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És a nossa Fé!

Prognósticos antes do jogo

Mais logo, a partir das 21.45, vamos receber o Gil Vicente em Alvalade. Ainda com o estádio sem público. Ficará assim cumprido o jogo inaugural da Liga 2020/2021, com mais de um mês de atraso: na altura, o COVID-19 que atingiu jogadores de ambas as equipas forçou o adiamento desta partida.

Aproveito para recordar que na época passada, também em casa, o Sporting venceu a turma de Barcelos por 2-1. Com golos de Wendel e Plata, tendo o jovem equatoriano sido o melhor em campo.

E desta vez, como será? Aguardo os vossos prognósticos a partir de agora.

A voz do leitor

«Nós, sportinguistas, temos de ter alguma paciência. Concordo que nesta época temos tudo para melhorar face à anterior - não é dificil - e acima de tudo iniciar um projecto ganhador. Não gosto particularmente da gestão desta direcção, em vários domínios, mas devemos apoiar a equipa.»

 

Ulisses Oliveira, neste texto do Pedro Boucherie Mendes

Amanhã à noite em Alvalade

Ainda há pouco a equipa regressou de Ponta Delgada e já está a preparar o desafio de amanhã, agora com o Gil Vicente que no fim de semana muito complicou a tarefa ao Porto.

É o segundo desafio da tal sequência de quatro jogos acessíveis que o Sporting tem que aproveitar para integrar os lugares da frente. Para já e ganhando, ficamos isolados na 2ª posição. Mas não vai ser fácil.

No ano passado demo-nos mal com o Gil Vicente em Barcelos, até pelo equipamento é uma equipa parecida com o Santa Clara, o jogo deverá ser de sentido único, mas as ofertas podem pagar-se caro.

A táctica será o 3-4-3 do costume, mas o espírito tem de ser resolver o jogo bem depressa e descansar com bola o resto do tempo.

 

Como de costume nestes posts, não faço ideia quem vão ser os convocados por Amorim, Quaresma e Antunes estão lesionados, João Mário impedido de jogar por inscrição tardia, Vietto já se foi (felicidades), os restantes parecem estar em condições. Imagino então que sejam mais ou menos os seguintes:

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Coates, Neto, Feddal e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: Palhinha, Bragança, Matheus Nunes e Pedro Gonçalves

Interiores: Tiago Tomás, Jovane e Nuno Santos

Ponta de lança: Sporar

 

No último jogo, se calhar pela primeira vez que faço esta rubrica, acertei no onze. Para amanhã, admito algumas alterações porque este modelo do falso ponta de lança por um lado começa a ser percebido, por outro Jovane está longe do que pode fazer.

Então no meu onze colocava o único ponta de lança que temos. Já provou que marca golos, sem jogar não ganha confiança, sem confiança não joga nada, e muito menos marca.

No banco ficava com Bragança, Jovane e Tiago Tomás para, se necessário, cair em cima do Gil na 2.ª parte. 

Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Mendes; Pedro Gonçalves, Sporar e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo em Alvalade para tentar alcançar a quarta vitória na Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

SL

Há coisas mais importantes do que os golos

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Na sequência do assassinato do professor francês Samuel Paty, devido a ter mostrado caricaturas aos seus alunos, a pastora da Igreja Protestante de Roubaix, Sandrine Maurot, convidou os crentes de todas as religiões a "publicarem uma caricatura na sua própria religião, defendendo a liberdade de expressão".

(O meu muito laico sportinguismo é o meu sentimento mais próximo, ainda que imensamente distante, da religiosidade. Ou seja, resta-me isto ...)

A diferença entre o real e o virtual

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Breve resumo da semana leonina que passou.

 

1

No Sporting das competições reais:

 

- No andebol, vitória categórica da nossa equipa na Pérola do Atlântico: derrotámos a Madeira SAD por 28-34. Balanço muito positivo: oito jogos, oito vitórias no campeonato nacional da modalidade.

- No futsal, triunfo importante no Pavilhão João Rocha frente ao Modicus, por 3-2. Uma vitória que nos mantém invictos à quinta jornada do campeonato nacional.

