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És a nossa Fé!

Pódio: Adán, Tiago Tomás, Porro

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses SAD-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Adán: 18

Tiago Tomás: 17

Porro: 15

Tabata: 14

João Mário: 14

Nuno Mendes: 12

Palhinha: 12

Coates: 12

Gonçalo Inácio: 12

Matheus Nunes: 11

Nuno Santos: 11

Antunes: 11

Neto: 11

Pedro Gonçalves: 10

Sporar: 6

 

O Jogo e o Record elegeram Tiago Tomás como melhor jogador em campo. A Bola optou por Adán.

O dia seguinte

"O Petit esteve melhor do que eu a preparar o jogo", confessou Rúben Amorim no rescaldo da sofrida vitória de ontem no Jamor. Quem fala a verdade não merece castigo. Não fez como Jorge Jesus depois da derrota na Amoreira há quase três anos.

Mas obviamente que tem atenuantes. Alcochete não dispõe dum batatal ao nível dos relvados do Estádio Nacional onde o B-SAD treina e joga, alguns jogadores essenciais estavam condicionados por cartões ou lesões, e o Sporting não é o Porto que ganha estes jogos a partir dos kgs e cms dos seus jogadores.

O Sporting ontem entrou bem, procurou jogar e marcou primeiro, um bom golo por sinal, a lembrar o segundo do Leicester contra o ManUnited: incursão pela direita, centro rasteiro para trás da linha da defesa, e Tiago Tomás a fazer de Vardy e facturar.

Mas logo começou a sofrer e muito, com um B-SAD muito melhor adaptado ao terreno, a ganhar facilmente os duelos a meio-campo, a explorar a linha de fora de jogo e com Silvestre Varela a destroçar o nosso lado esquerdo, onde Feddal fez muita falta. Gonçalo Inácio, muito marcado pelo estado do terreno, pouco apoiava Nuno Mendes, que se via sucessivamente ultrapassado.

O jogo decidiu-se logo depois no par de penáltis, o do B-SAD muito discutível, o nosso claríssimo, fruto dum pontapé longo que constitui uma das armas letais deste Sporting, que uma equipa concretizou em golo e outra não. Assim, conseguimos transformar uma possível desvantagem numa vantagem. Desconfio que, se ontem se nos apanhássemos em desvantagem no Jamor, a derrota deveria ser o resultado final.

Muito graças a Adán, lá conseguimos chegar ao intervalo em vantagem e gerir o resultado em toda a 2.ª parte, umas vezes melhor, circulando a bola com critério e desgastando o adversário, outras vezes nem por isso.

E assim encerrámos com chave de ouro este ciclo de seis jogos (5V, 1E), entramos no novo ano na liderança da Liga, e vem aí, até à Taça da Liga, outro ciclo bem mais exigente mas não transcendente, com dois jogos por semana, Braga (C), Nacional (F), Marítimo (F/TP) e Rio Ave(V). Se tudo correr bem, no final deste ciclo manteremos a liderança e teremos o Braga a descolar do pelotão da frente e remetido à luta pelo 4.º lugar.

Mas para isso há que recuperar o desgaste dum ou doutro, a começar por Pedro Gonçalves e Nuno Mendes, e voltar ao ritmo de há um mês. E finalmente vir o tal ponta de lança que possa ajudar a fazer a diferença.

Toda a confiança em Amorim e na magnífica equipa que está a construir.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A melhor época desde 2002

Factos.  Que contra eles não há argumentos. O primeiro deles, porque o mais relevante, o que mais conta: somos líderes da Liga. E isso acontece na continuidade de percurso vitorioso.  Além de sermos líderes, continuamos líderes. E já lá vão 11 jornadas. Não perdemos com ninguém. Estamos invictos, portanto. Temos o melhor ataque. Temos também uma das melhores defesas do campeonato. Somos líderes e somo-lo isolados. Seja qual for o resultado nos jogos dos nossos rivais continuaremos à frente da classificação. Temos (bem sei da subjectividade da afrimaçã seguinte), mas acredito eu, temos o melhor treinador a actuar em Portugal: líder, inteligente, construtor de equipa e de espírito de equipa, que sabe trabalhar a formação e que nos põe a jogar muito bem e sempre para ganhar. Sobre Rúben Amorim (e abrindo um parêntesis), acrescento ainda que foi a melhor decisão do presidente Varandas que, humilde e também inteligente, não tem disputado palco, optando antes por dar o protagonismo a quem de direito. Temos, fruto da equipa técnica e da nossa academia, jogadores que prometiam e que já confirmaram a sua enorme qualidade, prometendo todos eles crescer ainda mais. E contratámos bem. Preparámos bem esta época, que é a nossa melhor desde a temporada de 2001/2002 na qual nos sagrámos campeões nacionais pela última vez.   

