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És a nossa Fé!

Não, Patrício não é um símbolo do Sporting

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A propósito do meu post pós-PSV sobre o Max, "A Camisola de Damas", o leitor Romão criticava não ter feito menção a Rui Patrício. Dizia ser ingratidão não o mencionar.

Embora perceba o ponto, não posso estar mais em desacordo. E acho que é uma boa achega para termos uma discussão desapaixonada sobre qual o papel que têm na história do Clube Patrício, William e Gelson - que tantos jogos fizeram com a camisola verde-e-branca. E não tenho qualquer dúvida em dizer que eles saíram do livro de honra da história do Clube pelo seu próprio pé. 

Mas, primeiro, vejamos os números (WikiSporting).

Rui Patrício - 467 jogos, 451 golos sofridos (média 0,966/ jogo)

Vítor Damas - 456 jogos, 390 golos sofridos (0,855/ jogo).

Depois os títulos (ao serviço do SCP): 

Rui Patrício - 2 Supertaças, 2 taças de Portugal, 1 taça da Liga

Vítor Damas - 2 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal, 2 taças de honra (extinta).

Em ambos os casos, Damas tem uma vantagem considerável. Sobretudo se recordarmos que aqueles dois campeonatos foram ganhos quando no rival de Lisboa alinhava Eusébio (entre outros...). Notável, do espírito do capitão Damas - e da nossa diferença em relação aos nossos rivais de Lisboa - esta citação (WikiSporting): "essa defesa (incrível, para canto, a um remate de cabeça de Eusébio, num derby a contar para o Campeonato de 1969/70, que o Sporting ganhou) foi importante porque permitiu que ganhássemos por 1-0 e conquistássemos o título de campeões nacionais. O Eusébio veio cumprimentar-me e foi assobiado pelos adeptos do Benfica".

Mas não está nos números nem no palmarés a razão porque Patrício, no meu entender, não pode (nem, a bem do Sporting, deve) ser considerado um símbolo do clube. Não pode (nem deve) porque saiu do clube, de sua livre e espontânea vontade, por rescisão contratual unilateral, num momento de particular fragilidade para o clube. 

Ele não rescindiu um contrato com Bruno de Carvalho. Ele rescindiu com o Sporting Clube de Portugal, clube que representava desde os iniciados (2002-2017). Rescindiu numa altura em que era capitão. Rescindiu quando o Sporting (os sportinguistas...) mais precisavam dele, entregues aos tiros no pé de um homem instável e "ultras" insanos - e pancada quotidiana de oportunistas de toda a sorte (políticos, agentes, comentadores, etc). Rescindiu sabendo os problemas que causaria ao clube e a desilusão que provocaria em milhões de adeptos.

Chegou onde chegou graças ao seu trabalho - evidentemente - mas deve-o em grande parte a Paulo Bento, que apostou nele, ao Sporting, onde sempre foi uma aposta, e aos sportinguistas, que tantos e tantos disparates daquele miúdo aguentaram ao longo dos anos (com alguns assobios pelo meio, reconheça-se), até àquele Campeonato da Europa de 2016, em que sentiram com tanto orgulho ver os nossos brilhar tão alto. 

Patrício não rescindiu porque queria jogar num clube maior - pois foi jogar para o Wolverhampton. Rescindiu - sejamos francos - porque lhe pagavam melhor noutro lado. 

Já agora, aqui ficam os nomes de alguns jogadores que não rescindiram em 2018, tendo condições (e sofrendo pressões) para fazê-lo: Mathieu, Coates, Ristovski, Freddy Montero, João Palhinha. Os que não rescindiram foram, aliás, a maioria.

E não me venham com a história dos coitados dos jogadores que sofriam pressões. As maiores vítimas do desvairio de 2018 não foram Patrício e afins. Não me lixem! Esses saíram para onde lhes davam mais dinheiro. Se ficassem, teriam segurança reforçada (e, provavelmente, mais dinheiro, embora não tanto quanto queriam). Vítimas, aqui, foram o Clube, que ficou com uma fracção do valor deles - e os sportinguistas, que além de um Clube mais depauperado, ficaram com uma faca cravada nas costas.

