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És a nossa Fé!

Mais do mesmo

Notícias que vão circulando por aí garantem que a administração da SAD do Sporting anda em busca de mais um extremo, que poderá vir do Brasil daqui a mês e meio. Neste caso para preencher a ala esquerda.

Será engano meu ou a última posição que precisamos de reforçar é precisamente esta? Lembro que o último "reforço" desembarcado em Alvalade é extremo-esquerdo de origem, nasceu no Brasil e ainda nem sequer calçou.

A voz do leitor

«O Sporting sempre teve formação, já no tempo de Pedro Gomes, há 60 anos. Não havia ainda Academia, os putos começavam na primária (juvenis), iam subindo de escalão ate chegar à equipa principal; alguns faziam o primeiro jogo com menos de 18 anos. Nunca entravam às molhadas! Iam entrando, como Mário Jorge, aos 18 anos, contra o FCP, lançado por Allison.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Avaliando a presidência de Frederico Varandas...

Enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, não me considero satisfeito com os resultados obtidos por Frederico Varandas. Não o irei insultar, nem assinei até ao momento qualquer pedido para realização de AG destituitiva, mas poderei rever a minha posição no futuro, sem obviamente alinhar com qualquer tentativa de retorno à javardice. Concordo com a suspensão das claques, facto manifestamente insuficiente para justificar a continuidade de Frederico Varandas à frente dos destinos do clube, face aos miseráveis resultados obtidos pelo futebol, verdadeiro core business da instituição. 

Defendo que se antecipem eleições para o início da próxima primavera, devolvendo a palavra aos sócios. Até lá, terá que ser Frederico Varandas e sua equipa a gerirem o próximo mercado de transferências. E até podem apresentar-se a votos, sujeitando-se com humildade democrática à deliberação dos sócios. Se porventura vencerem, sairão com legitimidade reforçada e colocarão um ponto final na contestação, caso saiam derrotados, terão servido o Sporting, de nada adianta barricarem-se atrás dos estatutos contra a vontade da maioria, sob pena de sairem pela porta pequena, ou enxovalhados numa destituição. 

Fica pois o apelo ao bom senso do presidente Frederico Varandas e seus pares dos órgãos sociais. Vamos a votos, porque apesar do empenho e boa vontade que possam ter, não estou a afirmar o contrário, a verdade é que a situação actual está muito longe do cenário que nos foi prometido na candidatura.

Lembrar algumas promessas de Varandas

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Passaram 14 meses desde que os actuais órgãos sociais do Sporting entraram em funções.

É tempo de lembrarmos algumas das promessas mais emblemáticas de Frederico Varandas aos sócios do clube, expressas no seu programa eleitoral, sob o lema "Unir o Sporting".

Aqui as recordo, para que os leitores possam reflectir sobre o que já foi feito e o que permanece por fazer:

 

  • No futebol, montar uma estrutura vencedora, com uma equipa coesa e coordenada.
  • Definição de uma política de contratações muito rigorosa, em articulação entre os elementos da prospecção e a equipa técnica.
  • Equipa de olheiros profissionais especialmente atenta aos mercados com maior potencial.
  • Departamento médico dotado de métodos sofisticados de monitorização de treino.
  • Implantação de dois campos de futebol relvado na Academia de Alcochete.
  • Rede de recrutamento nacional liderada por um responsável técnico muito qualificado assessorado por coordenadores regionais.
  • Manter a aposta nas modalidades com uma estrutura liderada por um profundo conhecedor desta área.
  • Recuperar o basquetebol como modalidade leonina.
  • Criação de um centro de alto rendimento de atletismo, com o nome do professor Mário Moniz Pereira.
  • Criação de uma academia de modalidades inspirada no modelo da Academia de Alcochete.
  • Renegociar a dívida bancária.
  • Manter a receita de bilheteira fora do pacote de garantias do passivo financeiro.
  • Assegurar a recompra das VMOCs.
  • Negociar os nomes do estádio e da academia, garantindo o contributo de parceiros de referência.
  • Permitir que os sócios espalhados pelo País possam exercer o direito de voto nos núcleos.
  • Atingir o número de 200 mil sócios até ao fim de 2019.