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória difícil desta noite. O Sporting foi surpreendido por um Belenenses SAD muito avançado no terreno e que nunca abandonou a pressão atacante. Confronto difícil no Jamor, em noite gelada e com chuva na segunda parte, contra um adversário que há duas jornadas venceu o Braga naquele mesmo cenário. Soube a pouco em termos exibicionais, mas a nossa equipa cumpriu no essencial: venceu por 2-1, amealhando mais três pontos. Isso é o que mais importa.

 

De Tiago Tomás. Rúben Amorim voltou a apostar nele como titular da posição mais avançada. E o jovem cumpriu, actuando com velocidade atrás do bloco defensivo adversário. Foi crucial, em dois momentos, para a construção desta vitória: primeiro logo aos 5', correspondendo da melhor maneira a uma excelente iniciativa individual de Tabata, com boa recepção e óptima finalização para golo após rodar sobre si próprio em posição frontal; depois, ao conquistar a grande penalidade, sem discussão possível, estavam decorridos 23 minutos. Esteve quase a marcar de novo, aos 37'.

 

De Adán. O melhor em campo. Foi crucial para que o Sporting garantisse a vitória. Desde logo ao defender um penálti - pela primeira vez de Leão ao peito - aos 19'. Voltou a fazer duas enormes defesas, aos 28' e aos 39', impedindo golos azuis. Tem muito mérito neste triunfo leonino.

 

De João Mário. Com Palhinha condicionado pela soma de quatro cartões amarelos e o terreno em estado deplorável, coube-lhe uma missão ainda mais difícil do que é habitual, segurando a bola em momento defensivo e distribuindo jogo na construção ofensiva, sempre com qualidade de passe apesar de o Belenenses SAD ter beneficiado de vantagem numérica no corredor central em grande parte do desafio. Mas o seu melhor momento ocorreu na marcação do penálti, aos 24'. Foi o reencontro do campeão europeu com os golos, vestido de verde-e-branco. Algo que não acontecia desde Abril de 2016.

 

De Porro. Em perfeita antítese com o seu colega do lado oposto, venceu a maioria dos confrontos individuais no corredor direito, sacudindo a apatia que se apoderou da equipa ainda no primeiro tempo com jogadas de insistência e passes bem medidos. Roçou o brilhantismo aos 64', protagonizando um lance individual que incluiu um túnel a um jogador adversário e um disparo que saiu a rasar o poste. Por sinal, foi o único sinal de perigo do Sporting na segunda parte.

 

De ver Palhinha poupado ao quinto amarelo. O nosso médio mais recuado actuou desta vez com movimentos bastante contidos e sem tentar sequer meter o pé nas acções de desarme: percebia-se que recebera instruções para evitar um cartão que o impediria de defrontar o Braga. Missão cumprida: iremos contar com ele no próximo sábado. À cautela, Amorim trocou-o por Matheus Nunes ao minuto 78. Melhor assim.

 

De ver Tabata e Gonçalo Inácio como titulares. Ambos em estreia absoluta no onze inicial leonino para jogos do campeonato. O primeiro correspondeu à confiança que nele depositou o treinador, fazendo assistência para golo aos 5', embora tenha caído bastante na etapa complementar. O segundo - que rendeu o lesionado Feddal - teve azar: viu a bola bater nele e trair Adán no lance do golo azul, aos 14', e foi prejudicado pela apatia de Nuno Mendes, o que o forçou a intensificar as dobras para comatar os falhanços do colega. Um e outro, de qualquer modo, merecem palavras de incentivo da massa adepta: são dois jovens com inegável valor.

