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És a nossa Fé!

O Simbalismo leonino

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"O sábio Mufasa era o rei dos leões, a atenta leoa Sarabi era a rainha. Simba, o filho recém-nascido, um dia, seria o novo Rei Leão".

Há quem fale da formação a sério, a CAL, e há quem escreva uns disparates (eu) que têm algo a ver com a formação, a formação de carácter.

Hoje fui parado, enquanto empurrava o carrinho, por um senhor que conhecia, vagamente, sei que mora na minha rua.

- Aceite, por favor, é para o seu menino.

- Claro que aceito, "O Rei Leão" é o livro adequado para ele, é sportinguista.

O meu vizinho, sorriu, olhou-nos e disse, apenas:

- Somos todos.

Virgílio Lopes e honestidade intelectual

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Foto: Paulo Calado/Record 

 

Já se sabe que cada um é como qual. Pessoalmente, muito gostei de saber que ainda há quem seja capaz de assumir as coisas como elas são: erra-se. Às vezes, nem poderemos falar em erro, já que no momento em que somos "obrigados" a fazer escolhas, a decidir, fazemo-lo com base nos indicadores de que dispomos. E os indicadores estão sempre em evolução. Afinam-se. Refinam-se. E, com isto, ajustam-se teorias sobre como fazer. Pelo menos, em teoria.

Serve o introito para dizer que fiquei contente por perceber que ainda é possível ler quem tenha a coragem de vir publicamente assumir as coisas como elas são: Nuno Mendes, há um par de anos, não era craque. Não exibia essas características distintivas. Se calhar, até terá estado na calha para ser dispensado. Vai daí, um dia, ainda ficamos todos a saber que só não recebeu guia de marcha, tendo estado iminente a assinatura da sua dispensa, por não haver defesa esquerdo alternativo e por ser um miúdo (vindo de uma família humilde) que não dava problemas. 

 

Seria bom que se aproveitasse a experiência de quem sabe (e a honestidade intelectual) para... refinar as práticas. E ousar reajustar teorias. Mas que o façamos fora da bolha que são os gabinetes e para além do risco calculado (protegido) que são as apresentações em PowerPoint, não raras vezes, meros espelhos dos manuais, que pouco esclarecem sobre como se faz, apenas apontam o que deve ser o resultado.

 

P.S. Alguém saberá dizer se o Manchester City está feliz com a cláusula de compra de Pedro Porro? 

P.S.2. Alguém reparou que na peça (do ano passado) do Jornal Sporting sobre os futuros craques que despontavam na Academia Sporting, não consta Dário Essugo?

P.S.3. E o FC Barcelona e Ansu Fati?

Palhinha, Nuno Mendes e mais alguém

Nuno Mendes e João Palhinha, cada qual com apenas três presenças na selecção A, já estão a dar nas vistas. O primeiro, desde logo, com aquele passe teleguiado para o que seria (e foi, em termos reais, embora não em termos "legais") o terceiro golo português contra a Sérvia e ao protagonizar ontem, frente ao Luxemburgo, uma das melhores jogadas individuais de todo o desafio. O segundo, que saltou do banco nestas partidas, chegou a tempo de marcar de cabeça, também ontem, o golo que sentenciou a nossa vitória num embate mais difícil do que se previa. O seu primeiro como internacional A, confirmando 2020/2021 como uma época de sonho para ele. Um sonho bem merecido.

Venho perguntar-vos, a propósito de qualquer deles, se entendem que devem ambos ser titulares da equipa das quinas no próximo Campeonato da Europa. E também, já agora, se consideram que mais algum jogador do Sporting deve ser convocado para o Europeu.

A voz do leitor

«Naquele que terá sido o melhor jogo de Cristiano Ronaldo, ao serviço da selecção nacional, realizado numa terça-feira, em 19 Novembro 2013, no Friends Arena, o primeiro gesto dele, logo após ter consumado o hat trick e ainda antes da loucura dos festejos do golo, foi livrar-se da braçadeira de capitão. Alguém reparou? Deixem-se de coisas e agradeçam aos deuses do futebol o facto de ser português um dos melhores jogadores da história mundial do futebol.»

