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És a nossa Fé!

Os jogadores de Varandas (13)

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BOLASIE

Algo de muito grave se passou nos bastidores da SAD leonina no final de Agosto do ano passado, quando se segurou in extremis Bruno Fernandes por mais quatro meses sem que ninguém percebesse porquê. Com manifesto prejuízo para a qualidade e o equilíbrio do plantel, esta absurda indecisão conduziu à saída em cascata do nosso principal goleador, Bas Dost, do nosso maior desequilibrador nas alas, Raphinha, e de um promissor lateral direito formado na nossa Academia e então recém-lançado no onze titular por manifesta falta de alternativas para a posição: Thierry Correia.

Para compensar, vieram três extremos de uma assentada: Fernando e Jesé (já analisados aqui) e o franco-congolês Yannick Bolasie, oficializado a 3 de Setembro, dia do fecho do mercado de transferências. Chegou de Inglaterra, cedido pelo Everton a título de empréstimo, e trazia um preocupante historial de lesões. A época em que mais jogara e marcara fora a de 2015/2016, ao cumprir 30 jogos e apontar 13 golos com a camisola do Crystal Palace

Ao contrário dos outros membros deste triste trio de fracassados mosqueteiros, o último a chegar ainda foi mostrando alguma qualidade individual no Sporting, actuando sobretudo na ala direita, num estilo esforçado embora longe dos mais exigentes patamares técnicos. Revelou-se jogador de drible fácil e muito frequente, ao ponto de por vezes se driblar a si próprio, e meteu duas vezes a bola no fundo das redes. Marcando ao Ronsenborg, para a Liga Europa (24 de Outubro), e ao Santa Clara (16 de Dezembro). Ficou-se por aí, muito longe da meta de dez golos que ele mesmo traçara a 12 de Setembro, em entrevista ao Record. É justo assinalar, no entanto, que deixa também um registo de cinco assistências, tendo participado em 25 jogos e sofrido duas expulsões, uma das quais manifestamente injusta.

Colheu aplausos pontuais nas bancadas. Mas não convenceu. Aos poucos, foi perdendo terreno naquela posição para colegas mais jovens, como Jovane, Camacho e Plata. Confirmando-se a inutilidade deste empréstimo precisamente para uma das posições em que o Sporting se encontra mais fornecido.

Em Abril, discretamente, o extremo agora com 31 anos foi devolvido a Inglaterra. O futebol parara devido à expansão do novo coronavírus e não fazia sentido mantê-lo na folha salarial - pagando-lhe metade do que auferia - quando não contava com o aval do novo técnico, Rúben Amorim, nem havia intenção de accionar a cláusula de compra ao Everton, avaliada em 4,5 milhões de euros. Foi mais uma experiência falhada da era Varandas. 

«É um extremo com 120 jogos na Premier League. Na última época, no Anderlecht, fez oito golos, oito assistências e 38 jogos. Está habituado a campeonatos de alta intensidade», dissera dele o presidente do Sporting, em entrevista à televisão do clube, em jeito de cartão de apresentação com dados incorrectos. O retrato que lhe haviam pintado de Bolasie era lisonjeiro em excesso. E ele, tão desconfiado noutras coisas, neste assunto tão relevante acabou por confiar em quem não devia.

O resultado ficou à vista: três vindas por empréstimo, três tiros na água. Início de época para esquecer.

 

Nota: 4

Populismo também contamina tribunais

Texto de JPT

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1

Como cidadão e como profissional da Justiça tenho o dever de respeitar as decisões soberanas dos tribunais (em particular dos colectivos, pois um juiz singular, num processo irrecorrível, na realidade, decide como quer). Mas também tenho o direito de as criticar. Não foi como "bruxo" nem como "brunista", mas como cidadão e como profissional da Justiça que qualifiquei a acusação da Dr.ª Cândida Vilar como um aborto jurídico, e que reduzi a zero as hipóteses do ex-presidente do SCP vir a ser condenado face à prova divulgada na comunicação social. Aliás, o mero recurso ao Google produzirá outras peças lamentáveis da mesma ilustre magistrada - até mais graves do que as que produziu neste processo - perante a evidente apatia do juiz de instrução e a adesão reverente (ou temerosa das reacções da opinião pública) da Relação de Lisboa, que acolheu a insólita qualificação dos crimes de Alcochete no regime excepcional da Lei de Combate ao Terrorismo (com a consequência que 33 pessoas estiveram presas um ano e só nove delas acabaram por ser condenada a prisão efectiva - e isso em resultado dos antecedentes, e não dos actos praticados em Alcochete).