 

De chegar ao fim de 2020 com o Sporting na frente. Lideramos o campeonato com 29 pontos em 33 possíveis - fruto de nove vitórias e dois empates. Somos a única equipa invicta na principal prova do futebol português, com 26 golos marcados e oito sofridos. Marcámos em todas as partidas disputadas na época em curso. E já somamos 14 jogos sem perder nas competições internas: as 11 do campeonato mais duas da Taça de Portugal (Sacavenense e Paços de Ferreira) e outra referente à Taça da Liga (Mafra). Números que não enganam.

 

 

Não gostei
 

 

Do vergonhoso estado do terreno. Chamar relvado àquilo, só mesmo por sarcasmo. O pantanal do Jamor apresentou-se em condições impróprias para a prática do futebol, sendo potencial factor de lesões graves: isto impediu logo à partida qualquer hipótese de bom espectáculo. A bola não circulava em condições, os jogadores escorregavam a todo o momento, o tecnicismo ficou condenado neste lamentável cenário. Mais grave ainda por ocorrer em instalações pertencentes ao Estado. Incúria e desleixo que confirmam o desamor das instituições públicas pela prática desportiva em Portugal.

 

De Pedro Gonçalves. Onde pára o nosso artista principal? Já na partida anterior, frente ao Farense, quase não se viu o n.º 28 em campo. Este apagão prosseguiu ontem no Jamor: encostado ao corredor esquerdo, sem criar linhas de passe em espaços interiores, o transmontano passou ao lado do jogo  - mesmo quando o técnico o fez desviar para o corredor central, já no segundo tempo. Deu lugar a Nuno Santos aos 68': já saiu tarde.

 

De Nuno Mendes. O ala esquerdo tem sido uma sombra do que foi no final da época passada. Apático, mal posicionado, chegando atrasado às bolas, perdeu sucessivos confrontos individuais com Silvestre Varela (que, aos 35 anos, tem quase o dobro da sua idade) e Calila: em diversas ocasiões ambos viram abrir-se autênticas avenidas à sua frente. O jovem formado na nossa Academia, a dado momento, apontou para a coxa direita, dando a entender que estaria tocado: Antunes acabou por entrar para o seu lugar a partir dos 78'. Compreende-se mal que, estando em suposta debillidade física, Nuno continue a ser chamado para titular da equipa.

 

Do quarto de hora final. O Sporting vencia por 2-1 e o Belenenses SAD estava reduzido a dez unidades, por expulsão de Tomás Ribeiro aos 77'. Mesmo assim, a pressão ofensiva partiu da equipa azul, que nunca cessou de procurar as nossas redes, enquanto os jogadores leoninos se limitavam a "gerir a posse de bola", como agora se diz em futebolês, evitando a baliza adversária. Atitude de equipa pequena apenas vocacionada para segurar a magra vantagem. A verdade é que este objectivo foi conseguido - isso acaba por ser o que mais importa.

 

Do árbitro Rui Costa, fiel à sua imagem de marca. Aos 13'', mal soara o apito inicial, deixou impune um pisão de Yaya sobre Palhinha que poderia ter inutilizado o jogador para esta partida. Aos 18', castigou o Sporting com penálti (e Adán com amarelo) num lance de choque casual com Miguel Cardoso, em que a bola está controlada pelo nosso guarda-redes e nunca devia ter merecido castigo máximo. Felizmente o espanhol defendeu e assim um dos piores apitadores portugueses evitou a acusação de interferir no resultado.

A voz do leitor

«Não há jogadores caros nem baratos. O rendimento que eles apresentam é que os faz serem uma coisa ou outra. E os valores que se pagam, é o mercado que os dita. É exactamente o mesmo que uma pessoa dizer que tem uma casa que vale um milhão. Vale se alguém lhe oferecer isso por ela, senão não vale. Com os jogadores é igual.»