A voz do leitor

«O processo do Gelson Dala — mais do que os 5-0 contra o Benfica — foi a gota de água para um levantamento de "rancho" dos sportinguistas, independentemente da sua colagem a esta ou à anterior Direcção. Se há coisa que o presidente Varandas está a conseguir fazer, pela ausência insuportável de respostas, a esta e outras questões, é unir todos os sportinguistas, mas infelizmente não pelas melhores razões.»

 

António, neste meu texto

Palmarés leonino 2019/2020

Sporting conquista a Supertaça de futsal, goleando o Benfica por 6-2.

Hóquei em patins: Sporting vence FC Porto e conquista Taça Continental pela primeira vez.

Jorge Fonseca, sete vezes campeão nacional pelo Sporting, torna-se no primeiro português campeão mundial de judo. categoria -100kg.

Judoca leonina Daria Bilodid sagra-se bicampeã mundial da modalidade na categoria -48 kg.

Ténis de mesa masculino do Sporting conquista Supertaça.

Ténis de mesa feminino do Sporting conquista Supertaça.

Sporting derrota Benfica na Supertaça feminina de râguebi.

Leoas do râguebi conquistam Taça Ibérica pelo segundo ano consecutivo.

Supertaça de golbol conquistada pelo Sporting contra o FC Porto.

 

(em permanente actualização: os títulos mais recentes surgem a verdito)

Os melhores prognósticos

Voltámos às vitórias no campeonato - e voltaram os palpites acertados ao És a Nossa Fé.

Desta vez houve quatro vencedores na ronda de prognósticos para o Sporting-Belenenses SAD. Com natural destaque para a Cristina Torrão, minha colega de blogue: ela vaticinou não apenas o resultado (2-0 para o Sporting), mas o marcador de um dos golos (Vietto, que até marcou os dois).

Tal como ela, também os leitores Orlando, José Vieira e Verde Protector justificam destaque.

Menção honrosa para a nossa estimada leitora CAL, que anteviu o desfecho. Faltou-lhe apenas acertar em Vietto. Mas merece ser cumprimentada.

Domingos

Domingos Duarte, central de 24 anos, foi chamado, pela primeira vez, à seleção A. Com toda a justiça. Tem qualidade e era natural que trocasse o Sporting por uma liga mais competitiva e que gerasse um encaixe. O que não foi natural, foi ter ido para o Granada, no verão passado, por apenas 3 milhões de euros. Sobretudo quando a qualidade no centro da defesa do Sporting não reina e depois de ter feito uma grande época na Corunha. 

Um mistério chamado Fernando

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Já no terceiro mês em Alvalade, o brasileiro Fernando continua sem se estrear de verde e branco. Nunca o vimos jogar com as nossas cores. O mistério permanece: a lesão só pode ser muito grave para exigir uma recuperação tão demorada.

Tal como aconteceu com Rosier, que frequentou durante semanas o estaleiro leonino, também este extremo chegou fisicamente impedido ao Sporting. Algo inaceitável numa estrutura de futebol profissional. E que contraria declarações expressas do presidente Frederico Varandas durante a campanha que culminou na sua eleição. Recordo que o então candidato prometeu devolver à procedência quem aterrasse por cá sem revelar boa condição física.

Há que perguntar, sem rodeios de qualquer espécie, o que leva a administração da SAD a contratar jogadores inaptos para o futebol de alta competição. E como foi possível o presidente do Sporting equivocar-se a tal ponto sobre os supostos méritos de Fernando que chegou a dizer isto dele, em entrevista ao canal do clube: «O Fernando é um extremo que foi considerado dos melhores do campeonato brasileiro em 2016/17 e 2017/18. Foi uma revelação do campeonato brasileiro.» Frases que não correspondem aos factos.

«No Sporting quem escolhe os jogadores é o clube» , disse igualmente o candidato Varandas na campanha. Face ao sucedido, há que concluir, portanto, que escolhe mal.

De Fernando, um jovem cheio de tatuagens, resta-nos uma fotografia. Até agora é tudo quanto realmente sabemos dele.