A nossa fé pessoal não pode sobrepor-se à nossa fé no processo, e mesmo figuras que nos são odiosas não podem ser condenadas ou absolvidas quando a única prova é o alarido da opinião pública (neste caso, grosseiramente instrumentalizada) ou a intuição sem indícios que a sustentem.

 

2

Apesar da inevitabilidade do erro, confio no conjunto do sistema judicial. Tenho mesmo de confiar, pois essa confiança é um pilar essencial da nossa sociedade. Por isso mesmo, sempre estive convicto da absolvição do ex-presidente do SCP - ou seja, não foi por fé nele, mas por fé no sistema. Um sistema que aplica as regras do direito, que, com todas as suas imperfeições e erros, é o melhor modo de se fazer justiça (terrena). Nos magistrados, individualmente considerados, confio menos, porque são seres humanos. Precisamente por isso, o meu maior temor são os processos não recorríveis, ou com insuficientes garantias de reapreciação das decisões.

Dito isto, não posso ficar contente com a prova de que o "sistema funciona", quando essa prova pressupõe a prévia existência de um evidente atropelo aos direitos de vários arguidos - incluindo dos condenados. Tarde é melhor do que nunca, mas se os órgãos de controlo tivessem funcionado - se o juiz de instrução não tivesse sido uma mera extensão da actuação (péssima) da Dr.ª Cândida Vilar, e se a Relação de Lisboa não se tivesse deixado contaminar pela populista tese do "terrorismo" (a quente, eu fiz essa qualificação - que é literal - no próprio dia do ataque, mas, depois, acalmei-me) - muitos danos teriam sido evitados.

 

Texto do nosso leitor JPT, publicado originalmente aqui e aqui.

Futebol português: caminho para a perdição

«A falta de unanimidade das SAD dos clubes da I Liga portuguesa de futebol impede a entrada em vigor das cinco substituições já na 25.ª jornada, que começa na quarta-feira, anunciou hoje a Liga de clubes.» 

Passado o defeso do Covid, os jogos da próxima semana assemelhar-se-ão a jogos de pré-época.

Porém, ao contrário das recomendações sanitárias, bem como do que é normal nos primeiros jogos após longa ausência, os nossos iluminados dirigentes não conseguiram que a medida das 5 substituições vigorasse já na primeira jornada pós-regresso.

Ou seja, os responsáveis dos clubes não foram capazes de, atempadamente, proteger os seus principais activos, os jogadores. 

Enfim, nada que surpreenda. O nível do futebol português não se afere apenas nos paupérrimos resultados europeus, mas também nestas pequenas grandes incompetências.

Entre os mais comentados

Nos  21 destaques  feitos pelo Sapo em Maio para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma ao longo do mês, És a Nossa Fé recebeu 21 menções. Fazendo assim o pleno, pelo 12.º mês consecutivo.

Além disso, figurámos  19 vezes no pódio  dos mais comentados - com treze "medalhas de ouro", cinco de "prata" e uma de "bronze". Fomos primeiros, portanto, em 62% dos dias que estiveram sob escrutínio.

Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

 

Os 21 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

O Sporting faz milionários (90 comentários, o mais comentado do dia)

Irão passar a jogar de máscara? (46 comentários, segundo mais comentado do fim de semana) 

Dois pesos, duas medidas (44 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Reflexões de Nuno Saraiva (38 comentários, segundo mais comentado do dia)

Concordam ou não com ele? (42 comentários) 

O que diz Varandas (58 comentários, o mais comentado do dia)  

Um abraço ao Quaresma (68 comentários, o mais comentado do fim de semana)

Tem tudo para correr mal (64 comentários, o mais comentado do dia) 

Modelo presidencialista - Miguel Poiares Maduro (59 comentários, o mais comentado do dia) 

A terceira volta (34 comentários)   

Uma data para lembrar sempre (38 comentários, o mais comentado do dia)  

Para que nunca se repita (58 comentários, segundo mais comentado do fim de semana) 

Carlos Vieira: antes e depois (50 comentários, o mais comentado do dia)

Antecipar eleições? (81 comentários, segundo mais comentado do dia) 

SAD leonina: ceder ou não ceder? (80 comentários, o mais comentado do dia)

Ponto da situação (44 comentários, o mais comentado do dia) 

Slimani e Beto: sim ou não? (100 comentários, o mais comentado do fim de semana) 

Palhinha é para deitar fora? (86 comentários, o mais comentado do dia) 

A aposta na formação... de capital em Braga (40 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Os jogadores de Varandas (10) (86 comentários, o mais comentado do dia)  1206

Bruno de Carvalho... (209 comentários, o mais comentado do dia)

 

Com um total de 1415 comentários nestes postais. Da autoria da CAL, do António de Almeida, do Paulo Guilherme Figueiredo, do António F. e de mim próprio.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

A voz do leitor

«Incrível como anda pela internet uma horda de "Sportinguistas" sempre pronta a espalhar o seu ódio por tudo e todos. Dá que pensar a actual situação do nosso clube: anda por aqui muita gente frustrada que só está bem a insultar, desestabilizar e puxar não se sabe bem para onde.»