E nem me chateia que o convidem para a tribuna - é um ex-jogador, um ex-capitão, com títulos conquistados pelo clube. Como outros. Rescindiu para ganhar mais dinheiro? É o mundo que temos, deixem-no lá estar na tribuna.

Damas alinhou por outros clubes em Portugal, mas nenhum dos rivais. Aliás, é João Rocha quem o coloca em Espanha (Santander) não conseguindo cobrir uma proposta do FC Porto, que já tinha desviado 2 jogadores do Sporting (WikiSporting). Patrício, mais dia menos dia, vai ser um troféu dos nossos rivais. Há-de chegar o dia, em que o "el capo" de Carnide ou o seu homólogo das Antas precisarão de fazer uma contratação badalada. Aliás, para mim esta passagem pelo clube do amigo chinês de Jorge Mendes é apenas uma ante-câmara disso.

Patrício, símbolo do Sporting? Ao nível de Damas? Não nos rebaixemos. E, sobretudo, saibamos honrar Damas.

Por tudo isto, Max, faz um favor aos sportinguistas e a ti mesmo: vê mais jogos e procura mais inspiração em Damas do que daquele de quem hás-de herdar as luvas da Selecção.

Breves considerações sobre o dossier Sinisa Mihajlovic e não só...

Sobre a questão da disputa judicial com Sinisa Mihajlovic há que dizer o seguinte:

1 – Em primeiro lugar o Sporting deve acatar a decisão e cumprir com o pagamento de 3 milhões de euros a que foi condenado. Há que ver as coisas pelo lado positivo, o treinador sérvio reclamava 11 milhões, não tendo conseguido sequer metade da pretensão.

2 – Bruno de Carvalho é parcialmente responsável, por ter contratado um treinador a uma semana da AG de destituição. Uma vez mais, letal ao Sporting.

3 – Sousa Cintra é o principal responsável ao ter ignorado o parecer jurídico do clube. Bastaria ter esperado 4 dias e tomado a mesma decisão. Não posso ignorar as circunstâncias em que a CG exerceu o curto mandato, mas ainda assim, algumas dossiers ficaram muito aquém do exigível. Neste caso esbanjámos 3 milhões, com Demiral seguramente muitos mais.

Para concluir, enquanto sportinguista fico satisfeito que o treinador sérvio nunca tenho dirigido a nossa equipa de futebol e desejo que os seus admiradores jamais voltem a ter qualquer palavra a dizer sobre o destino do Sporting, porque em rigor, não são as qualidades técnicas ou tácticas do treinador do Bolonha que apreciam, querem mesmo é regressar a um passado de má memória do qual nos libertámos a 23 de Junho de 2018. Para os letais, quanto pior, melhor, buscam cavalgar a natural insatisfação dos sócios e adeptos perante a actual situação do clube. Mas não se iludam, acreditamos ser possível mudar, encontrando alternativas no clube, que por ser uma grande instituição tem muitas soluções. Mas para ser absolutamente claro e inequívoco, por mais críticas que faça e não tenho poupado, à actual direcção, se fosse obrigado a escolher entre o presente e o passado, sem dúvida ou hesitação, escolheria o presente.

Armas e viscondes assinalados: A bela noite a que os adeptos já tinham direito

Sporting 4 - PSV Eindhoven 0

Liga Europa - Fase de Grupos 5.ª Jornada

28 de Novembro de 2019

 

Luís Maximiano (4,0)