- No basquetebol, terceira vitória consecutiva no campeonato: derrotámos sem margem para discussão o CAB Madeira, fora de casa, por 87-72

- No hóquei em patins, à quinta ronda do campeonato, registou-se nova goleada leonina. Desta vez: vencemos o Turquel por 7-2, em casa da equipa adversária. Seguimos em primeiro, naturalmente.

- No hóquei feminino, deslocação bem sucedida ao pavilhão do CA Campo de Ourique: as Leoas foram lá vencer por 5-0.

- No voleibol, fomos às Caldas vencer a equipa local por 3-0, cumprindo a nossa sexta jornada no campeonato da modalidade.

- No voleibol feminino, o Sporting bateu o Braga por 3-0 - marca que não deixou qualquer margem para discussão.

- No futebol, comportamento exemplar da nossa equipa B, que venceu e convenceu: goleámos o Belenenses SAD B por 4-1, no estádio Aurélio Pereira. Mantemos a liderança da série G, cumprida a quarta jornada do chamado Campeonato de Portugal.

- Ainda no  futebol, vitória no terreno do Santa Clara - deslocação sempre difícil. Derrotámos a equipa açoriana por 2-1, cumprindo o terceiro triunfo fora de casa em quatro jornadas da Liga 2020/2021.

- Nota dissonante neste registo de vitórias do Sporting nas mais recentes rondas de diversas modalidades: no futsal feminino foi mal sucedida a nossa deslocação ao reduto dos Leões de Porto Salvo, em desafio de estreia do respectivo campeonato nacional: perdemos 1-5.

Mas o balanço global é, naturalmente, muito positivo.

 

2

No Sporting das competições virtuais:

 

Paulo Lopo, ex-presidente da SAD do Leixões, volta a mostrar-se disponível para concorrer à presidência do Sporting, o que já sucedera duas semanas atrás, em entrevista ao Record. Desta vez numa espécie de carta aberta a Frederico Varandas publicada no blogue Leonino, aproveitando para anunciar que a primeira medida que tomaria, se conseguisse atingir aquele objectivo, seria propor a readmissão de Bruno de Carvalho e Godinho Lopes, antigos presidentes entretanto expulsos de sócios. «Neste momento, o Sporting CP é gerido pelo medo. O medo da concorrência, o medo da contestação, o medo da ambição. Ao invés de parecer que somos liderados por um médico, mais parecemos liderados por um hipocondríaco», opinou Lopo, que se apresenta como sócio n.º 27.023-0 do Clube.

A voz do leitor

«Não posso esconder que tenho gostado do trabalho que Rúben Amorim tem desenvolvido em campo e fora dele. Se conseguirem proteger o treinador e o grupo de trabalho de todo o ruído e se não se tiver de mexer em demasia no que está a construir-se, pode ser que o investimento tenha maior retorno e alivie na carteira e na memória o custo exigido.»

 

Carlos Estanislau Alves, neste meu postal

O Sporting de Rúben Amorim (parte 2)

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Quase dois meses depois do meu primeiro post (10/09/2020), já com o mercado fechado e um arranque de época deveras atribulado, muito marcado pela pandemia, e uma pré-eliminatória que resultou numa derrota humilhante em casa com austríacos que nos custou a Liga Europa e um percurso até agora quase impecável na 1.ª Liga, torna-se interessante rever a minha análise de então e perspectivar o que virá aí.

A primeira observação é que com Rúben Amorim, e dentro dos condicionalismos existentes, o Sporting teve um dos melhores mercados de verão de sempre, conseguindo vender alguns por quase 50 milhões de euros e emprestar outros com pagamento de vencimentos, ao fim e ao cabo um conjunto de jogadores, alguns com vencimentos inflacionados pelo assalto a Alcochete, que duma forma ou de outra tinham chegado ao fim do ciclo em Alvalade, não representando uma clara indispensabilidade.

