Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.
Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.
Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.
O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.
Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.
Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.
Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.
Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.
Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.
Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.
O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?
«Para já, estamos mais ou menos como na época passada, apenas um avançado garantido, e precisamos de bastante melhor para titular. E devem ser evitadas vendas e aquisições por empréstimo, no último dia do mercado, espero que tenham aprendido. Excluindo apenas as vendas pela cláusula ou de jogadores excedentes, como é óbvio.»
Estou a ver o jogo do Sporting contra o Portimonense e fico a pensar na enorme falta que fazem a esta equipa os nossos 'ativos' Acuña e Palhinha. Ainda não estão vendidos e as alternativas são, para já, bem piores. Deviam estar a jogar com a nossa camisola e depois logo se via o que poderia aparecer em termos de negócio para o clube. Rafael Camacho também merecia outra oportunidade, tem qualidade e sempre podia ir ganhando alguma raça e músculo. O resto está lá.
Ontem chamei a atenção para os 45 anos da estreia de Manuel Fernandes com a camisola do Sporting.
Foi triste verificar que a grande maioria dos comentários, quase a totalidade, não se referissem a esta figura maior do nosso clube em tons elogiosos tendo sido omitido o grande atleta que foi, quiçá - triste se assim for - por desconhecimento, e relevado o seu papel enquanto comentador e as suas «peripécias» com Bruno de Carvalho.
Recordo que Manuel Fernandes permaneceu no clube, manteve-se fiel ao seu amor pelo Sporting (nos moldes em o comentário de Pedro Oliveira refere), numa altura em que alguns dos nossos principais atletas “sairam para o FCPorto”. Não crítico, nem faço juízos de valor sobre o sportinguismo daqueles que nessa altura tomaram esse caminho e mais tarde regressaram noutras funções (treinador, dirigente), mas registo que saíram para um rival tendo defrontado o Sporting como adversário. Manuel Fernandes não, tendo sido aliciado por esse clube, ficou.
Manuel Fernandes foi um dos melhores avançados que o Sporting teve. Tendo sido «Bota de Prata» na época de 1985/86 não foi, injustamente, convocado para o «Mundial de ‘86» e é o recordista de golos marcados num só jogo entre o Sporting e o nosso eterno rival. Tal como Peyroteo, não teve a saída do clube que merecia, sendo dispensado por um tal de Keith Burkinshaw.
Para mim, juntamente com Carlos Lopes, Manuel Fernandes é, daquelas que tenho memória, a figura maior do Sporting. Foi o meu ídolo de infância, início de juventude.
João Palhinha nunca se afirmou no Sporting. Esta época, com um treinador que apostou nele no ano passado e na véspera de um Campeonato da Europa, seria muito bem-vindo a um plantel sem grande qualidade e a precisar de um seis. Mas, Palhinha tem o sonho legítimo de jogar em Inglaterra ou pelos menos numa liga mais competitiva e o Sporting tem a necessidade de fazer dinheiro. O problema é que o trinco estará a caminho do CSKA por 12 milhões. Ou seja, o médio fica a mais de 4.000 quilómetros da Premier League; o Sporting não ganha grande coisa, já que ninguém parece chegar aos 15 milhões pedidos e o Braga a quem já devemos bom dinheiro, ainda fica com uma parte do bolo e o Sporting, continuará sem dinheiro nem médio defensivo. As boas movimentações por Santos e Pote foram sinal de melhoria na estrutura ou sorte?
Gosto do Acuña, como gosto de ver bons jogadores com o leão rampante ao peito. Mas perder o argentino para o mercado é algo natural e até necessário, seja pelo encaixe financeiro, seja pela última oportunidade de conseguir um bom valor por um jogador de quase 29 anos, ou para fazer face aos desejos e expectativas do atleta que tão bem nos representou em três anos.
O Sporting tem um histórico de mau timing para fazer o melhor negócio. Rui Patrício e William Carvalho foram os últimos exemplos: acabaram por forçar a saída num momento que que os capitães teriam que se assumir como tal. Provavelmente o ataque a Alcochete, com a braçadeira de capitão em Coates, resultaria em zero rescisões.
Aceito a saída do Acuña, mas tenho dificuldade em compreender porque é afastado do grupo. Ou só faltam pormenores na negociação,ou é mais um tiro no pé, pois estamos a informar os potenciais compradores que queremos mesmo vender, desvalorizando assim o activo.
Enquanto não está nada fechado, deveria continuar integrado no plantel.
Se um Pote vale 13 milhões, quanto valerá um internacional argentino?
Abaixo de 20 milhões é má venda.