Ouviu o apito final deitado no relvado, com a bola nas mãos, na sequência de mais uma ocasião em que chegou primeiro do que os avançados do eliminado PSV Eindhoven. O modo como olhou para a bola diz tudo o que há para dizer acerca de exibição que teve um único defeito: a pérola da formação leonina a quem chamam “Max” merecia que tivesse sido aquela a sua estreia a titular pela equipa principal em vez de qualquer um dos dois jogos de má memória em que não conseguiu impedir derrotas do Sporting. Não foi o caso desta vez, como pôde testemunhar o renegado Bruma, a quem roubou um golo que poderia relançar o jogo para a equipa holandesa na primeira parte. Depois do intervalo voltou a mostrar ao que vinha numa defesa de recurso a um remate em posição frontal, tal como demonstrou ter velocidade suficiente para se lançar ao solo e agarrar bolas deixadas passar pelas fífias de colegas menos talentosos. Espera-se que esta noite tenha sido o início de uma lenda que faça esquecer de vez o actual titular do Wolverhampton.

 

Rosier (3,0)

Há qualquer coisa na sua abordagem defensiva que não convence, mas não deixa de ser verdade que se esforçou muito para não dar bronca, o que se traduziu numa quantidade de cortes bastante assinalável. No ataque foi aproveitando ao longo do jogo o baixar de braços do adversário para ganhar a linha e servir colegas que poderia ter feito um resultado final ainda mais impressionante.

 

Tiago Ilori (3,0)

Nem as falhas flagrantes que vieram recordar os sportinguistas de que Eric Dier faria ali mais falta do que os “Jesualdo boys” Ilori e Bruma tiveram consequências gravosas, o que demonstra a tranquilidade da melhor noite do Sporting nesta triste época. Muito bem escoltado por Maximiano e Mathieu, o já não assim tão jovem defesa central resolveu quase tudo quase bem, ainda que se tenha arriscado a ver um cartão de outra cor numa entrada a pés juntos mesmo no final da partida.

 

Mathieu (4,0)

A execução do 3-0, desde a sábia movimentação para o canto largo marcado por Bruno Fernandes até ao remate em esforço, de baixo para cima, como mandam as regras do futebol-espectáculo, é o melhor cartão de visita do adiamento da reforma do francês para meados da próxima década. Não contente, mostrou-se intratável para com os infelizes adversários que foram aparecendo no seu raio de acção, acumulando cortes a travar qualquer veleidade do PSV. Saiu uns minutos antes do fim para descansar as pernas e também para ouvir uma merecida ovação.

 

Acuña (4,0)

Os mais distraídos terão pensado que Diego Armando Maradona aparecera no relvado de Alvalade quando Acuña apanhou a bola na linha do meio-campo e passeou-a, à revelia de quem procurava desarmá-lo, até ser derrubado na grande área adversária. Haveria algo de justiça cósmica se lhe tivessem permitido marcar a grande penalidade que selou o resultado, tal como seria agradável que o recém-entrado Jesé Rodríguez tivesse aproveitado melhor um excelente cruzamento do argentino. Seja como for, do primeiro ao último minuto Acuña provou, a defender e a atacar, que é imprescindível num Sporting com ambição de fazer melhor.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Esteve mais certo do que é habitual, sobretudo no transporte de bola, marcando pontos numa competição interna algo esvaziada pelo estatuto de eterno lesionado de Battaglia e pela extrema juventude de Rodrigo Fernandes. Espera-se que esteja preparado para ser uma das chaves da conquista de três pontos na deslocação ao estádio do Gil Vicente.

 

Wendel (3,0)

Regressou à equipa, cumprido o castigo, e não precisou de muito tempo para deixar claro que é melhor do que Eduardo e Miguel Luís a carburar o meio-campo. Mesmo sem deslumbrar, a sua competência contribuiu para a bela noite a que os adeptos já tinham direito. Veja-se o passe perfeito para o que teria sido o 5-0 se Vietto tivesse a pontaria mais afinada.