E assim sairam definitamente Matheus Pereira, Acuña, Wendel, Vietto, Mané, Dala, e quase definitivamente Misic, Battaglia, Diaby e Pedro Mendes. Por cerca de metade desses 50M€, entrou um misto de jogadores, entre os experientes para consolidar o balneário e "educar" os jovens, Adán, Feddal e Antunes, e as apostas sérias na competividade do plantel, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Tabata, Porro e João Mário.

Ficou claramente a faltar o tal ponta de lança, tão farto estou de falar no assunto que não vou insistir. Ficou também a faltar a colocação de alguns excendentes, alguns verdadeiras "mulas" que se recusaram a sair por muito que o Sporting lhes acenasse com empréstimos, mas estão no seu pleno direito. Quem contratou por alguns milhões de euros nulidades como Bruno Gaspar ou Ilori, é que tem a culpa. Quando alguém contrata uma nulidade destas um par de dias antes de ser destituído, então devia pagá-los por inteiro.

 

Em segundo lugar vem a capacidade de liderança de Amorim, a exigência colocada no desempenho e na atitude em campo, o espírito de grupo que se pretende inculcar, que faz com que a equipa lute e acredite, e parta ao encontro do sucesso.

Em terceiro, vem a construção a partir de trás, que enfastia muitos e expõe a equipa a perigos óbvios, algo que vi a cores e ao vivo a Juventus em Turim fazer muito bem, e um Belenenses com o treinador espanhol ainda em Belém e Silas no Jamor a fazer muitíssimo mal e nos dois casos levar uma cabazada. Um destes dias, a fazer zapping de canais, deparei-me com Carlos Carvalhal, o tal que chegou ao Sporting e pôs o Miguel Veloso a extremo direito, agora treinador do Braga, a explicar a forma de jogar do Rio Ave do ano passado, a explicar a desmontagem do sistema de marcações do adversário através da circulação paciente da bola desde trás e a de saber chegar a bola com qualidade a zonas onde a aceleração para golo seria efectuada.

 

Carvalhal e Amorim têm um entendimento similar do jogo e bem diferente dos treinadores mais "clássicos", como os últimos que tivemos: Leonardo Jardim, Marco Silva, Marcel Keizer, e mesmo Jorge Jesus, este com uma ideia muito própria e intransmissível. Enquanto, por exemplo, com Keizer era um 4-3-3 "Kiss" (Keep it simple and stupid) que apenas se fugia do trivial pelos extremos de pé trocado, este sistema de Amorim não é nada fácil e requer inteligência e muito treino dos interpretes. A começar pelos defesas.

Por vezes os erros acontecem, sofrem-se golos e perdem-se pontos. Ainda agora o Rio Ave entregou o jogo ao Benfica a tentar jogar "by the book" Carvalhal. Estando o sistema bem afinado, alternando a construção com a solicitação em profundidade, e a lateralização com o passe em rotura, este 3-4-3 que está a ser trabalhado por Amorim é um sistema moderno com muito para dar ao Sporting.

 

Por último, e em quarto, vem a tão falada rigidez táctica de Amorim. Nestes dois últimos jogos, contra adversários tão diferentes como o Porto em casa e o Santa Clara fora, não falando das condições dos relvados, o Sporting alinhou com o mesmo onze e na mesma disposição táctica, um 3-4-3 com um falso ponta de lança que recua e convida à entrada em velocidade dos dois interiores na grande área, qualquer deles com apetência para atirar ao golo. Nos dois casos marcou primeiro, mas não conseguiu evitar, muito pelos tais erros defensivos evitáveis, a recuperação do adversário, indo para o intervalo a ter que pensar em correr atrás do prejuízo.

Quando as pernas já vão pesando e a equipa começa a engasgar-se, Amorim mexe na equipa de forma eficaz. Sai o defesa central direito e toda a defesa roda à esquerda,  Coates à direita, Feddal ao centro e Nuno Mendes à esquerda. Com isso, a equipa começa desde trás a ter um futebol muito mais directo, com solicitações em profundidade.