 

Jorge Santos, neste meu texto

Amanhã à noite no Jamor

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(Foto de www.observador.pt)

 

Encerra amanhã com a visita à casa emprestada da B-SAD este ciclo de seis jogos entre os compromissos das selecções e o final do ano, todos com equipas acessíveis e a anteceder os duelos com os rivais em Janeiro. Foram jogos em que o Sporting jogou razoavelmente bem e fez a sua obrigação em termos de resultados (4V, 1E). Só uma arbitragem miserável em Famalicão nos impediu de conseguir o pleno de vitórias.

O B-SAD é aquela equipa desenraizada e incaracterística que nunca se sabe o que vai sair dali, os treinadores vão entrando e saindo sem deixar escola, com Petit já sabemos que vai ser porrada e ferrolhada. Ultimamente tem sido um bom "freguês" do Sporting: foram seis vitórias nas últimas três épocas, que incluiram os 1-8 no tempo de Marcel Keizer. Não passaria pela cabeça de ninguém trazer dessa equipa o treinador e um jogador nuclear para o Sporting, mas efectivamente passou, com os tristes resultados que conhecemos.

 

Estes últimos jogos consolidaram o modelo de jogo e onze-base do Sporting. As poucas surpresas que poderão existir derivam da indisponibilidade física dum ou doutro ou da gestão dos cartões.

O último jogo com o Farense demonstrou que "a gasóleo" não vamos lá. Para que o modelo de jogo funcione é preciso mais velocidade a todos os níveis, de pernas, de passe e de raciocínio. Em particular no losango interior, João Mário, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, que não podem correr mais do que a bola corre. Por outro lado, temos de continuar a melhorar no aproveitamento dos lances de bola parada e nos remates de meia distância. Não podemos sofrer tanto para o que jogamos.

 

Com alguns jogadores ainda em recuperação de lesões, Feddal incluído, supondo que este recupere imagino que Rúben Amorin convoque os seguintes elementos:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma,  Coates, Neto, Feddal (Borja) e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata, Plata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Sporar.

 

Sendo assim apostava no mesmo onze do jogo anterior.

Adan; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, João Mário e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Jamor para tentar prosseguir na liderança da Liga.  Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

Prognósticos antes do jogo

Regressa o futebol: para nós, será o último jogo do ano. Amanhã, às 20 horas, contra um clube que tem vindo a mudar várias vezes de nome por imposição legal - nem sei qual é o mais recente. Chamo-lhe o falso Belenenses e costuma jogar num estádio grande (o Estádio Nacional) apesar de ter Petit como treinador.

Na época passada, este confronto fora de casa com a equipa que veste de azul correu-nos bem: fomos lá ganhar 3-1, já com Rúben Amorim ao comando do onze leonino.

E desta vez como será?

Receberei com agrado os vossos prognósticos a partir de agora.

Valeu a pena contratar Rúben Amorim

Texto de José Faria

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Parabéns a Rúben Amorim! Esta equipa do Sporting é o resultado do trabalho do treinador. Vale bem os €10 milhões que o Sporting investiu nele.

Já começa a render dividendos, o investimento feito: em pontos no campeonato, somos primeiros ao fim de alguns anos e em termos de promoção dos jogadores do clube e da formação, acredito que o valor do plantel irá duplicar no fim do campeonato.

 

Continuamos obviamente com lacunas na equipa: aquela defesa não convence, o Coates precisa de alinhar os chakras, ou voltar para a terra dele, fazem falta centrais com outras características para este estilo de jogo.

Por outro lado, o centro de decisão da arbitragem continua longe de Alvalade: continuamos a ser prejudicados nas tomadas de decisão dos árbitros em coisas tão primárias como os cartões amarelos.

Por último, a ausência de público em Alvalade: vocês queriam mesmo ter uma Juve Leo a gritar grunhices para uma equipa cheia de putos, ainda sem o respectivo grau de confiança adquirido, durante os jogos todos?

Até neste aspecto tivemos a sorte do nosso lado. Deixem os miúdos crescer mais um pouco, ganhar caparro, antes de soltarem os grunhos em Alvalade.

 

Tenho muitas saudades de ir a Alvalade ver um jogo do Sporting, mas é, ou era, um sítio muito mal frequentado. Não me escandaliza em nada esta tomada de posição da Direcção-Geral da Saúde face ao que sabemos ser o comportamento das claques em Portugal.