A saída de Acunã é a prova de que Nuno Mendes está preparado, vai ser o dono indiscutivel do lugar.
O valor do Nuno é tanto que cedo irá ser resgatado pelos tubarões. Antunes não deveria ter assinado pelo Sporting: daqui a um ano, outro jogador terá de assumir o lugar.
Assim, para o ano, lá anda o clube a procurar mais um titular para o lado esquerdo do campo, sem nunca antecipar o futuro.
Os clubes portugueses precisam de vender, não é um exclusivo do Sporting. Perder um bom atleta não significa necessariamente ficar mais fraco. Quando vendemos o capitão Adrien fomos buscar o fabuloso Bruno Fernandes.
A regra é aproveitar para vender no momento certo pelo valor mais alto possível e ser rigoroso na escolha do novo jogador. De preferência, negociado por valores realistas e sem mendilhões. Porque tudo se paga e são sempre os mesmos a ganhar.
A vender, os clubes estão mais pobres que nunca.
Texto do leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.
O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre LUIZ PHELLYPE:
- Pedro Boucherie Mendes: «É outro tipo de avançado, mais de encostar ou de moer defesas só por moer. Mas já marcou e já sacou uma penalidade.» (26 de Agosto)
- Luís Lisboa: «Um cada vez mais desmoralizado Luiz Phellype, uma sombra do que foi com Keizer.» (5 de Dezembro)
- Leonardo Ralha: «Perdido no relvado e fora de sintonia com os colegas, primou quase sempre por uma atitude indolente que reflecte o mau momento de forma física e anímica de quem chegou a parecer uma opção válida para o ataque do Sporting no final da época passada.» (18 de Janeiro)
- Eu: «Esta época correu-lhe pior, apesar de actuar como ponta-de-lança titular desde a saída de Dost. Levava nove golos marcados em todas as competições (média de 0,35 por jogo) quando se viu afastado dos relvados durante o resto da temporada devido a uma grave lesão no joelho, a 27 de Janeiro, durante o Sporting-Marítimo.» (11 de Março)
- JPT: «Nem Sporar nem o rapaz brasileiro de nome estranho são pontas de lança para uma equipa de topo.» (12 de Julho)
- Eduardo Hilário: «Tem qualidade para jogar no Sporting Clube de Portugal, mas não podemos esquecer que jamais poderá ser o titular. Necessita de concorrência para torná-lo mais competitivo e tirar pressão.» (5 de Agosto)
«Caramba, podem ir ao teatro e ao cinema, a tudo e mais alguma coisa. Então deixem-nos ir ao futebol nem que seja só para quem tinha gamebox no ano anterior. Com duas cadeiras de distância, num local aberto onde cabem 50.000 pessoas, ter lá 17.000 ou 18.000 qual é o problema?»
Faz hoje 45 anos que Manuel Fernandes vestiu pela primeira vez a camisola do Sporting, num jogo contra o Académico (sim, Académico*) de Coimbra.
Na crónica do jogo, assinada por Carneiro Jacinto no jornal Record, pode ler-se que Manuel Fernandes, neste seu primeiro jogo com a camisola do Sporting, tentou «justificar a ausência de um goleador da craveira do seu antecessor – Yazalde.»
«O jogo
Estádio de Alvalade
SPORTING – Damas, Barão, Mendes, Amândio e Inácio; Tomé, Baltasar e Fraguito; Marinho, Manuel Fernandes e Chico.
Substituições: Aos 56 m., Inácio cedeu o lugar a Da Costa; aos 65 m., Zezinho, Valter, Garcês e Paulo Rocha renderam Barão, Baltasar, Amândio e Chico; aos 72m., Jesus rendeu Tomé (lesionado)
ACADÉMICO – Manafá; Brasfemes, Alhinho, José Freixo e Martinho; Gervásio, Gregório, Mário Campos e Costa; Daniel e Manuel António.
No 2.º tempo, o Académico apresentou Marrafa; Brasfemes, Belo, Vítor Freixo; Artur Jorge, Crisóstomo e Costa.
Aos 72 m, Gervásio regressou para render Costa
Ao intervalo: 2-2
Golos:
1 – 0, aos 9 m., por Manuel Fernandes, na transformação de uma grande penalidade;
2 – 0, aos 18 m., por Baltasar;
2 – 1, aos 23 m., por Daniel;
2 – 2, aos 37 m., por Gregório na transformação de uma grande penalidade;
3 – 2, aos 65 m., por Marinho;
4 – 2, aos 78 m., por Vítor Manuel, na própria baliza;
4 – 3, aos 79 m., por Zezinho, na própria baliza;
5 – 3, aos 89 m., por Manuel Fernandes.»