 

Bruno Fernandes (4,5)

Dois golos e duas assistências valeram-lhe a distinção de melhor jogador da Liga Europa nesta semana, somando-se à inclusão na lista dos 50 melhores futebolistas nas competições da UEFA na temporada passada. Num jogo muito próximo da perfeição, o capitão começou por testar a atenção ao guarda-redes com um remate de longa distância, preparando-o para o que estaria para vir. Assim foi, poucos minutos depois de fazer a assistência para o golo inaugural de Luiz Phellype com a ponta da chuteira, quando recebeu a bola de Wendel, avançou pelo meio-campo e puxou o pé que a Europa já conhece para trás, com a bola a tocar no poste antes de se alojar nas redes. Não satisfeito com o resultado, e com o papel de maestro de uma orquestra muito bem afinada, fez a segunda assistência com o melhor pontapé de canto dos últimos tempos, e na segunda parte dedicou-se a controlar as operações. Isto, claro está, sem deixar de tentar remates de longe e de fazer o resultado final com uma cobrança de pénalti plena de classe. Garantido o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa, e com “folga” na deslocação à Áustria devido ao cartão amarelo que viu na primeira parte, nada há temer tirando a tenebrosa hipótese de ter feito o último jogo europeu de leão ao peito, numa transferência destinada a compensar a sucessão de incompetências da actual gerência e da brilhante comissão de gestão cujo paladino Sousa Cintra fez custar mais três milhões ao Sporting devido ao despedimento ilegal do treinador Sinisa Mihajlovic.

 

Bolasie (3,0)

Merece mais a nota pela presença e arrancadas que puseram em alerta a defesa contrária do que por qualquer efeito prático da sua prestação. Na retina ficou a tentativa atabalhoada de marcar com um pontapé acrobático de costas para a baliza e a conquista do canto que valeu o 3-0. Aqui que ninguém nos ouve, foi poucochinho. Mas tudo está bem quando acaba bem.

 

Vietto (3,0)

Também não foi o “verdadeiro artista” a que começou a habituar os adeptos, perdendo a hipótese de deixar marcar ao falhar um remate em arco em posição frontal. Perdeu uma boa oportunidade de provar à Europa que voltou para conquistar o mundo.

 

Luiz Phellype (3,5)

A subtileza no desvio da bola e a assertividade na conquista de posição para o cabeceamento que inaugurou o marcador antes dos dez minutos lançou uma promessa de noite memorável que não foi totalmente cumprida. O avançado brasileiro pode queixar-se de falta de ajuda dos laterais e dos extremos, mas a verdade é que demonstrou os limites que o cerceiam no controlo de bola deficiente que o impediu de seguir isolado para a baliza num lance na segunda parte.

 

Jesé Rodríguez (2,0)

Entrou para o lugar de Luiz Phellype e tentou demonstrar a tese de Frederico Varandas que lhe atribui qualidades de avançado-centro móvel. Por azar dos Távoras chegou atrasado a um excelente cruzamento de Acuña e concentrou-se em impor respeito aos adversários.

 

Neto (2,5)

Tirando uma antecipação escusada a Luís Maximiano, cumpriu sem dificuldades a missão de manter a baliza do Sporting inviolada nos minutos em que tomou o lugar de Mathieu.

 

Rafael Camacho (1,5)

Poucos minutos pouco aproveitados. Contribuiu apenas para o chavão “três da formação” em campo.

 

Silas (4,0)

Desta vez conseguiu que a equipa não desse meia hora de avanço ao adversário, montando uma equipa dominadora e que não permitiu quase nada ao PSV Eindhoven. Sendo certo que beneficiou do estado de graça dos melhores do plantel (Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu), teve uma noite que deverá ser recordada e repetida, de preferência com Wendel a cimentar-se no meio-campo e com outras opções nos extremos. Será que Gonzalo Plata ou até os adolescentes Joelson Fernandes e Bruno Tavares não conseguem fazer melhor do que os “incumbentes”?

Da pesada herança (2)

O Sporting está obrigado a pagar três milhões de euros a Sinisa Mihajlovic por quebra de contrato. Em causa, segundo noticia o jornal Record, está o despedimento do técnico sérvio decidido pela Comissão de Gestão que dirigiu o Sporting entre a destituição de Bruno de Carvalho e a eleição de Frederico Varandas.