Mais à frente, sai o tal falso ponta de lança para vir um verdadeiro, e toda a equipa continua no tal 3-4-3 mas com uma dinâmica bem mais ofensiva. A troca do médio box-to-box por um médio mais organizador, de Matheus Nunes por João Mário, permitiu também ter finais de partida com futebol de qualidade e ocasiões de golo que chegaram para conseguir o empate num caso (Vietto falhou a vitória) e a vitória noutro. Por outro lado, e eu não esperava tanto, Palhinha veio efectivamente trazer uma mais-valia crucial à equipa, dando-lhe o poder de choque e a capacidade de desarme a tempo inteiro que faltavam ao meio-campo. 

 

Agora vou falar daquele que considero o calcanhar de Aquiles deste Sporting de Amorim, muito mais do que a propalada falta de qualidade do trio de defesas (claro que com 20M€ compra-se um melhor defesa central do que com 3M€):

Para mim uma grande equipa não tem de jogar sempre bem, tem é que ganhar quase sempre, mesmo a jogar mal. E para isso acontecer tem de não cometer erros na defesa, e de aproveitar muito bem todas as situações atacantes, em particular os remates de meia-distância, as situações de bola parada, cantos, livres e lançamentos de linha lateral. Para isso precisa de ter movimentos estudados, mas de ter também jogadores com essas características.

Sendo assim, pensando nos golos que se vão sofrendo e nos golos que não se vão marcando, não vejo ainda neste Sporting de Amorim essa grande equipa.

Mas está no bom caminho e, como diz aqui o Pedro Correia, o caminho faz-se... caminhando.

SL

Vergonhoso

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Se há mal que ninguém pode atribuir ao futebol é ter contribuído para propagar surtos da pandemia em curso. Interditado ao público há quase dez meses, sem um só jogo com presença sequer de um número ínfimo de espectadores autorizados pela Direcção-Geral da Saúde (com excepção de dois desafios da selecção nacional, sob a tutela da Federação Portuguesa de Futebol, e dois outros realizados no estádio do Santa Clara, em São Miguel, alegando a plena autonomia das entidades sanitárias açorianas), o chamado desporto-rei tem sido tratado como filho de um deus menor por quem já instituiu como regra tudo e o seu contrário.

Já nos mandaram tirar máscaras por incutirem uma «falsa sensação de segurança» e usá-las agora até na rua por imperativo sanitário, já mandaram fechar fronteiras e mantê-las abertas, já mandaram encerrar escolas quando havia poucos focos de infecção enquanto as mantêm abertas com os casos de Covid-19 a disparar. 

 

Toda a norma costuma trazer associada a respectiva excepção. No caso da DGS, porém, norma e excepção andam a par - uma e outra tão imprevisíveis como a roleta a girar num casino. A mesma DGS que autoriza algum público nas competições organizadas pela FPF e nega com intransigência a presença de espectadores nas provas promovidas pela Liga de Clubes, a mesma DGS que permite a declaração de independência sanitária dos Açores, como se não fosse parcela de território nacional neste "Estado unitário" que é o português à luz da Constituição da República, deu luz verde à entrada de 46 mil pessoas no Grande Prémio de Fórmula 1 organizado neste fim de semana em Portimão. Por antever ali um «risco mínimo», na esclarecida expressão da própria directora-geral da Saúde.

Os protestos públicos forçaram-na a reduzir o número de espectadores inicialmente permitido. Mesmo assim, 27.500 obtiveram autorização para comparecer nas bancadas do autódromo algarvio. Acontece que os bilhetes já estavam vendidos quando surgiu o recuo do baralhado organismo estatal, o que gerou um pandemónio junto dos acessos, com centenas de pessoas em protestos indignados. De tal forma que a delegada regional da DGS autorizou a entrada - total ou parcial - dessas pessoas. Para tudo ficar como as imagens documentam. Contribuindo para desacreditar ainda mais um organismo que não tem demonstrado estar à altura das difíceis circunstâncias que vivemos.

 

Alguém consegue entender esta disparatada dualidade de critérios que exclui em absoluto a assistencia ao vivo em jogos das competições desportivas de âmbito nacional desde que não se trate de saltos hípicosprovas motorizadas, desafios da selecção nacional ou partidas disputadas em estádios açorianos?

