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És a nossa Fé!

Pódio: Jovane, Coates, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Belenenses SAD pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 16

Coates: 16

Nuno Santos: 15

Nuno Mendes: 15

Tabata: 14

Daniel Bragança: 13

Tiago Tomás: 12

Palhinha: 12

Paulinho: 12

Matheus Nunes: 11

Matheus Reis: 11

Pedro Gonçalves: 11

Porro: 10

João Mário: 10

Adán: 10

Gonçalo Inácio: 10

 

A Bola e o Record elegeram Nuno Mendes como melhor jogador em campo. O Jogo optou por Jovane.

Continuamos a poder ser campeões sem derrotas, acreditemos

Muita malta temos entre nós que não acredita que podemos ser campeões. Fico sem perceber se desses a maioria é apenas racional e não quer alimentar expectativas que venham a sair goradas, ou se, por outro lado, não acreditam que esta equipa e o seu líder conseguem ser campeões. Achando deles que não têm estaleca nem futebol para tal façanha.

Parem com isso! Metam lá isto na cabeça: para esse discurso bota-abaixo e derrotista bastam os nossos adversários. E eles não são poucos. 

Ontem, a superioridade do Sporting relativamente ao B foi, é, de uma evidência indiscutível. Se a memória não me falha fizemos 27 remates à baliza, o B fez 2. Os mesmos que lhes deram os golos marcados nas poucas vezes que foram lá à frente, sem futebol que justificasse vantagem tão grande, a não ser a nossa ineficácia e erros defensivos, condenáveis, sim, mas não ao ponto de nos atirar para a forca.

Não contando com a cambada de trogloditas frustrados e anti-Sporting, ainda que se afirmem sportinguistas, sobram muitos pessimistas entre nós. E não devia ser assim. Ouvir tantos dos nossos dizerem a cada empate que "não jogamos nada", que "já fomos", que "isto vai para o Porto", "não, vai para o Benfica" é para mim um exercício de auto-fagia, estéril, infrutífero. Um mero passatempo masoquista. 

A malta, muitos de nós, fala como se o Sporting ganhasse campeonatos de dois em dois anos, de três em três. Como se no período dos últimos dez campeonatos tivéssemos sido bicampeões, tricampeões, tetracampeões.

Baixem a bola e apoiem a equipa. Não se distraiam com medos e desesperanças. Continuamos líderes. Invencíveis. Só dependemos de nós para conquistarmos o título. Chamem-me o que quiserem mas para mim tudo o que não seja apoiar expressamente esta equipa e acreditar nela, reconhecer que nunca esperámos que nos pudesse dar tanto, que é jornada atrás de jornada líder, que ontem apesar do empate deu mostras de ter fibra, para mim tudo o que não seja acreditar que este fantástico grupo nos pode dar o tão sonhado títitulo de campeão nacional de futebol é um atentado ao Sporting.

As coisas como elas são

 

1. A riqueza potencial do plantel do Sporting é francamente inferior à dos seus adversários diretos. Os três. Sempre o soubemos. Mas talvez seja de lembrar que Ruben Amorim é o mais novo e menos experiente dos treinadores. A sermos campeões, será um feito extraordinário.
O nosso oponente principal eliminou a Juventus, de Ronaldo, Dybala e outros artistas da Champions e bateu-se muito bem com o Chelsea. É a este clube que venceremos o campeonato, caso isso suceda.

2. Era bom que pelo menos esta época pudéssemos congelar a conversa sobre o TT deve coiso e o Paulinho veio coiso, porque o Nuno Santos coiso e o Jovane nem se fala.
E passássemos a falar de como as equipas portuguesas, com plantéis de meia dúzia de tostões, se armam bem, estudam os adversários e lutam pelo resultado. O Famalicão tinha jogado muito bem, ontem a B-Sad também. O Gil foi ganhar limpinho ao Benfica. E há outros resultados a citar. Olhando para a parte de baixo da Liga é impossível dizer quem vai descer. E isso é extraordinário e elucidativo de como são complicados de disputar os jogos com a ditas “equipas pequenas”.  

3. O “futebol português”, em que todos nós malhamos, parece cada vez mais competitivo. Ryan Gauld teria lugar no 11 titular de qualquer equipa, como o líbio do Braga, que jogava no Guimarães. Muitos guarda redes disputariam o lugar com Helton Leite e aquele defesa esquerdo Ruben Vinagre é também muito bom. Cito de memória, para chamar a atenção para a competitividade interna.