Quando isto passar, teremos todos de rever a forma como o público do futebol se organiza em torno dos jogos.

 

Texto do leitor José Faria, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Cristiano Ronaldo é um fenómeno. É um jogador fabuloso, genial. É um atleta fantástico, do melhor que há, altamente profissional e um exemplo (isto dito por todos os seus treinadores e colegas) de como se deve comportar um jogador e também de atitude de superação. Também tem um talento absolutamente único, que talvez seja muitas vezes menorizado porque - lá está - Cristiano sempre trabalhou e quis trabalhar mais que todos os outros. Quantos atletas de 35 anos, com uma carreira bem estabelecida e uma vida confortável, estariam dispostos a trabalhar no duro como ele?»

 

Pedro Batista, neste meu texto

Quem são os novos cinco violinos?

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Nada é tão emblemático, na iconografia leonina, como os históricos Cinco Violinos que dominaram os relvados no final da década de 40, conquistando vários títulos para o Sporting. Refiro-me a Fernando Peyroteo (que jogou de verde e branco entre 1937 e 1949, com seis campeonatos ganhos), Albano Pereira (1943-1957, oito campeonatos), António Jesus Correia (1944-1952, sete campeonatos), Manuel Vasques (1946-1959, oito campeonatos) e José Travassos (1947-1958, oito campeonatos).

Os tempos são outros, mas a memória dessa época tão brilhante persiste. Aqui lanço um repto aos leitores, extensivo aos meus colegas de blogue: quem são hoje os nossos Cinco Violinos?

A voz do leitor

«Desejo que os sportinguistas se unam (não têm de andar em guerra por pensarem de maneira diferente, mas os superiores interesses do Sporting têm de ser preservados) na defesa da nossa equipa de futebol, para jogo a jogo, com a força de todos nós, possamos atingir o objectivo que não alcançamos há muito tempo, imerecidamente, mas também pela nossa fraqueza em não defender as nossas equipas e apoiá-las até ao nosso limite.»

 

JMA, neste meu postal

Uma história de Natal

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Era uma vez uma senhora chamada Rose que vivia em Baía no Brasil, estava grávida quase no final do tempo.

Rose tinha um bebé dentro dela a querer nascer mas tinha, também, não um mas dois quistos no útero que podiam pôr em risco tanto a vida da futura mãe como a vida da criança.

O futuro papá trabalhava em Portugal.

Foi passar o Natal ao Brasil, entre clínicas, o parto, o assegurar-se que a mamã e o menino ficavam bem, atrasou-se.

Atrasou-se mais veio a tempo de com, apenas, dois treinos marcar dois golos ao Benfica, um deles, o da imagem a antecipar-se de cabeça a Ricardo Rocha.

Moral da história: O que começa mal pode acabar bem, mais vale atrasado e com golo marcado que de horários cumpridor mas de golos falhador.

Boas Festas!

Este ano, a tradição não é o viver que nos habituámos a ter. É mau, bastante até, mas suportável. Em contrapartida, que bom a tradição ter sido rasgada! O nosso Sporting passará o Natal e receberá o Novo Ano em primeiro lugar! E em défice pontual, dado que (neste aspeto, a tradição ainda é o que era) já subtraíram quatro pontos à nossa equipa…

A todos os autores e leitores de És a nossa fé, desejo um Natal feliz, na medida em que cada um de nós o possa ter e sentir. Desejo também, e mais ainda, um 2021 que nos sorria, com saúde e alegria.

Que seja um 2021 verde e branco!

O inverno do nosso contentamento

Socorro-me de John Steinbeck e do seu livro “O inverno do nosso descontentamento” para dar título a este post, mas com inversão da palavra final que carateriza um estado. Este é, para os Sportinguistas, sim e para já o inverno do nosso contentamento. E com bónus que dá direito a Natal verde!

