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És a nossa Fé!

Porque em final de Agosto?

 

Eis o que retirei da net sobre as janelas de transferências:

A FIFA regula em geral que haverá duas janelas, uma no intervalo entre as duas temporadas (máximo de 12 semanas) e uma mais curta (máximo um mês) no meio de uma temporada. Os períodos específicos dependem do ciclo da temporada da liga e são determinados pelas autoridades nacionais de futebol.

A maioria das grandes ligas europeias começam no segundo semestre do ano (por exemplo, agosto ou setembro) e se estende até o primeiro semestre do próximo ano (por exemplo, maio), resultando em uma janela de pré-temporada no verão que termina em agosto, e uma janela no meio da temporada, em janeiro.

Os períodos são diferentes quando a liga é executado ao longo de um único ano-calendário, como na maioria dos países nórdicos, devido a limitações meteorológicas, ou como a tradicional temporada no hemisfério sul. A primeira janela em geral abre a partir de 1 de março até a meia-noite de 30 de abril, seguido pela janela na temporada de 1 a 31 de agosto.

Pergunto: Alguém me pode esclarecer qual o argumento usado para que o campeonato comece duas semanas antes do final das transferências? 

Cinco Violinos

Nos poisos do costume, o habitual coro de órfãos e viúvas apressou-se a celebrar com júbilo a derrota do Sporting, por 1-2, frente ao Valência, vangloriando-se de ver na televisão o «estádio vazio» por alegada ausência de adeptos em Alvalade nesta mais recente edição do Troféu Cinco Violinos.

Um desses órfãos até veio aqui lembrar, por alegado contraste, as putativas «casas cheias» de outros tempos. 

A este e outros desmemoriados, lembro os números de espectadores presentes no nosso estádio nas últimas seis edições deste troféu.

2014: 31 mil espectadores
2015: 38 mil espectadores
2016: 30 mil espectadores
2017: 37 mil espectadores
2018: 18 mil espectadores
2019: 32 mil espectadores

Breves conclusões:

  • Este ano estiveram (estivemos) mais 14 mil do que no ano passado. Quase o dobro.
  • No tempo anterior, nunca se registou «casa cheia» no Cinco Violinos.
  • Desta vez houve mais espectadores nas bancadas do que em 2014 e 2016, anos ainda sem órfãos nem viúvas.
  • Mesmo em tempo de "pós-verdade", convém não formular opiniões com base em aldrabices nas redes que são facilmente desmentidas pelos factos.

Faz hoje um ano

 

Seguem-se, nos parágrafos mais abaixo, excertos de textos publicados no És a Nossa Fé a 31 de Julho de 2018. Dia em que Frederico Varandas formalizou a entrega da sua lista de candidatos a todos os órgãos sociais leoninos - incluindo Francisco Salgado Zenha, como vice-presidente com o pelouro financeiro, Rogério Alves, como presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Joaquim Baltazar Pinto, como presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar.

 

Meu:

«Tivemos três jogadores na selecção que acaba de vencer o Campeonato Europeu de sub-19: Thierry CorreiaMiguel Luís e Elves Baldé. É o momento de perguntar aos responsáveis desportivos do Sporting - e a todos os candidatos à eleição de 8 de Setembro - o que pretendem fazer com a formação em geral e estes jovens jogadores em particular. Para que não se percam, como tantos outros, de empréstimo em empréstimo e de tropeção em tropeção.»

 

Do Ricardo Roque:

«São precisas equipas multidisciplinares, que façam o acompanhamento desportivo mas também escolar e acompanhem de perto a própria situação familiar dos miúdos. A Academia precisa de ser refundada através duma espécie de regresso às origens, formando jogadores e homens e dotando o Sporting de ativos, quer em termos de desempenho desportivo quer depois em termos de sustentabilidade do clube com a sua valorização e reconhecimento pelo mercado.»

 

Do António de Almeida:

«Se porventura a candidatura mais votada acabar eleita com uma votação residual, proponha uma alteração estatutária no sentido de incluir uma segunda volta no próximo acto eleitoral e promova eleições antecipadas. Atender às pretensões dos signatários deste documento está para mim totalmente fora de hipótese, que espero não venha a merecer qualquer credibilidade por parte da actual Comissão de Gestão ou da Mesa da Assembleia Geral...»