4. Para dizer que fico muito mais nervoso a ver jogos com os Famalicãos, Moreirenses ou B-Sad, do que com Braga, Porto ou Benfica. Nesses jogos, como ontem, a concentração do adversário e a vontade dos seus jogadores em brilhar, e terem a atenção dos empresários e dos outros clubes, quase que nivela a contenda.

5. As coisas como elas são? Já quase todos não acreditávamos, já não havia tempo, mas houve aquele cruzamento bem metido para o Jovane. Se a bola tivesse passado, Paulinho tinha-a metido lá dentro. Ora vejam as imagens.

 O Sporting parece-me, de longe, a equipa que mais acredita nela própria.

Pensamento positivo

Não desesperem os mais acérrimos críticos. Não me invectivem os militantes do contra, que o que me apetecia hoje era mesmo, depois de uma noite com meia dúzia de Kompemsan para conseguir pregar olho, arrasar Amorim pela insistência naquele esquema para-Paulinho que se tem demonstrado desastroso (o esquema e o Paulinho); Arrasar o João Mário por ter assumido a marcação de um penalti quando está lá um colega que custou 16 milhões de Euros e até é supostamente um goleador e ter falhado a sua concretização; Trucidar o Adan por aquele caricato segundo golo dos coisos, que há-de aparecer no final do ano naqueles vídeos dos momentos "apanhados"; Zurzir em toda a defesa naquele primeiro golo, em que estava tudo a dormir... Mas não vale a pena.

Que piada teria se a gente viesse a ser campeões com dez pontos de avanço?

Eu acho até que a maior parte das pessoas que não acompanham muito o futebol, até olhariam para nós com cara de gozo, como quem diz "vai mas é gozar com outro, pá, dez pontos de avanço?"

Portanto, faltando ainda seis jogos, estamos muito bem a tempo de conseguir ser campeões, à boa maneira sportinguista, na última jornada e quem sabe já depois dos 90', mas para isso rapazes, treinador incluído, façam lá o favor de correr um bocadinho, deixem lá a cultura do "para trás e para o lado" que parece que se tornou imagem de marca (ontem levámos o segundo por causa dessa "brincadeira") e joguem à bola, que vocês até sabem. Não precisam de jogar muito, eu contento-me com o bastante para que não ande noventa minutos com o credo na boca (eu que até sou agnóstico, já rezo a todos os santinhos), vocês conseguem.

Para abalar este meu convencimento de que os rapazes vão aguentar a canoa até final, mesmo que percam alguns remos pelo caminho, só mesmo um resultado negativo em Braga e com golos do Sporar, mas se calhar porque está emprestado não joga, sorte a nossa, que se contarmos com o senhor 16 milhões para alguma coisa, é melhor contarmos com Jovane. Com muito menos espalhafato, resolve-nos o problema.

E tudo estará(ia) bem, quando acaba(sse) bem.

Vamos lá fazer força todos juntos. Para o mesmo lado, claro!

Um castigo p'ra mim, um castigo p'ra ti...

Leio hoje num jornal desportivo que o conselho de disciplina não aceitou o recurso de Ruben Amorim/Sporting sobre a expulsão de que foi alvo (vítima) no jogo com o Famalicão.

Ruben Amorim foi expulso quatro vezes. As condições em que aconteceram essas expulsões todos as conhecemos. Foi castigado num total de 36 dias de suspensão.

Por outro lado, temos o delicado e simpático Sérgio Conceição, que já alcançou a oitava expulsão. Por ter sido um paz de alma nestas e noutras ocasiões, nomeadamente quando se pegou com Paulo Sérgio, em Portimão, Ceição foi barbaramente castigado com 23 dias de suspensão. 

Como se poderá facilmente constatar, há um diferencial de 13 dias entre ambos, em desfavor de Amorim.

Pelos vistos os senhores árbitros gostam de ser enviados alegremente "para o caralho" e que os mandem "levar no cú", mas curiosamente não gostam que lhes digam que "conseguiste o que querias" (alegadamente). Ou seja, percebemos que afinal o conselho de disciplina(?) acha que os árbitros não conseguem o que querem durante um jogo, que se julgará ser um juiz justo e obter uma boa prestação e que por isso há que os mandar "para o caralho" e "levar no cú", com a vantagem de o fazerem por interposta pessoa e estarem livres dos castigos e das multas.