 

Tomás, neste meu texto

Um ano

De Maio de 2019 a Maio de 2020. Um ano, sem falhar um dia. Doze meses consecutivos em que És a Nossa Fé figurou sempre na lista diária dos dez blogues mais comentados em toda a plataforma Sapo. Este é, aliás, o único blogue que pode orgulhar-se de tal proeza.

Uma marca que não teria sido possível sem os milhares de leitores que todos os dias nos visitam, lêem e comentam - só nas últimas 48 horas, registámos 14.819 visualizações. Umas vezes elogiando, outras criticando. Apontando falhas ou manifestando apoio. Vários deles, de resto, têm escrito connosco - passando das caixas de comentários ao espaço principal do blogue. Numa explícita demonstração da importância que lhes reconhecemos.

Um ano em destaque contínuo merece ser assinalado. Porque não é só no futebol que se marcam golos. Também no mundo da comunicação digital isso acontece. E é caso para celebrarmos em conjunto - todos, autores e comentadores. Como elementos de um vasto plantel vestido de verde e branco.

A noite em que Alvalade foi diferente de todas as outras noites

O entendimento de qualquer realidade depende muito da experiência de cada um sobre a mesma e da percepção que conseguiu obter.

Por exemplo, o entendimento da Covid19 é muito diferente entre quem se viu forçado ao lay-off ou confinado ao teletrabalho "aturando" filhos irrequietos, ou quem esteve nos Cuidados Intensivos ou viu morrer familares sem lhes poder valer. Muito diferente. Como em muitos outros casos.

O meu entendimento do que seria a desgraça de Bruno de Carvalho, que conseguiu depois aliar a completa deserção do comando do futebol do Sporting ao descontrolo da situação com a Juveleo, ao que se seguiu o não pedido imediato de demissão depois do assalto a Alcochete e a teimosia de se agarrar ao poder que conduziu às rescisões e a atropelos vários aos estatudos e regulamentos do clube, teve muito a ver com a recepção ao Paços de Ferreira em Alvalade, em que por cinco ou seis vezes durante o jogo se ouviu um coro de (mais ou menos, a julgar do sítio onde eu estava) 50% do estádio, a clamar "Bruno, cabrão !!! Pede a demissão !!!"

A minha percepção foi a de quem lá esteve, mas muitos não estiveram e nunca perceberão o que foi naquele dia a repulsa duma grande fatia dos sócios presentes pelo descontrolo completo da personagem que muitos tinham ajudado a reeleger poucos meses antes.

Tentando recuperar na Net o que foi esse dia, encontro esta descrição na TVI24 (https://tvi24.iol.pt/sporting/liga/a-noite-em-que-alvalade-foi-diferente-de-todas-as-outras-noites):

"O Estádio José Alvalade viveu neste domingo uma situação pouco habitual. Durante o jogo entre Sporting e Paços de Ferreira, os cerca de 40 mil espectadores presentes nas bancadas fizeram questão de manifestar de que lado estão na «guerra» guerra entre jogadores e presidente.

Bruno de Carvalho assistiu ao jogo no banco de suplentes e foi notório que, se a relação entre dirigente e jogadores está longe de ser saudável, a aceitação no seio dos adeptos também já viveu melhores dias.

Quando o presidente dos leões subiu ao relvado, instantes antes do apito inicial da partida, a grande fatia das bancadas (à exceção da zona das claques) dirigiu-lhe um enorme coro de assobios e, entre insultos pelo meio, exigiu a sua demissão. Após o jogo, Bruno de Carvalho não deixou passar o momento e deixou um aviso em declarações aos jornalistas: «Alguns adeptos do Sporting vão, mais cedo ou mais tarde, perceber a gravidade moral daquilo que fizeram hoje. Têm todo o direito de chamar nomes, mas chamarão às pessoas da família deles e não a mim.»

Ao longo da noite, houve lenços brancos, muito apoio aos jogadores mas também contestação: a Juve Leo, ao lado do presidente Bruno de Carvalho, desfraldou duas tarjas com a seguinte mensagem: «Jogadores: amar e sentir o clube. Tudo o que vocês não sentem.»

