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És a nossa Fé!

A voz da leitora

«Será excessivo da minha parte considerar que, por muito bem intencionado seja Gonçalo Álvaro (e demais membros adstritos ao "desempenho" dos atletas), a verdade é que a forma física apresentada em campo faz pensar que algo de insuficiente se verifica? Insuficiente, mas não ao ponto de justificar o voto (pleno) de confiança no novo preparador físico? Não é ausência de confiança plena no novo preparador físico, nem responsabilidade maior de Gonçalo Álvaro, mas dos demais membros do gabinete de desempenho? Então e, nesta altura, como se articulam intervenções? São-no (agora) de uma exigência tal, que são requeridos dois preparadores físicos?»

 

CAL, neste meu texto

FORSSA PRAZIDENTE

Já não bastavam os vídeos de Ricciardi, temos agora Bruno de Carvalho a lançar um novo a cada doze horas. Uma pseudo-competição pelo título de macho-alfa das redes sociais.

Os likes e os comentários são sempre os mesmos. "Tu é que és o nosso presidente", "Força", etc. As pessoas têm toda a legitimidade para não se reverem em Varandas, têm toda a legitimidade para quererem Ricciardi, Bruno de Carvalho ou qualquer outro. Têm é que perceber que o Sporting não se governa com vídeos de 10 segundos onde se tenta fazer uma anedota.

E quem é que pensa no Sporting? Isto é tudo mau demais.

O Sporting é um assunto demasiado sério para ser levado neste tom. E se nenhum dos dois percebe, não merecem a visibilidade que têm no Universo Sportinguista.

A voz do leitor

«Se ainda dúvidas houvesse no espírito de alguém quanto à urgência do banimento dessa gente do seio do clube, aí está o comunicado do famigerado bando de hooligans que dá pelo nome de Juve Leo a ameaçar o Sporting e os seus dirigentes, para o provar.»

 

João Gil, neste meu texto

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Vasco Pulido Valente, benfiquista de gema

«Comecei logo por ser do Benfica (aos cinco anos?). Lá em casa havia a opinião, altamente absurda, que o Benfica estava "ligado" à "esquerda" e o Sporting ao regime. Nada disto fazia sentido. Os clubes populares de Lisboa eram o Oriental, o Atlético e até certo ponto o Belenenses. Não era o Benfica.»

«O Benfica do salazarismo também era uma organização autoritária. Os jogadores (que os dirigentes tratavam por "tu") dependiam inteiramente do clube, que regulava ao pormenor toda a sua vida. Com o "marcelismo" e o "25 de Abril", isto passou e o Benfica não se deu tão bem com a liberdade. A liberdade trouxe uma certa indisciplina e uma certa confusão, que pouco a pouco lhe reduziram a estatura e o domínio do futebol português.»

 

Vasco Pulido Valente

(Público, 10 de Maio de 2008)

Palmarés leonino 2019/2020

Sporting conquista a Supertaça de futsal, goleando o Benfica por 6-2.

Hóquei em patins: Sporting vence FC Porto e conquista Taça Continental pela primeira vez.

Jorge Fonseca, sete vezes campeão nacional pelo Sporting, torna-se no primeiro português campeão mundial de judo. categoria -100kg.

Judoca leonina Daria Bilodid sagra-se bicampeã mundial da modalidade na categoria -48 kg.

Ténis de mesa masculino do Sporting conquista Supertaça.

Ténis de mesa feminino do Sporting conquista Supertaça.

Sporting derrota Benfica na Supertaça feminina de râguebi.

Supertaça de golbol conquistada pelo Sporting contra o FC Porto.

 

(em permanente actualização: os títulos mais recentes surgem a verdito)

A voz do leitor

«Faz-me confusão como o Presidente da MAG, responsável por garantir um saudável desenrolar da AG, passa uma esponja por todos estes tristes episódios e vem dizer para a comunicação social que tudo correu dentro da normalidade e dentro do espírito democrata... À sua frente, um sócio com mais de 50 anos de associado foi impedido de falar e ele não só nada fez como ainda se veio orgulhar da forma como decorreram os trabalhos. Ah, já para não dizer que apelou a maior mobilização nas AG mas marca uma AG para as 20h30 de uma quinta-feira.»

 

Diogo Castro, neste meu texto

A voz do leitor

«Tivemos tanta pressa em expulsar o outro de sócio, mas ainda não vi acção nenhuma para expulsar os invasores de Alcochete. Não vi acção nenhuma para punir quem não cumpre as mais básicas regras do clube. O Sr. Presidente da Assembleia Geral não sabe impor a ordem? Não sabe que tem não o direito mas o dever e a obrigação de zelar pelo bom funcionamento de uma AG? Mas há mais! Como querem ser respeitados se não fazem nada para respeitar os sócios? A comunicação do clube está pela hora da morte e muitos dos problemas e divisões advêm daí. Comunicados sem conteúdo, desinformação, silêncio quando se exige uma resposta. Ninguém gosta de se sentir enganado e penso que há muito para ser explicado.»