Ou isto, ou há uma gritante dualidade de critérios, mas isto posso ser eu a ser desconfiado...

Pílula do dia seguinte

 

Clubes ingleses abandonam Superliga Europeia.

 

Assim a modos como um engate de uma noite, a Superliga Europeia, criada numa orgia de deslumbramento pelo bando dos quinze (Ceferin dixit, embora apenas o insinuasse e eles fossem apenas doze), voltou à realidade no dia seguinte e não teve outra solução que não recorrer ao mais popular contraceptivo para estas ocasiões:  Meter a viola no saco e tentar reparar os erros e eventuais danos de uma one night stand

Nem chegou a ser nado-morto, que a reacção ao descontentamento dos adeptos, jogadores e técnicos, bem como ao aviso de sanções sérias por parte da UEFA e FIFA, foi ir à farmácia logo pela manhã.

Para quecas mal medidas, nada melhor que a pílula do dia seguinte.

Cenas da luta de classes no futebol

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Alguns magnatas de clubes europeus untados por capitais de origem norte-americana e de outras proveniências lembraram-se de avançar com a chamada Superliga Europeia.

Objectivo: transportar a luta de classes para o futebol. Não de baixo para cima, como é de regra nas revoluções clássicas, mas de cima para baixo. Impondo-se como "super consagrados" nesta putativa competição que pretende agregar emblemas de três países: Inglaterra, Itália e Espanha. Para sacar a fatia maior dos direitos televisivos do futebol à escala planetária. E remetendo tudo o resto para planos inferiores.

 

Mas que emblemas são esses?

Fui conferir. Só encontro lá três campeões em título: Juventus, Liverpool e Real Madrid. Outros dois que se sagraram campeões em 2019: Barcelona e Manchester City. Sem esquecer o Chelsea, vencedor da Premier League em 2017.

E a restante metade? 

O Manchester United venceu o campeonato inglês pela última vez em 2013. O Atlético Madrid foi campeão espanhol em 2014. O Milan está há dez anos em jejum e o Inter mais ainda: desde 2010 que passa ao lado do principal título do futebol italiano.

Pior, o Arsenal: campeão em 2004, foi incapaz de repetir a proeza desde essa data. Mas nenhum outro se compara ao Tottenham: a última vez que conquistou o título foi em 1961. O ano em que o Eusébio se estreou no Benfica e em que John Kennedy tomou posse como Presidente dos EUA.

 

Isto no plano das competições internas. No âmbito da Liga dos Campeões - e da Taça dos Campeões Europeus, que a antecedeu - quatro destes doze passaram sempre ao largo: Arsenal, Atlético Madrid, Manchester City e Tottenham jamais ascenderam ao primeiro lugar do pódio das equipas no Velho Continente.

Os outros oito clubes sagraram-se campeões europeus. Mas alguns já há bastante tempo: Juventus em 1996 pela última vez, Milan em 2007, Manchester United em 2008, Inter em 2010, Chelsea em 2012.

 

É com isto que querem fazer uma Superliga Europeia?

Simplesmente caricato.

 

ADENDA: Manchester City anuncia o abandono da tal "Superliga". O mesmo deve ser feito pelos outros clubes ingleses. Estamos perante um nado-morto.

A voz do leitor

«Confesso que tenho alguma apreensão no que toca às claques. Directivo XXI e Juve Leo perderam as regalias. Não me recordo se a Juve Leo sempre foi desalojada da “casinha”. Mas não desapareceram e nesta fase até têm procurado apoiar, com novos cânticos até. Iremos vê-los a querer colocar tarjas no estádio. Irá ser permitido? Iremos ter episódios de violência entre claques e polícia e adeptos comuns? Não sei, mas tenho receio.»

 

Verde Protector, neste texto do Luís Lisboa

Mourinhar

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"Se um clube me contratar

Pouco ou nada vai jogar

Eu no fim vou amuar

Vão ter de me indemnizar"

Há pessoas assim que se sabem vender bem, vai havendo quem compre.

Bruno Fernandes, o tal que Mourinho dizia que não tinha qualidade nem categoria para jogar na Liga Inglesa (Gedson Fernandes, sim, esse era um jogador fantástico) como bom português, deve estar pesaroso com o despedimento do compatriota, eu, também, estou triste.

Apesar da tristeza partilho com os leitores do blogue este acontecimento.

A Bola e o Jogo, terão ficado ainda mais desconsolados, nem sequer deram a notícia.

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