Os incentivos à equipa contrastaram com os apupos dirigidos a Bruno de Carvalho, que voltaram a subir de tom ao intervalo e após o apito final, altura em que o presidente do Sporting, com claras limitações físicas, precisou do auxílio de alguns elementos do staff leonino e de um segurança para se levantar do banco de suplentes e sair do relvado pelo túnel de acesso aos balneários.

Nessa altura, a equipa de Jorge Jesus trocava cumprimentos com adversários e agradecia pouco depois o apoio das claques junto à bancada sul. De seguida, os jogadores deram uma volta ao relvado e agradeceram o apoio dos restantes adeptos, com Alvalade ao rubro e, pela primeira vez na noite, em aparente plena comunhão de espírito."

Video:
 

https://tribunaexpresso.pt/multimedia/video/2018-04-09-O-filme-de-uma-noite-diferente-assobios-insultos-dores-de-costas-e-uma-marquesa

Conferência de imprensa:

https://maisfutebol.iol.pt/videos/5aca8fcc0cf29778fd1ec823/bruno-de-carvalho-foi-a-sala-queixar-se-de-insultos

Acho que estes documentos ficam muito aquém do que foi aquela noite. Quem tiver melhores que os refira, mas já dão uma ideia.

Bruno de Carvalho quer mesmo voltar a ser presidente do Sporting? 

SL

Os jogadores de Varandas (12)

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JESÉ

No gabinete de Frederico Varandas em Alvalade devia haver uma frase emoldurada avisando-o para nunca proferir declarações públicas sobre as características deste ou daquele jogador. Sobretudo dos jogadores que manifestamente desconhece. Evitaria assim o erro cometido há nove meses, numa entrevista à Sporting TV que acabou por dar muito que falar embora não pelos motivos que o presidente leonino esperaria.

«O Jesé é um avançado que está identificado há muito tempo. Finalmente encontra-se comprometido com a sua profissão. Se me perguntarem se gostaria de ter o Jesé de há três anos eu digo que não. E disse isso mesmo ao jogador. Mas agora é diferente, recolhi informações com pessoas que partilharam o balneário com ele e hoje sei da vida dele dentro e fora de campo. Saiu o Bas Dost, mas o Jesé é também um avançado-centro.»

Assim falou Varandas nessa entrevista, referindo-se a Jesé Rodríguez, que nada tem de "avançado-centro", sendo antes um ala. Embora, em boa verdade, mal nos tenhamos apercebido disso pois o espanhol - que chegou ao Sporting a 2 de Setembro, por empréstimo do Paris Saint-Germain - raras vezes deu um ar da sua graça, tanto no relvado de Alvalade como em qualquer outro estádio do País.

Noutros tempos, Jesé chegou a ser muito promissor. Oriundo das escolinhas do Real Madrid, ascendeu à equipa principal aos 18 anos, pela mão de José Mourinho, e figurou no plantel campeão dos madrilenos em 2011/2012. Mas não voltou a ser o mesmo desde que contraiu uma grave lesão, em 2014. Em Paris também não vingou, acabando por saltar de empréstimo em empréstimo.

No Sporting, para não destoar, deixa um rasto paupérrimo. Um mês depois de ter chegado, já se dava como certo que seria devolvido. Actuou apenas 522 minutos no campeonato nacional, quase sempre como suplente utilizado, e limitou-se a marcar um golo. Ao V. Guimarães, em Outubro. Mas mesmo aí conseguiu dar mais nas vistas pela forma insólita como celebrou no balneário do que pela exibição em campo. 

Não viria a repetir a graça. Fez o último jogo pelo Sporting, a 27 de Janeiro, na tangencial vitória leonina em casa sobre o Marítimo. Silas ainda apostou nele como titular, mas ao fim de uma hora, com o resultado em branco, trocou-o por Plata - e fez bem. O espanhol não gostou de ser substituído mas com ele em campo talvez não tivéssemos alcançado os três pontos.

Rúben Amorim, mal chegou, comunicou aos responsáveis da SAD que não contaria com ele. No final de Abril, com as competições paradas devido à pandemia, o Sporting comunicou ao PSG a intenção de dispensar o jogador antes do prazo previsto para o termo do empréstimo. Rejeitando, obviamente, accionar a cláusula de opção a que tinha direito: sete milhões de euros, cifra delirante, que o espanhol de forma alguma justifica. 

Resta acrescentar que Jesé nunca cumpriu 90 minutos de um jogo ao serviço do Sporting e recebia um salário bruto de seis milhões de euros por época. Compará-lo a Bas Dost não é só um disparate: é quase uma heresia.

