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És a nossa Fé!

Precisamos de árbitros como estes

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Precisamos de um árbitro como Rui Costa (e do vídeo-árbitro Vasco Santos), que no jogo Portimonense-FC Porto assinalou um penálti inexistente, confundindo o peito com o braço do defesa Jadson, permitindo assim que os azuis e brancos se adiantassem no marcador. E no fim, estando o desafio empatado 2-2, prolongou-o durante oito minutos suplementares até que surgisse o golito que valeu três pontos à equipa de Pinto da Costa.

Precisamos de um árbitro como Carlos Xistra (e do vídeo-árbitro António Nobre), que no jogo FC Porto-V. Guimarães expulsou Tapsoba, um defesa visitante, aos 40 segundos, exibindo-lhe um vernelho directo por suposta falta sobre o mergulhador Marega que nunca existiu. Mesmo assim, a equipa da casa só conseguiu vencer quando já jogava contra nove (cortesia de Xistra, que expulsou mais um).

Precisamos de um árbitro como Luís Godinho (e do vídeo-árbitro Rui Oliveira), que ontem, no FC Porto-Santa Clara, poupou Uribe a uma expulsão, indiferente à agressão deste digno sucessor de Paulinho Santos a um avançado açoriano que ficou a jorrar sangue, estendido na grande área. Nem o facto de o portista ter aberto o sobrolho a Fábio Cardoso com uma trancada de cotovelo levou o apitador a mostrar-lhe o vermelho e a marcar penálti contra o FCP.

 

Este ano a equipa que está a ser levada ao colo é a do FC Porto. Obviamente, depois da derrota inicial frente ao Gil Vicente, havia que lhe dar a protecção adequada para evitar traumas psicológicos no Dragão. Aí a temos, protagonista dos mais escandalosos casos de arbitragem desta ainda embrionária Liga 2019/2020: três, em seis jornadas. Agora, ao contrário do que sucedia na década de 90, nem é preciso recorrerem aos préstimos do guarda Abel.

Com VAR ou sem VAR, a verdade desportiva emigrou para parte incerta. Dão-se alvíssaras a quem a encontrar. Talvez num beco de má fama.

A voz do leitor

«Relativamente à equipa B, parece-me que criar mais uma estrutura com 25 jogadores e equipa técnica no clube é pouco vantajoso, quando temos a possibilidade de cirurgicamente colocar atletas mais evoluídos a rodar noutros clubes da 1.ª ou 2.ª liga (ou noutros campeonatos) desde que se lhes garanta boas condições de treino, equipas técnicas estáveis e um obrigatório número mínimo de jogos por época.»

 

Leão de Quiosque, neste texto do Luís Lisboa

Imprensa clubística

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A imagem é da capa do jornal O Jogo de hoje, 22 de Setembro. Creio que como eu, os sportinguistas lêem estas notícias sobre o Sporting de jornais afectos a outros clubes (neste caso o FC Porto) como quem lê um daqueles papéis que por vezes nos deixam no para-brisas do carro, anunciando o mau-olhado e azar, se não ligarmos para o professor Karamba (ou Mamadu ou equivalente). Muitas vezes, o objectivo é apenas criar intranquilidade e instabilidade no clube. Frequentemente funciona.

Em todo o caso, é um bom pretexto para desenvolver o tema: que futuro para Pontes? Pontes pegou num plantel desequilibrado, com carências evidentes, com pouquíssimo peso da formação (ao contrário do que a direcção anunciava). Talvez Keizer tivesse querido dar mais tempo aos jovens a desenvolver nos sub23 e ir lançando ao longo da época. Nunca saberemos. Mas o plantel deixado por Keizer é pobre, depois da saída de Bas Dost. O jogo paupérrimo. A imagem deixada frente ao Rio Ave (2-3, seu último jogo) demorará a passar. Pontes ficou com poucos dias para preparar com a totalidade do plantel o jogo com o Boavista (o tal em que o Padre Sousa "excomungou" Bruno Fernandes, o melhor jogador do campeonato, em mais um serviço à Liga portuguesa). Poucos dias depois o jogo com o PSV fora. Amanhã o jogo contra o Famalicão, 1o classificado. Depois, os também difíceis jogos que O Jogo refere.