Eu não. E continuarei a protestar, como já fiz aqui e aqui.

Quem não gostar, tem bom remédio: empurre para a borda do prato e continue a fazer vénias aos responsáveis por tão inaceitável bagunça.

Jornalismo à "portoguesa"

 

22 de Outubro, O Jogo:

SAD do Sporting deixou fugir mais 40% do passe de Matheus Nunes por 500 mil euros. Perdeu a oportunidade de reforçar os seus direitos com novo meio milhão de euros, neste caso por mais 40% do jogador e a vencer... em Setembro. Os leões não avançaram para a cláusula, estando a negociar com o Estoril o remanescente, operação que deverá sair mais cara do que esses 500 mil euros.

 

23 de Outubro, A Bola:

Matheus Nunes já é cem por cento Leão: o Sporting adquiriu os restantes 50% do passe que ainda estavam na posse do Estoril por 450 mil euros, verba inferior à que tinha pago na sua contratação, no mercado de Inverno de 2019 (500 mil euros).

23 de Outubro, Record:

Matheus Nunes é 100% Leão: SAD leonina chegou a acordo com o Estoril e tornou-se detentora dos direitos económicos do médio a troco de 450 mil euros.

 

A voz do leitor

«Um argumento que se usa muito em Portugal e que, para mim, é um paradigma da nossa cultura de desresponsabilização: já mais do que uma vez ouvi o jargão "os portugueses são fantásticos, os nossos governantes é que não estão à altura". Como se os governantes fossem albaneses, chineses, bolivianos ou outra coisa que o valha. O mesmo se aplica ao Sporting. Quem nos governa foi sempre eleito e, frequentemente, com oposição. Ou seja, existia escolha. Isto não são "coisas que nos acontecem", são opções que tomamos.»

 

Manuel Campos, neste texto do Pedro Bello Moraes

O melhor prognóstico

Houve uma dezena de palpites a apontar para 0-2, quase tantos outros antevendo 1-3. E nem faltaram antevisões de goleadas leoninas em Ponta Delgada.

O resultado deste Santa Clara-Sporting acabou por ser 1-2. Vitória tangencial, com dois golos de Pedro Gonçalves. Parece um resultado banal, mas na nossa jornada de prognósticos surgiu apenas um vencedor isolado: o nosso leitor Luís Ferreira, a quem felicito pela boa pontaria.

Bons indícios

 

«Desde Marcel Keizer (2018/2019) que os leões não ganhavam três jogos consecutivos fora de casa nesta prova [campeonato] e desde Jorge Jesus (2017/2018) que não o conseguiam no arranque.»

A Bola, hoje

 

«Sporting venceu nas três primeiras deslocações [no campeonato nacional de futebol]. Só tinha acontecido quatro vezes no século XXI: com Paulo Bento, em 2006; com Leonardo Jardim, em 2013; e com Jorge Jesus, em 2015 e 2017.»

Record, hoje

 

Pódio: P. Gonçalves, Palhinha, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Santa Clara-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Pedro Gonçalves: 20

Palhinha: 17

Nuno Santos: 16

Jovane: 15

Matheus Nunes: 15

Feddal: 15

Nuno Mendes: 15

João Mário: 14

Neto: 14

Porro: 14

Adán: 13

Tiago Tomás: 12

Sporar: 10

Coates: 9

Gonçalo Inácio: 1

 

Os três jornais elegeram Pedro Gonçalves como melhor em campo.

A saída mais limpa para um embarrilamento épico do Sporting

A todos os que se queixam do negócio que leva Luciano Vietto para as arábias, em troca de míseros 3,5 milhões de euros para os depauperados cofres do Sporting, tenho a dizer que a solução caída dos céus ultrapassa em muito as minhas previsões mais optimistas.