A voz do leitor

«Um case study é saber o dano causado ao Sporting por "todos os treinadores" que optaram por esturricar mais de uma centena de milhões de euros em incompetentes com provas dadas - a lista é tão longa que não vou estar a listá-la, passe o pleonasmo - ao mesmo tempo que nunca deram uma verdadeira oportunidade a dezenas de jogadores da formação.»

 

JG, neste meu texto

Erros de casting

No futebol os erros de casting são mais que frequentes. Quantas vezes vimos chegar um jogador que "parecia que" e afinal fomos de desilusão em desilusão até ao fim?

Mas também muitas vezes os julgamentos são precipitados e aqueles que pareciam uns flops nos supreendem e temos que engolir as nossas palavras.

O futebol é assim. Alguém disse, e com muita razão, que no futebol "o que hoje é verdade, amanhã é mentira".

Portanto, obviamente o que vou dizer em seguida vale o que vale, é apenas a minha opinião de hoje, muito avinagrada pelas últimas exibições, que aliás muito espero que seja desmentida no futuro próximo.

Esta estrutura de futebol do Sporting está contaminada por erros de casting mais do que evidentes, no relvado e fora dele, pessoas e profissionais que não correspondem ao que o Sporting precisava no momento actual, e que comprometem e destroem o trabalho daqueles poucos que se destacam e necessitam duma rectaguarda sólida e comprometida.

O Sporting com Jorge Silas, mudando de sistema e de jogadores em posições nucleares todos os jogos, sistematicamente joga mal e às vezes pessimamente. Contra equipas sempre de categoria inferior, tem ganho mais do que tem perdido, mas apenas isso. Tem sobrevivido à custa de rasgos individuais dos poucos artistas do plantel.

O Sporting precisa de mais profissionais de topo como Mathieu, Coates, Acuña e Bruno Fernandes.

Precisa dum treinador de guarda-redes como Nelson Pereira.

Precisa dum preparador físico de topo como Roger Spry ou Radisic.

Precisa dum treinador experiente e com grande capacidade de liderança como vários que já tivemos, cujos nomes todos conhecemos.

Mathieu colocou como condição para continuar a presença de Coates. Faz todo o sentido. O que não faz sentido nenhum é ver um Coates ao lado dum Ilori.

Bruno Fernandes se calhar não colocou condição nenhuma. Mas devia ter colocado. Um treinador de nível equivalente ao melhor que treine em Portugal. No mínimo com habilitações para orientar a equipa desde o banco.

Quanto ao director desportivo, o máximo responsável pelo "casting", chame-se ele Hugo Viana ou outra coisa qualquer, estamos conversados.

SL

Pódio: Vietto, Bruno Fernandes, Bolasie

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Belenenses SAD pelos três diários desportivos:

 

Vietto: 19

Bruno Fernandes: 17

Bolasie: 16

Luiz Phellype: 15

Renan: 15

Idrissa Doumbia: 14

Rafael Camacho: 14

Coates: 14

Rodrigo Fernandes: 13

Eduardo: 13

Borja: 13

Ilori: 13

Rosier: 13

Neto: 9

 

Os três jornais elegeram Vietto como melhor jogador em campo.

Pobreza franciscana!

Desde a derrota com o Rio Ave para o campeonato que deixei de ir a Alvalade. E ontem também não era para ir.

Não fosse o meu filho mais velho às cinco horas da tarde a ligar-me:

- Pai, vais à bola?

- Eu não!

- Olha que estou a caminho do estádio.

Pronto peguei na farpela (camisola Stromp e cachecol) e no carro e eis-me a caminho do Estádio. Encontro nas tascas ambulantes de bifanas e fomos ocupar os nossos lugares na zona Norte.

Começou o jogo:

  • Não percebi aquela dos três centrais de Silas contra um Belenenses fraquinho, fraquinho;
  • Ilori decididamente não tem lugar nesta equipa;
  • Eduardo não se viu;
  • Os laterais não descem;
  • Não há um pensador de jogo;
  • Bruno Fernandes esteve quase sempre ausente do jogo;
  • Boulasie é grande, mas não é grande coisa;
  • Em suma, a equipa não joga um carapau.