Será justo, se está série for negativa, retirar Pontes? É claro que não. Se a direcção estiver a ser séria, irá continuar. Se apenas foi buscar Pontes para o "queimar" nesta difícil série de jogos, enquanto guarda melhor série para lançar novo treinador, será mais um tiro no pé. Aproximam - se a grande velocidade os jogos com FC Porto e SL Benfica. Será que teremos um terceiro treinador antes do final do ano? Quero crer que não.

Palmarés leonino 2019/2020

 

Sporting conquista a Supertaça de futsal, goleando o Benfica por 6-2.

Jorge Fonseca, sete vezes campeão nacional pelo Sporting, torna-se no primeiro português campeão mundial de judo. categoria -100kg.

Judoca leonina Daria Bilodid sagra-se bicampeã mundial da modalidade na categoria -48 kg.

Ténis de mesa masculino do Sporting conquista Supertaça.

Ténis de mesa feminino do Sporting conquista Supertaça.

 

(em permanente actualização: os títulos mais recentes surgem a verdito)

A voz do leitor

«Apesar de tudo, esta derrota não foi tão amarga como a anterior. Não houve casos de arbitragem, o PSV foi uma equipa com fair play. E o Sporting mostrou outro controlo do jogo. Deitado a perder com mais erros defensivos preocupantes, mas acredito que, com o tempo e orientação certa, as coisas podem encarreirar. Até mais uma ou outra arbitragem mais manhosa deitar tudo a perder.»

 

Ângelo, neste meu texto

Fará sentido aumentar o vencimento dos administradores da Sporting SAD?

A Sporting SAD tem a responsabilidade pela gestão do futebol do Sporting. Um ano após a entrada em funções dos actuais órgãos sociais, apesar de termos conquistado dois troféus, taça da liga de importância relativa e taça de Portugal, a verdade é que apesar de não estarmos piores que em anos anteriores, basta conquistar uma supertaça durante as próximas quatro épocas para igualarmos os cinco anos pífios da rasca gestão populista, a verdade é que nenhum sportinguista pode hoje estar satisfeito, ou ter confiança no futuro.

- Falhámos o acesso à UCL e ninguém nesta altura, excepto os crentes em milagres, espera que na próxima época a estejamos a disputar.

- Apesar do estatuto histórico, nada mais que isso, realisticamente ninguém acredita que possamos discutir o título com os rivais. Eventualmente numa prova a eliminar o cenário pode ser diferente, mas esporadicamente até clubes de menor dimensão o conseguem.

- O plantel é desequilibrado, a gestão do mercado de transferências não deixou ninguém satisfeito, as escolhas têm no mínimo sido discutíveis.

- A uma comunicação histriónica sucedeu-se uma não comunicação. Mas exercer um mandato não significa um cheque em branco e muito menos ficar acima do escrutínio permanente de quem outorgou o mandato, neste caso os sócios.

- Apesar do Sporting SAD e Sporting Clube de Portugal serem entidades distintas, a verdade é que o clube é detentor da maioria do capital da SAD, estando os órgãos sociais eleitos, em legítimo exercício de funções, sob o permanente escrutínio dos legítimos donos do clube, os sócios.

 

Na minha qualidade de sócio com 42 anos de filiação e quotas em dia, apelo aos actuais responsáveis pelo Sporting e Sporting SAD, muito em particular ao presidente Frederico Varandas, que retirem a proposta que visa aumentar os salários dos administradores da SAD. Em substituição, até aceito que aumentem ou instituam prémios quantificados, a serem pagos mediante o atingimento de objectivos, que a saber seriam:

1 – Prémio por conquistas desportivas:

- Taça da Liga

- Taça de Portugal

- Liga Europa (neste caso poderíamos ter prémios escalonados por acesso a meias-finais, final ou vitória)

- Acesso à UCL (a ser pago mediante acesso efectivo e não apenas a disputa de pré-eliminatórias ou play-off)

- Conquista de campeonato nacional

2 – Prémio por desempenho financeiro:

- Apenas pago em caso de ter sido atingido o mínimo histórico exigível, o 3.º lugar do campeonato. Abaixo dessa classificação, qualquer que se seja o desempenho financeiro da Sporting SAD, o prémio deveria ser de 0 euros.