 

Do José da Xã:

«As próximas eleições, ao invés do que seria de esperar, vão dividir ainda mais o Sporting e os sportinguistas. Os defensores do presidente destituído continuam numa demanda contra tudo e todos, seguindo o seu mentor. Vivem assentes no pressuposto de quem não está comigo está contra mim.»

 

Do JPT:

«Aqui entre nós, deixemo-nos de coisas, um Espírito Santo não pode pertencer à direcção de um grande clube português. Muito menos ser presidente. O primo do ex-DDT que tenha juízo e fique lá entre a sua malvada parentela e clube de escroques.»

A voz do leitor

«Acho inacreditável a venda do Conté por quatro anos ao Moreirense. Se integrou o estágio de pré-época, deduzo eu, é porque as suas exibições foram acompanhadas. Ou não foram? Chegaram rapidamente à conclusão que não serve? Teria esperado rodagem na 1.ª Liga, com um empréstimo de um ano e regresso no final da época.»

 

Verde Protector, neste texto do Luís Lisboa

Faz-me um like

Tentarei não cair nas asneiras do passado do Clube ao nomear pessoas só porque não têm uma posição favorável à direção. Assim sendo, este post será sobre o adepto anónimo.

Há um mês dizia-se que Frederico Varandas era sobrinho de Varandas Fernandes (dirigente benfiquista), ontem começou o rumor que era filho de Elisio Varandas (reconhecido apoiante benfiquista). Quem espalha estas mentiras sabe bem que isto é mentira, porque o faz então?

A resposta é uma recorrente história moderna. Lembram-se das campanhas de Facebook que culminaram com a eleição de Trump e com o Brexit? A estratégia, à escala, é bastante semelhante. Criar um laço mental entre os membros da direção e o Benfica. Assim, à medida que vamos pensando em Varandas, vamos pensando "esse lampião...".

Cada post/tweet deste tipo é sinónimo de likes fáceis. É o comportamento de manada associado a um mecanismo de recompensa e validação. Revela pobreza intelectual mas enche-nos de dopamina. Vemos gente a rir com o que escrevemos, a validar o que dissemos com os clássicos "nunca me enganou".

É claro que um par de mentiras, ou "fake news" como se diz hoje, não causa estrago. O que causa estrago é a repetição deste comportamento ad nauseam. Em vez de se criar um ambiente aberto onde se pode discutir o clube, estamos criar trincheiras onde uns procuram cegar os demais com factos falsos e os outros reagem, cansados das mentiras, com pedras nas mãos.

Paz? Apenas quando escolhermos ser melhores Homens (ou Mulheres, ou Trans, ou etc., não faz diferença) que o que fomos ontem.

Balanço dos prognósticos 2018/2019

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os prognósticos sobre a prestação do Sporting em cada jornada da Liga anterior feitos aqui no És a Nossa Fé.

É um passatempo que aqui recomeçará, pelo sexto ano consecutivo, mal soe o apito de saída da próxima Liga.

 

12 de Agosto (Moreirense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, FMJC, Leão de Queluz

18 de Agosto (Sporting, 2 - V. Setúbal, 1): CAL, FMJC

25 de Agosto (Benfica, 1 - Sporting, 1): Vasco Matos

1 de Setembro (Sporting, 1 - Feirense, 0): Carlos Pereira, José Manuel, Luís Ferreira

24 de Setembro (Braga, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

29 de Setembro (Sporting, 2 - Marítimo, 0): Ângelo, António de Almeida, CAL, Cristina Torrão, FMJC, José da Xã, Luís Ferreira, Vasco Matos

7 de Outubro (Portimonense, 4 - Sporting, 2): Ninguém acertou

28 de Outubro (Sporting, 3- Boavista, 0): João Santos

4 de Novembro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): Horst Neumann, JF 1965

11 de Novembro (Sporting, 2 - Chaves, 1): Luís Ferreira

3 de Dezembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 3): JF 1965, Luís Lisboa, Verde Protector

9 de Dezembro (Sporting, 4 - Aves, 1): Ninguém acertou

16 de Dezembro (Sporting, 5 - Nacional, 2): Ninguém acertou

23 de Dezembro (V. Guimarães, 1 - Sporting, 0): Ninguém acertou

3 de Janeiro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1): JHC, Luís Ferreira