A multa ao Sporting foi decretada pelo Tribunal Arbitral do Desporto e não é passível de recurso. O Clube sofreria consequências graves se não indemnizasse o sérvio, por causa das regras do fair play financeiro.

Segundo noticia o Record, tudo isto poderia ter sido evitado caso a Comissão de Gestão, presidida por Sousa Cintra, tivesse esperado quatro dias para despedir Mihajlovic. A decisão foi anunciada a 27 de Junho de 2018 quando, para evitar indemnizações, deveria ter ocorrido a 1 de Julho, data em que começava o contrato e respectivo período experimental. Mihajlovic estava a treinar apenas oficiosamente ao serviço do Sporting quando Cintra tomou aquela decisão.

2019/2020: os marcadores dos nossos golos

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Bruno Fernandes 11 (Braga, Rio Ave, Boavista, PSV, Rio Ave, Aves, Lask Linz, Paços de Ferreira, Rosenborg, PSV, PSV)

Luiz Phellype 5 (Portimonense, Rio Ave, Lask Linz, Paços de Ferreira, PSV)

Coates 3 (Marítimo, V. Guimarães, Rosenborg)

Vietto 3 (Famalicão, Belenenses SAD, Belenenses SAD)

Raphinha 2 (Portimonense, Portimonense)

Wendel 1 (Braga)

Pedro Mendes 1 (PSV)

Bolasie 1 (Rosenborg)

Jesé 1 (V. Guimarães)

Acuña 1 (V. Guimarães)

Mathieu (PSV)

A voz do leitor

«O que está a acontecer é o resultado da péssima gestão do futebol profissional esta época. É o que temos! Quando se olha para a forma como foi preparada a época e as saídas e entradas de última hora, temos de concluir que perante isto não há milagres. Oxalá não seja uma época parecida àquela de 2012/2013. Mas a dinâmica de maus resultados é muito preocupante.»

 

Frederico Silva, neste meu texto

É longo e árduo, mas chegaremos lá

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1

Bruno Fernandes é talvez o melhor jogador que vimos actuar no Sporting nestas duas últimas décadas.

Ontem, para a Liga Europa em Alvalade, superou a sua marca pessoal num só jogo ao intervir nos quatro golos da partida. Marcou dois e deu outros tantos a marcar. E é já o quarto melhor marcador leonino de todos os tempos em provas europeias, com 12 golos. Só ultrapassado por Mascarenhas (13), Manuel Fernandes (18) e Liedson (26).

Hoje, a UEFA elegeu-o como o jogador mais destacado da quinta ronda das competições europeias. Distinção inteiramente merecida.

 

2

Um grande Bruno torna ainda maior o Sporting: igualámos ontem o nosso melhor registo de sempre na Liga Europa, a par com a temporada 2010/2011. Com quatro vitórias em cinco jogos. E ainda podemos conseguir a melhor prestação de sempre na fase de grupos desta competição, em que já nos qualificámos para os 16 avos de final.

Com 2,2 golos por jogo. Também aqui uma das nossas melhores médias na Liga Europa.

Na noite de ontem, eficácia máxima: sete remates, seis dos quais à baliza. Três produziram golos.

 

3

De salientar ainda que o Sporting foi a única equipa portuguesa que não sofreu golos nesta ronda europeia.

O caminho faz-se caminhando. É longo e árduo, mas chegaremos lá.

Pódio: Bruno Fernandes, Mathieu, Max

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-PSV pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 23

Mathieu: 19

Luís Maximiano: 19

Acuña: 18

Luiz Phellype: 17

Idrissa Doumbia: 16

Wendel: 15

Bolasie: 15

Ilori: 15

Vietto: 15

Neto: 14

Rosier: 14

Camacho: 13

Jesé: 13

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo.

O momento determinante do jogo

O Sporting foi para o intervalo com uma confortável vantagem de três golos e o segundo tempo avizinhava-se um passeio no parque mas, aos quarenta e seis minutos, o PSV apareceu na área e criou a oportunidade para aquilo que podia ter sido o 3-1 e o princípio de quarenta e quatro minutos de nervos e coração nas mãos.