- Mediante objectivos quantificados e assegurado no mínimo a alínea a), devem ser reconhecidos os méritos de gestão.

– O não atingimento de objectivos desportivos e financeiros implica o apuramento de responsabilidade e retirar consequências. Não é admissível continuar em silêncio ou assobiar para o lado e apontar à pesada herança recebida. Quem se candidata sabe ao que vai, quem aceita cargos também.

 

Não estou disposto a pactuar com o autismo. Os sócios do clube já depuseram um megalómano aspirante a Napoleão, podem perfeitamente voltar a fazerem-se ouvir se os dirigentes ignorarem os muitos sinais que só não são vê quem não quer ver...

Aumentos para a Administração... porquê??

Segundo notícias vindas hoje em alguns órgãos de comunicação social, existe uma proposta dentro da própria SAD no sentido de aumentar o vencimento do Presidente do Sporting dos 182 mil euros para 273 mil euros brutos anuais e os outros administradores para 196 mil euros. Não queria acreditar naquilo que lia, mas talvez ajude a  compreender o número tão elevado  de candidatos a Presidente do nosso clube nas últimas eleições... Haja pudor meus senhores, e lembrem-se dos sacríficios de muitos sócios, quer para terem sempre as suas quotas em dia, quer para acompanharem a equipa por esses estádios do país.

É preciso vencimentos tão elevados para "gerir" e "administar" o clube??

Armas e viscondes assinalados: Nem a táctica do losango valeu aos lusitanos

PSV Eindhoven 3 - Sporting 2

Liga Europa - 1.ª Jornada da fase de grupos

19 de Setembro de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Ainda não foi desta vez que passou dois jogos consecutivos a não sofrer mais do que aquele golito da praxe. Sem grande culpa em nenhum dos três golos, como também já vem a ser hábito, ainda fez algumas defesas competentes.

 

Rosier (2,5)

Os velozes extremos da equipa da casa deram-lhe tantos afazeres que não pôde ajudar muito o ataque, não obstante aparentar maior integração com os colegas. Conviria dar baile enquanto debutante em Alvalade, na segunda-feira, frente ao Famalicão.

 

Coates (2,0)

A primeira boa notícia é que não cometeu três grandes penalidades e a segunda é que também não foi expulso. E há que reconhecer que a infelicidade do seu autogolo só impediu que Malen, jovem portento da equipa da casa, pudesse bisar. Mas o certo é que a habitual confiança do uruguaio, e o discernimento com que inicia jogadas, partiram para parte incerta.

 

Neto (2,0)

Também ficou marcado pelo azar ao não conseguir mais do que desviar a trajetória da bola, enganando Renan, quando pretendia bloquear o remate de Malen que abriu o marcador. Não  mais se encontrou.

 

Acuña (2,5)

Não raras vezes pegado com os velozes e talentosos adversários que lhe apareciam pela frente, deixou Bruma escapulir-se pela direita e centrar para o autogolo de Coates no lance do 2-0. Em compensação, a incerteza quanto ao resultado existente ao intervalo deve-se à desmarcação perfeita que levou um adversário a rasteirar Balosie na grande área.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Voltou a deixar a sua área de ação assaz permeável, pouco lhe valendo a adopção do meio-campo em losango. Muito se esforçou, como tende sempre a ocorrer, mais uma vez sem resultados práticos.

 

Miguel Luís (2,0)

Teve direito aos primeiros minutos oficiais nesta temporada, não sendo exagerado dizer que poderiam ter sido melhor aproveitados. Além de ficar mal na fotografia em dois dos três golos, desperdiçou a recarga a um dos mísseis de longo alcance disparados por Bruno Fernandes.

 

Wendel (2,5)

Rendilhou o jogo que conseguiu, gerindo o esforço para não estoirar tão depressa na segunda parte. Teme-se que as suas recorrentes chamadas à selecção olímpica do Brasil o façam crer que competir é mais importante do que vencer.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Estrela televisiva da semana, à conta da divulgação de imagens em que maltratou portas e corredores do Estádio do Bessa após ser expulso, o capitão do Sporting encheu o campo num jogo que começou mal para os leões e pareceu destinado aos zero pontos que rendeu. Ainda assim, além da visão de jogo patente na interpretação do losango, revelou serenidade na cobrança da grande penalidade que resultou no 2-1 e muita vontade de dar a volta na sucessão de remates que o guarda-redes dos holandeses teve a insensatez de defender. Merecia bisar, nem que fosse no lance em que cabeceou a bola ao poste.