 

Nota: 1

Verdades

A propósito da decisão do tribunal, que absolveu Bruno Carvalho, convém ter em conta as diferentes percepções, todas elas correctas, que a VERDADE comporta:

 

- a verdade histórica, a realidade que verdadeiramente aconteceu;

- a verdade jornalística, aquela que os jornais descobrem;

- a verdade jurídica, a que foi apurada em tribunal;

- a verdade emocional, aquela que é construída de forma individual.

Razões para acreditar, razões para não acreditar no futuro do Sporting

3 razões para NÃO acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. O nível de crispação no Clube não tem parado de crescer e muitos sportinguistas acreditam que a sua missão é insultar inimigos internos (croquetes, escumalha, etc);

2. O nível de crispação à volta do futebol, sobretudo entre SLB e FCP, inflama tudo à sua volta;

3. O sistema à volta do futebol - incluindo as estruturas das competições, a comunicação social e o próprio Governo - continua há anos a favorecer fortemente SLB e (menos) FCP:

 

3 razões para acreditar no futuro do Sporting Clube de Portugal: 

1. Até à época 2018-19, o futebol do Sporting manteve presenças frequentes na Champions League e disputou títulos de campeão nacional; 

2. Portugal ainda é Campeão da Europa de futebol, com uma equipa maioritariamente formada no Sporting Clube de Portugal e não tem parado de surgir talento;

3. Graças a grandes atletas - e grandes profissionais e sócios e adeptos leais que diariamente os apoiam, e às lições da nossa História e Cultura enquanto Clube - ainda somos a maior potência desportiva nacional.

 

Você, escolhe acreditar ou não acreditar?

O Sporting nada deve ao ex-presidente

Texto de João Gil

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Bruno de Carvalho foi acusado pelo Ministério Público, teve direito a defesa, foi julgado por um tribunal e absolvido. É assim em democracia e num estado de direito. Bruno de Carvalho colocou-se nessa posição. Porque escolheu e agiu de forma a pôr-se numa situação de enorme fragilidade pessoal, institucional, profissional, social.

Qualquer Sportinguista que se preze ficou contente por ver Bruno de Carvalho ilibado. Por ele, que no fundo é um desgraçado, mas pelo Sporting, especialmente. Escrevo por mim, que fiquei contente por vê-lo absolvido.

 

De resto, [ele] pode queixar-se de si próprio. Provavelmente das suas incapacidades de liderança e de gestão. Mas isso não é culpa dos Sportinguistas, que “moralmente” devem zero ao ex-presidente. Este, pelo contrário, contraiu uma dívida para com o Sporting que não há como pagar.

Exigir, Bruno de Carvalho pode exigir. Estão aí os tribunais para isso mesmo, defender os direitos dos cidadãos, e ele sabe que pode confiar neles, afinal.

Bastou a entrevista desta noite [anteontem] à TVI para aconselhar e avisar os sócios e adeptos do que esperaria o Sporting se porventura BdC voltasse a ter o poder no clube.

 

Se queremos dar-nos bem com os outros e sermos respeitados e manter-nos em grupo, convém respeitar o outro. É básico. Caso contrário, a coisa não funciona e o grupo desenvolve uma rejeição e expulsa-nos.

Qualquer adolescente o sabe. Só Bruno de Carvalho ainda não percebeu que acusar gratuitamente e desrespeitar os que se lhe opõem não é propriamente caminho para que lhe seja devolvida a condição que perdeu e de que se julga credor por um qualquer direito de reparação que só na cabeça do ex-presidente o Sporting terá para com a sua pessoa.

 

Bruno de Carvalho acha-se injustiçado. Mas não devia. A justiça deu-lhe razão.

Direitos ao/ou sobre o Sporting, BdC não tem. Porque não é sócio. Os avançados das TV’s é que se estão nas tintas se abrem nova frente de guerra no Sporting. Estão a ser pagos para isso mesmo.

Juízo e discernimento, é o que se pede. E olhar em frente, que para trás mija a burra.

Mas ainda falta escrever o epílogo desta história, disso também estou convencido.

 

Texto do nosso leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Mais importante que recuperar esses vários candidatos é apostar nos novos Adriens, João Mários e outros. A própria grelha salarial do clube tem que ser redefinida para os novos tempos: isso faz-se com a promoção dos jovens e não através do regresso dos velhos jogadores. Isso não me impede de reconhecer a qualidade enorme de Adrien, João Mário ou Slimani.»

 

JG, neste meu texto

Virar a página, retomar a ambição

(texto inicialmente publicado a 12 de Março neste Blog, a propósito do julgamento da vandalizacao da Academia por elementos ligados à claques) 

 

Coube-me em sorte (ou azar) testemunhar dois momentos de terror da História do Sporting Clube de Portugal. Momentos em que gente inocente perdeu a vida num estádio.