In.: Record, n.º 2680, de 28 de Agosto de 1975
[*] – Após o 25 de Abril de 1974, a academia coimbrã votou, em Assembleia Magna, a dissolução da Secção de Futebol, sob pretexto de um falso amadorismo, porém para que a «Briosa» não desaparecesse, criou-se o Clube Académico de Coimbra, o qual teve como primeiro presidente José Júlio Couceiro, pai do ex-candidato à presidência do Sporting José Couceiro. Na época de 1984/85 volta a reaparecer a Associação Académica de Coimbra, como Organismo Autónomo de Futebol.
Jogadores do Bayern celebram conquista da Champions em Lisboa
Devo confessar-vos uma coisa: adorei a campanha do Bayern de Munique nesta Liga dos Campeões.
Por três motivos que passo a detalhar.
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Em primeiro lugar, por ter sido a vitória do modelo clássico de clube desportivo baseado na vontade livremente expressa dos sócios contra o modelo da SAD escancarada a investidores externos, por vezes de proveniência muito duvidosa, como tem sucedido em velhas agremiações do futebol europeu, como Chelsea, Manchester City, Valência e Milan. Ou o próprio Paris Saint-Germain, finalista derrotado nesta Champions disputada em Lisboa, que é, na prática, propriedade de um Estado estrangeiro: o emirado do Catar, que nos últimos nove anos terá investido cerca de 1,3 mil milhões de euros no emblema parisiense (incluindo as contratações de Neymar por 222 milhões e Mbappé por 180 milhões) sem com isso garantir o mais cobiçado título do futebol mundial. O dinheiro ajuda muito, mas não faz milagres.
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Em segundo lugar, por representar o triunfo absoluto do mérito, também em moldes clássicos. A melhor equipa do continente europeu nunca evidenciou qualquer dúvida existencial sobre a essência do futebol: estamos perante um desporto colectivo, que excede a mera soma de talentos individuais. Por mais virtuosos que sejam um Neuer, um Thiago Alcântara, um Kimmich, um Alaba, um Müller, um Pavard ou um Lewandowski, todos eles se reconhecem como parcelas de um todo. O que logo os torna mais fortes.
Ficou a lição para todos quantos ainda não haviam aprendido esta verdade elementar. Começando por aquelas estrelas do relvado que adoram ostentar penteados, exibir tatuagens e coleccionar supostas conquistas amorosas, incapazes de perceber que ninguém ganha sozinho.
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Finalmente, porque esta campanha cem por cento vitoriosa da equipa bávara na Liga dos Campeões 2020 - onze jogos, onze vitórias sem discussão - encerra em definitivo aquelas piadas que dirigiam aos sportinguistas por termos sido duas vezes derrotados frente ao Bayern para a Liga dos Campeões, na temporada 2008/2009, sob o comando de Paulo Bento: 0-5 em casa, 1-7 na Alemanha. «Humilhação histórica», titularam à época os jornais, alguns deles inchados de gozo. Por causa disso, andámos anos a ouvir bocas dos lampiões.
Permita-me um desabafo sobre a convocatória do Fernando Santos para a equipa principal. Como é possível continuar a convocar o João Moutinho (depois da forma como abandonou o Sporting, não o reconheço como antigo jogador do clube) para a selecção principal?
Só pode ser por amizade.
Não haverá actualmente no futebol português jogadores com melhor desempenho do que o João Moutinho? Continuar a convocar o João Moutinho nesta fase da carreira, em que pouco mais faz do que bater livres, pontapés de cantos e lançamentos de linha lateral, é uma afronta para os novos jogadores portugueses que agora despontam, e que vêem o seu lugar tapado por argumentos do seleccionador do tipo "optei por seleccionar jogadores que já conheçam os processos da equipa".
Falei no João Moutinho mas poderia falar do André Gomes ou do Renato Sanches. Será que não há jogadores melhores que eles? Convoca-se apenas porque jogam no estrangeiro, nem que passem a maior parte do tempo no banco?
Aqui vai um exemplo de um injustiçado: Ricardo Horta. Será que o Ricardo Horta ficou de fora por não conhecer os processos da equipa? O ridículo não tem limites.
Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.