 

Vietto (2,0)

Pouco conseguiu fazer enquanto “avançado móvel”. Regressado de lesão, foi rapidamente poupado para aquele compromisso até altas horas da noite de segunda-feira em que a profecia de Ristovski ecoará nos ouvidos dos sportinguistas.

 

Bolasie (2,5)

Estreou-se nas competições europeias aos 30 anos, mas o sonho de ficar ligado ao resultado ficou pelo lance em que foi derrubado na grande área. É mais um que Alvalade espera vitoriar na segunda-feira.

 

Jovane Cabral (3,0)

Entrou na segunda parte para agitar o ataque do Sporting e ajudou a cumprir o objectivo. Ainda não foi o homem dos golos providenciais dos tempos de José Peseiro, mas deixou boas indicações no primeiro jogo após longa recuperação de lesão.

 

Pedro Mendes (3,0)

O goleador dos sub-23 ocupou lugar dentro das quatro linhas, recebeu a bola de costas para a linha de grande área, rodopiou o corpo, puxou a perna para trás, e fez história. Poderia ter sido ainda mais decisivo se não tivesse entrado a tão poucos minutos do final, e se o PSV Eindhoven não tivesse conseguido encostar o Sporting ao seu lado do campo, mas ficou um pouco mais claro que existe um círculo do inferno reservado para quem não inscreveu o ponta de lança na Liga NOS.

 

Rafael Camacho (-)

Voltou a entrar mesmo antes de o pano cair.

 

Leonel Pontes (3,0)

O regresso do losango foi um coelho da cartola interessante, e regista-se  a coragem de apostar na juventude e procurar um caminho por entre tamanhas adversidades. É por isso que a derrota europeia, naquele que era em teoria o encontro mais difícil para os leões em toda a fase de grupos, deve ser encarado como um passo atrás que permitirá dar dois passos em frente.

João Palhinha

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Quase todos os comentadores de futebol elegeram João Palhinha como melhor jogador em campo no desafio Wolverhampton-Braga, de quinta-feira, que terminou com a vitória da equipa braguista por 1-0.

Escreveu A Bola sobre a exibição do médio defensivo:

«Onde havia um jogador do Wolverhampton havia também Palhinha. Incrível como o médio do SC Braga se multiplicou no terreno, revelando qualidades quase inumanas, como se a sua omnipresença e omnipotência tivessem algo de profundamente sobrenatural. Força de bloqueio maior à quantidade absurda de ataques adversários vislumbrados no segundo período, acabou o jogo como começou.» Dando-lhe nota 8 (em 10).

Escreveu o Record:

«O melhor em campo a par de Ricardo Horta. O médio-defensivo minhoto esteve em todo o lado e foi o pêndulo do meio-campo.» Dando-lhe nota 4 (em 5).

 

Andamos carecidos, em absoluto, de um verdadeiro médio defensivo - um trinco, como antes se dizia. Um jogador posicional com as características de Palhinha, capaz de aliar a técnica ao rigor táctico e à excelente condição física, funcionando como o elemento mais avançado da linha defensiva e primeiro construtor do processo ofensivo.

Em Alvalade, Palhinha estava remetido para o banco - ou para a bancada. No Verão do ano passado, foi emprestado ao Braga, por duas épocas e sem cláusula de resgate antes de esgotado esse prazo. Logo ao Braga, espantosamente - uma espécie de sucursal minhota do Benfica. Sem que ninguém no Sporting corasse de vergonha.

Andamos desde então a experimentar jogadores nesse lugar tão decisivo. Enquanto o jogador que formámos brilha noutro clube, que usa o nome Sporting embora equipe de vermelho.

Se isto não é uma indesculpável estupidez, não sei que outro nome lhe devo chamar.