O primeiro, a 7 de Maio de 1995, foi a queda do Varandim do José Alvalade. Nunca esquecerei aqueles gritos, os choros e as sirenes das ambulâncias, por mais que viva. Um amigo com quem ia ao futebol ficou a 2 ou 3 metros de cair.

O segundo foi, um ano depois, o “very light” do Jamor. Durante anos, não consegui voltar a meter os pés num estádio. Confesso que ainda hoje me custa falar disso.

Talvez por virtude (ou defeito) dessas experiências, desde a primeira hora achei inapropriado chamar “terror” à vandalização da Academia de Alcochete (chamem-lhe "assalto" ou "invasão" se quiserem termos mais fortes). Sempre me pareceu, aliás, que o uso desse termo servia o propósito sobretudo de advogados, agentes de jogadores e de alguma comunicação social, mais ou menos comprometida com interesses que gravitam à volta do milionário negócio que é hoje o futebol.

Isto não retira gravidade ao que aconteceu. Mas “terror” ou “terrorismo” vemos todos os dias em muitas partes do mundo, infelizmente. E, convenhamos, são coisas diferentes.

Como seria lógico, a acusação de “terrorismo” caiu, ontem, no julgamento do caso da invasão da Academia. Outra coisa não poderia acontecer. E deveria fazer repensar todos aqueles que usaram tão irreflectidamente tal termo. 

Tem também, para mim, lógica que tenham caído as acusações contra o ex-presidente, Bruno de Carvalho. Pois nunca vi nada que o relacionasse directamente com o que aconteceu. 

Mas não me interessa - e acho, sobretudo, que não interessa ao Sporting - revisitar esse lamentável episódio na nossa história colectiva. No final deste julgamento, que se faça Justiça para com quem tão graves danos causou a uma instituição centenária e com tanto mérito. 

E que este momento seja também um virar de página para o Clube. Um recordar que o Clube está acima deste ou daquele presidente, e é muito maior do que qualquer estrago que possa ser inflingido por 20 ou 30 adeptos.

Viremos a página. Deixemo-nos de insultos e de crispações. Olhemos para a frente, que temos muito e longo caminho a percorrer. Para escrevermos novas páginas, essas sim dignas da História do Sporting. Pelo nosso Clube. E pelos adeptos que, tristemente, poucos anos depois do terror, não estavam connosco a festejar o Sporting Campeão Nacional.

Alcochete nunca mais

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Terminou ontem o julgamento do assalto a Alcochete, fecha-se assim a página mais negra da história do Sporting Clube de Portugal, um assalto perpretado não por bandos criminosos de clubes rivais mas por quem devia ter como princípio o apoio incondicional ao clube e aos atletas que o representam.

Foi um julgamento justo, com um colectivo de juízes incluindo a juíza principal e um ministério público que estiveram à altura e dignificaram a classe, e um acórdão que deverá  servir de referência em futuras situações.

Com a absolvição do ex-presidente e do ex-OLA fica assim o Sporting como instituição com o nome limpo, e só podemos estar satisfeitos com o facto.

O mesmo não podemos dizer da Juveleo, uma vergonha que a claque fundada pelos filhos de João Rocha se veja envolvida numa situação destas, com o ex-presidente da claque e  muitos elementos próximos do actual condenados a pesadas penas de prisão, nalguns casos efectivas noutros ainda o poderão ser, dado estarem indiciados noutros processos igualmente violentos.

Não se pronunciou o tribunal, nem tinha condições para tal, sobre a responsabilidade política da situação que vivemos no final da época de 2017/2018, nem sobre os atropelos aos regulamentos do clube pelo ex-presidente nos dias que se seguiram ao assalto, em devido tempo os sócios do Sporting se pronunciaram sobre o assunto, e o destituiram, suspenderam e expulsaram por uma maioria esmagadora de votos e votantes.

Importa agora fazer o mesmo a todos os condenados ainda sócios, para que nunca mais se repita uma situação assim no Sporting.

Isto sim é o Sporting Clube de Portugal:

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Alcochete nunca mais !!!

SL

Os crimes de Alcochete

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«Isto não é amor ao clube. É crime. É crime.»

Sílvia Pires, presidente do colectivo que julgou os arguidos de Alcochete

 

Confiar na justiça.

Esta é a atitude certa, em qualquer circunstância. Julgo que neste blogue, onde há pessoas que pensam de modo muito diferente em quase tudo quanto se relaciona com o Sporting, nunca houve ninguém que exprimisse opinião diferente desta: confiar na justiça.