Felizmente houve Max. O jovem guarda-redes disse "presente" e defendeu o golo quase certo. Esta defesa manteve a equipa tranquila e ajudou a que a segunda parte fosse efectivamente mais fácil para o Sporting.

Os jogos são um somatório de momentos e neste momento Max foi determinante para a vitória folgada que se conseguiu.

Rescaldo da noite europeia e algumas reflexões...

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Faltam adjectivos para definir a classe de Bruno Fernandes. Ontem maravilhou os espectadores presentes em Alvalade com dois golos e outras tantas assistências, dispondo de liberdade de movimento no meio-campo, jogou e fez jogar. Um privilégio ter este jogador de classe mundial como capitão da nossa equipa.

Ontem foi uma noite gala para o Sporting e uma azia para a orfandade letal, apostada em cavalgar a insatisfação com os maus resultados da equipa, para regressar a um passado de má memória e retomar injustificadas benesses. Saiu-lhes o tiro pela culatra, mal tentaram entoar os seus cânticos de insulto ao presidente, foram vaiados pelos sportinguistas no estádio, que mostraram claramente que não têm saudade dos comportamentos incendiários e demais javardices que eram prática habitual na bancada Sul.

Não é por ganhar um jogo, apesar da boa exibição, que deixo de criticar Frederico Varandas e defender antecipação de eleições para a Primavera de 2020. Mas uma coisa é certa, na questão das claques, o presidente tem o apoio maioritário dos sócios, incluindo o meu. Aguardemos serenamente os próximos resultados, esperando que a próxima janela de transferências em Janeiro não traga mais do mesmo, incompetência igual à demonstrada no Verão passado.

Bruno Fernandes só pode sair pela cláusula em Janeiro, nunca abaixo de 70 milhões no final da época. Os restantes até podem ser negociáveis, mas jamais a preço de saldo. E terão que ser substituídos por jogadores de qualidade. É tempo dos responsáveis pelo futebol mostrarem o que valem, ou serem substituídos...

A camisola de Damas

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O Sporting tem o melhor histórico de formação em Portugal. Ponto. 

Ontem, contra o PSV (4-0), estavam em campo dois jogadores que tiveram um comportamento miserável para com o clube que os formou - Bruma e Ilori. E estes tiveram sucessores à altura no baixinho Podence e no rastejante Rafael, que rescindiram um contrato ao primeiro aceno de um cheque (apesar de ele vir, respectivamente, da liga grega, onde presidentes de clubes entram em campo com pistolas, e do 6.º ou 7.º clube em França, o equivalente ao nosso Rio Ave). A favor de Podence, Patrício e William, o facto de o processo ter terminado com a sua venda (o rastejante Rafael, a quem desejo uma curta e triste carreira, nem isso). Mas este não é um post sobre esse processo, em que tantas forças se uniram para prejudicar o clube.

Nos últimos anos, muita gentinha sem respeito pelo Sporting tem saído da Academia. O Clube não tem formado gente à altura da sua dignidade. São disso exemplo os tristes Bruma e Ilori e os miseráveis Podence e Rafael. 

Dá, por isso, um gozo ainda maior ver um jogador da formação que sabe falar e sabe estar à altura do clube que representa. Como as palavras captadas pelo Edmundo Gonçalves bem atestam. Tal como outras que lhe tenho ouvido.

Bem-vindo ao Clube, Max. Que enorme exibição. Uma decidida saída aos pés (de Bruma, ironias do destino...) , que evitou o 2-1 na primeira parte (e os estados de nervos da equipa, que tão mau resultado têm dado). Que enormes reflexos na segunda parte, evitando o 3-1. Que consistência e inteligência a lançar o jogo (algo que falta a Renan como água no deserto).

Sobretudo, Max: nunca te esqueças que a camisola que vestes é a de Damas. Procura estar à altura dele e dos maiores. No talento, mas também na devoção e na dedicação. A glória merece-se. 