No futebol, a liderança isolada, conforme quadro abaixo com comparação com 19/20. A equipa B tem tido bom desempenho, estando em 2.º lugar na série G do Campeonato de Portugal, a 2 pontos do Club Football Estrela.  Sinal menos para os sub23 que, à semelhança do Benfica, não foram apurados para a fase final. No futebol feminino, a liderança isolada do nacional zona sul (vitória 3-0 sobre Benfica) e também da equipa B na 2.ª divisão zona sul. No bom caminho, o futebol do Sporting. 

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Agora as outras modalidades. O Voleibol emite sinais contraditórios. A equipa masculina tem sido uma desilusão, com grande irregularidade no campeonato e eliminação nos oitavos da taça Challenge (2.º lugar na fase regular com duas derrotas, Benfica e Esmoriz, e na II fase para apuramento de campeão tem dois jogos e duas derrotas com Benfica e Fonte Bastardo). O desinvestimento é notório, a par de contratações duvidosas. Já a equipa feminina dá outro alento. Está mais forte e equilibrada em termos de recursos humanos. Temos que recuar no tempo para perceber a evolução que as nossas meninas têm feito. No ano de retorno do voleibol feminino foram campeãs da 3.ª divisão. Subiram e foram campeãs da 2.ª divisão. Na época passada, na estreia no escalão principal, estavam em 5.º lugar quando a prova foi dada por terminada devido à Covid19. Este ano irão, com grande probabilidade, ao play off de apuramento de campeã (a ser disputado entre os 4 primeiros classificados).

O Andebol está praticamente como na época anterior, o que não chega para ganhar campeonatos. Durante os jogos há altos e baixos, falta alguma intensidade defensiva e o problema maior, cometem-se demasiados erros que, nalguns casos, roçam a simplicidade. Os jogadores transmitem uma ideia de que algo está mal na coesão do grupo. Terá a ver com orçamento? Talvez. Mas a este estado não será alheia a troca de treinador pois deixamos de contar com um excelente Thierry Anti. Apesar disso estamos na luta, em 2.º lugar com apenas uma derrota com o líder Porto. Nas provas europeias, depois do desaire da eliminação no apuramento para a Champions, estamos na fase de grupos da European League e creio que com possibilidade de qualificação para os oitavos de final. Neste momento temos duas vitórias e duas derrotas, mas com calendário algo favorável. A ver vamos.

O Hóquei em Patins lidera isolado o campeonato, mas podia estar melhor. Facilitou em jogos com aparente menor grau de dificuldade e empatou com a Juventude de Viana e a Sanjoanense. É outra equipa em que se sente alguma dificuldade no grupo, se nos lembrarmos do rolo compressor que cilindrava em outras épocas. Pode ser explicado com a adaptação de alguns jovens jogadores que regressaram, mas tem qualidade para vencer. A surpresa é a equipa feminina que venceu a zona na 1.ª fase, depois de infligir uma saborosa derrota ao rival SLB na Luz, equipa que já não perdia um jogo há cerca de sete anos. Ainda é cedo para sonhar muito alto mas parece haver determinação e garra nas leoas sobre patins.

Futsal. Primeiro a desilusão do ano, o desinvestimento na equipa feminina que nos relega para um lugar irrelevante a meio da tabela. Quanto à equipa masculina, está a liderar a tabela, apesar de ter consentido um empate em casa com o SLB, num jogo atípico. Esta época será mais do mesmo, com o campeonato a ser discutido com os habituais rivais, em fase final que promete dado o equilíbrio existente entre as duas equipas. Mas, para já, há uma Taça de Portugal para vencer!

Finalmente o Basquetebol. O que o ano passado, no regresso da modalidade, era uma promessa, este ano é já uma certeza. Temos a melhor equipa e o melhor treinador, Luís Magalhães. Quem viu o último jogo com o SLB percebe perfeitamente a afirmação. E uma Taça de Portugal já cá canta, 40 anos depois de termos conhecido esse sabor de vitória. É obra. Há grandes esperanças para o campeonato, tão grandes como para as restantes modalidades e para o futebol, no ano de 2021...

Desejo que todos façamos das fraquezas (orçamentais e pandémicas) forças (#onde vai um vão todos), e 2021 seja um ano de grande afirmação do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

Esforço, Dedicação, Devoção, Glória!  

Boas Festas

 

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