 

Francisco Gonçalves, neste meu texto

O dia seguinte

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Agora que o caminho para o sucesso da época está bem mais desbravado, agora que se começa a vislumbrar alguma coisa de muito bom no fim do mesmo, muitos se interrogam como vai ser o dia seguinte.

Obviamente, desde que me lembro, com João Rocha e com outros depois, ainda há pouco com Varandas, a seguir a uma época de sucesso vieram uma ou mais de fracasso total e completo: os treinadores eram despedidos, alguns dos melhores jogadores debandavam, outros alucinavam, os aplausos depressa se transformavam em assobios, enfim, o Sporting tem convivido muito mal com o seu próprio sucesso.

Como será então desta vez? Vai haver debandada? Vamos ser competitivos na Champions? Vamos conseguir lidar com o esforço acrescido que os dois rivais irão fazer? Amorim terá capacidade para gerir um Sporting europeu?  

 

Acredito que desta vez existem condições para que as coisas sejam diferentes para melhor.

Por um lado, porque todos nos lembramos do que custaram os erros de casting no passado recente, das diversas caras que muito prometiam e pouco cumpriam, dos autocarros anuais de reforços que misturavam craques e pernas de pau, dos empréstimos de coxos no físico ou na cabeça, no descomprometimento de parte do plantel para com o clube, das claques que hostilizavam jogadores nas bancadas e invadiam Alcochete para lhes bater, no fundo do muito que penámos para aqui chegar.

Por outro, porque finalmente temos estabilidade a nível de comando, um compromisso forte entre presidente, director de futebol e treinador, que se estende a todo o futebol do clube, do pólo EUL a Alcochete, alicerçado na aposta na formação a todos os níveis, na insistência na educação comportamental e de valores e na sequenciação de equipas estruturadas e articuladas a culminar na 1.ª equipa. A próxima época está já a ser preparada, sabe-se bem o que se precisa e o que se pode dispensar.

 

A estabilidade é condição essencial para o sucesso. Chegar, ver e vencer no futebol acontece quando o "rei faz anos". Não podemos falar dos sucessos do Porto sem falar dos largos anos que Pinto da Costa leva à frente do clube, todos nos lembramos do que foram os primeiros anos de Vieira à frente do Benfica, ou do crescimento que tem o Braga com Salvador que o distanciou do vizinho Vitória de Guimarães. 

O Sporting - e aqui falo no que respeito ao futebol masculino, porque no que respeita ao resto outra avaliação será necessário fazer - atravessa um momento notável de crescimento. No que respeita ao rendimento desportivo prosseguimos bem isolados no comando da 1.ª Liga. Quanto à valorização do plantel, de acordo com o Transfermark, o mesmo subiu 11% desde a última avaliação, descolámos do Braga e aproximamo-nos dos dois rivais:

A 6/2/2021:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

 

A 25/3/2021:

1º - Sporting - 64 pts - 187M€ (+19pts, +11%)

2º - Porto - 54 pts - 263 M€ (+15pts, 0%)

3º - Benfica - 51 pts - 261 M€ (+15pts, -10%)

4º - Braga - 50 pts - 115 M€ (+16pts, +6%)

 

Os recentes compromissos das selecções vieram evidenciar o valor do plantel do Sporting. Porro a titular da selecção A de Espanha, Feddal na de Marrocos, Nuno Mendes na de Portugal com Palhinha e Neto, Plata na do Equador (que segue apenas atrás do Brasil e da Argentina no apuramento para o Mundial), Coates foi dispensado pelo Uruguai, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Luis Maximiano estão nos sub-21. E pelo que vimos da nossa selecção, não faltará muito para Palhinha e Paulinho serem titulares.