Não gostei dos cânticos contra o Presidente. A mim, que não votei nele, não parece uma nobre atitude (devem ter aprendido com alguém, digo eu!). Os assobios são justos (desculpem lá mas é necessário passar para dentro do campo que aquilo não é jogo!).

A equipa (não) joga sobre brasas e cada jogador tenta libertar-se da bola o mais depressa possível sem critério nem competência. Não houve um passe certeiro, uma jogada bem delineada, futebol de qualidade.

Foi tudo muito pobre, muuuuuuuuuuuuuuuito mesmo.

Assim vamos ter alguma dificuldade em subir na tabela classificativa.

Parabéns à Torcida Verde

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Não é segredo que a minha claque favorita no Sporting é, de há muito, a Torcida Verde. Daqui vão, portanto, as minhas felicitações aos membros da Torcida. Porque estão de parabéns: faz hoje 35 anos que esta claque foi fundada. Para servir o Sporting e não para se servir dele.

Razão acrescida para merecerem o caloroso abraço que aqui lhes deixo.

Armas e viscondes assinalados: Sem saber ler nem escrever nem fazer contas nem atravessar a rua, mas com Bruno & Vietto

Sporting 2 - Belenenses SAD 0

Liga NOS - 11.ª Jornada

10 de Novembro de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Teve ocasião de aquecer as mãos logo no arranque do jogo, desviando para canto um remate traiçoeiro, e depois aqueceu as pernas ao recolher e despachar a bola nas muitas ocasiões em que os colegas não sabiam o que fazer com tão estranho objecto que a outra equipa fazia rolar no relvado. Sem muitas oportunidades para demonstrar o seu valor, pois também o Belenenses SAD não converteu em nada o absoluto domínio numa das primeiras partes mais vergonhosas a que o estádio já assistiu, levando não poucos resistentes a invejarem aqueles que viram as gameboxes canceladas pela actual gerência, o guarda-redes brasileiro disse presente sempre que foi chamado a tal, quase sempre para acorrer a atrasos dos colegas da defesa e do meio-campo. Ainda conseguiu ver um cartão amarelo por demorar a cobrar um livre quando o resultado estava em 0-0, numa pequena sacanice do árbitro Manuel Oliveira, cuja actuação manhosa até fez parecer que o Sporting ainda mete medo a alguém.

 

Rosier (2,5)

Foi dos primeiros a tentar agitar as águas, faltando-lhe convicção e concentração para se desenvencilhar dos adversários que surgiam na sua área de jurisdição. Bastante permeável a defender, melhorou na segunda parte e contribuiu para as jogadas que levaram à conquista de três pontos que a certo momento do jogo pareceria ser ficção científica.

 

Neto (2,0)

Ficou incrédulo quando Silas o retirou do relvado, por volta de uma meia hora de terror para qualquer adepto a quem a Beatriz Costa não tenha passado os miolos pela água fria da ribeira. Tinha alguma razão, pois as suas más abordagens, fossem entradas sem tino e para as quais nunca há perdão para quem jogue de leão ao peito, alívios à queima que causavam apuros aos colegas ou passes directos para adversários, em nada destoavam das más abordagens dos outros jogadores do Sporting. Resta-lhe a compensação de que, na realidade, Silas desfez por volta da meia hora o seu próprio sistema táctico.

 

Coates (2,5)

As ausências de Mathieu e de Acuña reduziram a metade o número de futebolistas acima de qualquer dúvida que restam no plantel. E a má notícia é que mesmo o uruguaio esteve aquém daquilo que sabe fazer, errando mais do que é habitual nas abordagens e nos posicionamentos.

 

Tiago Ilori (2,0)

Tirando a descoordenação flagrante com Borja, ao ponto de passar a impressão que os dois nunca treinam juntos, fez mais uma exibição esforçada, ao seu nível, conseguindo compensar o que não sabe fazer com o que tenta fazer. Curiosamente, logo no dia seguinte Fernando Santos convocou Domingos Duarte, despachado para o Granada por menos dinheiro do que custou recuperar o passe de Ilori.