7 de Janeiro (Tondela, 2 - Sporting, 1): Ninguém acertou

12 de Janeiro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): Ninguém acertou

19 de Janeiro (Sporting, 2 - Moreirense, 1): Ângelo

30 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1) Ângelo

3 de Fevereiro (Sporting, 2 - Benfica, 4): Ninguém acertou

10 de Fevereiro (Feirense, 1 - Sporting, 3): António de Almeida, CAL, Leão de Queluz

17 de Fevereiro (Sporting, 3 - Braga, 0): Ninguém acertou

25 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 0): Ninguém acertou

3 de Março (Sporting, 3 - Portimonense, 1): Verde Protector

9 de Março (Boavista, 1 - Sporting, 2): Ambrósio Geraldes, Fernando Luís, José Vieira, Leonardo Ralha, Luís Lisboa, Pedro Batista

15 de Março (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): Ninguém acertou

30 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 3): Ricardo Roque

7 de Abril (Sporting, 3 - Rio Ave, 0): Ambrósio Geraldes, José da Xã, Luís Ferreira

13 de Abril (Aves, 1, - Sporting, 3): António de Almeida, Ricardo Roque

19 de Abril (Nacional, 0 - Sporting, 1): Ninguém acertou

27 de Abril (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): Fernando Luís, João Santos, Pedro Batista, Verde Protector

5 de Maio (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 8): Ninguém acertou

11 de Maio (Sporting, 1 - Tondela, 1): Ninguém acertou

18 de Maio (FC Porto, 2 - Sporting, 1): 

 

CONCLUSÃO:

Registou-se um vencedor, que cumprimento efusivamente pela pontaria tão certeira: o nosso leitor LUÍS FERREIRA, que se destacou com cinco palpites correctos. No Sporting-Feirense, no Sporting-Marítimo, no Sporting-Chaves, no Sporting-Belenenses SAD e no Sporting-Rio Ave.

 

Outra palavra de saudação especial aos leitores ÂNGELO (Sporting-Marítimo, Sporting-Moreirense e V. Setúbal-Sporting), CAL (Sporting-V. Setúbal, Sporting-Marítimo e Feirense-Sporting), FMJC (Moreirense-Sporting, V. Setúbal-Sporting e Sporting-Marítimo) e VERDE PROTECTOR (Rio Ave-Sporting, Sporting-Portimonense e Sporting-V. Guimarães). Todos com três vaticínios que se confirmaram acertados.

Dos meus estimados colegas de blogue, destacou-se o ANTÓNIO DE ALMEIDA, com quatro palpites correctos (Moreirense-Sporting, Sporting-Marítimo, Feirense-Sporting e Aves-Sporting. Com dois, o JOSÉ DA XÃ (Sporting-Marítimo e Sporting-Rio Ave), o LUÍS LISBOA (Rio Ave-Sporting e Boavista-Sporting) e o RICARDO ROQUE (Chaves-Sporting e Aves-Sporting).

 

Foi pena que ninguém tenha acertado em 14 dos 34 jogos.

Esperemos que no campeonato 2019/2020 a pontaria se revele ainda mais afinada. Não apenas a nossa, mas sobretudo a dos nossos jogadores.

 

Aproveito para recordar que na Liga 2013/2014 houve por cá sete vencedoresBruno Cardoso, Edmundo Gonçalves, João Paulo Palha, João Torres, José da Xã, Lina Martins e Octávio.

No campeonato 2014/2015, apenas umLeão do Fundão.

Em 2015/2016, triunfou o Grande Artista Goleador.

Em 2016/2017, o vencedor foi novamente o José da Xã.

Em 2017/2018, venceu o leitor J. Ramos.

 

Falta pouco mais de uma semana para começar o próximo. Aberto, como os anteriores, a todos quantos fazem e lêem este blogue.

Faz hoje um ano

 

José Maria Ricciardi entrava faz hoje um ano na corrida presidencial do Sporting.