Max Patrício

Vinha ali a chegar a Mafra, pela A21, quando o miúdo prestava declarações.

Quando ele disse "os miúdos querem ser jogadores de futebol, eu queria ser jogador do Sporting", até tirei o pé do acelerador e ia deixando a carripana ir abaixo quando ele disse "a maior felicidade é estrear-me com 20 anos pelo Sporting nas competições europeias".

Raios, que a gente ainda os forma com garras, poucos, mas pelos vistos bons.

Nestas coisas há sempre males que vêm por bem e parece que a lesão de Renan poderá ter sido a abertura de portas para termos guarda-redes para pelo menos os próximos dez/doze anos e se a evolução for o que promete, temos Patrício, Max Patrício, se entretanto uma cabecinha qualquer não o empandeirar por empréstimo ou vendido a pataco.

Se hoje o melhor foi o do costume (dois golos, duas assistências), as fífias que Ilori e Doumbia deram, obrigaram a sair da toca o Luis Maximiniano, Max para todos nós sportinguistas, que fez um belo número de como bem defender uma baliza. E até demonstrou que sabe colocar a bola longe, jogável, com os pés!

Força Max, eu prometo que não te iremos assobiar como ao outro!

Ídolos zero? Vão-se ....

Em mais uma variação táctica de Silas, desta vez parecendo mais Keizer que Peseiro, o Sporting surgiu num 4-3-3 de ataque, com combinações bem conseguidas nas laterais e encostando o PSV à sua área.

Mas nada disso seria conclusivo se não fossem as individualidades do costume. Bruno Fernandes assiste para o primeiro, marca um golaço no segundo, assiste para o golaço de Mathieu no terceiro, marca o penálti cavado brilhantemente por Acuna no quarto. Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña, três dos quatro craques do plantel. Os meus ídolos e de muitos Sportinguistas. Quem não são os meus ídolos de certeza são aqueles que mais uma vez confundiram os interesses das suas seitas com os do Sporting, nem quem lhes dá ordens ou incentiva para o efeito.

O Sporting precisa de ídolos, jogadores que se destaquem e que façam a diferença, cativem a malta nova, tragam novos adeptos ao estádio para os ver jogar. Bruno Fernandes à cabeça, grande homem, grande capitão.

Para além dos ídolos hoje tivemos um grande guarda-redes entre os postes, Max. Sempre gostei de Renan, que já nos deu muitas vitórias e foi decisivo em duas taças. Lesionado sabe-se lá porquê. Max entrou e quem não soubesse iria dizer que estava ali um guarda-redes no topo da carreira, concentrado, seguro e a fazer tudo bem feito.

Silas está de parabéns (agora não tem mesmo perdão se resolver voltar a inventar tripés e trincalhadas). Grande vitória, grande noite do Sporting Clube de Portugal.

SL

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo esta noite. Da exibição de gala do Sporting em Alvalade frente ao PSV, hoje eliminado da Liga Europa pelo onze leonino: foi a melhor actuação da época da nossa equipa, traduzida em números concludentes - vitória por 4-0. Única goleada com marca do Leão até ao momento nesta temporada 2019/2020. Começou a ser construída muito cedo, logo aos 9', com um golo de cabeça de Luiz Phellype à ponta de lança clássico, prosseguindo aos 16' com um forte disparo de meia-distância do capitão Bruno Fernandes, que esteve nos quatro golos. Marcou dois, deu dois a marcar (o primeiro e o terceiro, aos 42', na cobrança de um canto a que Mathieu deu a melhor sequência com um magnífico pontapé sem deixar a bola cair no chão) e apontou o último, de penálti, aos 64'. Esteve em todos, revelou-se uma vez mais o melhor em campo, nunca tinha alcançado números tão brilhantes numa partida só. Proeza tanto mais de realçar quanto sabemos que o adversário é uma equipa com excelente reputação: o PSV segue em terceiro lugar no campeonato holandês. Mas quem ruma em frente na Liga Europa é o Sporting.