 

Borja (2,0)

Chega a ser comovente observar o terror que o colombiano sente de avançar pela ala esquerda, preferindo voltar atrás e fazer aos potenciais contra-ataques aquilo que os assassinos fazem com uma almofada a quem está a dormir. Mas claro que não só tentou conter os adversários com algum sucesso como em dados momentos, contando com concentração de talento à sua volta, contribuiu para algumas jogadas de ataque.

 

Rodrigo Fernandes (2,0)

O ainda junior foi a última alteração que Silas fez em relação aos titulares que deram conta do Rosenborg. Respondeu bem à prova de confiança, mas o caos em seu redor levou a que visse muito cedo o amarelo, sendo esse o motivo apontado para ser substituído ao intervalo. Melhores dias virão, sabe-se lá quando.

 

Eduardo (1,0)

Autor de um cabeceamento que foi a primeira jogada de relativo perigo, passadas já umas penosas dezenas de minutos, distinguiu-se dos demais pela concentração de defeitos do actual futebol leonino. Desprovido de visão de jogo, desprovido de qualidade de passe, desprovido de motivo para integrar o plantel de uma equipa que, apesar dos pesares, ocupa a 30.ª posição no “ranking” da UEFA, arrastou-se demasiado tempo no relvado e não foi por acaso que a equipa melhorou após recolher ao banco de suplentes.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Andou perdido e de braços caídos, como todos os colegas, naquela primeira parte do nosso descontentamento. Nem um livre directo que saiu muito perto do tal sítio onde a coruja dorme logrou animá-lo, pouco melhorando de estado de espírito face às limitações de vários colegas. Valeu a ele, e ao Sporting, que nunca desistiu, envolvendo-se com enorme critério no ataque apesar de ser forçado a recuar no terreno pelas constantes variações tácticas. O passe longo que Vietto não conseguiu converter em “hat-trick” merece por si só uma estrela Michelin.

 

Bolasie (3,0)

Também ele andou pelo deserto de ideias e de jogadas, parecendo candidato evidente à saída para dar lugar a mais um capítulo da redenção em curso de Jesé Rodríguez. Mas a dado momento soltou-se, mostrando estar muito mais à vontade na ala direita do que como avançado móvel (onde foi capaz de perdidas escandalosas), e foi decisivo nas jogadas dos dois golos.

 

Vietto (3,5)

Se o actual Sporting ainda tem uns “fab four” em Coates, Mathieu, Acuña e Bruno Fernandes, certo é que necessita de “quintos Beatles” como a Lucy precisa do Sky with Diamonds. Wendel consegue por vezes sê-lo, Renan vai ajudando no que consegue, mas é Vietto quem tem as condições intrínsecas ideais para desempenhar o papel. Demonstrou-o ontem: atravessado o vale da primeira parte lutou para construir jogadas e esteve no sítio certo à hora certa para selar um resultado muito acima da realidade presenciada por menos de 30 mil espectadores. A execução no primeiro golo é o tipo de coisa de que os sonhos são feitos e o segundo mostra-o como um “falso 9” oportuno e oportunista. Pena é que não tenha conseguido fazer o 3-0 após fintar o guarda-redes, mas pelo menos assim não voltou a festejar virado para as claques, arriscando-se decerto a ser contemplado com uma pesada multa por isso.

 

Rafael Camacho (2,0)

Deu entrada em campo ainda durante a primeira parte, contribuindo para retirar a equipa do coma induzido do 5-2-1-2 ou lá o que aquilo era. Foi, no entanto, mais simbólico do que outra coisa o seu contributo, ficando sobretudo ligado a um falhanço clamoroso, com a bola a sair para as bancadas dos grupos organizados de bodes expiatórios, ao ser isolado por Bruno Fernandes.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Entrou ao intervalo e fez por impor a sua lei com simplicidade de processos e o habitual entusiasmo que disfarça a memória de que aquela posição já foi ocupada por Oceano e William Carvalho, ou que João Palhinha vai no segundo ano de empréstimo ao Sporting de Braga. Se a equipa melhorou na segunda parte também foi em boa parte pelo seu contributo.