- José Cruz: «Para ficar em quarto (ou quinto) um Pedro Mendes é melhor que um Jesé.» (18 de Janeiro)
- António F: «[Ao] ter dado a titularidade a Jesé e não ter convocado Pedro Mendes, em detrimento do recém-chegado Sporar, o técnico do clube [Silas] deixou uma mensagem clara: Pedro Mendes é o elo mais fraco.» (28 de Janeiro)
- Leonardo Ralha: «Elevado à titularidade por entre uma chuva de ausências (Bolasie e Vietto) e uma hesitação em apostar no futuro (Gonzalo Plata e Jovane Cabral), o espanhol voltou a exibir a sua pesada e milionária mediocridade no relvado. Todos os minutos que passou em campo foram um desperdício de recursos.» (29 de Janeiro)
- Francisco Chaveiro Reis: «O melhor que se pode dizer é que não protagonizou nenhuma figura triste fora de campo (pelo menos daquelas que infringissem a lei ou os regulamentos do clube).» (21 de Abril)
- Eu: «Nunca cumpriu 90 minutos de um jogo ao serviço do Sporting e recebia um salário bruto de seis milhões de euros por época. Compará-lo a Bas Dost não é só um disparate: é quase uma heresia.» (30 de Maio)
«Aquele golo com a mão do Ronny foi uma espinha que me ficou atravessada na garganta. Paulo Bento podia ter tido mais sucesso no Sporting, não fossem os padres roubar-nos pontos de vez em quando.»
Protagonista do defeso da época passada, Rafael Camacho lá acabou por assinar pelo Sporting, constituindo uma aposta em quem os sportinguistas depositavam enormes esperanças.
Proveniente do Liverpool, onde fez parte da sua formação, certamente com brilhantismo, ou não seria convocado por Jürgen Klopp para treinar com a equipa principal e, até, participar em dois encontros oficiais pela equipa britânica, Rafael Camacho reunia, pois, todas as potencialidades para ser um caso sério de sucesso no Sporting a breve trecho.
Na pré-época transacta, calhou o Sporting ter defrontado o Liverpool e, no final da partida, Virgil van Dijk, o patrão da defesa dos Reds, teceu as seguintes considerações sobre o novo reforço leonino: "É um jovem, que ainda tem muito a aprender. Quando era mais novo jogou no Sporting, por isso acho que foi bom para ele regressar a casa. Estou contente por ele e espero que corra tudo bem. Tem qualidade e sabe o que tem de fazer, pois todos sabemos que há muitos jogadores que têm qualidade, mas depois falta-lhes o resto", acrescentou.
Gostei da honestidade de van Dijk. Poderia ter dourado a pílula, como acontece muitas vezes nesta altura do ano, quando ex-treinadores ou jogadores opinam sobre jogadores com quem trabalharam e que estão a ser cogitados ou acabam de assinar por um dos três grandes. Mas não, van Dijk elogiou, mas também não escondeu que Rafael Camacho ainda não estava no ponto.
A prestação de Rafael Camacho, na época 2019/2020, esteve aquém das expectativas geradas. 26 partidas e 1 golo marcado depois, o jogador não convenceu a generalidade dos adeptos, sendo rotulado de flop. Em consequência, não integra o plantel para a nova temporada, parecendo que consta da lista de dispensas.
Com ainda tenros 20 anos de idade, tendo apanhado na sua primeira época de leão ao peito, um dos piores Sporting dos últimos 20 anos, que teve 4 treinadores e levou pancada dos concorrentes, será justo queimar já o jogador?
Terá Rafael Camacho perdido todas as potencialidades que o mantiveram no Liverpool e depois levaram à sua contratação pelo Sporting?
Não será que a aprendizagem, a que van Dijk se referiu, requer paciência, tempo e, sobretudo, estabilidade? Pois uma coisa é jogar no Sporting da época passada, outra coisa é jogar no Sporting de Leonardo Jardim ou de Jorge Jesus (primeira época).
Aqui confesso, não sei se Rafael Camacho é jogador para o Sporting. Não posso formar esse juízo com base na época anterior, porque é uma época, a todos os níveis, desastrosa e que não pode servir de exemplo.
O futebol é o momento, mas também o contexto. Por isso, é com pena que vejo que Rúben Amorim não dá mais uma oportunidade a Rafael Camacho. Certamente que com Mirko Jozic ou Lazlo Boloni, Rafael Camacho seria melhor trabalhado. Estes treinadores sabiam podar os jogadores imaturos, mas a quem toda a gente reconhecia potencial.
Se Rafael Camacho não serve, presentemente, para o Sporting, ao menos que o emprestem a um clube que possa fazê-lo crescer, nas lacunas identificadas, para daqui a um ano poder estar a concorrer, de novo, por um lugar no 11 do Sporting.
Agora, aos 20 anos, não atirem já o jogador para o caixote do lixo.