A voz do leitor

«Tenho fé neste treinador: se lhe derem tempo, vamos ter um Sporting forte num futuro próximo. Já sei que no Sporting não há tempo, precisamos de ganhar o campeonato, mas não é a mudar de treinadores como quem muda de camisa que chegamos lá. Já sei que me vão dizer que o Sporting acabou de despedir um: pois é, qualquer treinador que não aposte na nossa formação não deve servir para o Sporting. Somos um clube formador, ou não?»

 

Manuel Parreira, neste meu texto

Os melhores prognósticos

Muitos prognósticos, poucos vencedores. Em estrito rigor, apenas um: o nosso colega de blogue António de Almeida, que acertou no 1-1 final do estádio do Bessa, vaticinando também que seria Bruno Fernandes a marcar o golo leonino.

Parabéns também ao nosso leitor Horst Neumann, que anteviu igualmente o desfecho deste Boavista-Sporting, embora tendo indicado outro goleador.

Bons rapazes


O incrível golo de Pedro Mendes é seguido de um tipo a festejar sozinho. Durante o que me pareceu uma eternidade, o jovem jogador está sozinho no que terá sido um dos momentos mais felizes da sua vida (digo eu). Finalmente, dois ou três colegas lá lhe dão um tapa de felicitações, mas é um golo que não é festejado em equipa. Talvez Bruno Fernandes, o capitão, possa fazer alguma coisa pelo grupo fora das quatro linhas.
O jogo de ontem é o resumo do meu sportinguismo neste século. Expectativas, vamos a eles, hoje é que é, golos estúpidos sofridos, alguns repetentes, um ou outro golito nosso e no fim um mau resultado. Com exceção de fases de JJ e do Sporting aborrecido de Paulo Bento tem sido assim desde Boloni, João Pinto e Jardel.
  

Demissão

Pedro Mendes, maior goleador da Liga Revelação, com sete golos em seis jogos, confirmou ontem em estreia absoluta pela equipa principal do Sporting, na Liga Europa, que é o segundo ponta-de-lança de que andamos tão carentes.

Infelizmente não poderemos contar com ele no campeonato nacional, pelo menos durante os próximos nove jogos, porque alguém na SAD leonina se esqueceu de inscrever o jovem goleador nas competições organizadas pela Liga. Um erro descomunal que só pode ser corrigido em Janeiro. 

Pouco me interessa quem foi o (ir)responsável. Interessa-me, sim, que seja demitido sem demora. Porque no Sporting não pode haver lugar à negligência nem à incompetência.

Fico a aguardar notícias sobre este tema. E voltarei a ele se tudo continuar como até agora, com uns tantos a assobiarem para o lado e ninguém a fazer mea culpa.

Leonel Pontes não tem um prazo, tem uma tarefa

Este início de temporada do Sporting, no que ao futebol profissional diz respeito, tem sido pouco menos que catastrófico. O que não deixa de ser surpreendente, porque a passada temporada que começou em condições horríveis acabou por ser bem conseguida, com o 3.º lugar da Liga e duas Taças conquistadas em finais contra o Porto.

Os resultados que conseguimos em campo não fazem mais que reflectir a confusão que foi a preparação da época, a abordagem ao mercado, a definição do plantel, a falta de preparador físico e a (degradada) relação com o treinador. Chegamos a Eindhoven com um treinador novo, com um modelo de jogo novo, com um plantel com várias mudanças em relação ao que tinha sido apresentado aos sócios, com jogadores que foram inscritos para a Liga e não para a Europa, outros que foram inscritos na Europa mas não na Liga, com jogadores descompensados fisicamente, e lá ficam Bruno Fernandes e mais dez a fazer o que podem no relvado com o resultado esperado, a derrota.

Há um ano Peseiro, apesar de tudo, deixou uma equipa arrumada e estruturada, Tiago Fernandes com um ou dois ajustamentos conseguiu resultados imediatos e Keizer teve um início fulgurante. Agora Keizer deixa uma equipa esfrangalhada, com titulares vendidos, reforços emprestados, jogadores lesionados.

Leonel Pontes está a fazer pela vida. Um novo modelo de jogo com o meio-campo em losango (regresso aos tempos de Paulo Bento), Doumbia claramente a trinco, dois médios interiores de transição e um pivot ofensivo. Saída a jogar a três baixando o trinco e lateralizando os centrais, laterais projectados, um avançado mais fixo, outro mais movel. O problema é que, Bruno Fernandes à parte, os outros dez estão muito aquém das necessidades do sistema.