 

Luiz Phellype (2,5)

Mais do que um ponta de lança, valeu pela presença que coarctou a liberdade de movimentação da defesa contrária, contribuindo para os dois golos que aqueceram um final de tarde gélido. E o primeiro de Vietto até nasce da recarga ao seu remate.

 

Silas (2,0)

Claro que não tinha Mathieu e Acuña, claro que a planificação do futebol leonino (por assim dizer) deixou-lhe um plantel que torna válida a piada de mau gosto de que pior do que o 11 de Setembro só mesmo o 11 do Sporting... Ainda assim, foi sua a iniciativa de montar um esquema táctico que valeu meia hora de vergonha colectiva e poderia ter resultado em humilhação caso fosse tentado contra uma equipa melhor do que a do Belenenses SAD. O Sporting very sad que apresentou, forçando-o a desfazer os seus próprios equívocos enquanto o relógio avançava, exige maior humildade e reconhecimento de erros do que aqueles que demonstrou no final de um jogo em que a vitória sem saber ler nem escrever, resultante da qualidade de um punhado de jogadores, permite manter o Sporting a “apenas” dez pontos da liderança. Urge aproveitar mais um longo intervalo sem jogos para perceber o que pode retirar mais dos jogadores e que soluções pode encontrar nos sub-23 e nos emprestados. Assim como está é que não pode ficar.

Suicídio colectivo

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Mais do que a ruinosa preparação da época 2019-2020 - para a qual não há responsáveis (Viana?), apenas desculpas - continuar a achar que pode acabar com a JL e DUXXI é, para mim, o mais lamentável desta presidência. Volto a dizer: um líder hábil nunca teria deixado as coisas chegar a este ponto. 

Será que FV pensa que acabando com estas duas claques terá paz no clube? Será mesmo possível que isso lhe passe pela cabeça? Pode alguém estar tão distante da realidade do clube onde está há tantos anos? 

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Da vitória, arrancada a ferros. Conseguimos o mais importante: garantir os três pontos. Esta noite, em Alvalade, frente a um Belenenses SAD que foi claramente superior na primeira parte e chegou ao fim com mais posse de bola. Valeu-nos o inconformismo dos raros jogadores que demonstram inegável qualidade neste plantel leonino. Com destaque para Vietto, autor dos dois golos que serviram ainda em tempo útil para sacudir o triste torpor que tolheu a nossa equipa durante mais de uma hora em campo.

 

Do golão do argentino. Vietto é, de longe, o melhor jogador de todos quantos já foram contratados por Frederico Varandas. Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade. Seis minutos depois, repetiu a dose, a centro de Bolasie: foi um golo menos artístico mas confirmou Vietto como melhor em campo. E ainda podia ter marcado mais dois.

 

De Bolasie. Nem sempre actua com a elegância que os mais exigentes desejariam. Mas é esforçado e não desiste de um lance, mostrando aos companheiros como é que se faz. Foi influente nos dois golos leoninos, exibindo-se como um verdadeiro extremo direito - algo que nos faltou na outra ala - onde rende mais do que diante da baliza.

 

Das mudanças operadas por Silas durante o jogo. Frente ao iminente naufrágio que se avizinhava, e que suscitava protestos bem audíveis no estádio, o técnico mexeu bem na equipa, desmanchando o 3-5-2 inicial e fazendo-a alinhar em 4-3-3. Mandou sair Neto logo aos 33', trocando-o por Camacho, que enfim pôde demonstrar um pouco o que realmente vale perante o público de Alvalade. Ao intervalo, deixou Rodrigo Fernandes no balneário, mandando entrar Idrissa Doumbia - uma opção algo cruel para o jovem formado na Academia de Alcochete, em estreia como titular na equipa principal, mas indispensável para conferir dinâmica e capacidade de iniciativa ao nosso meio-campo. Enfim, aos 66', trocou o apático Eduardo por Luiz Phellype. No conjunto, foram mudanças que funcionaram: Bruno, mais desimpedido de movimentos, pôde enfim pôr a bola a circular e Vietto passou a jogar de trás para a frente em rotação da ala para o centro, como prefere. Com todas as suas limitações, que são bem evidentes, o técnico que veio do Belenenses SAD pode gabar-se de ter vencido sete dos nove jogos disputados pelo Sporting sob o seu comando. Mas precisa de não inventar tanto: tem de pôr Vietto a 10, recuar Bruno para o eixo de construção, colocar sempre um avançado de referência na área e apenas um médio defensivo.