Nesse mesmo dia, 30 de Julho de 2018, o António de Almeida comentava essa notícia nestes termos:

«Frederico Varandas terá que se acautelar com a entrada em cena de José Maria Ricciardi, porque o seu candidato para Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Rogério Alves, é advogado de José Maria Ricciardi e admitiu, há menos de um mês, a possibilidade de o presidente do clube e o presidente da SAD não serem a mesma pessoa. Bem sei que Frederico Varandas já afirmou que tenciona exercer o cargo de presidente da SAD, caso venha a ser eleito, mas nesta altura, com várias teorias conspirativas já a circular, precisa de o reiterar de forma clara e inequívoca. Rogério Alves, para não se tornar num activo tóxico para Frederico Varandas, terá que alinhar pelo mesmo diapasão e distanciarem-se ambos da candidatura de José Maria Ricciardi. Qualquer tentativa de fusão envolvendo as candidaturas não acrescenta votos e diminui as possibilidades do médico, que partiu com enorme vantagem, cortar a meta em primeiro lugar.»

A voz do leitor

«Bas Dost ainda faz mais uma ou duas épocas em grande. Slimani já teve o seu tempo, está mais velho, com pouca competição nas últimas temporadas, terá talvez com menos ambição porque já recheou a conta bancária, pelo que não me parece adequado o seu regresso. Slimani deve seguir a velha máxima de "não voltar ao local onde já foi feliz".»

 

Balakov-Oceano, neste meu texto

Xutos e Pontapés

Terminaram ontem as Festas de Loures. Desculpem puxar a brasa à minha sardinha, mas é um dos maiores acontecimentos culturais da área metropolitana de Lisboa, talvez do país. Terminaram com chave de ouro, com um enorme concerto dos Xutos, agora sem Zé Pedro fisicamente, mas lá de cima a controlar os ânimos e as emoções, bem patenteadas em Tim quando o evocou com três temas emblemáticos e se mostrou bastante comovido. Um alinhamento como é habitual, interventivo e engajado, que entusiasmou os milhares que, gratuitamente, tiveram acesso a mais uma intensa performance da banda que até tem estúdios no concelho, onde ensaia. Estavam portanto a jogar em casa e não desmereceram do apoio inequívoco e incondicional de quem ali se deslocou para os apreciar e às suas músicas, novas e menos novas. Tive o imenso privilégio de lá estar e vibrar também.

Três horas antes, praticamente com a mesma linha e precisamente no mesmo registo de (quase) sempre, assisti a outro espectáculo onde a qualidade esteve arredia e onde, salvo as raras excepções do costume e o também apoio incondicional e inequívoco, não passou mesmo de um espectáculo de chutos e pontapés, a maior parte deles para a bancada. Safou-se mesmo o homem do leme, que nunca verga e nunca desiste e se ele cai, a vida pode ser malvada e o tempo pode ser um mar de Outono e o mundo pode virar-se ao contrário. Que ele não seja o único, é o que desejo, mas parece-me que a coisa será mesmo à sua maneira. No circo de feras que é hoje o futebol, convém saber quem é quem e remar, remar e também voar. E dar Xutos a sério para chegar na frente ao dia de são receber. Como ontem, dificilmente sairemos da nossa casinha.

Vamos ver dia 4, se eles respondem ao nosso se me amas e nos presenteiam finalmente com um concerto digno desse nome! E não serão precisos contentores de golos. Basta um a mais que o adversário e, falo por mim, ficaremos felizes para sempre.

 

Um plantel do presente ou do futuro?

Não tendo visto o último jogo, não vou comentar a táctica e o desempenho de um ou outro jogador. À distância parece-me que, com a novela Bruno Fernandes, Marcel Keizer se encontra entre a espada e a parede, a rezar para que o dia 8 chegue depressa duma forma ou doutra.

De qualquer modo, a responsabilidade primeira pelo que se passou ontem em Alvalade é mesmo dele, quer pela organização (ou falta dela) da equipa em campo ou por apostar em jogadores que fazem a diferença ou por apostar naqueles de quem se espera sempre o pior, e o pior quase sempre acontece.

Mas a responsabilidade primeira pela constituição do plantel é do presidente, e é por aí que deveremos analisar a estratégia para o futebol do Sporting para esta época e seguintes.

Foram apresentados 29 jogadores, com uma média etária de 23,8 anos e um valor de mercado de 194 M€:  31% 17-20, 17% 21-23, 24% 24-26, 17% 27-29, 10% 30-35

Trata-se, como mais uma vez venho dizer, duma grande aposta na formação: 48% do plantel é sub-23, sendo que 60% desses, oito no total, são mesmo produtos de Alcochete (considerando Camacho de fora). 