Esta sexta-feira, dia 29, é, portanto, um dia tão bom como qualquer outro para reafirmar este princípio. O dia que se segue ao da sentença proferida, em primeira instância, pelo colectivo de juízas que determinou 41 penas condenatórias e três absolvições no chamado processo de Alcochete - investigado e concluído dentro dos prazos legais e com uma celeridade muito superior ao que estamos habituados.

 

Há dois aspectos neste acórdão - que ainda não li e, portanto, só consigo comentar a partir de notícias escritas com base na súmula lida na sessão de ontem pela juíza-presidente, Sílvia Rosa Pires - que convém salientar.

O primeiro é o facto de cerca de quatro dezenas de adeptos do Sporting - vários deles igualmente sócios, ao que presumo - terem ousado invadir e destruir as instalações da Academia leonina, até há poucos anos considerada um centro de excelência máxima em matéria de formação no futebol. Estes indivíduos protagonizaram um "ataque bárbaro" (palavras da magistrada) a um local que devia ser uma espécie de santuário para toda a massa adepta. Ali cometeram-se crimes graves - e não foram provocados pelos habituais "inimigos do Sporting", mas por sportinguistas. Com imagens que voltaram a colocar a Academia literalmente nas bocas do mundo, desta vez não por motivos de excelência mas de indecência.

A partir deste acórdão, portanto, deixaremos de falar em "alegados crimes" relacionados com Alcochete: a palavra "alegados" cai com esta sentença condenatória. Houve mesmo ilícitos penais, agora punidos com penas diversas - incluindo nove casos de prisão efectiva.

Entre os que cumprirão pena de prisão inclui-se o líder histórico da Juventude Leonina que permaneceu cerca de duas décadas à cabeça desta claque. Que, de algum modo, fica assim simbolicamente decapitada. Não por capricho de comentadores ou arbítrio de jornalistas, mas por solene decisão judicial.

 

Além dos 41 arguidos que acabaram condenados em graus diversos, o acórdão determina ainda três absolvições, considerando que nas audiências de julgamento foi impossível fazer prova da suposta "autoria moral" dos crimes de Alcochete, invalidando a controversa tese inicial do Ministério Público. Neste reduzido número de arguidos agora absolvidos incluem-se o ex-presidente Bruno de Carvalho e o actual dirigente máximo da JL, Mustafá. Também aqui, como no resto, imperou o princípio que nunca deixámos de defender: acreditar na justiça. Por ser uma das traves mestras do sistema democrático que nos rege.

Numa longa entrevista ontem concedida ao Jornal das 8 da TVI, perante um interlocutor impreparado, timorato e gaguejante, o antigo presidente leonino admitiu a possibilidade de instaurar um processo por indemnização ao Estado português que pode chegar às instâncias jurídicas internacionais. É inteiramente livre de proceder assim, no exercício de um direito de cidadania, se considerar que não lhe foi feita justiça, o que não parece muito consentâneo com a absolvição que acaba de lhe ser decretada.

Entretanto, não deixa de ser irónico ver agora vários dos seus apoiantes mais indefectíveis - com a linguagem incendiária que todos lhes conhecemos, integrada no caldo de cultura que degenerou nos crimes de Alcochete - celebrarem nas redes sociais a "vitória da justiça" depois de andarem anos a alimentar teses conspiranóicas contra o poder judicial, que seria parte integrante de uma vasta operação universal destinada a derrubar aquele que continuam a venerar com cega idolatria. 

 

Afinal não havia conspiração alguma: houve crimes, houve punições, houve absolvições, haverá recursos para outros patamares judiciais se assim for decidido por advogados e Ministério Público.

Prevaleceu a justiça. Confirmando assim que devemos acreditar nela. Não apenas quando nos é conveniente, mas em todas as circunstâncias. Antes, durante e depois.

Quem não acredita na justiça, não acredita na democracia. Já passou para o lado de lá ou nunca de lá saiu.

Nesse lado eu jamais estarei.

De pedra e cal - Chirola, por Carmen Yazalde

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Imagem: Jornal Sporting - edição 3777

Faria hoje 74 anos. Nasceu a 29 de maio de 1946, em Buenos Aires, e ocupa um lugar de destaque na galeria da 'Glória' do Sporting Clube de Portugal. 