Depois existe a outra face da moeda, a parte financeira, mas obviamente que essa só terá solução se a desportiva a tiver também. Obviamente que o Sporting tem dívida, mas dívidas todos os clubes têm, importa é ser uma dívida sustentável e que não existam situações de incumprimento contratual que envergonhem o nome do clube. O Sporting neste momento goza de credibilidade financeira que lhe permite reforçar-se no mercado interno, comprando ao Braga e a outros clubes, e no externo a grandes clubes como o Liverpool e o Manchester City, e consegue vender também a grandes clubes como o Manchester United. O desempenho conseguido por Bruno Fernandes ajuda também a dar visibilidade internacional neste momento ao produto Sporting. A entrada na Champions, além do encaixe financeiro directo, valorizará ainda mais o plantel e proporcionar outras vendas importantes.

Mas faltam coisas essenciais para esse dia seguinte. A primeira é acabarmos bem este, ainda falta muito para o tal final feliz, e não podemos iludir-nos com facilidades e bazófias. A segunda somos nós todos, sócios e adeptos, sem necessidade de "associações" parasitas, "enchermos" Alvalade e sermos de novo o 12.º jogador de que a equipa precisa e tanto merece. 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Onde andavam as carpideiras?

 

Lembram-se do épico Suécia-Portugal (2-3) disputado a 19 de Novembro de 2013 que ditou a nossa qualificação para o Mundial do Brasil com uma exibição de sonho de Cristiano Ronaldo, marcador dos três golos portugueses?

Eis o vídeo com o resumo desse jogo, em que Cristiano levou a equipa das quinas às costas e venceu no duelo muito particular com Ibrahimović. Reparem no que acontece aos 6' e 50'', mal o nosso capitão acaba de marcar o terceiro: na euforia da celebração, ele pega na braçadeira e atira-a ao relvado. 

Ouviram alguma carpideira nas pantalhas rasgar as vestes contra este acto de lesa-patriotismo? Pois claro que não: nem o mais leve sussurro. Dessa vez cantaram o hino e enfiaram a indignação no saco.

 

ADENDA: O desvario vai subindo de tom. Esta noite ouvi dizer que CR7 «é um mau exemplo para a juventude e para o mundo» e «ultrajou um símbolo nacional».

A voz do leitor

«Com o trabalho que se está a fazer na Academia, suportado pela publicidade positiva resultante do trabalho de Rúben Amorim e seus meninos, com a associação do nome CR7 à Academia (vai ser notícia por esse mundo fora) e com a chegada da Nike, a formação vai continuar a ser potenciadora de bons atletas, bons cidadãos e boa economicamente para o Clube. Falta saber se não vai aguçar demasiados apetites...»

 

Paulo Batista, neste meu texto

O mais invejado do mundo

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Ser o maior do mundo provoca efeitos secundários: Cristiano Ronaldo é também o futebolista mais invejado do mundo.

Que o seja pelos próprios compatriotas, já não estranho: sempre tivemos uma certa tendência para a autoflagelação. E a clubite aguda leva muitos benfiquistas e alguns portistas a detestá-lo só por ter sido formado na Academia leonina.

Lamentável? Claro que sim. Nunca vi, por exemplo, um argentino falar ou escrever contra Messi.

 

Acontece que CR7 volta a ser notícia. Não por motivos fúteis mas por contestar um gravíssimo erro da equipa de arbitragem no Sérvia-Portugal que lhe anulou um golo limpo no último lance da partida, disputada em Belgrado. Este erro - que alguns pretendem menorizar - pode custar-nos o apuramento para o Mundial de futebol.

As imagens do protesto deram a volta ao mundo. Cristiano, tão bom a comunicar como a jogar, sabia o efeito que produziria. Assim aquele erro indesculpável tornou-se notícia em todos os continentes. Não reparou a injustiça de que fomos vítima, mas deu-lhe projecção universal. 

 

Fez ele muito bem ao proceder como procedeu: assim o roubo não passou despercebido. E ou muito me engano ou o gesto do capitão da equipa das quinas traçará uma linha de fronteira: a FIFA passará finalmente a incluir a tecnologia de linha de baliza e o vídeo-árbitro nas competições para o apuramento do Mundial.

Acontece que por cá, nas redes sociais e nos meios de informação, muita gente ferveu de indignação ao vê-lo atirar a braçadeira ao chão mal saiu de campo. Dizem-me (não vi) que nessa mesma noite um canal de televisão dedicou duas horas (!) ao tema. Com intervenientes escandalizados, não com o roubo mas com o gesto de Cristiano. 