Depois é um plantel equilibrado em termos etários, com apenas três jogadores a ultrapassar os 30 anos.

Quanto a jogadores de classe extra, existem apenas cinco: Bruno Fernandes, Coates, Mathieu, Acuña e Bas Dost. Qualquer saída neste sector vai ser muito difícil de colmatar.

Quanto a jogadores sem classe para jogar no Sporting, de capacidade insuficiente para os objectivos do clube, infelizmente existem alguns no plantel. Uns que escaparam à triagem do entulho da era Bruno/Jesus, outros que chegaram mais recentemente e sabe-se lá porquê. Bruno Gaspar, Ilori, Ristovski, Diaby e Vietto têm muito que mostrar para provarem a sua utilidade e serem mais-valias para a equipa em vez de pesos mortos.

Sendo assim, vamos ter um plantel à altura dos desafios desta época ou vamos ter um ano zero de algum futuro qualquer?

SL

Sporting - Valência, bom resumo

Uma derrota por uma bola selou o fim da pré-época. Foi também um bom resumo daquilo que aconteceu no último mês. Boas entradas em campo, momentos de desconcentração e um ou outro corpo estranho no onze. Ainda assim, chego ao fim de Julho com mais confiança que na época passada.

Ao contrário da grande parte dos analistas, gostei de ver Bruno Fernandes desviado para a esquerda. Acabou por ser menos massacrado pelos defesas contrários e teve oportunidade para fazer grandes aberturas (como no golo de Dost) e grandes golos (como contra o Liverpool). Também foi bom ver Vietto no meio, a ganhar confiança e rotinas com os colegas.

As grandes derrotas da pré-época são a incapacidade de Ilori em ser uma alternativa viável para central e/ou lateral direito. Bem como mais uma birra de Matheus Pereira que lesa o Sporting e lhe prejudica a carreira. Quantas oportunidades já teve? Quantas queimou?

As grandes vitórias da pré-época são Thierry acabar a titular na lateral direita bem como Neto se assumir como opção mais que viável para terceiro central e, quem sabe, titular. Também foi muito bom ver o reencontro de Dost com os golos.

Uma nota para as vozes que acham que a comunicação social está a proteger o Sporting: é sinal que alguém está a fazer bem o seu trabalho. É sempre melhor ter a imprensa do nosso lado do que contra nós. Conseguem perceber isto, certo?

Os destaques: Bruno, Idrissa, Thierry

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Terminamos a pré-temporada sem uma vitória. Nem ao menos o Troféu Cinco Violinos conseguimos ganhar no nosso estádio. Ontem defrontámos o Valência - detentor da Taça de Espanha e quarto classificado no mais recente campeonato do país vizinho - e até começámos a vencer, logo aos 4', mas acabámos derrotados por 1-2. E ainda vimos Renan defender um penálti, algo em que já se especializou.

Destaque para a entrada de Thierry como titular na lateral direita: o ex-campeão europeu sub-17 e sub-19 deu boa conta do recado. Bruno Fernandes foi remetido para a ala esquerda, o que funciona nele como um espartilho, para ceder protagonismo a Vietto no corredor central. Foi uma experiência para esquecer: nem o capitão rende aquilo de que a equipa necessita encostado à linha nem o argentino conseguiu demonstrar até agora que é um verdadeiro reforço neste Sporting 2019/2020.

Aspecto mais positivo: o grande golo de Bas Dost, culminando um eficaz lance colectivo em que avultou um soberbo passe de ruptura de Bruno Fernandes, variando o flanco, seguido de boa recepção de Raphinha, que tocou para o holandês potenciar o pé canhão - sem defesa possível para o guardião Domenech. Exibições muito positivas de Idrissa, que parece ter agarrado a posição de médio mais recuado, e do regressado Acuña, que só jogou no segundo tempo. O melhor em campo, embora longe do brilhantismo a que já nos habituou, voltou a ser o capitão da equipa.

Destaque, pela negativa, para Borja - com responsabilidade evidente no primeiro golo espanhol - e para a incapacidade finalizadora de Vietto. Nas substituições, Diaby (outro regresso) e Luiz Phellype nada acrescentaram. E é inaceitável a tremideira que se apodera do onze leonino nas bolas paradas defensivas, uma das quais resultou em golo nesta partida presenciada ao vivo por mais de 32 mil adeptos. Também inaceitável é continuamos a sofrer, em média, dois golos por jogo: uma equipa que aspira a títulos não pode ser tão permeável no sector mais recuado. Eis o aspecto a rectificar com mais urgência.