 

Rodrigo Rafael Ribeiro, neste meu texto

Rui Patrício

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Gostei muito do regresso de Rui Patrício, ontem à noite, ao relvado de Alvalade. Num desmentido vivo de que o nosso estádio não funciona como talismã da selecção nacional. Ontem derrotámos o Luxemburgo por 3-0 (golos de Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes). Entre os postes impôs-se o nosso antigo capitão, com a classe que sempre lhe conhecemos, mantendo intactas as redes que lhe estavam confiadas.

É impossível que o actual guardião do Wolverhampton não tenha sentido uma emoção muito especial neste retorno ao relvado de um clube que serviu durante 18 anos - incluindo todos os escalões da formação. Um clube onde viveu dias de júbilo e triunfo, mas também conheceu horas amargas - com destaque para aquela vergonhosa agressão de que foi vítima, nos instantes iniciais do Sporting-Benfica de 2017/2018, quando uns mabecos da Juve Leo lhe lançaram tochas incendiárias.

Desta vez, nada de agressões: só houve aplausos. Portugal registou mais um triunfo, com o seleccionador Fernando Santos ao leme, nesta caminhada para o Euro-2020. Rui Patrício será - ninguém duvida - o guarda-redes titular nessa campanha, na senda do já sucedido no Euro-2016 e na Liga das Nações em 2019. Maiores troféus de sempre do futebol português ao nível de selecções.

A quem não viu o jogo de ontem, recomendo um momento muito especial: a marcação do segundo golo, por outro fruto da formação leonina: o inevitável Cristiano Ronaldo, numa jogada em que protagonizou uma recuperação de bola culminada numa soberba "cartola" ao guarda-redes adversário. Simplesmente genial.

A voz do leitor

«Sejam quais forem as razões de um lado e de outro, não consigo conceber que o Sporting possa ter um Presidente que possa ser tão odiado por uma parte significativa dos associados; não consigo conceber que associados do Sporting CP possam mostrar desrespeito em plena AG pelo Presidente eleito democraticamente; os insultos aos Órgãos Sociais são uma infracção disciplinar prevista nos estatutos; e não consigo admitir que se possa pensar na saída do Presidente com base nesse tipo de gritaria ou protesto.»

 

Luís Ferreira, neste meu texto

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

A Crendice e a Hipocrisia

Durante anos, décadas mesmo, as claques foram acarinhadas. Pelo clube, pelos associados, pelos adeptos. No registo da crendice mais rasteira, do analfabetismo ufano, as pessoas acreditam que o "apoio" das bancadas leva à vitória. E que quanto mais barulhento for esse apoio mais as bolas obedecerão aos intuitos dos jogadores do clube. Por isso tudo foi induzido, potenciado e louvado. Isto não foi Bruno de Carvalho que começou nem que fez crescer. Gera-se mesmo a ideia de que é saudável que os jovens pertençam às claques (o próprio Varandas reclamou essa pertença na sua juventude), como se isso seja uma "ocupação de tempos livres" louvável. Como tal e com o passar dos anos, independentemente das claques albergarem interesses económicos pouco credíveis, o seu grande efeito foi o de sedimentar, até sacralizar, a imagem de que o bom adepto é o barulhento, histriónico e, se "necessário" (aos bons destinos das bolas) praguejador. E, hoje em dia, só um cândido insultará o sô árbitro de "gatuno", como tanto acontecia nos "velhos tempos"

Assim, de forma mais ou menos organizada, mais ou menos espontânea, é normal que os adeptos que são associados saiam dos estádios (e pavilhões) onde praticam - para apreço generalizado do "Universo Sporting" - as suas ululantes coreografias e javardas cantorias, e vão até às assembleias-gerais para, exactamente nos mesmos propósitos, insultar aqueles que - para além de não lhes darem os bilhetes para revenda a preços simpáticos à rapaziada amiga - não têm conduzido as bolas com o sucesso desejado (imensos golos nas redes alheias, poucos e pouco significativos golos nas redes próprias). 

Os sucessivos dirigentes, tantos deles saídos dessas "Academias" do basismo intelectual e todos eles apreciadores desse tipo de "molduras humanas" entusiásticas, ficam depois um pouco embaraçados quando o coro de impropérios não é dirigido aos jogadores, técnicos e dirigentes de outros clubes, jornalistas, polícias ou outros profissionais avulsos, mas sim a eles próprios, ali a tentarem explicar propostas (boas ou más) que têm para a condução do clube.

Ora o que é engraçado é que isso apenas significa que os dirigentes do clube desrespeitam os estatutos, esses que estão obrigados a preservar - pois a isso se candidataram e para isso foram eleitos:. Pois:

o Artigo 21º (Deveres dos Sócios) diz: "g) manter impecável comportamento moral e disciplinar de forma a não prejudicar os legítimos interesses do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, nomeadamente defendendo e zelando pelo património do Clube;"

e o Artigo 28º (Infracções e Sanções Disciplinares) diz: "3 -  (...) consideram-se infracções disciplinares, nomeadamente, as seguintes:b) injuriar, difamar e ofender os órgãos sociais do Clube ou qualquer dos seus membros, durante ou por causa do exercício das suas funções; c) proferir expressões ou cometer actos, dentro ou fora das instalações do Clube, ofensivos da moral pública; d) atentar contra, prejudicar ou por qualquer outra forma impedir o normal e legítimo exercício de funções dos órgãos sociais do Clube".