Preferiam talvez que comesse e calasse.

Como se o roubo de catedral que tanto nos prejudicou não devesse ter sido assinalado com fúria e frustração.

Como se fizessem tábua rasa desta sabedoria popular que nos devia servir de lema: quem não se sente não é filho de boa gente.

 

ADENDA: O VAR é uma conquista civilizacional do futebol. Como é possível duvidar-se disto? Que a mais elevada instância da modalidade prescinda deste instrumento já utilizado nas competições internas para analisar os lances polémicos na fase de apuramento do Mundial é algo que roça o escândalo.

Ceferin

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O esloveno Ceferin sucedeu na presidência da UEFA ao inaceitável Platini. Por razões que nada terão a ver com a organização desportiva, a UEFA amputou a maior e mais importante competição desportiva em que participa da rotina tecnológica que já perfaz os seus torneios séniores masculinos. O que aconteceu no sábado tem laivos de uma "tramóia jugoslava", não tanto de um afecto entre povos muito desavindos mas de um acordo de geoeconomia futebolística. Mas talvez não seja algo assim tão linear, uma perseguição à selecção portuguesa em defesa da Europa central austral. Mas mostra bem uma deriva da UEFA para tentar influenciar, em termos gerais, o acesso ao milionário Mundial árabe.

Não é imaginação delirante do adepto, sempre disponível para teorias conspiratórias: há apenas duas décadas Portugal foi afastado de um  Mundial por manigâncias de um árbitro já anteriormente acusado de corrupção em competições internacionais. Favorecendo a enorme economia alemã. Quando o chefe da organização desse Mundial era Platini, que veio a ser banido do associativismo. Quando o chefe da FIFA era Blatter, também acusado de graves desmandos. E agora quando a opção Qatar também tanto tem que se lhe diga, quanto à lisura de procedimentos que conduziram a essa escolha. Ou seja, tudo aponta para que esta opção anti-tecnológica da UEFA tenha a ver com vontade de manter poderes discricionários que sustentem interesses económicos em detrimento da mera competição desportiva. 

A cara do polvo é esta, a do esloveno Ceferin. 

 

Esta Taça da Liga também é nossa

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O Sporting venceu ontem categoricamente o Benfica, vulgarizando o velho rival, na final da Taça da Liga em futsal. Vencemos por 6-2, com golos de Alex Merlim, Rocha, Zicky (2), Pauleta e João Matos. 

Foi o nosso terceiro troféu em seis edições desta competição - ainda mais saboroso por ter sido o primeiro que conquistamos derrotando o SLB na partida decisiva.

No momento em que celebramos mais um título no vastíssimo palmarés leonino, apetece dizer: grande Nuno Dias, grande Rúben Amorim (que em Janeiro, no futebol, também conquistou uma Taça da Liga pelo Sporting). Com treinadores destes tudo até parece fácil.

A voz do leitor

«Da ausência de VAR já muito se comentou. Não há como não estar de acordo com tudo o que se disse. Mas depois do VAR a minha perplexidade vai para a ausência da tecnologia da linha de golo, que é bastante mais velha do que o VAR e pensava que tinha uma aplicação generalizada, ou quase. Não estar implementada em jogos de apuramento para o Mundial é qualquer coisa de inexplicável, de um amadorismo indesculpável. Em conclusão, não houve qualquer diferença entre o jogo Sérvia-Portugal e o jogo Olivais e Moscavide-Carcavelinhos.»

 

AHR, neste meu texto

A braçadeira do capitão

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Nesta ilustrativa ilustração patenteia-se o cérebro e o cerebelo daqueles - sportinguistas, portistas, benfiquistas, e outros istas - que discutem, ofendidos, a reacção de Cristiano Ronaldo após lhe ter sido espoliado um golo. Tremem irados esses "istas" como se o CR7, ao atirar a braçadeira que o identificava como representante da equipa dentro de campo, tivesse ofendido as placentas que, infelizmente, lhes permitiram aceder a este mundo. 