 

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Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: defendeu uma grande penalidade aos 55'. Excelente defesa aos 27, negando o golo ao Valência.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Thierry (20 anos).

Mais: titular na lateral direita, neutralizou Gonçalo Guedes. Muito concentrado e veloz, fez um grande corte aos 36'. Integrou-se bem no ataque.

Menos: aos 66' deixou escapar Rodrigo, que centrou para o segundo golo do Valência.

Nota: 7

 

Coates (28 anos).

Mais: grande corte logo aos 5'.

Menos: ainda preso de movimentos, por ter estado ausente durante quase toda a pré-temporada. O primeiro golo sofrido nasce de um canto totalmente desnecessário provocado pelo uruguaio.

Nota: 5

 

Mathieu (35 anos).

Mais: aos 33, marcou um livre que rasou a barra da baliza adversária. 

Menos: duas "roscas" com o seu pé menos bom, o direito.

Nota: 6

 

Borja (26 anos).

Mais: esforçou-se para centrar lá à frente, sempre sem êxito.

Menos: deixou Kondogbia elevar-se à vontade para marcar o golo inaugural do Valência, aos 9'.

Nota: 4

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: sempre interventivo na primeira fase de construção, soube também recuperar muitas bolas.

Menos: o impulso ofensivo leva-o por vezes a abandonar a posição, desequilibrando o seu sector.

Nota: 7

 

Wendel (21 anos).

Mais: alguns lances vistosos, denotando técnica individual.

Menos: pouco influente nas movimentações colectivas durante os 68' em que esteve em campo.

Nota: 5

 

Raphinha (22 anos).

Mais: assistiu Dost no golo leonino.

Menos: muito preso à bola, denotando individualismo em excesso: aspecto a corrigir.

Nota: 6

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: o passe longo para Raphinha, aos 4', foi quase meio golo. Rematou com selo de golo, aos 85': o seu disparo só foi travado por uma defesa "impossível" de Cillessen.

Menos: o segundo golo espanhol nasce de um passe errado dele, aos 66'.

Nota: 7

 

Vietto (25 anos).

Mais: um bom passe de ruptura, aos 48': Raphinha desperdiçou.

Menos: continua a pecar por deficiente finalização: atirou ao lado aos 30' e aos 43'.

Nota: 5

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: regressou aos golos e fez levantar o estádio, com os adeptos a gritarem o seu nome.

Menos: muito discreto durante o resto do jogo: pouco e mal servido pelos companheiros.

Nota: 6

 

Neto (31 anos).

Mais: desde os 61' em campo, rendendo Mathieu: estreia de verde e branco em Alvalade. Bom corte aos 81'.

Menos: falhou a intercepção a Kevin Gameiro, marcador do segundo do Valência.

Nota: 5

 

Acuña (27 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Borja, com óbvia vantagem para a equipa. Aos 70', soberbo passe longo a que Bruno Fernandes não soube dar boa sequência.

Menos: nesta estreia na pré-temporada leonina, a sua actuação soube a pouco: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 6

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: substituiu Dost aos 61', procurando movimentar-se mais na área do que o holandês, sem o conseguir.

Menos: continua muito distante dos golos.

Nota: 4

 

Diaby (28 anos).

Mais: estreia na pré-temporada, recém-vindo de férias. Substituiu Vietto aos 61', permitindo libertar Bruno Fernandes para o centro do terreno.

Menos: tendência insólita para escorregar em momentos decisivos. O ex-Leão Piccini ganhou-lhe todos os duelos. Bem servido por Bruno, falhou o golo aos 84', quando lhe bastava encostar o pé.

Nota: 4

 

Ilori (26 anos).

Mais: em campo desde os 67', rendendo Coates. Bom corte aos 78'.

Menos: só pode ter ficado desmotivado ao ouvir vários assobios no estádio, até por terem sido imerecidos desta vez.

Nota: 5

 

Eduardo (24 anos).

Mais: substituiu Wendel aos 67' nesta sua estreia em Alvalade de Leão ao peito. Participou na construção de um lance muito perigoso, aos 76'.