Na baliza Renan não é tão mau assim mas não é Rui Patrício e não está a passar um bom período, consentindo golos defensáveis e largando bolas para a frente.

Na lateral direita, Rosier parece sólido a defender mas inconsequente a atacar, mesmo assim bem melhor que Ristovski ou Thierry Correia.

Na esquerda, Borja foi um Ilori no Bessa (o que não é elogio nenhum), e lá temos Acuña a defesa esquerdo, sempre um problema em termos disciplinares.

Dum lado e doutro, os laterais têm muito pouco apoio do médio daquele lado. Veja-se o segundo golo do PSV.

No centro, Neto é um jogador esforçado e regular, bom suplente de Mathieu e Coates. Mathieu tem problemas crónicos e tem de ser muito bem gerido e Coates é um jogador pesado que demora a ficar em condições, não fez uma pré-época em condições nem tem descanso com as solicitações da sua selecção. Mas em boas condições físicas e com protecção dum trinco e dos laterais, Mathieu e Coates fazem a melhor dupla da Liga. Em más condições físicas e com os laterais em parte incerta...

Passamos para o trinco, a que Keizer era alérgico. Doumbia está a crescer de jogo para jogo, mas continua com muitas limitações, e não tem alternativa no plantel. Battaglia é muito mais um médio de transição.

Quanto aos dois médios de transição do losango, Miguel Luís regrediu imenso num ano com Keizer, Battaglia vem de lesão e não está inscrito na Liga Europa, Wendel fica melhor na posição do que como segundo médio-centro, Eduardo talvez funcione, vamos ver na segunda-feira. Bruno Fernandes poderá sempre ocupar essa posição onde joga na selecção, mas faz falta mais à frente.

Como pivot temos Vietto e Bruno Fernandes. Jogando os dois, Bruno sobe para avançado móvel. Se Vietto for aquele que vimos em Portimão, estamos bem servidos.

Ficam dois avançados. Com Bruno a avançado móvel, sobra uma posição. Para Bolasie ou Luiz Phellype. Ou para Pedro Mendes, saltava à vista de todos menos de Keizer que estava ali um novo Slimani, quando ele resolveu apostar num molengão e inconsequente Pedro Marques.

E que fazer com Jovane, Plata, Camacho, Fernando e Jesé? No losango não há extremos... Entram quando a coisa estiver preta?

Claramente Leonel Pontes tem uma grande Tarefa para realizar e o Prazo será aquele que os resultados permitirem...

SL

Reguardando os chiffres, 5

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Era abominável! Tudo ia tomando o aspecto de uma conjura, de uma maldade gratuita

Que dizer da jornada cinco?

O Sporting, primeiro jogo de Leonel Pontes, empatou no Bessa num jogo em que os axadrezados foram mais que panteras, foram pantufeiros, pareciam a encarnação do Canelas (do outro lado do rio Douro) porrada, porrada e mais porrada, no final, o capitão leonino expulso e um empate (dadas as circunstâncias não foi nada mau).

No Algarve, outra encarnação, desta vez de Lucílio Batista, bola no peito do capitão de Portimão foi penalty, o jogo ficou 2-2, na verdade, como o Porto beneficiou da promoção (admitida, diga-se) do pague dois golos e leve três, vitória para os nortenhos.

Destaques pela positiva dois jogadores, um deles, André Santos, reentofou (estava a falar muito de carnes encarnadas, o que é, duplamente, mau) Morais, maravilhoso golo de livre directo, o outro Fábio Martins do Famalicão, exibição muito consistente com dois golos marcados.

Umas palavras  sobre as competições europeias.

A maior desilusão, Benfica, esmagado em casa pela equipa do pote 4, sem nenhum golo marcado por jogadores portugueses, num clube que tem (recentemente) a formação como bandeira.

Mal, Vitória de Guimarães, derrotado em Liège por 2-0.

Assim-assim, Sporting, má a derrota com o PSV, 3-2, boa (a espaços) a exibição leonina, muito bom, os dois golos marcados fora, ambos por jogadores portugueses.

