E hoje, como vai ser? Qual o resultado? Quem irá marcar?

Aguardo os vossos prognósticos.

A voz do leitor

«Saiu o Pedro Mendes, [saiu] o Pedro Marques e agora o Luiz. Sobra-nos um ponta-de-lança (Paulinho) e um avançado que não joga na área (TT). Resta-nos confiar que Rúben Amorim sabe o que está a fazer. Até ver, não tenho razões para desconfiar, mas confesso que ficava mais sossegado com mais uma opção no plantel. Ainda por cima, o Luiz Phellype já mostrou saber marcar golos. Não é um prodígio, mas é eficaz.»

 

Jô, neste texto do Francisco Chaveiro Reis

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