Menos: falta-lhe ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: só entrou aos 88', substituindo Idrissa. Tentou - sem conseguir - dar dinâmica ao nosso meio-campo.

Menos: um passe errado, aos 90'+1, podia ter resultado no terceiro golo espanhol.

Nota: 4

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: substituiu Thierry aos 88', sem comprometer.

Menos: devia ter entrado mais cedo.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 88': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 88', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: merecia mais tempo.

Nota: 6

Faz hoje um ano

 

Ao fim da tarde da véspera, realizara-se o jogo de apresentação da equipa, em Alvalade, frente ao Olympique de Marselha, finalista vencido da Liga Europa e que contava nas suas fileiras com jogadores como o brasileiro Luiz Gustavo e o francês Payet, ambos titulares das respectivas selecções.

Éramos cerca de 29 mil no nosso estádio. Momento alto: os vibrantes aplausos que soaram nas bancadas a saudar os regressos de Bas Dost e Bruno Fernandes. Muitas palmas também para outro regressado: o campeão europeu Nani.

Os franceses marcaram logo aos 4', devido a um monumental frango de Viviano - última contratação do consulado de Bruno de Carvalho. O golo do empate, que ditou o resultado, foi apontado por André Pinto aos 61'.

 

Naturalmente, houve vários comentários aqui no blogue. Mas, devido à hora tardia do jogo, só foram publicados no dia seguinte, 29 de Julho de 2018. Faz hoje um ano.

 

Do Pedro Azevedo:

«Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa.»

 

Meu:

«Bas Dost e Bruno Fernandes, por esta ordem, foram os dois jogadores ontem mais aplaudidos em Alvalade. Era o que faltava para se fechar de vez um contencioso que nunca devia ter existido. Nós, os adeptos que estivemos no estádio, tratámos disso. Por maioria esmagadora.»

 

Do António de Almeida:

«De enorme significado os aplausos a Bas Dost e Bruno Fernandes, demonstrando sem margem para dúvidas que a razão foi recuperada no Sporting a 23 de Junho. A loucura, a intolerância, o despotismo e a demência são passado, um pesadelo que não queremos tornar a viver…»

 

Do Edmundo Gonçalves:

«Gostei de ver a bola rolar de novo em Alvalade. Gostei da apresentação. Gostei dos aplausos aos regressados. Bas Dost merecia-os, mesmo tendo-se ficado pela rescisão. Há que sarar as feridas. (...) Não gostei de ver a braçadeira de capitão em Bruno Fernandes. Não gostei do frango do Viviano, quase ao nível do frango de Patrício na última jornada da época anterior. Não gostei da feira de vaidades no camarote presidencial, exalava um cheiro característico.»

A voz do leitor

«Vou continuar a estar no Estádio Alvalade XXI como estive desde a sua inauguração, apoiando sempre a equipa, sofrendo ou vibrando com as suas prestações. Não vou ao Estádio por causa desta ou daquela personagem que por momentos passa pela direção, porque, se fosse por esse motivo, já desde setembro de 1986 que nunca mais tinha metido os pés. Ganhando ou perdendo, são as equipas e os seus atletas que me fazem continuar com este grande Amor.»

 

Luís Barros, neste meu texto

Ainda estou para perceber...

... que aquipa foi aquela que esteve em campo este fim de tarde, em Alvalade.

Há uma velhíssima máxima no futebol que diz simplesmente isto: em equipa que ganha não se mexe!

Sei que alguns atletas já cá não estão. Portante bastava substituí-los por outros de igual valia... e provavelmente estaríamos aqui e agora a falar de outro jogo.

Até aceito que o treinador, se tem que fazer experiências o faça agora, mas pelo menos mostre alguma qualidade. É que cinco minutos não foram suficientes.

Um jogo mau de mais para ser do Sporting. Se descontarmos Thierry e talvez Mathieu, diria que o resto da equipa ainda estava no aeroporto à espera das malas.

Será bom que Marcel Kaiser acorde para a dura realidade que é começar a época contra um rival.

Impressões a quente

Uma equipa que pretende ser campeã não pode desviar o melhor jogador da Liga Portuguesa da posição onde rende mais para arranjar espaço para um projecto de valorização do passe de um avançado que chega a Alvalade como presente envenenado (se falhar o problema é do Sporting, mas se resultar a venda é a dividir com a filial madrilena do carrossel), por muito que esteja longe de ser um Wang.