Bom, a vitória (com dois golos brasileiros) do Porto no Dragão e a estreia do "young boy" Fábio Silva, fez 17 anos há dois meses.

Muito bom, a vitória do Braga de Sá Pinto, depois de ter eliminado o Manchester City de Mancini (que nesse ano seria campeão) Sá repete a gracinha e vence com um golo português de Ricardo Horta.

Como o nome da "mayor" de Wolverhampton é Claire Darke, diria que este jogo foi mais "Claire" para Sá Pinto e mais "Darke" para Nuno Espírito Santo (e Jorge Mendes).

Nos Países Baixos

Não vi o jogo. Transmitido em "canal aberto" avisaram-me. Portanto, e mesmo por causa disso, um quarto de hora antes saí de casa, fui para a esplanada do bairro, beber um uísque com algum amigo que por lá estivesse (e estavam). Pois não me quero chatear, para isso já basta a vida. Depois jantei, com os farripos de família que restam. E adjacentes. Saí de novo. Voltei, vi o blog, os jornais. E fui ver o resumo.

Haveis reparado, e falo apenas para quem se restringiu ao resumo, que "só deu" Bruno Fernandes? E que, no meio daquilo, apareceu um rapaz, rabo-de-cavalo ou parecido, da "formação" que marcou um golaço, tipo puto sem medo?

O tempo que se perdeu ... E o resto tudo. (Dizem que o Palhinha jogou bem em Inglaterra, lá na equipa do Sá Pinto. Mais um sinal ...). Este ano é para perder. A ver se para o ano é que é!

A lição de Eindhoven

Notavam os comentadores da SIC durante o Sporting Clube de Portugal - PSV de hoje (cujas incidências o Pedro Correia já resumiu perfeitamente em post anterior) que os holandeses tinham maioria de jogadores da formação, enquanto nós tínhamos maioria de estrangeiros. E contrastava esta situação com o histórico do Sporting de lançar jogadores.

Faltou lembrar que a equipa da  formação trabalhada nos últimos anos - aquela que ganhou o campeonato europeu foi vendida (João Mário e Adrien) ou rescindiu toda (ou quase) unilateralmente há pouco mais de um ano, nas circunstâncias em que se sabe. E acabou vendida ao desbarato (menos um tal de Rafael, que de leão não tem nada - e que seguramente será lembrado como um dos maiores oportunistas a vestir a camisola verde e branca). 

O último ano podia e devia ter sido aproveitado para lançar novos jogadores. Peseiro apostou em Jovane, que lhe rendeu muitos pontos. Keizer veio e puxou por Miguel Luís também. Mas, este estranho ET - que veio para Alvalade com rótulo de mestre da formação, com zero de currículo, além de uns meses a frente da equipa do ajax, enquanto esta procurava treinador - ao fim de poucos meses sentou ambos.  Este ano esperava-se que MK promovesse jogadores como Pedro Mendes, que estiveram em muito bom plano na última época nos sub-23. Já falei aqui do caso de Daniel Bragança, talvez o melhor talento da sua geração. Thiery era uma escolha óbvia. Mas mesmo assim, na pré - época MK testou Ilori a lateral direito (!), com resultados paupérrimos. Depois da venda de Thierry, o onze de MK ficava de novo sem qualquer jogador da formação. Leonel Pontes tem uma árdua tarefa pela frente. Começando pela defesa, que hoje mais uma vez foi um desastre (Coates teria lugar nos sub23, a jogar assim?).

Hoje arriscou bastante, fazendo entrar Jovane, que fez a cabeça em água à defesa do PSV, mesmo acabado de regressar de uma lesão. Arriscou com Miguel Luís, mais apagado mas a cumprir. E apostou em Pedro Mendes, que, com aquele golo ao fim de 70 e tal segundos em campo, deu à equipa bem mais do que uma chance para empatar o jogo (ou mesmo virar). 

Aquele golo foi um murro na Mesa. Um estou aqui. Estamos aqui. O Sporting corre-nos nas veias.

Há poucos anos ganhamos 3-0 ao SLB na Luz, acabando a jogar com 9 jogadores da formação (se a memória não me falha.)  quando voltarmos a ter 7 ou 8, ganhamos até por mais.

Vá em frente Leonel Pontes, não tenha medo. 

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