A venda de um avançado sem golo nos pés (ainda por cima despedindo-se do clube com um golo fácil mas que rendeu um ponto e quebrou a série de derrotas consecutivas com os outros 'grandes'), de um jogador sem compromisso e sem intensidade capazes de fazer prevalecer o talento inato, do beneficiário de um salário desproporcionado para o seu rendimento e peso dentro do plantel, só pode ser encarado como uma boa notícia.

Realmente grave foi a razão de ser da vinda de Vietto para o Sporting, num negócio em que o Sporting engoliu uma avaliação desmesurada do passe do argentino e a divisão a 50% dos direitos económicos da sua eventual futura transferência (suponho que o Atlético de Madrid ainda poderá estar a beliscar-se por sacar 3,5 milhões neste negócio). Em mais um dos negócios em que Frederico Varandas trocou vacas por feijões mágicos no caminho para o mercado, a indemnização de Gelson Martins foi trocada por 15 milhões de euros mais o presente envenenado que se encarregou de demonstrar não estar à altura de substituir Bruno Fernandes, como não esteve à altura de fazer aquilo que Montero ou Nani davam à equipa antes de serem despachados, justamente por ganharem demasiado para a realidade do Sporting.

Desfeito o equívoco, desejo as maiores felicidades para Vietto, que poderá dedicar-se a fazer aquilo em que é melhor (auferir mais dinheiro do que o rendimento do seu trabalho), e mantenho a esperança de que a folga orçamental deixada pela sua partida não seja destinada aos próximos feijões mágicos que Jorge Mendes e outros amigalhaços da actual gerência tenham pressa de vender a incautos.

Amanhã talvez

A importância do golo que a gente fez, amanhã talvez.

Olho para as capas dos três diários desportivos de ontem.

Um feito fantástico, um avançado do líder do campeonato português marcou três golos ao 11° do campeonato da Polónia (que já sofrera quatro golos em casa).

A Bola titulou: "Uma espécie rara", primeira página inteira para tamanho feito, Record: "Darwin dá festival" outra primeira página inteira, o Jogo não se ficou: "Entradas a rasgar" mais uma primeira página quase inteira.

O que nos estará reservado para amanhã?

O Santa Clara era segundo classificado do campeonato português ainda não tinha sofrido golos em casa; o médio sportinguista Pedro Gonçalves marca-lhes dois golos, terminando com a inviolabilidade das redes do até então segundo classificado.

Repito, o que dirão as primeiras páginas dos desportivos amanhã?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do desafio superado contra o Santa Clara. Vitória leonina por 2-1 no estádio de São Miguel - um  terreno sempre difícil de onde acabamos de trazer mais três pontos. E vão dez, em quatro desafios: três vitórias e um empate (com o FC Porto), com apenas um jogo cumprido em casa.

 

De Pedro Gonçalves. Melhor em campo pelo segundo jogo consecutivo. Decisivo, foi ele a marcar os dois golos, em estreia absoluta de verde e branco. O primeiro, aos 20', muito bem isolado por Jovane: domina, supera a marcação e de um ângulo muito fechado, quase em cima da linha final, dispara com o seu pé menos bom, o esquerdo. O segundo, aos 81', dando a melhor sequência a um passe longo de Feddal e aproveitando a saída extemporânea do guardião adversário. É um caso sério de competência e virtuosismo. 

 

Do nosso meio-campo. Palhinha e Matheus Nunes parecem jogar juntos há muito tempo. E, no entanto, foi apenas a segunda partida em que formaram dueto no miolo da equipa. O português exímio na recuperação de bolas e o jovem brasileiro cada vez mais influente na manobra ofensiva. Ambos com arcaboiço para todos os confrontos imediatamente antes e depois da linha divisória do terreno. 

 

Da nossa primeira parte. Superioridade absoluta do Sporting neste período, em que podíamos ter dilatado mais a vantagem. Com vários jogadores a fazer a diferença, além dos já mencionados: Nuno Mendes como lateral adiantado junto à linha esquerda, Porro em constante vaivém no flanco oposto e Nuno Santos em contínuas acelerações no último terço do terreno, também à esquerda. Criando sucessivos desequilíbrios. 