Borja não tem qualidade para ser titular de uma equipa que ambicione ser campeã nem margem de progressão para vir a sê-lo. Podia ser um daqueles negócios de 3M€ em que a presente gerência se especializou, com Nuno Mendes a suplente de Acuña e Thierry Correia como nono defesa do plantel principal.

Diaby voltou a ser tal Diaby quanto era no ano passado. Ter o velocista num plantel sem lugar para Matheus Pereira e Gelson Dala só pode ser justificado com o não querer perder a face com os milhões surrealistas que custou. Mas sai mais caro mantê-lo.

Bas Dost fez um grande golo algo atípico e boas movimentações antes de perder gás. Esperemos que fique e que melhore de forma.

Dos que entraram no final destaque para Ilori, muito razoável a central, e para a capacidade de progressão com bola de Eduardo Henrique.

Pódio 2018/2019: Bruno, Raphinha, Nani

Em jeito de balanço, aqui fica a lista dos jogadores que receberam a menção de melhores em campo no último campeonato pela soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada.

De salientar que Bruno Fernandes lidera as três classificações, largamente destacado, enquanto Raphinha e Nani compartilham os três pódios. Vale a pena salientar que o ex-capitão leonino jogou pouco mais de meia época, tendo mesmo assim garantido lugar entre os três primeiros.

Entre as subidas, em comparação com a temporada anterior, regista-ss uma progressão: Acuña sobe de 1 para 6 votos. Inversamente, Bas Dost (líder destacado em 2016/2017 e segundo em 2017/2018) cai para a sexta posição, baixando de 18 para apenas 5 votos.

Em relação aos reforços de Inverno, só Luiz Phellype marca posição neste quadro, valorizado com a inclusão de Jovane e Miguel Luís, jogadores oriundos da formação leonina. Desta vez Coates ficou ausente.

Só a A Bola destacou Miguel Luís. E apenas O Jogo fez alusão a Wendel e Diaby. Vale a pena ainda sublinhar a boa posição de Renan, com apenas menos dois votos do que os obtidos por Rui Patrício na temporada anterior.

 

Bruno Fernandes: 41

Raphinha: 16

Nani: 11

Renan: 7

Acuña: 6

Bas Dost: 5

Mathieu: 4

Jovane: 4

Salin: 3

Luiz Phellype: 2

Miguel Luís: 1

Diaby: 1

Wendel: 1

 

A Bola: Bruno Fernandes (15), Nani (4), Raphinha (4), Acuña (3), Renan (3), Bas Dost, Salin, Jovane, Miguel Luís, Mathieu.

Record: Bruno Fernandes (15), Raphinha (6), Nani (4), Acuña (2), Renan (2), Bas Dost, Salin, Jovane, Mathieu, Luiz Phellype.

O Jogo: Bruno Fernandes (11), Raphinha (6), Nani (3), Bas Dost (3), Jovane (2), Renan (2), Mathieu (2), Salin, Diaby, Acuña, Wendel, Luiz Phellype.

 

Nota:

Há um ano foi assim.

Há dois anos foi assim. 

Há três anos foi assim.

Faz hoje um ano

 

Por vezes a história repete-se mesmo: faz hoje um ano, a notícia do dia no Sporting era o iminente regresso de Battaglia. Não na sequência de uma lesão, como agora acontece, mas após o assalto a Alcochete e a consequente rescisão, por vontade do jogador, do contrato que o ligava ao nosso clube. Sousa Cintra, enquanto líder transitório da SAD, conseguiu resgatar o médio argentino - algo que parecia quase impossível escassas semanas antes.

 

Aqui no blogue, nesse dia de apresentação da equipa aos adeptos, a peça de fundo ficou a cargo do Pedro Bello Moraes.

Um excerto desse texto:

«Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.»

A voz do leitor

«Eu também comprei [gamebox] apesar de viver em Inglaterra, mas sempre vou uns seis ou sete fins-de-semana a Portugal para ver o nosso Sporting. Com pena minha, não estou em todos os jogos, mas confio no vosso apoio à nossa equipa.»

 

Gonçalo Branco, neste texto do Edmundo Gonçalves

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