 

Deixem-se de mariquices

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Hoje os detratores de Cristiano Ronaldo estão eufóricos.

- O gajo não jogou nada e ainda fez merda com a braçadeira de capitão. Deve deixar de ser o capitão, Fernando Santos e a federação têm que tomar medidas!

Pois é, mas mesmo não jogando nada ( e não jogou ), lá marcou o golito da ordem, que por acaso até nos daria a vitória e três pontos. Quer dizer ele marcar, marcou, mas o senhor holandês decidiu "improvisar" e não considerou que uma bola que esteve meio metro dentro da baliza fosse golo. Até pediu desculpa no fim, ao treinador Fernando Santos, mas como diz o Povo e com imensa razão, as desculpas evitam-se.

Tive o cuidado de, logo que acabou o jogo, dar uma volta pelos sites dos jornais desportivos de referência a nível mundial e o que aparecia? A foto de Ronaldo a atirar com a braçadeira ao chão e uma foto algo estranha de uma bola dentro da baliza com um jogador de vermelho a tentar evitar que tivesse entrado.

Algum de vocês que lê estas linhas pensará que se não fosse o episódio da braçadeira, algum desses jornais se referiria ao golo gamado descaradamente? Provavelmente passaria em rodapé ou até nem isso. Ao tomar a atitude que tomou, Ronaldo chamou a atenção para uma injustiça que nos pode custar o apuramento e alguns milhões de Euros deixarão de entrar na federação.

E ainda há virgens ofendidas com o gesto e a braçadeira e o diabo a sete.

Só há uma dúvida que terei que ir esclarecer e é se o árbitro é familiar do gajo que nos acusou de só querermos putas e vinho verde...

Ronaldo atira com a braçadeira para o Capucho

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"A história de eu atirar com a braçadeira para o chão está mal contada, atirei-a para o Capucho, caiu para o chão"

Jorge Costa, "o bicho" (actual treinador do Farense).

João André pergunta num comentário, o que acha este "blog" sobre a atitude de Cristiano Ronaldo, a nossa sala de reuniões, o café Império, não permitiu uma reunião do nosso colectivo para tomarmos uma decisão conjunta sobre o tema.

Darei, no entanto, a minha opinião.

Eu, como treinador da selecção, tomaria, exactamente, a mesma atitude que Octávio Machado tomou como treinador do Porto.

Não retirava Cristiano Ronaldo da equipa mas retirava-lhe a braçadeira.

Já dizia o tio do homem-aranha: "grandes poderes implicam grandes responsabilidades".

A maior razia do Sporting veio com Jesus

Texto de RASR

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Tenho a pretensão de que a culpa é de parte a parte.

 

Por um lado, temos o jogador. Forma-se no clube e tem uma ligação muitas vezes de mais de dez anos. Entraram enquanto putos e viveram o clube de uma forma que nós não conseguimos, por dentro. Eles sabem o que correram pela glória do clube nos seus determinados escalões.

É óbvio que os seus pais, muitos deles vindos de situações sociais e económicas totalmente complexas, assim como os seus agentes, com a ganância de contratos luxuosos que vêem em cada puto um novo Ronaldo de contratos bilionários, ficam todos na expectativa que este atinja a idade do contrato profissional, para assumirem o plantel principal e as primeiras boas coroas.

Quando começam a ser preteridos por outros jogadores que vêm de fora, começam a estudar formas de dar a volta à situação, através de vendas antecipadas pelos valores irrisórios que temos vindo a assistir. Eles, os "putos", pouco melhor sabem, confiando naqueles que os representam nas mesas de negociações.

É fácil falar de fora, que deviam ficar, dar o murro na mesa. Muitos têm pouco mais de 18 anos quando começam a ver o primeiro contrato com seis algarismos e mal sabem ainda pensar por si próprios...

 

Por outro lado, temos os treinadores.

Poucos são Rúben Amorim, Alex Ferguson ou Paulo Bento. São, aliás, uma raridade, os treinadores-formadores! Desta forma, para clubes formadores, como são a maioria dos portugueses, são precisos os treinadores certos para potenciar jovens.