Trata-se de uma questão educacional (cultural, se se quiser). Pois gente (dirigentes e seus eleitores) que considera simpático que as componentes do Universo Sporting, vestidas com as cores e símbolos do clube, se passeiem desde o Lumiar até qualquer recanto do país, e mesmo além-fronteiras, a insultar as genealogias do senhor Pinto da Costa, do senhor Vieira, dos seus simpatizantes, e restantes participantes na "indústria do futebol" e seus sucedâneos, ululando nos estádios (e pavilhões) e confrontando nas ruas, não percebe que tem por obrigação estatutária sancionar esta constante boçalidade. Mas como punir aquilo que tanto gostam? Só porque o feitiço se vira contra o feiticeiro?

Ou seja, se há alguém que deve ser punido por coisas como as que aconteceram ontem na Assembleia-Geral do clube são as pessoas que integram os órgãos sociais. Porque, mais uma vez, se recusam a cumprir os estatutos, a sancionar os associados que cometem o que está explícito como sanccionável.

É a “comunicação, estúpido”

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A falta de estratégia de comunicação no Sporting é gritante e a administração tarda em perceber a sua importância para a sua sobrevivência. O último exemplo foi a concretização do acordo com a banca na véspera de uma Assembleia que já se perspectivava quente.

Se há uma boa notícia, qual é a dificuldade em dar uma conferência de imprensa ou chamar os principais jornalistas para lhes transmitir todos os pormenores em viva voz e explicar tudo de forma a que não restem dúvidas? Como pouco ou nada foi feito, a mensagem que passou foi a “Banca deu mais um mega-perdão ao pobre Sporting”. Chats e programas de TV cavalgaram a onda, quando na prática o acordo é benéfico tanto para a banca como para o Sporting.

Esta situação caricata acontece depois das recentes entrevistas dadas pelo Presidente Varandas em que foi notória a falta de preparação e o foco para saber o que pode dizer e sobretudo o que nunca deve dizer:

"A derrota na Supertaça, para mim, marcou muito, e a confiança de Keizer baixou e isso sentiu-se a passar ao grupo."

"Gabo muito a sua coragem e paciência, mas eu não tenho para aturar um clube de malucos como o Sporting.”

Se Varandas não tem habilidade para comunicar, então ensinem-lhe. É assim tão difícil com tantos ex-jornalistas e assessores que o clube tem?

Por que razão é que a comunicação do clube está assente em Varandas, Francisco Zenha, Treinador e Capitão de equipa? O Sporting não tem directores e administradores que retirem o foco do Presidente e do Treinador? É difícil perceber que a comunicação precisa de uma estratégia para que se fale e escreva muito mais sobre o que o clube quer e precisa e não do que o vento sopra?

Será difícil aprender com os erros? Como diz o povo, é “a comunicação, estúpido”.

Beijinhos, abraços e muitos palhaços

As Assembleias Gerais do Sporting estão transformadas numa espécie de espetáculo de Trash Television mas com as Redes Sociais a ocuparem o lugar da televisão. Há sempre um cheiro a curiosidade mórbida no ar, todos querem saber o quê e quando vai correr mal. As Assembleias Gerais do Sporting são um barril de pólvora que, acreditem em mim, vai rebentar e magoar muita gente.

Ontem foi só mais um exemplo. Os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha vezes e vezes sem conta. Desta vez com um reforço de peso: as claques.

"Varandas, cabrão, pede a demissão"

Sou completamente a favor das manifestações de opinião. Das palmas e dos assobios nas devidas alturas. Sou é também contra qualquer tipo de ofensa e atitude menos séria só pelo simples facto do eleito não ser aquele em que eu votei.

O grande erro de Varandas e, neste caso, de Rogério Alves é não mandar retirar da sala quem não se está a comportar devidamente. As pessoas que estão interessadas na AG não têm que levar com horas de ofensas. AG após AG, sempre os mesmos, sentados no mesmo sitio, a repetir a mesma ladaínha.

Frederico Varandas caiu no erro de reagir à provocação e mandou um beijo para a plateia. Não me choca, porque um tipo não é de ferro, mas é um sintoma de descontrolo. O Presidente do Sporting Clube de Portugal tem que ter força suficiente para não reagir negativamente. Ainda assim não deixa de ser curioso que alguém se ofenda com isso, principalmente alguém que durante meses repetiu "beijinhos à sua mãe".

"Mas não foi ele que se propôs a unir o Sporting?"

Não se pode unir quem não quer ser unido. Hoje em dia, há gente que não quer ser do Sporting, só quer o caos no Sporting.

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

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