Héctor Casimiro Yazalde, jogador que dispensa apresentações, aqui retratado pela sua mulher em entrevista a Rui Miguel Tovar:

Isso é amor.
Pois é, jajajaja. Eu sentia isso constantemente, era um homem arrebatador, muito sensível, muito humano. Quando acabava os treinos do Sporting, havia sempre uns meninos pobres à porta do campo e ele tinha sempre moedas boas, não daquelas de 5 escudos, para lhes dar. O Chirola sempre foi um homem atento aos pormenores e isso fazia a diferença nas relações humanas. Antes dos jogos, era costume haver um carro como prémio para o autor do primeiro golo. Como o Chirola era quase sempre o vencedor e já tinha um BMW bordeaux que adorava, ele fazia papelinhos e sorteava o carro pelos companheiros durante o treino do dia seguinte. Quando não era um carro, era um almoço do Gambrinus. Íamos lá muito com o Di Stéfano, antes e depois de ele ser o treinador do Sporting. Ainda está aberto?

E o Chirola acompanhava-te na bebida?
Antes de me conhecer, saía muito à noite com Damas e Laranjeira. [silêncio] [Carmen começa a fungar]. O Damas era sensacional e já sei que morreu. 

Dizia que o Chirola andava na noite com o Damas e o Laranjeira.
Jajajajaja, não deixas escapar nada. Antes de me conhecer, o Chirola não podia jogar no Sporting, porque chegou a meio a época, em fevereiro, e porque as duas vagas de estrangeiros já estavam ocupadas. Ele então saía com frequência. A partir do momento em que começámos a namorar, ele passou a fazer uma vida caseira que coincidiu com o início da época em que ele já jogava.

Ai jogava, jogava.
Ele era um íman, todos gostavam dele. E não digo só os adeptos do Sporting, os do Benfica também. Notava-se na rua, o carinho dos adeptos. Ele retribuía com golos, golos e mais golos. Quando foi receber a Bota de Ouro como melhor marcador da Europa, a organização fechou o Lido e o Beckenbauer disse-lhe ‘tens a mulher mais linda de todos os jogadores do mundo’. A mulher do Beckenbauer, a segunda, não a primeira que se parecia com um homem, jajajajaja, também lhe disse o mesmo.

O Chirola sempre se deu bem com o Eusébio, por exemplo. Às vezes, jogavam o dérbi de Lisboa e depois jantávamos juntos num restaurante em Lisboa. Eles e nós, as mulheres.

O Chirola ia visitá-lo a casa quando ele não estava bem e o Eusébio retribuía as visitas durante as lesões do Chirola. Era uma amizade boa. Mas há mais do Sporting, como o Marinho.

O Chirola morreu lá em casa, em 1997.

Ainda vivia o Sporting?
Claaaaaaro, foi a melhor experiência da vida dele.

Entrevista completa, aqui.

Peça Jornal Sporting, páginas 3 e 4 da edição n.º 3777 (gratuita). [Detectados problemas no servidor que poderão impedir a consulta do jornal] 

A voz do leitor

«Se queremos que alguém tome posição contra Frederico Varandas, o que se espera e exige dos proto-candidatos a ocupar-lhe o lugar é que se assumam e digam o que querem para si próprios e para o clube. Clareza, sff. Joguinhos da treta, não obrigado. Deixem lá estar o Benedito em casa sossegado, que está muito bem. O Benedito e os outros. Quem ganhou as eleições é que tem a legitimidade eleitoral, de direito e de facto, para governar e levar o mandato até ao fim. Os outros esgotaram a sua legitimidade na noite das eleições, ao perderem para o actual presidente. Ou então que se assumam todos e abram a guerra declarada, publicamente, para sabermos todos (os sócios que votam e os adeptos comuns) com o que contamos.»

 

João Gil, neste texto do Francisco Melo

A voz do leitor (extra, bis)

É difícil dizer que os jogadores são culpados de terem virado as costas ao clube, quando foi o presidente que lhes virou as costas em primeiro. Ao aceitar que foguetes fossem lançados sobre Patrício e nada ter dito e sobretudo feito. Ao aceitar que os jogadores fossem confrontados na sua integridade física quando a claque entrou dentro das instalações do clube (garagem) e nada ter dito ou feito. Quando perante o "espetáculo" a que se assistiu em Alcochete e não ter acompanhado os jogadores quando se deslocaram à esquadra da GNR para apresentar queixa. Quando afirmou perentoriamente perante a Comunicação Social que acontecimentos daqueles eram chatos. Eu no meu local de trabalho se tivesse um patrão que me "defendesse" desta maneira perante sucessivas agressões, também batia com a porta. A minha opinião sobre o amor que Patrício e William têm ao Sporting viu-se na pressão exercida sobre os empresários para chegarem a um consenso com a Direção do Sporting. O amor que sentem pelo Sporting está patente no facto de irem ver jogos a Alvalade. Contudo, esta minha opinião não inviabiliza o facto de não estar minimamente satisfeito com aquilo que está a ser feito por esta direção.

Comentário, que subscrevo inteiramente, de Jorge Fernandes.

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