 

De João Mário. Ainda sem ritmo competitivo, entrou só aos 65', rendendo um fatigado Matheus Nunes. E trouxe inegável qualidade ao processo ofensivo da nossa equipa. Com visão de jogo, precisão de passe, capacidade de drible e frieza quando havia necessidade de temporizar os lances. É um privilégio voltarmos a contar com um campeão europeu nas nossas fileiras. 

 

Da qualidade dos reforços. Nada a ver com o início da época 2019/2020: desta vez houve acerto nas escolhas. Seis dos titulares na partida de hoje em Ponta Delgada não integravam o nosso plantel da temporada anterior: Adán, Porro, Feddal, Palhinha, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Faz toda a diferença.

 

Da aposta na formação. Hoje actuaram seis elementos formados na Academia de Alcochete: Nuno Mendes, Palhinha, Jovane, João Mário, Tiago Tomás (substituiu Neto aos 56', quando Rúben Amorim procurou, com sucesso, desfazer o empate registado ao intervalo) e Gonçalo Inácio (substituiu Nuno Santos aos 88'). O caminho faz-se caminhando.

 

De ver público nas bancadas. Quase oito meses depois, um jogo do Sporting voltou a ter alguma assistência ao vivo. Só é lamentável a disparidade de critérios: a Direcção-Geral da Saúde autoriza nos Açores o que nega no continente. Como se a Liga não fosse uma prova de âmbito nacional, com regras que devem aplicar-se de modo uniforme em todos os estádios da primeira divisão portuguesa.

 

 

Não gostei
 

 

Do erro clamoroso de Coates. Com inaceitável displicência, o capitão leonino depositou a bola em zona proibida nos pés dum adversário, abrindo-lhe uma avenida rumo à nossa baliza. Num momento em que ninguém o pressionava, quando o Sporting dominava por completo a partida. Foi no minuto 42: o uruguaio ofereceu assim de bandeja a única oportunidade de golo ao Santa Clara, que o avançado Thiago Santana não desperdiçou. Falha de principiante protagonizada pelo central, que já no desafio anterior contribuíra para o primeiro golo portista em Alvalade.

 

De Sporar. Nova oportunidade desperdiçada pelo avançado esloveno, lançado pelo técnico leonino ao minuto 56, rendendo Jovane. Estático, sem reflexos, neutralizado pela marcação, falhou dois golos cantados: o primeiro aos 73', num centro teleguiado de Porro, cabeceando para fora quando estava em posição frontal; o segundo aos 77', quando só precisava de encostar o pé para dar a melhor sequência a um soberbo cruzamento de João Mário. Uma nulidade.

 

De termos encaixado o primeiro golo fora de casa. Após duas vitórias com as nossas redes invictas (em Paços de Ferreira e Portimão), o erro infantil de Coates estragou-nos esta média. Ao quarto jogo, levamos oito marcados e três sofridos.

 

Do "ervado" de São Miguel. Vergonhoso, o estado do terreno, empapado e cheio de socalcos: mais parecia uma terra de cultivo, com os jogadores a escorregar e a cair continuamente. Isto contribuiu para a má qualidade do espectáculo, sobretudo na segunda parte. Ainda assim, o Sporting foi de longe a equipa que dispôs de mais oportunidades de golos neste tapete impraticável. A derrota tangencial acaba por ser lisonjeira para a turma açoriana.

Isto assim não pode ser

Este Pedro Gonçalves é uma desgraça que aconteceu ao Sporting. A jogar assim e a marcar golos destes vai-nos prejudicar muito a segunda volta pois já não deve passar cá os Reis. Bem estiveram os comentadores da Sport TV a desvalorizar a exibição do atrevido,  culpando as falhas do defesa açoriano pelos golos metidos. Melhor ainda o árbitro - muito justamente elogiado pelos supracitados tele-inteligentes - que deixou o Santa Clara fazer da primeira parte um espectáculo de gladiadores, nomeadamente aquele animal de nome Carvalho, mais uma esses jagunços recrutados às palettes do sertão baiano para darem alguma virilidade ao futebol nacional. Que só haja visto cartão não antes dos 60' ter-se-á de certeza devido ao facto de não ter logrado partir nenhum osso aos irreverentes e abusadores rapazes do Sporting. É uma falta de respeito esta equipa.