 

Gostei da exibição de Luís Maximiano, hoje titular em estreia na baliza leonina numa competição da UEFA - sucedendo de algum modo a Rui Patrício, que se estreou há 12 anos na mesma posição. Muito seguro e concentrado, com bons reflexos, teve um papel irrepreensível não apenas entre os postes mas também a antecipar-se em saídas oportunas que abortaram lances ofensivos do PSV. Também gostei que tivéssemos terminado o jogo com três elementos da formação leonina em campo: além de Max, Ilori e Rafael Camacho. E do impressionante slalom de Acuña atravessando o campo todo com a bola dominada, imitando o seu compatriota Diego Maradona aos 63', na mais vistosa jogada do desafio, só terminada quando o lateral argentino foi derrubado em falta dentro da grande área holandesa, daí resultando o nosso último golo.

 

Gostei pouco  das actuações de Vietto e Bolasie, únicos titulares que estiveram abaixo do desempenho médio da equipa. Nem os passes lhes saíram bem, nem a pressão de que estavam incumbidos resultou com eficácia nem a pontaria de ambos se revelou afinada. O congolês, por exemplo, rematou três vezes, mas sempre à figura do guardião adversário.

 

Não gostei  do regresso de Bruma a Alvalade. Com a camisola errada: não estava de Leão ao peito apesar de ter sido formado na Academia de Alcochete. Há seis anos, forçou a saída do Sporting, renegando o clube que lhe ensinou quase tudo quanto sabe. O destino não lhe sorriu nesta efémera reaparição na antiga casa-mãe: teve um desempenho medíocre ao serviço do PSV, terá sido talvez o pior jogador em campo e acabou por não regressar depois do intervalo.

 

Não gostei nada de ver duas dúzias de viúvas aos gritinhos contra o presidente leonino, ainda antes de terminar o jogo, indiferentes à exibição, ao triunfo e à goleada. Desrespeitando assim os profissionais do Sporting que davam o seu melhor em campo, a equipa técnica que os orientou muito bem e o conjunto dos adeptos. Era noite de aplausos, não de assobios - excepto para aquela minoria que insiste em torcer pelas derrotas. A reacção das restantes bancadas não se fez esperar: esse bando de imbecis, acampado na zona onde costumava ficar a Juve Leo, recebeu uma estrondosa vaia da vasta maioria que vê neles aquilo que realmente são. Letais ao Sporting.

Quatro casamentos e um funeral

Casamentos*

Sporting Clube de Portugal 4 vs. PSV 0

Vitória Sport Clube 1 vs. Royal Standard de Liège 1

Sporting Clube Braga 3 vs. Wolverhampton Wanderers FC 3

Young Boys 1 vs. Futebol Clube Porto 2

Funeral

Touros (Lagostas) Vermelhos** 2 Sport Lisboa e Benfica 2

*(na altura em que escrevia este "post" a conjugação de resultados permitia que todos os clubes portugueses seguissem em frente, todos? bem; todos menos um [o Benfica é como a aldeia de Astérix ao contrário, é a única aldeia desistente])

** Vítor Serpa, na última página d' ABola de hoje chama Touros Vermelhos à equipa alemã (a origem da palavra lagosta neste contexto? investiguem)

Nunca esqueceremos

 

Estavam decorridos 20 segundos de jogo num Sporting-Benfica quando, da zona do estádio onde se concentravam os ultras da Juventude Leonina, começaram a chover tochas incendiárias dirigidas a Rui Patrício.

Uma cena miserável e canalha, decorrida quando ainda quase todos cantávamos O Mundo Sabe Que com entusiasmo nas bancadas.

Nunca a esqueceremos: aconteceu a 5 de Maio de 2018 e foi um dos momentos mais vergonhosos de que me recordo como adepto e sócio do Sporting. Hei-de lembrá-lo sempre que alguém se atrever a branquear e desculpar o comportamento incendiário de tais meninos.

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