 

De não termos sofrido golos. Do mal o menos: o processo defensivo, com Silas, parece mais consolidado. Pelo segundo jogo consecutivo, com um intervalo de três dias, mantemos as nossas redes intactas.

 

De termos encurtado distância para o terceiro classificado. O Famalicão perdeu dois pontos nesta ronda, empatando em casa com o Moreirense: separa-nos agora quatro pontos. E vimos o V. Guimarães - derrotado no seu estádio pelo Braga - ficar lá mais para baixo. Boas notícias, apesar de tudo.

 

 

Não gostei

 
 

Da miserável primeira parte do Sporting. Espectáculo deprimente, indigno dos pergaminhos e da raça do Leão. Pontapé para trás, pontapé para o lado, devolução ao guarda-redes, alas entupidas, má circulação de bola, um festival de passes falhados mesmo a curta distância, charutadas de centrais sem categoria, como Ilori e Neto. Chegámos a actuar com os onze jogadores remetidos ao nosso meio-campo, como se estivéssemos a defender o zero-a-zero, em casa, frente ao 13.º classificado da Liga. Uma vergonha.

 

Do onze escalado por Silas. O técnico do Sporting - terceiro da temporada, quinto da era Varandas - voltou a mudar o sistema táctico no campeonato, replicando o que fizera entrar em campo na quinta-feira frente ao Rosenborg para a Liga Europa. Foi um rotundo falhanço, desde logo porque na prática os laterais não evoluíram no terreno, formando assim um bloco defensivo composto por cinco elementos aos quais se somavam dois médios muito posicionais. Dando assim liberdade de movimentos ao Belenenses SAD, que nesses 45 minutos iniciais foi a equipa mais acutilante e que dava mais mostras de querer vencer.

 

Que só estivéssemos 27 mil espectadores em Alvalade. Desta vez o jogo decorreu a horas decentes. Mas nem isso atraiu mais público. E a verdade é que muitos dos que ainda foram ao estádio acabaram por sair bastante antes do fim. Convencidos de que aquilo não merecia mais.

 

Da ausência de Acuña e Mathieu. Num plantel escasso em jogadores de classe, como é o do Sporting actual, o argentino e o francês - excluídos por lesão - fizeram muita falta. Nenhum dos seus substitutos em campo revelou sequer um mínimo de qualidade para ocupar aquelas posições. O que só confirma como esta equipa é desnivelada e foi formada sem atender às reais necessidades de um clube que aspira, no mínimo, a atingir um posto no campeonato que lhe permita o acesso à Liga dos Campeões.

 

De Borja. O colombiano vai demonstrando, de jogo para jogo, que foi uma contratação falhada. Não reúne qualidades mínimas para ser titular de uma equipa com as aspirações do Sporting. Débil a defender, tímido a atacar, sem atributos técnicos que o recomendem, voltou a ter uma exibição péssima. E continua a intrigar-me como é que consegue ser internacional pela selecção do seu país.

 

Dos assobios aos jogadores. Estavam decorridos só 14 minutos e já Renan era alvo de sonoras vaias, oriundas sobretudo da curva sul. Pouco depois eram outros a ser brindados com as mesmas manifestações de "carinho" vindas das bancadas. Este péssimo hábito, recente em Alvalade, só pode enervar e desconcentrar os profissionais leoninos, não os ajudando em nada. Como se a equipa jogasse fora na própria casa. Pior só os insultos que do mesmo sector visaram o presidente do Sporting, à meia hora de jogo. Uma vez mais, estes gritinhos voltaram a ser abafados por estrondosos assobios da maioria dos sócios presentes nas bancadas, em evidente repúdio pela javardice das franjas mais extremistas da Juve Leo.

 

Foto minha, esta noite, em Alvalade

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