Esteve bem o presidente Frederico Varandas

A cada dia tenho menos dúvidas, que os nossos rivais equipam de vermelho, ou azul e branco, ao passo que os nossos inimigos, vestem o verde e branco.

Atrevo-me a adaptar uma frase atribuída a Winston Churchill, a propósito das críticas internas que o presidente F. Varandas foi alvo esta semana. Mas vamos por partes:

-Após o final do jogo com o FCP, o presidente surpreendeu, mas foi assertivo, tomando para si, a responsabilidade de publicamente manifestar a indignação que julgo todos os sportinguistas sentiam, pelo roubo vergonhoso que acabáramos de assistir. Talvez uma certa facção de hienas, estivesse um pouco mais desiludida com o golo do empate perto do final do jogo, pois a derrota das nossas cores, serviria melhor a agenda e ambição do seu líder espiritual.

-Em Manchester, Pinto da Costa, resolveu atacar o presidente do SCP, lançando insinuações, como por exemplo, ter saído favorecido do ataque a Alcochete. Ao que F. Varandas ripostou, com factos, qualquer um pode pesquisar no Google as palavras “apito dourado” e “escutas” e sabemos o que aparece. Mas o presidente utilizou também a expressão, “um bandido, será sempre bandido”.

Imediatamente surgiu o bando de hienas, uns porque não atacou o presidente do rival encarnado, outros porque está a cavalgar a onda para desviar atenções. Não é difícil imaginar, que todos estes críticos, o teriam apelidado de frouxo, manso e outros mimos menos simpáticos, se F. Varandas tivesse permanecido em silêncio.

-Também esta semana, ficámos a saber, que Miguel Albuquerque foi condenado em Tribunal por violência doméstica. Após a sentença judicial, aqui permitam, vou mesmo fazer um desenho para os mais distraídos, sentença judicial não é propriamente equivalente a rumores que há muito existiam, decidiu e bem, o SCP suspender o contrato do dirigente, porque estão em causa valores nos quais o clube não se revê. Uma vez mais, sequiosos de vislumbrar qualquer fraqueza no reino do leão, as hienas surgem em acção. Uns porque estamos a prescindir do dirigente mais vitorioso da última década, outros porque tudo não passa de manobra de aproveitamento, para afastar possíveis rivais de F. Varandas em futuras eleições. Ora aqui, uma vez mais, tenho que estar em desacordo com esta seita acéfala, não pode o clube pactuar com violência doméstica. Mais um desenho, violência doméstica é mesmo bater na esposa, acto bárbaro e cobarde, que ficou provado em Tribunal. Tentem explicar às sócias e adeptas do nosso clube, que frequentam o estádio ou pavilhão, porque razão devemos manter no cargo de director das modalidades, alguém com uma condenação por violência doméstica. E já agora, tentem também explicar às nossas atletas e treinadoras, que merecem o máximo do nosso respeito, se gostariam de continuar sob o comando de alguém com este perfil.

Claro que trogloditas para quem o ataque a Alcochete ou apertões a jogadores são actos sem gravidade por aí além, terão dificuldade em compreender as minhas palavras, ao passo que os líderes da seita, apenas tentam o aproveitamento para uma vez mais criticarem, porque caso o SCP tivesse ignorado a sentença judicial, já teria surgido do delirante reino da hipocrisia uma crítica em nome da defesa da honra das nossas leoas.

Tenho sido crítico do mandato de Frederico Varandas, mas não vale tudo, não pode valer tudo, o Sporting Clube de Portugal tem valores, esta semana terá sido porventura, a melhor semana do actual mandato dos órgãos sociais. Esteve muito bem o presidente Frederico Varandas.

 

Adenda: Alertado em comentário, vi que a ex-mulher de Miguel Albuquerque, usou do direito de resposta. Porque considero o mesmo relevante no contexto do post, deixo o link:

Direito de resposta

 

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