A maior razia do Sporting veio com a contratação milionária de Jorge Jesus, consequentemente tapando a porta, à formação, da via de acesso ao plantel principal e à capacidade de valorização a curto prazo que sempre lhes cantaram ao ouvido durante anos e anos...

Assim, a porta de saída é o caminho mais rápido e, talvez, o mais fácil.

 

Por último, os presidentes.

Estes querem dos seus jovens o máximo rendimento possível com a sua venda. Tudo bem, nada contra. Porém, devemos ter a capacidade de perceber o ponto em que o clube se encontra, no mercado.

O Sporting tem passado por uma das suas maiores travessias do deserto. Quando algum clube estrangeiro negoceia connosco, é normal que pense que com meia dúzia de tostões nos conseguem levar todos os possíveis craques. Está lá o presidente para defender os interesses do clube, neste sentido. Não podemos é, também, deixar que um presidente perca o fio à meada e não consiga perceber o real momento da instituição.

Manter-se intransigente em exigir cláusulas de rescisão por jogadores que já estão a atingir o pico da sua performance é desmedido. Colocar cláusulas de rescisão absurdamente elevadas em jogadores que são bons mas apenas isso é perigoso, porque coloca a possível mobilidade profissional daquela pessoa em risco.

Tem igualmente de haver alguma transigência nas negociações e não emprenhar pelos ouvidos de quanto este jogador vale aos olhos dos adeptos (verdadeiros apaixonados pelo clube mas não entendidos nestas matérias).

Também queria o Bruno Fernandes a ser vendido por 120M, mas não era o valor de mercado correcto para ele, nem para o Sporting, nem para mais ninguém.

Adrien, Rui Patrício, William deviam ter saído pós-Euro'16 e mantiveram-se mais dois anos, à espera do tão propalado contrato milionário que Bruno de Carvalho tanto queria para enaltecer a sua presidência. Teve a de João Mário, mas depois foram apenas desastres atrás de desastres.

 

Resumindo, foi uma tempestade perfeita para termos, actualmente, "ratos", "traidores", "seres de esgoto" que estiveram às ordens do clube durante mais de dez anos mas que se viram impedidos de prosseguir as suas carreiras profissionais por desvarios e intransigências de pessoas que deviam ser profissionais.

Perderam todos, o clube também!

 

Texto do leitor RASR, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Gosto sempre de ver Daniel Bragança jogar. Apesar dos poucos minutos que tem tido, não esmorece no banco. Entra moralizado e com vontade de ganhar. Defende e ataca, é eficiente, despachado, puro, virtuoso e humilde. Excede-se na técnica apenas em último recurso, e sai-se bem. Quando a bola lhe chega, agita. Foco na baliza, só lateraliza se for obrigado. Não sei quanto vale nos 90’, mas já tem na prateleira o prémio de melhor jovem jogador da 2.ª Liga. Futuro capitão do Sporting.»

 

Leão de Quiosque, neste meu texto

Roubados

Falamos nós dos árbitros portugueses, apontando o dedo acusador à incompetência desses senhores de apito.

E há até quem defenda que os jogos do nosso campeonato devem passar a ser arbitrados por estrangeiros.

Recomendo a todos estes que reparem no roubo de catedral que hoje aconteceu em Belgrado. Um assalto do árbitro holandês à nossa selecção, anulando um golo limpo de Cristiano Ronaldo, que ao cair do pano nos daria a vitória por 3-2 frente à Sérvia na campanha para a qualificação do Mundial-22. 

Não faço ideia como se diz ladrão em holandês. Mas de uma coisa tenho a certeza: árbitros estrangeiros em Portugal, nem pensar. É mais patriótico quando são portugueses a roubar-nos.

 

ADENDA: Magnífico passe de Nuno Mendes assistindo no golo limpo de Ronaldo que o apitador anulou. Não entendo como Fernando Santos o retirou hoje do onze titular após exibição muito positiva do nosso ala esquerdo frente ao Azerbaijão.

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